A agonia de Renam, o homem do laranjal
Pois é, prá ver: Renam atolado que estava com a história do lobista pagar contas do senador, e que depois o próprio tentando provar que o dinheiro era seu, inventou um rebanho de produtividade fora do comum, e, de acordo com as análises preliminares da Polícia Federal e com as investigações que se seguiram, acabou mais enrascado e enrolado ainda.
Renam também apostou que sua explicação inicial, a do rebanho, bastaria para convencer seu pares no Senado Federal. Não convenceu. Apostou que, passada algumas semanas, tendo o Pan como pano de fundo, e a colaboração sinistra de uma tragédia aérea, a da TAM, fariam a turma aliviar a prensa. Não deu, saiu o Pan, saiu a TAM, voltou Renam. E desta vez com tudo em cima para arriar o senador de vez, pois as denúncias da VEJA são graves, foram confirmadíssimas pelo sócio inicial, João Lyra, hoje desafeto de Renam. Moral: as vaquinhas do Renam que estavam no brejo, atolaram de vez.
Sendo assim, Renam tem quatro casos para se explicar (se puder):
* o suposto uso de dinheiro da Construtora Mendes Júnior, através do lobista Cláudio Gontijo;
* a venda, pela família Calheiros, de uma fábrica de refrigerantes à cervejaria Schincariol - um negócio de R$ 27 milhões, com suspeitas de lobby e superfaturamento;
* o suposto uso de testas-de-ferro na compra de uma emissora de rádio e de um jornal em Alagoas;
* e a associação de seu nome ao empreiteiro Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama, apanhado na Operação Navalha acusado de operar um dos maiores esquemas de corrupção do país envolvendo desvio de recursos de obras públicas federais".
E acredito que agonia de Renam esteja em seus estertores, isto claro, se as oposições não recuarem, o que seria além de patético, vergonhoso e indecoroso, além de um desserviço para o país. Ocorre que o senador José Agripino (RN), líder do Democratas, pediu a advogados de seu partido uma representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, pelas novas acusações da revista Veja - de que ele comprou em parceria com o ex-deputado João Lyra, atualmente adversário dele, duas emissoras de rádio em Alagoas. A revista sustenta que Calheiros pagou sua parte em dinheiro vivo, com dólares e reais. Pela lei, parlamentar não pode ser proprietário de rádio ou televisão. José Agripino afirmou ainda que o DEM não pretende mais votar matérias no Senado enquanto Renan Calheiros não deixar a presidência da Casa. O senador voltou a pedir a Renan que deixe a presidência do Senado até o fim das investigações.
Escândalo nos Correios: de novo
Ah, mas a pátria amada Brasil não se contém com apenas um picareta por vez. Mal as histórias de Renam deságuam sobre sua cabeça, e já temos dois novos rolos para nos entreter. É isso aí. Aqui, escândalo se produz no atacado e no varejo.
Começa com a devassa que se pretende fazer nos Correios. Isso aí: de novo, agora no segundo mandato de Lula, os Correios são alvo de investigações, sobre um descomunal rede de corrupção que lá se instalou. De quebra o seguinte: quando Lula se aventurou a entregar os Correios para o PMDB, muitos se levantaram para criticá-lo. E o resultado aí está, tudo se repetiu e tem muita munição para ser gasta. É de se esperar desta vez que as investigações apurem tudo mesmo, e que os culpados da hora sejam exemplarmente punidos, pelo menos, desta vez.
Mas atenção senhores picaretas do rabo preso: em depoimento ao Ministério Público e à Polícia Federal, o servidor dos Correios Luiz Carlos de Oliveira Garritano, preso quinta-feira durante a Operação Selo, confirmou a prática de pagamentos de propina feitos por empresários a funcionários da estatal em troca de informações privilegiadas de licitações. Com os dados, empresários, entre os quais Arthur Wascheck Neto, também preso na operação, entravam em vantagem nas disputas ou poderiam, em conluio, combinar previamente quem seria o vencedor.
Pois é, prá ver: Renam atolado que estava com a história do lobista pagar contas do senador, e que depois o próprio tentando provar que o dinheiro era seu, inventou um rebanho de produtividade fora do comum, e, de acordo com as análises preliminares da Polícia Federal e com as investigações que se seguiram, acabou mais enrascado e enrolado ainda.
Renam também apostou que sua explicação inicial, a do rebanho, bastaria para convencer seu pares no Senado Federal. Não convenceu. Apostou que, passada algumas semanas, tendo o Pan como pano de fundo, e a colaboração sinistra de uma tragédia aérea, a da TAM, fariam a turma aliviar a prensa. Não deu, saiu o Pan, saiu a TAM, voltou Renam. E desta vez com tudo em cima para arriar o senador de vez, pois as denúncias da VEJA são graves, foram confirmadíssimas pelo sócio inicial, João Lyra, hoje desafeto de Renam. Moral: as vaquinhas do Renam que estavam no brejo, atolaram de vez.
Sendo assim, Renam tem quatro casos para se explicar (se puder):
* o suposto uso de dinheiro da Construtora Mendes Júnior, através do lobista Cláudio Gontijo;
* a venda, pela família Calheiros, de uma fábrica de refrigerantes à cervejaria Schincariol - um negócio de R$ 27 milhões, com suspeitas de lobby e superfaturamento;
* o suposto uso de testas-de-ferro na compra de uma emissora de rádio e de um jornal em Alagoas;
* e a associação de seu nome ao empreiteiro Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama, apanhado na Operação Navalha acusado de operar um dos maiores esquemas de corrupção do país envolvendo desvio de recursos de obras públicas federais".
E acredito que agonia de Renam esteja em seus estertores, isto claro, se as oposições não recuarem, o que seria além de patético, vergonhoso e indecoroso, além de um desserviço para o país. Ocorre que o senador José Agripino (RN), líder do Democratas, pediu a advogados de seu partido uma representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, pelas novas acusações da revista Veja - de que ele comprou em parceria com o ex-deputado João Lyra, atualmente adversário dele, duas emissoras de rádio em Alagoas. A revista sustenta que Calheiros pagou sua parte em dinheiro vivo, com dólares e reais. Pela lei, parlamentar não pode ser proprietário de rádio ou televisão. José Agripino afirmou ainda que o DEM não pretende mais votar matérias no Senado enquanto Renan Calheiros não deixar a presidência da Casa. O senador voltou a pedir a Renan que deixe a presidência do Senado até o fim das investigações.
Escândalo nos Correios: de novo
Ah, mas a pátria amada Brasil não se contém com apenas um picareta por vez. Mal as histórias de Renam deságuam sobre sua cabeça, e já temos dois novos rolos para nos entreter. É isso aí. Aqui, escândalo se produz no atacado e no varejo.
Começa com a devassa que se pretende fazer nos Correios. Isso aí: de novo, agora no segundo mandato de Lula, os Correios são alvo de investigações, sobre um descomunal rede de corrupção que lá se instalou. De quebra o seguinte: quando Lula se aventurou a entregar os Correios para o PMDB, muitos se levantaram para criticá-lo. E o resultado aí está, tudo se repetiu e tem muita munição para ser gasta. É de se esperar desta vez que as investigações apurem tudo mesmo, e que os culpados da hora sejam exemplarmente punidos, pelo menos, desta vez.
Mas atenção senhores picaretas do rabo preso: em depoimento ao Ministério Público e à Polícia Federal, o servidor dos Correios Luiz Carlos de Oliveira Garritano, preso quinta-feira durante a Operação Selo, confirmou a prática de pagamentos de propina feitos por empresários a funcionários da estatal em troca de informações privilegiadas de licitações. Com os dados, empresários, entre os quais Arthur Wascheck Neto, também preso na operação, entravam em vantagem nas disputas ou poderiam, em conluio, combinar previamente quem seria o vencedor.
Na investigação, que culminou com cinco prisões e o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão, Wascheck é tido como um dos pivôs de um esquema de fraudes que funcionaria ao menos desde 2002. Dos cinco presos, Garritano é o que mais tem colaborado com os investigadores. Ele já havia sido ouvido no inquérito que apura fraudes nos Correios.
A PF e o Ministério Público pediram à Justiça a renovação da prisão temporária para os empresários Wascheck e Marco Antonio Bulhões e para o servidor Sérgio Dias. Foi pedida a liberação de Garritano e do empresário Antonio Félix Teixeira. Ainda que sejam soltos, deverão ficar em Brasília, à disposição dos investigadores caso seja necessário.
A vez da Denise beber água:
E o segundo enrosco envolve nada mais nada menos do que a senhora do charuto, isto mesmo, Denise Abreu, da ANAC. Já não bastassem os favorecimentos concedidos às empresas aéreas, as mesmas que “deveriam ser fiscalizadas”, e não foram, agora o brigadeiro que saiu da INFRAERO, saiu atirando. E contra a dona Denise.
Ex-presidente da Infraero, o brigadeiro José Carlos Pereira, aquele do pepino, disse em entrevista publicada em O Globo que, a diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, era "terrível" e que se não tivesse sido limado do cargo iria "comprar uma grande briga com ela". Pois comprou.
Pereira contou que Denise fez pressão para tentar transferir o setor de cargas dos aeroportos de Congonhas e de Viracopos para o de Ribeirão Preto, onde um amigo dela é o administrador. A assessoria de Denise soltou nota dando conta que a senhora do charuto rebatia todas as acusações e que ingressaria com ação contra o brigadeiro. Beleza ! Como o brigadeiro diz ter muita munição contra Denise, vamos aguardar os próximos capítulos. Geralmente, em briga de cachorro grande, costuma, das duas uma acontecer: ou se ajustam, nos bastidores, as diferenças e um acaba acobertando o outro, ou resulta naquilo que vimos no caso do Roberto Jefferson versus José Dirceu. Liga-se o ventilador, a todo a velocidade e...
E na Infraero, como fica ?
Gaudenzzi que assumiu o posto em lugar do brigadeiro Pereira, anuncia que solicitará uma auditoria independente para fazer uma devassa na INFRAERO. Já não era sem tempo. Da administração de Carlos Wilson há muito para ser investigado, mas seria bom que Gaudenzzi também resolvesse uma grave irregularidade existente na INFRAERO: ocorre que a empresa tem mais funcionários contratados sem concurso do que o permitido. A empresa tem 10.600 servidores, entre cargos de carreira e contratados sem concurso. De acordo com levantamento da Sina (Sindicato Nacional dos Aeroportuários), dos 1.130 contratados, 200 ocupam cargos especiais, o que representa 1,8% do total, quase o dobro do permitido. No entanto, o número de funcionários não concursados deve ser ainda maior, uma vez que a pesquisa só diz respeito ao quadro geral de empregados.
Com toda esta caca, é ser muito cara de pau em atribuir as vaias a golpe contra Lula. E a roubalheira é o quê, senão um golpe contra a decência ?
A PF e o Ministério Público pediram à Justiça a renovação da prisão temporária para os empresários Wascheck e Marco Antonio Bulhões e para o servidor Sérgio Dias. Foi pedida a liberação de Garritano e do empresário Antonio Félix Teixeira. Ainda que sejam soltos, deverão ficar em Brasília, à disposição dos investigadores caso seja necessário.
A vez da Denise beber água:
E o segundo enrosco envolve nada mais nada menos do que a senhora do charuto, isto mesmo, Denise Abreu, da ANAC. Já não bastassem os favorecimentos concedidos às empresas aéreas, as mesmas que “deveriam ser fiscalizadas”, e não foram, agora o brigadeiro que saiu da INFRAERO, saiu atirando. E contra a dona Denise.
Ex-presidente da Infraero, o brigadeiro José Carlos Pereira, aquele do pepino, disse em entrevista publicada em O Globo que, a diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, era "terrível" e que se não tivesse sido limado do cargo iria "comprar uma grande briga com ela". Pois comprou.
Pereira contou que Denise fez pressão para tentar transferir o setor de cargas dos aeroportos de Congonhas e de Viracopos para o de Ribeirão Preto, onde um amigo dela é o administrador. A assessoria de Denise soltou nota dando conta que a senhora do charuto rebatia todas as acusações e que ingressaria com ação contra o brigadeiro. Beleza ! Como o brigadeiro diz ter muita munição contra Denise, vamos aguardar os próximos capítulos. Geralmente, em briga de cachorro grande, costuma, das duas uma acontecer: ou se ajustam, nos bastidores, as diferenças e um acaba acobertando o outro, ou resulta naquilo que vimos no caso do Roberto Jefferson versus José Dirceu. Liga-se o ventilador, a todo a velocidade e...
E na Infraero, como fica ?
Gaudenzzi que assumiu o posto em lugar do brigadeiro Pereira, anuncia que solicitará uma auditoria independente para fazer uma devassa na INFRAERO. Já não era sem tempo. Da administração de Carlos Wilson há muito para ser investigado, mas seria bom que Gaudenzzi também resolvesse uma grave irregularidade existente na INFRAERO: ocorre que a empresa tem mais funcionários contratados sem concurso do que o permitido. A empresa tem 10.600 servidores, entre cargos de carreira e contratados sem concurso. De acordo com levantamento da Sina (Sindicato Nacional dos Aeroportuários), dos 1.130 contratados, 200 ocupam cargos especiais, o que representa 1,8% do total, quase o dobro do permitido. No entanto, o número de funcionários não concursados deve ser ainda maior, uma vez que a pesquisa só diz respeito ao quadro geral de empregados.
Com toda esta caca, é ser muito cara de pau em atribuir as vaias a golpe contra Lula. E a roubalheira é o quê, senão um golpe contra a decência ?