sexta-feira, outubro 27, 2006

O lixo do PT !

Eis um partido que adora o lixo. Principalmente, fazer negócios com o lixo. Se há uma coisa comum nas administrações do PT, isto é o seu dom natural para mexer com lixo. Com a colaboração do Alerta Total eis uma cronologia interessante.
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Há denúncias que envolvem o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, com a máfia do lixo. Revelam que Delúbio, que cuidava das finanças petistas cinco anos atrás, durante a campanha de Lula em 2002, arrecadou oficialmente as doações eleitorais de empresas que atuam na área do lixo. Da prestação de contas da campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, por ele assinada e enviada ao Tribunal Superior Eleitoral, referente ao ano eleitoral de 2002, consta a doação feita por uma empresa de lixo, no valor de R$ 130.000,00 (cento e trinta mil reais).
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A mesma empresa de lixo fez a doação ao Comitê do PT para presidente em 2002 no valor total de R$ 350.000,00. Assim a campanha de Lula e o Comitê do PT para presidente em 2002, receberam R$ 480.000,00 da empresa de lixo que foi condenada na Justiça de São Paulo, por lesão aos cofres do município de São Paulo, em data anterior à transferência da doação à campanha eleitoral do candidato Lula e ao Comitê do Partido dos Trabalhadores para presidente.
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A empresa de lixo foi condenada nos autos da ação de improbidade administrativa n. 583.53.1999.423632-0, pelo Juízo da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, em ação movida em 28/10/1999, pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. A sentença foi confirmada posteriormente pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Além de condenada a reparação dos danos que causou ao erário público de São Paulo, a empresa de lixo foi condenada à proibição de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos. Ao assinar sua prestação de conta da campanha de 2002, confirmando o recebimento da doação do esquema do Lixo, Lula não poderá alegar, como de costume, “que não sabia de nada”.

Caso do Lixo em Porto Alegre
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Durante a administração popular iniciada com o governo do PT em Porto Alegre (RS), que teve Olívio Dutra como primeiro prefeito, seguido por Tarso Genro, Raul Pont e João Verle, o representante petista do lixo na capital gaúcha comandou a limpeza urbana por três gestões.
Foram tantas as irregularidades que o diretor geral do lixo de Porto Alegre acabou sendo condenado no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul a ter que devolver o valor perto de R$ 1 milhão aos cofres públicos do município.Esse ex-diretor geral responde ainda a processo na Justiça em ação civil pública ingressada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.
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Lixo da Marta
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No município de São Paulo, a prefeitura comandada pela petista Marta Suplicy, hoje coordenadora da campanha de Lula em São Paulo, realizou a maior licitação pública do Brasil na área do lixo.
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Faltando exatos 86 dias antes do final de seu governo, a prefeitura de São Paulo firmou dois contratos com concessionárias privadas, por um prazo de até 40 anos, com valores que chegavam a R$ 20 bilhões.
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As irregularidades no processo licitatório e indícios de fraudes culminaram com diversos processos na Justiça de São Paulo, estando os contratos com essas concessionárias “sub judice”.
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O Ministério Público paulistano abriu investigação sobre o lixo de São Paulo.
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A seguir o MP ingressou com uma ação civil pública, em novembro de 2004, contra autoridades, funcionários e empresas privadas, pela chamada “trama no lixo”.
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Lixo de Palocci
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No dia 19 de setembro passado, o delegado seccional da Polícia Civil em Ribeirão Preto, Antonio Valencise, pediu a prisão do ex-ministro da Fazenda e agora deputado federal eleito, o petista Antonio Palocci Filho, acusando-o de envolvimento em irregularidades no contrato de limpeza nas administrações do PT na cidade do Oeste paulista.
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No relatório final do inquérito, Palocci é citado como o coordenador da "máfia do lixo".
As investigações, que também fizeram parte da CPI dos Bingos, incluem irregularidades nas gestões dos petistas Palocci (2001 a 2002) e Gilberto Maggioni (2002 a 2004) em Ribeirão Preto (SP).
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De acordo com o delegado, o rombo deixado pelas irregularidades foi superior a R$ 30 milhões.
Segundo Rogério Buratti, ex-assessor de Palocci na prefeitura, o ex-ministro recebia R$ 50 mil mensais de propina da empresa de lixo.
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Sujeira que matou Celso Daniel?
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O assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel, em janeiro de 2002, foi apontado pela CPI dos Bingos e pelo Grupo de Atuação Especial Regional contra o Crime Organizado (Gaerco) em Santo André (SP) como estando relacionado à corrupção na coleta de lixo.
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Os irmãos o ex-prefeito petista Celso Daniel chegaram a afirmar que Celso foi morto porque não aceitou o enriquecimento de correligionários petistas com um esquema de caixa dois concebido originalmente apenas para financiar as campanhas eleitorais do partido.
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Entre os fundos de campanha estava o lixo de Santo André na administração petista do próprio Celso Daniel.

Na Globo, o último debate...

Lula, o favorito nas pesquisas

Cachorrinhos do PT

Joãozinho é aluno de escola pública com cartilha, merenda e tudo.
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Um dia destes, ele chegou contente demais na escola.
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Estranhando, a professora, vendo a alegria do menino, logo perguntou:
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-"Joãozinho por que tanta alegria?"
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E o Joãozinho respondeu:
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-"É que minha cachorrinha ganhou 8 cachorrinhos e todos são do PT."
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A professora, simpatizante do partido, ficou esfuziante e comentou:
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-"Que legal, Joãozinho! E você está contente por isso? Que bom! Que exemplo de civismo! Na próxima semana seremos visitados pelo nosso Presidente da República e ele ficará contente em saber disto. Que até os seus cachorrinhos são do PT. Quando ele estiver aqui, você vem e conta para nós, certo, Joãozinho?"
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Na outra semana, o Presidente Lula visita a escola e, conforme o combinado, Joãozinho pede licença e diz:
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-"Seu presidente. Sabe que minha cachorrinha ganhou 8 cachorrinhos e 4 são do PT?"
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A professora espantada pergunta:
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- "Mas, Joãozinho, você havia me dito que os 8 eram do PT."
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E terrível menino dá sua explicação oficial:
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- "Eram sim, professora, mas 4 já abriram os olhinhos..."

Mais chute no traseiro !

Evo defende nacionalização do gás com pagamento de bônus
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Nos bastidores, Brasil e Bolívia tentam costurar um acordo parcial. Mas, oficialmente,
os dois governos permanecem "duros" nas negociações
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Por Marina Guimarães, Denise Madieño e Leonardo Goy
Para o Estado de São Paulo
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A "data fatal" prevista pelo governo boliviano para a adequação das companhias estrangeiras aos termos do decreto de nacionalização dos setores de gás e petróleo termina em dois dias - no sábado, dia 28. Nos bastidores, tanto o governo boliviano quanto o brasileiro vêm dando sinais de que chegarão a um acordo parcial até esta data e, diante disso, nenhuma posição mais drástica será tomada. Contudo, algumas demonstrações dos dois governos não deixam tão clara esta posição. Ou, pelo menos, apontam que as negociações não serão tão fáceis.
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Na Bolívia, o presidente Evo Morales aproveitou um ato de governo voltado para o social para defender a nacionalização dos hidrocarbonetos. Ele iniciará as comemorações de seu aniversário de 47 anos, nesta quinta-feira, com anúncio de entrega de um bônus contra a deserção escolar no valor de 200 bolivianos (em torno de US$ 25).
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Esse bônus será financiado pelos US$ 30 milhões que o Tesouro boliviano recebeu pela cobrança do imposto denominado Participação Adicional, criado pelo decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos, do dia 1º de maio. O ato é visto como uma forma adotada pelo governo boliviano para segurar os ânimos da população até o final do prazo para a negociação com as petrolíferas.
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Fonte próxima a Morales explicou que "os acordos já estão se encaminhando para a reta final e não haverá prorrogação dos prazos". Segundo ela, já existe um "pré-acordo" com as empresas Chaco, Total e BG. Mas a Petrobras e a Repsol-YPF "ainda faltam acertar detalhes que poderiam ser fechados entre hoje e amanhã".
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A Bolívia tem histórico na transferência de renda do setor petrolífero para programas sociais. A capitalização das empresas estatais na década de 90 culminou com a criação de um benefício chamado Bonosol, que garante uma renda anual em torno dos US$ 100 para todos os bolivianos com mais de 65 anos.
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Naquele processo, o governo vendeu 51% das empresas Chaco e Andina (partes do fatiamento da estatal YPFB) para a britânica BP e a espanhola Repsol, respectivamente. Os 49% restantes ficaram com fundos de pensão que financiam o Bonosol.
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Posição brasileira
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Do lado brasileiro, fontes próximas ao ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disseram nesta quinta-feira à Agência Estado que o ministro aguarda o resultado das negociações entre técnicos brasileiros e bolivianos - em curso desde o início da semana em La Paz - para definir sua ida ao país vizinho.
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Mas o presidente do PT e coordenador da campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quinta-feira mais uma vez que a Petrobras deixará a Bolívia, se não houver um bom entendimento com aquele país. Ele espera que o acordo parcial seja finalizado até o final desta semana, o qual permitirá um acordo genérico com elaboração de um memorando de entendimento, fixando o prazo de algumas semanas para a assinatura dos novos contratos.
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"Quero deixar claro que nós queremos renovar os contratos, nós queremos acordo e um bom entendimento. Se esse entendimento não for possível, a Petrobras sai da Bolívia e, evidentemente, nós seremos ressarcidos pela via da negociação ou da Justiça", afirmou. "Espero que essa alternativa não se coloque e que venha prevalecer um bom entendimento", acrescentou Garcia.
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Fonte de empresa privada que está participando diretamente de negociações com o governo boliviano disse que a Petrobras pode ser a única das empresas a atuar na Bolívia que chegará o final do prazo sem conseguir qualquer alteração para amenizar as condições oferecidas pelo governo boliviano.
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"Desde o início do prazo, todas as companhias estão negociando com o governo boliviano. Algumas têm conseguido vantagens ou mesmo a alteração de itens que eram considerados inviáveis de serem aceitos. Mas a Petrobras está há anos luz nesta negociação, porque deixou para sentar à mesa de discussões somente na última hora, acreditando que teria privilégios", afirmou a fonte.
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Segundo esta mesma fonte o "erro" da Petrobras foi ter acreditado em duas possibilidades "salvadoras": uma delas teria sido apostar que o governo brasileiro inferiria nas negociações de maneira a beneficiar a estatal. A outra foi acreditar que, por ser a principal consumidora do gás boliviano, estaria em condições especiais e deveria ser tratada diferentemente.
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Ameaças
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Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reiterou, por meio de sua assessoria, que o governo brasileiro recorrerá aos tribunais internacionais em Nova York e na Holanda, caso o governo Evo decida expulsar a Petrobras do país, sob a alegação da ausência de um acordo.
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A mesma posição foi confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Itamaraty está seguro de que tais tribunais darão ganho de causa à Petrobras e que a Bolívia terá de arcar com um ônus que, certamente, agravará suas condições fiscais e de atração de investimentos e minará as bases de sustentação política do próprio governo Evo Morales.

TOQUEDEPRIMA...

O retorno de Collor
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A Casa Civil da Presidência será obrigada, por lei, a oferecer ao ex-presidente Fernando Collor de Mello dois automóveis com combustível pago pelos contribuintes e oito funcionários com salários próximos a R$ 5 mil.
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O senador recém-eleito por Alagoas requisitou os benefícios em ofício encaminhado à Presidência da República.
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Collor, que é milionário, não se dá por satisfeito com o mandato ao Senado, que lhe garante apartamento funcional, servidores, carro e dinheiro farto para tocar suas atividades.
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Culpa da Justiça
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Collor está exigindo seus direitos com base em uma decisão judicial.
A Justiça Federal do Distrito Federal reconheceu, ainda antes das eleições, que Collor tem os mesmos direitos de ex-presidente, apesar de ter sido derrubado pelo Congresso por meio de um processo de impeachment.
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Em 1993, a Consultoria-Geral da República admitiu que Collor tinha os mesmos direitos que os demais ex-presidentes.
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No entanto, uma ação popular movida por uma pessoa física suspendeu a concessão dos benefícios.
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Agora, a Justiça Federal considerou a ação improcedente.
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COMENTANDO A NOTICIA: Que paizinho merreca este o nosso, não !!!!
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Lula recusa compromisso anti-constutuinte
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O presidente Lula informou hoje à Academia Brasileira de Direito Constitucional que não vai aderir à carta-compromisso, proposta pela entidade de não convocar nem impedir que se convoque uma nova Assembléia Constituinte capaz de alterar a Constituição brasileira. O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, ao contrário, se comprometeu hoje a não convocar, se eleito, uma Constituinte: "Não vejo nenhuma razão para ter uma nova Assembléia Constituinte", afirmou, logo após receber a Carta assinada pelos maiores juristas brasileiros e entregue pessoalmente pelo presidente da Academia, Flávio Pansieri.
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Comentário de Reinaldo Azevedo:
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Só Lula não assinou nada
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Ai, ai... O candidato tucano Geraldo Alckmin já assinou documento dizendo que não vai privatizar estatais, que vai manter a Zona Franca de Manaus, que não vai convocar miniconstituinte... Vocês já repararam que Lula, até agora, não precisou assinar coisa nenhuma? A rigor, não existe ninguém mais sem compromissos firmados do que ele. O que quer que faça estava previsto porque nada estava previsto. Essa assinatura de Alckmin é um retrato do que o petismo fez com a política brasileira. Quem inventou essa bobagem autoritária de miniconstituinte para fazer a reforma política foi Lula. Ele é que teria de se comprometer a não tentar se aventurar a tanto.
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Advogado do governo (ou do diabo...)
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O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, isentou o PT de qualquer tipo de envolvimento na tentativa de negociação de um dossiê contra candidatos do PSDB."Claro que não foi. É evidente que não foi o PT. Foram pessoas que montaram um grupo de inteligência entre aspas e que fizeram isso (a negociação). É isto que está nos autos (inquérito)".
O ministro também criticou uma suposta tentativa de politização da investigação do caso do dossiê, que estaria em curso na CPI dos Sanguessugas, no Congresso:
"Fico triste quando vejo que o uso eleitoral e a paixão eleitoral possam fazer esse tipo de crítica, absolutamente destituída de fatos. Apontem os fatos que nós vamos apurar. A investigação não pode, e nem vai, ser distorcida pela paixão eleitoral daqueles que estão perdendo as eleições".
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Caixa dois
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A hipótese mais provável com a qual a Polícia Federal trabalha sobre a origem do dinheiro para a compra do dossiê contra tucanos é que os recursos tenham vindo do caixa dois do PT.
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O dinheiro apreendido com os emissários do PT Gedimar Passos e Valdebran Padilha, ao que tudo indica, tem origem irregular.
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Os recursos não foram computados na contabilidade do partido e há sinais de que o dinheiro não saiu diretamente do sistema bancário para as mãos da dupla, podendo ter passado, por exemplo, por bancas do jogo do bicho no Rio, ou por contas correntes de ilustres petistas no exterior.
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Tática nazista em ação. Genro:"PSDB deixou Brasil à beira da falência"
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O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, respondeu com ironias às declarações do candidato tucano ao Planalto, Geraldo Alckmin, que, em seu último comício em São Paulo, disse "o PT e o governo Lula viraram um Código Penal ambulante". Segundo o ministro Tarso Genro, "é surpreendente alguém que fale em código penal quando deixou o Brasil à beira da falência".Para o ministro, o PSDB "poderia ser vítima da Lei de Falências" porque, quando deixou o governo, entregou o país com inflação alta, com juros altos, taxa de crescimento nula, falta de financiamento, um país completamente em crise. Acrescentou ainda que quem deixou o país em "escombros", usando palavra dita pelo ex-presidente Fernando Henrique, foi o governo tucano. "Em escombros recebemos o país", declarou.
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Fonte: Agência ESTADO
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Comentário de Lúcio Lopes do Minuto Político:
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De tanto repetir esta mentira até Lula e o pai da Luciana Genro acabam, eles próprios, acreditando. Será que vale a pena ganhar uma eleição mentindo deslavadamente, desavergonhadamente? Para o PT vale!

TOQUEDEPRIMA...

Rastreamento nas linhas do Planalto, mas não de Lula
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Veja On line
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A Polícia Federal realizou um rastreamento de cerca de 380.000 ligações telefônicas de 100 linhas do Palácio do Planalto. De acordo com o comando da PF, o rastreamento foi uma tentativa de verificar conversas entre personagens envolvidos no escândalo do dossiê. A verificação foi feita com autorização judicial e não incluiu o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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De acordo com o ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, só o Supremo Tribunal Federal (STF) pode autorizar o rastreamento das ligações do presidente, a pedido do procurador-geral da República. Algumas das linhas rastreadas, contudo, são usadas por pessoas bem próximas de Lula. A principal delas é o chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho, velho amigo de Lula.
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A PF já sabe que Carvalho ligou para Jorge Lorenzetti, apontado como um dos principais resposáveis pela operação de compra do dossiê, antes mesmo que o nome do petista aparecesse como um dos suspeitos do caso. "Os envolvidos no dossiê são petistas e é natural que ligassem para petistas no governo", tentou explicar Bastos. Os extratos telefônicos estão sendo analisados na PF.
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Contando com a invasão no C...
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No Alerta Total
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Confiante na reeleição de Lula, o MST rompeu ontem a trégua eleitoral. Os radicais invadiram três fazendas no Pontal do Paranapanema (SP).
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A previsão, que o líder do MST José Rainha anunciara, ainda no período eleitoral, era de que a trégua acabaria no domingo.
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Mas como seu aliado Lula já ganhou a eleição previamente, o MST avaliou que poderia invadir as terras antes, que não prejudicaria o candidato.
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A mentira, a farsa continua
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Em matéria em seu site, a revista época revela que em uma “investigação interna”, Lula acredita que o dinheiro do dossiê veio do caixa-dois com aval de Berzoíni.
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É muita cara de pau dessa gente. Será que esse governo pensa que todos nós somos patetas? Ou será que Lula está falando somente a seus eleitores analfabetos?Este presidente ultrapassou todos os limites toleráveis.
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Segundo a reportagem, Lula disse a dois ministros acreditar que parte dos R$1,7 milhão usados na tentativa de compra do dossiê veio do caixa-dois do PT e que seu recolhimento foi autorizado pelo seu então coordenador da campanha, ex-ministro e presidente do partido, Ricardo Berzoíni.
A matéria diz ainda que seis semanas depois da prisão dos petistas Gedimar e Valdebran com o dinheiro, Lula ordenou uma “investigação paralela” sobre o caso. Ministros, dirigentes petistas e delegados na Polícia Federal recolheram informações contraditórias, mas que permitiram ao Planalto montar um esboço de como foi arquitetada a compra do dossiê. O próprio presidente se envolveu na apuração, conversando com Ricardo Berzoini, o candidato derrotado ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante e vários dirgentes da sua campanha. Há informações de que no dia 17, dois dias depois das prisões pela PF, Lula teria se encontrado com o ex-ministro José Dirceu.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Tudo bem, houve caixa-dois? Então, cumpra-se o que determina a legislação eleitoral em vigor: impugnação de sua candidatura. E fim de papo.
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Ataque alternativo
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Já que o TSE “proibiu” qualquer propaganda da mãozinha de quatro dedos, com o sinal de proibido, contra o presidente Lula, façamos o seguinte: vamos atacar-lhe a deficiência mental, moral e ética...
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PB: cartão é do neto de Humberto Lucena
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A empresa Several Card ganhou o direito de emitir aos servidores estaduais e municipais da Paraíba o cartão PBCard, que permite o débito em folha de até 30% do salário. A empresa tem até link na página da Secretaria de Administração do governo de Cássio Cunha Lima (PSDB). À frente do negócio está Leonardo Campos, neto do ex-senador Humberto Lucena e filho de José Wilson, que, filiado ao PFL, atacou duramente o próprio pai, o ex-governador do Tocantins Siqueira Campos (PSDB), durante a última campanha eleitoral. Os cartões são anunciados como um “adiantamento do salário” do funcionário para compras em farmácias e supermercados.

Jefferson, por ele mesmo...

Quem é Roberto Jefferson?
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Blog do Jefferson
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Não adianta minimizar o que eu sou, Lula. Você sabe muito bem quem eu sou. Eu sou o cara que tirou a máscara do partido que brandia a bandeira da ética e que, uma vez no poder, montou o maior esquema de corrupção já visto na história política brasileira. Para quê? Para financiar um projeto de poder pessoal, sem cara, que fomenta a divisão e o individualismo na sociedade que, entre migalhas recebidas e a sucessão de escândalos que o seu governo oferece, opta pela sua candidatura por absoluta falta de um projeto alternativo de poder que lhe devolva a esperança. Na dúvida, fica com o que já está aí; mas, tenho certeza, tapando o nariz, devido ao mau cheiro que exala das paredes do Planalto.
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Se você ainda acha pouco, pergunte ao Zé Dirceu, Delúbio, Sílvio Pereira, José Genoíno, Marcelo Sereno etc. quem é Roberto Jefferson. Tenho certeza que eles saberão de quem você está falando.
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Se quiser mais ainda, pergunte ao Brasil.
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Quanto a você, Lula, eu oscilo entre a opinião de dois grandes homens públicos brasileiros: Brizola, que definiu você como "sapo barbudo". E Fernando Henrique, que o chama de "fanfarrão".
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A História dirá qual dos dois tem razão. Talvez os dois tenham.

TOQUEDEPRIMA...

No "Globo", Plínio Teodoro comentou:

"Somente em 2005, os gastos com a dívida chegaram a R$ 257,6 bilhões do Orçamento, no valor de R$ 606,9 bilhões. Em 95, tínhamos uma dívida na faixa de 30% de tudo que o País produzia. Ao longo de 11 anos, a dívida chegou a bater em 60% do que o País produz. Agora é um patamar de 50%. Paga-se 40% de carga tributária e tira-se metade para pagar encargos (juros). Em 2005, apenas 26% do Orçamento foram gastos em educação, saúde, segurança. A dívida, que representava 18,75% em 95, foi para 42% em 2005".
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TCU investiga supostas irregularidades em Furnas
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O Tribunal de Contas da União (TCU) apura possíveis irregularidades em Furnas Centrais Elétricas nas obras do sistema de transmissão Cachoeira Paulista-Adrianópolis, na região Sudeste do país. Uma auditoria realizada na estatal apontando indícios de fraude foi divulgada nesta quarta-feira (25.10) pelo tribunal.
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O documento indica reajustamento dos preços retroativos ao período inicial de vigência dos contratos realizados com as empresas Cmelpar e Alusa. As irregularidades podem ter causado prejuízos de até R$ 9 milhões.
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José Pedro Rodrigues de Oliveira, diretor-presidente da estatal, e Márcio Flório, funcionário responsável pelas assinaturas dos reajustes, a Cmelpar e a Alusa foram notificados. Eles devem apresentar defesa ou recolher os valores fixados aos cofres de Furnas. Oliveira e Flório poderão recolher com a Cmelpar R$ 5.015.973,87 e com a Alusa, R$ 4.420.435,50.
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Pesquisa sinaliza aumento da interferência política na Anatel
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Um estudo realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) revela que a interferência política nas decisões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está aumentando. Para a elaboração do estudo, a Amcham ouviu 70 agentes do setor de telecomunicações (telefonia fixa, móvel, satélites e fabricantes, entre outros) nos meses de julho e agosto.
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Das empresas procuradas, 61% delas responderam “sempre” à pergunta: “na sua percepção, a Anatel tem sofrido interferências políticas”, enquanto 33% disseram “geralmente”. No ano passado, 45% acharam que a agência “sempre” sofria interferências políticas e 41%, “geralmente”.
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A atuação da Anatel na defesa de seus interesses junto ao Congresso também foi criticada pelos entrevistados. Ao serem questionados se a Anatel sensibiliza os “legisladores sobre a necessidade de diminuição da carga tributária” no setor, 65% disseram que “raramente” e 21%, que “nunca”.
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Para 34% dos entrevistados, a Anatel “nunca” é eficiente na proteção aos direitos dos usuários. No ano passado, somente 5% eram da mesma opinião.
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No relatório, a Amcham defende que a agência federal seja fortalecida financeiramente e na capacitação do quadro de pessoal. “A Anatel carece de investimentos financeiros e do aprimoramento de seu corpo técnico para melhorar o desempenho de suas funções”, diz trecho do documento.
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Em comparação a levantamentos similares feitos entre 2003 e 2005, a Anatel melhorou a transparência na informação de seus processos decisórios à sociedade. “A Amcham verificou que a Anatel ainda falha em algumas questões de suma importância para o mercado, contudo, foi possível identificar uma melhora significativa em outros quesitos”, comentou o coordenador de relações governamentais da Amcham e organizador de análises da atuação de agências reguladoras, Ivan Marques.
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Além da Anatel, a Amcham faz avaliações de outras agências reguladoras, como Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Acorda Brasil ! Até a Suécia mudou !

por Margaret Tse (*)
PublicadonoDiegoCasagrande

Por oportunismo eleitoral, volta à tona o assunto privatização com PT e Lula demonizando a privatização das estatais. Com isto, mostram desinformação e dessintonia total com o que ocorre atualmente na Suécia, modelo de Estado-previdência para os esquerdistas.
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Ora, a recente eleição realizada em setembro na Suécia nos mostra o pior resultado desde 1914 do Partido Social Democrata, no poder por 65 anos e que levou a economia sueca a um estado crítico. Desde 1976, as políticas socialistas e interventoras trouxeram uma grave crise econômica no país, que tem um dos impostos sobre renda mais altos do mundo e um dos sistemas de previdência mais caros entre os países da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD).
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Oficialmente, a taxa de desemprego é de 4,5%, mas está em 17% se forem incluídos os desempregados ocultos (que estão em benefício previdenciário, retreinamento ou aposentadoria antecipada) de acordo com o Instituto Global McKinsey. Significava, em 1991, uma perda em torno de mil empregos por dia numa economia em queda livre porque estava ancorada na rigidez da lei trabalhista, cujas regras além de aumentarem os custos, engessavam as empresas. Houve uma mudança estrutural no país no início da década de 1990, quando a Suécia foi forçada a iniciar um processo de liberalização da economia, com desregulamentações, reformas e privatizações. A partir daí, a produtividade do setor privado, que emprega 70% da mão-de-obra, vem se tornando crescente.
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O pleito de setembro, cujo vencedor foi a Aliança de Centro-Direita, que tomou oficialmente posse em 6 de outubro, indica a vontade da população sueca em mudar seu país, através de políticas que irão melhorar a competitividade e a taxa de emprego. É a eficiência o maior motivador da privatização, porque os ganhos de produtividade geram ganhos de renda permanentes. É o voto do povo para cortar significativamente os impostos e para incentivar o empreendedorismo. Finalmente a Suécia acordou para a realidade da falência do seu modelo de bem-estar e da falha de suas políticas obsoletas! Quem sabe o Brasil não faz o mesmo? Acorda Brasil!
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(*) Margaret Tse é vice-presidente executiva do Instituto Liberdade, conselheira da Associação Comercial de Porto Alegre e associada do IEE.

Socialismo e Nazismo.

por Rodrigo Constantino (*)
Publicado no Diego Casagrande

"Que significa ainda a propriedade e que significam as rendas? Para que precisamos nós socializar os bancos e as fábricas? Nós socializamos os homens."
(Adolf Hitler, citado por Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération,
Paris 1939, pg 218-219)

Ensinada desde os tempos de Lênin, muitos socialistas usam a tática de acusar os opositores daquilo que eles mesmos são ou fazem. Tudo que for contrário ao socialismo, vira assim “nazismo”, ainda que o nacional-socialismo tenha inúmeras semelhanças com o próprio socialismo. Tanto o nazismo como o marxismo compartilharam o desejo de remodelar a humanidade. Marx defendia a “alteração dos homens em grande escala” como necessária. Hitler pregou “a vontade de recriar a humanidade”. Qualquer pesquisa séria irá concluir que nazistas e socialistas não eram, na prática e no ideal coletivista, tão diferentes assim.
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Não obstante, para os socialistas, aquele que não for socialista é automaticamente um “nazista”, como se ambos fossem grandes opostos. Assim, os liberais, que sempre condenaram tanto uma forma de coletivismo como a outra, e foram alvos de perseguição dos dois regimes, acabam sendo rotulados de “nazistas” pelos socialistas, incapazes de argumentar além dos tolos rótulos de “extrema-esquerda” e “extrema-direita”. Tal postura insensata coloca, na cabeça dos socialistas, uma “direitista” como Margaret Thatcher mais próxima ideologicamente de um Hitler que este de Stalin, ainda que Thatcher tenha lutado para defender as liberdades individuais e reduzir o poder do Estado, enquanto Hitler e Stalin foram na linha oposta. O fim da propriedade privada de facto foi um objetivo perseguido tanto pelo nazismo como pelo socialismo, que depositaram no Estado o poder total. O Liberalismo, em sua defesa pela liberdade individual cujo pilar básico é o direito de propriedade privada, é radicalmente oposto tanto ao nazismo como ao socialismo, que em muitos aspectos parecem irmãos de sangue.
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A conexão ideológica entre socialismo marxista e nacional-socialismo não é fruto de fantasia, e Hitler mesmo leu Marx atentamente quando vivia em Munique, tendo enaltecido depois sua influência no nazismo. Para os nazistas, os grupos eram as raças; para os marxistas, eram as classes. Para os nazistas, o conflito era o darwinismo social; para os marxistas, a luta de classes. Para os nazistas, os vitoriosos predestinados eram os arianos; para os marxistas, o proletariado. Além da justificativa direta para o conflito, a ideologia de luta entre grupos desencadeia uma tendência perversa a dividir as pessoas em parte do grupo e excluídos, tratando estes como menos que humanos. O extermínio dessa “escória” passa a ser desejável seja para o paraíso dos proletários ou da “raça” superior. Os individualistas, entrave para ambas ideologias coletivistas, acabam num campo de concentração de Auchwitz ou num Gulag da Sibéria, fazendo pouca diferença na prática.
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A acusação de que a Alemanha nazista era uma forma de capitalismo não se sustenta com um mínimo de reflexão. O “argumento” usado para tal acusação é de que os meios de produção estavam em mãos privadas na Alemanha. Mas como Mises demonstrou, isso era verdade somente nas aparências. A propriedade era privada de jure, mas era totalmente estatal de facto, da mesma forma que na União Soviética. O governo não só nomeava dirigentes de empresas como decidia o que seria produzido, em qual quantidade, por qual método, e para quem seria vendido, assim como os preços exercidos. Para quem tem um mínimo de conhecimento sobre os pilares de uma sociedade capitalista-liberal, não é difícil entender que o nazismo é o oposto deste modelo. Para os nazistas, assim como para os socialistas, é o “bem-comum” que importa, transformando indivíduos de carne e osso em simples meios sacrificáveis para tal objetivo.
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Existem, na verdade, vários outros pontos que podemos listar para mostrar que o nazismo e o socialismo são muito parecidos, e não opostos como tantos acreditam. O fato de comunistas terem entrado em guerra com nazistas nada diz que invalide tal tese, posto que comunistas brigaram sempre entre si também, e irmãos brigam uns com outros, ainda mais por poder. Apesar do Liberalismo se opor com veemência a ambos os regimes, os socialistas adoram repetir, como autômatos, que liberais são parecidos com nazistas, apenas porque associam erradamente nazismo a capitalismo. Se ao menos soubessem como é o próprio socialismo que tanto se assemelha ao nazismo!

Elites

por Denis Rosenfield, filósofo
Publicado no Diego Casagrande
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O discurso lulista contra as elites só tem se intensificado nessas últimas semanas de campanha. Ele denota uma prática ao mesmo tempo populista e de esquerda, com o intuito de aumentar a clivagem social.
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Nesta tradição, surge a figura das elites como uma espécie de bode expiatório encarregado de unificar os que se opõem aos que estão proferindo um tal tipo de discurso. Acentuando as clivagens sociais, o líder populista se coloca ao lado dos “pobres” para aumentar a sua capacidade de barganha junto às próprias elites com a quais convive e, também, das quais faz parte. Lula, ao mesmo tempo em que não cessa suas diatribes contra as elites, sobe com elas no mesmo palanque e propicia, com sua política macroeconômica, enormes lucros, por exemplo, para o setor bancário.
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Um caso particularmente eloqüente se encontra no apoio que dá e recebe de oligarquias regionais. Um dos maiores sustentáculos do governo Lula é o ex-presidente José Sarney, que controla com sua família todo o estado do Maranhão. Esse estado ostenta um dos piores índices de pobreza do país. Seu recente comício com a governadora Roseana Sarney foi mais uma amostra do pouco apego que tem para com as palavras, pois fala contra as elites compartilhando o poder com elas, que mantêm esse estado da federação num tal nível de pobreza. A sua fala é auto-contraditória no ato mesmo em que é proferida, sendo mais um exemplo do seu pouco comprometimento com a verdade. Aliás, diga-se de passagem que o PT regional é, pelo menos, coerente, porque se coloca contra essa elite regional, apoiando a candidatura oposicionista de Jackson Lago, do PDT. Para ser totalmente coerente, deveria ser contra o seu próprio candidato presidencial.
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Esse mesmo esquema tem se reproduzido em outros estados nordestinos, como o Pará e o Ceará, onde as oligarquias regionais se tornaram petistas de carterinha. O caso de Jader Barbalho é também significativo, pois trata-se de um político envolvido num número expressivo de processos criminais. No passado, era uma figura execrada pelo PT e, hoje, é um alegre companheiro de viagem. Bastaria uma mera checagem entre o que Lula e os petistas diziam dele no passado e o que dizem agora para que melhor se possa ver o abismo entre o discurso e a prática. Não muito diferente, embora aparentemente mais moderna, é a aliança com os Gomes, Ciro e Cid, que na melhor tradição nordestina se colocam como novos oligarcas, comportando-se enquanto tais.
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Temos, então, uma situação em que Lula vocifera contra as “elites” compartilhando o poder com elas e enganando o povo nordestino.No mesmo diapasão, coloca-se o seu discurso contra a exploração do Nordeste pelo Sul e pelo Sudeste, concretizado em suas posições contra o estado de São Paulo. Independentemente de Lula ter feito toda a sua carreira neste estado, que lhe permitiu ser o que é hoje, salta aos olhos que os opressores dos pobres nordestinos são as próprias elites nordestinas, que apóiam Lula, usufruindo conjuntamente do poder. O presidente procura criar um bode expiatório paulista para encobrir a sua afinidade com as elites nordestinas, das mais conservadoras do país.
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Lula, ele mesmo, faz parte de uma elite sindical, cuja carreira foi sendo progressivamente feita com recursos públicos, via imposto sindical. De trabalhadores, têm apenas a marca de origem, como para ostentar o título de operários, quando são, na verdade, homens do aparelho, homens que tudo devem aos aparelhos sindical e partidário. Com o presidente, subiram para os mais altos postos da República inúmeros sindicalistas, que foram premiados com cargos altamente remunerados em empresas estatais e em funções no aparelho estatal. Não sem razão o governo Lula foi denominado de República sindical.A confusão entre o privado, o partidário e o público foi de tal ordem que uma parte dessa elite tornou-se conhecida por seus costumes criminosos. Boa parte dos envolvidos nos escândalos do governo Lula, alguns tipificados pelo Procurador da República como membros de uma “sofisticada organização criminosa”, tem, como elementos, sindicalistas. Para não falar senão no mais recente, o do Dossiê Cuiabá, os protagonistas principais são sindicalistas que subiram ao poder junto com Lula e o PT. Mais especificamente, são pessoas muito próximas ao presidente, cujo símbolo é o seu churrasqueiro que é, também, diretor do Banco do Estado de Santa Catarina. Falar contra as elites é até um ato de mau gosto, por envolver diretamente pessoas próximas ao próprio presidente da República.

Lembrai-vos de Jânio.

Sebastião Nery
Publicado na Tribuna da Imprensa

Jânio Quadros era governador de São Paulo em 55 e apoiava a candidatura de Juarez Távora (UDN-PDC) à presidência da República, contra Juscelino (PSD-PTB), Ademar de Barros (PTB) e Plínio Salgado (PRP).
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Lacerda vinha reclamando que a campanha de Juarez em São Paulo estava fraca. Jânio fez uma grande reunião com secretários, presidentes e diretores de empresas estatais, empresários e banqueiros. E deu as ordens:
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- Como sabem os senhores, o general não pode perder em São Paulo. Seria o fim da minha vida pública. Vamos mobilizar apoios, recursos, muitos recursos. Temos que conseguir imediatamente umas 150 peruas (Kombis).
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De repente, entra na sala o deputado Fauze Carlos, amigo de Jânio, e lhe mostra a última pesquisa nacional, do Gallup, com Juarez Távora na frente. Jânio arregalou os olhos, examinou bem os números e disse a Fauze, teatralizando a voz e escandindo as sílabas:
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- Va-mos pa-rar, meu ca-ro, se-não o ho-mem ga-nha!
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Juarez Távora
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A sala ouviu perplexa, não entendeu nada, sobretudo porque Jânio repentinamente encerrou a reunião. Jânio queria e precisava que Juarez ganhasse em São Paulo, mas não demais, para não ganhar no País, porque em 55 ele já era candidato a presidente nas futuras eleições de 60 e preferia disputar na oposição, como sempre fez quando ganhou.
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Juarez ganhou em São Paulo e no Rio, e JK no País, como Jânio queria.
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Serra e Aécio estão com cabeça de Jânio. Serra muito gostaria que Alckmin ganhasse em São Paulo e Aécio que ganhasse em Minas, mas a ninguém convenceram de que querem a vitória de Alckmin no País todo.
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Lembrem-se eles de Jânio. Tantas fez que ganhou em 60 e sumiu em 61.
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Bezerro de ouro
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A Bíblia ensina como os homens foram castigados quando começaram a adorar um bezerro de ouro. O Brasil tem um bezerro de ouro: os juros da dívida pública. Tornaram-se o deus supremo do governo, dos partidos e sobretudo da imprensa. Nesta campanha, isso ficou escancaradamente claro.
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Foi irritante e intolerável. Podia-se falar de tudo. Mas que ninguém ousasse blasfemar contra as duas palavras sagradas: dívida e juros. Em cada debate, entrevista, as televisões, jornais, revistas, escalavam os pitbuls da Febraban em permanente plantão. Em geral estavam indiferentes, sonolentos, abrindo a boca. Quando apareciam as palavras dívida ou juros, era o milagre.
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Acordavam. E acordavam a serviço. A Heloisa Helena, coitada, só faltava sair dos debates e entrevistas cheia de dentadas. Quando falava em juros de 9% (4% de inflação e mais 5% de juros reais), nossos coleguinhas sorriam entre dentes, em esgares contidos. Depois partiam para cima dela.
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"Folha"
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O público não entendia, porque não sabia a letra da música. Cada televisão, grande jornal, revista, tem atrás de si, quando não tem na frente, um ou vários bancos. Os bancos mandam nos jornais, que mandam nos jornalistas.
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Os candidatos, encurralados pelos banqueiros e seus leões-de-chácara, falavam em "baixar juros", mas nunca mostraram os números, denunciando e discutindo o escândalo da dívida, dos juros, do assalto ao País pelos banqueiros.
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Terça-feira, a "Folha", com manchete de primeira página, lancetou o tumor. Marcos Cezari divulgou um estudo oficial, dos auditores fiscais da Receita Federal, que é ainda muito mais grave do que todos os mensalões, sanguessugas, dossiês, roubos e roubalheiras do governo Lula.
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Escândalo
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1 - "Brasil pagou 1,2 trilhão de juros em 6 anos - Peso da dívida pública mais que dobrou em 10 anos - De 99 a 2005, o Brasil pagou R$ 1,2 trilhão em juros para custear a dívida pública. E deve mais de R$ 1 trilhão".
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2 - "Em porcentagem do Orçamento Federal, os gastos saltaram de 18,75% em 1995 para 42,45% em 2005, no terceiro ano da gestão Lula (mais 126%). O recorde foi em 2003, no primeiro ano do governo Lula, com 46,82% do Orçamento" (mais 150%, doação de Palocci e Meirelles aos banqueiros).
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3 - "Os dados fazem parte do estudo inédito `Execução orçamentária do Brasil: de FHC a Lula', divulgado pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal em São Paulo (Unafisco), elaborado pelos auditores Silvana Mendes Campos e Marcelo Cota Guimarães".
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4 - "O estudo sugere que, para reduzir a dívida pública, o Brasil precisa baixar a taxa de juros e fazer uma auditoria responsável na dívida - a última auditoria foi em 1931, quando 40% da dívida foram considerados irregulares".

TOQUEDEPRIMA...

"Estou impressionada com a baixaria!!!"
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No Alerta Brasil
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Amigas e amigos do blog, É impressionante a baixaria, o nível da ralé que tem nos atacado.
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Por que isso, pergunto??? Se o tal Lula está com uma dianteira de mais de 60% dos votos, por que tanta agressão? Parei para pensar, tentei entender o inconsciente dos petralhas e cheguei à conclusão que eles são, nada mais, nada menos, que UMA RALÉ!!! Nem ganhando eles conseguem ser elegantes!!!!
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É lamentável, mas são a massa que jamais foi ou será VENCEDORA. Vivem dos restos...se alguem monta uma empresa, eles têm que se apoderar... Se alguém produz numa terra, eles têm que se apropriar... SÃO MENOS! SÃO SUB!!! NÃO TÊM CAPACIDADE DE CRIAR... SÓ TÊM CAPACIDADE DE SE "APROPRIAR"!!! Pobre Pátria Amada!!! Choro por você!!!
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Rapidinhas do Planalto
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Por Cláudio Humberto
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Dobro de zero
Lula anunciou ontem, a jornalistas da RBS gaúcha, um ministério que “fará o dobro”, se ele for reeleito. Não revelou porém se ele fará o mesmo.
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País verde
O governo fará coleta seletiva do lixo nos órgão federais, revelou a Agência Brasil. No Planalto faltará caçamba.
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Pensando bem...
...aviões a serviço do PT não têm caixa preta. Só caixa 2.
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MST, PT, PFL e CNI no mesmo palanque em Pernambuco
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O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Jaime Amorim, o ministro da Defesa, Valdir Pires, o deputado Inocêncio Oliveira (PL-PE), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto (PTB), e os governadores eleitos do Sergipe, Marcelo Déda (PT), e do Ceará, Cid Gomes (PSB), dividiram espaço no palanque do candidato ao governo de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), da Coligação Frente Popular de Pernambuco (PSB-PP-PDT-PSC-PL), na noite de ontem, depois de uma grande e festiva caminhada que tomou o Centro do Recife.
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Com febre, gripado, Pires disse estar ali para apoiar "o amigo" Campos, "figura da nova geração", político "lúcido e inteligente", cuja eleição só espera a confirmação das urnas no domingo. Para o ministro da Defesa, a eleição de governadores aliados do governo federal no Nordeste (Bahia, Piauí, Sergipe, Ceará) representa a "retomada da capacidade do Nordeste de definir o seu desenvolvimento, retornando aos princípios básicos do economista Celso Furtado, na linha do desenvolvimento da agricultura familiar, da modificação da distribuição de renda, da comercialização interna e da inclusão social".
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Pires não quis comentar a mobilização de movimentos sociais, anunciada pelo MST pouco antes, pela reestatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). "Esse é um assunto para se discutir depois", afirmou, ao comentar, porém, que "as privatizações não deveriam ter sido realizadas". Para ele, a venda da Vale foi a preço muito inferior ao seu valor, "quase uma doação".
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Campos, que está com 30 pontos à frente do governador Mendonça Filho (PFL), de acordo com a última pesquisa Ibope, conclamou a militância a se manter nas ruas até a consolidação da vitória nas urnas. O escritor Ariano Suassuna foi, mais uma vez, estrela do comício, fazendo a multidão cantar o frevo "Madeira que o cupim não rói", de Capiba, o que vem provocando mal-estar na viúva do compositor pernambucano, que não autorizou o uso da música em campanha eleitoral.
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Hoje à noite, Campos e Mendonça Filho participam do último debate da campanha, na Rede Globo de Televisão. O governador realizou uma grande caminhada em Olinda (PE), no mesmo horário da caminhada de Campos no Recife, com a presença do principal aliado, o ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB).
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Para Alckmin, "o Lula dos pobres virou o Lula do luxo"
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SÃO PAULO - No último compromisso de campanha em São Paulo, Estado que governou até abril e que o credenciou para disputar a Presidência - além de ter sido o responsável por sua ida ao segundo turno -, o candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin, disse, ontem à noite, que seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está desrespeitando o eleitor ao falar já como eleito.
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Ao reiterar que o petista mente, o tucano o acusou de se aliar às oligarquias que sempre criticou e de dar as mãos a representantes da ditadura militar. "Hoje o mentor do Lula é o Delfim Netto, o homem do AI-5 que disse que era pra cassar o Mario Covas. Como o Lula mudou. O Lula dos pobres virou o do luxo e o do Aerolula. O Lula dos trabalhadores virou o homem dos banqueiros. .
O Lula do avanço virou o parceiro das oligarquias. Que triste", discursou o candidato no Vale do Anhangabaú, no Centro da capital.
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Para o tucano, seu adversário é só arrogância. "Ele é arrogante, vestiu um salto 15, desrespeitando o eleitor. A eleição é domingo. Como sempre, mentindo. É impressionante como não fica vermelho." Apesar de as pesquisas de intenção de voto apontarem Lula como franco favorito, Alckmin reafirmou que acredita na vitória. "Dá pra virar tranqüilo, estamos confiantes na vitória "
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No ato, que de acordo com a Polícia Militar reuniu 5 mil pessoas - o PSDB esperava15 mil -, a palavra de ordem foi empenho total e irrestrito nos últimos quatro dias de campanha. "O Lula não vai ganhar por W.O . Ele vai ter que buscar voto. A campanha não acabou", resumiu o presidente do PPS, Roberto Freire, um dos primeiros a chegar ao Vale do Anhangabaú. "A partida só se encerra depois do apito final", afirmou, de carona nas metáforas futebolísticas do presidente-candidato.
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Também subiram no palco com Alckmin o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador eleito de São Paulo, José Serra, e seu vice, Alberto Goldman, o atual governador do Estado, Cláudio Lembo (PFL), o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen (SC), e os senadores do PFL Heráclito Fortes (PI) e José Jorge (PE), candidato a vice na chapa de Alckmin.
A escolha do Vale do Anhangabaú não foi por acaso. Um dos cartões postais de São Paulo, o lugar também marcou o encerramento da primeira campanha presidencial direta, em 1989, do governador Mario Covas, que morreu em 2001. Covas foi padrinho político de Alckmin. Naquele ano, perdeu as eleições. Desta vez, porém, o cenário será diferente, previu o deputado Edson Aparecido, um dos interlocutores de Alckmin. "Agora nós vamos virar e vencer."
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Assim como em toda campanha, o mote central do ato tucano foi a ética e o combate à corrupção. Entre os militantes, camisetas e faixas com as seguintes inscrições: "O bem sempre vence o mal. Geraldo presidente" e "Transparência e seriedade".
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Para tentar dar volume ao evento, o PSDB disponibilizou ônibus para simpatizantes de diferentes cidades do Estado - só da região de Campinas, vieram 45. Nos prédios ao redor do Anhangabaú, foram projetados a laser o nome e o número (45) do candidato tucano.
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Em discurso, o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE), pediu à militância que não entre no discurso da derrota do adversário. "Não podemos aceitar na véspera a derrota que eles anunciam." Em seguida, falou no palanque o organizador do comício, José Luiz Henrique Lobo, que também tentou estimular a multidão, pedindo empenho contra "a cambada que tomou de assalto o Palácio do Planalto".

TOQUEDEPRIMA...

Operação abafa e afasta
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O sub-relator da CPI dos Sanguessugas Carlos Sampaio (PSDB-SP) diz ter encontrado evidências de que o delegado da Polícia Federal (PF) Diógenes Curado fez de tudo para afastar do Palácio do Planalto as investigações sobre a compra do dossiê contra José Serra (PSDB).

O argumento: nos depoimentos colhidos pela PF, Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, e o próprio Luiz Antonio Vedoin, chefe da Máfia dos Sanguessugas, disseram que o material do dossiê era contra Alckmin e Serra. Portanto, seria de interesse das campanhas nacional e estadual.

Porém, Diógenes Curado, no relatório entregue à Justiça de Mato Grosso, disse que o material teria como finalidade “alterar o rumo das pesquisas do eleitorado paulista, fazendo uma relação do candidato José Serra com a Máfia dos Sanguessugas”. Deixou de fora, na avaliação do sub-relator, o que poderia respingar em Lula.
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- O delegado conseguiu contrariar as testemunhas mais importantes. O objetivo era afastas a investigação do Palácio do Planalto. Esse relatório é pífio e lastimável, afirmou Sampaio.
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Armação com telefonemas
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A Polícia Federal divulgou ontem um balanço dos rastreamentos feitos na primeira fase do inquérito que apura a venda de um dossiê contra políticos tucanos para integrantes do PT.
De acordo com a PF, as investigações apuram as ligações feitas por 56.047 telefones no período de 15 de agosto a 15 de setembro.
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Esses telefones fizeram 2 milhões e 828 mil chamadas. Desse total, 380 mil ligações foram feitas para a Presidência da República.
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Na semana passada, o chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, admitiu ter trocado telefonenas com Jorge Lorenzetti --acusado de ser um dos mentores do dossiê.
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A jogada da PF governista para beneficiar Lula é: como é impossível rastrear tantas ligações, nada ficará provado contra o poderoso chefe, em tempo hábil.
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Outra armação
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Para descobrir a origem do dinheiro para a compra do dossiê --R$ 1,75 milhão--, a PF investiga 43.778 contas bancárias, 1,580 milhão de transações financeiras e 311.039 operações de compra de dólares.
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Essas investigações atingiriam 66.256 pessoas.
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Quanto mais se amplia o raio de investigação, mais longe se fica da verdade... Elementar, meu caro Watson...
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"Laranjas" dão pista para solução do dossiê, diz PF
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Agência Reuters
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A Polícia Federal acredita ter pego "o fio da meada" na investigação da origem dos recursos que seriam usados para a tentativa de compra de um dossiê com informações contra candidatos do PSDB. O depoimento de Viviane Gomes da Silva, apontada como integrante do grupo de "laranjas" que teria participado da operação para adquirir os dólares junto à agência de turismo Vicatur, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, deu pistas consideradas importantes que fizeram os investigadores acreditar que estão muito próximos do desfecho da apuração.
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"A expectativa de solucionarmos este caso antes das eleições é enorme", disse nesta quarta-feira um delegado que participa da investigação. Viviane foi ouvida pela PF no Rio de Janeiro na véspera e confirmou que ela e outros integrantes de sua família foram usados como "laranjas" em negociação com moeda americana feitas na Vicatur.
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Os levantamentos da PF mostram que ela movimentou, junto à agência de turismo, US$ 44,3 mil no dia 21 de agosto. Em seu depoimento, Viviane, "humilde" moradora da Baixada Fluminense, negou ter participado de transações financeiras e acusou a Vicatur de utilizar, sem seu conhecimento e autorização, dados de seus documentos, como CPF e identidade.
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Outras informações dadas pela testemunha trouxeram ânimo à equipe de investigadores envolvida na apuração do caso. "O depoimento de Viviane foi uma dica muito quente que nós recebemos", comemorou o policial.
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Em Cuiabá, no Mato Grosso, o superintendente regional da Polícia Federal, Daniel Lorenz de Azevedo, confirmou na noite de quarta-feira a jornalistas que as diligências no Rio comprovam a origem dos dólares como sendo da Vicatur. "As análises preliminares da busca para saber a origem dos dólares apontam que eles saíram da Vicatur", disse Lorenz de Azevedo. "Os saques feitos por 'laranjas' são altos. Não se chegou a nenhum político ou pessoa conhecida".
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A PF localizou outros seis parentes de Viviane que também estão envolvidos em negociações com moeda americana junto à empresa, segundo documentos obtidos pela PF. Segundo a mesma fonte, cada um movimentou entre US$ 30 mil e US$ 45 mil em dias próximos à prisão Gedimar Passos e de Valdebran Padilha, ligados ao PT, com o equivalente a R$ 1,7 milhão em um hotel em São Paulo.
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Outra família com sobrenome semelhante ao de Viviane está sob a investigação da PF por suposto envolvimento na operação de aquisição de dólares. Esse outro grupo de pessoas mora, de acordo com a fonte, numa cidade próxima à divisa entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Todos serão ouvidos pelo órgão. Seus nomes têm sido mantidos sob sigilo para não atrapalhar as investigações.
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Outros quatro "laranjas" que teriam adquiridos dólares na empresa de turismo também deram informações à PF que confirmam irregularidades na transação com dólares. Os ouvidos em Ouro Preto (MG) disseram ter sido "involuntária" a transação de dólares da Vicatur.
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Azevedo, da PF de Cuiabá, descartou a hipótese de que os "laranjas" foram enganados por operadores do saque de dinheiro. "Eles não são vítimas. Ocorreram fatos ilícitos contra o sistema financeiro nacional", respondeu ao ser perguntado sobre o crime ocorrido.
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A fonte da PF em Brasília acrescentou que os depoimentos de Viviane e dos outros "laranjas" confirmam a existência de crime, o que dá margem à incriminação dos principais suspeitos no caso do dossiê e dos donos da Vicatur por prática de várias irregularidades, incluindo lavagem de dinheiro.
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Vicatur
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Na manhã desta quarta-feira, o delegado encarregado das investigações, Diógenes Curado, cumpriu mandato de busca e apreensão na sede da Vicatur, onde foram apreendidos diversos documentos que registram as movimentações financeiras da empresa. Também foram ouvidos, na Superintendência Regional da PF no Rio, os representantes da Vicatur Jorge e Fernando Ribas. Todos negaram envolvimento em irregularidades.
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Azevedo voltou a dizer que a PF está "produzindo prova para mostrar uma parte da origem do dinheiro até o final da semana", mesmo com a investigação demorada. Segundo ele, a Polícia Federal trabalha agora para saber como o dinheiro saiu do Rio de Janeiro para São Paulo. "Não se sabe se o dinheiro foi de avião, ônibus ou carro", disse.
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Quanta fertilidade !!!
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O Programa de Agricultura Familiar vai muito bem em Nova Iguaçu , onde a Polícia Federal encontrou uma promissora cultura de laranjas...

TOQUEDEPRIMA...

Greenhalg intimidando?
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O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh enviou ao site Mídia Sem Máscara uma notificação extrajudicial ordenando que sejam retirados do ar vários artigos de Olavo de Carvalho contra sua pessoa.
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Olavo classifica a iniciativa de autoritária, voltada seletivamente contra o pequeno jornal eletrônico que apenas reproduziu a matéria, sendo uma abjeta tentativa de intimidação discriminatória que muito revela sobre o caráter do dr. Greenhalgh.
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Ciente de que o Mídia Sem Máscara nada publicou que não possa provar, recomendei ao site, do qual sou fundador e uma espécie de editor platônico, que ignore solenemente a notificação e mande o presunçoso queixar-se à Justiça, caso seja louco de levar a sério seu próprio blefe”.
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O que irritou Greenhalgh
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Olavo de Carvalho reproduz as afirmações que irritaram o petista:
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“Em plena legalidade democrática, um ano depois de assinada a Constituição de 1988, o dr. Luiz Eduardo Greenhalgh pregava a revolução pelas armas, o desmanche do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e a revisão da Lei de Anistia para transformá-la num instrumento de vingança jurídica contra todos os que cometeram o crime eternamente imprescritível de opor-se ao terrorismo comunista no Brasil... O programa do homenzinho, simples e brutal, abrangia:
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- Remanejamento das Forças Armadas, transferindo para o Norte os oficiais que serviam no Sul e vice-versa, para afastá-los das frações por eles comandadas, prevenindo possíveis ações armadas contra os planos revolucionários do futuro governo de esquerda.
- Reformar metade dos oficiais da ativa (ele já tinha a lista dos selecionados).
- Extinguir todos os órgãos de Inteligência e abrir seus arquivos para exame de uma ‘Comissão Popular’.
- Revisão da Lei de Anistia e processo em cima de todos os ex-colaboradores da repressão ao terrorismo.
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Para maior claridade do esquema, Greenhalgh concluía: ‘Só através da luta armada é que conseguiremos garantir a realização do plano”.
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COMENTANDO A NOTICIA: Bem que Greenhalgh ao invés de ficar fazendo “patrulha” cretina, poderia nos dar algumas explicações sobre seu envolvimento nas investigações da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, quando só faltou assumir o lugar dos investigadores já com uma conclusão final pronta e montada em gabinetes !!!
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MPF quer diminuir rigor do exame da OAB
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O presidente da Seccional da Bahia da OAB, Dinailton Oliveira, acusou hoje o Ministério Público Federal de, mais uma vez, estar "na contramão da história". A afirmação foi feita quando ele soube da ação civil pública impetrada na Justiça Federal baiana MPF baiano para proibir a OAB de exigir o diploma ou certidão de colação de grau para a inscrição no exame que reconhece os bacharéis em Direito como aptos a advogar. Dinailton lembrou que há no país um número exagerado de cursos jurídicos em funcionamento - mais de mil autorizados pelo MEC - muitos sem ter as condições mínimas de qualidade exigidas. "Essa péssima qualidade reflete diretamente nos altíssimos percentuais de reprovação nos Exames de Ordem aplicados todos os anos nos Estados, hoje com reprovação média de 70%. Por isso, defendo a manutenção do exame como forma de atestar a capacidade e aprendizado dos bacharéis em Direito".
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COMENTANDO A NOTICIA: Alguém "graúdo" deve estar meio incomodado. Contudo, com o nível do que se "ensino" em todo o sistema educacional brasisleiro, impossível permitir-se a concessão de diplomas a necessária formação e conhecimento de sua atividade. E não são os exames que estão ficando cada vez mais exigentes: é o ensino que está visivelmente se deteriorando cada vez mais.
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Restabelecendo a verdade
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Por Lucio Lopes
No Minuto Político
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”Vou privatizar sim. O PT quer estas empresas estatais para roubar. Colocam lá políticos que não têm competência para administrar, mas que entendem de assaltar os cofres públicos. Essas empresas servem somente para os maus políticos, como cabide de emprego para seus cabos eleitorais roubarem o seu bolso, eleitor, que é quem, no final, paga a conta."
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"Vou privatizar sim, o Banco do Brasil, que serve para emprestar dinheiro a maus políticos sabendo que não terão o retorno do empréstimo, quem paga, lógico, é você, eleitor."
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"Eu concordo que o Brasil deve ser sócio de todas as empresas do Brasil. Todas. Mas somente nos lucros, através dos impostos. Por isso irei privatizar tudo e depois fiscalizar."
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"Uma única empresa não privatizarei: A PETROBRÁS, por envolver Segurança Nacional. O restante vou privatizar tudo, para que os corruptos parem de roubar o dinheiro do povo."
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"O que arrecadar vou investir maciçamente na Saúde e na Educação. Aqui sim, é a área de atuação de um governo decente. Vou fazer a Saúde no Brasil ser de Primeiro Mundo. Vou fazer a Educação no Brasil ser de Primeiro Mundo, igualmente.""Vou deixar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, os Correios, e milhares de outras empresas que vivem no prejuízo graças ao roubo dos corruptos a essas instituições. Assalto ao bolso do povo, que com isso tem o pior ensino do planeta assim como também a pior Saúde.”
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"Só para lembrar um caso: A CSN no ano anterior à sua privatização deu prejuízo de trezentos milhões de dólares, pagos sempre pelos cofres públicos. No ano passado deu lucro de 13 bilhões de reais e pagou na ordem de 4 bilhões entraram para os cofres públicos na forma de impostos. Privatizada, longe das garras petistas, ela se tornou a segunda maior mineradora do mundo."
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COMENTANDO A SAÚDE: Na prática o que se vê é que estas empresas já foram privatizadas para o PT. Eles se consideram "donos" do Brasil e da vontade dos brasileiros. Quer dizer, de alguns, apenas. Não pensaem eles que não haverá resistências à sua ganância de poder e de se implantar um neo-comuninismo no Brasil. Que saiam e vão se entrincheirar em Cuba.
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Um e-mail de indignação:
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"Me revolto ao ver que pessoas esclarecidas tem a ousadia de apoiar apessoa mais retardada deste país: LULA. Só uma pessoa que padece deproblemas mentais para nunca ter ciência do que se passe ao seu redor...ou seja, vive aérea.
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E tem mais, voto sim no Alckmin, que seja ele ladrão. Voto porquê não recebocesta básica, não tenho bolsa família, bolsa escola, auxílio gás, nãoparticipo do fome zero, pelo contrário, faço parte da classe que ficaFORNECENDO dinheiro pra esse ser maldito que teve a infelicidade de nascerneste país, ficar bancando parte da população que está super-satisfeitacom os auxílios governamentais e se contenta ter grana no final de semanapara beber cerveja e ver os jogos do Flamengo.
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Pobre de mim, alma atormentada que luta pra ter algo e é massacrada pelaignorância da massa brasileira. Pobre de mim que tenho que engolir omaldito barbudo, porque no Nordeste e Norte do país, não há desenvolvimentocultural e informações suficientes para esclarecer a real conjuntura vivida.
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Pobre de mim que tenho vergonha de morar em um país que elege Paulo Malufe os ladrões do mensalão e, completam o circo com Clodovil !!! Évergonhoso ser eleitor neste país!

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE ".

TOQUEDEPRIMA...

MST ANUNCIA ENTRADA NA CAMPANHA PARA "DERROTAR A DIREITA"
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O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) iniciou ontem, em Recife, uma série de mobilizações nos Estados para garantir o que chama de "derrota da direita e do neoliberalismo". O movimento apóia em Pernambuco Eduardo Campos (PSB).
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Até domingo, o MST pretende distribuir 260 mil panfletos no Estado. A direção estadual informou que 14 mil assentados e dez mil acampados serão mobilizados. Ontem, cerca de 500 sem-terra foram a Recife distribuir jornais. Hoje, o MST faz caminhada pela cidade. O movimento quer levar ao evento cerca de 2.000 agricultores.
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Recordar é viver (...cinicamente)
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Lula sobre Sarney, no final da década de 80:
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- "qualquer governo, comparado ao de Sarney, será "socialista", tal a mediocridade de sua administração".
- "Sarney não fará reforma agrária coisa nenhuma, porque ele é grileiro no Maranhão e não vai querer entregar as terras que tomou dos posseiros
."
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No primeiro comício pelas Diretas, Lula declarou que "se disputasse uma eleição, os votos do Sarney não dariam para encher um penico."
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Depois do apoio do senador, em 2002, Lula amenizou: "Não podemos prescindir da experiência das pessoas que já passaram pelo cargo."Eleito presidente, o petista disse que tinha "tranqüilidade" por nunca ter ofendido Sarney. Mas ele se esqueceu de 1987: "o grande ladrão que é o governante da Nova República".
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Fim das privatizações?
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Por Serrão
Publicado no Alerta Total
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Depois de privatizar a floresta Amazônica, fazendo o Congresso aprovar um projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão, o presidente Lula da Silva teve a cara de pau de afirmar ontem, em discurso no Maranhão, o “fim da era das privatizações”.
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O discurso faz parte da estratégia de marketing que encurralou a campanha dos tucanos, apontando-os como responsáveis pelas criminosas privatizações.
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Mas por que o presidente Lula, cujo governo se diz tão cioso do patrimônio nacional, não anulou as privatizações criminosas de FHC?
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Ele não vai responder tal pergunta, porque seu governo é totalmente controlado pelos interesses do capital transnacional inglês que comandou todo o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso.
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Na economia, o governo Lula foi uma continuidade dos interesses da City londrina que atentam contra a soberania e a autodeterminação do Brasil.
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Eis por que Lula já entrou na disputa eleitoral previamente reeleito. Nem precisava participar da eleição.
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O PT privatizou a floresta
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A jornalista Miriam Leitão, em sua coluna do jornal O Globo de ontem, deixou claro o que já chamamos a atenção no Alerta Total que tratou da intenção inglesa de privatizar a floresta Amazônica.
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Nos últimos anos, o governo Lula mandou ao Congresso, aprovou e sancionou um projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão.O concessionário da floresta poderá explorá-la por 30 anos, renováveis por mais 30 anos. Fica sendo o dono temporário da terra pública e pode derrubar as árvores públicas e vendê-las para seu lucro privado dentro de um plano de manejo que pretende evitar a derrubada predatória.
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A exploração da floresta prevista na Lei de Concessões tem tudo o que foi desenvolvido nos processos de privatização do serviço público: tem plano de outorgas, como na telefonia, licitação pelo maior preço.
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Quem pagar mais poderá explorar os bens florestais daquela área, desde que obedecido o plano de manejo anualmente aprovado.
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Para controlar isso, foi criada uma agência independente: o Serviço Florestal, que será financiado por taxas pagas pelos concessionários.
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Ou seja, tudo igualzinho; até agência independente.
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Pode-se dizer que não há transferência de patrimônio, mas, sim, uma outorga temporária.Ora, em todos os serviços públicos, a concessão é temporária, porém renovável, como na proposta do PT.
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Miriam Leitão lembra que o PT está diante de uma enorme contradição quando faz um ataque ideológico velho a um mecanismo ao qual ele mesmo está aderindo, e num patrimônio muito mais delicado.
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PF revista senador tucano na marra
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Por Cláudio Humberto
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O líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), denunciou hoje que seu colega Flexa Ribeiro (PSDB-PA), hospedado num hotel em Marabá (PA), foi acordado pelas 6h de hoje por uma delegada e alguns agentes da Polícia Federal, que entraram no apartamento "de forma truculenta". Segundo Virgílio, de nada adiantou Ribeiro se identificar como Senador: "Tentaram obrigá-lo a abrir uma mala, o que se recusou a fazer, mas a delegada o fez. Foi ato de flagrante arbitrariedade. O Senador, como qualquer cidadão deste País, merece respeito. Não foi o que ocorreu. A delegada e seus agentes recusaram-se até a se identificar. Simplesmente mandaram o Senador, se quisesse, interpelar judicialmente a ação policial."
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A alegação foi de que se cumpria um mandado judicial de busca e apreensão que não era específico contra o senador, mas supostamente para apreender um jornal com críticas à candidata petista Ana Júlia Carepa e a aliados dela, como o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA). O apartamento do Senador teria sido escolhido aleatoriamente. "Esse é o estado policial que o governo Lula parece querer implantar", afirmou o líder do PSDB, que telefonou ao presidente do Senado, Renan Calheiros, pedindo que ele ordene à Advocacia do Senado para adotar providências contra a ação, e também ao ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), em tese, o superior hierárquico da PF.

Explica essa, Lula !!!!

Fim das privatizações?

Por Serrão
Publicado no Alerta Total

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Depois de privatizar a floresta Amazônica, fazendo o Congresso aprovar um projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão, o presidente Lula da Silva teve a cara de pau de afirmar ontem, em discurso no Maranhão, o “fim da era das privatizações”.
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O discurso faz parte da estratégia de marketing que encurralou a campanha dos tucanos, apontando-os como responsáveis pelas criminosas privatizações.
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Mas por que o presidente Lula, cujo governo se diz tão cioso do patrimônio nacional, não anulou as privatizações criminosas de FHC?
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Ele não vai responder tal pergunta, porque seu governo é totalmente controlado pelos interesses do capital transnacional inglês que comandou todo o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso.
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Na economia, o governo Lula foi uma continuidade dos interesses da City londrina que atentam contra a soberania e a autodeterminação do Brasil.
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Eis por que Lula já entrou na disputa eleitoral previamente reeleito. Nem precisava participar da eleição.
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O PT privatizou a floresta
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A jornalista Miriam Leitão, em sua coluna do jornal O Globo de ontem, deixou claro o que já chamamos a atenção no Alerta Total que tratou da intenção inglesa de privatizar a floresta Amazônica.
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Nos últimos anos, o governo Lula mandou ao Congresso, aprovou e sancionou um projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão.O concessionário da floresta poderá explorá-la por 30 anos, renováveis por mais 30 anos. Fica sendo o dono temporário da terra pública e pode derrubar as árvores públicas e vendê-las para seu lucro privado dentro de um plano de manejo que pretende evitar a derrubada predatória.
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A exploração da floresta prevista na Lei de Concessões tem tudo o que foi desenvolvido nos processos de privatização do serviço público: tem plano de outorgas, como na telefonia, licitação pelo maior preço.
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Quem pagar mais poderá explorar os bens florestais daquela área, desde que obedecido o plano de manejo anualmente aprovado.
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Para controlar isso, foi criada uma agência independente: o Serviço Florestal, que será financiado por taxas pagas pelos concessionários.
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Ou seja, tudo igualzinho; até agência independente.
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Pode-se dizer que não há transferência de patrimônio, mas, sim, uma outorga temporária.Ora, em todos os serviços públicos, a concessão é temporária, porém renovável, como na proposta do PT.
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Miriam Leitão lembra que o PT está diante de uma enorme contradição quando faz um ataque ideológico velho a um mecanismo ao qual ele mesmo está aderindo, e num patrimônio muito mais delicado.

A consagração da privatização.

Por Veja On line
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A maior operação de compra de empresa estrangeira já feita por uma companhia brasileira não teria acontecido, nem a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) teria se tornado a segunda maior mineradora do mundo, se dependesse de Luiz Inácio Lula da Silva, que, em recente entrevista, afirmou que não teria privatizado a Vale. Se tivesse continuado a ser gerenciada por homens escolhidos pelo governo de plantão, e não por empresários privados responsáveis perante os controladores da companhia, a Vale não teria alcançado as condições que lhe permitiram concluir a operação de compra da mineradora canadense Inco, a segunda maior produtora de níquel do mundo.
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O presidente-candidato continua preso a idéias do passado, como a de que, por seu papel 'estratégico', a CVRD precisava ser mantida como estatal. O que a experiência da privatização da Vale e de outras empresas cujo controle foi transferido para o setor privado mostra é que, mesmo aquelas que apresentavam um certo grau de eficiência quando estatais, passaram a produzir resultados muito melhores quando geridas por particulares.
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Era notória a má qualidade da gestão da grande maioria das estatais, como demonstra a situação catastrófica da Siderbrás no momento da privatização das siderúrgicas brasileiras. Mas não era apenas a incompetência administrativa, decorrente do preenchimento por critérios políticos dos cargos de direção dessas empresas, que as tornavam deficitárias ou muito pouco rentáveis. Empresas estatais têm sua administração regida por regulamentos cujo objetivo é, antes de mais nada, estabelecer controles burocráticos para o uso do dinheiro público. De um lado, isso exige a montagem de um sistema de controle da gestão, com um custo para os contribuintes; de outro, cerceia a liberdade de ação gerencial. Há regras rigorosas para a contratação ou demissão de pessoal e para compras e investimentos.
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Mesmo que a Vale tivesse crescido como estatal o que cresceu depois de privatizada, o que é quase inimaginável, é impossível imaginar a aquisição da Inco se a Vale ainda fosse uma estatal. A operação, como mostrou o Estado, começou a ser preparada há três meses em reuniões sigilosas, pois, se a informação vazasse, o negócio poderia se tornar inviável, visto que outras empresas mineradoras também estavam interessadas no negócio.
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Os dirigentes da Vale agiram de acordo com o interesse da empresa e de seus acionistas, sem as amarras que a legislação teria imposto aos dirigentes de uma estatal. Por isso, com o apoio de um grupo de bancos, puderam fazer uma proposta de compra com pagamento em dinheiro, que acabou sendo decisiva na disputa pela mineradora canadense.
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Para os que, à época da privatização da empresa, há quase dez anos, se preocupavam com o caráter 'estratégico' da Vale, a compra da Inco deve ter um significado especial. A operação consolida a estratégia da empresa de atuar com maior intensidade no exterior e permite a diversificação de sua produção, ainda fortemente associada ao minério de ferro. O níquel, de que a Inco é grande produtora, está com sua cotação muito alta, o que deve resultar em mais ganhos expressivos para a Vale.
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Além disso, segundo especialistas, a Inco utiliza uma tecnologia avançada de extração, o que pode resultar em ganhos de eficiência em projetos nos quais a Vale entrou há pouco tempo, como os de lavra de níquel nos Estados do Pará, Goiás e Piauí.
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Pelo controle da mineradora canadense, a Vale ofereceu cerca de US$ 18 bilhões, na maior compra já realizada por uma empresa latino-americana. Com a incorporação da Inco, a Vale se torna a segunda maior mineradora do mundo, superada apenas pela BHP Billiton.
O valor em bolsa da Vale deve passar de US$ 59,8 bilhões para US$ 77 bilhões. Suas vendas anuais passarão de US$ 13,4 bilhões para US$ 18 bilhões. O lucro líquido combinado da Vale e da Inco alcançou US$ 5,6 bilhões em 2005.
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São números impressionantes, sobretudo para uma empresa brasileira. Mas eles não seriam alcançados se a Vale continuasse uma empresa estatal, condição que a condenaria a manter-se nos limites em que atuava até 1997. Ainda bem para a Vale, para seus acionistas, entre os quais um grande número de brasileiros, e para o País que Lula não era presidente em 1997.

Privatização - A verdade dos números

Por Maria Silvia Bastos Marques
Publicado no O Estado de São Paulo

O debate eleitoral trouxe novamente à tona a questão das privatizações. Um debate de frases emocionais e vazio de conteúdo.
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O processo de privatização, ocorrido nos anos 1990, foi um dos mais importantes impulsionadores do crescimento e da modernização do País, bem como da inclusão social. Para não mencionar outros aspectos, como respeito ao meio ambiente, inovação tecnológica e aumento da concorrência e da qualidade de produtos e serviços - fortalecendo o papel do consumidor e a redução de preços.
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A privatização, sempre em leilão público, abrangeu de siderurgia e mineração a bancos estaduais, telecomunicações, energia e aviação. Uma história de sucesso. E, ao contrário do que se diz, inteiramente alinhada aos interesses dos brasileiros.
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Em diversos casos, como nos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Embraer, o Estado, por meio do Tesouro Nacional, deixou de custear empresas deficitárias e até pré-falimentares, liberando recursos para funções realmente públicas, como segurança, saúde e educação. Ademais, as empresas, então inadimplentes com os Fiscos, fornecedores e empregados, passaram a gerar lucros expressivos e a recolher regularmente impostos e contribuições, reforçando os recursos para o setor público. Para ilustrar, o prejuízo consolidado das empresas siderúrgicas em 1992 foi de US$ 260 milhões, enquanto seu lucro consolidado em 2005 foi de US$ 4 bilhões.
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Os investimentos, fundamentais para o crescimento do País, aumentaram significativamente, livres das amarras do Estado. Na siderurgia foram investidos US$ 16 bilhões, após a privatização, em proteção ambiental, qualidade e modernização, preparando o setor para um novo ciclo de expansão da capacidade. A Vale do Rio Doce investirá US$ 4,6 bilhões em 2006, mais de dez vezes o valor investido em 1997. Sem mencionar a aquisição da mineradora canadense de níquel Inco, por US$ 18 bilhões. O setor de telecomunicações investiu R$ 165 bilhões no período 1996-2005.A Vale do Rio Doce, que tinha 11 mil funcionários em 1997, em 2006 tem 44 mil empregados diretos e 93 mil indiretos. Além disso, seus investimentos poderão criar mais 33 mil empregos diretos entre 2005 e 2010, além do mesmo número de empregos indiretos, ou seja, 66 mil novos empregos. Os postos de trabalho no setor de telecomunicações, inferiores a 200 mil antes de 2000, hoje ultrapassam os 300 mil.
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Do ponto de vista da responsabilidade ambiental, a mudança é paradigmática. As empresas estatais eram grandes poluidores do meio ambiente, negligenciando as proteções mínimas necessárias às suas atividades. A CSN, conhecida como 'monstro do Paraíba' por despejar resíduos tóxicos no rio que abastece o Estado do Rio de Janeiro, tornou-se exemplo de respeito ao meio ambiente após investir centenas de milhões de dólares em equipamentos preventivos e em recuperação de áreas degradadas. A Cosipa fez igualmente investimentos significativos, tornando uma história do passado os graves problemas decorrentes do descaso ambiental da então empresa estatal.Do ponto de vista da inclusão social, o caso das telecomunicações é único no mundo. Em menos de uma década se reverteu um quadro pré-histórico em que para ter um telefone era preciso pagar uma assinatura durante cerca de cinco anos, sem a garantia de ter a tão sonhada linha. A linha era um ativo tão caro que era declarada no Imposto de Renda! Claro que somente as classes A e B tinham acesso a esse serviço. Hoje os serviços de telecomunicações (fixo, móvel, TV por assinatura e banda larga) são prestados a 141 milhões de brasileiros. A base de clientes de telefones celulares cresceu mais de 1.300%, de 7 milhões em 1998, para cerca de 100 milhões atualmente. Ainda mais importante: desse total, 60 milhões são das classes C, D e E. Como essa população não tinha acesso a esses serviços, tem-se o maior instrumento de inclusão social já visto neste país. Em relação ao acesso fixo ou celular nas residências, em 1998 apenas 32% tinham acesso aos serviços. Em 2005, 72% dos domicílios já desfrutavam esses serviços - um espetacular aumento de 124%.
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A maior competição e concorrência, com a vinda de novas empresas para investir e operar no País, e a competição entre empresas privatizadas, como na siderurgia e nas telecomunicações, antes sob o guarda-chuva de cartéis estatais (Siderbrás e Telebrás), fortaleceram o papel do consumidor e reduziram preços de produtos e serviços. Tudo isto aliado a um inequívoco aumento na qualidade de ambos.
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O processo de privatização também teve forte impacto na profissionalização da gestão das empresas, movimento que se espalhou por toda a economia, com reflexos positivos na governança, no respeito à comunidade, ao meio ambiente, aos empregados, fornecedores, clientes e acionistas. Estas mudanças igualmente se refletiram no fortalecimento do mercado de capitais, com a forte elevação do valor de mercado das empresas agora privadas.Muito mais pode ser dito sobre os aspectos positivos das privatizações. Como em relação aos bancos estaduais, antigos fomentadores de déficit público e inflação, e à contribuição das empresas privatizadas às exportações. Mas o que cabe perguntar é por que, no debate eleitoral, oportunidade ímpar para a discussão dos problemas nacionais, não se discute a fundo a - esta, sim - indesejada privatização dos serviços essenciais à população, como saúde, segurança e educação. Debate inadiável num país em que apenas a população de alta renda tem acesso a serviços de qualidade, ficando as classes menos favorecidas desguarnecidas e sem esperança.

Página Virada

Por Plínio Zabeu
Publicado No Prosa & Política
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Com a reeleição do presidente encerramos as contendas. Tudo vai acabar. Tudo será convenientemente esquecido. O que foi dito, mostrado, provado, denunciado, roubado, desviado, montantes absurdos de dinheiro e interesses negociados, não passou de simples estória.
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Cada povo tem o governo que a maioria da população merece. Os que não o merecem terão que se conformar, aceitando o veredicto sagrado. Isto é Democracia. Uma forma de governo que, longe de ser a ideal, ainda é a melhor possível. Temos ao menos os direitos chamados de “jus esperniandis”, ou seja, podemos reclamar, gritar, condenar. Não estamos em Cuba, China, Bolívia ou Venezuela (países dos sonhos de nosso presidente).
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Tudo não passou de intrigas da elite, da direita, de escravos do imperialismo americano, dos vendilhões da pátria. Venderam o que era do povo e esconderam o dinheiro.
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Por quê um basta na corrupção e negociatas de políticos no país desde que Cabral errou o caminho e aqui aportou?
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Por falar nisso. Será que algum crítico de privatização tomou conhecimento do último negócio da Vale Rio Doce? Deverá agora comparar o que era e o que é a grande siderúrgica. Antro de políticos que lá dentro negociavam cargos e mais cargos, praticamente nada rendendo de lucro ou de impostos. Hoje a empresa contribui com uma enorme taxa de tributos, nunca vista antes. Milhares de cargos foram eliminados. Não existe mais corrupção lá dentro. É a segunda maior mineradora do mundo, depois de comprar a similar canadense. Imaginemos o que seria dela se ainda fosse estatal nas mãos dos que hoje nos governam. E as outras? Telefones e estradas, apenas para mencionar as diferenças entre antes e agora. Tirem os leitores suas conclusões. Claro que seria ótimo se tivéssemos as rodovias de qualidade que hoje temos, sem o maldito pedágio. Mas ficou suficientemente provado que governo não sabe administrar empresas.
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Bem. Vamos esperar por novos tempos. Vamos começar 2007 com novas esperanças. Afinal, já que tudo será realmente esquecido, quem sabe uma nova equipe se formará. Ministérios já foram negociados com o título do próprio chefe da nação: “Com porteira fechada”. Quem assumir fará o que quiser com os lucros ou com os negócios. A Petrobrás continuará a ser dirigida pelo grupo do poder mantendo sua capacidade de investir sem nenhuma garantia em países totalitários como a Bolívia.
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Se Deus não se cansou de ser brasileiro, quem sabe nos dará alguma esperança de futuro melhor.

Crescimento duvidoso

Analistas põem promessas de crescimento em dúvida
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Cassiano Gobbet
De BBC / Londres
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Durante a campanha presidencial, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, têm prometido um crescimento médio de 5% ao ano para o Brasil. Essa promessa, no entanto, é colocada em dúvida por analistas internacionais.
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Com projeções de crescimento ao redor de 3,5% ao ano para os próximos anos - taxa similar à de 2006 -, o mercado avalia que números mais altos só poderão ser atingidos se o próximo governo mexer em pontos delicados, como a diminuição dos gastos públicos e a realização de reformas mais profundas na estrutura do Estado.
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"As expectativas de crescimento para o Brasil não são excepcionalmente boas, ficando em cerca de 3,5% nos próximos anos. Podem variar levemente, de acordo com as condições globais e a aceitação das exportações brasileiras, que por hora estão bem", afirma Jill Hedges, editora de América Latina da consultoria Oxford Analytica.

Os analistas ouvidos pela BBC Brasil também são unânimes em apontar que o resultado das eleições presidenciais deve influir pouco no crescimento do país nos próximos quatro anos. "Não há grandes diferenças entre os dois candidatos", conclui o analista Jim O'Neill, do banco de investimentos Goldman & Sachs.
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Longo prazo
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Para eles, um crescimento maior só tem chance de começar a virar realidade no longo prazo e vai depender, em grande parte, das medidas implementadas no próximo governo.
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"A vitória de Lula ou Alckmin não deve fazer grande diferença nos próximos três ou quatro anos. Mas, no longo prazo, um maior controle dos gastos governamentais e reformas estruturais serão decisivos para os resultados", diz Jill Hedges.
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"Mesmo Lula, que sempre advogou por uma política mais voltada à distribuição de renda, se deu conta de que essa distribuição de renda só pode ser obtida com uma economia sólida", afirma Jim O'Neill.
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Para O'Neill, é importante manter os ganhos econômicos obtidos até agora.
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"Nos últimos dez anos, a economia foi fantasticamente bem gerenciada sob o ponto de vista macroeconômico, em termos de controle de inflação, particularmente", diz O'Neill.
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"Mas ainda há o que fazer em termos de redução de dívida interna, aumento de taxas de investimentos e estímulo à privatização, para garantir que o crescimento da próxima década fique em torno de 4% a 5%, em vez de 2% a 3%."
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Nos últimos dez anos, o Brasil só atingiu desempenho semelhante em 2000 e em 2004, quando a taxa de crescimento foi, respectivamente, de 4,36% e 4,94%.
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"O maior desafio do próximo governo é manter os ganhos de uma política macroeconômica estável", diz Justine Thody, diretora para a América Latina da Economist Intelligence Unit, empresa ligada à revista Economist.
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Inflação
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Os analistas ouvidos pela BBC Brasil foram unânimes em rejeitar a tese de que o Banco Central brasileiro poderia ser mais flexível com as taxas de juros e admitir taxas de inflação um pouco maiores para favorecer o crescimento.
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"Não creio que o BC esteja sendo muito conservador. A política adotada é a adequada para que o país possa ir se ajustando. É muito fácil promover crescimento econômico artificialmente. O problema é que isso não se sustenta e depois causa sérias conseqüências", afirma O'Neill.
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Justine Thody segue a mesma linha. "O Banco Central tem respondido com cautela na questão da taxa de juros porque o Brasil tem um histórico muito curto de estabilidade macroeconômica. A política de cautela é também no sentido de consolidar essa imagem de responsabilidade", diz. "É difícil dizer até onde é possível acelerar o crescimento econômico com inflação sem correr riscos."
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"Ainda há risco de inflação, e as taxas de juros ajudam a controlá-la. O BC me parece correto em adotar tal postura para não correr riscos", concorda Jill Hedges.