sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Governo atrasa parcelas de seguro-desemprego

Comentando a Notícia

É inacreditável: com o governo federal batendo recordes de arrecadação, apenas em 2011, por exemplo, ela cresceu, descontada a inflação em níveis superiores a 10%, diante de um PIB que variou positivamente não mais do que 3%, segundo previsões mais otimistas. 

Se incompetência pouca fosse bobagem, também durante 2011, conforme já informamos aqui, o governo teve mais gastos do que investimentos. E, de lambuja, nunca o nível de desempregados foi tão baixo.

Mesmo diante deste quadro fabuloso, o governo de dona Dilma Rousseff, a gerentona, a soberana de enorme competência, que dá pito em qualquer ministro ou auxiliar, não respeitando nem hora e local, teve o desplante de atrasar o pagamento de parcelas de seguro-desemprego. Parece absurdo, não é mesmo? 

A desculpa, conforme vocês lerão no texto de Marcelo Rehder, para O Estado de S. Paulo, e que não poderia ser de “falta de recursos” o que seria uma aberração e completa desmoralização, não foi mais porca talvez por falta de uma desculpa mais cretina ainda: “mudança no sistema”. 

Não é a primeira vez que este tipo de absurdo acontece neste governo. Recentemente, informamos aqui que as faculdades que mantém bolsistas do PROUNI, ameaçavam vedar o ingresso dos alunos  por uma dívida acumulada em mais de 500 milhões, que o governo deixara de honrar. A desculpa? Mudança no agente repassador. Antes,  quem administrava os pagamentos era a Caixa Econômica Federal. Não satisfeito de que nunca houvera problemas, o MEC, sob o comando de Haddad (olhe ele aí, de novo!), resolveu assumir a tarefa. Resultado: os pagamentos ficaram atrasados e, tudo por culpa da “mudança de sistema”. 

Talvez se mudar o governo, ao invés dos sistemas, o governo federal volte a operar sem sustos nem “problemas”. Pobre dos desempregados brasileiros que precisam contar com a  competência nula de um governo nulo. Se a gente pensar no mais absurdo dos absurdos, com a chance alguma de acontecer, não se preocupe: o governo petista se encarrega de nos surpreender e cometer um desatino atrás do outro. Neste campo, não só eles se superam sempre, mas são insuperáveis. 

Segue o texto.

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Desempregados enfrentam dificuldades para sacar o benefício; Ministério do Trabalho diz que houve problema com mudança de sistema operacional

Trabalhadores demitidos sem justa causa em 2011 estão com dificuldades para receber o seguro-desemprego. Ao tentar sacar o dinheiro do benefício, o desempregado é informado que a parcela não existe ou não foi liberada ainda. Como justificativa, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) diz que a migração do banco de dados do seguro-desemprego para novo sistema operacional provocou problemas pontuais que podem atrasar o pagamento do benefício.

O administrador de empresas Ricardo Gomes da Silva, que mora na capital paulista, perdeu o emprego em setembro e até agora só recebeu duas das cinco parcelas do seguro-desemprego. O último benefício que ele conseguiu sacar foi liberado em 20 de novembro, já com atraso de dez dias.

Gomes da Silva tem conseguido se manter fazendo "bicos" e com a ajuda de familiares e amigos. Ele procuou a Delegacia Regional do Trabalho, na Lapa, zona oeste da cidade, mas não adiantou: foi informado de que não há previsão de data para a normalização dos pagamentos e aconselhado a consultar diariamente o sistema.

"Não sei mais o que fazer", queixa-se o desempregado. Ele conta que é separado e teme ser preso por atraso na pensão alimentícia da filha de quatro anos.

"É difícil para as pessoas entender o atraso no pagamento do seguro-desemprego, porque o benefício foi criado justamente para garantir que o trabalhador consiga se manter e manter sua família até que consiga um novo emprego", argumenta.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o problema foi detectado na segunda quinzena de dezembro, quando se encerrou a transferência do último banco de dados para o novo sistema.

Os atrasos na liberação do seguro-desemprego afetam cerca de 3 mil beneficiários em todo o País, de um total de 2 milhões, segundo nota divulgada pelo ministério. "O MTE e a empresa responsável pelo desenvolvimento e manutenção do sistema têm monitorado o sistema e tomado todas as providências com a máxima urgência possível, diante de cada ocorrência", ressalta a nota.

Para acelerar o processo, o ministério orienta aos beneficiários que enfrentam dificuldades para receber o benefícios a procurar o posto de atendimento mais próximo. O valor das parcelas cujo pagamento for reprogramado será reajustado com base na nova tabela do seguro-desemprego (mínimo de R$ 622 e máximo de R$ 1.163,76), vigente desde 1.º de janeiro.

Cruzamento
Mas nem todos os casos de atraso podem ser atribuídos à mudança de sistema, ressalva o ministério. Cada caso deve ser analisado individualmente.

O novo sistema permite o cruzamento das informações prestadas pelo trabalhador com diversas outras bases de dados oficiais, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Por meio delas é possível se verificar a situação do vínculo empregatício, como o reemprego, bem como todas as informações necessárias à análise da solicitação do benefício. A cada liberação de nova parcela, o sistema faz essa conferência.

Premiação castigada.

Adelson Elias Vasconcellos

Houve quem dissesse que o brasileiro detesta o sucesso de outro brasileiro. Pode até não ter sido exatamente com estas palavras, mas o sentido era este. Se a memória não me trai, Tom Jobim foi um dos que manifestou este sentimento. 

Quando se olha para o tratamento que o país todo,  e não só o governo, dispensa à educação, por exemplo, fica claro que aos pobres do país o tratamento dado é o de mantê-los em pé para votarem nas oligarquias políticas de sempre, nossos vampiros e gigolôs. Para esta cambada, os pobres são vistos, apenas, como “mal necessário”. Afinal, alguém precisa pagar a conta de seu enriquecimento imoral, quando não ilegal, além de limpar o lixo que eles produzem. 

E por que tais considerações? Vejam se é possível haver bom senso num governo que reduz a tributação sobre automóveis, mas é insensível na tributação sobre material escolar! É? Mintam para quem quiserem, mas me deixem de fora: EDUCAÇÃO NÃO É, DEFINITIVAMENTE, PRIORIDADE ALGUMA PARA O GOVERNO DILMA. CULTURA, ENTÃO, MUITO MENOS.

Mas vocês pensam que já viram tudo em matéria de absurdo no governo petista? Pois leiam o texto a seguir. é a perola das pérolas do cretinismo explícito. Olha que a gente já conheceu governos gananciosos, mas fominhas por dinheiro como o petista, é inédito na história do país. Podemos até tomar emprestado o bordão do ex-presidente ainda não inteiramente desencarnado do poder: nuncadantez.

A que me refiro? É o seguinte: o engenheiro de som Enrico de Paoli ganhou o prêmio GRAMMY, uma honraria para qualquer brasileiro, poucos o receberam, que até mereceria ser recebido no Planalto e cumprimentado pelo reconhecimento internacional de seu trabalho. Ao invés disto, o governo petista, acho que por raiva ou inveja, ou ambas, resolveu castigá-lo por competente: junto com o prêmio recebido, Enrico teve de pagar uma conta de 35,26 reais referentes a encargos de importação e ICMS. Pode? Cadê o Ministério da Cultura que deixou passar esta vergonha, esta malvadeza? Ah, a ministra estava mais preocupada em financiar matéria, numa revista de cultura, contra os tucanos, COM VERBAS OFICIAIS, ou, em outras palavras, usava dinheiro público para a prática cafajeste de política partidária. Um escárnio.

Educação? Cultura? Prá quê, o povo que se contente com carnaval, festa junina e futebol,  e depois que entre na fila do SUS para ver se sobrevive até a próxima eleição que o petê precisa de voto para continuar encharcando o país de bandalheira, e se tiver fome, tome uma Bolsa Caça-Votos qualquer. Na próxima estatística o petê diz que ele já e classe média e vai prá casa doido de faceiro, pensando que é verdade. 

É ou não um governo de m... bem, vocês entenderam o quero dizer!  

Segue o texto da Veja online.

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Músico brasileiro paga imposto para receber Grammy em casa

O engenheiro de som Enrico de Paoli ganhou o prêmio, mas teve de pagar uma conta de 35,26 reais referentes a encargos de importação e ICMS

Reprodução/Facebook
O troféu chegou a casa de Paoli acompanhado 
de uma cobrança referente a impostos de importação

O engenheiro de som carioca Enrico de Paoli venceu a disputa com músicos do mundo todo e conquistou a estatueta do Grammy Latino pelo trabalho no disco Ária, de Djavan. O troféu, porém, chegou a casa de Paoli acompanhado de uma cobrança de 35,26 reais referentes a impostos de importação e ICMS.

O carioca usou as redes sociais para expressar sua indignação. "Acabo de receber a minha estatueta do Grammy e junto com ela veio um Darf de recolhimento de 60% de impostos de importação e mais 15% de impostos ICMS. Definitivamente o governo brasileiro cultiva vagabundos. Para vencer no Brasil, tem que ter muita garra porque o governo é sempre nosso maior obstáculo", escreveu Paoli em sua página no Facebook.

Governo alivia IPI sobre a produção de veículos, mas ignora a carga tributária dos materiais escolares

O que é mais importante para uma nação que quer eliminar suas mazelas e se firmar como reduto da cidadania? Um cidadão motorizado ou um cidadão com condições de frequentar a escola? Se depender do governo atual, quanto mais automóveis novos nas ruas e avenidas, melhor. Em relação às condições básicas que garantam o aprendizado na escola, o diminuto grau de informação do cidadão significa a garantia de permanência daqueles que estão no poder.

Na terça-feira (31), o governo federal divulgou a lista definitiva das 18 montadoras de automóveis instaladas no Brasil que serão beneficiadas com o desconto de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre a produção de veículos. O benefício vale até dezembro.

As montadoras livres do pagamento da alíquota mais alta são Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, MMC, Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International Indústria Automotiva da América do Sul. Todas essas as montadoras cumprem as regras de conteúdo nacional e de investimentos em novas tecnologias.

Entre as exigências está a utilização de, no mínimo, 65% de componentes nacionais nos automóveis produzidos em território nacional, a realização no Brasil de ao menos seis de 11 etapas da fabricação e investimento de 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento no País.

A relação das empresas com direito ao benefício tributário foi publicada no Diário Oficial da União. O texto esclarece que o benefício “está sujeito à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva”.

A redução no pagamento do IPI é válida para os modelos fabricados no Brasil, no México, Uruguai e parceiros do Mercosul. Para essas empresas, o tributo fica entre 7% e 25%. As montadoras que não atenderam às condicionantes exigidas terão seus carros taxados entre 37% e 55%. A maior parte das montadoras excluídas da lista é da Coreia do Sul e da China, segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Enquanto o Palácio do Planalto reduz o IPI sobre a produção automotiva e ajuda a entupir as ruas das principais cidades brasileiras com carros novos – tal situação também leva ao endividamento das famílias e à inadimplência –, muitos brasileiros deixam de ir à escola porque não têm acesso ao material escolar.

A preocupação do governo com IPI sobre os automóveis não é a mesma com a carga tributária de uma simples caneta esferográfica, cujo preço final carrega mais de 47% de impostos. Em outras palavras, o Brasil jamais será um país de todos. (Com informações da Agência Brasil)

Confira a carga tributária que incide sobre alguns materiais escolares:

agenda escolar (43,19%); 
apontador (44,39%); 
borracha escolar (43,19%); 
caderno universitário (34,99%); 
caneta (47,49%); 
cola branca (42,71%); 
estojo para lápis (40,33%); 
fichário (39,38%); 
lápis (36,19%); 
livros escolares (15,12%); 
mochilas (39,62%); 
papel pardo (34,99%); 
papel sulfite (37,77%); 
pastas plásticas (40,09%);  
régua (44,65%); 
tinta guache (36,13%);  
e tinta plástica (36,22%).
(Transcrito de ucho.com)

NOTA DE REDAÇÃO – O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo diminuiu a alta a 0,66 por cento no fechamento de janeiro, mas acelerou a variação quando comparado à taxa de dezembro, sobretudo pelo aumento nos custos com educação, mostraram dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira. 

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Conforme este espaço vem demonstrando desde seu surgimento, acima temos mais uma das inúmeras comprovação de que, de fato, Educação não é prioridade no governo petista. Já nem vou relacionar aqui as derrapadas da administração Haddad à frente do MEC, vide ENEM. No arquivo do blog, os leitores encontrarão facilmente farto material sobre o assunto.

Em sua despedida, o ex-ministro foi enfático em se autopromover, afirmando ter praticado uma verdadeira revolução no ensino brasileiro. 

Considerando:
a.- O salário miserável pago aos professores;
b.- As péssimas condições físicas de 85% das escolas públicas federais no país, conforme a própria imprensa informou durante a semana;
 c.- A vergonhosa carga tributária incidente sobre material escolar básico;

Fica claro que, a revolução a que se refere o ministro, foi de desqualificação mesmo. Não são discursos que contam na hora de se avaliar o trabalho de alguém e, sim, os resultados obtidos. Neste campo, o ministro saiu com resultados miseráveis. Dá para se dizer que o ministro ficou inadimplente! Muito inadimplente!!!! Posso afirmar que a educação brasileira não sentirá saudades por sua passagem pelo MEC, muito embora a figura que ficou em seu lugar, consiga até ser pior.

Brasil perde liderança em ranking sobre banda larga móvel na AL

Talita Moreira, Valor Econômico

O Brasil recuou duas posições no ranking dos países da América Latina mais avançados na adoção da banda larga móvel. O país, que liderava a lista em 2008, recuou para o terceiro lugar no levantamento mais recente, baseado em dados de 2010. Foi ultrapassado pelo Chile, que agora está em primeiro lugar, e pela Argentina.

O Índice de Prontidão da Banda Larga Móvel (IPBLM) faz parte de um estudo feito pela consultoria A.T. Kearney para a GSM Association (GSMA), órgão que reúne as principais operadoras de telefonia móvel do mundo. "Não foi o Brasil que piorou, mas a Argentina e o Chile que se desenvolveram mais em algumas coisas", afirma ao Valor o diretor da GSMA para a América Latina, Sebastian Cabello.

O índice é composto por 13 critérios, que têm pesos diferentes. A adesão da população à banda larga móvel, o alcance da cobertura de terceira geração de telefonia (3G), a presença de smartphones e o uso das tecnologias de informação e comunicações (TIC) pelo governo são alguns dos critérios.



O Brasil avançou no acesso à banda larga móvel, mas perdeu posições em parâmetros como proporção da população coberta pelas redes 3G e velocidade dos acessos de internet pelo celular.

Segundo o documento, intitulado GSMA Mobile Observatory, o Chile assumiu a liderança porque aumentou as velocidades de conexão móvel. A Argentina melhorou principalmente no acesso de sua população a esses serviços.

"O Brasil tem de assumir seu papel de liderança na América Latina", afirma Cabello.

O diretor da GSMA aponta melhorias feitas pelo país nos últimos anos. Entre elas está o crescimento da chamada teledensidade a mais de 120% - ou seja, a existência de mais de 120 aparelhos celulares para cada grupo de cem habitantes - e a expansão da banda larga móvel como alternativa de acesso à internet em localidades onde não há banda larga fixa. "A telefonia móvel cresceu de maneira expressiva e tem levado conexão a pessoas que não tinham outra forma de acesso à internet", observa o executivo.

No entanto, o diretor da GSMA também menciona aspectos que dificultam uma expansão mais rápida da banda larga móvel no país. Um deles é a elevada carga tributária incidente sobre os serviços de telecomunicações.

Outro fator apontado por ele é a demora do governo em definir novas faixas de espectro para uso pelas empresas de telefonia móvel. Cabello defende a ideia de que as operadoras tenham acesso às frequências de 700 megahertz (MHz), que será desocupada com o apagão da TV analógica previsto para 2016. "É um recurso estratégico para reduzir o dividendo digital do país", diz. "Hoje em dia, as pessoas querem mais internet que televisão."

O Brasil terminou o ano passado com 18,5 milhões de conexões de banda larga fixa e o dobro disso na internet móvel, segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A tendência é que a diferença a favor da banda larga móvel se amplie no país, assim como no restante da América Latina.

O estudo da A.T. Kearney estima que o total de conexões de banda larga móvel na América Latina vai chegar a 318 milhões em 2015 - o total era de 42 milhões no ano passado. Ao mesmo tempo, a base de telefones móveis na região poderá passar de 630 milhões para 750 milhões nesse mesmo intervalo.

O mercado de telefonia móvel movimentou US$ 175 bilhões na América Latina no ano passado (incluindo operadoras e outros participantes da cadeia). O número equivale a 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) regional.

Foi a primeira vez que a GSMA elabora esse levantamento sobre o mercado latino-americano. "Queríamos mostrar quais são as conquistas e o potencial do setor", afirma Cabello.

Violência, pobreza e corrupção ‘preocupam mais os brasileiros’

BBC Brasil

Para brasileiros, pobreza extrema é o problema mais sério do mundo

A violência, a pobreza e a corrupção se destacaram como os problemas mundiais que mais preocupam os brasileiros entrevistados em uma pesquisa feita em 23 países a pedido do Serviço Mundial da BBC.

Em respostas espontâneas, 29% dos brasileiros disseram que a criminalidade é o principal problema do mundo, e 27% disseram que é o tema mais discutido no país.

Em seguida entre os temas mais discutidos, veio a corrupção, apontada por 21% dos entrevistados.

Esta percepção é semelhante à de outros países na América Latina, onde a questão da segurança encabeçou os temas mais discutidos em três dos seis países pesquisados, e a corrupção foi apontada como mais discutida em um.

Entretanto, nas respostas induzidas, nas quais os entrevistados foram apresentados a uma lista de 14 temas sobre o qual deveriam opinar – e que não incluía violência –, 95% e 94% dos brasileiros classificaram, respectivamente, os problemas da pobreza e da corrupção como "muito sérios".

Em seguida vieram a poluição e problemas ambientais e as guerras e conflitos (92% cada categoria).



A pesquisa anual BBC World Speaks ("Mundo fala") ouviu 12,3 mil entrevistados em 23 países entre julho e setembro a fim de estabelecer os temas que mais preocupam a população destes países e os mais discutidos.

As principais preocupações dos entrevistados no Brasil contrastam de certa maneira com as respostas dadas nos países desenvolvidos, onde a situação econômica global e o desemprego se sobressaíram como preocupações mais evidentes.

Para efeito de comparação, apenas 66% dos brasileiros consideraram as turbulências na economia global "muito graves" e o aquecimento global, que preocupava seriamente 90% dos brasileiros no ano passado, hoje preocupa apenas 80%.

Diferenças
No mundo, os assuntos mais discutidos foram a corrupção – que foi apontada por 24% dos entrevistados, três pontos percentuais a mais que no ano passado, a pobreza extrema – cuja preocupação também aumentou –, e o desemprego (ver tabela).

Entretanto, os pesquisadores perceberam um grande aumento na preocupação com o desemprego em relação a apenas dois anos atrás.

Em 19 países que participaram das três edições da pesquisa, o número de pessoas afirmando que discutiram as dificuldades no mercado de trabalho no mês anterior à entrevista subiu de apenas 3% em 2009 para 15% no ano passado e 18% neste ano.

Os pesquisadores notaram uma diferença entre as preocupações dos países de renda baixa, média e alta.
Entre os países mais pobres, a corrupção, o desemprego, a pobreza extrema e o aumento do preço dos alimentos estão entre os mais discutidos internamente.

Essas preocupações também são típicas dos países de renda média, ainda que em menor grau.

Já nos países ricos, a maior preocupação é de longe com o estado da economia mundial, o aquecimento global e a guerras.

ENQUANTO ISSO... No reino encantado da Petrobrás

O Brasil nunca produziu tanto petróleo
Agência Brasil 

Em 2011, foram produzidos 768 milhões de barris de petróleo e 24 bilhões de metros cúbicos de gás natural, o equivalente a 919 milhões de barris de óleo equivalente; fruto de um crescimento de 45% nos últimos 10 anos, números são recorde

Em 2011, foram produzidos pelos 9.043 poços em operação no país 768 milhões de barris de petróleo e 24 bilhões de metros cúbicos (m³) de gás natural. Os números são recorde, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e correspondem à produção de 919 milhões de barris de óleo equivalente (boe). O resultado representa um aumento de 2,5% em relação à produção de 2010 de petróleo e de 4,9% sobre a de gás natural.

Nos últimos dez anos, o crescimento verificado na produção de petróleo no Brasil foi de 45%, enquanto a produção de gás natural evoluiu 55%.

Segundo dados da ANP, foi recorde também a produção de petróleo e gás natural em dezembro: 2,214 milhões barris por dia e 71 milhões de m³ por dia. O aumento alcançou 1,6% na produção de petróleo, em relação a dezembro do ano anterior, e 1,2% em comparação com novembro de 2011. Com relação ao gás natural, a produção de dezembro ficou 3,1% acima da apurada em dezembro de 2010 e 5,1% da produção de novembro.

Roncador, na Bacia de Campos, foi o campo com maior produção de petróleo no ano passado. Já a maior produção de gás natural foi registrada em Rio Urucu, na Bacia do Solimões, na Floresta Amazônica. De acordo com a ANP, 91,2% da produção de petróleo e gás natural do país são oriundos de campos operados pela Petrobras.

Na novíssima fronteira do pré-sal, nove poços já estão em operação, oito deles já incluídos na lista dos 30 poços mais produtivos do país.

ENQUANTO ISSO...

Petrobrás, sem caixa e sem dinheiro, busca, no desespero, US$ 7 bilhões em bônus no exterior.
Políbio Braga


- Segue matéria sobre a Petrobrás, buscando recursos a qualquer custo para cobrir seus rombos de caixa. 

A Petrobras lançou hoje (1º) um total de US$ 7 bilhões em bônus no exterior, acima da expectativa inicial de US$ 6 bilhões. As informações são do IFR, um serviço da Thomson Reuters.

. A demanda pelos papéis estava em cerca de US$ 25 bilhões, segundo o IFR. A estatal lançou US$ 1,25 bilhão em bônus de três anos, US$ 1,75 bilhão em papéis de cinco anos, US$ 2,75 bilhões na reabertura de seus títulos com vencimento em 2021 e US$ 1,25 bilhão na reabertura de bônus 2041, segundo o IFR.

. No final da terça-feira (31), a agência de classificação de risco Fitch atribuiu nota "BBB" à planejada emissão de bônus no exterior pela Petrobras.

. Os bônus da tranche de três anos foram lançados com um spread de 275 pontos-básicos sobre os Treasuries comparáveis e os de cinco anos com 290 pontos-básicos.

. Os títulos 2021 e 2041 embutem um prêmio de 295 pontos-básicos sobre os Treasuries, segundo o IFR.A operação, a ser precificada ainda nesta quarta-feira, está sendo coordenada por Santander, Morgan Stanley, JPMorgan, Itaú, Citi e Banco do Brasil.

Os recursos levantados pela Petrobras com a emissão deverão ser utilizados para cobrir despesas corporativas e de investimento.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Já nem vou falar sobre os benefícios que a quebra do monopólio na exploração de petróleo no Brasil, nos propiciou. Quando os resultados positivos, de fato, começaram a ser sentidos, e o país já estava com Lula e os petistas no poder, a Petrobrás, ao contrário da excelente gestão empresarial até então empreendida, passou a ser usada como aríete político, a beneficiar políticos e sindicalistas sem a menor competência. 


A gestão de Gabrielli foi, sob qualquer ponto de vista da técnica administrativa, um  desastre para a estatal. E, não por outra razão, a companhia chega a este ponto de desespero para cobrir suas necessidades de caixa. 

Vimos aqui, ainda em 2010, que a Petrobrás nas mãos dos petistas, perdera 1/3 do valor de suas ações, porque o mercado rapidamente entendeu o uso político partidário a que a companhia foi submetida,  retirando-lhe capacidade de rendimento. 

Não é por outra razão que já surge um movimento de acionistas minoritários, brasileiros e estrangeiros,  desejando explicações do que se passa na administração da companhia. 

Assim, além da necessidade inadiável de se substituir seu presidente, no que a presidente Dilma agiu bem, também é saudável (pelo menos é esta a expectativa) o anúncio de que o TCU fará um pente fino na companhia. É de se esperar que não apenas a caixa preta da estatal seja aberta, mas que as maldades que por lá se encontrar, sejam divulgadas. E, claro, os irresponsáveis sejam conhecidos. A Petrobrás além de ser uma sociedade anônima com capital aberto na bolsa de valores, é um estatal que está submetida, assim como as demais estatais,  ao controle da sociedade, portanto a ela deve prestar contas. Não se tem conhecimento de que tenha sido privatizada por sindicalistas ou petistas, ou ambos.

E dada sua importância e grandeza, também não pode sua política estratégica ser maculada por interesses rasteiros ideológicos, e justamente  uma ideologia de atraso e bagunça. 

Investigação aponta ação de lobistas no TJ de São Paulo

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

Representantes de diversos segmentos teriam trânsito livre durante a gestão de Vianna Santos

Investigação sobre suposto tráfico de influência na gestão do desembargador Antonio Carlos Vianna Santos, que presidiu o Tribunal de Justiça de São Paulo em 2010, indica a ação de lobistas na cúpula da maior corte estadual do País.

Representantes de empresas fornecedoras de diversos segmentos, inclusive informática, e advogados teriam trânsito livre no gabinete do presidente que conduziu uma administração emblemática.

Vianna ficou apenas um ano no comando do TJ. Ele morreu no dia 26 de janeiro de 2011, aos 68 anos. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) atesta que o desembargador teve morte natural - sofria de diabete; a perícia encontrou elevado teor de álcool etílico em seu sangue.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa investiga a morte de Vianna por meio de inquérito que corre sob segredo. Os investigadores querem identificar todas as pessoas que estiveram com o desembargador nas horas que antecederam sua morte. Relatos indicam graves desavenças familiares.

Paralelamente à apuração policial, tramita investigação de caráter criminal sobre a evolução patrimonial de Vianna e contratações por ele autorizadas no âmbito do TJ. Testemunhas narram situações que podem reforçar suspeita de que o desembargador foi "completamente envolvido" pela atuação de pessoas muito próximas a ele e que tinham interesses comerciais.

Uma linha de investigação mostra que uma empresa, em dezembro de 2010, teria presenteado o magistrado com um veículo de luxo avaliado em R$ 340 mil - um Porsche Cayenne preto, ano 2011, placas EBM-7373. Ele transferiu o carro para o nome de sua mulher, Maria Luiza Pereira Vianna Santos, 19 dias antes de morrer. Maria Luiza não retornou ligação da reportagem.

Um integrante da assessoria de Vianna disse que, entre "inúmeras empresas com as quais teve contato, pelo menos duas foram indicadas pelo próprio presidente". O antigo colaborador citou nominalmente a lobista de uma empresa de informática e um advogado.

"Ela apresentou a empresa ao presidente e tiveram vários contatos", cita o depoente. A mulher expôs a Vianna como funcionava o sistema BI (business intelligence), gerenciador de banco de dados.

A representante da empresa ligou para um outro assessor de Vianna por volta de 8 horas do dia 26 de janeiro. Ela disse que estava no apartamento de Vianna, nos Jardins. O corpo do desembargador ainda não havia sido removido. "Isso me deixou perplexo", disse a testemunha.

Outro lobista, de outra empresa do setor, teria se reunido com Vianna na residência do magistrado. Ele acabou sendo recebido no TJ, "ante a insistência da empresa e do próprio presidente". Para o Núcleo de Assessoria de Planejamento e Gestão, fez uma longa explanação sobre o produto que oferecia. O pregão foi suspenso porque duas empresas concorrentes impugnaram o processo perante o Tribunal de Contas do Estado.

"Causou espécie o fato de um representante procurar o presidente do tribunal em sua residência", diz a testemunha.

Os equipamentos dessa empresa não interessaram ao tribunal, o que teria provocado insatisfação de Vianna que cobrou o assessor pela interrupção na "continuidade dos negócios".

A testemunha anota que, em meados de 2010, teve acesso a carta subscrita por uma advogada propondo atuar em favor de uma empresa alijada do negócio. Ela se comprometia a "apresentar o produto" ao TJ mediante comissão de 20% a 25% sobre o contrato.

Desigual, Brasil assiste a crescimento de mercado de luxo

Paulo Cabral, BBC em São Paulo

Uma década atrás, parte da elite brasileira estava tensa e insegura em relação ao futuro com a chegada do ex-operário Luiz Inácio Lula da Silva ao poder. Mas no fim das contas, os ricos ficaram mais ricos.

"Quando (o ex-presidente) Lula chegou ao poder, toda a classe alta brasileira ficou muito preocupada. Nós achávamos que ia ser terrível", diz a arquiteta Brunete Fraccaroli, uma das cinco milionárias do reality show Mulheres Ricas, da TV Bandeirantes, que mostra todas as semanas como é a vida dos super ricos, num dos países mais desiguais do mundo.

"Mas o presidente Lula fez um ótimo governo. Os ricos continuaram ricos e os pobres também têm um pouco mais de dinheiro", completa a milionária, que já nasceu rica e adicionou alguns milhões à fortuna da família com seu trabalho como arquiteta e designer de interiores.

Junto com o bom momento econômico também se desenvolve no Brasil o setor de produtos e serviços para atender às necessidades e aos desejos da alta classe.

Uma das faces mais visíveis desse setor está nos céus de São Paulo: a cidade já tem mais de 400 helicópteros privados registrados para atender aos endinheirados que queiram fugir do risco de assaltos e da certeza de congestionamentos.

Reality show da TV brasileira mostra 
vida de mulheres milionárias em São Paulo
"Nosso negócio vem crescendo a uma média de 10% a 15% ao ano", diz o dono da empresa de táxi aéreo Helimarte, Jorge Bitar.

O empresário explica que novos clientes estão chegando ao setor enquanto os antigos estão voando cada vez mais.

"Estamos até perdendo clientes que começam a voar muito decidem comprar o próprio helicóptero. E pior que alguns ainda acabam levando nossos pilotos, que são profissionais em falta no mercado."

Vista aérea
Uma hora de vôo em São Paulo num helicóptero para três pessoas (além o piloto) custa cerca de R$ 1600, cerca de duas vezes e meia o salário mínimo no Brasil.

É um dos indícios – assim como vista aérea as enormes favelas vizinhas de condomínios de luxo no bairro paulistano do Morumbi - da desigualdade social que ainda é uma das marcas do país, mesmo com a recente melhora nas condições de vida das populações mais pobres.

Nos últimos dez anos, a renda dos 10% mais ricos do Brasil cresceu 20% e 60% num período de 20 anos. Os 10% mais pobres avançaram mais 100% na última década e 160% em vinte anos.

O economista da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Naércio Menezes diz que os números deixam claro que houve uma redução de desigualdade de renda no país que conseguiu ser ao mesmo tempo recorde e insuficiente.

"O problema é que o Brasil saiu de uma situação tão ruim, de desigualdade tão grande, que mesmo as mudanças significativas dos últimos anos mal tocam a superfície do problema", explica Menezes.

Apesar do crescimento econômico, Brasil ainda é um dos países mais desiguais do mundo
"O Brasil ainda é um dos países mais desiguais do mundo e a mobilidade social é quase inexistente. Para quem nasce pobre é praticamente impossível ficar rico."

Crescimento insuficiente
Um estudo recente da ONG britânica Oxfam revelou que o Brasil segundo país mais socialmente desigual do G20 (grupo das 20 maiores economia do mundo), à frente apenas da África do Sul.

"Devemos elogiar a evolução significativa do Brasil no combate à desigualdade nos últimos dez anos, mas é também importante deixar claro que o país ainda está muito longe da situação ideal", diz o diretor do escritório da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst.

O especialista observa que apenas crescimento econômico não é suficiente para reduzir a pobreza e a desigualdade.

"São essenciais medidas específicas de distribuição da renda. Na África do Sul, por exemplo, a economia está crescendo mas a pobreza está aumentando."

Naércio Menzes diz que a melhora no padrão de vida dos mais pobres também tem um impacto direto e positivo sobre a vida dos ricos.

"Quando os níveis de educação e renda dos pobres melhoram, o benefício se reverte para toda a sociedade através, por exemplo, de aumento na produtividade, queda na criminalidade e desenvolvimento de consciência política e ecológica."

Campanha do Ministério da Saúde para o Carnaval foca o público gay

Redação Época

O material vai incluir pôster dirigido a travestis. Índice de jovens homossexuais contaminados pelo HIV cresceu mais de 20% nos últimos 10 anos

(Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)
Alexandre Padilha, Ministro da Saúde.
Campanha do Ministério para o Carnaval de 2012 terá foco no público homossexual

Os jovens gays de 15 a 24 anos são o alvo prioritário da Campanha do Carnaval 2012 que o Ministério da Saúde começou nesta quinta-feira (2). Sob o mote “na empolgação pode rolar tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”, a campanha vai incluir a distribuição de 70 milhões de preservativos e a veiculação de propagandas segmentadas, voltadas para o público homossexual. Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de jovens heterossexuais entre 15 e 24 contaminados pelo vírus da Aids caíu 20,1% nos últimos 10 anos. No mesmo período, o índice de jovens homossexuais contaminados cresceu 10,1%.

Os dois vídeos da campanha, um deles voltado para o público gay e o outro para o público heterossexual, retratam casais prestes a ter relações sexuais sem camisinha quando são interrompidos por uma fadinha ou um siri, que lhes entrega um preservativo. O ministério também preparou um pôster dirigido a travestis. É a primeira vez que a campanha inclui um material específico para esse público.

A campanha será veiculada em dois momentos - a partir desta quinta, para conscientizar sobre a importância do uso do preservativo; e no final de fevereiro, no período pós-carnaval, para informar sobre os procedimentos para diagnóstica da Aids.

O ministério também fará testes rápidos de Aids durante o Carnaval. Padilha explicou que os testes, batizados de “Fique Sabendo”, levam de 15 a 20 minutos para ficar prontos e estarão disponíveis nas cidades onde ocorrem as principais festas, como Recife, Olinda e Salvador.

Onda de frio na Europa causa a morte de 220 pessoas. Cadê o aquecimento, gente?

Folha online, com informações da France Presse

Ao menos 220 pessoas morreram na Europa em consequência da atual onda de frio, principalmente no leste do continente, onde só a Polônia e a Ucrânia registraram um total de 138 mortes nas últimas semanas.

Na Rússia, onde as temperaturas se situavam por volta dos -25ºC em Moscou e rondavam os -50ºC em Yakutia (Sibéria oriental), as autoridades contabilizaram 64 mortos de frio desde 1º de janeiro, segundo o Ministério da Saúde, citado nesta sexta-feira pela agência Interfax.

Há uma semana, uma onda de frio atinge a Europa central e oriental, provocando dezenas de vítimas, sobretudo na Ucrânia, Polônia e Romênia.

Ao menos 101 pessoas morreram por causa do frio que atinge a Ucrânia desde 27 de janeiro, indicou nesta sexta-feira o Ministério de Situações de Emergência ucraniano em um comunicado.

O governo indicou que as temperaturas não devem aumentar imediatamente, com temperaturas mínimas noturnas entre os -25ºC e os -30ºC, e diurnas entre -16ºC e -21ºC.

O frio deixou outras oito vítimas na vizinha Polônia, onde as temperaturas caíram até os -35ºC no sudeste. No total, desde sexta-feira (27), 37 pessoas morreram de hipotermia, segundo a polícia. No inverno boreal passado, 212 pessoas morreram de frio na Polônia.

Victor Drachev - 2.fev.12/France Presse
Mulher observa o frio do lado de fora através
 da janela coberta de gelo de um ônibus na Belarus

Na Romênia, foram registrados mais dois mortos nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 24 desde o dia 26 de janeiro, segundo o ministério da Saúde.

Na Sérvia, que marca temperaturas de -36ºC, o frio deixou sete mortos no fim de semana e milhares de pessoas seguem bloqueadas em povoados isolados pelas fortes quedas de neve. Os serviços de resgate tentavam fornecer ajuda aos mais isolados.

MORADORES DE RUA
Na Bulgária, foram registrados mais seis mortos, homens de 52 a 66 anos, indicou a imprensa nesta sexta-feira. O total de vítimas chega a 16, segundo a agência de notícias France Presse, em um momento em que não há informações oficiais.

A maioria dos mortos no país, o mais pobre da UE (União Europeia), são pessoas idosas que se perderam nos arredores de seu povoado ou esperando um ônibus.

Na República Tcheca, um homem de 59 anos foi encontrado morto na quinta-feira fora de sua casa, em um povoado do sudeste do país. A polícia acredita que caiu e não conseguiu se levantar. Na Eslováquia, morreu outra pessoa elevando o total de vítimas a três.

CENTRO
Estônia e França registraram suas primeiras vítimas. Um homem foi encontrado morto de frio em uma rua da capital da Estônia, enquanto um doente de Alzheimer de 82 anos morreu no povoado francês de Lemberg, após sair de sua casa de pijama.

Na Itália, foram registrados três mortos. Em Roma, os moradores experimentaram apenas seu segundo dia de neve nos últimos 15 anos, com flocos brancos cobrindo palmeiras, antigas ruínas romanas e igrejas barrocas por toda a capital.

Até cinco centímetros de neve caíram em alguns distritos, e monumentos antigos, como o Coliseu, foram fechados para os visitantes por medo de danos as suas estruturas.

As temperaturas na região alpina de Piemonte, no norte da Itália, caíram tanto que chegaram a -30ºC, e os motoristas foram aconselhados a evitar regiões no centro do país devido à forte nevasca e aos problemas de tráfego causados pelo clima.

No Reino Unido, os britânicos se preparavam para a neve depois que as temperaturas caíram a -11ºC durante a noite em Chesham, no sudeste da Inglaterra, e as autoridades alertavam que o frio poderia atingir as pessoas de surpresa depois de um inverno mais quente que o normal até agora.

Cuba nega permissão de viagem da blogueira Yoani Sánchez ao Brasil

Estadão.com

É a 19ª vez que o governo da ilha recusa sua saída, segundo a jornalista

O governo cubano negou nesta sexta-feira, 3, permissão para que a blogueira Yoani Sánchez deixe a ilha para uma viagem ao Brasil. Segundo a jornalista, que critica publicamente o regime político em Cuba, é a 19ª vez em quatro anos que seus pedidos de autorização para saída do país são negados.

"Não há surpresas. Voltam a negar minha permissão de saída. É a 19ª ocasião em que me violam o direito de entrar e sair do meu país", escreveu Yoani em sua página no Twitter.



Mais cedo, Yoani revelou que estava apreensiva para conhecer a decisão do governo cubano. "Hoje é o dia. Preparada para o 'sim' e para o 'não'. Às 15h, dirão se me darão permissão de saída ou se continuo sendo prisioneira insular", escreveu.

A blogueira e colunista do Estado havia recebido na semana passada um visto do governo brasileiro para realizar a viagem. O pedido havia sido feito no dia 20 de janeiro e foi concedido no dia 25, segundo o Ministério das Relações Exteriores. A liberação do documento, no entanto, não garantia a viagem, uma vez que era necessária a autorização do governo de Cuba para que ela deixasse o país.

A intenção de Yoani era acompanhar, no dia 10 deste mês, em Jequié, na Bahia, o lançamento do documentário "Conexión Cuba-Honduras", do cineasta Dado Galvão - no qual ela foi uma das entrevistadas.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Alguém está surpreso? Acho que não. Como também não é surpresa que tenha gente no Brasil que, hipocritamente, se considera herói por dizer que lutou contra a ditadura militar, mas que acha que a blogueira é injusta com regime cubano. E ainda vem nosso ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmar que direitos humanos em Cuba não é emergencial. Talvez para ele nem seja, porque vive democracia plena no Brasil. E para os cubanos, senhor Patriota, liberdade também não é emergência?  Entre a  esquerda brasileira e um monte de esterco não se sabe qual fede mais!!! Mas o esterco ainda tem lá sua utilidade: serve de adubo. Já a esquerda, nem prá isso!

Descoberta causa da conservação dos fósseis pré-históricos

Portal Exame, com informações da Agência EFE

Cientistas descobriram que os restos de animais encontrados em um sítio na Alemanha têm uma substância gordurosa que manteve a preservação

Gerbil via Wikimedia Commons
Um dos fósseis encontrados em Messel: bom estado de preservação

Berlim - Cientistas descobriram que a substância gordurosa na qual se transformam tecidos de animais mortos (adipocira) é a causa da boa conversão dos esqueletos animais do sítio paleontológico de Messel, no sul da Alemanha, anunciou nesta quarta-feira Instituto de Pesquisa Senckenberg de Frankfurt.

Segundo os analistas, as bactérias responsáveis pela deterioração dos tecidos animais não eram rápidas suficientes para decompor a camada de gordura dos animais mortos, explicou o instituto.

Desta maneira, os animais pré-históricos de Messel, considerado patrimônio natural mundial, passaram de um estado de saponificação (textura semelhante a um sabão) para fóssil duro sem se decompor e se conservam até hoje em bom estado.

'Os esqueletos de fósseis vertebrados se conservam geralmente como uma coleção de ossos dispersos de forma caótica', afirmou o instituto.

Em Messel, no entanto, a situação é diferente, pois os ossos dos animais pré-históricos do local estão dispostos exatamente como eram.

'Durante décadas, a razão pela qual os esqueletos não se deterioraram representava um enigma sem resposta', declarou Krister Smith, do departamento de Senckenberg para investigação de Messel.

Para resolver o enigma, o cientista analisou junto ao paleontólogo Michael Wuttke um lagarto ('Geiseltaliellus maarius') muito bem conservado.

Após a morte do animal pré-histórico, o cadáver foi depositado no fundo do lago Messel, onde geralmente os microorganismos presentes na água decompõem qualquer corpo orgânico e só os ossos permanecem.

No entanto, 'a água do fundo de lago carecia de oxigênio', o que durante um período prolongado freou a decomposição do tecido brando, indicou Michael Wuttke.

'Nestas condições, as bactérias não são capazes de dissolver em sua totalidade a gordura dos cadáveres', explicou o paleontólogo. 

Transumanismo: melhorar o homem ou substituí-lo por ciborgues?

Veja online, com informações da AFP

O movimento transumanista acompanha a evolução rápida do progresso da informática, da bio e da nanotecnologia e do conhecimento do cérebro

AFP
Com as novas técnicas, trata-se não apenas de aumentar as capacidades do homem, 
mas também preparar a transição para os "pós-humanos"

Paris - Quase imortalidade, futuro de ciborgue: o homem está condenado a receber 'nanochips' em seu cérebro para não se tornar obsoleto? Desejosos de melhorar a espécie, os transumanistas hesitam entre promessas de futuros que consideram melhores e o temor de um apocalipse.

Nascido de uma faixa da cibercultura californiana, o movimento transumanista acompanha a evolução rápida do progresso da informática, da bio e da nanotecnologia e do conhecimento do cérebro.

Com as novas técnicas, trata-se não apenas de aumentar as capacidades do homem (daí o nome "Humanity +" escolhido para o movimento em escala internacional), mas também preparar a transição para os "pós-humanos", espécies de ciborgues (organismos cibernéticos) que sucederiam a nossa espécie.

O cientista americano Ray Kurzweil, apóstolo do transumanismo, prevê que, a partir de 2029, a inteligência artificial vai igualar a do homem. Para o autor do livro "When Humans Transcend Biology ou The Age of Spiritual Machines", entre outros, a partir de 2045, o homem deverá estar ligado a uma inteligência artificial, o que permitirá a ele aumentar sua capacidade intelectual um bilhão de vezes, um destino de ciborgue.

No extremo, Hugo de Garis, especialista australiano em inteligência artificial, promete um futuro mais negro. Antes do final do século, uma "guerra exterminadora" deverá opor os "seres humanos" às máquinas inteligentes e aos "grupos que querem construir esses deuses", alertou, durante uma conferência realizada domingo passado em Paris pela Associação francesa transumanista (AFT Technoprog).

Em mais alguns anos, um aparelho condensado pela nanotecnologia, do tamanho de um grão de areia, colocado no cérebro poderá ser suficiente para fazer de uma pessoa humana um ciborgue com capacidade mental bilhões de vezes superior, assegura Hugo de Garis que realizou estudos num laboratório da Universidade de Xiamen (China).

Ele imagina que em 2070, uma jovem mãe poderá enfrentar um dilema : transformar ou não seu bebê em ciborgue. Fazê-lo poderá significar "matar seu filho" uma vez que ele se tornará "completamente diferente", advertiu.

Em algumas décadas, a humanidade deverá, segundo ele, escolher se "manterá a posição de espécie dominante", fixando um limite para a inteligência artificial ou se construirá super-cérebros.

Sem compartilhar o extremismo de Hugo de Garis, o presidente da Associação Francesa Transhumanista AFT Marc Roux destaca que, "ao contrário de boa parte da corrente transumanista", na França "o questionamento sobre os riscos" é colocado em primeiro lugar. Daí o tema da conferência: "O futuro do transumanismo: paraíso ou inferno?"

Marc Roux, licenciado em História, acha que "a perspectiva histórica de Kurzweil é falsa", porque as referências escolhidas são "arbitrárias".

"Dizer que a emergência da inteligência artificial ou da consciência artificial vá se tornar 'forte', em 20 ou 30 anos, parece o limite do razoável", disse.

O destaque será o "prolongamento da duração da vida com boa saúde", um tema mais adequado para seduzir o público.

Didier Coeurnelle, vice-presidente da AFT, concorda com esse ponto de vista.

Segundo ele, daqui a algumas décadas, o envelhecimento poderá ter um recuo de 30 anos, podendo, no final, chegar a uma quase imortalidade.

Empresas querem adiar recurso de interatividade na TV

Sabrina Craide, da Agência Brasil

Governo quer obrigar a inclusão de aparelho que permite a interatividade em todas as TVs digitais feitas no Brasil, mas setor quer adiar a medida

INFO EXAME
Modelo de conversor para TV Digital:
setor e governo debatem o início da medida

Brasília - Os fabricantes de televisores do país estão negociando com o governo federal o adiamento da obrigatoriedade da inclusão do Ginga, uma ferramenta que permite a interatividade na TV digital brasileira, nos aparelhos produzidos no país. Hoje (1º), o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, esteve com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pedindo que a medida só entre em vigor a partir de outubro.

Segundo o representante das empresas, os testes que estão sendo realizados para avaliar o funcionamento do software só ficam prontos no dia 30 de setembro, o que inviabiliza a inclusão do Ginga nos televisores antes desse prazo. O programa, que é um software livre nacional, possibilita que o telespectador consulte informações sobre a programação, faça compras e acesse dados bancários pela televisão.

A proposta da indústria é incluir o Ginga a partir de outubro em 10% dos televisores conectados, ou seja, nos aparelhos que já estão preparados para receber o sinal digital. O percentual subiria para 50% no ano que vem e para 95% em 2014, ano da Copa do Mundo.

O governo apresentou inicialmente uma proposta de incluir o Ginga no Processo Produtivo Básico (PPB) para pelo menos 75% de todos os televisores com tela de cristal líquido a partir deste ano, mas esse percentual ainda está sendo debatido. A ideia do governo é que o software seja incluído nos televisores a partir de junho.

Outro argumento das fabricantes de televisores para adiar a inclusão do Ginga nos aparelhos é que o sinal digital ainda não está presente em todos os municípios brasileiros. “Hoje 48% da população recebem sinal digital. É inócuo fazer 100% [a inclusão do Ginga], cobrar um dinheiro a mais de quem ainda não recebe o sinal”, diz Kiçula. Segundo ele, a inclusão do software deverá encarecer em cerca de R$ 200 o preço dos aparelhos.

Kiçula disse que a associação não quer brigar com o governo, mas, se a obrigação da implantação do Ginga for determinada antes de outubro, poderá haver recurso na Justiça para que as empresas não sejam impedidas de fabricar os televisores sem o software. “Se o sistema não estiver aprovado, não poderemos fazer, e as empresas podem ser obrigadas a parar a produção porque não estarão cumprindo o PPB”, disse.

Fibra ótica deve baixar preços e melhorar serviços nas telecomunicações

Carolina Almeida,Veja online

Empresas investem na expansão das redes óticas de olho na oferta de pacotes convergentes, inclusive TV via internet – quem sai ganhando é o consumidor

A fibra ótica também é economicamente vantajosa para as empresas de telecomunicação, que poderão incluir novos produtos em seus portfólios

Fibra ótica promete revolução tecnológica nas residências
(Getty Images/iStockphoto)

Os moradores dos grandes centros urbanos do país deverão verificar nos próximos meses os efeitos de uma nova etapa de investimento das empresas de telecomunicação, desta vez na expansão das redes de fibras óticas. A novidade é que a tecnologia, desenvolvida ainda na década de 50, chegará neste ano às casas de milhares de brasileiros (fiber-to-home ou FTTH). Graças a uma capacidade imbatível de transmitir dados, essas fibras – que transportam e até entortam a luz – surgem como a melhor opção para os consumidores modernos.

O uso intensivo de serviços virtuais baseados na “nuvem” – grandes servidores espalhados pelo planeta – tem feito com que número crescente de usuários exija cada vez mais banda das companhias. O destaque fica para a TV via internet, que, grosso modo, usa a web como suporte para a veiculação de conteúdo audiovisual (IPTV), inclusive em alta definição. De olho na rentabilidade que essa demanda representa, o setor já se articula para oferecer através da fibra ótica um amplo de leque de serviços sob uma plataforma convergente. Na esteira deste movimento conjunto vem a competição que deve se traduzir em preços menores e melhoria da qualidade.

Os cinco conglomerados de telecomunicações do país confirmam projetos de ampliação das redes óticas, principalmente nos centros urbanos com maior renda per capita e adensamento populacional. São eles o grupo controlado pelo bilionário mexicano Carlos Slim, que congrega NET, Claro e Embratel; os espanhóis da Telefônica/Vivo e sua parceira TVA; a italiana TIM, que é dona da Intelig e da AES Atimus (hoje TIM fiber); a brasileira Oi; e a GVT, que pertence ao grupo francês Vivendi.

Abertura de mercado – 
O pontapé para essa ação simultânea das teles foi dado em 12 de setembro do ano passado, quando a presidente Dilma Rousseff assinou a Lei nº 12.485 – mais conhecida por nova lei da TV a cabo. A sanção implicou a liberação do segmento às operadoras de telefonia; a abertura para reorganizações societárias e aprofundamento de parceiras; e, por fim, a possibilidade de ofertar novos pacotes convergentes, inclusive com a venda de TV por assinatura via web. Livres de amarras legais, as empresas já não escondem a corrida para disponibilizarem estes serviços.

“A concorrência deve ficar mais forte daqui para frente. Logo, a TV paga deve ter seu preço reduzido. O que deve acontecer com a banda larga é que as pessoas terão pacotes mais velozes pelo mesmo preço, o que é o mesmo que reduzir tarifas”, disse o analista de telecomunicações do Banco Banif, Alex Pardellas.

A chegada das redes óticas deve mexer com o market share das teles. Antes dela, avançaram no segmento aquelas companhias que eram donas empresas de TV por assinatura via cabo coaxial – tecnologia que permite transmitir dados em alta velocidade e pacotes convergentes, mas ainda em velocidade bem inferior à das fibras. O destaque ficou para a Net, campeã em adições líquidas no ano passado.

“A vantagem da fibra é a possibilidade de oferecer maior velocidade de transmissão de dados, o que dá suporte a filmes e música para o público, bem como um uso mais intensivo de softwares e outros serviços”, disse o sócio da gestora de recursos Polo Capital, Cláudio Andrade.

Benefício para as teles – 
A fibra ótica também é economicamente vantajosa para as empresas de telecomunicação, que poderão incluir novos produtos em seus portfólios. Basicamente, pesados recursos são despendidos para adaptação e construção de redes, com destaque para a fase de implementação. Feito o investimento, a nova infraestrutura permite a adição de milhares de usuários e a exploração diversos serviços. Desta maneira, a amortização do gasto é uma consequência não muito distante e o que vem depois é lucro – um expressivo lucro.

“A expansão das redes de fibra ótica vai ser intensa em 2012. As principais operadoras do país já lançaram seus planos de negócios para investir no setor e assim ganhar o público com novos serviços – além de aumentar a lucratividade”, disse o presidente da consultoria em telecomunicações, Eduardo Tude. “A tendência é o oferecimento dos chamados ‘combos’ aos usuários, o que permite preços menores. Na verdade, os valores dos serviços já começaram a baixar. Onde a rede chega, o serviço começa e já é mais barato”, afirmou Tude.

O que vem por aí – 
Embora não divulguem valores, todas as empresas confirmam a tendência para este ano. A Oi – que já possui uma rede de fibra ótica com extensão de 178 mil quilômetros quadrados, a qual cobre o território brasileiro e se interliga aos Estados Unidos, Bermudas e Venezuela – ratificou seus planos para expansão da estrutura, com o foco no aumento da penetração de banda larga fixa nas residências.

Já a TIM concluiu, em 28 de dezembro, o processo de aquisição da AES Atimus – empresa de telecom antes pertencente à distribuidora de energia elétrica AES Eletropaulo, com mais de 5.500 quilômetros só de fibra ótica. Em 2012, o grupo italiano pretende ofertar pacotes de serviços com base nesta rede a 21 cidades dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. A ideia é misturar a oferta de serviços fixos com móveis aos clientes.

A Telefônica, hoje unida à Vivo, já disponibiliza banda larga ultra rápida e TV por assinatura via internet a residências com o serviço Fibra, em parceria com a TVA. Desde 2009, a operadora é a que mais tem investido em fibras óticas domiciliares no Brasil – atualmente sua rede chega a aproximadamente 1 milhão de residências, mas somente no estado de São Paulo. A expectativa é que os serviços móveis da Vivo sejam agregados aos pacotes já oferecidos pela tele fixa.

A NET já se faz presente no mercado de TV por assinatura, banda larga, telefonia fixa, vídeo sob demanda e transmissões em HD 3D, além de conexões sem fio através de Wi-Fi. Em outubro do ano passado, em parceria com a Claro e a Embratel, começou a oferecer os chamados combos multi, que trazem tudo isso mais planos de celular e de 3G para smartphones e notebooks. Com a autorização, dada no último dia 26, para que o empresário mexicano Carlos Slim amplie sua fatia de capital na NET, espera-se que a integração entre as empresas se intensifique. Ao site de VEJA, contudo, o grupo não divulgou seu plano de expansão.

A GVT – que já comercializa internet de 100 Megabits por segundo (Mpbs) via rede ótica aos clientes finais e também pacotes que reúnem o serviço aliado a IPTV e telefonia fixa – tampouco divulga seu plano de expansão em fibra para 2012. Como a operadora é que atualmente possui a maior base de usuários com ultravelocidades de internet (67% dos clientes utiliza 10 Mbps e acima), o mercado espera que a política tenha continuidade.

Concentração geográfica – 
As redes de fibra ótica concentram-se hoje em regiões mais ricas e populosas, principalmente ao redor das capitais paulista e fluminense. E isso não deve mudar. “Na verdade, as empresas interessam-se pelas áreas com maior poder de consumo. Então é de se esperar que os investimentos aconteçam preferencialmente nesses locais. Como em qualquer negócio, a decisão de investir ou não depende da viabilidade econômica. Não adianta sair investindo em fibra ótica sem ter retorno”, disse Pardellas.

Os benefícios da dança como atividade física

 Renato Dutra, Veja online

(Foto: Thinkstock)

Um dos objetivos do trabalho de um professor de Educação Física é utilizar estratégias que levem as pessoas a praticar exercícios com prazer. Isso garante maior assiduidade do aluno. Pensando nisso, achei interessante destacar uma estratégia para movimentar-se mais e que nem sempre recebe a devida atenção. Encontrei poucos estudos sobre o tema, apesar de ser uma forma milenar de expressão corporal . Seus movimentos são tão belos e vale a pena incluí-la em nosso “cardápio” de exercícios: a dança.

Mais do que a plasticidade dos passos, dançar desafia nossa coordenação motora, agilidade, equilíbrio, força e flexibilidade. Não há como negar que alguns ritmos e passos são mais exigentes que outros. No final das contas, penso que o importante é explorar também a dança como mais um complemento para compor uma rotina regular de atividade física.

Assim como um corredor não pode se preparar para a São Silvestre com aulas de dança, muitos esportistas tendem a dedicar-se com uma exclusividade perigosa à sua modalidade. Tudo por um ganho em performance que, muitas vezes, nem é tão expressivo. Por outro lado, praticar uma única atividade física priva o corpo de outros movimentos que certamente farão falta ao chegar na terceira idade. Aliás, boa parte dos estudos que encontrei sobre o assunto apontam a dança como ótima alternativa para os mais idosos.

De acordo com especialistas, devemos realizar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana para cuidar bem da forma física e da saúde. Isso corresponde a cinco sessões de 30 minutos ou a três de 50 minutos. Não importa a modalidade. Por isso, considere essa ideia: dançar pode ajudar a alcançar as metas.


Para saber mais:



Cientistas espanhóis criam meia que evita chulé

Veja online

Tecido foi feito com bactericidas que não causam alergia na pele. Produto deve ser lançado no mercado ainda em 2012

Tecido usado na fabricação da meia antichulé 
mata as bactérias que produzem o mau cheiro nos pés 
Thinkstock)

Pesquisadores espanhóis fabricaram meias de um tecido antibacteriano que evita o chulé e problemas como coceiras e fungos. A novidade foi desenvolvida pelo Centro de Inovação Tecnológica da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC), com o apoio da empresa Sutran y Mas, que pretende colocar o produto no mercado ainda este ano.

Para produzir o tecido, os pesquisadores misturaram fibras de celulose, geralmente utilizadas para fins medicinais, com uma solução de zinco e outros componentes que funcionam como bactericidas.

Atualmente, os produtos têxteis comercializados para evitar o mau cheiro provocado pelo suor utilizam como agente bactericida a prata, elemento que causa efeitos colaterais na pele, como dermatose, fungos e coceiras.

Os pesquisadores espanhóis comprovaram que o zinco aplicado na fibra elimina 99,8% dos microrganismos Staphylococcus aureus e 97,8% dos Klebsiella pneumoniae, bactérias resistentes que causam o mau cheiro. 

A meia pode ser útil para pessoas que sofrem de hiperidrose (suor excessivo) e esportistas. O tecido pode ser utilizado na fabricação de outros tipos de roupas.

O Centro de Inovação Tecnológica da Universidade Politécnica da Catalunha foi inaugurado em 1972 e é especializado no desenvolvimento de novas estruturas têxteis para aplicações práticas. A Sutran y Mas comercializou a primeira camiseta antissuor do mundo, criada há dois anos.

Saiba mais
O QUE CAUSA O CHULÉ?
Chulé é o nome popular dado à bromidrose, odor corporal causado pela ação de bactérias, quando acontece nos pés. Ocorre quando bactérias presentes na pele decompõem e fermentam o suor para seu próprio sustento. O ambiente quente e úmido de tênis e sapatos facilita a proliferação desses microrganismos. O chulé pode ocorrer com qualquer pessoa, independentemente de sexo e idade, mas é mais comum em adolescentes, porque os hormônios que agem no período aumentam a transpiração. Boa higiene nos pés e calçados resolve a maioria dos casos.

(Com informações da Agência EFE)