Adelson Elias Vasconcellos
Houve quem dissesse que o brasileiro detesta o sucesso de outro brasileiro. Pode até não ter sido exatamente com estas palavras, mas o sentido era este. Se a memória não me trai, Tom Jobim foi um dos que manifestou este sentimento.
Quando se olha para o tratamento que o país todo, e não só o governo, dispensa à educação, por exemplo, fica claro que aos pobres do país o tratamento dado é o de mantê-los em pé para votarem nas oligarquias políticas de sempre, nossos vampiros e gigolôs. Para esta cambada, os pobres são vistos, apenas, como “mal necessário”. Afinal, alguém precisa pagar a conta de seu enriquecimento imoral, quando não ilegal, além de limpar o lixo que eles produzem.
E por que tais considerações? Vejam se é possível haver bom senso num governo que reduz a tributação sobre automóveis, mas é insensível na tributação sobre material escolar! É? Mintam para quem quiserem, mas me deixem de fora: EDUCAÇÃO NÃO É, DEFINITIVAMENTE, PRIORIDADE ALGUMA PARA O GOVERNO DILMA. CULTURA, ENTÃO, MUITO MENOS.
Mas vocês pensam que já viram tudo em matéria de absurdo no governo petista? Pois leiam o texto a seguir. é a perola das pérolas do cretinismo explícito. Olha que a gente já conheceu governos gananciosos, mas fominhas por dinheiro como o petista, é inédito na história do país. Podemos até tomar emprestado o bordão do ex-presidente ainda não inteiramente desencarnado do poder: nuncadantez.
A que me refiro? É o seguinte: o engenheiro de som Enrico de Paoli ganhou o prêmio GRAMMY, uma honraria para qualquer brasileiro, poucos o receberam, que até mereceria ser recebido no Planalto e cumprimentado pelo reconhecimento internacional de seu trabalho. Ao invés disto, o governo petista, acho que por raiva ou inveja, ou ambas, resolveu castigá-lo por competente: junto com o prêmio recebido, Enrico teve de pagar uma conta de 35,26 reais referentes a encargos de importação e ICMS. Pode? Cadê o Ministério da Cultura que deixou passar esta vergonha, esta malvadeza? Ah, a ministra estava mais preocupada em financiar matéria, numa revista de cultura, contra os tucanos, COM VERBAS OFICIAIS, ou, em outras palavras, usava dinheiro público para a prática cafajeste de política partidária. Um escárnio.
Educação? Cultura? Prá quê, o povo que se contente com carnaval, festa junina e futebol, e depois que entre na fila do SUS para ver se sobrevive até a próxima eleição que o petê precisa de voto para continuar encharcando o país de bandalheira, e se tiver fome, tome uma Bolsa Caça-Votos qualquer. Na próxima estatística o petê diz que ele já e classe média e vai prá casa doido de faceiro, pensando que é verdade.
É ou não um governo de m... bem, vocês entenderam o quero dizer!
Segue o texto da Veja online.
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Músico brasileiro paga imposto para receber Grammy em casa
O engenheiro de som Enrico de Paoli ganhou o prêmio, mas teve de pagar uma conta de 35,26 reais referentes a encargos de importação e ICMS
Reprodução/Facebook
O troféu chegou a casa de Paoli acompanhado
de uma cobrança referente a impostos de importação
O engenheiro de som carioca Enrico de Paoli venceu a disputa com músicos do mundo todo e conquistou a estatueta do Grammy Latino pelo trabalho no disco Ária, de Djavan. O troféu, porém, chegou a casa de Paoli acompanhado de uma cobrança de 35,26 reais referentes a impostos de importação e ICMS.
O carioca usou as redes sociais para expressar sua indignação. "Acabo de receber a minha estatueta do Grammy e junto com ela veio um Darf de recolhimento de 60% de impostos de importação e mais 15% de impostos ICMS. Definitivamente o governo brasileiro cultiva vagabundos. Para vencer no Brasil, tem que ter muita garra porque o governo é sempre nosso maior obstáculo", escreveu Paoli em sua página no Facebook.
