sexta-feira, agosto 10, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** Comissão do Senado dá isenção tributária ao produtor rural

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou ontem projeto de lei que isenta do pagamento da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), além da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), as vendas e importações de máquinas, aparelhos, instrumentos, equipamentos e materiais de construção destinados ao produtor rural.

O projeto estimula investimentos produtivos no país e o objetivo é a redução da carga tributária em área estratégica, visto que o agro-negócio é um dos setores da economia mais onerados. Os tributos PIS/Pasep e Cofins foram escolhidos por não serem compartilhados com estados e municípios. Após a aprovação, o projeto aguardará parecer da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

***** Rosalba e Luiz Henrique com frio na barriga

A sessão de hoje à noite do Tribunal Superior Eleitoral pôs em xeque o mandato da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes suspendeu o julgamento que pede a cassação de Rosalba, quando o placar estava em 3 x 2 a favor dela. Se na próxima semana Menezes votar contra a senadora, o desempate ficará nas mãos do presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, que já indicou que deve cassá-la.

Rosalba apareceu na TV Tropical de seu colega de partido, senador José Agripino (RN), quase que de 3 em 3 dias, nos 5 meses que antecederam a última eleição. Foram 64 aparições, a maioria em entrevistas, numa TV que alcança 80% dos eleitores do Rio Grande do Norte. Por isso, é acusada de uso abusivo e indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral.

O recurso pela cassação de Rosalba foi apresentado pelo ex-senador Fernando Bezerra, candidato derrotado por ela na última eleição. Se Rosalba for cassada, entra ele.

O relator do processo, ministro Caputo Bastos, votou contra a cassação.

Um outro julgamento por uso indevido dos meios de comunicação acaba de ser interrompido por um pedido de vista. Mas o primeiro voto, do relator José Delgado, pede a cassação do mandato do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), réu no processo. A próxima semana será quente no TSE.)

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Interessante a posição do TSE: por que ele se exime de julgar e condenar o abusivo uso da máquina pública pelo Lula nas eleições de 2006 ? Medo de quê? Afinal, até prova em contrário, a lei é igual para todos. E o que não foi crime eleitoral para ser julgado.

***** Calheiros diz que Lula não vai interferir no Senado

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que recebeu uma ligação do presidente Lula, na noite de terça-feira, se explicando sobre as afirmações de que o governo poderia intervir caso investigações parassem as votações na Casa. "Ele é meu amigo. E ele não iria cobrar nada do Senado Federal. Ele chefia um Poder, eu chefio outro Poder", disse Calheiros.

Em Honduras, o presidente Lula afirmou que "nenhum caso individual pode atrapalhar as votações de coisas de interesse do nosso País". Ele ainda disse que vai chamar os líderes do Senado e dos partidos políticos para "uma conversa", caso haja atraso nas votações.

Calheiros também declarou que não está preocupado com a abertura de seus sigilos bancário e fiscal. "Estou absolutamente tranqüilo, respondo pelos meus atos. O que for preciso demonstrar, vou demonstrar. O meu sigilo já foi aberto, eu fiz questão de entregar minhas declarações de Imposto de Renda. Agora chegou a hora de abrir os demais sigilos", afirmou.

***** Presidente do STF propõe criação de tribunais para caos aéreo

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Ellen Gracie, afirmou nesta quarta-feira que até o final deste mês podem ser criados tribunais especiais para reclamações de problemas causados pelo caos aéreo. A ministra apresentou a proposta que tem como objetivo agilizar a solução de casos como cancelamentos de vôos e overbooking (venda de passagens maior que o número de assentos disponíveis).

Segundo a proposta, seriam criados cinco tribunais em aeroportos (dois em São Paulo, dois no Rio de Janeiro e um em Brasília). Um grupo de trabalho vai definir até o final da semana qual o modelo eles devem seguir e quando entrarão em operação. A idéia é que os juízes ou conciliadores dos tribunais estaduais fiquem responsáveis pelos casos.

A ministra, no entanto, salientou que os tribunais especiais funcionarão apenas enquanto durar a crise. Ellen Gracie ainda disse que as companhias aéreas são favoráveis a esta proposta.

***** Laranja de Calheiros vai responder por improbidade administrativa

A Justiça Federal de Alagoas acatou nesta quinta-feira a ação de improbidade administrativa, movida pelo Ministério Público Federal, contra o ex-delegado regional do Trabalho, Tito Uchoa. Ele foi apontado com um dos "laranjas" do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Com a ação acatada, Uchoa e mais 14 pessoas viraram réus em um processo que apura um esquema de direcionamento de licitações, fraude em contratos e superfaturamento de preços na Delegacia Regional do Trabalho em Alagoas.

De acordo com o procurador da República, Rodrigo Telles, autor da ação, há duas anomalias consideradas graves: o contrato de reforma da DRT alagoana e a manutenção de aparelhos de ar condicionado.

***** CPI: Diálogos entre pilotos e controladores indicam aproximação normal

A CPI do Apagão Aéreo da Câmara divulgou nesta quinta partes dos diálogos entre os pilotos do Airbus A320 da TAM – acidentado no aeroporto de Congonhas no dia 17 de julho – com os controladores de vôo. O áudio revela que, no momento da aproximação para o pouso, a tripulação foi informada de que chovia em São Paulo, mas aparentemente eles não reclamaram de possíveis dificuldades geradas pelas condições climáticas.
Em um trecho revelado, a controladora civil Ziloá Miranda Pereira diz que a pista está molhada, mas não escorregadia. "Chuva leve contínua. A pista está molhada, mas ainda não foi reportada que está escorregadia. [Orientação para o piloto] Curva para a direita".

Em depoimento na CPI nesta quinta, o controlador militar Celso Domingos Alves Júnior disse que não havia recebido informações de que a pista estava escorregadia. No entanto, ele relatou que um piloto de uma aeronave da Gol, que pousou momentos antes, havia reclamado que a pista estava escorregadia. O controlador ainda disse que era esperada alguma manobra do piloto para evitar o acidente, devido à velocidade que o avião estava. "A aeronave estava com velocidade um pouco maior. Mas, naquele momento, não dá para fazer nenhum contato. Estava em um momento crítico. Esperávamos uma manobra dele [piloto], como uma arremetida, ou alguma derrapagem no fim da pista", declarou Alves Júnior.

A pressa alvissareira do presidente

Villas-Bôas Corrêa, repórter político do JB

O presidente Lula demorou a ter pressa para começar o segundo mandato, desperdiçando meses na montagem da sua base majoritária no Congresso, com a aquisição de partidos ao preço extorsivo de ministérios, secretarias e autarquias, além da farta distribuição de fatias do segundo escalão. Quando alertado para os riscos da demora na arrancada, sempre encontrava a desculpa para os sucessivos adiamentos.

Mas a sacudidela vigorosa da crise do apagão aéreo, com dois desastres e mais de três centenas de vítimas; a bagunça nos aeroportos com filas intermináveis, o suplício de dias e noites sem informações e mais o tranco da vaia no Maracanã lotado na inauguração dos Jogos Pan- Americanos e dos repetecos em tom menor nas aparições em público - os seus últimos atos e pronunciamentos, depois da pausa do sumiço - mostram um presidente decidido a passar à ofensiva. E com pressa, pois não há mais tempo a perder.

A nomeação do ministro Nelson Jobim para o virtualmente acéfalo Ministério da Defesa deslocou o foco da crise para o setor próprio. E com autoridade e carta branca para as decisões imediatas que a inacreditável barafunda administrativa com a superposição de órgãos não apenas bloqueou durante décadas, mas empurrou para o buraco negro da tragédia.

Com a alma aliviada pela transferência da responsabilidade pela reforma urgente do setor do tráfego aéreo, Lula aproveitou os vagares dos cinco dias de viagem no conforto e segurança do Aerolula (com os dois reversos inspecionados, testados e funcionando) para mandar alguns recados às lideranças parlamentares.

Com o aviso de que está com pressa, com muita urgência de ver resolvida a novela sentimental que tem como astro principal o senador Renan Calheiros, flor do buquê do PMDB de Alagoas, para limpar o caminho para mais uma prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, mais conhecida como CPMF, disfarce que punga a carteira do pagador de impostos. E de outras matérias na fila de espera.

Uma pancada no ferro, outra na ferradura. De Manágua, depois da troca de cravos com o amigo Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, Lula telefonou para o senador Renan Calheiros para os rapapés da esperteza. Agradeceu o presidente do Senado pela aprovação da Lei das Micro e Pequenas Empresas e da medida provisória sobre a reestruturação do Ibama. O senador, na conversa entre amigos, passou ao presidente as informações otimistas sobre o andamento dos processos que o atormentam.

Depois de saltar a cerca da conveniência, Lula abasteceu os repórteres que o acompanham no giro pela América Central com um aviso ao Congresso ou mais precisamente ao bloco de partidos que apóiam o governo. Foi explícito: "Eu penso que o Senado, em algum momento, vai tomar uma decisão. Esse caso (dos processos do senador Renan Calheiros) não pode ficar a vida inteira dependendo dos discursos políticos". Enfático: "Está chegando a hora de ter um fim, à medida que se façam as investigações completas".

Os próximos dias ou semanas devem esclarecer as dúvidas que ainda embaraçam o perfeito entendimento da cambalhota tática do governo. Não ficou claro se Lula pretende negociar diretamente com todas as lideranças parlamentares ou se ficará no modelo clássico de restringir as articulações aos partidos aliados. Afinal, foram meses de acertos e barganhas, com generosa distribuição de fatias do bolo, de ministérios às posições estratégicas das mais cobiçadas.

Está na hora da maioria mostrar seu valor e garantir a aprovação de materiais fundamentais para o presidente dar a partida no governo do segundo mandato.

E que começará tarde.

Atletas cubanos: uma história mal contada

Brasil devolve à ditadura cubanos aparentemente dispostos a afastar-se dela
William Waack, Portal G1

Não é preciso declarar que Cuba é uma ditadura – é justamente o fato de ser uma ditadura que atrai uma boa parte dos defensores do regime de Fidel Castro, especialmente no Brasil. Mas alguns detalhes sempre surpreendem: é o próprio ditador quem escala a equipe de boxe de Cuba, lembra-nos um artigo assinado por Fidel no diário Granma, e os boxeadores que fugiram e voltaram (as circunstâncias ainda não estão claras) para Cuba não mais farão parte do grupo.No Brasil, pouco antes da última Copa, Lula aproveitou uma videoconferência com o treinador da seleção brasileira para dar palpites sobre alguns jogadores – Parreira comportou-se de maneira fria, deixando claro que ele escalava o time, e não o chefe do nosso Estado, que é democrático e de direito. É uma boa tradição brasileira, aliás. Mesmo durante o pior da nossa ditadura militar, o técnico do time de futebol brasileiro resistiu à “sugestão” do General Garrastazu Médici quanto à escalação do comando do ataque.

A ditadura militar brasileira, sob esse aspecto, pode ser qualificada como muito mais suave do que a ditadura cubana – mas esse tipo de comparação não leva muito longe e, de qualquer maneira, pouco significado tem para quem sofreu sob o arbítrio, a tortura, a mentira e a opressão, as armas de qualquer ditador.

Por ser um país que viveu apenas uma geração atrás o fim de um regime de exceção, o Brasil devia ser mais cauteloso quando está em jogo devolver a uma ditadura cidadãos que pareciam dispostos a afastar-se dela, como foi o caso dos dois boxeadores cubanos que abandonaram sua delegação durante os jogos pan-americanos do Rio. Supondo que todos os ritos da lei tenham sido cumpridos, ainda assim o problema não se limita aos seus aspectos legais: é político.

Sobretudo em relação a uma ditadura como a cubana, um regime desprezível que pune pessoas por delito de opinião, o atual governo brasileiro teria de ser ainda mais cuidadoso. Um recente embaixador brasileiro em Havana justificou de maneira inaceitável a repressão e punição infligida pelo ditador a dissidentes. Em algumas recentes votações na ONU envolvendo a questão de Darfur a posição brasileira quanto ao respeito aos direitos humanos foi definida por diplomatas ocidentais como “dúbia” – ou seja, ficamos em cima do muro.

Vai mais uma comparação com o tempo da ditadura militar brasileira, que surpreendeu com algumas decisões (que fugiam ao alinhamento automático com a potência hemisférica, os Estados Unidos) de política externa que acabaram sendo conhecidas como “pragmatismo responsável”. Hoje é diferente. Darfur e o caso dos cubanos ameaçam deixar algumas medidas de política externa brasileiras qualificadas como pragmatismo irresponsável.

O apagão mental em Mato Grosso

Augusto Nunes, Jornal do Brasil

Nem é preciso saber o que Lula disse. Basta a informação de que o presidente da República começou outro discurso de improviso para aquietar a alma sempre aflita dos editores de primeiras páginas. Todos sabem que o orador infatigável nunca falha: logo pousará na redação - a bordo de metáforas extravagantes, bravatas de botequim, bazófias insensatas ou rematadas maluquices - a manchete da próxima edição.

A expectativa adiciona o tempero da excitação quando a discurseira é antecedida por um almoço sem restrições inibidoras (Lula fica bem mais animado), ocorre em cidades calorentas (Lula fica ainda mais esquentado) e diante de platéias companheiras (Lula fica extraordinariamente inventivo se anabolizado por salvas de palmas). Como sabem os estudiosos da retórica lulista, seus melhores momentos sempre resultam da convergência desses três fatores.A eles somou-se, no dia 31 de julho, um quarto e poderoso elemento: a chance de encerrar o período de abstinência recomendado por circunstâncias adversas. A vaia no Maracanã aconselhara a suspensão de aparições públicas. A tragédia em Congonhas sugerira um prudente mergulho na mudez. Na viagem a Mato Grosso, o presidente louco por um microfone foi enfim liberado do silêncio obsequioso. E produziu o espantoso Improviso de Cuiabá.

"Minha amizade pessoal é uma coisa, questão partidária é outra, relação com os adversários é outra, mas tem gente que não pensa assim", avisou o intróito enigmático. Sem entender o que Lula pensava, a platéia tampouco descobriu quem é que não pensa assim. A perplexidade seria ampliada por ligeiras e audaciosas incursões pelo Brasil do século 20.

"Essa gente que não pensa assim levou Getúlio Vargas ao suicídio", começou. Oficialmente, todos os atores daquele dramático agosto de 1954 estão mortos. A denúncia formulada por Lula sugere que alguns resolveram virar fantasmas no Planalto, só para assombrar as noites do suposto herdeiro de Getúlio.

"Essa gente que não pensa assim fez a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que resultou no golpe de 1964", prosseguiu o grande improvisador. Alguns remanescentes dos idos de 1964 continuam mesmo por aí. Mas hoje trafegam pela contramão. Paulo Maluf e Severino Cavalcanti, por exemplo, marcham na aliança governista.

"Essa gente que não pensa assim ficou contente com os 23 anos de regime militar", recriminou o Improviso de Cuiabá. Pelas contas de Lula, portanto, todos os historiadores estão equivocados. O regime autoritário instaurado em 1964 não terminou em 1984, com o fim do governo do general João Figueiredo. Acabou só em 1987, quando o presidente da República era José Sarney. Hoje senador pelo PMDB, aliado e conselheiro de Lula, Sarney fingiu que não era com ele. Se vive de acordo com o novo amigo, não tem nada a ver com essa gente que não pensa assim.

Melhor para o país que o presidente tenha perdido o medo de avião e decolado de novo a bordo do Aerolula. Como atestou o besteirol na capital de Mato Grosso, o homem andava mesmo precisando de um descanso. Tomara que volte com a cabeça em ordem, recuperado da vaia no Maracanã e da descoberta de que não é Deus. O Brasil que pensa tem suportado estoicamente com o apagão aéreo. Não merece ser flagelado por um apagão mental do presidente.

Vaias contabilizadas

Por Adriana Vandoni, site Prosa & Política
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Carro de som = R$ 75 reais.
Dez camisetas = R$ 100 reais.
Cem adesivos = R$ 60 reais.
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Ver o prefeito, o governador e o presidente discursarem sobre as vaias, e ver o tamanho da sua repercussão nacional, com destaque em todos os jornais de grande circulação, não tem preço.

Ser avisada por um amigo petista, que houve reunião no Palácio do Planalto em função do movimento “Eu também vou vaiar Lula”, não tem preço.Saber pela revista IstoÉ que Lula puxou os fios do bigode com mais intensidade quando viu o timinho do “Eu também vou vaiar Lula”, não tem preço.

Pessoal, mas que alvoroço é esse? Vocês mobilizaram 300 policiais, dois helicópteros, punhado de amarelinhos para abafar as vaias de um “timinho de mal amadas”. Fico imaginando se fossemos 1000 pessoas bem-amadas!Disso tudo foi interessante ver como todos esses políticos, alguns mais antigos e tarimbados, não perceberam coisas básicas. O ato foi uma simbologia que eles não souberam interpretar.

Outra coisa que não tem preço é o “revertério”, “ziguizira”, piti de alguns comentaristas políticos que, no desespero para agradar, focaram apenas na cerimônia em si. E não satisfeitos, desmereceram a manifestação. Quanto provincianismo!!!

Gente, seria novidade pra imprensa nacional cobrir mais uma viagem de Lula? Claro que não! Dharrrrrrrrrrrrrrrrr! Estava óbvio que a novidade seria a vaia, e mesmo se estivesse sozinha, esta seria a novidade, talvez ainda maior do que a liberação (?) de recursos para o PAC. Liberação não, promessa de liberação, que só Deus pode garantir, afinal, já cansei de ver esse povo prometer e não cumprir.

Agora o que mais eu curti foi o fim de semana anterior à vaia. Com nada organizado, nem mesmo a intenção de ir de fato ao encontro de Lula, passei três dias recebendo recados. “A ABIN está atrás de você”. “Seu telefone está grampeado”. “Você está sendo seguida”. Ohhhh!!! Um amigo, diretor de um jornal local, encontrou comigo no elevador e comentou: “ontem foi um alvoroço no Paiaguás, o Palácio do Planalto avisou que a ABIN vai te monitorar.” Quase morri de rir, claro! Logo a ABIN que não descobre nada? Que não sabe de nada? Ah, faça-me o favor! Esse serviço secreto de inteligência do presidente Lula, só falta usar uniforme de identificação. Faça-me o favor!Mas, por via das dúvidas, quero mandar um recado para a ABIN. Se tiver que prender alguém, prendam minha sogra. Eu amo ela, mas ela é “piqueteira”. Fomos a um casamento no sábado e a danada não sentou um só minuto. Ficou distribuindo adesivos do “Eu também vou vaiar Lula”.Seu ABIN, se quiser prender uma golpista, esse alguém é a minha sogra!

Uma viagem inútil

Editorial do Estadão

Não perguntem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por que ele foi ao México, se não quiserem ouvir uma resposta digna de Cantinflas. Ele só poderá responder com uma enrolação sobre a amizade dos povos latino-americanos ou sobre o grande potencial de cooperação entre o Brasil e o México. Mas esse potencial, depois de seu encontro com o colega mexicano Felipe Calderón, continuou tão pouco explorado quanto antes. Raras vezes na história da América Latina dois chefes de governo terão tido uma conversa tão pobre de assuntos e de conseqüências práticas. O presidente brasileiro deixou o México com uma só novidade valiosa na bagagem, o Colar da Ordem da Águia Asteca, uma condecoração protocolar.

Não se deu nenhum passo concreto para ampliar o acordo de complementação econômica assinado em 2002. Empresários brasileiros e mexicanos participaram de encontros com os dois presidentes e foram exortados a recorrer à imaginação para expandir os investimentos e as trocas. Lula os desafiou a mostrar ousadia. Mas empresários não precisam de exortações como essa. Ganhar dinheiro é a sua especialidade e eles têm procurado oportunidades para investir e aumentar o comércio. Falta os governos negociarem condições mais amplas de integração - e isso não foi feito.

O governo e os empresários mexicanos têm interesse objetivo em maior aproximação com os mercados sul-americanos. O Brasil, disse o presidente Calderón, pode ser uma porta para o Mercosul. Foi um comentário um tanto retórico, poucos dias depois de uma visita do presidente argentino, Néstor Kirchner. Mas o Brasil poderia ser o ponta-de-lança de uma aproximação maior. A etapa final seria um acordo de livre-comércio entre México e Mercosul.

O México não poderia integrar o bloco, pois Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai compõem uma união aduaneira. Os mexicanos não teriam como participar dessa união, adotar a tarifa externa comum e continuar como sócios do Nafta, o Acordo de Livre Comércio da América do Norte. Apesar desse limite, as possibilidades de integração comercial seriam consideráveis.

Falou-se numa idéia mexicana de formar uma Alca (Área de Livre Comércio das Américas) sem Estados Unidos e sem Canadá. O chanceler brasileiro Celso Amorim classificou a sugestão como “perfeitamente razoável”. Mas essa proposta só pode fazer sentido, em termos pragmáticos, para os mexicanos, pois eles já têm um acordo de livre-comércio com outras economias da América do Norte. Uma Alca digna desse nome existiria para eles e para alguns outros países, como o Chile, mas não para o Brasil, a Argentina e vários outros países sul-americanos. No mundo de fantasia de alguns gênios estrategistas do governo petista, esse arranjo seria quase perfeito.

Também não houve progresso importante no plano da colaboração na área energética. Houve um vago entendimento para cooperação tecnológica entre Petrobrás e Pemex, a estatal mexicana do petróleo - tudo com muito cuidado para não ferir o regime de monopólio vigente no México. Mencionaram-se, além disso, vagas idéias de cooperação em agricultura e no setor de biocombustíveis. O etanol pode interessar principalmente à Cidade do México, uma das mais poluídas do mundo.

Nenhum desses assuntos, especialmente nesse estágio de conversação, justifica um encontro de presidentes. A falta de assunto e de sintonia foi quase constrangedora. O presidente mexicano já havia conversado com o argentino Kirchner sobre a ocupação rotativa de uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Não poderia, portanto, ser frutífera nenhuma conversa entre Lula e Calderón sobre a ambição brasileira de ocupar uma cadeira permanente no Conselho. O embaraço dos dois ficou evidente quando surgiu uma pergunta sobre o assunto numa entrevista coletiva.

Apesar da falta de assunto, o presidente Lula, como de costume, pôs o texto de seu discurso de lado e desembestou a falar no jantar oferecido na segunda-feira à noite pelo governo mexicano. Em seu entusiasmo, chamou o colega de Caldeirão pelo menos duas vezes e celebrou a substituição da Europa e dos Estados Unidos pela América Latina no coração dos novos governantes da região. O salão estava cheio de empresários mexicanos e brasileiros. Aqueles dirigem 75% de suas exportações aos Estados Unidos. Estes vivem bradando por maior acesso ao mercado americano. Diante de quem Lula imaginava estar discursando?

O equívoco do álcool

Carlos Alberto Sardenberg, O Globo

O presidente Lula foi e voltou com um discurso equivocado no seu tour pelo México e por países da América Central. Não admira que não tenha trazido nada de concreto.

Lula falou do etanol e dos biocombustíveis em geral, conversa que interessa a seus interlocutores, mas num sentido bem diferente daquele imaginado pelo presidente brasileiro.

Lula disse que o biocombustível e as relações mais intensas com o Brasil e o Mercosul abrem caminho para aqueles países se livrarem de uma dupla dependência - do petróleo e da presença dominante dos Estados Unidos. E sugere, no caso do México, que esse país deveria se aproximar mais do Sul e menos do Norte.

Paralelamente, fontes da diplomacia brasileira passam informações segundo as quais não tem sido possível ampliar tratados com o México dada a resistência desse país em negociar acordo de livre comércio com o Mercosul. Como se Brasil e Mercosul fossem pró-abertura comercial, e o México oferecesse restrições.

Ora, é justamente o contrário.

O México é um país muito mais aberto que o Brasil e o Mercosul. Tem tarifas de importação mais baixas e, sobretudo, é a nação que mais assinou acordos de livre comércio (com os EUA, com a União Européia e com países da Ásia). Para entrar no Mercosul, o México teria que aceitar a Tarifa Externa Comum dos sul-americanos, que é maior do que a praticada pelos mexicanos por decisão própria e por força dos acordos comerciais que têm com o mundo. Isso traria duas conseqüências ruins para o México. Primeira, uma limitação na abertura comercial e, segunda, a opção por um fluxo de comércio que privilegiasse uma parte da América do Sul em vez dos grandes mercados dos EUA, do Canadá, da Europa, da Ásia.

Não faz qualquer sentido.

O México tem mais de 80% de seu fluxo comercial com os EUA, situação criada pelo tratado de livre comércio com esse vizinho e com o Canadá (o Nafta). Isso permitiu aos mexicanos um enorme salto em seu comércio externo - as exportações aumentaram várias vezes antes mesmo do boom mundial iniciado em 2003 -, mas também criou uma dependência muito forte. No momento, por exemplo, o México sofre com a desaceleração da economia norte-americana. Mas os mexicanos estão procurando a diversificação na Europa e na Ásia, não numa suposta diplomacia de independência.

Fontes brasileiras também sustentam que o México resiste a uma redução de tarifas de importação para produtos agrícolas. Colocada diante do tema, a chanceler mexicana, Patrícia Espinosa, admitiu as "sensibilidades", eufemismo que os diplomatas usam para dificuldades no trato de certas temas. Mas lembrou que o Brasil tem "sensibilidades" maiores nas áreas de serviços e indústria. Ou seja, a negociação teria de ser abertura mexicana na agricultura por abertura brasileira naqueles outros dois setores - viés que a diplomacia brasileira deixa de lado.
Mas, voltando ao biocombustível, e à América Central e ao Caribe, observe-se este "detalhe". Países dessa região têm acesso privilegiado ao mercado norte-americano por causa de acordos de livre comércio ou preferências e cotas concedidas pelo governo dos EUA. Vai daí que produtores brasileiros enviam seu álcool hidratado para plantas, por exemplo, em El Salvador e Jamaica, onde o "transformam" em álcool hidratado, e exportam para onde?

Lógico, Estados Unidos.

Esse é o interesse deles e também dos fabricantes brasileiros. Querem desenvolver os biocombustíveis na América Central para vender no grande mercado dos EUA. Fabricantes brasileiros de têxteis também adotam a mesma estratégia - transferir fábricas para países da região - para não perderem o consumidor norte-americano.

Ou seja, a idéia de um acordo de livre comércio nas Américas sem os EUA (a Alca latina), considerada razoável pela diplomacia brasileira, só atrai mesmo Venezuela e Cuba, que, aliás, não querem saber do biocombustível.

Por outro lado, todo mundo sabe que a produção de biocombustível precisa aumentar muito, mas muito, para atender pequena parte do mercado mundial. O petróleo vai continuar insubstituível por muito tempo.

Como disse o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, depois de ouvir Lula afirmar que os biocombustíveis são "inexoráveis" e que oferecem a maior chance de independência energética: "Tudo bem, mas também ajudaria muito se a Petrobras explorasse petróleo por aqui."Resumo da ópera: tirando Castro e Chávez, o pessoal gosta de biocombustível. Mas querer transformar isso numa diplomacia da resistência, do Sul-Sul, de pobres contra ricos, e por aí vai, só deixa Lula falando, falando, falando...

Governo impede Congresso de fiscalizar servidores

O deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, publicou, nesta sexta, uma nota em que lamenta que a base governista tenha impedido a convocação de diretores da Anac — Agência Nacional de Aviação Civil — para a CPI do Apagão Aéreo.

A ação dos governistas não encontra nenhuma explicação: se a CPI é para fiscalizar a área de atuação da ANAC, e sobre ela pesam inúmeras acusações de negligência e omissão no cumprimento de seu papel, além de coisa do tipo viajar (de graça) mais do que deveria, e ainda culminou com a forte acusação do ex-presidente da INFRAERO, o do pepino, contra a moça do charutão, Denise Abreu, de tráfico de influência, o Congresso deveria mesmo investigar todos os fatos e acusações. Inconcebível é fechar os olhos, e ainda achar que funcionário público, pago com dinheiro público para exercer um trabalho em favor desta mesma sociedade que o sustenta, não deva prestar contas de seus atos. E os petistas ainda querem falar de ética ? Se indispõem quando a sociedade protesta contra os desmandos do governo Lula e acusa de golpe ? Golpe é o mau uso do dinheiro público, o seu desvio ou mau uso, golpe é vender na campanha eleitoral promessas de ética na política, depois regalar-se no mesmo lamaçal que acusou os governantes anteriores. Golpe é não ter respeito para com a sociedade que os escolheu, e agirem como se fossem donos do país. Qualquer um que esteja investido de mandato a serviço da sociedade tem obrigação de prestar contas e dar satisfações. Quem se indispuser a tal conduta, está agredindo a sociedade, está sendo irresponsável, para se dizer o mínimo.
Segue íntegra da nota do deputado Rodrigo Maia:
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"Depois de ter transformado o sistema aéreo brasileiro em uma arapuca impune, que já causou 353 vítimas fatais e que segue representando risco total para os usuários, o governo Lula usa cargos, favores, verbas do Orçamento da União e posições na máquina pública para impedir que o Congresso Nacional exerça seu dever constitucional de fiscalizar a atuação da ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil.

Lastimavelmente, parcela significativa da bancada governista vetou a convocação de diretores da ANAC na CPI do Apagão Aéreo, impedindo que os funcionários públicos pagos com o dinheiro do contribuinte prestassem contas dos seus atos. Ao mover o aparato do Estado para dar continuidade ao caos aéreo, o governo Lula mostra ao país que sua irresponsabilidade na gestão da crise aérea passou do ponto de retorno.

Abalados pelos acontecimentos dos últimos 11 meses, os brasileiros precisam, como nunca, contar com o maior número possível de deputados e senadores. Nesse sentido, o Democratas vem a público solicitar o apoio dos demais partidos e de todos os congressistas para ação conjunta, no âmbito do Congresso Nacional, em defesa da segurança dos usuários do sistema aéreo.

Nenhum País pode viver de um só partido ou de uma só corrente política. A luta democrática pressupõe, além da confiança entre adversários para aprovação de projetos convergentes, a responsabilidade de atuar, acima dos interesses dos grupos ideológicos a que todos pertencemos. Só assim vamos garantir ao país condições de superação desta crise que causa intranqüilidade a todos nós, brasileiros.

Brasília, 10 de agosto de 2007

Rodrigo Maia
Presidente do Democratas

TOQUEDEPRIMA...

***** Governo Lula gastou R$ 30,2 milhões em festas em 2007

Segundo o site Contas Abertas, foram desembolsados R$ 30,2 milhões com comemorações de premiações no Ministério da Defesa. O valor é superior às aplicações do Ministro da Educação em 2007 com programas de desenvolvimento de educação especial e ensino médio.

Dos R$ 4,4 milhões pagos pelos cofres públicos com festas e homenagens, praticamente R$ 2 milhões serviu para festas do Ministério da Defesa. O montante gasto até agora corresponde ao total previsto para investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos.

Entre as solenidades promovidas com a verba do órgão está a condecoração concedida pelo Comando da Aeronáutica aos diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no último mês.

*** COMENTANDO A NOTICIA: Eis aí a prova dos nove deste governo irresponsável: é capaz de gastar mais com festinhas para os “amigos íntimos” do poder, do que com educação ou segurança aérea. Neste ponto não existe economia para compor o superávit primário, que pagará os juros da dívida. O superávit é obtido com a “economia” sobre verbas alocadas no Orçamento e destinadas a investimentos indispensáveis para o país sair do atraso e da estagnação. Numa outra notícia do boletim do TOQUEDEPRIMA., vocês irão ler como este governo não está nada preocupado, por exemplo, em cumprir seus próprios decretos. É o caso dos cartões de crédito corporativos. Quando se chega a tamanho abuso é preciso perguntar: onde andará a oposição que não denuncia tudo isto para o país todo ficar sabendo que está sendo roubado e pilhado por um bando de mercenários e vigaristas ?

***** Conselho de Ética vai analisar separadamente denúncias contra Calheiros

Foi decidido nesta quarta-feira que o Conselho de Ética do Senado vai analisar separadamente a nova representação contra o presidente da Casa, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O objetivo é evitar novos atrasos nas investigações em curso. O presidente do Conselho, Leomar Quintanilha (PMDM-TO), afirmou que deve escolher rapidamente o relator para o novo processo que vai analisar as supostas ligações de Calheiros com a empresa Schincariol. "Eu creio que até amanhã teremos a oportunidade de escolher e designar o relator. Estou gostando da hipótese de trabalhar com três relatores", disse Quintanilha, em referência aos três senadores que relatam a apuração da denúncia de que Calheiros teria usado a empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso.

***** "Renúncia da CPMF não prejudica o governo", diz especialista

O presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), Gilberto Luiz Amaral, afirmou que o governo está mentido ao dizer que o fim da CPMF (Contribuição Provisória de Movimentação Financeira) vai prejudicar o Orçamento da União.

"Este ano somente, o governo federal terá um ganho de arrecadação, já excluída a inflação, de mais de R$ 50 bilhões. É bem acima da arrecadação da CPMF", declarou Amaral. Ele ainda se disse pessimista ao fim do tributo. "Nós vivemos no País da política do que 'é dando que se recebe'. Então a população sempre é deixada no segundo plano, já que para a maior parte dos deputados e senadores, o que importa é a possibilidade de fazer emendas ao Orçamento", concluiu.O presidente da entidade acredita que só a mobilização popular talvez possa impedir o governo de prorrogar a CPMF. "A manifestação também pressiona a classe política, deputados e senadores, no sentido de fazê-los ver que para o País, a CPMF é um grande mal", disse Amaral.

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Perfeita a análise de Gilberto Amaral. Sem dúvida, que se considerarmos o excedente de arrecadação, aquele não previsto no Orçamento da União, o montante que se arrecada em CPMF, em torno de 32 bilhões de reais, já estaria coberto com folga pelo excedente. Porém, isto seria o que manda não apenas o bom senso, mas também a responsabilidade fiscal e o respeito ao contribuinte. Mas quem foi que disse que esta gente irresponsável está minimamente preocupado em respeitar o contribuinte ? Para eles, quanto mais grana, melhor para bancar seus privilégios, sua gastança desordenada e sem limites, seu desperdícios e festas inúteis e caras, seus gastos irresponsáveis e desonestos, não transparentes, com o cartão de crédito corporativo. Gastar menos significa ter responsabilidade, o que só seria possível de se obter com gente igualmente responsável, o que não é o caso desta gente toda que está no poder.

***** Governo Lula ignora decreto e continua usando cartões corporativos

O governo Lula não está respeitando o decreto que limita os saques em espécie com o cartão corporativo. De acordo com o site Congresso em Foco, o Executivo já gastou mais com cartões nos primeiros sete meses do ano do que durante 2006 inteiro. Do total de R$ 45,34 milhões gastos em 2007, 77,7% foram sacados em espécie para pagar despesas de mais de seis mil servidores.Os saques em dinheiro contrariam o Decreto 5.635, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2005. À época, o Ministério do Planejamento afirmou que o objetivo da medida era "reduzir os saques em espécie e dar maior transparência e operacionalidade ao uso do cartão pelos órgãos".Dos valores gastos até agora, pouco mais de R$ 9 milhões com a fatura dos cartões. Os outros quase R$ 36 milhões foram sacados na boca do caixa por seus 6.168 gestores. De acordo com relatório do Congresso em Foco, durante todo o ano de 2006, o gasto com cartões corporativos pelo Executivo foi de R$ 33 milhões.

Os dados do levantamento revelam que o decreto foi ignorado pelos ordenadores de despesa de 154 órgãos da administração federal, sem considerar 14 secretarias vinculadas à Presidência da República.

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: É por estas e outras que o governo não está preocupado em reduzir a escandalosa carga tributária, dentre as quais, ele jamais abrirá mão da CPMF. É até possível que acabe, mas vigorar a partir do... próximo governo, o que seria, convenhamos, uma tremenda sacanagem, coisa aliás de que ele está bem acostumado. E anotem aí: em apenas sete meses, o governo Lula já torrou R$ 45,34 milhões com os tais cartões, em 2006 foram R$ 33,0 milhões, em 2005, chegou a R$ 21,0 milhões e em 2004 somou R$ 14,0 milhões. A tendência, logicamente, é de que estes gastos inúteis, este desperdício todo não tenha limites e continues em escala cada vez mais ascendente. Esta putaria do cartão de crédito corporativo já comentamos insistentemente aqui: isto precisa ter um basta, e quem pode agir, de um lado, a oposição, está morta e sepultada. E de outro, o Poder Judiciário, que não está nem aí.

***** PF abre inquérito para investigar filho de Lula

A Polícia Federal do Rio de Janeiro abriu inquérito para investigar suspeita de tráfico de influência na compra da Gamecorp pela Telemar por R$ 5 milhões. Um dos sócios da Gamecorp é Fábio Luís Inácio da Silva, o Lulinha, filho de Lula.De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, em outubro de 2006 a Delefaz (Delegacia Fazendária) da Superintendência do Rio recebeu a requisição do procurador da República no Rio Rodrigo Ramos Poerson determinando a instauração do inquérito.

Poerson teria solicitado a investigação para apurar se o "desproporcional aporte de recursos financeiros estaria sendo direcionado à empresa Gamecorp única e exclusivamente em razão de contar com a participação acionária do filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva". Porém, a PF só iniciou a investigação no dia 29 de junho de 2007.

Lula defende lucro de banqueiros

O presidente Lula comentou na Nicarágua os lucros recordes dos bancos brasileiros em seu governo. "Mais impressionante é o dia que os bancos derem prejuízo e que o governo tiver de criar um Proer para ajudá-los. Aí, o prejuízo é total", declarou Lula, comparando-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.Lula ainda afirmou que os lucros dos bancos decorrem do crescimento do crédito do país. "Vocês vão perceber que o crédito cresceu, mais que quadruplicou, desde o consignado ao crédito para as empresas", disse o presidente.Ele afirmou que neste momento todo mundo vai ganhar mais dinheiro no Brasil. "Eu sonho com o dia em que todos possam ganhar no Brasil. Todos, empresários, trabalhadores, bancos, a imprensa possa ganhar um pouco mais. Este é o momento ideal. O que eu não quero é que ninguém tenha prejuízo, porque, na hora que um tem prejuízo, tenta jogar nas costas do povo pobre. Eu não quero que o povo mais pobre perca", disse Lula.

Um dos grandes problemas de Lula é usar sua ignorância sempre pelos caminhos da má fé e da delinqüência. Fosse ele um pessoa equilibrada, bem informada e devotada a ter respeito pela verdade, não diria pela enésima esta tolice. Esquece vossa excelência que os bancos “quebrados” tiveram tanto diretores quanto acionistas afastados dos bancos. Segundo, na mesma época política iguais foram realizadas em pelo menos 15 países para salvar não apenas seu sistema financeiro, mas principalmente para que as dificuldades derivadas das crises internacionais que afetaram a economia do mundo inteiro não prejudicassem justamente correntistas e poupadores, cuja imensa maioria era de pessoas humildes, além é claro do abalo de confiança que a quebradeira causaria. Ou seja, o PROER no Brasil, assim como nos Estados Unidos em programa semelhante, caso não tivesse sido empreendido, causaria um impacto negativo de tal monta, que ainda hoje estaríamos purgando os danosos efeitos decorrentes. E, como a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, seria os pequenos correntistas e poupadores os mais atingidos. E vale repetir: todos os diretores e acionistas dos bancos socorridos foram destituídos. O que o programa fez foi salvaguardar as economias dos correntistas, salvar as instituições, e evitar que um pânico generalizado levasse a crise para todos os setores da economia, o que certamente, teria causado uma grave recessão no mundo inteiro.

Como Lula não se informou a respeito, até hoje vive criticando um programa que, antes de tudo, foi em favor do próprio país. Talvez ele até saiba por alto sobre as razões do PROER, mas se vale da retórica e má fé para pregar sua demagogia ordinária de baixo nível.

Mas vale a advertência: ele que reze muito para não de enfrentar crises semelhantes antes do término do seu segundo mandato. E pelo andar da carruagem, não se está muito longe disto.

Agora, uma coisa é o governo criar um programa emergencial para socorrer algumas instituições em dificuldades afastando diretores e acionistas e transferindo a propriedade destas instituições para outras empresas com melhor estrutura. E isto teve um preço que corresponderia hoje ao superávit primário de um ano do atual governo. Outra, é adotar uma política de governo que privilegia já há quatro anos e meio todas as instituições bancárias, independente delas estarem bem ou mal. O que para um foi emergência reservada a poucas instituições, para outro se tornou uma política de longa extensão de favorecimento a todo o sistema, mesmo que o mundo todo viva uma bonança econômica como nunca teve.

Os alagoanos agradecem, segundo Teresa

Mendonça Neto, Extra Alagoas on line

As vacas de Renan dão cria 24 h por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!

Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas. Do menino ingênuo que fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978, que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar, você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do "seo" Olavo, a digladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, Descobriria um atalho, um ou mil artifícios para vence-los, e, quem sabe um dia, derrotaria a todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados, cujo serviço exclusivo era abanar , por horas, um leque imenso, sobre a mesa dos usineiros para que os mosquitos de Murici (em Murici até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros, o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho, onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos. Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele, aliaram-se, começou a ser parido o novo Renan. Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus colegas de Universidade diziam isto. Longe de ser um demérito, esta sua espessa ignorância literária, faz sobressair, ainda mais, seu talento de vencedor. Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e a ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria, em tudo. Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários, em congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seria rebatizados em fausto e opulência. "Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo do Rei."

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: "A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível". Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: "Suje-se gordo! Quer sujar-se? Suje-se gordo!".

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Neste mandato nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou esta sua campanha com US 1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho. E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-los nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha, e é tudo seu, montanha e glória, ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo e cujos olhos indecifráveis intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem na política brasileira a tem? Quem neste Planalto, "centro das grandes picaretagens nacionais" atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem cerimônia com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu "pai velho", passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem? Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o "golpe do operário", no dizer de Brizola, e hoje "hospeda" no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal? No velho dizer dos canalhas, "todos fazem isto", mentem, roubam, traem.

Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta, pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasimodos morais para "blindá-lo". E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra, Siba, é o camareiro de seu salvo conduto para a impunidade, e fará de tudo, para que a sua bandeira, absolver Renan no Conselho de Ética, consagre a "sua carreira". Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o "chefe". É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: "quero absolver Renan". Que Corregedor! Que Senado!

Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura: 1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil, 2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil, 3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil, 4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil E SÒ. Você não declarou nenhuma fazenda nem uma cabeça de gado!! Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$ 1 milhão e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale R$ 3.000.000.

Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000. Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranja? Que herança moral você deixa para seus descendentes. Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?

Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: "Não tenho uma tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho". É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje, perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Os alagoanos agradecem, segundo Teresa

Ainda no Blog Noblat, há o seguinte comentário:

Que gracinha, Renan.

Disse em discurso no Senado que a VEJA o persegue porque ele denunciou uma operação supostamente irregular da Editora Abril de venda a grupo estrangeiro de sua participação em tv a cabo.

Ora, Renan jamais denunciou operação alguma - salvo depois de ter sido alvo de reportagens da VEJA. E ainda diz que somente agora se deu conta de que está sendo retaliado.

Que cara de pau! Escreve e reescreve a história com a maior desfaçatez.

Tudo bem, não é o único.

Renan revelou que recebeu de Teresa Collor, cunhada do ex-presidente Fernando Collor, correspondência onde ela nega que seja autora de uma carta que circula na internet com duras críticas dirigidas a ele.

De fato, a carta não é de Teresa. Aliás, qualquer pessoa que a leia será capaz de entender que não se trata de uma carta - mas de um artigo.

O artigo foi escrito pelo jornalista Mendonça Neto e publicado no jornal alagoano "Extra".

O que não disse Renan: que Teresa enviou o artigo por e-mail para vários amigos dela - daí a confusão em torno da autoria do texto. E que ao fazê-lo, Teresa escreveu à guiza de introdução:

- Peço por favor que divulguem esta carta para ver se o Senado toma vergonha na cara. Os alagoanos agradecem.

Em tempo: duvido que Teresa tenha escrito a Renan, como ele disse. Há 15 dias, Renan esteve em Maceió e usou a emissora de rádio dele para desancar o pai de Teresa, o usineiro João Lyra. Chamou-o de ladrão e de mal amado pelas mulheres.

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Mendonça Neto não se prestaria a plantar uma mentira, ao contrário do senador alagoano, que mãos não tem feito do mentir, tripudiar, ameaçar, e usar de toda a truculência a seu alcance para tentar escapar de uma cassação. O interessante é que Renam adotou a prática do “atacar é a melhor defesa”, até porque suas “defesas” têm servido muito mais incrimina-lo do que para provar sua inocência. Sendo assim, entre o jornalista e Renam adivinhem em quem preferimos acreditar ?

No início da semana, recebemos cópia da carta de Tereza Collor, foco do artigo do jornalista Mendonça Neto, colaboração do amigo e leitor Fábio Zuanon, São Paulo. Seja carta de Tereza ou artigo do Mendonça, o que interessa é que o documento existe. E, portanto, merece ser lido por todos.Segue na íntegra no post seguinte.

Renan volta a atacar a Veja

Blog do Noblat

Pelo jeito o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), adotou de vez a tática de partir para o ataque à revista Veja e assim evitar explicações sobre as acusações que pesam contra ele.

Renan responde a dois processos. Um corre desde o fim de maio quando surgiu a denúncia da revista Veja de que um lobista bancou os custos de uma filha e de uma ex-amante de Renan. O outro, diz respeito a uma suposto lobby que o senador teria feito em benefício da cervejaria Schincariol.

Há pouco, da Tribuna do Senado, Renan deu as seguintes declarações:

- Quero usar esse espaço que é nosso, que é dos Senadores, para falar sobre a grave denuncia contra TVA. Isso sim que fere a soberania nacional, desrespeita o mercado e rasga definitivamente a legislação brasileira. (Renan acusa a Editora Abril de tentar vender sua TV a cabo, a TVA, para uma empresa espanhola).

- Quero informar que após a remessa (de documento acusando a TVA) ao Ministério Público (...) enviei na data de hoje expediente complementares a autoridades brasileiras e internacionais, para falar sobre o negócio que esta sendo tocado pela Editora Abril, que publica a Veja. Enviei ao Conselho Administrativo de Direito Econômico, ao Ministério das Comunicações, ao presidente Lula, ao governo e ao parlamento espanhol, (país) sede da empresa Telefônica.

- A operação (de venda da TVA para a telefônica) pretende ilegalmente repassar da editora Abril para a operadora espanhola 100% do controle da empresa. A mesma operação ameaça repassar ainda o controle de mais de 90% de outros canais a cabo do Sul (do Brasil). Isso é ilegal, imoral e absolutamente reprovável (a Lei do Brasil não permite que empresas estrangeiras tenham o controle de mais de 50% de veículos de comunicação nacionais).

- A editora (Abril) que se auto proclama defensora dos interesses da sociedade, é mesma que usa um pomar, um laranjal, que é o que está sendo feito se sua proposta (de negócio com a telefônica) for adiante.

- Agora começo a entender os motivos das denuncias mal costuradas, apressadas, ilógicas, inconsistentes inverídicas, só agora eu consigo entender as edições antecipadas da revista (Veja), a tentativa de me desmoralizar, de me linchar com mentiras, leviandades e difamações, uma campanha persecutória sem uma prova sequer. Eles sabem o quanto lutarei para não deixar que a ganância sem limites (vá contra o que é de interresse do país).

- Acabo de requere formalmente todos os votos dos conselheiros da Anatel que votaram esse assunto (a Anatel autorizou a venda). É um negócio de quase 1 bilhão de reais que deve ser impedido.

- Espero que as autoridades brasileiras atuem de forma enérgica e puna exemplarmente os envolvidos nela.

- O Brasil não pode continuar sendo um capo fértil da ambição desmedida de empresários.

- Quero informar também a casa sobre documentos que recebi da empresa Shincariol e enviei ao Conselho de Ética desmentindo que eu tenha ajudado a empresa (Renan é acusado de ter ajudado a empresa a se livrar do INSS). A Shincariol desmonta a falsas imputações da revista de que eu teria atuado em favor deles.

- Tereza Collor me garantiu que não escreveu nenhum artigo sobre mim (um texto contra Renan escrito pelo jornalista Mendonça Neto que na verdade foi repassado por Tereza a amigos dela por email).

- Para encerrar eu gostaria de transmitir que estão chegando hoje na PF os primeiros cheques que comprovam as vendas de gado (a polícia pediu mais documento a Renan sobre as transações comercias dele). Aproveito para reiterar que os senhores senadores podem contar com a minha absoluta cooperação (para esclarecer o assunto).


Eis a nota da Editora Abril em resposta ao discurso de Renan.

"A Editora Abril informa que as revelações de VEJA sobre o senador Renan Calheiros foram rigorosamente apuradas e, portanto, as confirma integralmente. As aflições e problemas do senador derivam de suas condutas. Estas foram consideradas suficientemente problemáticas pelos seus pares e pelo Procurador-Geral da República, que as encaminharam para investigação, de um lado, para o Conselho de Ética do Senado Federal e, de outro, para o Supremo Tribunal Federal. É fruto do desespero do senador a acusação leviana de que ainda haja alguma coisa a verificar na transação entre a TVA e a Telefônica. A Abril reitera que a parceria em questão está rigorosamente dentro da lei e já foi aprovada pelo Conselho Diretor da ANATEL após nove meses de tramitação e análise".

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Sem dúvida, a tática de Renam Calheiros revela seu desespero, e claro, sua vilania. O ataque que faz á revista VEJA, além de inútil por se tratar de assunto já analisado à exaustão pela ANATEL e por ela aprovado, dentro da lei. Não fosse assim, e por certo, o próprio governo trataria de se “vingar” da VEJA impedindo que o negócio com a Telefônica se consumasse.

Quanto a defesa que alega ter da Schincariol, esta não poderia se manifestar de outra forma, não é mesmo ? Porque se o fizesse estaria assinando um atestado de admissão de culpa, sobre um favorecimento em que a acusação não está plenamente formalizada. Porém, e isto Renan não rebate, é que as análises e investigações preliminares feitas pela Polícia Federal é que deram sustentação para se abrisse no Conselho de Ética os processos que o senador está respondendo.

Ficar nervosinho na tribuna do Senado, e no desespero vociferar ataques para desqualificar seus acusadores, em nada o livra das acusações que pesam sobre si. Melhor faria o Presidente do Senado Federal, se ao invés de desqualificar acusadores, demonstrasse que as acusações que pesam sobre si são inverídicas. E isto até agora Renan não conseguiu demonstrar. Até aqui o que se viu foi justamente o contrário: que os documentos e as acusações têm sim bastante consistência, há farta documentação que corroboram para o que é dito contra Renam, e há depoimentos que dão sustentação ao documentos e às acusações. E de parte do senador, o que ele apresentou até agora foi, além de retórica inútil, foram documentos inconsistentes que não resistiram a uma análise preliminar.

Método Lula de governar: comprar consciências (e votos)

Governo abre o cofre para aprovar CPMF

De Gerson Camarotti e Henrique Gomes Batista em O Globo

O governo fechou ontem um acordo com os partidos aliados para votar a emenda original de prorrogação da cobrança da CPMF, a partir de janeiro de 2008, sem a partilha com estados e municípios. O Planalto arrancou o compromisso em reunião do Conselho Político do governo, ao apresentar dados concretos de que intensificou, nas últimas semanas, a liberação de recursos para as emendas de parlamentares e também as nomeações políticas para cargos federais.

O ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, disse que as emendas começaram a ser pagas em ritmo acelerado, e que novas liberações serão autorizadas. A promessa é liberar por mês R$ 500 milhões, em emendas, até o fim do ano.

Segundo dados do Siafi, levantados pela assessoria da presidência do DEM, até 8 de agosto a liberação total de emendas este ano chegou a R$ 93,7 milhões, sendo que R$ 73 milhões foram pagos apenas nos oito primeiros dias deste mês, o que mostra que o governo resolveu abrir o cofre só agora, às vésperas da votação da CPMF.

— O Planalto sabe que é preciso criar um ambiente favorável. Essa é a governabilidade de amor remunerado. Todo mundo vota de acordo com a liberação de emendas — disse o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).


É a prática do malfadado e surrado método cretino da política brasileira do “é dando que se recebe”. É uma espécie de mensalão, apenas que se consuma nas votações específicas de interesse do governo. Troca-se o trocado miúdo em prazos marcados, por “gratificações gordas” pagas na especificidade dos projetos de interesse do governo. Claro, quando o petê foi oposição, eles condenavam que os outros fizessem isto, método nascido no governo Sarney, hoje seu aliado. Aprenderam rapidinho com o raposão. Por outro lado, ali não está em jogo o interesse da sociedade. Ali não entra em cena o que é bom ou não para o país. O que interessa é que continue jorrando nas arcas do Tesouro o monstruoso volume de recursos expropriados da sociedade para a satisfação plenas dos interesses mesquinhos de um lado, gananciosos de outro, dos políticos brasileiros.

Se o volume que se arrecada fosse proporcional ao que se devolve em serviços, seja por qualidade e modernidade, seja por sua eficiência, disponibilidade e acesso amplo e fácil, talvez ninguém reclamasse de pagar o que pagamos. Porém, diante dos descalabros dos serviços indignos, o que se arrecada é roubo na sua mais legítima expressão. Pelo quantum arrecadatório, se empobrece a nação, e o que é pior, para beneficiar apenas uns poucos privilegiados. E quando escândalos acontecem e pipocam demonstrando a conivência com os desvios, corrupção, enriquecimentos ilícitos, e todo este lamaçal fica impune, não se pode qualificar de outra forma a voracidade tributária do governo: é roubo puro, no seu mais elevado grau de maldade e desonestidade.

Uma liderança sob ameaça

Retórica dos vizinhos pode ameaçar liderança brasileira do Mercosul
William Waack, Portal G1

O presidente venezuelano Hugo Chávez foi nesta segunda (6/8) para Buenos Aires com uma mala cheia de dinheiro. US$ 1 bilhão, para ser exato. Na volta para Caracas, Chávez trará papéis argentinos no lugar dos dólares. A Argentina é um dos países mais atingidos pela recente volatilidade dos mercados internacionais, que demonstram pouco apetite por risco, e precisa começar a pagar cerca de US$ 2,5 bilhões em títulos que emitiu lá atrás – na renegociação com as vítimas do monumental calote do começo da década.

Até agora a compra de papéis argentinos pelo endinheirado presidente venezuelano tem sido um grande negócio para a Argentina e, ao que comentam jornais respeitados, como o Financial Times, para alguns bons amigos de Chávez também. É que os papéis são oferecidos no mercado interno venezuelano, a bancos escolhidos, ao preço do dólar oficial (a Venezuela tem câmbio fixo) – e imediatamente revendidos no mercado secundário internacional pelo dólar de mercado. O ganho nessa operação financeira é de uns 90%, para os amigos do presidente.

Há outra vantagem ainda, do ponto de vista de Chávez: quando compram dólares e desembolsam bolivares, os bancos ajudam um pouquinho a enxugar a liquidez e reduzir a inflação (que apesar de tudo ainda está em torno de 18% ao ano). O “Financial Times” duvida que a conta possa fechar no longo prazo, em termos de controle de inflação – mas o que importa para Chávez é o cálculo político, e não o econômico.

Desde 2005 a Venezuela já comprou US$ 4 bilhões em títulos argentinos, o que seguramente salvou Nestor Kirchner de bater à porta de banqueiros ou instituições multilaterais. Chávez usa as reservas internacionais que juntou vendendo petróleo com um cálculo político: apesar das dificuldades que enfrenta dentro do Mercosul, o presidente venezuelano continua falando em “unidade” com seus vizinhos ao Sul.

Se depender de Kirchner, será uma unidade no papel e na retórica, livre de maiores compromissos a não ser discursos solenes e declarações inócuas de princípios. Kirchner acaba de convidar o México para fazer parte também do Mercosul – o presidente argentino fez a proposta exatamente uma semana antes do seu colega brasileiro visitar o México (a parte oficial da visita de Lula começou nesta segunda (6/8)). Como o México faz parte de outros acordos abrangentes com o vizinho ao Norte, é difícil imaginar como tudo isto poderia se harmonizar no Mercosul (e ainda nem se coloca na conta ainda o que Chávez acha que o Mercosul deveria ser).

Mas Kirchner saiu do México com tapinhas nas costas e a declaração, feita pelo presidente Calderón, de que a Argentina tem a “liderança do Mercosul”. Curiosa essa declaração dos mexicanos, que são bons diplomatas. México e Brasil são as maiores economias latino-americanas (juntos, detém 2/3 do PIB dessa região). Já que não compra papéis dos países vizinhos, nem anda fazendo convites para ingresso no clube, Lula precisa ver o que anda acontecendo com nossa liderança.

A saia justa de Daniel Ortega em Lula

Comentamos aqui, na coluna TOQUEDEPRIMA..., que Lula no seu discurso na chegada à Nicarágua, prometeu que se empenharia ao máximo para ajudar no desenvolvimento daquele país centro-americano. E ainda criticamos esta postura de Lula de sempre prometer o paraíso para os vizinhos, descuidando-se do seu próprio quintal.

Em sua coluna Radar, Veja online, nos conta da saia justa que Lula levou de seu anfitrião. Retornamos depois para comentar.

Lula e Ortega: ataque ao etanol
Demorou, mas finalmente Lula e Daniel Ortega (foto) estão neste momento reunidos no palácio presidencial da Nicarágua, em Manágua. Junto a Lula estão Celso Amorim, Miguel Jorge e Marco Aurélio top top top Garcia.

Explica-se o "finalmente": antes da reunião, houve o tradicional momento em que fotógrafos e cinegrafistas registram as imagens dos presidentes. Só que, em vez dos cinco minutos de praxe, a sessão estendeu-se por uma hora. O motivo? Daniel Ortega resolveu falar contra o etanol. Usando os mesmos argumentos de Hugo Chávez, Fidel Castro e das grandes empresas petrolíferas, Ortega disse que biocombustível trará a fome mundial como conseqüência. Lula, de improviso, rebateu os argumentos do presidente nicaragüense.

O "debate" diante da imprensa durou até que Lula preferiu dar um fim naquilo. Ao pé do ouvido de Ortega, Lula disse para que continuassem a reunião de chefes de estado a portas fechadas.

Lula embarcou no seu Air Force-51, aquele que o ministro Saito afirmou que JAMAIS voa com o um reverso travado, bancando o mascate de sua meninas dos olhos: o etanol. Por onde o presidente passa, em seus discursos, dez em cada dez palavras são contar as maravilhas do etanol, a redenção do mundo, segundo o filósofo Lula. Pois bem: Chavez e Fidel Castro tem empreendido um operação conjunta de demonizar o etanol. Até se entende: Chavez, de seu lado, não gostaria de ver sua receita de petróleo perder importância. Afinal, é só com ela que ele consegue se sustentar no poder. E o outro ditador, Fidel Castro, de sua parte, tem suspeito interesse para que Chavez continue faturando muito com os petrodólares: parte desta receita desembarca na ilha de Cuba para que Castro continue comandando aquele com mão de ferro.

Lula não contava que o seu anfitrião e amigo, companheiro do Fórum de São conforme anunciamos aqui, também tivesse esta mesma posição defendida por Chavez e Castro. Moral da história: pagou um vexame internacional do qual, se seus assessores de Relações Exteriores tivessem tido o cuidado de estudarem melhor o pensamento de Ortega.

E assim, de vexame em vexame, Lula vai cantando marra aqui dentro de que é respeitadíssimo lá fora. De que o Brasil só conseguiu esta “respeitabilidade” por obra e graça de seu governo, etc. Soubesse ele, minimamente que fosse, o quanto é ridicularizado, talvez parasse de viajar tanto e cuidasse um pouco mais do país para o qual foi eleito presidente, e que passados quatro anos e meio, ainda não começou a governar. Nesta república de bananas, a administração virou uma zorra, uma baderna, uma pantomima.

TOQUEDEPRIMA...

***** Cuidado com as pistas de Congonhas
De Alan Gripp em O Globo

Atendendo à comissão que investiga o acidente com o Airbus da TAM, a Aeronáutica emitirá uma recomendação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pedindo maior rigor no controle de pousos e decolagens nas duas pistas do Aeroporto de Congonhas, especialmente em dias de chuva. A decisão, anunciada ontem, três semanas após a tragédia, indica que a falta de segurança das pistas será apontada no relatório final da investigação entre os fatores que contribuíram para o desastre. Uma convenção internacional determina que apurações de acidentes aéreos não busquem culpados ou determinem causas, mas façam recomendações para evitar que eles se repitam.

A recomendação foi revelada pelo chefe da comissão que investiga o acidente, o tenente-coronel da Aeronáutica Fernando Camargo, em depoimento à CPI do Apagão Aéreo. A comissão é formada por representantes da Anac, da Infraero, do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), da TAM e da Airbus, fabricante da aeronave. Segundo Camargo, o grupo precisa apenas formalizar a recomendação antes de a Aeronáutica editá-la.

***** Jobim diz que aviões devem levar menos passageiros

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira que vai pedir para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) determinar que as empresas aéreas aumentem o espaço para os passageiros dentro das aeronaves brasileiras. Jobim disse que o Conac (Conselho de Aviação Civil) tem até o dia 23 de agosto para formalizar o pedido a Anac.

Segundo depoimento do ministro, na CPI do Apagão Aéreo, as companhias reduziram os espaços dentro dos aviões para abrigar o maior número de passageiros, ao invés de ampliar o número de vôos. "Os vôos foram inferiores à demanda. As empresas passaram a usar aviões maiores comprimidamente. Eu, com 1,90 metro, tenho dificuldade de sentar nos vôos das empresas", afirmou o ministro, que reiterou que a prioridade de sua gestão será a segurança dos consumidores, mas que também se preocupa com o conforto.

Jobim ainda anunciou que o brigadeiro Cleonilson Nicácio da Silva será nomeado diretor de operações da Infraero (estatal que administra os aeroportos) em substituição a Rogério Barzellay. Nicácio é atualmente chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa.

***** Planalto se diz "obrigado" articular novos nomes para o comando do Senado


O governo Lula já considera inevitável a saída do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem enfrentado muitas acusações. Apesar do discurso oficial do presidente Lula de que Calheiros apresentou documento para provar sua inocência, os ministros se dizem obrigados a articular aliados para o comando do Congresso Nacional, de acordo com a Agência Estado.A avaliação não é de que Calheiros vá renunciar, mas, sim, de que as chances de cassação aumentaram muito devido à quebra de sigilo bancário feito pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar possível enriquecimento ilícito. Os ministros devem intensificar as conversas com líderes do PMDB – maior partido do Senado, que têm direito a indicar a presidência da Casa.
Uma das grandes preocupações do governo Lula é a aprovação da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória de Movimentação Financeira) e da DRU (Desvinculação das Receitas da União).

***** CPI rejeita abertura de processo contra diretoria da Anac

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Apagão Aéreo não irá investigar a conduta dos diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para conter a crise área. Nesta quarta-feira, foi rejeitado o pedido do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) para a instauração de um processo administrativo contra os diretores e o presidente da agência.

De acordo com o relator da CPI, Marco Maia (PT-RS), o momento não é oportuno para abertura do processo. "Seria prematuro indicarmos um processo administrativo em pleno processo de investigação da CPI. Mas esse procedimento [a rejeição definida hoje] não impede de incluí-lo na sugestão do relatório final", disse.

O autor do pedido salientou que existem indícios de omissão por parte da diretoria da Anac e que o processo seria uma oportunidade de pressionar a agência a cumprir suas responsabilidades. "O requerimento não é um pré-julgamento. É uma das atribuições da CPI que tem poderes de judiciário", afirmou Fruet.

***** O fantasma do mensalão
De Vera Rosa em O Estado de S. Paulo

O governo e o antigo Campo Majoritário do PT, corrente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no partido, estão preocupados com a volta da agenda negativa do mensalão, que deve ser ressuscitada no julgamento do ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu. Mais: tanto o Planalto como o grupo de Lula no PT acreditam que o veredicto do Supremo Tribunal Federal (STF), corte encarregada de avaliar se aceita a denúncia do mensalão, vai contaminar o 3.ºCongresso do partido, nos dias 31 deste mês, 1 e 2 de setembro, acirrando a disputa entre as tendências petistas e expondo o governo.

***** Ministro da Defesa diz que modelo da Anac é errado

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o mandato do presidente da Anac deveria ser extinto. Durante seu depoimento na CPI do Apagão Aéreo da Câmara nesta quarta-feira, o ministro afirmou que o modelo adotado para a agência não faz sentido, uma vez que nada foi privatizado no setor. "Não entro na discussão teórica sobre as agências reguladoras, mas me pergunto em quais setores da economia as agências são realmente necessárias", disse o ministro. "A Aneel e a Anatel foram criadas para responder à privatização destes setores. A Anac (criada no governo atual) apenas substituiu o antigo DAC (Departamento de Aviação Civil da Aeronáutica), mas a operação do setor já era privada antes disso", continuou.

Segundo o ministro, o sistema da Anac deveria se parecer com o da ANP (Agência Nacional do Petróleo), cuja diretoria é indicada por cargos de confiança e pode ser substituída a qualquer momento. Jobim ainda citou o chinês Deng Xiaoping, líder do processo de reformas no país comunista, para dizer que as mudanças na aviação não levarão em conta posições ideológicas. "Sigo uma frase Deng: não me interessa saber qual é a cor do gato, mas saber se ele come os ratos. Nós queremos comer o rato", disse.

Na terça-feira, o ex-ministro José Dirceu, responsável pela criação do órgão no primeiro mandato de Lula, afirmou que "errado foi não ter criado a Anac há dez anos."

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Nelson Jobim chegou parecendo um trator, porém, quando colocado para falar acabar falando tolices. O modelo da ANAC, como de resto todos os modelos de agências reguladoras, seguem um modelo padrão, o mesmo criado com muito sucesso nos Estados Unidos. Não é o modelo que está errado, são as pessoas que são colocadas na sua Diretoria é que são incompetentes, desqualificadas, sem experiência sobre o mercado em que pretendem atuar e exercer suas função de “fiscalização”. A se dar razão para tolice de Jobim, deveríamos acabar com a plantação da cana de açúcar, que produz a cachaça e o país conta com um alto índice de alcólotras. É claro que não bem assim. A ANAC ainda não cumpriu com a missão para a qual foi criada tendo em vista que foi ocupada, e ainda se encontra ocupada por gente por gente inadequada. Quanto a substituir a qualquer momento, isto fatalmente conduzirá aquilo que Jobim quer evitar: posições ideológicas se encarregarão de “politizar” as agências, que, em tese, devem ser independentes. De outra forma, com aparelhamento, sem independência ficando sujeitas às turbulências políticas de momento, melhor seria não tê-las. É um retrocesso, por certo, mas justamente isto que o governo Lula deseja: ele quer politizar as agências. Se não puder fazê-lo, o passo seguinte será esvazia-las ao máximo. Sempre o viés deste governo será a estatização, o aumento descomunal do tamanho do Estado, para um país cuja renda já não suporta mais seu peso e tamanho. Ou seja: estamos, pra variar, na contramão do bom senso. Assim, não há como crescer.