domingo, julho 30, 2006

Leitura recomendada - 3

O PUBLICO E O PRIVADO

Por Adriana Vandoni

O Presidente da República usou carro oficial no seu comício. Usou um bem público em benefício próprio. Eureca!, encontrei a diferença entre Lula e o povo brasileiro. De quem é o bem público? Deveria ser de todos nós. Mas a cultura brasileira diz que o bem público é de ninguém e para Luis Inácio o bem público é dele.

Lula nunca soube fazer a diferença entre o que é dele, do partido ou do Brasil, não por maldade, mas por ninguém ter ensinado. Na infância e juventude isso nunca tinha feito parte dos seus pensamentos e ele ainda era povo, logo, a pracinha de perto da sua casa era de ninguém.
Lula foi inventado por Zé Dirceu e alguns intelectuais, muitos desses já deixaram o PT e hoje são anti-Lula porumuitos se tornaram anti-Lula hoje, poruque ublicado no jornal A Gazeta e para comemorar escrevi que perceberam que criaram não um monstro, mas um ser disforme e incompleto.

Lula era um líder sindical. Sim, isso é indiscutível. Mas quem o transformou em um líder que defendia uma ideologia foi uma meia dúzia ou mais de intelectuais marginalizados pelo regime, que para passarem a existir politicamente, precisavam de um Ser com algumas habilidades: ser um bom orador para a massa de trabalhadores, que falasse a língua do povo sem compromisso com a teoria. Alguém que não possuísse capacidade de percepção de riscos e que se mostrasse tão destituído de idéia que conseguisse burlar a rígida Lei de Segurança Nacional e passasse pelo sistema sem representar uma ameaça. Alguém que mesmo com restrita habilidade intelectual, possuísse capacidade de reprodução, isto é, poderiam colocar na cabeça dele o que deveria fazer ou falar.

Esse homem era Lula. Perfeito!

(Texto completo : http://argumentoeprosa.blogspot.com/)

A importância de estudar para ser Presidente.

Em um daqueles famosos discursos de improviso, próprios do presidente Lula, ele patrocinou mais um desastrado rosário de sandices, gabolices, mentiras, e, como de hábito, simplesmente rasgou a História do Brasil, criando uma nova versão que além de não se sustentar nos fatos, somente ele acredita. O triste não é o presidente Lula ufanar-se ao Olimpo, é ele exemplificar que para ser presidente não precisa estudar e nem ler. Isto num país que urgentemente precisa educar mais de 60,0 milhões de cidadãos, é um convite à que cada aluno que esteja numa sala de aula, reúna seus cadernos e livros e volte para casa e vá brincar. Se o mãe ou pai repreendê-lo, ele já terá a resposta na ponta da língua: "O presidente Lula disse que não precisa." Feito o desastre, presidente, se já era difícil manter a garotada dentro da sala de aula, depois do seu discurso, tal qual poderosa arma de destruição em massa, o senhor atropelou e assassinou a cultura e a intelectualidade de toda uma geração. E se você, pai ou mãe, ainda assim conseguir convecer seu filho a voltar a estudar, leia para ele, todo dia, um pedaço de um livro de História do Brasil, para se ele ler ou ouvir por infelicidade um discurso do Presidente, e das asneiras malditas saltar uma em contradição com as que os livros narram, justifique-se com seu filho dizendo-lhe que o Presidente adora contar histórinhas de diversão.
Leiam a noticia a seguir, logo após COMENTANDO A NOTICIA retoma o assunto:
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Lula diz que só CLT colocou Getúlio mais perto do povo do que ele

Da RedaçãoCom Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez campanha neste sábado no Rio Grande do Sul, e afirmou que um eventual segundo mandato seu será marcado pelo "desenvolvimento com geração de emprego e distribuição de renda".

Falando a simpatizantes em São Leopoldo, Lula disse que o seu governo já avançou muito nessa direção, mas poderá ir mais além nos próximos quatro anos. "Aqueles que achavam que nosso governo ia afundar o Brasil quebraram a cara", afirmou o presidente, durante comício no ginásio Bigornão.


Para Lula, seu governo tem "compromisso com todos, principalmente com aqueles que mais precisam. E governar bem é saber escolher prioridades e ter compromisso com o povo. Fora o momento em que Getúlio Vargas criou a CLT, garantindo os direitos dos trabalhadores, nunca um governo esteve tão próximo do povo".

As comparações de seu governo com os de Getúlio e de Juscelino Kubitschek têm sido constantes nos discursos de Lula.

O presidente também dedicou boa parte de seu discurso em São Leopoldo aos temas ligados à educação -- área em que o governo julga possúir bons números, capazes de bater os que foram obtidos pelos tucanos em oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso.Citando a criação do ProUni e de medidas como a implantação de dez universidades federais e de cursos de extensões no interior do país, além da reativação das escolas técnicas, Lula disse que "o (diploma) que eu não pude ter, eu quero que vocês tenham."
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COMENTANDO A NOTICIA:
Inicia, como sempre, aplicando para a distinta platéia que atentamente o ouvia, uma das muitas mentiras de palanque. Os empregos que se gaba tanto de havê-los criados, e que por diversas vezes disse ser de 4,2 milhões, são bem menos daqueles que evetivamente resultaram de ações do seu governo. Pelo menos 40% deste total são empregos originados de investimentos em novas plantas e ampliação das existentes iniciadas no governo do ex-Presidente Fernando Henrique, e que foram concluídos no inicio de governo do Lula, quando as vagas criadas foram preenchidas. Outro tanto, originaram-se das ações empreendidas em 2001/2002 pelo governo de FHC quando impulsionaram-se as exportações e ocorreu o grande salto do agronegócio. O governo Lula, neste sentido, nem precisou agir. Colheu os resultados de mão beijada e deles se adonou de forma ilícita. Os que sobraram foram empregos derivados de ações de governo, para preenchimento de lacunas que haviam ou por demissão voluntária, aposentadoria, exoneração ou ampliação das necessidades das áreas afeitas ao governo. Em outras palavras: aparelhamento do estado, numa promíscua mistura do público com o partidário. E por fim, as sucessivas comparações dele com Getúlio e Juscelino, tanto quanto são ridículas, também são obscenas.
Termina o presidente dizendo a seguinte pérola: "o (diploma) que eu não pude ter, eu quero que vocês tenham." Tenham para quê, presidente Lula ? Por certo não será para serem Presidentes do Brasil, já que o senhor disse que não precisava. Ou, quem sabe, depois do discurso em que o senhor criou novas versões para a história do Brasil e se comparou à Getúlio e Juscelino, a gente começa a concluir que, de fato, para ser presidente, seja preciso estudar sim, e muito, principalmente História do Brasil, para poupar a população Brasileira de ficar quatro anos tendo que suportar tanta tolice, besteiras e, principalmente, porque talvez com todas as crianças diplomadas, elas tenham consciência melhor, para no dia em que puderem votar, evitem do país eleger um presidente totalmente desqualificado e despreparado para o exercício da função.
PESQUISA ELEITORAL

Por Raymundo Negrão Torres (*) em Mídia sem Máscara

A reeleição do presidente, para os americanos do norte, é a oportunidade de julgar o mandatário incumbente, rejeitando-o para um segundo mandato ou reelegendo-o. No Brasil, a julgar pelas pesquisas, isto parece correr o risco de não acontecer. Um governo incompetente, inoperante, sem um projeto de desenvolvimento nacional, corrupto e corruptor, parece bafejado por pesquisas favoráveis que o deixam mais arrogante e acenam com a entrega do governo, por mais quatro anos, a um presidente demagogo, falastrão e inescrupuloso, que viu auxiliares imediatos e de confiança serem postos na rua da amargura e afastados por graves irregularidades e mente descaradamente ao alegar completo desconhecimento dos crimes que ocorriam à sua volta.

Poder-se-ia pôr em dúvida o valor das pesquisas, feitas por institutos que vivem à sombra e dependentes das tetas do Erário. Realmente, quanto poderá representar a opinião de dois mil entrevistados para um eleitorado de mais de cem milhões de votantes, selecionados em apenas uma centena de municípios, em amostragem facilmente manipulada?

Além disso, todos sabemos que boa parte de nossa gente vota com o "estômago". Situação boa favorece o governo, embora, como agora, essa situação muito pouco tenha a ver com o que fez ou deixou de fazer o governo Lula. Tivemos no passado vários exemplos disso, como no estelionato eleitoral do Plano Cruzado, perpetrado pelo governo Sarney, e na euforia do Plano Real que elegeu e reelegeu FHC. No momento em que a ação da luta armada comunista impunha a mais pesada repressão aos terroristas e guerrilheiros, o governo Médici ostentava os mais altos índices de aprovação, graças aos bons ventos do "milagre brasileiro", o que levou o metalúrgico Lula a dizer que se houvesse eleição direta, Médici seria eleito com facilidade.

(Leia texto completo em http://argumentoeprosa.blogspot.com/)

COMENTANDO A NOTICIA:

Este foi o último artigo escrito pelo General Negrão Torres, cinco dias antes do seu falecimento.
Perfeito, o texto fala por si e o governo Lula confirma palavra por palavra, vígula a vírgula, tudo o que este excelente artigo produz. Ao morrer, morre um pouco de lucidez que ainda existe no Brasil. Contudo, é de se esperar que a sua leitura desperte um pouco a consciência que devemos ter para sabermos separar o verdadeiro estadista, e que por isso merece ser votado por todos, do aventureiro, demagogo e falastrão que merece ser varrido e impedido de entrar na vida pública para não contaminar as intituições com seu ranço e atraso. Que Deus o abençoe, Gen. Torres, e lhe dê a paz que merece, e que o seu texto traga uma pouco a luz do esclarecimento de que precisamos muito.

Leitura recomendada - 2

NÃO SEI QUANDO SOU PRESIDENTE OU CANDIDATO, DIZ LULA

Por Lisandra Paraguassú em O Estado de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que vai continuar anunciando projetos, mesmo que seja sábado, domingo ou qualquer outro dia da semana. No seu primeiro discurso de campanha no Rio Grande do Sul, Lula reclamou que o anúncio de medidas de ajuda à indústria do Estado, feito no dia anterior, tivesse sido tratado como uma medida eleitoreira, mas afirmou que é complicado ser presidente e candidato ao mesmo tempo.

"Eu queria ter vindo anunciar hoje. Mas achei melhor não e mandei a ministra Dilma (Roussef, da Casa Civil) anunciar sem a minha presença. E quando eu vi a imprensa hoje, trataram o anúncio como se fosse uma questão eleitoreira", disse. "Querem saber de uma coisa? Vou continuar fazendo o que precisa ser feito. Não importa se for sábado, domingo, segunda ou quarta."Lula determinou o lançamento ontem de uma linha de financiamento de R$ 600 milhões para setores que têm produção concentrada no Sul e deram férias coletivas diante da valorização cambial. O crédito é voltado principalmente às indústrias de móveis, calçados e máquinas agrícolas, que pedem ajuda desde o ano passado.
COMENTANDO A NOTICIA:
O Sr. Lula parece que adora desafiar a inteligência alheia. Há quanto tempo o país inteiro reclama providências do Governo Federal para a situação de dificuldades que inúmeros setores da economia têmenfrentado por causa do câmbio? Não é de ontem, não é desde o início do ano de 2006. O Problema existe e arrasta desde 2005. Enquanto os agropecuaristas não pararam o país de norte a sul com o bloqueio de estradas, e trancando a entrada de agências bancárias, o governo não tomou o menor conhecimento. Depois, anunciou um pacote de 60,0 bilhões de reais, cujo prejuízo já era o dobro disto, além de separar do bolo parte dos recursos para quem deles não precisava por conta da crise, e sabe-se por quais, o tempo que demandou em tomar atitudes, e a choradiera que o Ministro da Agricultura precisou derramar para ser atendido ! Agora, na semana que passou, a Volks, a maior exportadora de auatomóveis do país anunciou, em alto e bom som, que iria demitir mais de 5.000 trabalhadores. Aí, porque metalúrgico do ABC é eleitor histórico do PT, ele resolveu se coçar e arranjou um pacote ligeirinho para desafogar a crise em vários setores de atividade econômica que estão no prejuízo por causa do câmbio. Só que o primeiro anúncio da Volks já se deu há mais de 30 dias. Agora, em plena campanha eleitoral, já com a decisão tomada pela montadora alemã e consequente greve dos trabalhadores em protesto, ele "arranjou dinheiro" às pressas para oferecer no intuito de aliviar os prejuízos de todos, quando na verdade, o alvo é a Volks, e tem a cara de pau de dizer que o pacote não é eleitoreiro ? E por que não o fez quando toda a cadeia da indústria coureiro - calçadista do Rio Grande do Sul, ainda em 2005, já quebrando fábricas, desempregando pessoal, e amargando prejuízos sobre prejuízos, pediu ao governo federal providências, e ele omisso não atendeu ? Estabelecido o terror, agora vem bancar o salvador dos fracos e oprimidos, querendo que se diga o quê, que o pacote é fruto da preocupação do governo federal para manter a saúde das empresas e dos empregos ? Mentira, Sr. Lula, o senhor mente agora como sempre mentiu, diz que não é eleitoreiro, mas é eleitoreiro sim, e este não é para beneficiar empresas em crise mercê sua política cambial, é derivada única e exclusivamente para não perder votos do metalúrigcos do ABC Paulista. E quanto a pergunta, se sabe quando é presidente ou quando é candidato, se o cinismo não lhe cegasse a razão, sequer faria esta pergunta, porque todos os atos, todas suas palavras, são indícios inquestionáveis de que, desde que tomou posse, o senhor nunca desceu do palanque. Sempre foi candidato desde 01° de janeiro de 2003, visando a releição em outubro de 2006. Fazer-se de santo até pode, mas não peça para sermos ingênuos a ponto de acreditar que o manto com que se cobre seja verdadeiro.

Leitura recomendada - 1

AS ANDORINHAS

Por Miriam Leitão em O Globo

O presidente Lula somou à sua versão de “eu não sabia de nada” o conto das andorinhas. O pior que pode acontecer nestas eleições é permitir a aceitação de versões toscas. O país está atravessando o pior momento da sua história em matéria de corrupção, pela extensão do problema, pela sofisticação dos esquemas, pela ousadia dos corruptos. Um momento assim só tem um final feliz se o país tirar dele uma boa lição e construir mecanismos de transparência e controle.O Brasil parece estar passando pelo lodo para encontrar mais lodo e se acostumar com ele. As explicações ligeiras são uma tentativa de que o horror seja moído, comprimido e passe pela simplificação do processo eleitoral. São um desserviço à causa do esclarecimento, da correção dos absurdos e de sua prevenção.O conto das andorinhas sustenta que tudo está aparecendo porque o governo federal “resolveu fiscalizar” — pela primeira vez na história desse país. Se até agora ele não havia divulgado, é “porque era preciso manter sigilo para pegar a ninhada”. Repetindo Merval Pereira, neste jornal, na sexta-feira: os maiores escândalos não vieram a público por ação do governo. O caso Waldomiro foi denúncia da revista “Época”, a fita do Marinho, dos Correios, foi publicada na “Veja”, o estouro do mensalão foi uma entrevista publicada na “Folha de S.Paulo”. A comissão de sindicância do PT recusou a oferta que Silvinho fez de depor. O GLOBO o ouviu e, da entrevista, saíram informações preciosas. O caso dos sanguessugas nasceu por atuação de um juiz federal e avança pela ação de parlamentares de partidos pequenos. O governo tentou impedir todas as CPIs e fez chicana para evitar esclarecimento devidos pelos seus ministros.
Os momentos extremos oferecem riscos e chances. O país tem corrido mais risco que aproveitado as chances. Pode-se usar a crise para avançar na construção de mecanismos de combate à corrupção, como fizeram vários países no passado recente, ou corre-se o risco de institucionalizar a malandragem.O Brasil não é o primeiro, nem o último país a enfrentar uma onda de corrupção, mas é o que menos pune. O melancólico balanço dos punidos do mensalão confirmou a regra. O Congresso perdeu a chance de iniciar um novo tempo. O caso dos sanguessugas e a persistência de alguns poucos parlamentares é uma nova chance.A eleição é também uma chance, mas o Brasil pode perdê-la pela ação do governo e das oposições. O candidato-presidente surfa a crise com explicações que deslizam sobre os fatos. O principal candidato de oposição até agora não apresentou uma proposta sobre como pretende evitar a corrupção em seu governo; como de resto, não tem idéias novas sobre coisa alguma. Fala diariamente nos noticiários de televisão — nos espaços divididos, por imposição da lei eleitoral, como fatias de torta entre candidatos, inclusive os fictícios — e até agora não conseguiu impressionar os telespectadores com proposta alguma. O que exatamente Alckmin pensa sobre qualquer coisa? A pergunta feita por Elio Gaspari há duas semanas permanece sem resposta. Heloísa Helena usa melhor o espaço e já divulgou algumas idéias, mas confirma a premissa de que, para cada problema complexo, existe uma solução simples e, em geral, ela está errada. O melhor exemplo disso é a solução para os juros cronicamente altos no Brasil: bastará um decreto presidencial no primeiro dia de governo e todas as contradições da economia brasileira, refletidas nas taxas de juros, desaparecerão.A chaga da corrupção — devastadora, perigosa, humilhante — é tratada por truques marqueteiros. O presidente Lula improvisa sua frase esperta de ocasião, como a da ninhada de andorinhas; Alckmin faz supostas frases de efeito ou visita fórmulas emboloradas, como a da vassoura janista. Não há uma idéia consistente, baseada no conhecimento já acumulado em outros países sobre como enfrentar a onda de sujeira que parece invencível. Não há um único avanço técnico e institucionalmente consistente num tema que há muito tempo deixou de ser vencido com golpes de salvadores, improvisos ou espertezas políticas.O conto da andorinha de Lula é tão raso quanto tudo o que ele tem dito sobre esse caso. Lula até agora não teve um minuto de comportamento presidencial diante do risco grave pelo que passa a nação. Quando o caso do mensalão estourou nas cercanias do gabinete presidencial, era o momento de ter uma atitude de estadista, enfrentar as dúvidas da sociedade postas através da imprensa, procurar soluções de olho no futuro do país, e não nas próximas eleições. As entrevistas das quais fugiu durante todo o governo ele dará agora por oportunismo eleitoral, mas preparou para elas artimanhas de escape.As explicações dadas pelo presidente da República não conhecem um fio condutor. Ele já deu tantas versões que, juntas, formam um todo sem um traço de coerência. Ou ele nunca soube de nada, ou tudo está saindo porque nunca antes na história deste país o governo investigou tanto. Ou ele foi traído ou é tudo culpa da oposição que tem que lavar a boca antes de falar dele. Ou nunca houve mensalão ou houve motivos para demitir ministros e defenestrar a cúpula do PT. Ou o PT fez o que se faz sistematicamente no país ou tudo é uma conspiração das elites. Todas as explicações juntas formam um conjunto tão inverossímil quanto os contos das carochinhas. Ou das andorinhas.
Por Miriam Leitão em O GloboO presidente Lula somou à sua versão de “eu não sabia de nada” o conto das andorinhas. O pior que pode acontecer nestas eleições é permitir a aceitação de versões toscas. O país está atravessando o pior momento da sua história em matéria de corrupção, pela extensão do problema, pela sofisticação dos esquemas, pela ousadia dos corruptos. Um momento assim só tem um final feliz se o país tirar dele uma boa lição e construir mecanismos de transparência e controle.O Brasil parece estar passando pelo lodo para encontrar mais lodo e se acostumar com ele. As explicações ligeiras são uma tentativa de que o horror seja moído, comprimido e passe pela simplificação do processo eleitoral. São um desserviço à causa do esclarecimento, da correção dos absurdos e de sua prevenção.O conto das andorinhas sustenta que tudo está aparecendo porque o governo federal “resolveu fiscalizar” — pela primeira vez na história desse país. Se até agora ele não havia divulgado, é “porque era preciso manter sigilo para pegar a ninhada”. Repetindo Merval Pereira, neste jornal, na sexta-feira: os maiores escândalos não vieram a público por ação do governo. O caso Waldomiro foi denúncia da revista “Época”, a fita do Marinho, dos Correios, foi publicada na “Veja”, o estouro do mensalão foi uma entrevista publicada na “Folha de S.Paulo”. A comissão de sindicância do PT recusou a oferta que Silvinho fez de depor. O GLOBO o ouviu e, da entrevista, saíram informações preciosas. O caso dos sanguessugas nasceu por atuação de um juiz federal e avança pela ação de parlamentares de partidos pequenos. O governo tentou impedir todas as CPIs e fez chicana para evitar esclarecimento devidos pelos seus ministros.
Os momentos extremos oferecem riscos e chances. O país tem corrido mais risco que aproveitado as chances. Pode-se usar a crise para avançar na construção de mecanismos de combate à corrupção, como fizeram vários países no passado recente, ou corre-se o risco de institucionalizar a malandragem.O Brasil não é o primeiro, nem o último país a enfrentar uma onda de corrupção, mas é o que menos pune. O melancólico balanço dos punidos do mensalão confirmou a regra. O Congresso perdeu a chance de iniciar um novo tempo. O caso dos sanguessugas e a persistência de alguns poucos parlamentares é uma nova chance.A eleição é também uma chance, mas o Brasil pode perdê-la pela ação do governo e das oposições. O candidato-presidente surfa a crise com explicações que deslizam sobre os fatos. O principal candidato de oposição até agora não apresentou uma proposta sobre como pretende evitar a corrupção em seu governo; como de resto, não tem idéias novas sobre coisa alguma. Fala diariamente nos noticiários de televisão — nos espaços divididos, por imposição da lei eleitoral, como fatias de torta entre candidatos, inclusive os fictícios — e até agora não conseguiu impressionar os telespectadores com proposta alguma. O que exatamente Alckmin pensa sobre qualquer coisa? A pergunta feita por Elio Gaspari há duas semanas permanece sem resposta. Heloísa Helena usa melhor o espaço e já divulgou algumas idéias, mas confirma a premissa de que, para cada problema complexo, existe uma solução simples e, em geral, ela está errada. O melhor exemplo disso é a solução para os juros cronicamente altos no Brasil: bastará um decreto presidencial no primeiro dia de governo e todas as contradições da economia brasileira, refletidas nas taxas de juros, desaparecerão.A chaga da corrupção — devastadora, perigosa, humilhante — é tratada por truques marqueteiros. O presidente Lula improvisa sua frase esperta de ocasião, como a da ninhada de andorinhas; Alckmin faz supostas frases de efeito ou visita fórmulas emboloradas, como a da vassoura janista. Não há uma idéia consistente, baseada no conhecimento já acumulado em outros países sobre como enfrentar a onda de sujeira que parece invencível. Não há um único avanço técnico e institucionalmente consistente num tema que há muito tempo deixou de ser vencido com golpes de salvadores, improvisos ou espertezas políticas.O conto da andorinha de Lula é tão raso quanto tudo o que ele tem dito sobre esse caso. Lula até agora não teve um minuto de comportamento presidencial diante do risco grave pelo que passa a nação. Quando o caso do mensalão estourou nas cercanias do gabinete presidencial, era o momento de ter uma atitude de estadista, enfrentar as dúvidas da sociedade postas através da imprensa, procurar soluções de olho no futuro do país, e não nas próximas eleições. As entrevistas das quais fugiu durante todo o governo ele dará agora por oportunismo eleitoral, mas preparou para elas artimanhas de escape.As explicações dadas pelo presidente da República não conhecem um fio condutor. Ele já deu tantas versões que, juntas, formam um todo sem um traço de coerência. Ou ele nunca soube de nada, ou tudo está saindo porque nunca antes na história deste país o governo investigou tanto. Ou ele foi traído ou é tudo culpa da oposição que tem que lavar a boca antes de falar dele. Ou nunca houve mensalão ou houve motivos para demitir ministros e defenestrar a cúpula do PT. Ou o PT fez o que se faz sistematicamente no país ou tudo é uma conspiração das elites. Todas as explicações juntas formam um conjunto tão inverossímil quanto os contos das carochinhas. Ou das andorinhas.

TOQUEDEPRIMA.

O Governo Lula vive o período final deste primeiro mandato e já estamos vivendo nova campanha eleitoral, quando então nossos representantes ou candidatos à..., precisam subir em palanques, uns para dizerem o que fizeram, o que aprontaram e onde foram parar as promessas da campanha passada. Claro que para fazer há ainda muita coisa, por isso as promessas são espetaculares. Pelas promessas não cumpridas (aliás, todas) os que estão em final mandato justificam-se como pode, e o eleitor com cara otário, fica ali ouvindo, ouvindo fazendo-se de entendido e acaba se convencendo que todos são iguais. Aliás, nosso presidente-candidato, foi viajar pelo primeiro mundo e, em 2005, deu uma paradinha na França, e disse que o PT no governo só fez o que outros governos fizeram . Claro que ele se referia a corrupção, mas isto é outro papo.

O certo é que o COMENTANDO A NOTICIA abre este importante espaço para mostrar porque o presidente está se candidatando à reeleição, tendo em vista o sucesso deste seu primeiro mandato. Como ultimamente só se lê e ouve notícia ruim, fizemos uma pesquisa pelo canais de informações acessíveis, para colher subsídios e dados no sentido de prestar este serviço de utilidade pública para que o eleitor brasileiro ficasse informado sobre o que Lula fez no governo e depois, sem preconceitos ou pré-julgamentos, o eleitor possa concientemente, e sem culpas, possa fazer sua opção em outubro.

Então, como estamos aqui para informar, não faremos nenhum comentário adicional, até para não interferir na soberana escolha do eleitor. Quem julga e escolhe é ele, então ficaremos restritos a apenas informar. Assim, mostraremos o quanto o Lula e seu Partido, o PT, fizeram neste período, os programas que implantaram, as conquistas que obtiveram, tudo em benefício e do progresso do país.
Como quatro anos são quatro anos como sabiamente afirmou o assessor matemático da presidência da república, vamos dividir esta apresentação em 3 blocos, sendo o primeiro hoje, e os demais ao longo da semana que vem que é para dar tempo do eleitor pensar com muita consciência sobre os perigos do seu voto ser anulado, ao longo do tempo, por ter feito uma escolha ruim.
Lembramos, sempre, que este não é um palanque. Ainda estamos indecisos quanto a escolha de alguns nomes, mas não externaremos quais porque, afinal de contas, o voto é secreto. E não se trata de defender quem quer que seja, o objetivo é unicamente informar.