sábado, outubro 28, 2006

A resposta da sociedade.

Lula é intimado a se defender sobre cartilhas


BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato da Coligação A Força do Povo (PT-PRB-PC do B) à reeleição, foi intimado ontem pela Justiça a defender-se das suspeitas de que cometeu irregularidades no cargo por conta da confecção de cartilhas sobre feitos do governo. Quase 1 milhão dessas cartilhas, cuja impressão custou R$ 11,7 milhões, foram entregues aos diretórios do PT nos estados para serem distribuídas a eleitores.
A juíza Candice Lavocat Galvão Jobim, da 2ª Vara Federal de Brasília, determinou a citação de Lula e de outros integrantes da administração federal, como o chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República, Luiz Gushiken, para que eles apresentem as defesas. Também receberam citação empresas supostamente envolvidas na operação, como a Duda Mendonça e Associados Propaganda, do ex-publicitário do presidente Duda Mendonça.
A produção das cartilhas favoráveis ao Poder Executivo é investigada também no Tribunal de Contas da União (TCU). Há estimativas de que o material tenha custado quase R$ 12 milhões por causa de supostos serviços superfaturados ou não prestados em contratos de publicidade. Existem suspeitas até de que parte do material nem sequer foi impressa.Investigações recentes do TCU apontaram a existência de uma confusão entre as ações governamental e partidária, com o objetivo de promover o partido. Na ocasião em que a apuração foi iniciada, Gushiken defendeu e contestou o fato de a apuração ter sido aberta às vésperas da eleição.
A informação de que o Executivo havia confeccionado 2 milhões de folhetos sobre as realizações da gestão Lula e entregado as cartilhas para a legenda foi divulgada no início de setembro. O Tribunal de Contas investigava a impressão das cartilhas porque recebera denúncias de que houvera superfaturamento nos serviços gráficos.
A auditoria do tribunal levantou a suspeita de que não havia comprovantes de que os folhetos tinham sido confeccionados. Por isso, o órgão cobrou de agências de propaganda envolvidas a devolução de dinheiro gasto sem comprovação e em superfaturamento. Ao ser questionada pelo TCU, a Secretaria de Comunicação da Presidência informou que as cartilhas tinham sido entregues diretamente à sigla.Como o responsável pela secretaria na época em que as cartilhas foram feitas era o atual chefe do NAE, a ação popular que pediu a citação de Lula também o incrimina.
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COMENTANDO A NOTICIA: Apesar de que Lula pode vencer com larga margem sobre Alckmin, este é um governo que continuará com a suspeição sobre sua cabeça. Apesar dos pesares, parte da sociedade que é informada neste país, já não suporta a roubalheira correnda solta e a corrupção rolando frouxa no governo Lula. E começa a dar sinais de exaustão. Esta não é a primeira, e nem tampouco será o última ação de revolta da sociedade. E Lula que se prepare: seu segundo mandato, ganho da forma como está sendo, com mentiras, terrorismo eleitoral dos mais ordinários e obscenos que o país já assistiu, com governo eivado e manchado de atos de desvio de dinheiro público, irregularidades e malversação por todos os poros, o império da desfaçatez rodando o Planalto por todo o lado, o uso imoral e indecente da máquina pública e do dinheiro do contribuinte para comprar uma reeleição indecorosa, tudo sob o beneplácito de um TSE que nada fez e a tudo assistiu sem mover um dedo para por cobro à promiscuidade existente no Planalto e no comitê de campanha do candidato presidente, TSE que até agora em nada justificou seu papel eleitoral, até pelo contrário, ser eleito sob tais condições ilegais deveria servir para Lula por as barbas de molho. Fará ? Não acredito.
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A história das cartilhas é uma dentre dezenas de ações indecentes promovidas por seu governo, e de forma exclusiva, sem um dedo da oposição sequer, sempre com gente de seu círculo íntimo; o TCU não se cansa de apresentar relatório atrás de relatório de irregularidades, seja em licitações, seja em gastos excessivos, seja em super-faturamento, seja em repasses irregulares de verbas públicas para entidades mais irregulares ainda e até fantasmas.
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Mesmo eleito, com folgada maioria, não me peçam para apludi-lo. Ganhou o jogo da forma mais ilegal e imoral possível, muito embora para os petistas o "mais imoral" nunca é o bastante. Podendo ser mais imundo e ordinário, por certo o será. A lembrar Grouch Marx: "Cavalheiros, ele pode parecer um idiota e falar como um idiota, mas não se deixem enganar: ele é um idiota." (Groucho Marx, ator, autor e diretor de cinema, em O Diabo a Quatro). No caso do PT a frase célebre ficaria: "Cavalheiros, ele pode parecer um canalha e falar como um canalha: mas não se deixem enganar: ele é um canalha".
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Vale lembrar Paulo Delgado, deputado federal do PT/MG, quando é categórico em dizer que "...O PT precisa compreender que não é apenas beneficiário da democracia. Precisa assumir suas responsabilidades por ela e não apenas servir-se dela. Lula é candidato a sucessor de Lula e não do resto da história do Brasil."
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Um presidente com uma lança de suspeita em dezenas de vezes como Lula, não poderá comemorar muito. Se antes, ao ser eleito em 2002, carregou consigo uma enorme esperança para quebrar alguns vícios que se eternizaram no país da corrupção, em 2007 ao reassumir para mais quatro anos, levará o país a lhe exigir muito mais do que agora e o com o olhar suspeito a acompanhá-lo por onde quer que ande. Ao se batizar nas águas turvas da mentira e da sordidez, deixou latente para a sociedade que seu discurso mentiroso em tempo integral, não será o bastante para recarregar as baterias daquela mesma esperança.
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Ao tornar-se herdeiro de si mesmo, fechou uma porta sem retorno. Ou faz aquilo que havia se proposto em 2002 e ao longo de 25 anos de militância, ou passará quatros anos na defensiva e sem espaço para agir. Quem perde ? O Brasil, claro, totalizando 8 anos de atraso. Seu tempo de mandato encurtou-se à metade e nem por isso o país avançou como precisava e poderia. Oportunidades não lhe faltaram. Agora ou sai do palanque, entra no gabinete presidencial e governa o Brasil com seriedade e honra, ou sofrerá o desgaste do qual a oposição lhe poupou no primeiro mandato.
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A contar com a "complacência" da sociedade já se vê que não poderá. As cartilhas que pagou e não imprimiu, poderá ter o desgosto de escrever uma outra cartilha, sem marketing e com um preço bem mais caro do que os 11,0 milhões que o TCU condenou.

RioCentro e dossiêgate: tudo a ver.

Quando a história se repete. E os vilões só mudam de nome.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Já dissemos aqui várias vezes que a história do dossiegate contra os tucanos Serra e Alckmin tem sua origem no Palácio do Planalto, com total aprovação de Lula e coordenada por gente de dentro do governo e do comitê de campanha. O resultado das investigações fajutas e enroladas feitas pela Polícia Federal seguem a orientação do criminalista travestido de ministro da Justiça nas horas vagas, chegará, e isto é notório, a resultado algum, ou qualquer outra versão menos, já se vê, a verdadeira. Estão tentando desviar o foco do principal reduto estratégico responsável pela armação. Porém, cedo ou tarde, esta farsa montada pelo Planalto dará a sua verdadeira cara: o golpe era de estado, armado pelo PT para eliminar a oposição de Serra, liquidar de vez a de Alckmin, e evitar que Serra, sendo eleito, se tornasse o principal oponente de Lula em 2010. Ah, sim, Lula sonha com um terceiro e um quarto mandatos. O tempo se encarregará de mostrar esta verdade para o país.

Só que não deu certo. E precisou contar com a habilidade criminalista de um Lúcifer para salvar a pele de Mefistófeles.

Porém, não apenas nós defendemos a tese da armação parida no Planalto. Em seu blog, Reinaldo Azevedo faz uma perfeita correlação de fatos históricos, ligando esta palhaçada de agora a um outro caso ocorrido há exatos 25 anos, ainda no tempo da ditadura militar, e que ficou conhecido como o Caso Rio-Centro. Aliás, esta é a vantagem de se conhecer um pouco de história. Pelo menos, ficamos avessos às estas armadilhas que vez por outra alguns imbecis tentam impor à sociedade.

Portanto, conte-se a mentira que se quiser. Para quem tem bom-senso não vingará. Márcio aliás, já criou meia dúzia de versões cada qual mais estapafúrdia do que outra. Se ele está acostumado a lidar com imbecis que acreditam em qualquer lorota que se invente, isto é lá problema dele. Se a justiça deste país além de omissa e negligente, só sabe olhar para o lado que seu bolso aperta, isto é lá problema de consciência dela. Se Lula adora governar para idiotas pois não lhes deve apresentar a verdade, e aí qualquer mentira serve, isto é lá problema de caráter, ou de falta de caráter dele. Mas não venham estes senhores fidalgos da canalhice tentar comprar nossa inteligência com versões burlescas de suas ações nefastas e criminosas. Não tentem nos vender sua hipocrisia esperando nossa benção apenas em nome do partidarismo ideológico defenestrado, porque nesta esparrela vagabunda e ordinária nossa indignação se nega conviver. O crime cometido do dossiê é sim fruto de mentes criminosas, que vivem e convivem dentro do Planalto, e que tinham por alvo dar um golpe nas instituições. O resto que se disser, e acredite quem quiser, é bagaceirice.

Abaixo, o comentário de Reinaldo Azevedo.
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O dossiegate é o Riocentro do PT, e Lula é o general Marcondes dessa tramóia.
Por Reinaldo Azevedo
. Puma destruído por uma das bombas do Riocentro.
No dia 30 de abril de 1981, duas bombas explodiram no Pavilhão do Riocentro, no Rio. Uma delas matou o sargento do Exército Guilherme Pereira do Rosário e feriu gravemente o capitão Wilson Luiz Chaves, que servia no DOI-CODI do 1º Exército. A outra explodiu na caixa de força do local, sem maiores conseqüências. Acontecia lá um show em homenagem ao Dia do Trabalho, promovido pelo Centro Brasil Democrático (Cebrade), entidade então Ligada ao Partido Comunista Brasileiro. Tratava-se da 74ª ação terrorista desde 1980, incluindo explosões de bancas de jornal e um atentado a bomba na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Vamos fazer um corte nesta cena. Voltaremos a ela.
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A 10 de fevereiro de 1980, exatamente um ano, dois meses e 20 dias antes, no Colégio Sion, em São Paulo, cerca de 1.200 pessoas se reuniam, incluindo intelectuais do porte de Sérgio Buarque de Holanda e Antonio Candido, para fundar o Partido dos Trabalhadores. Seu comandante inconteste era o sindicalista muito cedo — cedo demais! — tornado um mito das esquerdas: Luiz Inácio da Silva, o Lula. O apelido seria incorporado depois ao nome. A sigla não deixava dúvidas: patrão não entrava. Os princípios da legenda celebravam um oxímoro: ela lutaria pelo “socialismo democrático”. Margareth Thatcher havia iniciado na Europa, no ano anterior, uma verdadeira revolução ultraliberal. Os intelectuais e a própria imprensa brasileira anteviam, com a decadência da ditadura, o surgimento de um socialismo à moda da casa. Parece que andar na contramão da história é mesmo a nossa especialidade.
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Voltemos à cena do primeiro parágrafo. Dois aloprados, a serviço dos porões da ditadura, iriam explodir uma bomba onde se encontravam nada menos de 20 mil pessoas. A idéia era mandar aos ares a abertura política que estava em curso, lenta e gradualíssima. Ninguém tinha dúvida do que tinha acontecido ali. Mas a versão da ditadura, naturalmente, era outra. Tratava-se, e foi a conclusão a que chegou um Inquérito Policial-Militar fajuto, de um atentado das esquerdas para gerar um clima de instabilidade no país.
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O então comandante do 1º Exército, general Gentil Marcondes Filho, não precisou de IPM nenhum. Mandou brasa em cima do fato: “Eles foram vítimas de um atentado, é óbvio. O capitão estava no local cumprindo minhas ordens, em missão de informação". Foi a versão que prevaleceu. Estavam ali os dois patriotas para proteger a nação da sabotagem de cantores subversivos, e um terrorista de esquerda jogou no Puma cinza, placa OT 0297, a bomba que feriu gravemente o capitão Wilson e matou, deixando o corpo dilacerado, o sargento Guilherme, que levava o artefato no colo.
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Lula é o general Gentil
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Vinte e cinco anos depois daquele episódio, o PT que nascia para combater aquela ditadura também tem seus problemas para admitir a verdade. E protege, com igual denodo, seus terroristas. Se o general Gentil fingia a convicção de que as potenciais vítimas eram as responsáveis pela bomba, Luiz Inácio Lula da Silva, agora presidente da República, faz o mesmo em relação ao dossiê fajuto que os seus aloprados tentaram comprar. Disse o candidato do PT à reeleição neste sábado: “Quero saber quem foi o arquiteto desse negócio. Não era eu que precisava de dossiê”. Praticamente com as mesmas palavras, acusou, no debate de ontem com o tucano Geraldo Alckmin — em que foi esmagado —, os tucanos de serem responsáveis pelo dossiê contra José Serra. A bomba, como se sabe, explodiu no colo de Ricardo Berzoini, Jorge Lorenzetti, Osvaldo Bargas, Hamilton Lacerda, Gedimar Passos, Valdebran Padilha, Freud Godoy... Todos eles ligados ao PT, e a larga maioria gente da intimidade de Lula. A exemplo do general Gentil, que segurou a alça do caixão do sargento Guilherme, Lula adula os seus radicais. E se faz de vítima.
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Sim, havia comunistas no Riocentro naquela noite. Ditaduras não precisam de motivos, só de pretextos. Para aqueles gorilas, essa evidência tornava verossímil a mentira. Assim como, para Lula, o fato de aparecer um falso laranja, levado à luz por uma pessoa filiada ao PSDB de uma cidade do interior de Minas, basta para que se invista na confusão: tudo não teria passado de uma trama dos adversários.
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Na época, Márcio Thomaz Bastos era um advogado que militava nas hostes da oposição. Entre 1983 e 1985, foi presidente da Seccional da OAB São Paulo. Integrou o movimento das Diretas-Já e o Conselho Federal da Ordem entre 1987 e 1989, com atuação destacada durante a Constituinte. Foi um dos redatores do pedido de impeachment do presidente Collor. Hoje ministro da Justiça, atua como um verdadeiro criminalista do governo. É o pai da tese de que o mensalão não passou de mera caixa dois. Foi ele que impediu a divulgação das fotos da dinheirama do dossiê, contrariando portaria da própria Polícia Federal.
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Cobrado a dar uma resposta mais rápida ao caso, afirmou: “Existe um tempo para a investigação séria e um tempo eleitoral.". Seu congênere à época do Riocentro, Ibrahim Abi-Ackel, afirmou então: “Reconheço que existe uma ânsia nacional para saber quem pratica atos como este. Por essa mesma razão, não me cabe inventar culpados. O que é procedente é agilizar providências para apurar tudo, e isso já fizemos". Não chegou a lugar nenhum. Ackel é hoje deputado do PP de MG, aliado de Lula.
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Desdobramentos
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O episódio do Riocentro fragilizou a ditadura, não o contrário. Embora as eleições diretas para a Presidência fossem chegar longos oito anos depois. Ocorre que havia naquilo tudo uma particularidade: vivia-se um regime discricionário. Hoje em dia, felizmente, vivemos em plena democracia. Esconder a verdade, num regime de força, não corrompe a sua natureza; antes, serve para desnudá-la. Já a mentira tornada oficial, na democracia, corrói a sua própria razão de ser.
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Lula, aquele santo das massas parido por intelectuais supostamente iluministas no Colégio Sion, naquele 10 de fevereiro de 1980, não tem nenhum receio de se comportar como um generaleco de uma república bananeira. Joga no colo do adversário a bomba montada pelos seus aloprados. Aqueles tinham os seus motivos para ter horror à democracia. Estes também. São motivos diferentes. Até opostos, mas, sem dúvida, combinados. É mais uma razão por que ele não pode ser reeleito. Ainda que seja.

Interferência e confusão desnecessárias.

Consumidor está confuso com pão a quilo
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Luciana Navarro
Do Correio Braziliense
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Uma semana depois das padarias passarem a vender o pão francês por peso, os consumidores ainda se perdem nos preços. Comprar o pão com dinheiro contado não é mais aconselhável porque pode obrigar o cliente a levar menos unidades. A aposentada Arlene Mendes da Cunha, 71 anos, tem de desembolsar R$ 0,08 a mais para levar os oito mini-pães para casa como tem o costume de fazer. O lanche saía antes por R$ 1,44 e, depois da venda por quilo, custa R$ 1,52.
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“Se era vantagem vender no quilo, não poderiam aumentar o preço, deveriam manter o pão no mesmo valor”, reclama Arlene. Mirian Márcia Pinto, gerente de uma padaria na Asa Sul, explica que o aumento se deve ao fato de os pães da loja serem produzidos com mais de 50 gramas. “Não diminuímos o pão como fizeram muitas padarias, cobramos R$ 6 pelo quilo para que 50g custe R$ 0,30 como antes”, argumenta.
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Mesmo com as justificativas das padarias, os clientes não se dão por satisfeitos. Em Goiânia, o Movimento das Donas-de-Casa e Consumidores do Estado de Goiás organiza para segunda-feira uma manifestação para que as padarias passem a cobrar o preço justo pelo pão. “No momento da conversão as lojas aumentaram o preço. As famílias de baixa renda não podem consumir com o valor mais alto, por isso, vamos boicotar o pão por 30 dias”, afirma Nilza Bonfim, presidente do instituição.
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Além do boicote, as donas-de-casa vão oferecer receitas de pão caseiro às pessoas nas ruas da capital goiana. “O consumidor precisa exigir o mesmo preço que pagava antes pelo pão”, alerta Maria das Graças Santos, presidente da Associação das Donas-de-Casa do Estado de Goiás.
A venda do pão por quilo foi determinada pela portaria 146 do Instituto Nacional de Metrologia (INMETRO), publicada em 20 de junho. As padarias tiveram 120 dias para se adequar à regra. A multa pelo descumprimento da norma varia de R$ 100 a R$ 50 mil. Os consumidores podem denunciar as padarias à Ouvidoria do INMETRO pelo telefone 0800-2851818, ou ao Procon, no número 151.
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COMENTANDO A NOTICIA: Só num país com viés autoritário é que se concebe tamanha interferência do Estado na atividade econômica. Até agora, a liberdade econômica de comercialização de pão nunca atrapalhara a vida de ninguém, fossem consumidores ou padeiros. Ao se criar uma legislação específica sem nenhuma justificativa, o governo simplesmente ignorou as leis de mercado e criou uma confusão totalmente desnecessária. Com tantas outras coisas necessitando regulamentação, bem que o governo poderia perder tempo com coisas muito mais úteis!!! É por isso que o país continua perdendo investimentos produtivos e competitividade. Estamos abraçados com a mediocridade.

A laranja podre vem de outro balaio, presidente !

Lula diz que PSDB achou "laranja podre" e pede paz
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Da Agência Estado
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Um dia antes do segundo turno da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou o "desespero político" de seus adversários e agradeceu a "sabedoria" demonstrada pelo povo brasileiro na corrida pelo voto.
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Ele disse que os tucanos encontraram uma "laranja podre" para fazer o "trabalho sujo" nesta reta final da campanha. Era uma referência ao fato de uma dirigente do PSDB de Minas Gerais estar envolvida na divulgação de um depoimento falso contra Hamilton Lacerda, acusado de ter levado R$ 250 mil para os petistas comprarem o dossiê que, supostamente, seria usado contra os tucanos. "Nós vimos o que é possível fazer o desespero político", disse o presidente, que participou de uma caminhada em São Bernardo do Campo, SP, seu berço político. "Nós vimos uma pessoa do PSDB de Minas Gerais arrumar um laranja podre, que fez o trabalho sujo e que foi desvendado em poucas horas, porque mentira tem perna curta."
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Lula acrescentou que nunca foi o interessado no episódio do chamado dossiê Vedoin e que, desde o início, buscou saber quem foi o responsável pelo esquema. "Alguém arquitetou esse projeto" disse o presidente.
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COMENTANDO A NOTICIA: O presidente Lula gosta de ironizar sobre seu próprios pecados. Mas, cinicamente, os aponta em direção dos outros. Esta “laranja” podre não se tem a menor dúvida ter sido plantada por outras mãos que não as do PSDB. O que é de se estranhar primeiro foi o tempo que a laranja demorou para aparecer. Segundo, foram as trocentas versões que a PF já divulgou para u mesmo fato. Terceiro, que patrocinou esta palhaçada para o PT tentar o golpe do dossiê foram dirigentes do PT ligados ao presidente. Quarto, impossível, quererem que a gente engula agora que o dinheiro sairia do ... PSDB. Talvez o ET de Varginha possa aceitar esta balela presidencial, mas quem tem bom senso sabe bem que o dinheiro veio do PT, os dólares vieram de Miami, e que o golpe visava atingir o PSDB. Tudo sob o comando de gente petista do primeiro escalão.
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Melhor faria Lula se ficasse quieto e parasse de querer nos fazer de idiotas. Já chega termos de aturar suas mentiras e cretinices !!!!

Um líder catalisa e não o contrário, governador !

Invasores queimam caminhões em fazenda no Rio Grande do Sul
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Da Agência Estado
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Dois caminhões carregados de sementes e adubo foram queimados ontem num ataque de invasores aos funcionários da Fazenda Coqueiros que estavam plantando soja, em Coqueiros do Sul, no noroeste do Rio Grande do Sul. O capataz Dario Tagliari atribuiu a ação aos sem-terra acampados numa área próxima, do lado de fora da propriedade rural. Depois de afugentar os peões e atear fogo aos veículos, os agressores saíram da fazenda.
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A coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) negou que seus militantes tenham participado da ação. A Fazenda Coqueiros, de propriedade da família Guerra, está sob pressão do MST desde abril de 2004 e já sofreu quatro invasões com montagem de acampamento em seu território de 7 mil hectares, além de dezenas de atos rápidos de sabotagem a plantios e colheitas.

COMENTANDO A NOTICIA: E o governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi ainda tem peito de ir ao Rio Grande do Sul fazer campanha por Olívio Dutra, sabidamente um ferrenho defensor do MST ? Tristes tempos em que nossos governantes podendo lutar para acabar com a anarquia, dão-lhe as costas por míseros centavos !!!
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Blairo, que logo após Alckmin ser declarado candidato pela coligação PSDB/PFL, declarou seu apoio ao tucano, ignorou sua coerência e até sua origem. Governando um estado em a força de sua economia está basicamente assentada na agro-pecuária, ignorou os quatro anos em que Lula simplesmente abandonou o setor, levando milhares de agro-pecuaristas de pequeno, médio e grande porte a uma crise sem precedentes nos últimos trinta anos.
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No primeiro turno, o preço do “apoio” foram 126,0 milhões, pagáveis em três parcelas, verba a que o estado tem direito por conta da Lei Kandir. Portanto, não foi nenhum favor de Lula garantir o repasse das verbas. Era um direito do Estado que até poderia ter recorrido à Justiça para fazer o governo federal cumprir seu dever constitucional. Já no segundo turno o “ágio” foram 3,0 bilhões dos quais o primeiro bilhão já foi repassado.
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Em campanha no sul, em favor de candidatos lullistas, Blairo precisou experimentar o gosto amargo das vaias dos produtores rurais. “Um líder às vezes tem que contrariar seu rebanho”, declarou Blairo depois de trair seu partido e declarar apoio a Lula em troca de "alfinetes".
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Nada mais falso e incoerente. Nunca vi um líder trair a vontade de seu povo, senhor Maggi. Até pelo contrário, se é líder, deve-se ao fato de catalisar a vontade deste povo e lutar por tais ideais. Seria honesto você alegar isto em sua defesa, se antes de reeleito tivesse sido honesto em confessar suas simpatias por Lula. E mais: o preço pelo qual você se vendeu, não é nenhum favor do governo federal para o Mato Grosso. É um direito. Mire-se no exemplo de São Paulo e seus governantes, Covas e Alckmin. Apesar do corte de recursos na segurança pública, não ficaram em cima do muro se lamentando e nem se deixaram cooptar. Foi o estado da federação que apresentou os melhores índices de eficiência no combate ao crime. E mais: não pense o governador que sua “aliança” evitará que o MST poupe as propriedades produtivas do Estado, nem de que seja implementada uma portaria do governo federal, para facilitar as desapropriações de áreas rurais. Por esta portaria, mesmo sendo produtiva, mas não atingindo um determinado índice de produtividade, a área poderá ser tomada. Só que tal índice, diga-se de passagem, para ser atingido, precisará ser combinado com São Pedro para ser regulado o nível de chuvas no tempo certo !!!!

Resultado dos debates: Alckmin melhor !

Vamos falar dos debates do segundo turno. Tivemos Band, SBT, Record e Globo. Se debate ganhasse eleição, o resultado Alckmin. Por quê ? Mostrou-se mais equilibrado, foi crítico sem cair na baixaria, apresentou números inquestionáveis para sustentar sua crítica, melhor tirocínio, melhor e maior qualificação, e principalmente, calma e tranquilidade mesmo diante de grosserias e sarcasmos de seu oponente. Se uma nação melhor educada e informada pudesse escolher seu governante tomando por base os debates entre candidatos, em que cada um mostra-se um pouco, saindo daquele teatrinho marqueteiro da campanha na tevê com textos decorados e preparados para agradar e enrolar, sem fosse que Alckmin teria ou estaria melhor situado nas pesquisas e ameaçando seriamente a reeleição de Lula.
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E Lula ? Bem, deste muito pouco é possível se extrair. Ironias de mau gosto, grosserias sem sentido, agitado além da conta para um candidato favorito e já no poder, que vive a sua quinta campanha presidencial e que, a esta altura, já era para estar mais calejado e melhor preparado. Porém, se Lula não puder contar com as “colas” da sua equipe de marqueteiros, naufraga visivelmente, o que nos demonstra ser uma pessoa fruto do marketing e não da convicção pessoal. Explico: Lula é presidente e de novo candidato favorito, porque seu programa na tevê foi muito mais convincente ao longo de quatro anos. Sim, porque ao assumir a presidência em janeiro de 2003, Lula jamais desceu do palanque. E passou este tempo todo vendendo um governo de papel que só existe na cabeça dela e na ilusão das pessoas.
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Ou como explicar tantos escândalos e casos de comprovada corrupção ocorrida em seu governo sem que nada lhe grudasse no corpo ? E não são casos antigos que a apuração descobriu agora. Não ! São casos nascidos e paridos, investigados por força mais da sociedade do que da PF e do PT, durante a gestação Lula, envolvendo pessoas diretamente ligadas a ele, do seu próprio Partido. De um lado, mais de 40 % da população nas trevas da ignorância, e de outro mais de 60/70% sem o acesso universal da informação. Daí porque os escândalos foram conhecidos por muito pouca gente. No máximo, 30/40 % da população. O que fica demonstrado nos índices das pesquisas de intenção de votos: 40% a 60%.
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No debate da Band Alckmin deu o tom a Lula: não iria ser candidato de compadre. O debate seria não apenas para confrontar idéias e programas, mas também, para apontar diferenças de posturas e de personalidades. Lula, claro, sentiu o golpe, e tanto que junto com seu comitê e a arregimentação de todo seu ministério, colocou o Estado em campanha eleitoral, em visível quebra do decoro da instituição Estado, e em afronta direta da legislação eleitoral, e pela qual o TSE preferiu fechar os olhos e fazer de conta que nada viu. Claramente, Lula colocou sua tropa em campo para tentar reverter a ascensão de Alckmin o suficiente para ameaça-lo. Deste modo, o que se viu foi um terrorismo eleitoral maquiavélico e ordinário. E foi com este regime de terror que Lula recuperou-se. Claro que contou com os 12 dias sem campanha eleitoral, e que lhe permitiriam, outra vez, falar sozinho junto com a petralhada toda. Mentiu e abusou do direito de mentir. Recomeçada a campanha na tevê, Alckmin precisou vir para a defensiva para desmentir as inverdades que Lula sedimentou no seio da sociedade e que fizeram Alckmin despencar nas pesquisas.
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Porém, saindo do terrorismo e do marketing ordinário, Lula sempre que precisou mostrar-se tal qual é, deu com os burros n’água. Precisou enfrentar um nórdico a lhe desferir criticas fundamentadas em realidades do país e sustentadas com base em estatísticas oficiais. E mais: precisou ele próprio ficar na defensiva contra as críticas de corrupção em seu governo como “nunca dantez nestepaiz”.
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Sempre que Alckmin partiu para o ataque, Lula balançou. E hoje, na Globo, talvez mais do que nos debates anteriores. Pelo formato, Lula precisou dançar na frente do eleitorado inquisidor, não pode contar com jornalistas para interromper seu desassossego e levantar-lhe a bola, e ainda teve que conviver com questões do dia a dia do povo, e aí não podia dizer que fosse bravata ou cascata, e não a tinha a “cola” para ampara-lo. Desastre.
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No SBT, Alckmin teve um desempenho que se pode classificar como pífio. Quis ser menos, e deixou Lula à vontade para ser mais. Na Record, o tucano voltou ao ataque e venceu o duelo e, no debate da Globo, simplesmente, Alckmin colocou Lula no bolso. Impossível dizer-se ao contrário, a menos que se queira mentir ou que não se tenha assistido ao debate.
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O resultado final dos encontros é que Alckmin foi melhor que Lula sempre, considerando a média dos debates. O saldo lhe é amplamente positivo. E aqui é preciso desmistificar dois horrores plantados pelos “jornalistas” e “comentaristas” alinhados à Lula. Uma a de que ambos se parecem em seus programas. Errado. O programa de Alckmin leva muito mais a sério as questões nacionais, e não apenas uma parcela pequena. Alckmin se dispõe para um governo voltado em parte para o social, para também para a busca de soluções que dinamizem a economia e ponha o Brasil no caminho que lhe compete. Alckmin quer atacar problemas e suas causas. Lula quer combater apenas os sintomas. Esta diferença é gritante. Segundo, Alckmin assume compromissos, Lula foge deles. Só quem é surdo ou se faz de... é capaz de achar que Alckmin não apresentou propostas. Apresentou-as sim, na área da energia, dos transportes urbanos, da moradia popular, da segurança, na economia e na política. Também apresenta um fieira de reformas urgentes: previdenciária, tributária, de segurança pública e reforma política, e esta particularmente, trazendo-a para seu terreno menos nebuloso, ou seja, trata o tema como importante, mas sem acenar como soluções mistificadoras como se estivesse escondendo, a exemplo de Lula, suas reais intenções quando trata do tema. Já o discurso do petista, está longe de parecer um programa. São promessas, cartas de boas intenções como costumo dizer.
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Já se disse aqui inúmeras vezes que um dos males do Brasil é termos governantes cumprindo sua função muito mais para um lado do que para outro, voltados do gabinete para a platéia, e não do gabinete para a administração do Estado. E o resultado, é um tremendo paquiderme sonolento , burocrata, pesado, ineficiente, ineficaz, perdulário. E esta é uma questão que precisa ser enfrentada com urgência. Não é uma questão de Estado mínimo, mas de um estado eficiente e respeitoso com o dinheiro público, que não cai do céu, que custa o esforço de milhões de brasileiros, e que precisa ser empregado com equilíbrio, e principalmente, com honestidade nas prioridades mais urgentes.
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Há um programa sim, e é diferente do Lula em suas proposições. Lula não acha necessário reduzir despesas. Não se trata de cortar investimentos em saúde, educação, programas sociais, segurança, saneamento, infra-estrutura. Trata-se de se gastar o necessário, sem desperdício e sem desvios. Sem superfaturamento. A manutenção da máquina pública brasileira precisa, já há muito, de um gerenciamento muito mais moderno e eficiente. E nisso os dois sintonizam posições totalmente opostas. Lula acha que empanturrar o governo de companheiros em cargos de confiança vai tornar o estado melhor. Errado. Vai é torrar dinheiro público em gente descompromissada com a eficiência. E nisto, a visão de Alckmin é muito mais realista, pois viveu períodos muito duros logo que ele e Covas assumiram São Paulo, e conseguiram reverter uma situação de caos recuperando para São Paulo o dinamismo que o estado sempre teve.
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A visão de políticas públicas de Alckmin também são muito mais realistas do que as de Lula. Alckmin prefere trabalhar no detalhe, na execução do planejado e proposto e cobrar o resultado final. Lula, ao contrário, prefere muito mais o marketing de efeitos do programa assinado do que de sua execução para a qual não tem a menor aptidão para acompanhar e exercer fiscalização e cobrança diretas pelos resultados obtidos. Enquanto um é vendedor, Lula o é sem dúvida, o outro é produtor, executor de administração pública. Esta é uma diferença sensível que na campanha, muitos analistas passaram lotados e desconheceram. Não sei se por conveniência, mas este é o fato. Um de fato tem programas, muito embora, em algumas ocasiões não os tenha melhor explicitado. Mas ao detalhar o que pretende fazer, o faz com a propriedade de quem sabe do que está falando. Lula é um discurso ufanista, vazio e sem sentido, e sem a menor correlação com a realidade. Ao dizer que 90% dos programas sociais são patrocinados pelo governo federal, omite, (porque lhe é conveniente), que ele não criou um único dos programas sociais que aí estão. Todos já estavam implantados e produzindo resultados. Quando fala de estado quebrado, esquece (mais uma vez por conveniência e má fé), de que o que estava quebrado era o mundo, e que o Brasil sofreu as conseqüências como a comunidade internacional também sofreu. Foram cinco graves crises internacionais. Lula não teve de enfrentar nenhuma sequer. Mas, antes, diante das crises o antecessor soube superar, e se recorreu ao FMI, foi porque os juros do Fundo eram e são infinitamente menores do que os praticados no mercado interno. Ao dizer que pagou e quitou a dívida com FMI, Lula mente ao eleitorado, porque na verdade ele trocou uma dívida barata por outra mais cara. Portanto, o endividamento aí permanece, e crescendo assustadoramente.
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Quando fala em estabilidade econômica e que acabou com a inflação mais uma vez mente, porque a estabilidade econômica, o equilíbrio fiscal e das contas públicas, o fim da inflação e da correção monetária foram obras que recebeu de mão beijada do governo anterior e que ele, na época, se posicionara totalmente contrário. Quando fala de recordes de exportações esquece de dizer que elas aí estão não por obra e graça de políticas públicas, mas muito mais pela conjuntura econômica internacional. Quando fala de reservas recordes, esquece de dizer que elas acontecem não por méritos de seu governo, mas porque além das exportações, e do país pagar os juros mais altos do planeta, ainda desonera o ingresso de dólares para financiamento da dívida pública, o que contribui para manter um câmbio exterminador de empregos e de empresas.
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Há sim gritantes diferenças entre os dois candidatos. E isto os debates deixaram bem claro. E ironia das ironias: quando Lula finalmente foi confrontado pelo eleitor, pelo povão, naufragou desastradamente. Por quê ? Porque pela primeira vez o povo lhe colocou questões e problemas da vida prática, rotineira de qualquer cidadão, e aí faltou-lhe discurso, soluções e a magia do marqueteiro desmoronou-se.
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Pena que talvez o conjunto dos debates não dê ao eleitor a visão do conjunto necessária para sua escolha. Para os com mais estudos e com melhor grau de informação, percebe-se uma nítida tendência pró-Alckmin. E, elas sinalizam exatamente a realidade educacional e informativa do país: mais de metade dos brasileiros sequer sabem do que se passa no governo que os dirige. Para esta camada, o discurso irônico, grosseiro, eivado de mentiras muito bem coloridas, pode parecer mais identificador uma vez que Lula “vende” a imagem de ser um igual, apesar de já não ser há muito tempo.
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E um conselho para Alckmin: se você tiver que concorrer novamente a um cargo eletivo, e quiser manter seu marqueteiro, primeiro analise o eleitorado para quem você vai pedir votos, siga um pouco mais sua intuição, e diga ao marqueteiro que a estratégia certa é a que ganha eleição. Sempre que Alckmin largou o marketing e partiu para ser ele mesmo, agradou e convenceu muito mais.
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Agora, é tudo no domingo, amanhã. Dá tempo para virar ? Impossível prever ! Será que as pesquisas estão certas ? Será que o conjunto dos debates mudará ao final a consciência do eleitorado? Não dá para saber. Por certo, eles mostraram um melhor que outro: Alckmin demonstrou maior equilíbrio e preparo para exercer a presidência do que Lula. Seu diagnóstico de Brasil é mais coerente e mais sintonizado com a nossa realidade. Porém, será que melhor justiça não se faria se Lula pudesse herdar ele mesmo o que semeou e plantou nestes quatro anos ? Vai se saber ! O certo é que jogamos fora muito tempo que talvez não se renove tão cedo, face à conjuntura internacional já com pé no freio. Mas talvez se Lula vencer, o povo brasileiro possa agora ver quem ele realmente é: um fanfarrão mistificador, mentiroso contumaz, vigarista da obra pronta e alheia, e que exigido a fazer, continuará insistindo na tese de que os culpados são sempre os outros. Será que não está na hora de termos um presidente que assuma sua responsabilidade com muito maior coragem ? Entre o moleque travesso e o estadista comportado, precisaremos escolher se o que queremos é um país decente, ou um país depravado, sentado na mentira e na corrupção, e sem oferecer dignidade e oportunidade para uma melhor qualidade de vida de seus cidadãos. Se a opção for por um país melhor, com valores éticos e trabalho construtor, então, é preciso mudar sim. Duvidoso é achar que o mentiroso irá se emendar fazendo o que deixou de fazer nos últimos quatro anos. Precisamos descer do palanque, por de lado o discurso ufanista e partir para o trabalho sério e honrado. Mas tem gente que gosta mesmo é de festa: bem, para estes, o pobrismo com bolsa esmola pode até parecer mais adequado e conveniente. Porém, esta minoria não está interessada no país.
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E você, de que lado do muro você se coloca ?