quinta-feira, abril 12, 2007

Tem lógica

Carlos Sardenberg, Portal G1
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Momentos de euforia nos mercados internacionais sempre têm algo de irracional. Irracional, não. De exagero, porque, apesar dos excessos, o mercado se move com lógica.
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A lógica do momento é a seguinte: apesar dos desequilíbrios, a economia mundial segue em expansão. Como disse hoje o diretor do FMI, o espanhol Rodrigo Ratto: você olha para um ano atrás e a economia mundial não está pior. Ao contrário, parece melhor.
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Outro dia, Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve, Fed, o BC norte-americano, disse que não há nenhuma lei decretando o fim obrigatório de um período de expansão.
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A animação de hoje veio de dados positivos sobre a criação de empregos nos EUA. Eis o sentido: mais um sinal de que não haverá recessão.
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Mas os EUA estão crescendo menos?
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Sim, mas o Japão e a Alemanha surpreendem e crescem mais.
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A China continua bombando. E a cada momento aparece mais uma estrela asiática a acelerar o crescimento. A de hoje é o Vietnã.
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E se o mundo cresce, as empresas estão ganhando dinheiro, suas ações têm de se valorizar.
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No Brasil
A animação mundial chega ao Brasil porque o mercado está seguro de que não há risco algum ao equilíbrio macroeconômico.
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Dito de outro modo: a inflação não ameaça, o governo Lula não fará loucuras com as contas públicas (tipo detonar o déficit), não vai mexer no dólar flutuante. As exportações continuam crescendo, o BC compra reservas e isso significa que o governo tem dinheiro em caixa para cumprir todos seus compromissos.
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Logo o risco de emprestar ou investir no Brasil é cada vez mais desprezível.
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Verdade que o governo é ruim, não deslancha investimentos públicos e/ou privados, mas o setor privado é eficiente. Assim, do jeito em que está, o país cresce uns 4%, talvez mais.
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Num mundo em festa, está mais do que bom, diz o mercado.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Em resumo se pode dizer o seguinte: o Brasil cresce e bem, apesar do governo inconseqüente de Lula. Ou da falta de governo. O que acaba dando no mesmo. Em outras palavras, Lula, continua sendo presidente de um Brasil que FHC deixou para ele, e sem precisar fazer rigorosamente nada para continuar dando certo. O problema é que poderíamos estar dando um enorme salto, não fosse a preguiça deste governo. Fizesse o que lhe compete e o que país precisa, por certo estaríamos bem mais à frente. Mas sendo este um governo omisso, negligente, e covarde, não arriscará sair da estagnação para se complicar ali na frente. E isto é a prova de que Lula jamais teve um projeto de governo: desde o princípio, isto é janeiro de 2003, Lula alcançou o seu objetivo que era chegar ao poder. Dali para cá, o trabalho tem sido de manutenção tão somente. Claro que ele não poupará críticas a FHC. Como já dissemos certa vez, FHC fez o governo que Lula gostaria de ter feito, mas sem a propaganda adora fazer e está fazendo. Daí sua popularidade permanecer intocável. Fosse o povo brasileiro mais instruído e tivesse maior e melhor acesso à informação, com certeza, Lula politicamente estaria enterrado.

TOQUEDEPRIMA...

Juros caindo mais
Carlos Sardenberg, Portal G1
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Dólar baixo derruba a inflação. Como a tendência do dólar é de queda, ou, no mínimo, de estabilidade em patamar baixo, a expectativa de inflação também se reduz.
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Resultado: o Banco Central brasileiro pode acelerar a redução da taxa básica de juros. A queda tem vindo na base de 0,25 ponto por reunião.
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Cresce o número de analistas que esperam queda de 0,5 já para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, em 17 e 18 de abril. Seria uma sinalização importante para a taxa de câmbio, já que o dólar está sendo empurrado para baixo pelo enorme superávit do comércio externo, pela entrada de investimentos diretos, aplicações em bolsa de valores e, finalmente, para aplicações nos juros brasileiros.
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Para equilibrar a tendência, precisamos, portanto, gastar dólares – importar mais – e reduzir juros. Ainda assim, o ambiente internacional é de expansão econômica, negócios, exportações e importações, dinheiro sobrando para investimentos. Dados os bons fundamentos macro do Brasil, continua havendo abundância de dólares.

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Ministro cansou das ordens de Severino

O ministro Márcio Fortes (Cidades) parece ter cansado de receber ordens do ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), que despacha rotineiramente na repartição e dá palpites em suas decisões. Agora, a assessoria tem instruções para evitar passar ao ministro até os telefonemas de Severino.

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Temporão diz que é contra o aborto

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem não ser pessoalmente favorável ao aborto, mas defende a discussão pública sobre o tema, já que, segundo ele, "existe um problema de saúde pública".

- Fingir que isso não existe é uma atitude hipócrita - disse o ministro, ao participar de uma audiência pública na Câmara.

O ministro afirmou que, ano passado, o Sistema Único de Saúde registrou 220 mil curetagens - coleta de restos de tecido do útero. Segundo Temporão, não é possível saber quantos desses procedimentos foram resultado de aborto em situação insegura. Mas o número indica que o assunto tem de ser discutido.

- Eu não levantei essa questão, mas sim a questão de política de direitos sexuais e reprodutivos - disse, referindo-se a declaração anterior sobre o assunto.

Em reunião com o governador do Rio, Sérgio Cabral, há duas semanas, o novo ministro discutiu a possibilidade de legalização do aborto. Na segunda-feira, em Fortaleza, católicos, evangélicos e espíritas fizeram uma manifestação contra o debate defendido por Temporão, durante um evento que contou com a participação do ministro. Temporão foi hostilizado e teve de parar um discurso. (Folhapress)

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Funcionários do BC entram em greve por reajuste salarial
Milton da Rocha Filho, Estadão online
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SÃO PAULO - Funcionários do Banco Central entrarão em greve, em todo o país, a partir desta quarta-feira, 11, por tempo indeterminado, reivindicando recomposição salarial.
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Durante o primeiro dia de paralisação, o Sindicato dos Funcionários do Banco Central (SINAL) - Regional Rio de Janeiro - organiza duas ações sociais: a doação de sangue dos servidores cariocas e o recolhimento de alimentos não perecíveis que serão entregues ao INCA - Instituto Nacional do Câncer.

A categoria se mobiliza pela recuperação da curva salarial histórica em relação às carreiras congêneres do poder Executivo, como os auditores da Receita Federal e os analistas da Comissão de Valores Moneários.

O presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central - Regional Rio de Janeiro - Sérgio Belsito, explicou que os reajustes diferenciados que o governo federal concedeu a algumas categorias do serviço público provocou o rebaixamento da carreira do BC.

Belsito disse ainda que enquanto o corpo funcional do BC teve uma recomposição de 10%, índice que se referia à campanha salarial de 2005, as demais categorias receberam um aumento de cerca de 30% referentes a 2006. "Essa desproporção criou uma distorção no quadro geral do funcionalismo tão severa, que jogou os funcionários do BC do segundo para 19º lugar entre as carreiras do Executivo".

COMENTANDO A NOTICIA: São os controladores de vôo, depois os servidores da PF, agora os do Banco Central. Algum desavisado pode entender que todos estão contra o governo, certo ? Mas não se deixem enganar: todos sabem da predisposição de Lula de não aceitar e logo que a vê no horizonte, ele não se faz de rogado: logo aceita a chantagem e atende aos pedintes. Pois é disso que se tratam as greves da PF e do BC: todos entendem que é hora que cobrar, tal qual o PMDB, o prêmio da fatura da reeleição. E o pior é que Lula vai pagar. Eis aí um presidente bastante generoso quando se trata de lidar com o dinheiro alheio...

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Palavra de bandido tem valor?
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou projeto de lei que estende a quem já está condenado o benefício da delação premiada.
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Pela proposta, o condenado poderá ter uma redução de pena de, no máximo, um terço e de, no mínimo, um quinto, caso a delação sirva para esclarecer o crime.Seria criado um novo tipo penal, chamado de "denunciação caluniosa em delação premiada", com pena de dois anos a oito anos de reclusão para quem fizer uma acusação mentirosa com o objetivo de beneficiar-se ou de prejudicar a alguém. Atualmente, a delação premiada só beneficia a quem é acusado ou está indiciado.
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Palavras do fundo da alma
Com mais de 20 deputados presentes à sessão da CCJ, o projeto foi aprovado com apenas dois votos contrários. O do deputado Vicente Arruda (PR-CE) e de Paulo Maluf (PP-SP), que soltou essa pérola para justificar sua decisão:
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"Sou contra, porque não acredito nas palavras de bandido".

COMENTANDO A NOTICIA: Sem dúvida, trate-se de algu´pem que conhece bastante bem o assunto. Maluf foi, digamos assim, preciso na definição. Por falar nisso, bem que Maluf poderia ter aproveitado e esclarecido a acusação de um promotor americano sobre o desvio de 120 milhões. Mas de nada valeria, não é mesmo, afinal palavra de bandido não tem valor...

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Prefeitos inflacionam preços em Brasília...

A cidade está agitadíssima desde que aqui desembarcaram há dois dias alguns milhares de prefeitos ou de seus representantes com a intenção de arrancar dinheiro do governo federal. É a 10a. Marcha dos Prefeitos. De dia, eles visitam ministérios e gabinetes de senadores e deputados. À noite, parte deles entope boates e inferninhos. Disparou o preço cobrado pelas acompanhantes.

Cem dias desperdiçados

Editorial do Estadão
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa os primeiros cem dias do segundo mandato sem uma só realização importante para exibir e sem haver avançado na execução de um único plano. Sem nada melhor para mostrar, ele usou seu programa semanal de rádio, ontem, para celebrar como grande vitória um feriado de Páscoa sem crise no tráfego aéreo. Chegou a agradecer aos controladores por não haverem estragado o feriadão dos viajantes, como se não houvessem apenas cumprido sua obrigação. Uma semana antes ele havia apoiado esses mesmos controladores, amotinados, só não deixando o País mergulhado numa crise militar porque o comandante da Aeronáutica foi mais sensato que o chefe supremo das Forças Armadas. Esse tropeço teria sido espantoso noutra circunstância. Mas foi apenas - para usar uma palavra da moda - emblemático, num governo marcado pelo imobilismo e pela incapacidade gerencial.
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Tomar os primeiros cem dias como referência para um balanço inicial é até um gesto caridoso. O presidente deveria ter iniciado o segundo período, de fato, logo depois de confirmada sua reeleição em 29 de outubro. Naquele momento, ele já deveria ter um plano de governo razoavelmente definido. Demorou mais de 50 dias, até 22 de janeiro, para apresentar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma simples coleção de projetos, nem todos novos, mal costurados num pacote. Apenas três das nove medidas provisórias necessárias para a realização dos investimentos foram votadas até agora - e apenas numa das Casas do Congresso. O presidente conseguiu eleger para a presidência da Câmara dos Deputados um congressista de seu partido, depois de muita confusão entre os aliados. Mas não teve capacidade política para se valer da maioria parlamentar e pôr em votação as medidas legislativas de seu interesse.
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Também isso não foi surpreendente. Apesar de reeleito com 60,83% dos votos válidos, o presidente julgou necessário, para poder governar, promover uma ampla distribuição de cargos a políticos aliados, loteando ministérios e um grande número de postos de confiança. O loteamento ainda não terminou. Os partidos da base governista continuam disputando secretarias, chefias e orçamentos, como se cada grupo tivesse o direito de constituir um conjunto de feudos na administração federal. Enquanto isso, não se governa.
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Até a reforma do primeiro escalão permanecia incompleta, ontem, pois o presidente ainda não havia conseguido substituir o ministro da Defesa.
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Suas principais façanhas, na área gerencial, haviam sido o afastamento do diretor de Política Econômica do Banco Central, considerado excessivamente ortodoxo pelo ministro da Fazenda, e a substituição do representante brasileiro na diretoria executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o lugar do economista Eduardo Loyo, um nome respeitado em Washington, foi um professor, Paulo Nogueira Batista, mais conhecido por suas críticas virulentas ao FMI do que por atributos desejáveis para a ocupação do posto.
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No meio da confusão, das barganhas políticas de cargos e da exibição diária de incapacidade gerencial, um raro acontecimento animador foi a apresentação de um plano educacional bem concebido, com espaço para fixação de metas, controle de resultados e vinculação da transferência de recursos ao desempenho dos agentes. É cedo para dizer se o Ministério da Educação terá apoio político e condições financeiras para a execução desse plano. Mas, por enquanto, esse é o indício mais forte de racionalidade e de clareza de propósitos numa atividade-fim do governo.
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Fora disso, o balanço dos primeiros cem dias - ou, pior, dos quase seis meses desde a reeleição - é desalentador. A inflação continua baixa graças ao trabalho do Banco Central, combatido pela maior parte dos auxiliares do presidente Lula. Pode-se discutir se tem havido ou não excesso de conservadorismo na política de juros, mas não se pode acusar os condutores da política monetária de falta de seriedade e de empenho na execução de sua tarefa. Ter deixado essa área fora do loteamento político e razoavelmente protegida contras as pressões dos companheiros foi um dos poucos acertos do presidente Lula desde a sua reeleição. Nesse caso, seu instinto de sobrevivência política deve ter falado muito alto.

Câmara suaviza PEC contra o nepotismo no serviço público

Folha de S. Paulo
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A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que dificulta a prática do nepotismo no serviço público passou por uma "suavização" na Câmara e deve sofrer novas alterações nas próximas semanas devido à pressão contra sua aprovação.A proposta -que é de 1996 e está nas gavetas da Câmara desde setembro de 2005, quando foi aprovada em comissão especial- vai ser discutida hoje em reunião de líderes partidários com o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).Em linhas gerais, o texto prevê que os detentores de cargo público nos Três Poderes (como ministros, deputados, senadores, juízes e prefeitos) não poderão contratar cônjuges ou parentes até o terceiro grau para cargos de confiança em sua área de atuação. A desobediência seria considerada ato de improbidade administrativa.
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Embora ataque grande parte do problema, a proposta deixa brechas como a de um deputado federal, por exemplo, poder emplacar um parente em uma prefeitura de um aliado. Pela PEC, o parente não-concursado do deputado federal fica impedido de ocupar cargo público apenas no Legislativo federal. Primos e cunhados também ficam de fora das restrições.
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Escalado por Chinaglia para fechar um acordo com os partidos que permita a votação da PEC no plenário, o deputado Manato (PDT-ES) acertou a retirada de dois pontos considerados "duros demais":
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1) o que estabelecia, após o fim da ocupação do cargo público, uma "quarentena" de três anos durante os quais os parentes não poderiam ser contratados; e
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2) o que vedava a contratação dos parentes por empresas prestadoras de serviço ou concessionárias de serviço público.
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"A proposta estava na gaveta desde 2005 e não seria aprovada daquela forma porque era muito rigorosa. O que fizemos foi retirar algumas gorduras", afirmou Manato, que presidiu a comissão que analisou o tema em 2005. Segundo ele, houve pressão para que a restrição se desse somente a parentes até o segundo grau (e não até o terceiro grau). O pedetista reconheceu que poderá ter que ceder em outros pontos caso o projeto vá a votação.
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Um desses pontos é o que dificulta a nomeação sem concurso público para cargos comissionados nos Três Poderes.
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Por se tratar de emenda à Constituição, o texto tem que passar por duas votações na Câmara e outras duas no Senado e, para ser aprovado, precisa reunir apoio de pelo menos 60% dos parlamentares.
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Além do projeto antinepotismo, Chinaglia afirmou ontem que assim que a Câmara votar as medidas provisórias com prioridade de tramitação colocará em votação a proposta de reajustar os salários dos parlamentares, que deve passar de R$ 12.847 para R$ 16.250. "Eu vou pautar assim que a pauta [do plenário] estiver desobstruída", disse Chinaglia.
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Leis
Em março, levantamento da Folha mostrou que pelo menos 68 familiares de deputados federais estavam empregados em gabinetes da Câmara, muitos deles primos e cunhados, que não serão atingidos por uma possível aprovação da lei.
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Hoje, já há leis estaduais que dificultam o nepotismo. Em 2005, o Conselho Nacional de Justiça vedou a prática no Judiciário por meio de resolução, confirmada pelo Supremo.

Para além da cortina de fumaça

Paulo Renato Souza, Blog do Noblat

Há várias maneiras de se ganhar uma eleição. A mais correta e republicana é apresentar um programa exeqüível para os eleitores. Existem, claro, outras formas, algumas demagógicas, outras falsas, e a pior de todas que é atribuir ao adversário, por meio de mentiras insistentemente repetidas, projetos e propostas que podem causar danos ao País e aos eleitores.

Assistimos a esse filme enganoso nas últimas eleições presidenciais, quando a propaganda do PT, em busca da reeleição, desqualificou as privatizações realizadas no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Nos dias anteriores ao pleito, a política de privatização virou sinônimo de sucateamento do estado, desemprego, entreguismo e corrupção. E nós, do PSDB, ficamos sem reação, perplexos diante da avalanche de insinuações maldosas, de cunho eleitoreiro. Perdida a eleição, não temos o direito de ficar calados, ouvindo novamente o governo do presidente Lula desqualificar as privatizações. Mais do que defendê-las, porque estão no nosso programa e por bem sucedidas, cabe a nós mostrar a cortina de fumaça que o governo tenta estender para esconder sua incompetência e seu caráter autoritário.

Na última semana, o ministro das comunicações, Hélio Costa, esteve no Congresso e voltou a criticar a política do governo anterior, que ele, aliás, apoiou. O ministro pode até ser contrário as privatizações, o que parece pouco provável, mas não pode, pela natureza do cargo, mascarar números e dados. Quando assumimos o governo, apenas 14% da população tinham acesso à telefonia, fixa ou móvel. Hoje, e o ministro conhece bem esse número, ou deveria conhecer, 76% são atendidos pela telefonia. O que antes era considerado patrimônio, declarado no Imposto de Renda, é agora ferramenta de trabalho essencial para milhões de pessoas.

Outra dado que com certeza o ministro conhece é sobre o valor de venda das Teles. Todos que combateram, ou ainda combatem, as privatizações acusaram o nosso governo de dilapidar o patrimônio publico com a venda das estatais a preços supostamente inferiores a seu valor real. Eram apenas críticas. A privatização das Teles brasileiras foi o mais bem sucedido caso em todo o mundo, com um ágio de 63% sobre o preço mínimo, o que rendeu mais de 19 bilhões de Reais ao Tesouro Nacional. O exemplo maior do engodo que o Ministro tentou difundir envolve a Embratel: vendida três anos depois, a empresa foi adquirida pela mexicana Telmex por um terço do valor da transferência original.

Na verdade, quando o Ministro foi ao Congresso não pretendia discutir a privatização, queria apenas tergiversar para fugir do assunto em pauta: a criação da Rede Estatal de Televisão. Fugiu do debate, talvez para esconder o caráter autoritário da iniciativa. Já temos redes de televisões públicas que funcionam bem. Existem redes plurais, como as que pertencem ao Poder Legislativo nos seus diversos segmentos. O Poder Judiciário conta também com redes públicas e executivos estaduais patrocinam emissoras regionais importantes na difusão cultural e da educação. O próprio Governo Federal já conta com o sistema Radiobrás.

Por tudo isso, é difícil aceitar como um projeto fundamental a criação de mais uma rede estatal de TV, como quer nos fazer crer o Planalto. Pior: é muito preocupante a tentativa de escamotear a discussão da conveniência de se criar ou não a TV Pública. Nada justifica a fuga, principalmente usando subterfúgios e expedientes condenáveis até no calor de uma disputa eleitoral. A importância do debate é para além de uma cortina de fumaça.

Paulo Renato Souza é deputado pelo PSDB de São Paulo e foi ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso

Estatais financiam marcha dos prefeitos

Correio Braziliense
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Quando os prefeitos decidiram, em 1998, vir em romaria a Brasília foi a contragosto do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na décima edição da Marcha a Brasília, a relação com o Executivo federal mudou muito. Com o patrocínio de cinco empresas do governo, os prefeitos voltam à cidade com a expectativa de aumentar o repasse de verba para os municípios. Lula está disposto a atender a algumas reivindicações. Mas parte da pauta já está destinada ao fracasso, como o pedido de aumento de um ponto percentual no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
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Lula participará da abertura do encontro hoje pela manhã, em um hotel da cidade. Pouco antes, ele fará uma reunião com os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff; da Fazenda, Guido Mantega; e de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. Eles informarão ao presidente o que é possível ceder aos administradores dos municípios. O presidente repassou ontem aos três ministros a tarefa de analisar as reivindicações e apresentar uma resposta hoje, para que ele dê uma boa notícia aos prefeitos. Há cerca de um mês, o presidente se reuniu com todos os governadores, e ouviu suas reivindicações.
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Desde que Lula assumiu a Presidência da República, tem feito questão de mobilizar o governo para atender os prefeitos. As estatais, por exemplo, têm dado forte apoio à marcha. Desta vez, cinco empresas patrocinam o encontro. O Banco do Brasil investiu R$ 200 mil no evento. Segundo a assessoria de imprensa do banco, a marcha é uma oportunidade de reforçar a relação com um público-alvo. A Petrobras, que investe na marcha desde 2001, fez uma cota de patrocínio de R$ 100 mil. Segundo assessores da estatal, o “evento vem se apresentando como uma oportunidade estratégica de negócios com as prefeituras do Brasil.” A empresa vai expor “produtos asfálticos” em um estande no encontro.
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é outra patrocinadora. A assessoria de imprensa da agência também diz que o evento é uma oportunidade de divulgar ações voltadas aos municípios, como a compensação financeira que destina recursos a áreas inundadas por reservatórios de hidrelétricas. A Caixa e o Sebrae também patrocinam a marcha.
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A pauta
A boa relação com o Palácio do Planalto, porém, não garante atendimento integral das reivindicações. É certo, por exemplo, que um ponto da pauta não será atendido. No ano passado, governistas juraram que iriam cumprir a promessa de aumentar em um ponto percentual os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), elevando de 22,5% para 23,5% a parcela destinada aos municípios no total arrecadado do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A decisão garantiria R$ 1,3 bilhão a mais por mês aos municípios.
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O governo já avisou que só eleva o percentual do FPM quando for aprovada a reforma tributária. Não há o menor sinal de que isso possa ocorrer um dia. “Até hoje não se vê mais nada de reforma tributária, porque a União viu atendidas suas necessidades”, analisa o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. “Não estamos nem falando mais desse 1% porque é um desrespeito total.”
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Lula deve buscar outra forma de agradar os prefeitos. Eles se queixam de que o governo não repassa recursos suficientes para bancar programas federais nos municípios, como o Saúde da Família. A maior parte da pauta elaborada para o encontro, porém, depende do Congresso. Eles exigem a aprovação do projeto que limita em 1,5% o pagamento de precatórios (dívidas judiciais) dos municípios; a regulamentação da emenda constitucional 29, que trata do financiamento da saúde; o repasse de recursos dos estados aos municípios para transporte escolar e a mudança de critério de repasse da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), priorizando as creches, além do aumento de recursos do FPM.
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Memória: Movimento teve início em 1998
A pauta da Marcha de Prefeitos tem temas constantes, desde a primeira edição, em 1998. A cobrança por aumento do percentual do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), por exemplo, surgiu na primeira marcha, organizada sem apoio do governo federal. Só no ano seguinte, o governo Fernando Henrique Cardoso cedeu à reivindicação, na 2ª Marcha. Em 2005, porém, o tema voltou à pauta. O governo e parlamentares comprometeram-se a elevar em um ponto percentual o repasse de recursos do FPM.O ex-deputado Severino Cavalcanti, então presidente da Câmara, chegou a dizer que os prefeitos poderiam ir a seu gabinete cobrar o cumprimento da promessa. Até hoje a proposta, que faz parte do projeto de reforma tributária, não foi aprovada no Congresso.
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A marcha começou contra a vontade do ex-presidente Fernando Henrique. Mas ao ser eleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva percebeu a oportunidade de utilizar a presença dos prefeitos em Brasília para conquistar aliados nos estados.Em 2003, ele foi o primeiro presidente da República a participar da marcha, além de enviar uma tropa de ministros ao encontro. Desde então, Lula aproveita o encontro para reduzir resistências e anunciar boas notícias aos prefeitos. Nos últimos anos, por exemplo, o governo aceitou transferir a cobrança do Imposto sobre Serviços (ISS) aos municípios e aumentou o repasse de recursos do salário educação e do transporte escolar.
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A marcha de prefeitos é organizada por três entidades. A que reúne o maior número de prefeitos, a Confederação Nacional de Municípios (CNM), presidida por Paulo Ziulkoski (PMDB), tem forte apoio do PMDB. Já prefeitos do PT passaram a presidir nos últimos anos a Frente Nacional de Prefeitos, que reúne administradores das capitais. O presidente atual é o prefeito do Recife, João Paulo (PT). A terceira entidade, a mais antiga, é a Associação Brasileira de Municípios (ABM).

Dengue avança pelo interior

Com Agência Brasil

BRASÍLIA - Os registros de casos de dengue aumentam no país. O último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde contabiliza, até 26 de março, 134.909 casos suspeitos em todo o país, 25% acima do total verificado no mesmo período do ano passado. O balanço anterior, de 12 de março, indicava pouco mais de 85 mil casos. Ou seja, em apenas 15 dias, houve acréscimo de 50 mil casos. Até o momento, foram registradas cinco mortes por dengue hemorrágica.

O estado em que a situação é mais grave é Mato Grosso do Sul, com cerca de 55 mil casos (55.567) registrados pelo Ministério da Saúde, ou 41,18% do total. Em seguida, vêm os estados de São Paulo, com pouco mais de 12 mil casos; Rio de Janeiro, com quase 9 mil; Mato Grosso, com cerca de 8,5 mil; Minas Gerais, com cerca de 8 mil; e Paraná, com pouco menos de 8 mil casos.

Em termos de região, a Centro-Oeste é a que apresenta mais casos, cerca de 51% do total. Em seguida, vêm as regiões Sudeste, com 22,66%; Nordeste, com 13,4%; Norte, com 6,7%; e Sul, com 5,9%.

De acordo com o Ministério da Saúde, o elevado número de casos na Região Centro-Oeste se deve ao surto por dengue tipo 3 que está ocorrendo no estado de Mato Grosso do Sul. Os municípios mais atingidos no estado são Campo Grande (capital), Dourados e Três Lagoas.

"O município de Campo Grande teve um problema no final do ano passado, em que 25% das casas que deveriam ser trabalhadas, não foram, principalmente por estarem fechadas ou pela recusa dos moradores. Os fatores climáticos com essa questão das casas foram suficientes para fazer o aumento da infestação", afirmou o diretor de Gestão do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta.

De acordo com Pimenta, o Ministério da Saúde tem atuado desde o começo da epidemia, prestando o apoio que a secretaria estadual e as municipais de saúde solicitaram, com a presença do próprio ministro da Saúde (na época, Agenor Álvares), em 1º de fevereiro, discutindo estratégias para a intensificação das ações de controle.

"Foram remanejados dez veículos para aplicação de inseticida, remanejados mais 12 mil litros do veneno, realizamos um telemarketing com a população, dando as informações sobre a epidemia, além de cursos para os técnicos do estado", explicou Pimenta.

Segundo ele, o pico epidêmico no estado já está em "processo de descendência", ou seja, o número de casos começa a diminuir. "Nós já entramos em abril. Então, as condições climáticas já não são tão favoráveis ao vetor, as chuvas ficam mais esparsadas e além disso as medidas de controle estão sendo adotadas".

COMENTANDO A NOTICIA: Será que esta não deveria ser a prioridade do ministro da Saúde, ao invés de ficar percorrendo o Brasil para discutir a descriminalização do aborto, que conforme pesquisa divulgada nesta semana, é repelida por quase 70 % da população brasileira ? Ou será que o ministro se sentindo incompetente no cargo, resolveu desviar a atenção para ver se a os casos de dengue se resolver por si ? Haverá alguém neste antro armado feito circo pelo Lula, e que acintosamente apelidou de ministério, que ao menos possa executar algum programa voltado ao bem estar do povo brasileiro ?

OIT: inclusão de informais é grande desafio para Previdência

BRASÍLIA - O sistema previdenciário brasileiro tem atualmente dois grandes desafios, na avaliação do representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Fórum Nacional da Previdência Social, Vinícius Carvalho Pinheiro. O primeiro é dar maior sustentabilidade financeira ao sistema previdenciário, tanto para os funcionários públicos como privados.

"O Brasil tem hoje um nível de gasto de 12% do PIB (Produto Interno Bruto), que é muito elevado em comparação ao de outros países no mesmo estágio de desenvolvimento", afirma. Segundo ele, o ideal seria que os gastos com previdência ficassem entre 5% e 6% do PIB, que representa a soma de todas a riquezas produzidas no País.

Para tentar reduzir o peso da previdência nas contas públicas, Vinícius Carvalho sugere medidas como a instituição do limite de idade para aposentadoria e a convergência de idade entre homens e mulheres. Hoje, as mulheres se aposentam cinco anos mais cedo do que os homens.

O segundo desafio, segundo ele, é incluir o grande número de trabalhadores que não têm acesso aos benefícios previdenciários. Um dos caminhos seria tornar mais atrativo o seguro social que é oferecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para quem tem capacidade contributiva, por exemplo, baixando alíquotas.

Para os que não têm capacidade contributiva, a saída é trabalhar políticas assistenciais e de inclusão social. "Isso pode ser por programas como a Lei Orgânica da Assistência Social e o Bolsa Família, que devem ser melhor articulados com o problema contributivo", afirma o representante.

Igualdade
De acordo com ele, as tendências das reformas que têm sido aprovadas no últimos 15 anos em países desenvolvidos são aumentar o limite de idade para aposentadoria e equiparar a idade entre homens e mulheres. Dos 23 países que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 17 fizeram reformas nesse sentido.


A idéia de tornar igual a idade para aposentadoria entre homens e mulheres não agrada a representante do movimento Articulação das Mulheres Brasileiras, Guacira Oliveira. "No Brasil, as mulheres trabalham de três a cinco horas a mais do que as homens por dia em razão da dupla jornada de trabalho. Se você contar as horas de trabalho da mulher no trabalho remunerado e no trabalho doméstico elas deveriam ter uma compensação muito maior do que esses cinco anos", afirma a representante do movimento que lançou ontem, em paralelo ao Fórum Nacional da Previdência Social, o Fórum Paralelo Itinerante sobre a Previdência Social.

COMENTANDO A NOTÍCIA: E os cretinos do governo ficam ainda preocupados com os prestadores de serviços PJs, cujo contingente não ultrapassa 3,5 milhões. Gente que constituiu empresa, recolhe impostos municipais (ISS), e, se for o caso, também recolhem Imposto de Renda, fazem seguro, tem previdência privada, etc.

Pois bem: sabem quantos informais se projeto haver no Brasil ? Cerca de 54 milhões, gente que não tem carteira assinada, não tem seguro, não recolhe nada para a Previdência mas que um dia haverão de receber alguma forma de benefício. Imaginem este contingente de pessoas e trabalhadores devidamente legalizados ? Mas, não, insiste o governo em penalizar aqueles que legalizaram sua atividade. Sem dúvida, o que não falta neste desgoverno do Lula é cretinice e palhaçada.

TOQUEDEPRIMA...

Leite materno diminui risco de obesidade infantil, diz pesquisa
Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Hoje

Um estudo feito por pediatras do hospital universitário da Universidade de São Paulo (USP) mostra que 80% das crianças obesas deixaram de ser amamentadas com leite materno antes dos seis meses de vida.

Para os médicos, é mais uma prova da importância do aleitamento materno. A orientação dos especialistas é que o bebê seja alimentado exclusivamente com o leite da mãe até o sexto mês de vida.
Interromper a amamentação antes da hora significa que a criança pode começar a se alimentar de forma errada desde cedo, ingerir mais açúcar e gordura do que o necessário, o que aumenta o risco de obesidade.

"A maioria das pessoas que usa o leite de vaca acaba colocando complementos nesse leite. Farinha, açúcares. Isso muda a composição do leite, aumentando o teor calórico", diz a pediatra Ana Cláudia Travassos. Aos 4 anos, Maiara tem o peso de uma criança de 7 anos: 22 kg. Para os médicos, o caso dela confirma o que diz a pesquisa. Maiara passou a mamar apenas na mamadeira a partir dos quatro meses.

"Ela gosta de comer salgadinhos, balas, pirulitos... Ela acaba de comer, mas se você der uma bala, ela come", conta o pai, Ricardo dos Santos. "Eu voltei a trabalhar, a amamentava só à noite. Então, acabou diminuindo o leite", conta a mãe, Marcelina Silva.

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A palavra é...
Sérgio Rodrigues, NoMínimo

Gravata
Se passarmos a fita da história ao contrário vamos presenciar, numa daquelas eras que antigamente se chamavam de priscas, o encontro da palavra “gravata”, acessório polido do vestuário masculino, com a palavra “croata”. Veremos então que os dois vocábulos, um tanto surpresos, se apalpam, se cheiram – e se fundem. A cena se passa bem longe dos salões urbanos em que a gravata brilharia: o que vemos ao fundo, contra o céu roxo, são colunas de fumaça numa paisagem sangrenta de trincheiras.
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Pois é. A “gravata”, que, já perfumada, nos chegou do francês cravate na virada entre os séculos XVII e XVIII, antes disso (passando a palavra ao filólogo Silveira Bueno) “veio para o centro da Europa trazida pelos cavaleiros croatas, durante as guerras com a Alemanha desde 1636, depois pelos mercenários croatas dos reinados de Luis XIII e XIV, que compunham o regimento Royal Cravate. A forma primitiva foi o eslavo hrvat passada a um dialeto alemão Krawat”.
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Simplificando a prosopopéia: os soldados croatas tinham o costume de amarrar no pescoço uma tira de tecido que, vejam só, caiu no gosto dos europeus urbanos. Entre os alemães, o acessório se tornou conhecido também como “croata”, em versão dialetal. Que virou cravate em francês. Gravata, em português. Ou, numa das divertidas grafias antigas de nossa língua, garovata.
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Não deixa de ser apropriado que, tendo partido do campo de batalha, e depois de uma volta pela sociedade chique, a gravata arranjasse um jeito de voltar a campos semânticos violentos na língua brasileira, nomeando tanto um golpe de luta livre quanto, na fala gaúcha, a degola.

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Após ganhar estatal, PMDB reivindica mais cargos a Lula

O ministro da Integração Nacional, Geddel Lima (PMDB), foi comteplado esta semana com o controle da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco). Geddel disse que Lula está cumprindo todos os acordos e o relacionamento do petista com o seu partido é “ótimo”.
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Porém, o PMDB ainda não está satisfeito com os cargos que tem. A sigla quer assumir postos de segundo escalão dos ministérios que administra – Comunicação, Agricultura, Integração Nacional, Saúde e Minas e Energia – o que pode gerar conflito com o PT, visto que a Codevasf é estratégica no nordeste e foi administrada por petistas desde o início do primeiro mandato de Lula.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Vamos ver no que vai dar esta gula peemedebista. Observem que até agora nenhum apresentou projetos ou programas. O esforço concentrado se situa apenas em torno de “nomeações”, nada que se refira a trabalho.

E vamos também aguardar para ver até onde Lula vai fazer tais concessões, e sem que o PT se ponha a reclamar feito bebê chorão.

A única coisa certa até aqui é que o PMDB não demonstrou nenhum interesse para com o país. Apenas tem olhado para o próprio umbigo.

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Cidades: expurgo de petistas

O presidente Lula orientou a direção nacional do PP - partido de Paulo Maluf e Severino Cavalcanti, entre outras, digamos assim, reservas morais - a não levar ao pé da letra o seu discurso pregando a "coabitação de partidos" nos ministérios. Autorizou o ministro Márcio Fortes (Cidades) a substituir todos os petistas a ele subordinados e pediu para manter apenas Raquel Rolnik, titular da Secretaria Nacional de Programas Urbanos.

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Gigolôs estaduais mais privilegiados do que federais
Do G1:

Os deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal e os da Assembléia Legislativa de São Paulo recebem verbas indenizatória e de gabinete superiores às dos próprios deputados federais, segundo levantamento do G1.

Os parlamentares dessas duas casas legislativas têm direito a mais de R$ 90 mil mensais com estes benefícios, contra R$ 65,8 mil da Câmara dos Deputados.

A verba indenizatória é o dinheiro que o deputado recebe para o ressarcimento de despesas decorrentes da atividade parlamentar, como combustível, viagens, material de escritório, entre outras. A verba de gabinete é destinada ao pagamento dos salários de assessores e funcionários a serviço do deputado.

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A culpa agora é do apagão
Folhapress

- O líder do governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), admitiu que a crise aérea tem prejudicado as votações das medidas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Segundo ele, toda discussão, por mais simples que seja, termina no assunto apagão aéreo, o que prolonga os debates no plenário e garante palanque para a oposição.

- A Câmara é uma caixa de ressonância. O que acontece lá fora se reflete aqui dentro. Nós temos que legislar, com ou sem tranqüilidade. Temos que separar os problemas. O PAC é uma coisa e a CPI do Apagão é outra - disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já demonstrou preocupação com a demora na votação das medidas provisórias que compõem o PAC. Em reunião com o conselho político na segunda-feira, Lula questionou os líderes partidários sobre quando termina a votação das MPs. A expectativa é que até o fim de abril as medidas sejam aprovadas bem como os projetos que compõem o pacote --oito no total.

No dia 22 de abril, fará três meses que o governo encaminhou as medidas para o Congresso. Até agora, apenas três das nove MPs foram aprovadas pela Câmara, nenhuma foi discutida no Senado. Para que sejam convertidas em lei, as medidas têm que ser aprovadas nas duas Casas Legislativas. A expectativa é que na próxima semana sejam votadas pelos menos mais três MPs.

- A disposição é partir para enfrentar enfrentar a oposição se não houver acordo - disse Múcio.

Chávez não brigará com Brasil por causa do etanol

Efe

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira, 11, que seu governo "jamais" brigará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o Brasil por causa do etanol, como supostamente pretende uma "estratégia" dos Estados Unidos.

"Há toda uma estratégia (dos EUA) para que briguemos em torno deste tema: jamais brigaremos com Lula, jamais brigaremos com o Brasil. Nosso inimigo é o império americano", afirmou Chávez em um ato oficial transmitido em cadeia nacional obrigatória de rádio e televisão.

O chefe de Estado venezuelano afirmou que seu governo "sempre reconheceu os avanços tecnológicos do Brasil", entre eles os referidos à "sua produção de etanol".

Esses progressos brasileiros "são positivos", sobretudo porque quando esse biocombustível é produzido a partir da cana de açúcar, "nos permite substituir um dos elementos mais poluentes na gasolina, o derivado de chumbo", disse Chávez.

"Inclusive, importamos etanol do Brasil, mas utilizar o etanol como um aditivo da gasolina (...) é uma coisa muito distinta à colocação que fez ao mundo o presidente dos Estados Unidos (George W. Bush) de substituir" a gasolina por esse biocombustível, extraído também do milho, afirmou.

Para o venezuelano, Washington deveria aumentar a produção de milho e cana-de-açúcar para produzir alimentos para a humanidade, e não para "alimentar automóveis".

"A proposta de Lula é séria, a discutimos várias vezes", porque busca substituir aditivos da gasolina por etanol, explicou.

Chávez acrescentou que o governo Bush "lançou a bola de fumaça" do plano de etanol para tentar "dividir" a região na véspera da I Cúpula Energética Sul-Americana, que será realizada em 16 e 17 de abril, na Ilha de Margarita, Venezuela.
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COMENTANDO A NOTICIA: Todo o cafajeste acaba se traindo pela falta de memória. Em momento algum os EUA tentaram criar este clima de “guerra” de que Chavez fala. A lembrar, foi o próprio Chavez quem se indispôs sobre o programa brasileiro de etanol, informando inclusive que alertaria Lula para revisar o programa brasileiro, usando nossas terras apenas para produzir apenas alimentos. Mas se justifica esta guerrilha nojenta do milico caudilhesco da Venezuela: ele teme sim que o Brasil acabe se devotando mais aos seus próprios interesses e relegue para segundo plano os projetos do Fórum de São Paulo. Mas disto o ditador pode ficar sossegado: Lula não vai abandonar as armadilhas armadas pelo Foro de São Paulo para a dominação autoritária dos países da América Latina.

Presidente teflon

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha

A pesquisa CNT-Sensus divulgada na terça-feira, 10/04, confirma que sempre há um descolamento da avaliação dos governos e dos seus governantes, mas no caso de Lula isso é incrível.
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Houve apagão aéreo? Houve. O governo federal é culpado? É. Mas o presidente nunca é culpado de nada, como não é culpado agora pela maior crise da aviação e dos aeroportos que o país já viveu. Uma crise, diga-se, que se arrasta desde outubro do ano passado, lá se vão longos seis meses, sem nenhuma providência concreta ou não.
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Pela pesquisa, 36,9% atribuem a culpa do apagão ao governo federal, mas 63,7% aprovam o desempenho de Lula na Presidência, e apenas 28,2% desaprovam. Desde 2003, é o melhor resultado de Lula.
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Está confirmado, pois: o homem pode fazer tudo o que bem entender, como pode não fazer nada do que mal entender, e vai continuar sendo altamente popular e altamente aprovado pela população brasileira.
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Apesar disso, a crise não acabou. Digamos que esteja em banho-maria, depois que a Aeronáutica recuperou seus poderes de Aeronáutica, os controladores recuperaram o controle e pediram desculpas à população, o próprio Lula foi que foi, mas não foi.
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Primeiro, Lula não deu muita bola para os sinais de crise, ainda no ano passado. Depois, mandou o ministro da Defesa, muito bonzinho, e o ministro do Trabalho, experiente líder sindical, negociarem com sargentos insubordinados como se sindicalistas fossem.
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No final, Lula quebrou a hierarquia militar ao desautorizar as punições decididas pela Aeronáutica, voltou atrás e procurou demonstrar o "prestígio" das três Forças Armadas e prepara um pacote cala-boca na moçada de farda.
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Também fez o governo assinar uma carta-compromisso com os amotinados, prometendo inclusive que não haveria punições, depois voltou atrás para dizer que eles eram "traidores e irresponsáveis" e, enfim, acaba de agradecer a eles por... terem trabalhado na Semana Santa, como tinham obrigação de fazer.
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Nessas idas e vindas de todos os lados, só ficaram duas certezas. A primeira é que algum tipo de negociação por baixo dos panos está rolando solta, não se sabe em que direção. A segunda é a que os controladores, tenham ou não pedido desculpas, continuam com a faca e o queijo na mão e podem, na prática, parar o país novamente a qualquer momento.
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Atenção: as condições para isso continuam exatamente como estavam há seis meses.Mas, enfim, as pesquisas confirmam o que os ministros, assessores e líderes governistas não cansam de dizer: Que apagão aéreo, que nada! Que caos aeroporto, que nada! O que interessa é que a economia está estável, o dólar cai e a Bolsa Família corre solta, com a retirada de milhões de pessoas da linha da pobreza.
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Como íamos dizendo, Lula pode fazer o que bem entender. Ou, simplesmente, não fazer nada. Dá no mesmo.

"Na Infraero estão todos em guerra"

Tales Faria, Informe JB
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Ex-presidente da Infraero e tratando-se, em São Paulo, de um terceiro foco de câncer no organismo, o deputado Carlos Wilson (PT-PE) aceitou ontem falar com a coluna. Foi travado o seguinte diálogo:
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- Muita luta, deputado?
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- Muita. Agradeço a forma educada como o Informe JB revelou minha doença, mas não busco piedade, nem pretendo explorá-la publicamente. Posso dizer que vou me recuperar. Em oito dias volto ao Congresso com a disposição de lutar como um leão contra essa onda em torno da Infraero.
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- Pelo jeito, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Apagão Aéreo vai se transformar na CPI da Infraero.
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- É exatamente isso que a oposição quer. Mas eu não vejo problema. Sempre defendi a instalação da CPI, o governo é maioria na comissão, e temos tudo para ir fundo nessa história. Investigando até o que não interessa aos partidos de oposição.
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- Mas pelo jeito existe muita encrenca na Infraero.
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- A grande encrenca da Infraero é a brigalhada interna da diretoria. Lá estão todos em guerra. O atual presidente, brigadeiro José Carlos Pereira, diz que fez apenas dar continuidade ao meu trabalho, mas não é bem assim. Ele colocou lá quem ele bem quis. Inclusive o diretor comercial que ele demitiu agora, José Wellington Moura.
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- E o brigadeiro briga com quem?
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- O brigadeiro vive às turras, por exemplo, com o Airton Soares (ex-deputado), que é do Conselho de Administração. Um fica vazando notícias contra o outro, e isso acaba desgastando a Infraero.
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- São só esses?
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- Há também o ministro da Defesa, Waldir Pires, que é o presidente do Conselho de Administração da Infraero. Ele passou seis meses sem resolver o problema com os controladores de vôo e agora quer desviar o noticiário. Aí apareceu essa história de investigações da Controladoria-Geral da União...
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- É verdade, o Waldir Pires já chefiou a CGU e indicou o atual titular. Mas por que a oposição quer fustigar a Infraero?

- Porque, na minha gestão, trabalhei muito, fiz muitas obras, consegui dinheiro para isso. Conseguimos dar visibilidade à Infraero. Aí eles ficam imaginando que tem coisa. Não vão encontrar nada!

Lei de greve
Por conta do Apagão Aéreo, o presidente Lula mandou apressar os estudos no governo para apresentação do projeto que regulamenta a greve no serviço público. Lula pretende enviar o projeto ao Congresso até o fim de abril e aprová-lo rapidamente. Quer estar logo com o texto em vigor para enfrentar os controladores de vôo, caso eles ensaiem um movimento parecido com a paralisação de duas semanas atrás.

Alckmin candidato
Os aliados do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin apresentaram ao atual governador, José Serra, uma pesquisa de opinião segundo a qual Alckmin teria condições de vencer a petista Marta Suplicy na disputa pela prefeitura da capital do Estado. Segundo essa pesquisa, o atual prefeito, Gilberto Kassab, (DEM) já sai derrotado.
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Guerra e paz
Essa história de que os tucanos paulistas Geraldo Alckmin e José Serra acabarão se bicando não está sendo interpretada assim no alto tucanato. Quem explica é o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio: "Se o Geraldo quiser ser candidato a prefeito em 2008, ele precisará do apoio do governador Serra. Se o governador quiser ser candidato a presidente em 2010, ele precisará do apoio do Geraldo para unificar o partido no seu Estado. Se os dois são inteligentes e sabem que um vai precisar do outro, então não vejo outro caminho que não seja o do entendimento".
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Lula é pelas ZPEs
O presidente Lula disse ao ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) que vai batalhar pela aprovação no Congresso dos projetos de criação de zonas de Processamento de Exportações (ZPEs) no Norte e no Nordeste.
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Só este ano
Ontem a coluna noticiou projeto do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) instituindo o dia 11 de maio como feriado nacional, graças à canonização de frei Galvão. Trata-se do primeiro santo genuinamente brasileiro. Detalhe não noticiado: pelo projeto, o feriado é só no ano de 2007. De qualquer maneira, continuam valendo as contas do Tesouro. O não funcionamento do mercado neste dia causará um prejuízo de R$ 300 milhões.
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Acordão geral
O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) vai apresentar na semana que vem uma proposta de emenda constitucional pela implantação do parlamentarismo no Brasil, já em 2010. Seu arquiinimigo Pedro Simon (PMDB-RS) assinou. Mas quem sairá ganhando mesmo é o presidente Lula (PT). Pelo projeto de Collor, com o parlamentarismo, Lula pode ser reeleito novamente. Em tempo: Collor sonha com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como primeiro-ministro.
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Sem resposta
O deputado Índio da Costa (DEM-RJ) encaminhou à Mesa Câmara, há mais de dois meses, requerimento solicitando a instalação de uma comissão para acompanhar as investigações da atuação das milícias no Rio de Janeiro. Até agora não recebeu nenhuma resposta do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia. ParceriasO secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, recebe hoje o secretário de Saúde de Minas Gerais, Marcos Pestana. Côrtes quer conhecer o modelo mineiro de distribuição de medicamentos excepcionais e saber como funciona a central de regulação de leitos hospitalares. Há duas semanas, ele esteve no Paraná para conhecer o sistema de saúde de lá. Acabou fechando com o Estado uma parceria para compra conjunta de medicamentos. Como o volume aumenta, o preço diminui.
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Cessar fogo
Em nome da governabilidade, e para tentar fazer andar a pauta de votações no Congresso, o presidente Lula pretende promover um encontro entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Quem sabe os dois fazem as pazes?

A turma da boquinha se deu mal, nos EUA

Elio Gaspari, Jornal O Povo, Fortaleza/CE
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Parece coisa de país pobre. Em 2005, o professor Paul Wolfowitz ganhou a presidência do Banco Mundial. Ele vinha de uma explosiva carreira na diplomacia de George Bush. Desde as horas seguintes ao atentado de 11 de setembro, Wolfowitz sustentava que os Estados Unidos deveriam atacar o Iraque, que nada tinha a ver com a história.
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O doutor chegou ao cargo com uma pedra no sapato. Sua namorada, Shaha Ali Reza, era funcionária do Banco, desde 1997. Profissional cosmopolita, nascera na Tunísia, de mãe síria e pai saudita, estudara na London School of Economics e fizera o mestrado em Oxford. Nada devia ao namorado, mas as normas do Banco Mundial não permitiam que ocupasse um cargo sob sua supervisão. Afinal de contas, o banco dá aulas de bom governo aos países do andar de baixo.
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No melhor estilo das trocas de chumbo entre burocratas, Shaha Reza foi promovida e transferida para o gabinete da filha do vice-presidente Dick Cheney, no Departamento de Estado. Teve dois aumentos e ficou com um salário anual de US$ 193.590. Em seis meses aumentou sua renda em cerca de US$ 60 mil e hoje ganha US$ 7 mil a mais que a secretária de Estado Condoleezza Rice.
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Wolfowitz começou a se explicar e o caso será examinado pelo conselho do banco. Por mais que as promoções de Reza cheirem a queimado, há algo mesquinho no episódio, pois a palavra "namorada" insinua um clima de alcova que não existiria se o beneficiado fosse um velho amigo de Wolfowitz. Mais relevante que a fofoca é a constatação de que, entre os sábios americanos, tão severos no julgamento dos costumes alheios, também há o gosto por uma boquinha. Se o Banco Mundial, um professor de Harvard ou de Yale dizem que um país deve fazer isso ou aquilo, suas opiniões ganham uma aura de santidade. Dois outros casos, com cabeludas transgressões, mostram quanto há nisso de ranço colonial. Desde os anos 90, os professores Andrei Shleifer (Harvard) e Florencio Lopez-de-Silanes (Yale) foram ouvidos, inclusive no Brasil, como oráculos em matéria de privatizações e boa administração. Shleifer é considerado um dos economistas mais brilhantes da atualidade. Lopez-de-Silanes fundou um centro de estudos na universidade para estudar a boa governança. Ambos se lambuzaram.
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O doutor Lopez-de-Silanes desgovernou suas prestações de contas e privatizou US$ 150 mil do instituto. Ele fora considerado um dos Cem Líderes Globais do Futuro pelo Fórum de Davos. Devolveu o dinheiro, mas foi mandado embora de Yale.
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Andrei Shleifer chefiou equipes mandadas pelo Banco Mundial e por Harvard a Moscou para ensinar economia de mercado aos russos. Ele e a mulher banqueira se meteram numa teia de negócios da privataria que custou US$ 26,5 milhões à universidade. Shleifer pagou US$ 2 milhões ao governo para encerrar o assunto. Ao contrário do que Yale fez com Lopez-de-Silanes, Harvard o manteve na cátedra.
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Os controles da sociedade americana fazem com que o dinheirinho fácil seja um negócio arriscado. Infelizmente, nos países do andar de baixo, prefere-se mudar as leis a aplicá-las. Muita gente boa continua usando os trabalhos de Shleifer e Lopez-de-Salinas, omitindo que havia um oceano entre a teoria que ensinavam e a voracidade de suas práticas.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Corrupção é uma praga que existe em que qualquer lugar do mundo. Certo ? A diferença de um país civilizado para um de quarta categoria é que, no civilizado quando o corrupto é descoberto vai prá cadeia, é condenado e nunca mais conseguirá na vida eleger-se para qualquer coisa. O Judiciário pune e o povo não esquece. No Brasil, basta ver quantos corruptos retornaram à política e quantos foram “condenados” pelo Judiciário ! A questão não é apenas punir e engaiolar o safado. O povo é que deve ser educado a não mais votar no safado. E um forma de educar o povo é a Justiça Eleitoral ter instrumentos adequados para tornar inelegíveis todo e qualquer cidadão que esteja respondendo a processos judiciais. Se for absolvido, e aí sim, o distinto pode se candidatar. Até lá, que trata de limpar a ficha. Claro que para tanto será necessária a aprovação de uma lei específica neste sentido, a ser votada e aprovada pela mesma cambada que se serve do Estado há décadas. Como resolver então ? Com pressão da sociedade. Para tanto, é indispensável educar o povo. Alguém acredita em solução a curto prazo no Brasil ? Difícil, não ? Aí, não há jeito, teremos que suportar os Malufs, Palaccis, Genoínos, Lulas e toda a escumalha por muito tempo ainda. Infelizmente.

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CPMF acabou virando Zumbi, acusa OAB

O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, afirmou hoje que a CPMF já deveria ter sido extinta há tempos, "mas ainda paira feito um Zumbi sobre a cidadania brasileria". Britto disse esperar que a reunião de hoje à noite do Conselho Político do governo com o ministro Guido Mantega (Fazenda) sirva para pôr termo à cobrança da CPMF, que há muito, na sua opinião, já deveria estar morta. Mas a reunião é anunciada para discutir a prorrogação da CPMF e da Desvinculação das Receitas da União (DRU), cuja validade expira no fim deste ano. "Perpetuar a CPMF não faz bem ao Brasil e à sua economia", observou.

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TCU questiona publicidade da Infraero
Por José Alberto Bombig, na Folha
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Descansa na base de dados do Congresso o que promete ser a porta de entrada da oposição para investigar os contratos da Infraero e as relações da empresa estatal com o PT, caso a CPI do Apagão Aéreo seja instalada: um minucioso relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) apontando indícios de irregularidades em licitações da área de publicidade.O texto é fruto de auditoria realizada em 2005, a pedido da extinta CPI dos Correios. Segundo o tribunal, que ainda analisa o caso, duas agências de propaganda que trabalham para a Infraero podem ter sido contratadas após fraudes em processos licitatórios, a gigante Artplan e a Signo Comunicação, agência de expressão apenas regional da Paraíba.Um dos donos da Signo tem ligações históricas com o PT. Seu contrato, iniciado em junho de 2004, termina neste ano, segundo a Infraero. A agência divide com a Artplan, também investigada, uma verba de R$ 15 milhões por ano.O relatório do TCU diz que a Signo foi beneficiada no processo licitatório por uma nota conferida a ela acima da pontuação máxima prevista para o quesito "Idéia Criativa". A agência tirou nota 21 em um limite de 20 pontos.

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Ambiente permanece tenso nos centros de controle

Os controladores de vôo esperam receber amanhã do governo um cronograma sobre a discussão da desmilitarização do setor, sua principal reivindicação. Além disso, aguardam uma posição mais clara sobre o compromisso, assumido pelo governo, de não-punição pelo motim de 30 de março.

Ontem foi instaurado o Inquérito Policial Militar relativo à rebelião no Cindacta-1, em Brasília.

O acesso e a comunicação nos Cindactas são restritos e muitos temem estar com os telefones grampeados com autorização judicial.

Segundo um dos procuradores militares que acompanham a investigação do motim, Giovanni Ratacasso, ainda não houve despachos na Justiça Militar nesse sentido. Se ocorrerem, tampouco serão confirmados à imprensa.

- Mas, neste momento, qualquer escuta telefônica seria ilegal.

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Governo esconde direito a saque do FGTS
Cláudio Humberto

Uma beneficiária do FGTS, aposentada mas ainda trabalhando, conheceu um segredo do governo quando se dirigiu, hoje pela manhã, a uma agência da Caixa Econômica Federal. Ao chegar na agência para sacar o dinheiro depositado em sua conta do Fundo, conforme decisão judicial que prevê que os aposentados ainda na ativa podem sacar, mensalmente, os valores depositados no Fundo pelos patrões, a aposentada se deparou com uma enorme desinformação e confusão entre os próprios atendentes. O gerente da agência, depois de esclarecer tudo e proceder ao saque devido, confidenciou que o governo não está divulgando a medida para evitar uma correria às agências. O pessoal do Lula teme que, com os saques, se esvaiam os recursos que pretende usar para o PAC - o Programa de Aceleração do Crescimento.

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Líderes da oposição criticam “agradecimento de Lula”


A oposição criticou nesta segunda-feira o agradecimento do presidente Lula aos controladores de vôo por terem mantido tranqüilidade nos aeroportos no feriadão. O deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), líder da minoria na Câmara, afirmou que é uma “barbaridade” o presidente elogiar uma obrigação dos controladores."O presidente inverteu os processos de decisão e hierarquia no país. Não é de se admirar que diga barbaridades como essa. Os controladores são remunerados para cumprir suas obrigações. Se for assim, ele tem que agradecer a todo povo brasileiro que trabalha todo dia", disse Redecker.O líder dos Democratas na Câmara, deputado Onyx Lorenzoni (RS), declarou que Lula não surpreende. “Num país em que o presidente dá sua palavra e depois, sem cerimônia, volta atrás, não é de se estranhar que ele agradeça os controladores pelo trabalho que eles são obrigados a fazer", disse Onyx.

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Maioria esmagadora quer a redução da idade penal, aponta pesquisa

Pesquisa divulgada no domingo pelo Datafolha revela que 84% dos brasileiros são a favor da redução da idade penal e apenas 11% são contra. Em relação à pesquisa anterior, o número de pessoas favoráveis em 2003 era idêntico ao de hoje e as contrárias eram 12%.
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Dos que são a favor da redução da maioridade penal, 71% acreditam que ela deve ser aplicada para qualquer tipo de crime. E na opinião de 29%, os menores deveriam ser presos somente se praticarem determinados crimes. O estudo também revela que a maioria não quer que essa decisão seja feita por parlamentares. Cerca de 72% da população quer decidir a questão em plebiscito.

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A farra do PT com o dinheiro público.

Dois exemplos ilustram bem o uso imoral que o PT dá ao dinheiro que o governo arrecada dos contribuintes, e ambos sacados na coluna do Cláudio Humberto. De um lado, a petista Ana Julia, lá de Belém, a rainha do nepotismo, volta a atacar outra vez. Já não bastava a “peruetas” de Marta Suplicy, agora temos a governadora paraense a demonstrar que para petista, o Tesouro Nacional é a escora de sua indecência, o cofrinho para as necessidades básicas de sua fanfarra pessoal.

Feriadão da governadora custou 123 diárias
Cláudio Humberto

O feriadão da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), ao lado do namorado, em Salinópolis (noroeste do Estado), mobilizou 28 servidores públicos, entre os quais aspones variados, seguranças, ajudantes de ordem, serviçais etc, que receberam um total de 123 diárias pagas pelo contribuinte. O ato de concessão das diárias foi assinado pelo chefe da Casa Militar da governadora, coronel Henrique Araújo, e publicado na sexta-feira Santa (6), quando poucos lêem o Diário Oficial.

Armários babás
A Casa Civil alugou um imóvel em Florianópolis (SC), por R$ 38 mil por ano. O lugar vai abrigar o "escritório" dos seguranças do Palácio do Planalto que servem de babás de Lurian, filha do presidente Lula.

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Estabilidade para os amigos do reino
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A Previdência Social prorrogou mais uma vez o contrato com a Adof Traduções. Desde que caiu nas graças dos petistas, a Adof dobrou o faturamento. Ano passado foram mais de R$ 700 mil em verbas federais.

2,2 milhões de aposentados terão de fazer nova perícia

Carlos Rangel, da equipe do DiárioNet
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a convocar, a partir de julho, 2,2 milhões de beneficiários urbanos, em todo o País, que recebem aposentadoria por invalidez há mais de dois anos. Eles farão nova perícia médica para verificar se persistem as condições que deram origem ao benefício, informa a assessoria do INSS. Quem tiver condições de voltar ao trabalho terá a aposentadoria cessada. A revisão será realizada em um ano e meio e, a partir daí, a perícia médica a cada dois anos será rotina.
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Existem 400 mil pessoas nas áreas urbanas que recebem a aposentadoria por invalidez há menos de dois anos. Eles só serão chamados à medida que completarem dois anos recebendo o benefício. Segundo o presidente do INSS, Valdir Moysés Simão, a revisão das aposentadorias por invalidez é uma das mais importantes medidas de gestão e tem por finalidade a reinserção dos segurados recuperados no mercado de trabalho.
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Primeiro serão chamados os beneficiários mais jovens. Se for comprovado, durante a revisão, que o beneficiário tem condições para solicitar uma aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição, poderá fazer a migração, pois o período em que recebeu o benefício conta como tempo de contribuição.
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Serão definidos dois universos de segurados: o primeiro com os que recebem o benefício entre dois e cinco anos e o segundo com os beneficiários que recebem a aposentadoria por invalidez há mais de cinco anos, pois a regra para a cessação do benefício será diferenciada.
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Quem recebe há mais de cinco anos continua recebendo por mais um ano e meio (100% do benefício por mais seis meses, 50% do benefício por outros seis meses e 25% do benefício por mais seis meses).
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Quem recebe há menos de cinco anos e puder retornar à empresa terá o benefício cessado imediatamente. Quem não puder retornar à empresa, continuará a receber o benefício por tantos meses quantos foram os anos em que recebeu a aposentadoria por invalidez. Assim, se recebeu o benefício por três anos, continua a receber por mais três meses. Caso a recuperação do trabalhador seja parcial, a regra é igual para quem recebe o benefício há mais de cinco anos: ele recebe 100% do benefício por mais seis meses, 50% do benefício por outros seis meses e 25% do benefício por mais seis meses. Os segurados farão a perícia com dia o hora previamente agendados.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Imaginem vocês se outro governo qualquer tomasse a mesma atitude ? O petê poria a banda na rua e provocaria um caos de gigantescas proporções, não é mesmo ? Pois então: apenas para situar, a seguir apresentamos alguns comentários que estão lá no DiárioNet.. O que me parece neste caso como no da tal Emenda 3 da Super-Receita, é que o governo Lula está de alguma maneira praticando o aumento de contribuintes sindicais para favorecer os amigos e companheiros das centrais associadas. Quantos são estes segurados sob a ameaça da punição ? Dois milhões e duzentos. /quantos serão atingidos pela emenda 3 vetada por Lula ? Mais 3,5 milhões. Total: 5,7 milhões de clientes sindicais em potencial. Se conseguirem reverter a situação de uns vinte por cento deste total, as centrais receberão de “braços” abertos, em torno de 1,0 milhões de novos contribuintes. Façam o cálculo e vejam o que se encontra por detrás destas maravilhas protagonizadas pelo governo do Inácio ?

Seguem os comentários de alguns brasileiros que sofrerão um constrangimento sem conta de parte do governo que diz governar para os pobres...:

Nome: Aparecida Jardini
E-mail: aparecidajardini@gmail.com

Comentário: Somos cidadãos honestos e de bons costumes. Durante anos contribuímos para o INSS e não temos culpa da má administração e da falência desse órgão. A atitude do governo é irresponsável. O que farão as pessoas que não têm condições de exercer suas atividades laborativas e estão sendo descartadas sem ter o direito de se defender?

Nome: Pedro Pinto
E-mail: pwayrespinto@gmail.com

Comentário: Tenho problemas sérios na coluna vertebral. Estou impossibilitado de exercer atividade laborativa. Não acredito muito neste tipo de noticias, pois a vida inteira contribuí com a Previdência Social e agora que preciso dela nada recebo, nem beneficio e nem aposentadoria. Será que acredito no que o Sr. Valdir Moysés Simão DD Presidente do INSS prega..? Pelos meus pequenos conhecimentos de ordem política e social a Previdência não tem interesse em atender quem precisa.

Nome: Francisco
E-mail: jcfmar@brturbo.com.br

Comentário: Enquanto um parlamentar se aposenta com quatro anos de moleza, e recebe aposentadoria vitalícia, as filhas solteiras dos delegados recebem aposentadoria vitalícia após a morte do pai, eles ameaçam sempre os menos favorecidos, que perderam a saúde trabalhando duro.

Nome: Sidnei Couto
E-mail: sidneicouto@yahoo.com.br

Comentário: Não bastassem as longas filas nos postos de atendimento e a demora no trâmite dos processos, a gestão incompetente da Previdência leva os usuários do sistema a conviver com este tipo de absurdo. É deprimente para o aposentado por invalidez, que deve ter sofrido emocionalmente pela perda de sua capacidade produtiva, ter que passar por tamanho constrangimento, por absoluta incapacidade de gestão. Seria oportuno que o Ministério Público Federal intercedesse legalmente pelos usuários da previdência.

PF: governo está nos empurrando para a greve geral

Redação Terra

Em nota oficial, o Grupo de Entidades Representativas de Classe da Polícia Federal (Gerc) reclamou de descaso do governo em relação às negociações sobre a greve dos agentes. Para eles, o governo estaria "empurrando a PF para uma greve geral". Os sindicalistas seriam recebidos por parlamentares da base governista nesta quarta-feira, mas a reunião não aconteceu.

"O governo está empurrando a Polícia Federal para uma greve geral, inclusive a categoria do plano especial de cargos. Estou indignado. Nos meus trinta anos de policial federal nunca tratei qualquer cidadão com descaso e tamanha indiferença e temo que esse descaso seja estendido aos cidadãos brasileiros", comentou o delegado de Polícia Federal e presidente do Sindicato Nacional dos Delegados da Polícia Federal (Sindepol), Joel Zardellon Mazo.

Amanhã o Gerc se reúne para discutir os novos rumos das manifestações.

Confira a íntegra da nota
A reunião que seria realizada na terça-feira, 10, com a mesa de negociações da bancada governista, adiada para hoje, 11, às 14h30 foi tratada com total descaso. Os representantes do Gerc - Grupo de Entidades Representativas de Classe da Polícia Federal- ficaram, primeiramente, por duas horas esperando o comparecimento dos membros do governo. Quando já estavam de saída e revoltados com a espera sem resposta foram abordados nos corredores por um dos assessores, que disse que a reunião teria início em cinco minutos. O grupo, por deferência ao governo, resolveu retornar, mas para surpresa de todos permaneceram por mais trinta minutos e nenhum membro do governo apareceu.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Sempre fomos contrários a qualquer greve de servidor público. Pela simples razão de que quem paga o pato é a população que paga impostos, e nada tem a ver com a balela entre o governo e seus funcionários.

Porém, no caso deste governo do petê, é bom que experimentem um pouco do veneno com que fizeram oposição durante mais de vinte anos. Claro que Lula agora cretinamente fala em regular o direito de greve. E por que quando esteve na oposição, e em 1995 quando FHC quis fazer o mesmo o petê se mobilizou contrário ? Então que sofram na pele do mesmo mal com que incendiaram os governos anteriores. Um pouco de aporrinhação para os canalhas não faz nada mal !!!!

E que os grevistas depois sejam exemplarmente punidos. Mas duvido e sou capaz de apostar o outro dedo mindinho do Lula de que ele vai levar no papo esta “gente” briosa de seu dever cívico ! Como aliás tem sido a tônica deste governo: nada se resolve e nada se decide, tudo se empurra com a barriga para entregar no colo do próximo que vier. É a famosa tática do canalha.

Salário do presidente pode ser reajustado em 82%

Redação Terra

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados reuniu-se nesta quarta-feira e defendeu a paridade do salário do presidente da República com os valores recebidos pelos parlamentares, o que representa um aumento de cerca de 82%. "Parece-me razoável que o presidente da República ganhe o mesmo que deputados e senadores", defendeu Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da Casa.

Segundo informações da Agência Câmara, a Mesa Diretora decidiu tomar para si a responsabilidade pelo reajuste do salário dos deputados, do presidente da República e dos ministros. Há consenso de que seja usada a variação da inflação desde o último reajuste (26,49%), passando o salário de deputados e senadores de R$ 12.847,20 para R$ 16.250,42.

O salário do presidente da República passaria dos atuais R$ 8.885,48 para os R$ 16.250,42 que seriam recebidos pelos parlamentares.

Embora já exista um projeto aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação, um novo texto será discutido com o Senado e com o Executivo e irá direto à votação em plenário, assim que as seis medidas provisórias com prazo de tramitação vencido que trancam os trabalhos sejam votadas. A decisão de incluir em pauta o reajuste já havia sido tomada na terça-feira em uma reunião entre os líderes partidários.

Gabinete
A reunião da Mesa Diretora também serviu para descartar a proposta do 2º secretário, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), de reajustar a verba de gabinete de R$ 50 mil para R$ 65 mil. Em entrevista após a reunião, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou que os reajustes, tanto de verba de gabinete como da verba indenizatória, estão descartados neste momento.

Ciro Nogueira disse que não se sentiu frustrado e que cedeu aos colegas, que não consideram o momento oportuno para a medida. O 2° vice-presidente, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), ressaltou que seria "a pior hora" para um reajuste que não é bem visto pela sociedade.

Chinaglia concordou com a decisão. Para ele, o trabalho de recuperação da imagem da Câmara passa pela consciência de que essa medida seria impopular. "Nosso papel é manter a Câmara em sintonia com o que a sociedade espera de nós. Estamos buscando reconhecimento de nossas ações, e essa ação seria mal vista", avaliou.

COMENTANDO A NOTICIA: Há algumas semanas atrás, quando Lula deu posse para alguns ministros, lembram dele os haver chamado de heróis pelo baixo salário que recebiam ? Naquele dia mesmo escrevemos que Lula estava pedindo que “alguém” propusesse aumentar seus próprios salários. Bingo. Não deu outra. Foi isto mesmo que aconteceu. Claro que ele cretinamente não admitirá, se dirá surpreso, que não precisavam se preocupar, etc, e blá,blá e blá. Mentira. Ele cantou a pedra que queria um aumento e agora os “generosos” parlamentares querem lhe conceder o nada desprezível reajuste de mais de 82% ! Pois é, amigo leitor: estes são os patriotas petistas e petralhas. Governo para esta gentalha é uma simples ação entre amigos. O povo trabalha e paga impostos, e eles se cotizam na divisão dos lucros. Este partideco representa a sociedade de capital fechado da política: em seus cofres o dinheiro apenas entra.

Imprensa não mostra coisas boas. Mas há?

Adelson Elias Vasconcellos

Pois bem, muitos conhecem bem minha opinião sobre Lula – o presidente, aquele que se considera acima do bem e do mal, porém, que absolutamente só governa para si mesmo. Nenhuma ação patrocinada por Lula teve a legítima intenção de beneficiar o povo brasileiro. Nenhuma. Tudo o que este ex-metalúrgico tem feito é com a segunda intenção de se proteger das malvadezas de seu governo de moleques e larápios, para escudado na covardia e na mistificação, permanecer no poder.

Lula se fez na bandidagem. Durante anos a fio o que este “brasileiro” mais soube fazer foi dizer não quando lhe foi pedido apoio, foi criticar tudo e todos com ou sem razão, plantar mentiras e dossiês caluniadores e falsos, destruir reputações e, sorrateiro, tentou minar todo e qualquer governo que encontrou pela frente.

Hoje, presidente, vem e critica a imprensa que usou e abusou durante todo este tempo para espalhar e plantar seu fel, sua maldade. Critica a imprensa que o critica, pela simples razão de que sua arrogância e prepotência, não aceita a critica, certa ou errada; não sabe conviver com o contraditório, no melhor estilo caudilhesco do bate e arrebento, não aceita opiniões contrárias acostumado que foi a bajulação. Não admite oposição, porque se considera um semi-deus.

Muito bem. Ele, na verdade, colhe a imprensa que ele mesmo semeou ao longo dos anos. De tanto falsear a verdade em relação aos que estavam no poder, acostumou boa parte da imprensa a só buscar a pantomina.

Lula voltou a criticar a imprensa nesta quinta-feira. O presidente disse que a mídia só divulga coisas ruins. Ele reclamou da generalização ao tratar dos casos de corrupção entre políticos ou falta de empenho de parlamentares para trabalhar. Pois quando parlamentares votam na surdina aumentos imorais de seus salários e privilégios já abusivos, quando o atual presidente da Câmara prometera ainda em campanha que não aumentaria estes mesmos vencimentos e privilégios além de anunciar aos quatro cantos que os trabalhos seriam de segunda à sexta-feira, e o vemos aprovar o enforcamento da segunda feira e a liberação de gastos sem comprovação, o senhor Lula espera o quê ? Que façamos de conta que nada aconteceu ? Acaso lembra o presidente de quem no final é que arca com o prejuízo ?
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Segundo Lula, o mesmo raciocínio é adotado pelos jornalistas ao falar dos crimes cometido pelos menores: “Quando um jovem comete um delito, uma coisa bárbara, isso aparece na imprensa durante 30 dias. E muitas vezes o jovem faz coisas boas e não aparece nem no rodapé do jornal. Nem é notícia. Eu quero dizer isso para ter uma conversa muito franca com vocês. Eu às vezes tenho a impressão que nós valorizamos o que não presta e desvalorizamos o que presta no país”, declarou.

Ora, o que a mídia faz é mostrar os fatos. Se eles não são coloridos como Lula desejaria, e qualquer um de nós também, nos compete simplesmente mudar esta realidade com trabalho e esforço, para podermos ver o colorido onde só vê o acinzentado. O fato é que Lula acha que por ser presidente, a mídia tenha obrigações de lhe agradar com notícia boas tão somente. Mas não tem. O fato de divulgar acentuadamente o crime bárbaro do menino João Hélio com tanta força e insistência, é porque o crime bárbaro vem se tornando prática comum do nosso dia-a-dia. E o que se tem é um governo que não toma decisões para, pelo menos, reduzir a criminalidade ao mínimo suportável, e punir de forma mais rigorosa estes mesmos crimes bárbaros. E não fosse pela pressão, os projetos dormiriam nas gavetas do Congresso por um bom número de anos, e o pau correndo solto e sacrificando as vidas de milhares de inocentes que são estúpida e brutalmente assassinados no país, sem que as autoridades tomem providências que nos garantam a segurança que é paga ao Estado com impostos escorchantes.
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Além disto, é preciso que se diga que, a sensação de impunidade que varre o país, e que de forma direta incentiva a violência se alastrar feito câncer incurável, com falência múltipla, deriva-se de uma elite política da qual Lula é hoje o representante máximo, onde não se vê o mesmo rigor de punição para os crimes de desvios de recursos públicos, malversação, corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, formação de quadrilha, quebra de sigilo, escutas clandestinas, com que se pune o cidadão comum no furto de um simples pote de margarina no mercadinho da esquina. O que mais se vê é uma elite política dissociada da realidade do país. Um Judiciário inútil, paquidérmico, um estado desperdiçador, uma plêiade de deputados e senadores a transformarem o Congresso Nacional em um imenso balcão de negócios e negociatas desonestas, a se fartarem em privilégios indecorosos e imorais.
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Diante da inércia do governo federal, vemos o apagão aéreo arrastando-se há seis meses, e um boçal presidente da ANAC quando intimado a prestar esclarecimentos, ter o descaramento de negar a existência da crise. Vemos no país, repetir-se a epidemia de dengue, e neste ano já se contabilizam mais de 130 mil casos, sem que o governo federal tenha adotado medidas capazes de reduzir o sofrimento da população. Vemos um governo federal ainda tentar abafar todas as formas de investigações de falcatruas por ele cometidas, o mesmo governo hoje ocupado por pessoas que o que mais fizeram quando na oposição foi justamente investigar, mesmo sem critério algum, levantar falsas suspeitas, plantar mentiras e calúnias, destruir e destruir e destruir para que se criasse o clima do quanto pior melhor. O mesmo partido que denunciou as práticas do é dando que se recebe, a pratica hoje sem a menor cerimônia, e o que é pior: tenta cooptar partidos e parlamentares para se venderem de forma ordinária em troca do voto para aquilo que interessa ao executivo.

Diante deste descalabro fica, pois, muito difícil publicar-se apenas coisas boas. Fosse apenas isto que este governo fizesse, por certo, desejáramos apenas noticiar coisas boas. Mas qual, não há razões para escondermos debaixo do tapete as malvadezas cometidas por um governo que se caracteriza pela mentira e mistificação. Além da natural incompetência e falta de firmeza. Um governo covarde que joga apenas para aparentar.Aparentar que é bom, que é social, que governa para os pobres, que se preocupa com bem estar geral da população, quando na verdade suas ações demonstram justamente o contrário. É bom que Lula guarde bem isso: sua prática de falsear, não pode ser imposta com comportamento normal e corriqueiro a ser obedecido por toda a nação. Tem quem não goste de ser cínico, tem quem não goste de ser canalha, tem quem não goste de roubar, principalmente dinheiro público, tem quem na sua atividade profissional atua com ética e decência, e não com imoralidade, picaretagem, falta de vergonha na cara e molecagem como muitos dos ministros e auxiliares diretos do senhor Lula. Tem até, vejam vocês, pessoas que são gratas pelas boas coisas que recebem de terceiros. Quando foi que se ouviu de Lula uma palavra de agradecimento pelo trabalho recebido do governante que o antecedeu e que lhe entregou um Brasil muito melhor, mais arrumado e estabilizado política e economicamente ?
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Portanto, Lula não pode exigir de ninguém aquilo que ele próprio não concede. Se fala mal o tempo inteiro dos governantes anteriores, principalmente FHC, e na maior parte das vezes de forma injustificada e desleal, tanto quanto mentirosa, como gostaria ele de receber um tratamento diferente ? A imprensa até pode cometer abusos e os comete, mas sempre tem a grandeza de reconhecer seus erros e desculpar-se. Age o senhor Lula com o mesmo espírito ? Por certo que não. Hoje, ontem, na semana passada, há um mês atrás, ou até logo após a eleição ele que prometera não mais criticar os governantes anteriores, acaso cumpriu com a palavra ? E o que dizer dos muitos amigos que simplesmente abandonou e traiu por não atenderem seus interesses mesquinhos de manutenção do poder em suas mãos ? Que ele, então, fizesse um mea-culpa e tivesse a grandeza de se encontrar em erro. Que também tivesse a mesma grandeza para reconhecer que muito do sucesso de seu governo se deve ao trabalho que foi feito (e que ele apenas colheu os resultados), pelo governo do Fernando Henrique. Que descesse com humildade do palanque, sem arrogância ou empáfia, e se dispusesse a governar mais e melhor o país, preocupando-se e se atendo exclusivamente com os problemas atuais que afligem o nosso povo. Se fizesse isto, já estaria de bom tamanho. Mas como não se pode exigir de um perna de pau que jogue com um verdadeiro craque de bola, da mesma forma, não se pode exigir de um moleque ladino a grandeza de espírito que somente encontramos em homens de espírito público, e caráter de estadista. Dos pobres de espíritos o máximo que se pode esperar é que pelo menos sejam honestos . Fosse isto, e Lula teria o reconhecimento que nos cobra insistentemente. Aliás, já pelo fato de nos cobrar este “reconhecimento”, já se demonstra a pequenez do caráter do homem que apela para tão baixo nível.

Número de acidentes aumentou

Número de acidentes aumentou 23,8% nas estradas federais
Do G1, em São Paulo

Segundo balanço da Polícia Rodoviária, foram anotados 1.744 acidentes, com 79 mortes.
No ano passado, foram 1.408 acidentes e 77 mortes.


Movimento nas estradas aumentou 30% na comparação com o ano passado e o de acidentes nas estradas federais durante o feriado da Semana Santa aumentou 23,86% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal. O número de feridos subiu 29,25% e o de mortes, 2,06%.

Entre a 0h de quinta-feira (5) e a meia-noite de domingo (8), foram registrados 1.744 acidentes, 1.149 feridos e 79 vítimas fatais. No ano passado, foram 1.408 acidentes, 889 feridos e 77 mortes.

O dia mais violento foi o domingo (8), quando foram computados 639 acidentes, com 359 feridos e 29 mortes.
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Os técnicos da Polícia Rodoviária acreditam que a grande diferença entre o número de feridos e de mortos é conseqüência da rapidez no atendimento das vítimas. Helicópteros e ambulâncias reforçaram a frota dos agentes nas principais rodovias do país durante o feriado. Além disso, houve policiamento preventivo nos pontos onde geralmente há maior índice de acidentes.

Ranking de acidentes
O estado que concentrou o maior número de acidentes foi Minas Gerais, que teve 324 colisões, capotamentos e atropelamentos. Em segundo lugar no "ranking" está Santa Catarina (210) e em terceiro, São Paulo (164).

Minas Gerais também teve o maior número de mortos - 15 vítimas fatais. Em seguida aparecem São Paulo (14), Rio de Janeiro (nove), Goiás e Santa Catarina (cinco) e Mato Grosso do Sul e Maranhão (quatro).

Movimento intenso
De acordo com técnicos da Coordenação-Geral de Operações da PRF, houve um aumento médio de 30% no fluxo de veículos durante a Semana Santa, na comparação com o mesmo feriado do ano passado. Os técnicos dizem que a crise aérea fez com que muitos passageiros desistissem da viagem de avião. Por isso, o movimento foi intenso nas rodovias.

Fiscalização
Durante os quatro dias de operação, mais de 9.000 agentes intensificaram a fiscalização nas rodovias federais. De acordo com a PRF, 20.995 veículos foram autuados por diversas infrações. Mais de 1.100 carros foram retidos e 359 carteiras de habilitação foram recolhidas.

Um militar para o comando

De O Estado de S.Paulo:

"No Ministério da Defesa, que escapou da reforma ministerial, o saldo de cem dias de governo é negativo. O apagão aéreo fez dos passageiros os maiores prejudicados, mas a Defesa foi a grande vítima institucional da crise, que já dura seis meses. A queda de braço com os controladores acabou fortalecendo os comandantes militares. “Nunca vi as três Forças tão unidas”, disse ao Estado um oficial do Alto Comando das Forças Armadas. Em baixa, a liderança frágil do ministro Waldir Pires ressuscitou até a idéia de “reestruturar” o ministério, mencionada na semana passada pelo presidente Lula - que, por sinal, deu contribuição direta para a crise, ao desautorizar o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e depois voltar atrás.

Criado em 1999 para unificar o sistema de defesa da soberania nacional, o ministério foi planejado também para aprofundar a integração dos militares à democracia, devendo o titular ser um civil - que responderia ao presidente, enquanto os comandantes das três Forças chefiaram as tropas. No rastro da crise do apagão aéreo, entrou em circulação até a proposta de um militar assumir o ministério. “Por que não um militar, se já passaram tantos civis e não deu certo?”, questiona o general Luiz Gonzaga Lessa, ex-comandante da Amazônia, hoje com assento no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES)."

COMENTANDO A NOTÍCIA; Já lemos gente criticando que a unificação das três forças militares não deu certo, que o melhor seria voltar à fórmula antiga. Besteira. Não deu certo porque à testa do Ministério de Defesa se colocou gente sem nenhuma representatividade e sem nenhuma liderança perante às Forças Armadas. Além disto, e isto já vem desde o fechamento do ciclo da ditadura militar, há um enorme ressentimento de parte dos governantes civis em relação aos militares. Sempre o esforço foi dirigido foi na tentativa de enfraquecê-los, por onde aliás se assenta a falta de investimentos no reaparelhamento indispensável para que as Forças Armadas cumpram adequadamente seu papel constitucional.

Além disso, em todos os países do Primeiro Mundo, a fusão em único ministério de Defesa das três forças, acabou dando certo, Porém, lá o objetivo era de racionalização para um fortalecimento homogêneo. Diferente daqui. Ou se encontra alguém que tenha representatividade e liderança perante os militares das três Armas, ou se coloque no Ministério Defesa alguém formado ou na Marinha, Aeronáutica ou Exército. É simples assim. Resta saber se o governo o que realmente deseja este governo. Pelo que se viu até aqui, tirando o discurso cretino, só tem feito aumentar a insatisfação e alimentado crises.

Câmara: líderes acabam com sessões às segundas

Maria Clara Cabral, Redação Terra

Os líderes partidários da Câmara dos Deputados decidiram nesta terça-feira acabar com as sessões às segundas-feiras e substituí-las por mais uma sessão às terças-feiras de manhã. O acordo foi feito após pedido de diversas lideranças, tanto da oposição, quanto do governo.

As sessões das segundas-feiras passaram a acontecer apenas quando o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), tomou posse, mas não teve a receptividade dos parlamentares. Agora, como de costume, os deputados terão que vir para Brasília apenas de terça a quinta.

"Todos os líderes, de todos os partidos foram pressionados pelas suas bancadas. Eles alegam que nas segundas há reivindicações em seus Estados e que eles (deputados) não estão conseguindo atender a estas demandas", disse o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ).

De acordo com os líderes, a sessão de segunda-feira será substituída por uma na terça de manhã apenas na semana que vem, em caráter experimental. A proposta, no entanto, deve vingar, já que conta com o apoio de todos os partidos.

Salários e CNEs
Sem acordo na Medida Provisória (MP) que tranca a pauta, a que trata do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), os líderes não discutiram na reunião de hoje temas polêmicos, como o reajuste salarial dos parlamentares e a contratação dos Cargos de Natureza Especiais (CNEs). Ao invés disso, os Democratas (ex-PFL), que já estavam obstruindo a pauta do Plenário, ganharam apoio de toda a oposição.

O líder da minoria, Júlio Redecker (PSDB-RS), faz questão de lembrar, contudo, que essa obstrução não está ligada com a demora da instalação da CPI do Apagão Aéreo. "Se o governo não conversar sobre nossas prioridades, vamos obstruir. Faço questão de lembrar, porém, que isso não tem nada a ver com a CPI. Essa é uma obstrução apenas pontual", disse o líder.

Já o vice-líder Beto Albuquerque (PSB-RS) diz que a questão do Fundeb é muito importante para o país e que "por isso o governo continuará fazendo a sua função".

COMENTANDO A NOTÍCIA: Depois os cretinos não sabem por sua “popularidade” está tão baixa perante o eleitorado ! Ora convenhamos: reduzir a jornada de trabalho de terça a quinta, depois se aplicarem um imerecido aumento de 12 para 16 mil sem retirar um único dos imorais privilégios que já gozam, é fazer pouco do povo que trabalha e sustenta este antro de vigaristas e larápios.