Carlos Sardenberg, Portal G1
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Momentos de euforia nos mercados internacionais sempre têm algo de irracional. Irracional, não. De exagero, porque, apesar dos excessos, o mercado se move com lógica.
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A lógica do momento é a seguinte: apesar dos desequilíbrios, a economia mundial segue em expansão. Como disse hoje o diretor do FMI, o espanhol Rodrigo Ratto: você olha para um ano atrás e a economia mundial não está pior. Ao contrário, parece melhor.
A lógica do momento é a seguinte: apesar dos desequilíbrios, a economia mundial segue em expansão. Como disse hoje o diretor do FMI, o espanhol Rodrigo Ratto: você olha para um ano atrás e a economia mundial não está pior. Ao contrário, parece melhor.
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Outro dia, Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve, Fed, o BC norte-americano, disse que não há nenhuma lei decretando o fim obrigatório de um período de expansão.
Outro dia, Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve, Fed, o BC norte-americano, disse que não há nenhuma lei decretando o fim obrigatório de um período de expansão.
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A animação de hoje veio de dados positivos sobre a criação de empregos nos EUA. Eis o sentido: mais um sinal de que não haverá recessão.
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Mas os EUA estão crescendo menos?
Mas os EUA estão crescendo menos?
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Sim, mas o Japão e a Alemanha surpreendem e crescem mais.
Sim, mas o Japão e a Alemanha surpreendem e crescem mais.
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A China continua bombando. E a cada momento aparece mais uma estrela asiática a acelerar o crescimento. A de hoje é o Vietnã.
A China continua bombando. E a cada momento aparece mais uma estrela asiática a acelerar o crescimento. A de hoje é o Vietnã.
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E se o mundo cresce, as empresas estão ganhando dinheiro, suas ações têm de se valorizar.
E se o mundo cresce, as empresas estão ganhando dinheiro, suas ações têm de se valorizar.
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No Brasil
A animação mundial chega ao Brasil porque o mercado está seguro de que não há risco algum ao equilíbrio macroeconômico.
No Brasil
A animação mundial chega ao Brasil porque o mercado está seguro de que não há risco algum ao equilíbrio macroeconômico.
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Dito de outro modo: a inflação não ameaça, o governo Lula não fará loucuras com as contas públicas (tipo detonar o déficit), não vai mexer no dólar flutuante. As exportações continuam crescendo, o BC compra reservas e isso significa que o governo tem dinheiro em caixa para cumprir todos seus compromissos.
Dito de outro modo: a inflação não ameaça, o governo Lula não fará loucuras com as contas públicas (tipo detonar o déficit), não vai mexer no dólar flutuante. As exportações continuam crescendo, o BC compra reservas e isso significa que o governo tem dinheiro em caixa para cumprir todos seus compromissos.
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Logo o risco de emprestar ou investir no Brasil é cada vez mais desprezível.
Logo o risco de emprestar ou investir no Brasil é cada vez mais desprezível.
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Verdade que o governo é ruim, não deslancha investimentos públicos e/ou privados, mas o setor privado é eficiente. Assim, do jeito em que está, o país cresce uns 4%, talvez mais.
Verdade que o governo é ruim, não deslancha investimentos públicos e/ou privados, mas o setor privado é eficiente. Assim, do jeito em que está, o país cresce uns 4%, talvez mais.
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Num mundo em festa, está mais do que bom, diz o mercado.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Em resumo se pode dizer o seguinte: o Brasil cresce e bem, apesar do governo inconseqüente de Lula. Ou da falta de governo. O que acaba dando no mesmo. Em outras palavras, Lula, continua sendo presidente de um Brasil que FHC deixou para ele, e sem precisar fazer rigorosamente nada para continuar dando certo. O problema é que poderíamos estar dando um enorme salto, não fosse a preguiça deste governo. Fizesse o que lhe compete e o que país precisa, por certo estaríamos bem mais à frente. Mas sendo este um governo omisso, negligente, e covarde, não arriscará sair da estagnação para se complicar ali na frente. E isto é a prova de que Lula jamais teve um projeto de governo: desde o princípio, isto é janeiro de 2003, Lula alcançou o seu objetivo que era chegar ao poder. Dali para cá, o trabalho tem sido de manutenção tão somente. Claro que ele não poupará críticas a FHC. Como já dissemos certa vez, FHC fez o governo que Lula gostaria de ter feito, mas sem a propaganda adora fazer e está fazendo. Daí sua popularidade permanecer intocável. Fosse o povo brasileiro mais instruído e tivesse maior e melhor acesso à informação, com certeza, Lula politicamente estaria enterrado.
Num mundo em festa, está mais do que bom, diz o mercado.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Em resumo se pode dizer o seguinte: o Brasil cresce e bem, apesar do governo inconseqüente de Lula. Ou da falta de governo. O que acaba dando no mesmo. Em outras palavras, Lula, continua sendo presidente de um Brasil que FHC deixou para ele, e sem precisar fazer rigorosamente nada para continuar dando certo. O problema é que poderíamos estar dando um enorme salto, não fosse a preguiça deste governo. Fizesse o que lhe compete e o que país precisa, por certo estaríamos bem mais à frente. Mas sendo este um governo omisso, negligente, e covarde, não arriscará sair da estagnação para se complicar ali na frente. E isto é a prova de que Lula jamais teve um projeto de governo: desde o princípio, isto é janeiro de 2003, Lula alcançou o seu objetivo que era chegar ao poder. Dali para cá, o trabalho tem sido de manutenção tão somente. Claro que ele não poupará críticas a FHC. Como já dissemos certa vez, FHC fez o governo que Lula gostaria de ter feito, mas sem a propaganda adora fazer e está fazendo. Daí sua popularidade permanecer intocável. Fosse o povo brasileiro mais instruído e tivesse maior e melhor acesso à informação, com certeza, Lula politicamente estaria enterrado.