quinta-feira, abril 12, 2007

Câmara: líderes acabam com sessões às segundas

Maria Clara Cabral, Redação Terra

Os líderes partidários da Câmara dos Deputados decidiram nesta terça-feira acabar com as sessões às segundas-feiras e substituí-las por mais uma sessão às terças-feiras de manhã. O acordo foi feito após pedido de diversas lideranças, tanto da oposição, quanto do governo.

As sessões das segundas-feiras passaram a acontecer apenas quando o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), tomou posse, mas não teve a receptividade dos parlamentares. Agora, como de costume, os deputados terão que vir para Brasília apenas de terça a quinta.

"Todos os líderes, de todos os partidos foram pressionados pelas suas bancadas. Eles alegam que nas segundas há reivindicações em seus Estados e que eles (deputados) não estão conseguindo atender a estas demandas", disse o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ).

De acordo com os líderes, a sessão de segunda-feira será substituída por uma na terça de manhã apenas na semana que vem, em caráter experimental. A proposta, no entanto, deve vingar, já que conta com o apoio de todos os partidos.

Salários e CNEs
Sem acordo na Medida Provisória (MP) que tranca a pauta, a que trata do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), os líderes não discutiram na reunião de hoje temas polêmicos, como o reajuste salarial dos parlamentares e a contratação dos Cargos de Natureza Especiais (CNEs). Ao invés disso, os Democratas (ex-PFL), que já estavam obstruindo a pauta do Plenário, ganharam apoio de toda a oposição.

O líder da minoria, Júlio Redecker (PSDB-RS), faz questão de lembrar, contudo, que essa obstrução não está ligada com a demora da instalação da CPI do Apagão Aéreo. "Se o governo não conversar sobre nossas prioridades, vamos obstruir. Faço questão de lembrar, porém, que isso não tem nada a ver com a CPI. Essa é uma obstrução apenas pontual", disse o líder.

Já o vice-líder Beto Albuquerque (PSB-RS) diz que a questão do Fundeb é muito importante para o país e que "por isso o governo continuará fazendo a sua função".

COMENTANDO A NOTÍCIA: Depois os cretinos não sabem por sua “popularidade” está tão baixa perante o eleitorado ! Ora convenhamos: reduzir a jornada de trabalho de terça a quinta, depois se aplicarem um imerecido aumento de 12 para 16 mil sem retirar um único dos imorais privilégios que já gozam, é fazer pouco do povo que trabalha e sustenta este antro de vigaristas e larápios.