quinta-feira, abril 12, 2007

2,2 milhões de aposentados terão de fazer nova perícia

Carlos Rangel, da equipe do DiárioNet
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a convocar, a partir de julho, 2,2 milhões de beneficiários urbanos, em todo o País, que recebem aposentadoria por invalidez há mais de dois anos. Eles farão nova perícia médica para verificar se persistem as condições que deram origem ao benefício, informa a assessoria do INSS. Quem tiver condições de voltar ao trabalho terá a aposentadoria cessada. A revisão será realizada em um ano e meio e, a partir daí, a perícia médica a cada dois anos será rotina.
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Existem 400 mil pessoas nas áreas urbanas que recebem a aposentadoria por invalidez há menos de dois anos. Eles só serão chamados à medida que completarem dois anos recebendo o benefício. Segundo o presidente do INSS, Valdir Moysés Simão, a revisão das aposentadorias por invalidez é uma das mais importantes medidas de gestão e tem por finalidade a reinserção dos segurados recuperados no mercado de trabalho.
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Primeiro serão chamados os beneficiários mais jovens. Se for comprovado, durante a revisão, que o beneficiário tem condições para solicitar uma aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição, poderá fazer a migração, pois o período em que recebeu o benefício conta como tempo de contribuição.
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Serão definidos dois universos de segurados: o primeiro com os que recebem o benefício entre dois e cinco anos e o segundo com os beneficiários que recebem a aposentadoria por invalidez há mais de cinco anos, pois a regra para a cessação do benefício será diferenciada.
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Quem recebe há mais de cinco anos continua recebendo por mais um ano e meio (100% do benefício por mais seis meses, 50% do benefício por outros seis meses e 25% do benefício por mais seis meses).
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Quem recebe há menos de cinco anos e puder retornar à empresa terá o benefício cessado imediatamente. Quem não puder retornar à empresa, continuará a receber o benefício por tantos meses quantos foram os anos em que recebeu a aposentadoria por invalidez. Assim, se recebeu o benefício por três anos, continua a receber por mais três meses. Caso a recuperação do trabalhador seja parcial, a regra é igual para quem recebe o benefício há mais de cinco anos: ele recebe 100% do benefício por mais seis meses, 50% do benefício por outros seis meses e 25% do benefício por mais seis meses. Os segurados farão a perícia com dia o hora previamente agendados.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Imaginem vocês se outro governo qualquer tomasse a mesma atitude ? O petê poria a banda na rua e provocaria um caos de gigantescas proporções, não é mesmo ? Pois então: apenas para situar, a seguir apresentamos alguns comentários que estão lá no DiárioNet.. O que me parece neste caso como no da tal Emenda 3 da Super-Receita, é que o governo Lula está de alguma maneira praticando o aumento de contribuintes sindicais para favorecer os amigos e companheiros das centrais associadas. Quantos são estes segurados sob a ameaça da punição ? Dois milhões e duzentos. /quantos serão atingidos pela emenda 3 vetada por Lula ? Mais 3,5 milhões. Total: 5,7 milhões de clientes sindicais em potencial. Se conseguirem reverter a situação de uns vinte por cento deste total, as centrais receberão de “braços” abertos, em torno de 1,0 milhões de novos contribuintes. Façam o cálculo e vejam o que se encontra por detrás destas maravilhas protagonizadas pelo governo do Inácio ?

Seguem os comentários de alguns brasileiros que sofrerão um constrangimento sem conta de parte do governo que diz governar para os pobres...:

Nome: Aparecida Jardini
E-mail: aparecidajardini@gmail.com

Comentário: Somos cidadãos honestos e de bons costumes. Durante anos contribuímos para o INSS e não temos culpa da má administração e da falência desse órgão. A atitude do governo é irresponsável. O que farão as pessoas que não têm condições de exercer suas atividades laborativas e estão sendo descartadas sem ter o direito de se defender?

Nome: Pedro Pinto
E-mail: pwayrespinto@gmail.com

Comentário: Tenho problemas sérios na coluna vertebral. Estou impossibilitado de exercer atividade laborativa. Não acredito muito neste tipo de noticias, pois a vida inteira contribuí com a Previdência Social e agora que preciso dela nada recebo, nem beneficio e nem aposentadoria. Será que acredito no que o Sr. Valdir Moysés Simão DD Presidente do INSS prega..? Pelos meus pequenos conhecimentos de ordem política e social a Previdência não tem interesse em atender quem precisa.

Nome: Francisco
E-mail: jcfmar@brturbo.com.br

Comentário: Enquanto um parlamentar se aposenta com quatro anos de moleza, e recebe aposentadoria vitalícia, as filhas solteiras dos delegados recebem aposentadoria vitalícia após a morte do pai, eles ameaçam sempre os menos favorecidos, que perderam a saúde trabalhando duro.

Nome: Sidnei Couto
E-mail: sidneicouto@yahoo.com.br

Comentário: Não bastassem as longas filas nos postos de atendimento e a demora no trâmite dos processos, a gestão incompetente da Previdência leva os usuários do sistema a conviver com este tipo de absurdo. É deprimente para o aposentado por invalidez, que deve ter sofrido emocionalmente pela perda de sua capacidade produtiva, ter que passar por tamanho constrangimento, por absoluta incapacidade de gestão. Seria oportuno que o Ministério Público Federal intercedesse legalmente pelos usuários da previdência.