Adelson Elias Vasconcellos
Interessante a informação passada hoje pelo site Contas Abertas sobre o modo como o deputado Edmar Moreira, que ainda “está” Corregedor da Câmara, gasta sua verba indenizatória: 80% é consumido com... segurança. Peraí: o cara não é empresário justamente do ramo de segurança, (é dono de pelo menos 3 empresas desta área), alardeando que suas empresas chegaram a empregar 10 mil seguranças? No ano passado, por exemplo, dos R$ 180 mil gastos com a verba, R$ 144 mil, 80% do total, serviram para pagar esse tipo de serviço. Não é meio estranho?
Mas é não apenas a não declaração à Justiça Eleitoral da existência do castelinho e das contribuições à previdência que foi retido de seus empregados, e que o nobre deputado deixou de recolher, o problemas que lhe atazanam a vida. A vida do parlamentar é meio enroladinha mesmo, conforme noticiou a Folha de São Paulo, sobre um certo empréstimo feito junto ao Banco do Brasil. Segue a notícia.
Empresa de novo corregedor não pagou empréstimo ao BB
Mesmo mergulhada em dívidas e à beira da falência, a empresa de vigilância do novo corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira (DEM-MG), conseguiu um empréstimo de R$ 1,9 milhão no Banco do Brasil em setembro de 2006.
Dias depois, a F. Moreira Empresa de Segurança e Vigilância doou R$ 72 mil para as campanhas à reeleição do congressista e de seu filho, o deputado estadual Leonardo Moreira (DEM-MG). O empréstimo não foi pago e a empresa é executada judicialmente na 21ª Vara Cível de São Paulo.
Não é só o Banco do Brasil que afirma ser vítima de calote do novo corregedor da Câmara. Documentos obtidos pela Folha mostram que a F. Moreira é alvo de 123 protestos em cartórios de São Paulo, que cobram um valor total de R$ 551 mil.
Além disso, a empresa é alvo de inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o congressista. Ele é acusado de descontar o INSS de seus empregados e não repassar o dinheiro à Previdência, como a Folha revelou ontem. A dívida cobrada em apenas um processo supera R$ 1 milhão.
Por essa acusação, o corregedor-geral foi denunciado pela Procuradoria ao STF. Caso a denúncia seja aceita pelo ministro Eros Grau, Moreira se transformará em réu em processo por apropriação indébita.
Interessante a informação passada hoje pelo site Contas Abertas sobre o modo como o deputado Edmar Moreira, que ainda “está” Corregedor da Câmara, gasta sua verba indenizatória: 80% é consumido com... segurança. Peraí: o cara não é empresário justamente do ramo de segurança, (é dono de pelo menos 3 empresas desta área), alardeando que suas empresas chegaram a empregar 10 mil seguranças? No ano passado, por exemplo, dos R$ 180 mil gastos com a verba, R$ 144 mil, 80% do total, serviram para pagar esse tipo de serviço. Não é meio estranho?
Mas é não apenas a não declaração à Justiça Eleitoral da existência do castelinho e das contribuições à previdência que foi retido de seus empregados, e que o nobre deputado deixou de recolher, o problemas que lhe atazanam a vida. A vida do parlamentar é meio enroladinha mesmo, conforme noticiou a Folha de São Paulo, sobre um certo empréstimo feito junto ao Banco do Brasil. Segue a notícia.
Empresa de novo corregedor não pagou empréstimo ao BB
Mesmo mergulhada em dívidas e à beira da falência, a empresa de vigilância do novo corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira (DEM-MG), conseguiu um empréstimo de R$ 1,9 milhão no Banco do Brasil em setembro de 2006.
Dias depois, a F. Moreira Empresa de Segurança e Vigilância doou R$ 72 mil para as campanhas à reeleição do congressista e de seu filho, o deputado estadual Leonardo Moreira (DEM-MG). O empréstimo não foi pago e a empresa é executada judicialmente na 21ª Vara Cível de São Paulo.
Não é só o Banco do Brasil que afirma ser vítima de calote do novo corregedor da Câmara. Documentos obtidos pela Folha mostram que a F. Moreira é alvo de 123 protestos em cartórios de São Paulo, que cobram um valor total de R$ 551 mil.
Além disso, a empresa é alvo de inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o congressista. Ele é acusado de descontar o INSS de seus empregados e não repassar o dinheiro à Previdência, como a Folha revelou ontem. A dívida cobrada em apenas um processo supera R$ 1 milhão.
Por essa acusação, o corregedor-geral foi denunciado pela Procuradoria ao STF. Caso a denúncia seja aceita pelo ministro Eros Grau, Moreira se transformará em réu em processo por apropriação indébita.
O processo de quebra da F. Moreira é cheio de contradições. Em 2006, já em sérias dificuldades e alvo de execuções judiciais para a cobrança de dívidas, a empresa conseguiu o empréstimo do BB no dia 6 de setembro. Naquele mês, véspera da eleição e com o caixa revigorado, repassou R$ 36 mil para a campanha de Edmar e R$ 36 mil para a de Leonardo. Desde 2002, a F. Moreira doou R$ 800 mil a candidatos.
Em 2007, o deputado solicitou a recuperação judicial e, em janeiro de 2008, a falência foi decretada. Mas a empresa continuou a ser usada para movimentar dinheiro. No ano passado, prestadores de serviço, como operadoras de telefonia, cobraram R$ 360 mil em supostas dívidas. Em 21 de maio, o BB acusou um cheque sem fundo da F. Moreira. O banco não comenta o caso.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Claro que o deputado Edmar talvez não seja o único parlamentar na situação de tomador de empréstimo junto ao Banco do Brasil, cujos pagamentos ficam a ver navios. A condição de deputado ou senador é sempre um aval garantidor de empréstimos em bancos públicos, em condições bastante favoráveis e obtidos, muitas vezes, sem nenhuma garantia real para a instituição.
Contudo, para quem é colocado no cargo de CORREGEDOR, não basta ser honesto, tem que parecer honesto...Sobre seu ocupante não podem pairar lisuras de espécie alguma quanto ao seu comportamento e retidão moral. Esta é uma condição mínima e indispensável. Ou, ao menos, assim deveria ser.
Mas Edmar não está enrolado apenas no que vai acima. O Castelo “humilde” do deputado não foi o único imóvel de sua propriedade que ele “esqueceu” de declarar. É o que informam Fernanda Odilla, Alan Gripp e Maria Clara Cabral na Folha de São Paulo:
O Ministério Público do Trabalho de Campinas (SP) pediu o bloqueio de três imóveis registrados em cartório em nome do novo corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira (DEM-MG), não declarados por ele à Justiça quando concorreu à reeleição, em 2006.
O pedido de bloqueio foi feito em janeiro de 2007, em razão de dívidas trabalhistas das empresas de vigilância de Moreira. O Ministério Público fez uma varredura em cartórios da Zona da Mata mineira para listar os bens. As certidões foram obtidas em 9 de outubro de 2006.
Em São João Nepomuceno, sua terra natal, estão em nome do deputado duas casas na área urbana da cidade e um terreno de quatro hectares no distrito de Carlos Alves, mesmo lugar onde Moreira ergueu um suntuoso castelo de 36 suítes.
Esses três imóveis não constam da relação de bens entregue pelo deputado ao Tribunal Superior Eleitoral em julho de 2006. Na lista de propriedades declaradas há só um bem em São João Nepomuceno: uma casa na Praça João Teodósio de Araújo, no valor de R$ 17,5 mil.
As certidões das duas casas e do terreno não declarados por ele não informam, segundo o Ministério Público, quando foram adquiridos pelo deputado. Moreira não foi localizado pela Folha para explicar a diferença entre os dois documentos.
Além dessas três propriedades, o Ministério Público do Trabalho pediu o bloqueio de outros seis imóveis em nome do deputado e de sua mulher, Julia Fernandes Moreira, em São João Nepomuceno e Juiz de Fora. A Justiça do Trabalho ainda não julgou os pedidos.
Moreira e sua mulher são donos de três empresas de segurança privada em São Paulo. Eles são acusados de sonegar INSS e não honrar dívidas trabalhistas. Há cerca de 2.000 ações movidas por ex-empregados do deputado.
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***** CONCLUSÃO - Deste modo, certo está o presidente recém eleito da Câmara de Deputados, Michel Temer, em afirmar que, até terça-feira próxima, o homem do castelinho será apeado da função de Corregedor. Está na horta de o congresso, de vez em quando (não podemos esperar muito mais do que um “de vez em quando” dessa gente, não é mesmo?) adotar medidas decentes e dignas da representação outorgada pela população brasileira. Ou não merecemos ser representados por parlamentares honestos?