sábado, fevereiro 07, 2009

ENQUANTO ISSO...

Mangabeira e Minc travam nova polêmica

A proposta do ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, de flexibilizar os licenciamentos ambientais das obras do PAC na Amazônia Legal acabou fazendo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, romper o silêncio que vinha cumprindo desde que, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parou de discutir publicamente com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, sobre o Código Florestal.

Enquanto isso ...

Governo aumenta agropecuária na Amazônia

O governo federal aprovou nesta quinta-feira uma medida que, na prática, vai ampliar as áreas de agricultura e pecuária na Amazônia e diminuir as exigências de replantio de floresta em áreas degradadas. A Comissão Coordenadora do Zoneamento Ecológico-Econômico do Território Nacional, uma câmara interministerial composta por 13 ministérios, modificou a área de reserva legal no entorno da BR-163, que liga Santarém (PA) a Cuiabá (MT), e da Rodovia Transamazônica, a BR-230.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Não sei por quais razões, às vezes, a mídia brasileira comete pecados imperdoáveis sobre determinados fatos. Um deles, por certo, é a questão ambiental e a legislação que a reveste. Senão vejamos: enquanto esteve na oposição, uma das formas do PT atrapalhar conscientemente qualquer governo, era agitar as ONGs (dentre as quais os ambientalistas , grande parte picareta), para a criação de leis em defesa da natureza e sua preservação. Claro, não era de bom tom alguém que se colocar contrário à idéia de preservação ambiental. Pois bem, além da legislação que se pressionar para criar, uma das coisas que os petistas sempre adoraram, foi agarrar-se ao poder ocupando-se cargos públicos. Boca rica é com eles mesmos! Assim, praticamente todos os órgãos e fundações que versam sobre meio ambiente , federal e estaduais, foram sendo ocupado por petistas.

A legislação que ao longo foi sendo criada tinha por objetivo engessar de tal modo a concessão de licenças que, como se vê hoje, chegamos ao absurdo de algumas demandarem mais de 10 anos para serem concedidas. Este é o caso das licenças para a construção de usinas hidrelétricas.

Hoje, no poder, Lula reclama desta demora, mas se esquece que foi seu próprio partido quem mais “incentivou” esta imobilização. Mas a contradição é flagrante. Quando a comunidade internacional pressiona o país sobre a devastação amazônica, Lula vai para os palanques tecer um longo rosário de medidas que seu governo tomou buscando a preservação. Em contra medida, fechado em seu gabinete, pressiona sua base para “flexibilizar” as regras de concessão de licenças, e promulga decretos que incentivam a devastação.

Tal contradição acabam, como não poderia ser diferente, contrapondo seus ministros. Reparem que Mangabeira foi escolha pessoal do próprio Lula, apesar do meio brasileiro ter afirmado, à época do mensalão, que “nuncadantez neste paiz” houvera presidente mais corrupto do que Lula.

Mangabeira faz exatamente o papel que lhe foi proposto por Lula e, quase sempre, este papel acaba criando e gerando atritos com ministros de outras áreas que se vêem, deste modo, totalmente desorientados. Porém, na medida em que os atritos se sucedem, o que se vai concluindo é que o país segue sem rumo em muitas áreas, cuja ocupação fisiológica, politiqueira, feita para atender apetites pessoais unicamente, ignorando-se os interesses maiores do país, são reveladores de um completo desgoverno.

Portanto, o projeto de governo de Lula se centraliza no marketing, onde todas as mentiras são tornadas realidades. O brasileiro que aprova esta porcaria que está aí, é um sonhador nato. No meio da crise, com desemprego, inflação, escassez de crédito, ele diz na pesquisa que acredita que seu salário irá melhorar nos próximos três meses, que sua vida vai melhorar, etc. Isto demonstra o quanto a propaganda oficial tem feito no sentido de anestesiar a população que passou a acreditar que o brasileiro real seja o que Lula exibe na propaganda.