Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Em uma cerimônia concorrida, tomaram posse ontem os 513 deputados da 53ª Legislatura da Câmara. Misturavam-se parlamentares investigados - como mensaleiros e sanguessugas - com celebridades, novatos desconhecidos e veteranos, além de milhares de familiares e amigos convidados. O ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP) não demonstrou constrangimento em falar sobre as denúncias de lavagem de dinheiro e corrupção passiva que pesam contra ele e, por causa do privilégio de foro, serão transferidas para o Supremo Tribunal Federal (STF).
"A imunidade para quem não tem, como eu não tenho, nenhum tipo de consciência pesada não faz diferença. Não preciso dela", declarou. "Minha vida pública é cristalina e transparente." Já Antonio Palocci, que deixou o Ministério da Fazenda após o envolvimento de seu nome na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, preferiu não dar entrevistas.
No momento em que foi chamado para prestar juramento, uma tímida vaia, não consumada, se ensaiou nas galerias. Mas no plenário, onde se apinhavam os deputados, foi cumprimentadíssimo. Ganhou longo abraço de Inocêncio Oliveira (PFL-PE), candidato a ocupar a corregedoria da Câmara.
No grupo das novas estrelas da Casa, os maiores destaques foram o estilista Clodovil Hernandes (PTC-SP), Manuela D'Avila (PC do B-RS), a musa da legislatura, e o cantor de forró Frank Aguiar (PTB-SP). O ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) enfrentou a concorrência da mulher, a atriz Patrícia Pillar, que distribuiu autógrafos.
Coube ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), ler o texto do juramento dos parlamentares, no qual todos prometem "cumprir a Constituição, observar as leis e promover o bem geral do povo brasileiro". Aldo fez também o discurso de abertura da nova legislatura e deu boas-vindas aos novos deputados.
Afirmou que os parlamentares trazem consigo uma "imensa responsabilidade" de trabalhar para transformar o Brasil em um país mais justo e soberano e lembrou dos períodos em que a Câmara passou por dificuldades, como na época da ditadura militar. "A Casa sobrevive porque é forte, porque representa o povo brasileiro", disse. "E aqui estão todos, sem exclusão."
Jeitinho - São 277 deputados reeleitos em mandatos seguidos, 194 cumprindo o primeiro mandato e 42 ex-deputados que retornam à Câmara. Nos principais salões próximos ao plenário circularam pelo menos 3,5 mil convidados, segundo a Câmara. Na galeria, onde cabem 400 pessoas, mais 40 entraram por pressão de deputados.
Dezesseis veteranos, entre eles Jovair Arantes (PTB-GO), desrespeitaram as regras e, à revelia da segurança, levaram familiares para dentro do plenário. Do lado de fora, um pequeno grupo de manifestantes conseguiu driblar o policiamento e se jogou no espelho d'água. Vestidos de palhaço, eles diziam pertencer ao "movimento passe livre nos ônibus".
BRASÍLIA - Em uma cerimônia concorrida, tomaram posse ontem os 513 deputados da 53ª Legislatura da Câmara. Misturavam-se parlamentares investigados - como mensaleiros e sanguessugas - com celebridades, novatos desconhecidos e veteranos, além de milhares de familiares e amigos convidados. O ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP) não demonstrou constrangimento em falar sobre as denúncias de lavagem de dinheiro e corrupção passiva que pesam contra ele e, por causa do privilégio de foro, serão transferidas para o Supremo Tribunal Federal (STF).
"A imunidade para quem não tem, como eu não tenho, nenhum tipo de consciência pesada não faz diferença. Não preciso dela", declarou. "Minha vida pública é cristalina e transparente." Já Antonio Palocci, que deixou o Ministério da Fazenda após o envolvimento de seu nome na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, preferiu não dar entrevistas.
No momento em que foi chamado para prestar juramento, uma tímida vaia, não consumada, se ensaiou nas galerias. Mas no plenário, onde se apinhavam os deputados, foi cumprimentadíssimo. Ganhou longo abraço de Inocêncio Oliveira (PFL-PE), candidato a ocupar a corregedoria da Câmara.
No grupo das novas estrelas da Casa, os maiores destaques foram o estilista Clodovil Hernandes (PTC-SP), Manuela D'Avila (PC do B-RS), a musa da legislatura, e o cantor de forró Frank Aguiar (PTB-SP). O ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) enfrentou a concorrência da mulher, a atriz Patrícia Pillar, que distribuiu autógrafos.
Coube ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), ler o texto do juramento dos parlamentares, no qual todos prometem "cumprir a Constituição, observar as leis e promover o bem geral do povo brasileiro". Aldo fez também o discurso de abertura da nova legislatura e deu boas-vindas aos novos deputados.
Afirmou que os parlamentares trazem consigo uma "imensa responsabilidade" de trabalhar para transformar o Brasil em um país mais justo e soberano e lembrou dos períodos em que a Câmara passou por dificuldades, como na época da ditadura militar. "A Casa sobrevive porque é forte, porque representa o povo brasileiro", disse. "E aqui estão todos, sem exclusão."
Jeitinho - São 277 deputados reeleitos em mandatos seguidos, 194 cumprindo o primeiro mandato e 42 ex-deputados que retornam à Câmara. Nos principais salões próximos ao plenário circularam pelo menos 3,5 mil convidados, segundo a Câmara. Na galeria, onde cabem 400 pessoas, mais 40 entraram por pressão de deputados.
Dezesseis veteranos, entre eles Jovair Arantes (PTB-GO), desrespeitaram as regras e, à revelia da segurança, levaram familiares para dentro do plenário. Do lado de fora, um pequeno grupo de manifestantes conseguiu driblar o policiamento e se jogou no espelho d'água. Vestidos de palhaço, eles diziam pertencer ao "movimento passe livre nos ônibus".