Plano de contingenciamento de gás sai este mês, diz Rondeau
Leonardo Goy, Estadão online
BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse nesta sexta-feira que deverá ser concluído ainda neste mês o plano do governo de contingenciamento de gás natural para eventuais casos de crise de abastecimento causadas por acidentes em dutos ou unidades de bombeamento, por exemplo. O governo já havia tomado no ano passado a decisão de criar esse plano, depois que o rompimento de um duto de condensado de gás natural, na Bolívia, prejudicou, por algumas semanas, o fornecimento de gás ao Brasil. "Já estamos ultimando o plano", disse o ministro.
O plano é um dos assuntos em discussão na reunião que Rondeau está tendo neste momento com os representantes da Associação Brasileira das empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).
Rondeau explicou que um dos pontos do plano é a definição de prioridades no abastecimento de gás em eventuais momentos de escassez do combustível. Daí a importância de o assunto ser discutido com a Abegás, que representa as empresas que distribuem o insumo a residências (gás canalizado), a indústrias e a postos de combustíveis que revendem gás natural veicular (GNV).
Biodiesel
Rondeau afirmou também que é "perfeitamente factível" a antecipação de 2013 para 2010 o início da vigência da mistura obrigatória de 5% de biodiesel ao diesel comum - o chamado B-5. O ministro, entretanto, ressaltou que é prudente aguardar o início da importação obrigatória de 2% de biodiesel (B-2), em 2008, para definir a antecipação do B-5.
A antecipação da mistura de 5% precisa ser autorizada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão interministerial de aconselhamento do presidente da República nas questões energéticas. "Temos até 2010 para tomar essa decisão", disse.
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Preço do álcool fica estável nos postos brasileiros
Nicola Pamplona e Gustavo Porto, Estadão online
RIO - O preço do álcool combustível se manteve estável nos postos brasileiros na última semana, indica a pesquisa semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), divulgada nesta sexta-feira. Segundo a pesquisa, o preço médio do combustível no País foi de R$ 1,594 por litro, o que representa uma queda de apenas 0,1% com relação ao valor registrado na semana anterior.
Em São Paulo, o cenário também é de estabilidade no preço, que fechou a semana a R$ 1,376 por litro. Já nas usinas do Estado, o preço médio do combustível caiu pela quarta semana seguida, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). O valor médio do litro do hidratado recuou 2,47% nas unidades produtoras e fechou a semana em R$ 0,81257, ante R$ 0,83322 na semana anterior. Já o litro do anidro, misturado em 23% à gasolina, caiu de R$ 0,86416 para R$ 0,84509, recuo de 2,2%.
Os resultados das pesquisas parecem apontar para o fim de período de alta dos preços iniciado no final do ano passado. Na semana anterior, a ANP havia detectado uma queda de 0,3%, em média, no Brasil, após mais de um mês de aumentos consecutivos.
O movimento de alta, comum durante o período de entressafra no plantio de cana-de-açúcar, chegou a mobilizar o governo, preocupado com uma crise semelhante à do ano passado, quando foi necessária uma intervenção no mercado para conter os aumentos. Agora, segundo especialistas, a expectativa é que o mercado tenha estoques suficientes para esperar o início da colheita de cana sem maiores sustos.
Mesmo com a reversão de tendências, usar álcool deixou de ser um bom negócio para proprietários de veículos bicombustíveis do Maranhão, onde o preço do combustível derivado da cana-de-açúcar registrou pequena alta na semana passada.
Atualmente, considerando os preços verificados pela ANP, o álcool leva vantagem sobre a gasolina em 14 Estados - Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
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Neve amarela assusta população em partes da Sibéria
EFE
MOSCOU - Ecologistas russos exigiram a adoção de medidas urgentes diante da queda de neve amarela, viscosa e com mau cheiro, em algumas regiões da Sibéria Ocidental, devido ao risco que pode representar para a população e o meio ambiente.
"É necessário analisar o mais rápido possível a composição dessa neve, adotar medidas de prevenção e, antes de tudo, purificar a água", disse à agência Interfax o ecologista e acadêmico russo Alexei Yablokov.
Yablokov, líder do partido ecologista Rússia Verde, afirmou que a neve amarela pode ser resultado de um problema em uma refinaria ou em uma fábrica química.
O Ministério para Situações de Emergência informou que há três dias caiu neve amarela em vários distritos das regiões siberianas de Tomsk e Tiumen, mas ressaltou que estas precipitações não representam risco.
O diretor do departamento de Emergência para Tiumen, Victor Chipchai, informa que as análises preliminares indicam que a neve contém concentrações elevadas de produtos ferrosos e outros metais, mas que não são nocivos.
"Não há motivo para pânico, a natureza da cor da neve está identificada e não é perigosa para a população", ressaltou.
Moradores das regiões atingidas pelo fenômeno denunciaram à imprensa russa que, além da cor amarela, a neve é viscosa e tem mau cheiro.
Mas o porta-voz do Ministério para Situações de Emergência, Victor Beltsov, afirmou que a neve amarela que caiu em Tiumen e Tomsk não contém substâncias químicas, tóxicas ou radioativas, e que os especialistas não detectaram mau cheiro ou material viscoso.
As autoridades locais, no entanto, pediram à população que evite o contato com a neve e mantenha o gado nos estábulos.
Leonardo Goy, Estadão online
BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse nesta sexta-feira que deverá ser concluído ainda neste mês o plano do governo de contingenciamento de gás natural para eventuais casos de crise de abastecimento causadas por acidentes em dutos ou unidades de bombeamento, por exemplo. O governo já havia tomado no ano passado a decisão de criar esse plano, depois que o rompimento de um duto de condensado de gás natural, na Bolívia, prejudicou, por algumas semanas, o fornecimento de gás ao Brasil. "Já estamos ultimando o plano", disse o ministro.
O plano é um dos assuntos em discussão na reunião que Rondeau está tendo neste momento com os representantes da Associação Brasileira das empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).
Rondeau explicou que um dos pontos do plano é a definição de prioridades no abastecimento de gás em eventuais momentos de escassez do combustível. Daí a importância de o assunto ser discutido com a Abegás, que representa as empresas que distribuem o insumo a residências (gás canalizado), a indústrias e a postos de combustíveis que revendem gás natural veicular (GNV).
Biodiesel
Rondeau afirmou também que é "perfeitamente factível" a antecipação de 2013 para 2010 o início da vigência da mistura obrigatória de 5% de biodiesel ao diesel comum - o chamado B-5. O ministro, entretanto, ressaltou que é prudente aguardar o início da importação obrigatória de 2% de biodiesel (B-2), em 2008, para definir a antecipação do B-5.
A antecipação da mistura de 5% precisa ser autorizada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão interministerial de aconselhamento do presidente da República nas questões energéticas. "Temos até 2010 para tomar essa decisão", disse.
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Preço do álcool fica estável nos postos brasileiros
Nicola Pamplona e Gustavo Porto, Estadão online
RIO - O preço do álcool combustível se manteve estável nos postos brasileiros na última semana, indica a pesquisa semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), divulgada nesta sexta-feira. Segundo a pesquisa, o preço médio do combustível no País foi de R$ 1,594 por litro, o que representa uma queda de apenas 0,1% com relação ao valor registrado na semana anterior.
Em São Paulo, o cenário também é de estabilidade no preço, que fechou a semana a R$ 1,376 por litro. Já nas usinas do Estado, o preço médio do combustível caiu pela quarta semana seguida, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). O valor médio do litro do hidratado recuou 2,47% nas unidades produtoras e fechou a semana em R$ 0,81257, ante R$ 0,83322 na semana anterior. Já o litro do anidro, misturado em 23% à gasolina, caiu de R$ 0,86416 para R$ 0,84509, recuo de 2,2%.
Os resultados das pesquisas parecem apontar para o fim de período de alta dos preços iniciado no final do ano passado. Na semana anterior, a ANP havia detectado uma queda de 0,3%, em média, no Brasil, após mais de um mês de aumentos consecutivos.
O movimento de alta, comum durante o período de entressafra no plantio de cana-de-açúcar, chegou a mobilizar o governo, preocupado com uma crise semelhante à do ano passado, quando foi necessária uma intervenção no mercado para conter os aumentos. Agora, segundo especialistas, a expectativa é que o mercado tenha estoques suficientes para esperar o início da colheita de cana sem maiores sustos.
Mesmo com a reversão de tendências, usar álcool deixou de ser um bom negócio para proprietários de veículos bicombustíveis do Maranhão, onde o preço do combustível derivado da cana-de-açúcar registrou pequena alta na semana passada.
Atualmente, considerando os preços verificados pela ANP, o álcool leva vantagem sobre a gasolina em 14 Estados - Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
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Neve amarela assusta população em partes da Sibéria
EFE
MOSCOU - Ecologistas russos exigiram a adoção de medidas urgentes diante da queda de neve amarela, viscosa e com mau cheiro, em algumas regiões da Sibéria Ocidental, devido ao risco que pode representar para a população e o meio ambiente.
"É necessário analisar o mais rápido possível a composição dessa neve, adotar medidas de prevenção e, antes de tudo, purificar a água", disse à agência Interfax o ecologista e acadêmico russo Alexei Yablokov.
Yablokov, líder do partido ecologista Rússia Verde, afirmou que a neve amarela pode ser resultado de um problema em uma refinaria ou em uma fábrica química.
O Ministério para Situações de Emergência informou que há três dias caiu neve amarela em vários distritos das regiões siberianas de Tomsk e Tiumen, mas ressaltou que estas precipitações não representam risco.
O diretor do departamento de Emergência para Tiumen, Victor Chipchai, informa que as análises preliminares indicam que a neve contém concentrações elevadas de produtos ferrosos e outros metais, mas que não são nocivos.
"Não há motivo para pânico, a natureza da cor da neve está identificada e não é perigosa para a população", ressaltou.
Moradores das regiões atingidas pelo fenômeno denunciaram à imprensa russa que, além da cor amarela, a neve é viscosa e tem mau cheiro.
Mas o porta-voz do Ministério para Situações de Emergência, Victor Beltsov, afirmou que a neve amarela que caiu em Tiumen e Tomsk não contém substâncias químicas, tóxicas ou radioativas, e que os especialistas não detectaram mau cheiro ou material viscoso.
As autoridades locais, no entanto, pediram à população que evite o contato com a neve e mantenha o gado nos estábulos.