Fabio Grecchi, Tribuna da Imprensa
Nem seria de espantar que a Exxon-Mobil tivesse tamanho lucro em 2006: US$ 39,5 bilhões, US$ 3,4 bilhões a mais que em 2005, recorde absoluto até então. A megaempresa de prospecção e distribuição de petróleo faturou a bagatela de US$ 75 mil por minuto ao longo do ano passado, favorecida que foi pela política externa do atual governo dos Estados Unidos.
Os Bush, como Argemiro Ferreira mostrou por A + B no excelente "O império contra-ataca" (Paz e Terra), fazem parte da aristocracia texana que não somente enriqueceu com o petróleo, mas também tirou do México boa parte do seu território nordeste. Têm uma história de espoliação que vem desde o século 18 e que foi a marca de vários dos presidentes texanos que passaram pela Casa Branca.
Além de Bush pai, entraram para a história Harry Truman (o das duas bombas atômicas) e Lyndon Johnson (que, diz-se, estaria no complô para tirar John Kennedy do caminho e aumentar o efetivo de tropas dos Estados Unidos no Vietnã. Atendendo aos compromissos impostos pela indústria armamentista).
Tanto a Exxon quanto a Mobil Oil, assim como a Texaco, a Philips 66, a Amoco, têm raízes profundas no Texas. O envolvimento destes complexos com a política norte-americana remonta às guerras de expansão, como contra a Espanha - na qual os EUA ficaram com Cuba, Porto Rico e Filipinas. Theodore Roosevelt, veterano de tais combates, foi um dos primeiros a entender que política nem se faz com o dinheiro dos Getty, dos Carnegie, dos Morgan, dos Rockefeller, mas poder se conquista com eles.
Voltar a falar da desastrosa campanha militar no Iraque é chover no molhado. O próprio Bush reconheceu isto, mas não tomou nenhuma decisão na direção contrária. Permanece lá e está disposto a ignorar a barreira imposta pelo Congresso contra o envio de mais tropas. Que morrem como ratos e matam como moscas. Por quê? Pela razão óbvia de que há um leito de petróleo que não pode cair em mãos capazes de criar problemas ou financiar adversários.
Assim se explica, de forma sucinta, o fabuloso lucro da Exxon-Mobil em 2006.
Grupo animado
Na eleição de Renan Calheiros para o Senado, grupinho chamava a atenção no meio do plenário: nele estava incluído o ex-presidente Fernando Collor e seu ex-arquidefensor, senador Ney Maranhão. Conversavam alegremente, com Maranhão vestindo impecável - e tradicional - terno de linho 120 branco.
Os dois foram eleitores de Renan, por quem guardam estima desde o tempo que o reeleito presidente do Senado foi líder colorido na Casa.
Reencontro
A vitória de Renan foi maior do que o previsto porque o PMDB em peso ficou com ele. Há inclusive quem afirme ter visto Jarbas Vasconcelos votar em favor da reeleição do atual presidente da Casa.
O senador pernambucano não admite, mas muita gente considera que Renan obteve vantagem maior que a prevista sobre José Agripino Maia (PFL-RN) exatamente porque Jarbas levou com ele muita gente junto, na última hora.
Nem pensar
A disputa no Senado serviu ainda para mandarem um recado ao Palácio do Planalto: se na Câmara Lula tem número suficiente para passar uma emenda propondo a reeleição para um terceiro mandato, na Casa mais alta do Congresso os governistas vão ter que rebolar.
O aviso do senador José Agripino Maia se justifica porque, segundo conversas que manteve, na bancada do PMDB muita gente torce a cara para a idéia. Como, por exemplo, Pedro "A voz do trovão" Simon. Que não aceita sequer ouvir falar neste projeto de eternização no poder.
Filho feio
Quem também é refratário à idéia é o petista Eduardo Suplicy (SP). Aliás, Suplicy cada vez mais parece um corpo estranho na bancada petista, algo que pôde ser sentido na eleição para escolha da liderança. Disputaram ele, Tião Vianna (AC) e Ideli Salvatti (SC).
Deu Ideli, como já era esperado. Tião não fez lá muita força, porque estava cansado de carregar tamanha cruz. Pior foi Suplicy: não teve um único e escasso voto.
Para as calendas
Os prefeitos da Região Metropolitana do Rio estão propondo ao governo do Estado que realize consórcio para o desenvolvimento de projetos de saneamento básico da Baixada, como forma de dar qualidade às obras de todos os municípios. Segundo o presidente da Associação de Prefeitos da Baixada e prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, não adianta um município fazer um projeto fantástico de saneamento e receber os resíduos de outros municípios.
Mas a proposta do consórcio não se concretizará imediatamente. A Cedae "até considera" a idéia boa, mas acredita que a proposta é para ser desenvolvida em projetos de longo prazo.
Nem seria de espantar que a Exxon-Mobil tivesse tamanho lucro em 2006: US$ 39,5 bilhões, US$ 3,4 bilhões a mais que em 2005, recorde absoluto até então. A megaempresa de prospecção e distribuição de petróleo faturou a bagatela de US$ 75 mil por minuto ao longo do ano passado, favorecida que foi pela política externa do atual governo dos Estados Unidos.
Os Bush, como Argemiro Ferreira mostrou por A + B no excelente "O império contra-ataca" (Paz e Terra), fazem parte da aristocracia texana que não somente enriqueceu com o petróleo, mas também tirou do México boa parte do seu território nordeste. Têm uma história de espoliação que vem desde o século 18 e que foi a marca de vários dos presidentes texanos que passaram pela Casa Branca.
Além de Bush pai, entraram para a história Harry Truman (o das duas bombas atômicas) e Lyndon Johnson (que, diz-se, estaria no complô para tirar John Kennedy do caminho e aumentar o efetivo de tropas dos Estados Unidos no Vietnã. Atendendo aos compromissos impostos pela indústria armamentista).
Tanto a Exxon quanto a Mobil Oil, assim como a Texaco, a Philips 66, a Amoco, têm raízes profundas no Texas. O envolvimento destes complexos com a política norte-americana remonta às guerras de expansão, como contra a Espanha - na qual os EUA ficaram com Cuba, Porto Rico e Filipinas. Theodore Roosevelt, veterano de tais combates, foi um dos primeiros a entender que política nem se faz com o dinheiro dos Getty, dos Carnegie, dos Morgan, dos Rockefeller, mas poder se conquista com eles.
Voltar a falar da desastrosa campanha militar no Iraque é chover no molhado. O próprio Bush reconheceu isto, mas não tomou nenhuma decisão na direção contrária. Permanece lá e está disposto a ignorar a barreira imposta pelo Congresso contra o envio de mais tropas. Que morrem como ratos e matam como moscas. Por quê? Pela razão óbvia de que há um leito de petróleo que não pode cair em mãos capazes de criar problemas ou financiar adversários.
Assim se explica, de forma sucinta, o fabuloso lucro da Exxon-Mobil em 2006.
Grupo animado
Na eleição de Renan Calheiros para o Senado, grupinho chamava a atenção no meio do plenário: nele estava incluído o ex-presidente Fernando Collor e seu ex-arquidefensor, senador Ney Maranhão. Conversavam alegremente, com Maranhão vestindo impecável - e tradicional - terno de linho 120 branco.
Os dois foram eleitores de Renan, por quem guardam estima desde o tempo que o reeleito presidente do Senado foi líder colorido na Casa.
Reencontro
A vitória de Renan foi maior do que o previsto porque o PMDB em peso ficou com ele. Há inclusive quem afirme ter visto Jarbas Vasconcelos votar em favor da reeleição do atual presidente da Casa.
O senador pernambucano não admite, mas muita gente considera que Renan obteve vantagem maior que a prevista sobre José Agripino Maia (PFL-RN) exatamente porque Jarbas levou com ele muita gente junto, na última hora.
Nem pensar
A disputa no Senado serviu ainda para mandarem um recado ao Palácio do Planalto: se na Câmara Lula tem número suficiente para passar uma emenda propondo a reeleição para um terceiro mandato, na Casa mais alta do Congresso os governistas vão ter que rebolar.
O aviso do senador José Agripino Maia se justifica porque, segundo conversas que manteve, na bancada do PMDB muita gente torce a cara para a idéia. Como, por exemplo, Pedro "A voz do trovão" Simon. Que não aceita sequer ouvir falar neste projeto de eternização no poder.
Filho feio
Quem também é refratário à idéia é o petista Eduardo Suplicy (SP). Aliás, Suplicy cada vez mais parece um corpo estranho na bancada petista, algo que pôde ser sentido na eleição para escolha da liderança. Disputaram ele, Tião Vianna (AC) e Ideli Salvatti (SC).
Deu Ideli, como já era esperado. Tião não fez lá muita força, porque estava cansado de carregar tamanha cruz. Pior foi Suplicy: não teve um único e escasso voto.
Para as calendas
Os prefeitos da Região Metropolitana do Rio estão propondo ao governo do Estado que realize consórcio para o desenvolvimento de projetos de saneamento básico da Baixada, como forma de dar qualidade às obras de todos os municípios. Segundo o presidente da Associação de Prefeitos da Baixada e prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, não adianta um município fazer um projeto fantástico de saneamento e receber os resíduos de outros municípios.
Mas a proposta do consórcio não se concretizará imediatamente. A Cedae "até considera" a idéia boa, mas acredita que a proposta é para ser desenvolvida em projetos de longo prazo.