PT e Lula enrolados com dinheiro
TSE questiona 22 doações à campanha de Lula
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Redação Terra
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As contas de campanha do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, que deverão ser julgadas hoje pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram alvo de pedidos de explicações referentes a 22 doações, das quais 15 foram feitas ao comitê financeiro do PT e sete entraram diretamente na conta de Lula. Segundo técnicos do tribunal, que encerram ontem a perícia nas contas, nesses repasses há suspeita de doação "vedada" pela lei eleitoral, por suposta ligação do doador com outras prestadoras de serviços públicos. A aprovação das contas do presidente é pré-requisito para a diplomação de Lula, marcada para o próximo dia 14.
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O advogado do PT, Márcio Silva, declarou ao jornal Folha de S.Paulo que todos os 22 questionamentos foram respondidos diretamente para a área técnica do TSE. Ele disse ainda que, antes de aceitar os recursos, o PT questionou se os doadores possuíam títulos públicos.
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Antes de ir para votação, a prestação de contas de Lula ainda receberá parecer do ministro Gerardo Grossi, relator do processo. Os questionamentos dos analistas do TSE se concentram em doações vultosas de empresas como Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) - responsável pelo repasse de R$ 1,9 milhão - e Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), que é controlada pela Vale do Rio Doce e doou R$ 2,25 milhões para Lula.
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O questionamento dos técnicos se deve ao fato de MBR e CSN deterem, cada uma, 32% do capital acionário da MRS Logística, que é concessionária de transporte ferroviário. A lei proíbe permissionárias e concessionárias de serviços públicos de doarem para campanhas eleitorais. Porém doadoras como a Vale alegam que mineração não é serviço público e dizem que a legislação não proíbe doações feitas por subsidiárias, como é o caso.
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Houve pedidos de explicações sobre doações da construtora OAS, que totalizam R$ 1,7 milhão. A OAS detém 32% das ações da Concessionária Rio Teresópolis (CRT), que atua em rodovias do Rio de Janeiro. O TSE também questiona a transferência de R$ 1 milhão da empresa Carioca Christiani Nielsen Engenharia, em parcelas de de R$ 250 mil diretamente na conta de Lula. O dinheiro não teria sido contabilizado pelo comitê financeiro da campanha petista.
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Aloprada concussão: grana para a compra do dossiê Vedoin veio de caixa dois de cervejaria ameaçada de devassa
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Por Jorge Serrão, no Alerta Total
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TSE questiona 22 doações à campanha de Lula
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Redação Terra
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As contas de campanha do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, que deverão ser julgadas hoje pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram alvo de pedidos de explicações referentes a 22 doações, das quais 15 foram feitas ao comitê financeiro do PT e sete entraram diretamente na conta de Lula. Segundo técnicos do tribunal, que encerram ontem a perícia nas contas, nesses repasses há suspeita de doação "vedada" pela lei eleitoral, por suposta ligação do doador com outras prestadoras de serviços públicos. A aprovação das contas do presidente é pré-requisito para a diplomação de Lula, marcada para o próximo dia 14.
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O advogado do PT, Márcio Silva, declarou ao jornal Folha de S.Paulo que todos os 22 questionamentos foram respondidos diretamente para a área técnica do TSE. Ele disse ainda que, antes de aceitar os recursos, o PT questionou se os doadores possuíam títulos públicos.
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Antes de ir para votação, a prestação de contas de Lula ainda receberá parecer do ministro Gerardo Grossi, relator do processo. Os questionamentos dos analistas do TSE se concentram em doações vultosas de empresas como Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) - responsável pelo repasse de R$ 1,9 milhão - e Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), que é controlada pela Vale do Rio Doce e doou R$ 2,25 milhões para Lula.
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O questionamento dos técnicos se deve ao fato de MBR e CSN deterem, cada uma, 32% do capital acionário da MRS Logística, que é concessionária de transporte ferroviário. A lei proíbe permissionárias e concessionárias de serviços públicos de doarem para campanhas eleitorais. Porém doadoras como a Vale alegam que mineração não é serviço público e dizem que a legislação não proíbe doações feitas por subsidiárias, como é o caso.
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Houve pedidos de explicações sobre doações da construtora OAS, que totalizam R$ 1,7 milhão. A OAS detém 32% das ações da Concessionária Rio Teresópolis (CRT), que atua em rodovias do Rio de Janeiro. O TSE também questiona a transferência de R$ 1 milhão da empresa Carioca Christiani Nielsen Engenharia, em parcelas de de R$ 250 mil diretamente na conta de Lula. O dinheiro não teria sido contabilizado pelo comitê financeiro da campanha petista.
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Aloprada concussão: grana para a compra do dossiê Vedoin veio de caixa dois de cervejaria ameaçada de devassa
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Por Jorge Serrão, no Alerta Total
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Exclusivo - Acaba de vir à tona, nos bastidores dos meios empresariais, o grande segredo de polichinelo sobre a verdadeira origem do dinheiro do dossiê dos “aloprados” contra os tucanos. A maior parte dos R$ 1 milhão 750 mil veio do caixa dois de uma cervejaria em forte ascensão no mercado. A empresa soltou a grana diante de ameaças de sofrer uma “Operação Cevada” – uma devassa fiscal e policial idêntica a que foi praticada contra a Schincariol. No embalo do mesmo esquema, um senador da base aliada do governo recebeu um “patrocínio” de R$ 3 milhões vindo de outra cervejaria. Ainda como parte do acordo, a empresa comprou, no Nordeste, uma pequena cervejaria que pertencia ao irmão do parlamentar beneficiado.
.A manobra caracteriza crime de concussão explícita. O artigo 316 do Código Penal prevê pena de reclusão de dois a oito anos, além de multa, para o servidor público que exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. Mas o caso esbarra em um problema objetivo. A eventual extorsão praticada pelos aloprados, ou em nome de alguém do governo a eles ligados, dificilmente será provada. As empresas que deram o dinheiro não vão abrir o bico..Além disso, a investigação do escândalo caminha para outro foco que tire qualquer culpa do governo Lula – embora envolva petistas ligados pessoalmente ao presidente da República. O relatório parcial da investigação informa que ainda não descobriu a origem do dinheiro, embora os crimes dos envolvidos já estejam listados. A Polícia Federal prefere indiciar os donos da casa de câmbio Vicatur, Fernando Ribas e Sirlei Chaves.
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Buraco da Marta
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.A manobra caracteriza crime de concussão explícita. O artigo 316 do Código Penal prevê pena de reclusão de dois a oito anos, além de multa, para o servidor público que exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. Mas o caso esbarra em um problema objetivo. A eventual extorsão praticada pelos aloprados, ou em nome de alguém do governo a eles ligados, dificilmente será provada. As empresas que deram o dinheiro não vão abrir o bico..Além disso, a investigação do escândalo caminha para outro foco que tire qualquer culpa do governo Lula – embora envolva petistas ligados pessoalmente ao presidente da República. O relatório parcial da investigação informa que ainda não descobriu a origem do dinheiro, embora os crimes dos envolvidos já estejam listados. A Polícia Federal prefere indiciar os donos da casa de câmbio Vicatur, Fernando Ribas e Sirlei Chaves.
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Buraco da Marta
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A Prefeitura de São Paulo cancelou os contratos do Túnel Max Feffer, que passa sob as Avenidas Cidade Jardim e Faria Lima, na zona sul da cidade, sob a alegação de que houve pelo menos 21 irregularidades em diferentes fases da construção..Estimado inicialmente em R$ 83 milhões e 400 mil, o túnel triplicou de preço e saiu por R$ 250 milhões.
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A CBPO Engenharia foi a empresa encarregada por tocar as obras e ainda tem a receber cerca de R$ 90 milhões.
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Com o cancelamento do contrato, a Prefeitura só vai fazer o pagamento depois que uma auditoria apontar o que de fato foi feito e qual o valor real a ser pago.
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Burlando as licitações
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A decisão foi tomada depois de um levantamento feito por uma equipe de corregedores do Município, que enviou relatório ao Ministério Público Estadual (MPE) para apuração de supostos delitos cometidos contra a Lei de Licitações e de atos de improbidade administrativa.
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As obras dos Túneis Fernando Vieira de Mello, da Rebouças, e Max Feffer, da Cidade Jardim, começaram em janeiro de 2004, durante a gestão Marta Suplicy (PT).
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Os contratos previam 15 meses de obras, mas levaram 9 meses e foram entregues antes da eleição para prefeito.
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Muitos aditamentos
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Foram feitos três aditamentos, que ultrapassaram o limite de 25% definidos pela Lei de Licitações.
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Conforme relatório dos corregedores, apenas o primeiro aditamento fez o valor do contrato crescer 110%, passando de R$ 83 milhões e 400 mil para R$ 174 milhões e 800 mil.
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A extensão do túnel precisou ser aumentada, passando para 520 metros, assim como a profundidade.
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O aditamento deveu-se à alteração do método construtivo - de passagem em desnível para escavação de túneis em solos tratados.
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Outros dois aditivos foram feitos no contrato e o preço final da obra chegou a R$ 250 milhões.