Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Quando noticiamos aqui a fusão da OI/Telemar com a Brasil Telecom, imaginávamos que o mercado brasileiro caminhava perigosamente para uma espécie de monopólio privado. Dias depois, outra notícia faria esta preocupação subir no telhado, uma vez que se anunciava que o governo federal, leia-se governo Lula/PT, estaria planejando a abertura de empresa estatal de telecomunicações. Ora, como se poderia ficar tranqüilo diante da possibilidade de termos muna atividade só empresas privadas e públicas disputando os mesmos espaços e clientes ? Foi oportuno aguardarmos um pouco mais para que a boataria se delineassem mais e mostrasse o que de verdadeiro poderíamos esperar.
Você, leitor, saber por que tem um celular que carrega para toda a parte? E sabe ainda por que seu celular pode receber e enviar e-mails, gravar vídeos e fotos, tocar músicas, receber sinais de rádios FM, ter lá joguinhos, caixa postal, agenda eletrônica, calculadora, e toda uma série imensa de outras finalidades e usos? E você ainda sabe por que hoje no Brasil este aparelhinho se encontra em mãos de mais de 100 milhões de brasileiros, de todas as classes sociais e econômicas ? Por causa da privatização feita no governo FHC. Para aqueles que se indispuseram à privatização, este é o mais claro sinal da crítica ser totalmente inútil. Porque, além dos bilhões recebidos pela venda das estatais de telefonia, que eram deficitárias, obsoletas e ofereciam um serviço ruim para poucos privilegiados, além do cabide de empregos em que se tornaram favorecendo aos fidalgos políticos, elas permitiram que acorressem ao país bilhões de dólares em investimentos além, é claro, da socialização dos produtos e serviços, com tecnologia de primeiro mundo.
Pois bem ,tudo isso agora corre o risco de ser travado no tempo. Voltarmos a ser como éramos antes. Simplesmente porque a política estúpida destes vagabundos e ignorantes, quer tornar a telefonia uma “exclusividade” estatal.
A seguir, leiam notas publicadas na coluna Radar, do Lauro Jardim, na Veja online. Em seguida, daremos seqüência com outras notícias e comentários.
"Golden share" polêmica
Os controladores da Oi/Telemar (Andrade Gutierrez, Carlos Jereissati e GP) e da Brasil Telecom (os fundos de pensão) detestaram as últimas entrevistas de Hélio Costa acerca da fusão das duas empresas. O ministro das Comunicações andou dizendo que tem o aval de Lula para tentar a fusão - até aí, Telemar e BrT aplaudiram, pois só pensam nisso. Mas Costa tem falado também numa golden share, que daria ao governo poder de veto na futura empresa.
Como em nenhum momento Hélio Costa explica qual seria o real alcance dessa golden share, os controladores da Telemar e da BrT temem contestações à fusão, que poderia ser acusada de uma tentativa de reestatização do setor.
Aliás, as negociações para a fusão apenas começaram, mas já tem gente nos fundos de pensão batizando a empresa resultante da fusão: Oi Brasil. Calma. Ainda tem muita água para rolar debaixo desta ponte.
É isto aí. Nos bastidores do poder em Brasília, está em curso uma armação danada para devolver ao governo as telecomunicações no país, não como um regulador do mercado, mas como participante ativo e direto na forma de uma empresa que, como sabemos, seria um canal a mais de aparelhamento do já imoral processo de privatização do Estado em favor de um partido político, formado por bandoleiros e vagabundos, e que se deliciariam em tantas bocas ricas para se regalarem. Quando se dizia que, a contrariedade e oposição do petê em relação às empresas estatais que foram privatizadas, não era no sentido de entenderem serem estratégias de Estado, os petistas se colocavam na defensiva. Seu discurso beirava o cinismo e picaretagem. Naquele processo, o que eles lamentavam era justamente perderem tanta boca rica, tanta oportunidade de cometerem sua promiscuidade política explícita, em detrimento do interesse maior do povo brasileiro, alijado de um serviço moderno.
A nota a seguir, do Jorge Serrão, do Alerta Total, detalha um pouco esta negociata vergonhosa.
Cúpula de negócios petista desgasta Hélio Costa e escala Luciano Coutinho para fundir a OI com a BrT
O filme do ministro das Comunicações Hélio Costa ficou queimado no Planalto depois que ele cometeu a indiscrição de tornar público um dos mais lucrativos negócios que interessava à cúpula petista: a fusão da Brasil Telecom (BrT) com a Oi (ex-Telemar). Os “sabe tudo” do governo querem criar um grande empresa de telecomunicações nacional que seria comandada por gente muito próxima ao poder petista. Oficialmente, a responsabilidade pela engenharia financeira do negócio está nas mãos do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho,
As jogadas empresariais de integrantes do governo Lula, para “promover mega-negócios pára-oficiais”, contam com a participação de aliados do governo, seus respectivos “laranjas”, fundos de pensão, e banqueiros internacionais – que entram no esquema de forma explícita ou oculta. Por trás do mega-negócio de fundir a Oi (ex-Telemar) com a Brasil Telecom (BrT), trabalhando a favor dele, o rádio corredor do mercado tem indícios de que estariam pessoas muito próximas do presidente Lula – aquele que, certamente, vai jurar que nada sabia, se algum escândalo da operação vier à tona.
Além de Luciano Coutinho e do ministro Hélio Costa, que emprestam a fachada oficial no acompanhamento do negócio, participam, por trás dos panos, personagens do peso. As fofocas citam o advogado Roberto Teixeira (compadre de Lula), o advogado José Dirceu de Oliveira e Silva, o primeiro-filho Fábio Luiz da Silva (o Lulinha, que tem negócios diretos com a Oi), o banqueiro Daniel Dantas (ex-controlador da BrT e aliado do governo).
O negócio envolve, abertamente, a GP Investimentos, Andrade Gutierrez e La Fonte, que são os controladores da Oi (ex-Telemar ou Tele Norte Leste Participações). Também mexe com poderosos interesses de bancos internacionais, que fazem parte da chamada Oligarquia Financeira Transnacional: ABN AMRO, Citi, JP Morgan, e UBS. O Banco do Brasil também entra na operação. Até porque o fundo de pensão de seus funcionários, dominado pelos petistas, o Previ, tem participação direta no capital acionário das empresas de telefonia.
Na avaliação oficial, tanto no capital da BrT quanto no da Oi existem “investidores em demasia”. O banco americano Citigroup e o Opportunity seriam o excesso na BrT. Já na Oi, estariam demais a GP Investimentos e o grupo de investidores da Fiago Participações (fundos de pensão), além do Opportunity, de Daniel Dantas, amigão do governo e que não aceita largar o osso do negócio. Para o governo, os "novos" empreendedores não terão de ser necessariamente operadores de telefonia. Este critério abre espaço para que alguns dos atuais acionistas da Oi permaneçam no negócio. São os casos da empreiteira Andrade Gutierrez e do grupo La Fonte, do ramo de shopping centers.
Nesta última nota do Serrão, fica claro que, quando o governo entende haver “ sócios em demasia” é por entender que, em quantidade menor, o poder de decisão fica mais restrito, facilitando assim o controle da administração diretamente pelo governo, que é a real intenção que se esconde por detrás de tudo. Ou seja, o governo Lula quer afastar quem lhe pode ameaçar o controle. Seriam mantidos apenas sócios amestrados, aqueles que emprestariam seu nome à jogada, mas que seriam dóceis o suficiente para permitir a intromissão governamental. E neste tipo de participação e envolvimento no mercado que não lhe diz respeito, a gente sabe bem como tudo termina: eles se esbaldam em fantásticos lucros, assumem maior poder, e o serviço oferecido acaba sendo digamos diminuído em qualidade e tecnologia. Tal qual ocorreu na aviação comercial brasileira.
Fiquem atentos. Ainda retornaremos a este tema. Tem muita bandalheira (e da grossa) rolando solta, desconhecida totalmente pelo povo brasileiro que, em última análise, é único que nesta história acabará arcando com prejuízo.
Quando noticiamos aqui a fusão da OI/Telemar com a Brasil Telecom, imaginávamos que o mercado brasileiro caminhava perigosamente para uma espécie de monopólio privado. Dias depois, outra notícia faria esta preocupação subir no telhado, uma vez que se anunciava que o governo federal, leia-se governo Lula/PT, estaria planejando a abertura de empresa estatal de telecomunicações. Ora, como se poderia ficar tranqüilo diante da possibilidade de termos muna atividade só empresas privadas e públicas disputando os mesmos espaços e clientes ? Foi oportuno aguardarmos um pouco mais para que a boataria se delineassem mais e mostrasse o que de verdadeiro poderíamos esperar.
Você, leitor, saber por que tem um celular que carrega para toda a parte? E sabe ainda por que seu celular pode receber e enviar e-mails, gravar vídeos e fotos, tocar músicas, receber sinais de rádios FM, ter lá joguinhos, caixa postal, agenda eletrônica, calculadora, e toda uma série imensa de outras finalidades e usos? E você ainda sabe por que hoje no Brasil este aparelhinho se encontra em mãos de mais de 100 milhões de brasileiros, de todas as classes sociais e econômicas ? Por causa da privatização feita no governo FHC. Para aqueles que se indispuseram à privatização, este é o mais claro sinal da crítica ser totalmente inútil. Porque, além dos bilhões recebidos pela venda das estatais de telefonia, que eram deficitárias, obsoletas e ofereciam um serviço ruim para poucos privilegiados, além do cabide de empregos em que se tornaram favorecendo aos fidalgos políticos, elas permitiram que acorressem ao país bilhões de dólares em investimentos além, é claro, da socialização dos produtos e serviços, com tecnologia de primeiro mundo.
Pois bem ,tudo isso agora corre o risco de ser travado no tempo. Voltarmos a ser como éramos antes. Simplesmente porque a política estúpida destes vagabundos e ignorantes, quer tornar a telefonia uma “exclusividade” estatal.
A seguir, leiam notas publicadas na coluna Radar, do Lauro Jardim, na Veja online. Em seguida, daremos seqüência com outras notícias e comentários.
"Golden share" polêmica
Os controladores da Oi/Telemar (Andrade Gutierrez, Carlos Jereissati e GP) e da Brasil Telecom (os fundos de pensão) detestaram as últimas entrevistas de Hélio Costa acerca da fusão das duas empresas. O ministro das Comunicações andou dizendo que tem o aval de Lula para tentar a fusão - até aí, Telemar e BrT aplaudiram, pois só pensam nisso. Mas Costa tem falado também numa golden share, que daria ao governo poder de veto na futura empresa.
Como em nenhum momento Hélio Costa explica qual seria o real alcance dessa golden share, os controladores da Telemar e da BrT temem contestações à fusão, que poderia ser acusada de uma tentativa de reestatização do setor.
Aliás, as negociações para a fusão apenas começaram, mas já tem gente nos fundos de pensão batizando a empresa resultante da fusão: Oi Brasil. Calma. Ainda tem muita água para rolar debaixo desta ponte.
É isto aí. Nos bastidores do poder em Brasília, está em curso uma armação danada para devolver ao governo as telecomunicações no país, não como um regulador do mercado, mas como participante ativo e direto na forma de uma empresa que, como sabemos, seria um canal a mais de aparelhamento do já imoral processo de privatização do Estado em favor de um partido político, formado por bandoleiros e vagabundos, e que se deliciariam em tantas bocas ricas para se regalarem. Quando se dizia que, a contrariedade e oposição do petê em relação às empresas estatais que foram privatizadas, não era no sentido de entenderem serem estratégias de Estado, os petistas se colocavam na defensiva. Seu discurso beirava o cinismo e picaretagem. Naquele processo, o que eles lamentavam era justamente perderem tanta boca rica, tanta oportunidade de cometerem sua promiscuidade política explícita, em detrimento do interesse maior do povo brasileiro, alijado de um serviço moderno.
A nota a seguir, do Jorge Serrão, do Alerta Total, detalha um pouco esta negociata vergonhosa.
Cúpula de negócios petista desgasta Hélio Costa e escala Luciano Coutinho para fundir a OI com a BrT
O filme do ministro das Comunicações Hélio Costa ficou queimado no Planalto depois que ele cometeu a indiscrição de tornar público um dos mais lucrativos negócios que interessava à cúpula petista: a fusão da Brasil Telecom (BrT) com a Oi (ex-Telemar). Os “sabe tudo” do governo querem criar um grande empresa de telecomunicações nacional que seria comandada por gente muito próxima ao poder petista. Oficialmente, a responsabilidade pela engenharia financeira do negócio está nas mãos do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho,
As jogadas empresariais de integrantes do governo Lula, para “promover mega-negócios pára-oficiais”, contam com a participação de aliados do governo, seus respectivos “laranjas”, fundos de pensão, e banqueiros internacionais – que entram no esquema de forma explícita ou oculta. Por trás do mega-negócio de fundir a Oi (ex-Telemar) com a Brasil Telecom (BrT), trabalhando a favor dele, o rádio corredor do mercado tem indícios de que estariam pessoas muito próximas do presidente Lula – aquele que, certamente, vai jurar que nada sabia, se algum escândalo da operação vier à tona.
Além de Luciano Coutinho e do ministro Hélio Costa, que emprestam a fachada oficial no acompanhamento do negócio, participam, por trás dos panos, personagens do peso. As fofocas citam o advogado Roberto Teixeira (compadre de Lula), o advogado José Dirceu de Oliveira e Silva, o primeiro-filho Fábio Luiz da Silva (o Lulinha, que tem negócios diretos com a Oi), o banqueiro Daniel Dantas (ex-controlador da BrT e aliado do governo).
O negócio envolve, abertamente, a GP Investimentos, Andrade Gutierrez e La Fonte, que são os controladores da Oi (ex-Telemar ou Tele Norte Leste Participações). Também mexe com poderosos interesses de bancos internacionais, que fazem parte da chamada Oligarquia Financeira Transnacional: ABN AMRO, Citi, JP Morgan, e UBS. O Banco do Brasil também entra na operação. Até porque o fundo de pensão de seus funcionários, dominado pelos petistas, o Previ, tem participação direta no capital acionário das empresas de telefonia.
Na avaliação oficial, tanto no capital da BrT quanto no da Oi existem “investidores em demasia”. O banco americano Citigroup e o Opportunity seriam o excesso na BrT. Já na Oi, estariam demais a GP Investimentos e o grupo de investidores da Fiago Participações (fundos de pensão), além do Opportunity, de Daniel Dantas, amigão do governo e que não aceita largar o osso do negócio. Para o governo, os "novos" empreendedores não terão de ser necessariamente operadores de telefonia. Este critério abre espaço para que alguns dos atuais acionistas da Oi permaneçam no negócio. São os casos da empreiteira Andrade Gutierrez e do grupo La Fonte, do ramo de shopping centers.
Nesta última nota do Serrão, fica claro que, quando o governo entende haver “ sócios em demasia” é por entender que, em quantidade menor, o poder de decisão fica mais restrito, facilitando assim o controle da administração diretamente pelo governo, que é a real intenção que se esconde por detrás de tudo. Ou seja, o governo Lula quer afastar quem lhe pode ameaçar o controle. Seriam mantidos apenas sócios amestrados, aqueles que emprestariam seu nome à jogada, mas que seriam dóceis o suficiente para permitir a intromissão governamental. E neste tipo de participação e envolvimento no mercado que não lhe diz respeito, a gente sabe bem como tudo termina: eles se esbaldam em fantásticos lucros, assumem maior poder, e o serviço oferecido acaba sendo digamos diminuído em qualidade e tecnologia. Tal qual ocorreu na aviação comercial brasileira.
Fiquem atentos. Ainda retornaremos a este tema. Tem muita bandalheira (e da grossa) rolando solta, desconhecida totalmente pelo povo brasileiro que, em última análise, é único que nesta história acabará arcando com prejuízo.