quinta-feira, agosto 09, 2007

ENQUANTO ISSO...

Chávez nega ter dado 'ultimato' para entrada no Mercosul
Marcia Carmo BBC Brasil

Em seu programa dominical Alô, presidente, o líder venezuelano Hugo Chávez negou ter dado “ultimato” aos Congressos do Brasil e do Paraguai para que seu país entre como membro pleno do Mercosul.

“Eu não dei ultimato a ninguém. Que ultimato eu daria ao Congresso do Brasil ou do Paraguai, que são soberanos e de países que eu amo?”, disse diante da câmera de TV, no Palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

No início do mês passado, Chávez havia afirmado que esperaria a aprovação parlamentar do Brasil e do Paraguai somente até setembro, caso contrário desistiria da união com o Mercosul.

“Eu disse setembro, mas nós podemos esperar um pouco mais. E quando falei em setembro era para colocar um prazo para nós mesmos e não para eles”.

"Bom amigo"
Chávez contou que seu “bom amigo” Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil, disse que o governo brasileiro fará “o que puder” para que a Venezuela seja membro pleno do Mercosul.

“E isso tenho que agradecer ao governo do Brasil e também ao presidente da Argentina”, disse.

E insistiu: “Não há desespero. Antes mesmo de eu assumir a presidência, em 1998, anunciei que queria que a Venezuela fosse integrante do Mercosul”.

A Venezuela assinou o protocolo de adesão do Mercosul no ano passado para se tornar membro integral do bloco, ao lado de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

No entanto, a adesão da Venezuela ainda precisa ser aprovada pelo Senado do Brasil e do Paraguai para ser reconhecida pelo bloco.

As declarações de Chávez ocorrem poucos dias depois que ele criticou a “falta de vontade política” do Brasil para levar adiante a idéia de criação do Gasoduto do Sul e um dia antes de seu embarque para um giro pela América do Sul, começando pela Argentina, passando por Uruguai e Bolívia e terminando no Equador.

Ainda em seu programa dominical, o líder venezuelano voltou a acusar os Estados Unidos de conspirar contra os países da América Latina.

“É preciso ter cuidado com o que se diz porque os agentes do império estão à caça do que a gente diz, para intrigar e para colocar em briga os países latino-americanos”, discursou.

ENQUANTO ISSO...

Chávez dá ultimato e ameaça desistir do Mercosul em 3 meses
BBC Brasil

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta terça-feira, 03/07, que seu país desistirá de ingressar no Mercosul caso os Senados de Brasil e Paraguai não aprovem nos próximos três meses a adesão venezuelana ao bloco.

"Se em um período de três meses não se completar a adesão da Venezuela ao Mercado Comum do Sul, nós teremos que lamentavelmente nos retirar definitivamente desta instância internacional", disse Chávez em coletiva de imprensa em Caracas, segundo a Agência Bolivariana de Notícias.

Em outra declaração, reproduzida pela imprensa oficial do país, Chávez disse que "até agora não parece haver vontade verdadeira de se fazer mudanças na estrutura do Mercosul e, conseqüentemente, a Venezuela não descarta abandonar definitivamente um modelo de integração".

O venezuelano também fez críticas ao processo de integração do Mercosul.

"Nós também esperamos que se chegue a um consenso em relação à nossa adesão. Não é possível que a Venezuela seja simplesmente uma figura que não tem voz nem voto nas decisões que se tomam no seio do Mercosul. Isso não é integração."

Amorim “impertinente”
Chávez também chamou de impertinentes as declarações do ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que na semana passada havia pedido uma "palavra simpática" do venezuelano em relação ao Senado brasileiro.

Chávez disse que o Congresso brasileiro é quem deve desculpas à Venezuela por interferir em assuntos internos do país, e não o contrário.

"O mais provável é que com as pressões que estão exercendo diversas instâncias, como, por exemplo, o Senado brasileiro, (elas) estejam esperando que nós mudemos nosso modelo econômico e político. Algo que é impossível, pois fizemos um compromisso com os setores mais desprotegidos da nossa economia."

A Venezuela assinou o protocolo de adesão do Mercosul no ano passado para se tornar membro integral do bloco, ao lado de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

No entanto, a adesão da Venezuela ainda precisa ser aprovada pelo Senado do Brasil e do Paraguai para ser reconhecida pelo Mercosul.

No mês passado, o Senado brasileiro criticou o governo de Chávez por não renovar a concessão da rede de televisão RCTV. Em resposta, o venezuelano disse que o Senado brasileiro é um "papagaio" do governo americano.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Pois é, faz pouco mais de um mês que Chavez deu um ultimato para a Venezuela ser aprovada no Mercosul. E isto foi dito diante de câmeras de televisão, num discurso patético. Agora, na maior cara-de-pau, ele nega o que disse e que ficou registrado. Antes, criticou Celso Amorim, agora o considerou um "bom" amigo. É por isso que esta cambada de esquerdistas tem tanto ódio com a imprensa independente: eles detestam quando a verdade lhes é esfregada na cara. Na semana que passou, também por aqui tivemos oportunidade de ver com os nossos delinqüentes não são diferentes dos de fora: Lula negou conhecimento da gravidade da crise aérea, enquanto ele próprio, na Gazeta Mercantil, em janeiro de 2002, assinara um texto demonstrando um enorme "conhecimento" das dificuldades do mercado da aviação comercial no país.

Assim, sempre que são confrontados com a verdade sobre isso, acabam destilando um fel rancoroso sob estes “malditos jornalistas abelhudos”. E, sempre que podem, tentam impor seu regime de terror, criam e reinstalam a censura aos meios de comunicação decretando o fim ao direito da livre manifestação. E ainda tem cafajeste solto por aí apregoando uma “excesso” de liberdade de imprensa na Venezuela ! Santo Deus !!!

A verdade é que, dentro do projeto de poder do Chavez, a Venezuela é pouco para o canalha: sua ambição é espalhar seus tentáculos por todo o solo latino-americano. E sobre o Brasil, Chavez tenta conter a todo custo a natural liderança que o nosso país sempre exerceu no continente, mesmo que não a desejasse. E não é por outra razão que ele, sempre que pode, agride-nos de todas as formas. Quanto a ele fazer isto, é normal para um pilantra de sua laia: estranho é não termos um presidente que nos defenda, e se comporte com tanta passividade e subserviência. Isto é que é escandaloso e vergonhoso.