Luísa Brito e Simone Harnik, do Portal G1
Nas duas cidades com melhor nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) atual, que utiliza dados da Prova Brasil de 2005, todos os professores têm formação em ensino superior e fazem cursos de capacitação periodicamente. Ambas ficam no Estado de São Paulo.
A primeira, Barra do Chapéu, a 344 km da capital paulista, obteve Ideb de 6,8. A segunda, Dolcinópolis, a 600 km, apresentou nota 6,6. Ambas estão acima da média que o país quer alcançar em 2022, que é 6. Mesmo assim, o governo estipulou metas que exigem melhorias nessas cidades também. A primeira tem de atingir 8,1 e a segunda, 7,9.
Melhores
Em Barra do Chapéu os professores das sete escolas municipais (uma urbana e sete rurais) fazem pelo menos quatro cursos de capacitação por ano. A cidade possui 4,7 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e conta com cerca de 900 alunos na educação infantil e ensino fundamental.
Segundo Nilva Ribas, coordenadora pedagógica do ensino no município, o trabalho é focado nas dificuldades dos alunos. Após o período de aula, o aluno com algum problema na aprendizagem passa mais duas horas e meia na escola tendo acompanhamento de um professor.
O município também monitora a freqüência dos estudantes na aula. “Quando o estudante falta dois dias na escola, o professor nos avisa e nós vamos na casa dele e conversamos com os pais para saber o porquê da falta”, conta a coordenadora. Se houver problema e o aluno continuar sem ir para a escola, a Secretaria de Educação aciona o Conselho Tutelar.
Nas duas cidades com melhor nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) atual, que utiliza dados da Prova Brasil de 2005, todos os professores têm formação em ensino superior e fazem cursos de capacitação periodicamente. Ambas ficam no Estado de São Paulo.
A primeira, Barra do Chapéu, a 344 km da capital paulista, obteve Ideb de 6,8. A segunda, Dolcinópolis, a 600 km, apresentou nota 6,6. Ambas estão acima da média que o país quer alcançar em 2022, que é 6. Mesmo assim, o governo estipulou metas que exigem melhorias nessas cidades também. A primeira tem de atingir 8,1 e a segunda, 7,9.
Melhores
Em Barra do Chapéu os professores das sete escolas municipais (uma urbana e sete rurais) fazem pelo menos quatro cursos de capacitação por ano. A cidade possui 4,7 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e conta com cerca de 900 alunos na educação infantil e ensino fundamental.
Segundo Nilva Ribas, coordenadora pedagógica do ensino no município, o trabalho é focado nas dificuldades dos alunos. Após o período de aula, o aluno com algum problema na aprendizagem passa mais duas horas e meia na escola tendo acompanhamento de um professor.
O município também monitora a freqüência dos estudantes na aula. “Quando o estudante falta dois dias na escola, o professor nos avisa e nós vamos na casa dele e conversamos com os pais para saber o porquê da falta”, conta a coordenadora. Se houver problema e o aluno continuar sem ir para a escola, a Secretaria de Educação aciona o Conselho Tutelar.
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Na segunda colocada, Dolcinópolis, os 19 professores da rede municipal têm graduação e participam de pelo menos um curso de formação continuada por ano, durante as férias de julho. A cidade, que tem apenas 2.195 habitantes, segundo estimativa do IBGE, só possui uma escola municipal e outra estadual. Na unidade do município estudam 270 alunos da educação infantil até a 4ª série. A instituição conta com aula de inglês desde o ensino infantil e de computação para 3ª e 4ª série. A cidade mantém também um programa, chamado Projeto Educando, com aulas de reforço e atividades de lazer como artesanato, escolinhas de música e futebol, para os estudantes. Segundo a diretora da escola, Arlete Rossi, a cidade poderia fazer mais se recebesse uma maior quantidade de verbas.
Piores
A pequena cidade de Ramilândia (PR), com cerca de quatro mil habitantes, na região de Foz do Iguaçu, recebeu a pontuação mais baixa, pelo indicador de 1ª a 4ª série. A nota foi de apenas 0,3, entre os 10 pontos possíveis. A notícia causou espanto ao secretário de Educação do município, Adilson Turato. “Na Prova Brasil [exame em que se baseia o Ideb], os estudantes tinham de preencher gabaritos. Eles não tiveram essa orientação”, explicou Turato. O secretário ainda afirma que a geografia acidentada da cidade dificulta o acesso das crianças e que o transporte é precário para os estudantes do interior. “A administração investe na qualificação continuada dos professores, mas é necessário investir na outra ponta, na orientação das famílias”, disse.
Na segunda colocada, Dolcinópolis, os 19 professores da rede municipal têm graduação e participam de pelo menos um curso de formação continuada por ano, durante as férias de julho. A cidade, que tem apenas 2.195 habitantes, segundo estimativa do IBGE, só possui uma escola municipal e outra estadual. Na unidade do município estudam 270 alunos da educação infantil até a 4ª série. A instituição conta com aula de inglês desde o ensino infantil e de computação para 3ª e 4ª série. A cidade mantém também um programa, chamado Projeto Educando, com aulas de reforço e atividades de lazer como artesanato, escolinhas de música e futebol, para os estudantes. Segundo a diretora da escola, Arlete Rossi, a cidade poderia fazer mais se recebesse uma maior quantidade de verbas.
Piores
A pequena cidade de Ramilândia (PR), com cerca de quatro mil habitantes, na região de Foz do Iguaçu, recebeu a pontuação mais baixa, pelo indicador de 1ª a 4ª série. A nota foi de apenas 0,3, entre os 10 pontos possíveis. A notícia causou espanto ao secretário de Educação do município, Adilson Turato. “Na Prova Brasil [exame em que se baseia o Ideb], os estudantes tinham de preencher gabaritos. Eles não tiveram essa orientação”, explicou Turato. O secretário ainda afirma que a geografia acidentada da cidade dificulta o acesso das crianças e que o transporte é precário para os estudantes do interior. “A administração investe na qualificação continuada dos professores, mas é necessário investir na outra ponta, na orientação das famílias”, disse.
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O G1 tentou contatar a prefeitura de Maiquinique, na Bahia, que ficou classifcada com a segunda pior nota, 0,7. No entanto, a Secretaria de Educação do município não tem telefone e a secretária não foi localizada em sua casa.
O G1 tentou contatar a prefeitura de Maiquinique, na Bahia, que ficou classifcada com a segunda pior nota, 0,7. No entanto, a Secretaria de Educação do município não tem telefone e a secretária não foi localizada em sua casa.
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A terceira pior colocada do país, segundo o indicador, foi a cidade de Itaúba, em Mato Grosso. “Essa é uma surpresa para a gente. Somos um município pequeno, mas com ensino de qualidade. Fornecemos o material didático completo e, todo o ano, damos dois conjuntos de uniformes. Aqui também os professores, alunos e a família têm atendimento psicológico na escola”, afirma a chefe do Departamento de Educação, Norma Morelato. “Se for avaliar só pela Prova Brasil, é um grande erro. Não é por aí que vai saber de que modo está o nosso ensino. É preciso visitar a escola, conhecer os programas”, diz.
COMENTANDO A NOTICIA: Conforme já comentamos no TRAPOS E FARRAPOS de hoje, aquela mentira que Lula aplicou na campanha eleitoral em 2006, sobre os números da educação de São Paulo, na avaliação feita pelo MEC, o próprio MEC desmentiu hoje. Os números estavam “furados”, e na verdade, o que era para ser ruim, na verdade, conforme na notícia acima, eram os melhores. Claro que Lula, com sua cretinice, não virá na televisão para pedir desculpas à Alckimin pela mentira de que se valeu para desmerecer Alckimin enquanto governador de São Paulo. Mas pelo menos alguns leitores já podem ficar vacinados: quando Lula abre a boca, noves fora as mentiras, a pirotecnia do marketing cafajeste, o que sobra é nada. Ou seja, seu discurso imperial é puro lixo cultural. Dele não se aproveita absolutamente nada. Nem para reciclagem...
A terceira pior colocada do país, segundo o indicador, foi a cidade de Itaúba, em Mato Grosso. “Essa é uma surpresa para a gente. Somos um município pequeno, mas com ensino de qualidade. Fornecemos o material didático completo e, todo o ano, damos dois conjuntos de uniformes. Aqui também os professores, alunos e a família têm atendimento psicológico na escola”, afirma a chefe do Departamento de Educação, Norma Morelato. “Se for avaliar só pela Prova Brasil, é um grande erro. Não é por aí que vai saber de que modo está o nosso ensino. É preciso visitar a escola, conhecer os programas”, diz.
COMENTANDO A NOTICIA: Conforme já comentamos no TRAPOS E FARRAPOS de hoje, aquela mentira que Lula aplicou na campanha eleitoral em 2006, sobre os números da educação de São Paulo, na avaliação feita pelo MEC, o próprio MEC desmentiu hoje. Os números estavam “furados”, e na verdade, o que era para ser ruim, na verdade, conforme na notícia acima, eram os melhores. Claro que Lula, com sua cretinice, não virá na televisão para pedir desculpas à Alckimin pela mentira de que se valeu para desmerecer Alckimin enquanto governador de São Paulo. Mas pelo menos alguns leitores já podem ficar vacinados: quando Lula abre a boca, noves fora as mentiras, a pirotecnia do marketing cafajeste, o que sobra é nada. Ou seja, seu discurso imperial é puro lixo cultural. Dele não se aproveita absolutamente nada. Nem para reciclagem...