sábado, março 17, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Se sabe tanto, por que não pune ?

“A visão da população é leiga e dissociada da realidade. Em geral, os eleitores não percebem os percalços, o uso indevido da máquina administrativa em prol da reeleição”.

Ministro Marco Aurélio de Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral


COMENTANDO A NOTÍCIA: Pois é, esta o ministro Marco Aurélio fica nos devendo. Se o ministro se diz assim tão bem mais informado do que a população, conforme dá a entender nesta declaração, por que razões não puniu ? Por que permitiu que concorressem e ainda por cima fossem empossados sem aplicar os ditames da lei ? Se os reeleitos são passíveis de punição por uso indevido da máquina administrativa, qual seria a punição para a autoridade omissa e negligente na aplicabilidade da lei ?

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Senado aprova CPI das ONGs

A Mesa-Diretora do Senado acatou há instantes o pedido de criação da CPI dos ONGs. O requerimento de autoria do senador Heráclito Fortes (PFL-PI) foi quase uma unanimidade, conseguindo 77 assinaturas. A comissão irá investigar a utilização dos recursos públicos brasileiros ou estrangeiros destinados às organizações não-governamentais (ONGs) e às organizações de sociedade civil (Ocips), entre 2003 e 2006. Os líderes vão agora indicar os parlamentares para compor a comissão.

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Novo ministro é réu por falsidade
Cláudio Humberto

O deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR), futuro ministro da Agricultura, é candidatíssimo a freqüentar o noticiário de escândalos no segundo governo Lula. Ele é réu em um processo de 2006, no Supremo Tribunal Federal, sob o nº 63627, em que é acusado de falsidade ideológica e falsidade documental. O caso corre em segredo de justiça, mas parece muito sério: o Ministério Público Federal de Mato Grosso menciona "provas robustas" e o procurador-geral da República solicitou até mesmo diligências da Polícia Federal. Também um promotor público de Maringá (PR) representou contra Balbinotti (foto)acusando-o de utilizar atestados médicos falsos para justificar suas constantes ausências na Câmara dos Deputados. Primeiro em tudo.

O novo ministro da Agricultura, Odílio Balbinotti, é campeão em faltas na Câmara e - a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) vai adorar - o maior produtor de sementes transgênicas do País.

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Fica para depois...

Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara dos Deputados, terá de prestar no prazo de dez dias informações sobre a CPI do Apagão Aéreo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello .

Foi o que decidiu o ministro depois de passar quase 2 horas trancado em seu gabinete no anexo 2 do STF. Celso de Mello frustrou a expectativa dos oposicionistas do governo que acreditavam que seria dado ainda hoje prosseguimento à CPI.

Antes de tomar uma posição, ele quer entender o que levou Arlindo Chinaglia a deferir a CPI: “notadamente porque Sua Excelência, na condição de presidente de uma das casas do Congresso Nacional, reconheceu atendidos os requisitos constitucionais necessários à criação da CPI em causa”.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Alguém duvida de algum “acordo” para tentar empurrar o assunto com a barriga até cair no esquecimento ?Desta gente se pode esperar tudo menos seriedade, honestidade e competência !!!

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Grupo de Sarney quer outro Maranhão
De O Globo:

"Menos de três meses depois de ter sido empossado, o novo governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), o primeiro nos últimos 40 anos a ser eleito sem o aval da família Sarney, corre o risco de ver seu estado dividido ao meio. Com a sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado já esvaziada, o senador Edison Lobão (PFL-MA) — um dos mais antigos aliados do ex-presidente José Sarney — conseguiu aprovar, em votação simbólica, um projeto de sua autoria que propõe a realização de um plebiscito sobre a criação do Estado do Maranhão do Sul.

A iniciativa de Lobão levanta suspeitas de que esse poderia ser um troco à derrota imposta por Lago à senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) na eleição do ano passado, e ajudaria a garantir a hegemonia de seu grupo político no Sul do estado, já que a maior concentração de votos do governador seria justamente na capital, São Luís. Mas o senador nega."

COMENTANDO A NOTÍCIA: Vocês lembram da notícia que publicamos aqui no TOQUEDEPRIMA sobre projeto para a criação de mais 600 novos municípios ? Pois então, nossos ilustres “parlamentares” que são apenas representantes de si mesmos, já não se contentam em assaltar os cofres públicos através de salários, vantagens, privilégios indecentes e imorais. Não lhes basta as aposentadorias cretinas que criaram para si, e tudo isto bancado com dinheiro público, isto é, o meu, o seu, o dinheiro que suadamente conseguimos ganhar com trabalho decente. Agora, precisam garantir boquinhas ricas em novos municípios cuja imensa maioria, sequer terá condições de manter-se a si mesmo, mas que arcará com os custos de uma administração criada especialmente para abrigar um bando de vagabundos canalhas, que honestamente não conseguem arranjar emprego depois que saem da vida pública. Primeiro, por não serem honestos, segundo porque são imprestáveis para coisa alguma, e terceiro, porque o que eles querem é emprego, nunca trabalho. Como o poderoso coronel parece estar perdendo espaço político em seu próprio território, vai agora dividir o estado para reservar para si um curral eleitoral que o garanta na vagabundagem e e na ociosidade. Definitivamente, não é o Busch que precisamos expulsar. São os brasileiros traíras que não se cansam de nos roubarem dia após dia.

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Por que o governo tem medo da CPI do Apagão Aéreo
De Isabel Sobral na agência Estado:

"Uma auditoria preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de superfaturamento de preços na licitação das obras de recuperação da pista de pouso auxiliar do aeroporto de Congonhas que estão em andamento desde o final de fevereiro.

O relatório, que ainda não foi concluído pelo tribunal, veio a público nesta quarta-feira, durante audiência na Comissão de Fiscalização da Câmara que ouviu o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, sobre as obras no aeroporto paulista.

Sobre a pista auxiliar, já em recuperação, os auditores do TCU analisaram o plano básico dessas obras entre os dias 28 de abril e 26 de maio de 2006 e apontaram 12 falhas".

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Collor diz que se arrepende de confisco da poupança

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) admitiu em entrevista ao jornal Estado de São Paulo que cometeu muitos erros quando foi Presidente da República. O ex-presidente destacou o confisco da poupança, o confronto com o congresso e o fato de ter trocado a Granja do Torto pela casa da Dinda, pela exposição. Sobre o confisco, Collor disse que, naquele momento, a justificativa era uma necessidade econômica. Mas ele admite que teria sido um excesso de voluntarismo e uma vontade de resolver tudo de uma vez só. O senador alagoano atribui este e outros erros à inexperiência: “Faltou mais experiência para alguém que chegou à Presidência com 40 anos recém-feitos”, afirmou.

Sai edital para 1 ª etapa da transposição do São Francisco

BRASÍLIA - O Ministério da Integração Nacional publicou ontem edital de licitação da primeira etapa do projeto de transposição do Rio São Francisco. As obras foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e seu início depende, agora, da emissão de licença ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Um dos projetos prioritários do presidente Luiz Inácio desde o primeiro mandato, a transposição ressurgiu com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O programa prevê R$ 6,6 bilhões de reais para a transposição entre 2007 e 2010, de um total de R$ 12,6 bilhões a serem investidos na área de infra-estrutura hídrica. Para 2007, o programa prevê R$ 837 milhões para a transposição.

De acordo com o ministério, a licitação está aberta àsempresas interessadas na execução de obras civis, instalação, montagem, testes e comissionamento dos equipamentos mecânicos e elétricos da primeira etapa de implantação do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional.
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O projeto prevê obras em diversos municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A transposição do Rio São Francisco foi alvo de disputa judicial antes de começar a sair do papel. Entidades ambientalistas afirmam que o rio está muito deteriorado e que a obra, além de não solucionar o problema da seca no semi-árido, será cara e vai causar a "morte" do rio.

Pelo projeto, canais serão construídos a partir do Rio São Francisco, em Pernambuco, e um pouco da água do rio será levada para os estados do Ceará, Paraíba, parte de Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em Brasília, cerca de 500 representantes de movimentos sociais contrários ao projeto estão acampados desde segunda. Eles reivindicam o arquivamento do projeto de transposição.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Marquem este mágico número: 12,6 bilhões de reais. Dentro de dois anos, apostem que este preço já terá sido multiplicado por 2, no mínimo. Estejam certos que apenas um terço deste valor irá para as obras, o resto tomará destino incerto e desconhecido. Porém fácil de se apurar, se fiscalização houver.

Usinas enfrentam o desafio socioambiental

Andrea Vialli , Estadão online

Para ganhar mercado no exterior, empresas tentam superar antigos problemas na produção de açúcar e álcool

As usinas de açúcar e álcool estão tentando se livrar uma velha imagem no Brasil para ganhar mercado no exterior. Conhecidas pelas péssimas condições de trabalho dos cortadores de cana, as empresas também tem sido questionadas pelos riscos ambientais da produção de etanol. Segundo os especialistas, as empresas vão enfrentar questionamentos cada vez maiores.
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'Ninguém vai querer comprar açúcar e álcool de regiões como as áreas devastadas da Amazônia Legal. A preocupação com a sustentabilidade deve estar presente desde o início dos empreendimentos', diz Roberto Paschoali, sócio da consultoria Evolve Gestão, que tem assessorado grupos interessados em investir no Brasil.
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Segundo Paschoali, a falta de atenção às questões socioambientais pode se converter em barreiras não-tarifárias lá fora. 'O Brasil, como líder mundial na produção de álcool, está mais exposto. E as questões socioambientais são bastante cobradas pelos países ricos', diz.
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Nas áreas em que a produção de açúcar e álcool já está consolidada, as empresas já começaram a se mexer. Há cerca de um ano, a União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) firmou um convênio com o Instituto Ethos para disseminar os conceitos de responsabilidade socioambiental na gestão das empresas.
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Cerca de 100 usinas assinaram o convênio, em que se comprometem a realizar avaliações internas, de acordo com os indicadores do Ethos. 'São Paulo tem excelência na produção de açúcar e álcool, e na área socioambiental também estamos bem posicionados. Mas ainda temos muito a fazer', diz Iza Barbosa, coordenadora de responsabilidade social da Unica.
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De acordo com Roberto Figueiredo, coordenador do Grupo Rural Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que fiscaliza lavouras de cana no Estado, os trabalhadores das lavouras ainda enfrentam problemas como a terceirização irregular e a falta de equipamentos de proteção e transporte adequado. Mas há melhoras em pontos como aumento do registro em carteira e na questão do trabalho infantil.
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Este ano, o MTE iniciou as fiscalizações já na etapa do plantio da cana. 'A cultura de cana está muito mais evoluída em termos sociais do que outras, como a laranja', diz Figueiredo.
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Apesar dos avanços, os cortadores de cana ainda enfrentam condições duras de trabalho. Como são pagos de acordo com a produtividade de seu trabalho, acabam se submetendo a jornadas exaustivas. Um trabalhador recebe R$ 2,44 por tonelada de cana e empilhada. É preciso colher pelo menos 10 toneladas para receber um salário de pouco mais de R$ 400. Segundo a Unica, o contrato por produtividade 'é legal e aceito por ambas as partes.'
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Na área ambiental, as empresas procuram superar antigos problemas, como a queima da safra e os resíduos da produção. Segundo Leonardo Cintra, diretor técnico da Açúcar Guarani, de Olímpia (SP), essas atividades estão sendo controladas. 'Subprodutos da produção, como a vinhaça e torta de filtro, atualmente são usados como fertilizantes', diz ele.

Companheiros

Carlos Sardenberg, Portal G1
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O presidente Lula está precisando dar um chega-pra-lá no companheiro Hugo Chávez. E terá uma oportunidade em breve: no seu périplo anti-Bush, Chávez disse que pretende ter uma conversa com Lula, para dizer ao companheiro que o Brasil não deve usar alimentos (cana-de-açúcar ou soja) para produzir combustíveis (etanol e biodiesel) para os carros dos ricos.
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Se Lula quiser responder à altura, vai aqui uma modesta sugestão: dizer que a gente topa parar de produzir o etanol e cancela o acordo com Bush, se ele, Chávez, parar de vender petróleo para os carros dos americanos.
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Oitenta por cento do petróleo venezuelano, produto poluente, registre-se, vai para os EUA, o mercado mais rico do mundo. Com isso, Chávez faz um caminhão de dinheiro para alimentar sua revolução bolivariana.
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Eis o ponto: é o consumidor americano que financia Chávez. Mas se ele quiser impor um dano enorme ao imperialismo, basta negar o petróleo aos americanos e vender só para os companheiros da América Latina.
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Claro que ele não vai fazer isso. Mas acha errado o Brasil alimentar o plano de vender etanol para os EUA e pelo mundo afora.
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Eu realmente não entendo como esse pessoal, inclusive aqui no Brasil, acredita nesse Chávez.

Acampamento de Sherlock Holmes e Dr. Watson

Giulio Sanmartini, Prosa & Política

A história me foi enviada pelo leitor Sérgio Boru – Copacabana – Rio de Janeiro.
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Seria interessantes que os ministros do PAC a lessem para aprender.

Sherlock Holmes e Dr. Watson vão acampar...
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Montam a barraca e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo:
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- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
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Watson responde:
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- Vejo milhares e milhares de estrelas.
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Holmes então pergunta:
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- E o que isso significa?
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Watson pondera por um minuto, depois enumera:
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1) Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e, potencialmente, bilhões de planetas.
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2) Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
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3) Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
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4) Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e insignificantes.
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5) Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correto?
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Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:
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- Watson, seu imbecil! Significa apenas que alguém roubou nossa barraca!!!
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Moral da estória:
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A VIDA É SIMPLES, NÓS E QUE TEMOS A MANIA DE COMPLICÁ-LA.

TOQUEDEPRIMA...

Chinaglia recua outra vez

Dentro do melhor estilo canalha de ser, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, agora nega em público o que acertou em particular, na reunião da mesa diretora: ele pediu ao deputado Ciro Nogueira (PR-PI) para encaminhar aumento dos vencimentos dos deputados, e não apenas a verba indenizatória. Com a repercussão negativa, recuou novamente, como já havia feito antes.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Chinaglia adotou no melhor a filosofia lula de governar e enrolar: mentir, mentir, negar, negar, depois mentir e negar. Belo discípulo sem dúvida.

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Lula confirma Walfrido nas Relações Institucionais

O presidente Lula oficializou, nesta sexta-feira (16.03), a troca de Walfrido Mares Guia (PTB) do Turismo para as Relações Institucionais. Walfrido deve ser substituído por Marta Suplicy, dependendo apenas de detalhes para o anúncio.O futuro ministro das Relações Institucionais assume interinamente a Coordenação Política, substituindo Tarso Genro, atual ministro da Justiça. A posse de Walfrido na nova pasta deve ser feita na próxima semana.
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Lula ainda não divulgou nenhum nome para a sucessão no ministério do Desenvolvimento, já que Luiz Fernando Furlan anunciou que deixará o cargo.

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Empurrando com a barriga
Radar, Veja online

Na semana passada, representantes das famílias das vítimas da queda do avião da Gol fizeram uma passeata em Brasília até o Congresso. Lá foram recebidos por assessores do presidente Lula que disseram ser um absurdo a notícia de que o presidente teria dito que "não tinha tempo" para recebê-los. Os tais assessores pegaram os telefones, distribuíram cartões e prometeram um contato em breve. Passados sete dias a situação continua na mesma.

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Quando ele mentiu?
Blog do Noblat

O deputado Márcio Junqueira (PFL-RR) negou hoje que tenha recebido a oferta de cargos para se filiar ao PR.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo no último domingo, Junqueira disse que o senador Alfredo Nascimento (PR-AM), que será ministro dos Transportes, prometeu cargos para que ele mudasse de partido:

- Ele disse que se eu fosse para o PR haveria divisão de espaço político, seriam divididas as direções regionais e municipais do partido em Roraima. Disse que teríamos os postos do DNIT e que nós iríamos trabalhar juntos na indicação das emendas e das empresas.

Hoje, negou ter recebido a oferta e disse ter “consciência da honradez” de Alfredo Nascimento. Foi uma estratégia para evitar um processo de cassação. Se não voltasse atrás, seria fatalmente obrigado a provar as acusações.

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Balbinotti pode perder indicação

O governo está reavaliando a indicação de ministro da Agricultura para Odílio Balbinotti (PMDB-PR), após toda a repercussão a respeito de seus problemas na justiça. Lula discutiu o tema com Temer e outros líderes do PMDB. O presidente preferiu mantê-lo e analisar melhor o caso na próxima segunda-feira.A bancada do PMDB na Câmara manifestou repúdio e quer que Balbinotti seja afastado do cargo hoje ou amanhã para evitar um desgaste ainda maior.

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Jornal propõe "Movimento de Liberação do Etanol"
BBC Brasil

O jornal econômico norte-americano The Wall Street Journal propõe em sua edição desta quarta-feira um "movimento pela libertação do etanol".

A matéria, que trata dos subsídios agrícolas para as indústrias que produzem energia, defende que o etanol produzido no Brasil não deveria encontrar limitações para entrar nos Estados Unidos e diz que o prospecto de novos investimentos para incentivar a produção do biocombustível coloca o país diante de uma "encruzilhada".

"Será que os EUA repetirão os erros do passado, utilizando subsídios e protecionismo para impulsionar a indústria nacional do etanol e a confluência de grupos de interesse que, mesmo depois, continuarão insistindo na manutenção de seus subsídios e proteção?", questiona o jornal.

"Ou apoiarão um mercado livre e global de biocombustíveis, que melhoraria genuinamente a segurança energética americana?"

Para o Wall Street Journal, os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, "deram um golpe contra as forças da intolerância, do obscurantismo e do provincianismo" ao assinar um acordo para incentivar a produção do combustível.

No entanto, observa o jornal, os americanos têm sido "generosos" nas garantias dadas aos produtores americanos de que o produto brasileiro, mais barato, terá limitações para entrar no país. O diário pede que esta idéia seja "banida".

O jornal nota que "a política comercial americana tem feito grande favor ao (presidente venezuelano) Hugo Chávez", que perderia um aliado geopolítico se o Brasil e outros países do hemisfério sul se tornassem grandes exportadores do biocombustível.

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Bento XVI
Show de Sandy & Junior foi vetado pela Igreja

Veja online

O show da dupla Sandy & Junior na visita do papa Bento XVI ao Brasil foi cancelado. Prevista para ocorrer no encontro do pontífice com os jovens, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, no dia 20 de maio, a participação dos cantores não ocorrerá por causa da oposição de vários setores da Igreja Católica no país, que não acham que a dupla tem perfil religioso. Sandy & Junior dizem que houve apenas um problema de agenda.

De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, a possibilidade de ver a dupla cantando para o papa não agradava bispos, padres e movimentos pastorais do país. "A escolha da dupla não foi bem recebida", disse d. Pedro Stringhini, bispo-auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e um dos organizadores da visita. "A tendência agora é que o encontro com o papa seja animado por grupos da própria Igreja."
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Os cantores teriam sido convidados pela Igreja no início do mês e haviam manifestado sua intenção de participar do evento no Pacaembu. A reunião que acertaria os últimos detalhes, porém, jamais ocorreu - quando a notícia do convite foi divulgada, a reação dos setores católicos esfriou a negociação. De acordo com a assessoria da dupla, Sandy & Junior foram convidados, mas "as negociações não tiveram prosseguimento em razão da agenda dos mesmos".

O funeral do bem

Guilherme Fiúza, Prosa & Política, NoMínimo

Junto com Miguel Arraes e Brizola, Waldir Pires tornou-se um dos grandes símbolos brasileiros da resistência ao arbítrio.

Arraes e Brizola ainda se meteram em controvérsias, por terem se tornado governadores muito fortes em Pernambuco e no Rio. Mas Waldir Pires permaneceu como aquela reserva de pureza e simpatia da esquerda, uma espécie de relicário do bem.

Agora o Brasil fica sabendo, por Elio Gaspari, que à frente do Ministério da Defesa, em dezembro último, Waldir Pires censurou Boris Casoy.

A causa era “nobre” para um esquerdista: manter imaculado o levante comunista de 1935, deletando as críticas feitas por Casoy. Um episódio constrangedor, que encerra uma lição amarga e definitiva:

O “bem” encarnado por Waldir Pires tem exatamente o mesmo desapreço à liberdade que os vilões da ditadura combatida por ele. Por acaso, o destino colocou-o do lado do oprimido. Mas o DNA do opressor está todo lá, inconfundível, nos trejeitos da esquerda brasileira.

Tarso Genro é tudo o que penso dele e mais um pouco...

Adelson Elias Vasconcellos
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Esta recolhi no Alerta Total do Jorge Serrão, leiam a última “pérola” da lavra do futuro ministro da Justiça, Tarso Genro:

O novo ministro da Justiça, Tarso Genro, defende a discussão "da liberdade de circulação de opinião, principalmente da opinião política", na imprensa.
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Tarso jura que não há problema de liberdade de imprensa no País.
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Segundo ele, existe apenas a necessidade "de circulação de opinião de forma mais plural".

Vamos ver se consigo “deglutir” melhor os conceitos do “homi”. Primeiro, ele começa estabelecendo o lado do ringue em que vai se postar, dizendo que é preciso discutir-se a liberdade de circulação de opinião, principalmente a política. Depois, para não ficar mal com a torcida presente, ele espeta um afago do tipo “não há problema de liberdade de imprensa no país”. Ora, meu caro Tarso, se não problema como você o atesta, então prá quê a discussão da circulação ?

Aí, como querendo filosofar, o néscio arremata que a tal circulação de opinião precisa ser mais plural ! Bem, o que ele quis dizer ? Não sei talvez nem ele. Mas o fato é o seguinte: o tal projeto de tevê do Executivo foi o primeiro passo na direção de se enquadrar a opinião sobre política no Brasil aos mandamentos do bom petismo, isto é, só se divulga aquilo que o partido consente. Para tanto, além da tevê vem aí a rede de rádio, depois vão achar pouco, então “comprarão” espaços nos jornais e revistas amigas (que aliás, já é feita, através das verbas publicitárias das estatais e institucionais do próprio governo), e culminará, estejam certos, no controle do que eles entendem que deva circular sobre política na internet.

Reparem que ele até evitou ao máximo usar a expressão mais empregada até aqui por Lula e seus sequazes: a tal “democratização” dos meios. Noutras palavras, o que vai acontecer, aliás já está acontecendo desde o primeiro quadriênio do inútil é o seguinte: o petê vai usar dinheiro público para democratizar os meios de comunicação, e depois privatizar para sua ideologia vagabunda e de fundo de lata de lixo estes meios “democráticos de comunicação. O plural, no caso, é o dinheiro que eles usarão, o dos contribuintes. Mas a conclusão, num português bem claro é que eles renascerão a censura à livre manifestação. Claro que com outro nome, que é para enganar o povão. E o pior é que enganam.

Guerra do álcool

Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa

BRASÍLIA - Em poucos dias surge o primeiro grande obstáculo à viabilização das promessas duvidosas da dupla Bush-Lula de, algum dia, Brasil e Estados Unidos mudarem a matriz energética do mundo. Levantou-se o singular presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não em defesa da independência da América Latina contra as investidas de nossos irmãos do Norte, mas buscando assegurar a sobrevivência de seu país através da prevalência do petróleo. Afinal, é o único produto de que dispõe para arreganhar os dentes e mostrar as garras contra Bush, mas, na verdade, mordendo e arranhando Lula.

Para Chávez, aumentar a cultura do álcool de cana é condenar à fome as populações miseráveis do continente, porque a área plantada a ser ampliada é a que serve para plantio de feijão e arroz. Lula rebateu, dizendo provir a fome da falta de condições de parte do povo para consumir. De tabela, ainda prometeu que não seriam utilizadas terras da Amazônia e do Pantanal para plantar cana.

E o carrasco ri
Essa é uma disputa grave. Porque se um dos caminhos do Brasil para vencer o subdesenvolvimento passa pelo álcool, a via para desmanchar igual objetivo da Venezuela, também. As previsões são de que não haverá amizade latino-americana nem identidade ideológica entre Chávez e Lula capaz de superar impasse de tal magnitude. Batemos de frente com nossos "hermanos" bolivarianos, ou vice-versa.

O périplo desenvolvido pelo presidente venezuelano pelos países não visitados por Bush envolve mais razões do que a vontade de chamar o presidente americano de satanás. O que ele pretende é assegurar petróleo barato aos vizinhos próximos e remotos, uma forma de desestimulá-los da transferência energética para o etanol. Cujos maiores produtores somos nós.

Não vamos chegar ao exagero de contar quantos moderníssimos aviões de caça russos Hugo Chávez comprou, nem o número de fuzis por ele adquiridos para armar a população. Mas é bom tomar cuidado. Qual seria a resposta de Caracas se Brasília tivesse o desplante de oferecer tecnologia de álcool ao seu governo, senão uma sonora gargalhada e uma rejeição até pouco educada? Resta saber se a recíproca será verdadeira, inversamente: se a Venezuela rompesse os acordos com o Brasil para parceria na implantação de refinarias, se negasse os acordos de fornecimento de gás, não poderíamos rir. Muito ao contrário.

De mais essa dor de cabeça que o presidente Lula deve estar sofrendo, impedido de pedir auxílio aos Estados Unidos por motivações políticas, tiram-se duas conclusões: George W. Bush demonstrou inteligência ao visitar o Brasil na semana passada e estimular a alternativa energética do álcool como forma de prejudicar Hugo Chávez. Como, também, a eterna lição da História que nunca aprendemos direito: apoio nas próprias forças, ampliação do mercado interno e desconfiança total na globalização e no livre diálogo entre fracos e fortes.

É sempre bom lembrar que a guilhotina não dialoga com o pescoço. O perigo é ficarmos batendo cabeça, ou mais do que isso, com a Venezuela, enquanto lá de cima, segurando a cordinha da guilhotina, o carrasco dá risadas homéricas ao acionar a lâmina mortal sobre os dois países. Afinal, conseguiu o que pretendia...

Repetição
Com todo o respeito, deu sono nos senadores a exposição dos ministros Guido Mantega, Dilma Rousseff e Paulo Bernardo no plenário do Senado, falando na Comissão de Assuntos Econômicos. Repetiram a ladainha de sempre, de que a economia vai bem, de que o Plano de Aceleração do Crescimento prevê obras fantásticas e que voltaremos a crescer.

A chefe da Casa Civil prometeu tudo, por meio do PAC. Metrôs aos montes, ferrovias, rodovias maravilhosas, portos com capacidade infinita de funcionamento, hidrelétricas, obras de saneamento como nunca se viu. Parecia o anúncio da chegada do Brasil ao Nirvana, ou melhor, do Nirvana ao Brasil.

Tomara que dê certo, milagres acontecem. Está aí, por poucas semanas, a santificação de Frei Galvão. A verdade, porém, é que os senadores continuaram céticos. Se era tão fácil assim mudar a face do País, por que o governo perdeu quatro anos mandando recursos para fora, fazendo reservas externas da ordem de US$ 100 bilhões e contingenciando dotações que teriam minorado de muito as agruras com segurança pública, educação e saúde? O governo Lula está diante de uma necessidade: prometer não adianta mais. É realizar ou cair no descrédito.

Emenda 3 é teste para nova MP 232 sem reação social

por Paulo G. M. de Moura, cientista político
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Com a entrega do quinto ministério ao PMDB, Lula acaba de comprar todo o partido que, um dia, já foi comandado pelo Dr. Ulysses Guimarães. Um feito inédito. Em se tratado de peemedebismo, nunca há garantia de que haverá entrega da mercadoria, mas, tudo indica que Lula conseguiu concretizar a compra no atacado, e que as eventuais dificuldades com deputados desgarrados da base governista ficará muito barata daqui para frente.
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A se confirmar essa constatação, o contribuinte brasileiro tem fortes razões para se preocupar.
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Por que? Porque a essência do projeto de governo de Lula para seu segundo mandato se resume aos eixos básicos a seguir:
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a) Consolidar sua base parlamentar de modo a isolar a oposição, impedir a instalação de CPIs e sufocar as iniciativas de seus adversários;
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b) Não fazer nenhuma reforma estrutural capaz de contrariar interesses relevantes; mobilizar setores importantes da sociedade contra o governo e desestabilizar sua base no Congresso sob pressão das ruas;
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c) Aumentar o gasto público com a distribuição de dinheiro para a clientela do bolsa-esmola e do Pro-Uni, e para financiar a volta do Estado aos investimentos em obras públicas de grande porte;
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d) Aumentar a carga tributária para financiar os gastos com o item b);
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e) Garantir todas as condições políticas para que a memória dos escândalos de 2005 morra no esquecimento, e para que Lula termine o segundo mandato em condições de voltar ao poder nos braços do povo, em 2010 ou 2014.
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Está morta a cobra. Nada muito além disso se deve esperar do segundo governo de Lula, para desespero do jornalismo político, cuja pauta se resumirá ao reme-reme do enfadonho jogo político tradicional. Como, aliás, já está acontecendo.
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Nada impede que o acaso gere alguma surpresa ou turbulências políticas, por vezes inevitáveis, mas se o governo não for obrigado por uma crise econômica internacional a tomar medidas que provoquem perdas de renda aos eleitores, não haverá como alterar esse quadro favorável a Lula que vai se constituindo.
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Sem uma mudança dessa natureza, ou sem um escândalo político de grandes proporções (talvez até com isso acontecendo), a oposição está mortinha-da-silva e sem nenhuma condição de protagonizar o jogo político, tal como a descoberta do mensalão lhe permitiu em 2005.
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Aliás, se não fosse o mensalão, já teria sido assim no primeiro mandato e a eleição de Lula no primeiro turno em 2006 teria sido o maior e mais tranqüilo passeio de um líder político sobre seus adversários que se teria visto na curta história democrática da nação. Agora, nem mais um escândalo será novidade.
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A sociedade está entorpecida e não quer saber de política. Fechou os olhos para a corrupção, ao dar de ombros achando-a inevitável, reelegendo Lula, avalizou o petismo no poder.
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Lula está legitimado para fazer o que quer. E pode, mesmo que a lei proíba, porque é isso que o povo sinalizou que quer.
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Os tucanos do PMDB entenderam o recado das urnas; fecharam o bico, dobraram a espinha e aderiram sem rodeios ao lulismo. Até o PT entendeu, baixou a crista e aceitou o PMDB com cinco ministérios e ocupando os milhares de cargos dos escalões inferiores do governo que vai perder. A compensação virá em malas pretas ou em caixas de camisa enviadas por Sedex, pelo eficiente serviço público dos Correios.
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A eventual vitória do governo na votação do veto de Lula à Emenda 3 à lei que criou a Super-Receita será o primeiro teste da fórmula. Na essência, a intenção do governo é meter a mão no bolso do contribuinte, da mesma forma que pretendia fazer com a MP 232, que foi derrotada sob ampla mobilização da sociedade e pressão sobre o parlamento. A única diferença, agora, é exatamente a ausência de reação das vítimas do assalto anunciado.
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Lula terá, logo, sua oportunidade de avaliar se cinco ministérios são suficientes para comprar todo o PMDB. Vai testar também, se além de isolar e desidratar o PSDB e o PFL, conseguiu fazer o mesmo com a única parcela da sociedade brasileira que prefere viver em liberdade, sem a tutela autoritária e fiscalista do Estado patrimonialista, e que, por isso, não vota no PT de jeito nenhum.
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Querem saber? Estou pessimista.

COMENTANDO A NOTICIA: O Paulo Moura escreveu este artigo antes de Lula vetar a Emenda 3. Tinha pois razão o Paulo Moura de estar pessimista. Por outro lado, ao escolher o caminho do projeto de lei, Lula uma vez mais sacaneou toda a classe média que constitui a grande maioria dos atingidos pela Lei que criou a Super-Receita.

No ano passado, ainda valendo o clima da campanha, Lula desistiu da MP 232 que encaminhava o assunto pelo mesmo rol da lei recentemente aprovada no congresso. Mas agora, ao vetar, não havia razões para Lula temer a pressão, pois já estava eleito.

Mas não se espere muito do tal projeto de lei (poderia ter sido por medida provisória, porém escolheu o pior caminho). Nas palavras de Guido Mantega justificando o veto presidencial, a questão ficará restrita à alçada da Secretaria de Receita Federal. Portanto, no entender do governo, a Justiça do Trabalho fica de fora. O que, de4finitivamente, é um absurdo. Duvido que a Receita Federal terá isenção para julgar coisa alguma no sentido de perceber serem os contratos de empresas com as PJs prestadoras de serviços legais ou não. O objetivo do governo, neste caso, fica claro: aplicar sobre a classe média mais uma bangornada tributária.

Resta a pressão sobre o Congresso para a derrubada do veto presidencial, única maneira de escapar à indecência, e claro, e mais esta facada no bolso de quem vem sustentando este bando de gigolôs. Por a depender do tal projeto de lei anotem: o tempo até o projeto ser redigido e enviado ao Congresso, depois a enrolação até que transite em todas as comissões, analisado e ser dado os pareceres. Depois vem a fase das emendas, até que finalmente entre em votações, ou melhor, na fila de votações. Não levará menos do que uns meses no mínimo. E até fica valendo a lei em vigor, sem a Emenda 3. Se é para usar as medidas provisória para qualquer pum atravessado, por que não usaram-na agora ? Claro, o interesse é ganharem tempo até a receita e seus “simpáticos” fiscais fazerem uma varredura nas PJs, multarem a rodo, decretarem o fechamento da sua maioria, o governo assim levar confusão a um mercado de trabalho que organizado funcionava. Portanto, a única alternativa agora será, como dissemos pressão para a derrubada do veto. E mais uma vez, dentro de seu projeto totalitário, o governo Lula elimina o trabalho e a necessidade de uma instituição, que é o Poder Judiciário. E este bebum quer chamar a porcaria de governo que faz de democrático !!! Só na China, meus amigos, só na China.

TOQUEDEPRIMA...

Polícia política

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) teme o uso da Polícia Federal, pelo ministro Tarso Genro (Justiça), contra adversários do governo e do PT.

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Yara Vargas morre aos 85 no Rio de Janeiro
Veja online

Morreu nesta sexta-feira no Rio, de falência múltipla dos órgãos, a ex-deputada estadual e ex-secretária de Educação do Rio de Janeiro, Yara Lopes Vargas. Sobrinha do ex-presidente Getúlio Vargas, Yara tinha 85 anos. Há quatro meses Yara fez uma cirurgia para retirar um tumor do cérebro. Desde então, lutava contra o câncer. O corpo da ex-deputada será enterrado no cemitério São João Batista.

Natural de São Borja (RS), Yara foi amiga do ex-govenador gaúcho e carioca Leonel Brizola desde o tempo de ginásio, em Porto Alegre. Professora, ela iniciou a sua carreira profissional como inspetora federal de ensino, do Ministério de Educação e Cultura. Em 1966, elegeu-se deputada estadual pelo antigo Estado da Guanabara, mas foi cassada pelo Ato Institucional número 5 em março de 1969. Retomou as atividades políticas em 1978.

Yara ajudou Brizola a fundar o PTB, depois o PDT, e, nas eleições de 1982, foi a candidata a deputada estadual mais votada. Ela se reelegeu deputada nas eleições de 1986 e 1990. Em 1983, durante o primeiro governo de Leonel Brizola, assumiu a Secretaria de Educação e ajudou a implantar os primeiros Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) do estado. No segundo governo Brizola, em 1991, assumiu a presidência do Instituto de Previdência do Estado do Rio de Janeiro (Iperj), retomando em seguida ao seu mandato na Assembléia Legislativa.

Desde 1998, suas atividades políticas ficaram limitadas a participações nas reuniões do diretório nacional do PDT. Em 2005, foi escolhida presidente de honra do diretório municipal do partido no Rio.

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Copa de 2014: Brasil versus Colômbia em Zurique
Radar, Veja online

Realizou-se nesta semana, na imponente sede da Fifa, em Zurique, o primeiro encontro preparatório para a Copa de 2014. As delegações do Brasil e da Colômbia reuniram-se com o quadro técnico da Fifa para tirar as dúvidas sobre o "caderno de encargos" - uma espécie de catálogo de requisitos exigidos que os países-candidatos têm que preencher para ter o o.k. para promover a Copa do Mundo. As reuniões duraram o dia inteiro. As turmas do Brasil e da Colômbia ficaram em salas separadas.

A delegação colombiana era mais política. Incluía o vice-presidente, Francisco Santos, e a embaixadora da Colômbia na Suíça, além dos enviados da federação de futebol daquele país. Entre os brasileiros, cuja comissão era eminentemente técnica, o advogado Francisco Müsnich e Rui Rodrigues, da MPM, agência encarregada de cumprir os requisitos dos "caderno de encargos". O clima entre brasileiros e colombianos foi amistoso. Todos almoçaram juntos (e combinaram não tentar adivinhar se o cafezinho servido era colombiano ou brasileiro). No dia 16 de abril, os dois grupos voltam a Zurique para novo encontro. E, finalmente, no dia 31 de julho haverá a entrega do tal caderno.

As formalidades são essas. O Brasil, no entanto, é pule de dez para ficar com a Copa de 2014. Só perde da Colômbia se a incompetência for muito grande.

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Farra petista
Cláudio Humberto


Acusada de superfaturar o réveillon, a prefeitura petista de Fortaleza (CE) também é acusada de superfaturar cachês e demais despesas do carnaval.

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Viva o clientelismo
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O governo vai estender o programa Bolsa Família, carro-chefe da reeleição do presidente Lula, aos jovens entre 15 e 17 anos que estiverem freqüentando a escola.Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o dinheiro será repassado diretamente ao estudante.
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Esta é uma das medidas clientelistas do pacote educacional anunciado ontem pelo presidente Lula, que reconheceu a precariedade do ensino no Brasil:
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"Nós estamos nos piores do mundo".
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O pacote prevê ainda a criação da Provinha Brasil, para avaliar a alfabetização de alunos entre 6 e 8 anos.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Impressionante a hipocrisia presidencial: jovem com 15, 16 e 17 anos pode votar. Pode receber o bolsa-esmola. Pode matar, roubar, seqüestrar, violentar. Só não pode ser punido por seus crimes ! Que país! E acrescento: não será esta “doação” que manterá o jovem na escola. Será mais um “imposto” para a sociedade pagar. Escrevam e me cobrem. O resultado desta bondade será exatamente contrária ao que o governo propala pretender alcançar !!! Com ela Lula apenas está comprando um curral eleitoral pensando no seu futuro político e o de partido. A questão educacional é apenas o pretexto porco usado para enganar os trouxas.

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Tarso afirma que Ministério da Justiça é pasta “política”

O novo ministro da Justiça, Tarso Genro, em discurso nesta sexta-feira (16.03), na cerimônia em que foi empossado, rebateu às críticas de policiais federais e de outros setores da sociedade que se preocupam com a politização do ministério. “Esse é um dos ministérios mais políticos, se não for o mais político deles. Mas a nossa relação com os partidos políticos e com a sociedade sempre vai se balizar pela Constituição Federal”, afirmou.
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O ministro também ressaltou o trabalho de Márcio Thomaz Bastos, o seu antecessor: "Tivemos toda a nossa movimentação política do governo guiada pela lei e severamente vigiada pelo ministro Márcio Thomaz Bastos”, disse Tarso.

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Energia Elétrica custou 75% mais caro no governo Lula

Os aumentos de tarifa de energia elétrica no primeiro mandato do governo Lula chegaram à casa dos 75%, acima dos 49,5% contabilizados nos quatro anos anteriores. O reajuste de 2006 foi um pouco mais brando, com 5,37% de aumento. A perspectiva dos técnicos é que 2007 siga a tendência de 2006, ou seja, que o aumento de tarifa não deva ser tão elevado. As distribuidoras do Ceará (Coelce) e Rio de Janeiro (Ampla) tiveram aumentos acima da média nacional.Os dados são da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

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Evo Morales vai convocar novas eleições

O presidente da Bolívia anunciou nesta sexta que vai convocar eleições gerais em 2008. Evo Morales afirmou que a antecipação do pleito decorre da entrada em vigência da Nova Constituição, com a qual ele pretende “refundar” o país. No entanto, ele não informou se vai ser candidato.
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“É para a assembléia constituinte o nosso pedido que acabe neste ano; se acabar neste ano, no ano que vem tem que ter nova eleição para que haja novo presidente”, afirmou Morales em discurso na pequena cidade de Warnes, no departamento de Santa Cruz.

Lula cria 35º ministério para "acomodar" PSB

JB Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa com lideranças do PSB, Lula confirmou ontem a criação da Secretaria Nacional dos Portos, com status de Ministério. O titular da pasta será Pedro Brito, atual ministro da Integração Nacional e aliado do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), apontado como presidenciável para 2010.

Apesar de mais um dia de avanço nas negociações com os partidos aliados, a conclusão da reforma ministerial ficou para a próxima semana. Hoje, Lula empossa somente três ministros: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), José Gomes Temporão (Saúde) e Tarso Genro (Justiça).

Ainda faltam arestas a serem aparadas pelo presidente entre legendas da coalizão. A ida de Brito para a Secretaria de Portos, cujo orçamento estimado para este ano é de R$ 477 milhões só em investimentos, por exemplo, não saciou a sede do PSB por cargos na Esplanada. O partido que permanecerá à frente do Ministério da Ciência e Tecnologia, com o ministro Sérgio Rezende, ainda não se sente contemplado a contento na reforma.

Outra legenda de menor porte que permanece insatisfeita com o novo desenho político da Esplanada é o PTB. O atual ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, antes dado como certo na Coordenação Política, passou a ser o preferido de Lula para ocupar o Desenvolvimento, no lugar de Luiz Fernando Furlan. O perfil técnico do Ministério desagrada aos petebistas.

"O PTB não se sente atendido. Entendemos que o Walfrido é um coringa e pode servir a qualquer ministério, nas não dá para o partido apostar em uma pasta técnica. Nosso perfil é político", disse o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE).

"Posso dizer que, apesar de garantirmos dois ministérios, não nos sentimos atendidos ainda", disse ao JB o presidente da legenda, Roberto Amaral.

Na próxima semana, o PSB tem uma nova reunião com Lula a fim de bater o martelo sobre o espaço do partido na estrutura administrativa do governo. No encontro, o partido espera sair com pelo menos mais uma estatal, uma vez que a idéia inicial de Lula, ao criar a Secretaria de Portos, era a de subordinar à nova pasta a Infraero, empresa que administra os aeroportos em todo o País, o que não se concretizou.

O PTB, por sua vez, queria ver Walfrido na Coordenação Política. Mas o PT entrou na briga e, ontem, praticamente confirmou o deputado Henrique Fontana (PT-RS) no cargo.

A nomeação de Pedro Brito para a Secretaria de Portos foi uma maneira encontrada por Lula para manter Ciro com um pé no governo. Economista, o novo ministro ocupou os cargos de superintendente de finanças e presidente do Banco do Estado do Ceará na época em que Ciro era governador do Estado, entre 1991 e 1994.

Homem de confiança de Ciro, Brito chegou a Brasília no primeiro mandato de Lula, quando Ciro foi nomeado ministro da Integração Nacional. Inicialmente, assumiu a chefia de gabinete do ministro. Depois, a secretaria-executiva e o Ministério.

'NYT': governo Lula é 'tímido' ao investigar torturas

BBC Brasil

Uma reportagem do diário New York Times afirma nesta sexta-feira que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou "timidez" na questão dos direitos humanos ao evitar investigar torturas cometidas durante o regime, entre 1964 e 1985.

A matéria é motivada pelo primeiro processo a um oficial do regime - o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o DOI-CODI de São Paulo entre 1970 e 1974.

Para o correspondente do jornal, o exemplo para que grupos de direitos humanos conseguissem levar o hoje militar reformado à Justiça tem vindo de fora.

"Frustrados pela timidez de seu próprio governo, mas encorajados por recentes decisões judiciais na Argentina e no Chile", eles estão tentando reverter a Lei da Anistia, que em 1979 perdoou o que chamou de "crimes políticos" cometidos durante o regime, afirmou a matéria.

Uma das famílias de vítima de tortura disse ao jornal que o objetivo do processo não levar o coronel Ustra à prisão, e sim estabelecer, judicialmente, o reconhecimento de que "a tortura não era isolada, e sim institucionalizada" durante o regime.

MinistériosDois meses e meio após tomar posse, a formação completa do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece uma "incógnita", afirma matéria do diário espanhol El País, nesta sexta-feira.

Ainda há dúvidas sobre o perfil de quem ocupará pelo menos sete das 34 pastas a serem anunciadas pelo presidente - que, nas palavras do jornal, "gosta de despistar a imprensa".

Na imprensa estrangeira, circula a informação de que a demora de Lula em definir seu gabinete se deve à disputa de Lula com o seu próprio partido. O argentino Página 12 diz que Lula precisou de tempo para convencer o PT a abrir mão de cargos em favor do PMDB, que tem a maior bancada do Congresso.

Mas, para o diário, "apesar da maior presença do PMDB e dos partidos da base aliada os pesos pesados seguirão sendo os mesmos em Brasília".

A matéria cita que Dilma Roussef, Guido Mantega e Henrique Meirelles continuarão, respectivamente, à frente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Ministério da Fazenda e do Banco Central.

E o Oscar vai para…

Luiz Antonio Ryff, NoMínimo

O deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) passou anos batendo duro, muito duro, no PT e em Lula. Agora, quem diria, virou novo ministro da Integração Nacional. Isso sem nunca ter feito qualquer mea culpa sobre as críticas. O ex-presidente Itamar Franco o apelidou, certa vez, de “percevejo de gabinete”.

Observem com que firmeza Geddel faz oposição ao PT nesse elucidativa entrevista a Andrei Meireles, de “Época”, em 2003.

“ÉPOCA – O senhor, afinal, é oposição ou independente?

GeddelSem essa de terceira via. Oposição é oposição. O processo eleitoral estabelece que aquele que ganha governa; quem perde fica na oposição. A sociedade optou pelo projeto do PT e nos colocou na oposição. Essa também é a postura ética.”

E continua…

“ÉPOCAComo o PMDB deveria atuar em relação ao governo?
Geddel Eu gostaria que o PMDB atuasse agora como fez o PT na oposição, não participando do governo. Nos governos FHC, o PT se fechou na oposição, se manteve coerente, não foi cooptado e não aceitou cargos. Pelo contrário, denunciava aqueles que se encantavam com esse método e, por isso, chegou ao governo. Hoje, o PT usa exatamente os métodos que combatia. No entanto, preservando o próprio partido. O PT está tentando transformar vários partidos em partidos de aluguel, alocando deputados nessas legendas para ter mais facilidade nas votações.

ÉPOCA – Qual é a moeda de troca?
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GeddelCargos. No caso do PMDB, está sendo oferecida a participação no governo que nós não ajudamos a eleger. A meu ver, não é imoral. É aético politicamente que isso seja feito com partidos e parlamentares que não foram às ruas defender as bandeiras do presidente Lula, que não o apoiaram na eleição.

ÉPOCAEstá dizendo que a adesão ao governo de quem não participou da campanha é um atitude aética?
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GeddelExatamente isso.”

Merece algum prêmio por ter fingido que era oposição durante tanto tempo. Que interpretação!

Para onde vai o dinheiro ?

Por Ralph J. Hofmann, Prosa & Política
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Acabo de ler um libelo bem escrito em que uma juíza de Tramandaí – RS. Pergunta por que, à luz do “Imposto do Cheque” ou seja lá qual seu nome que não cabe lembrar, já que as autoridades não lembram para que foi feito, não temos o serviço de saúde que nos foi prometido à época.
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À época que foi instituído, entre aqueles de nós que não acreditam mais em Papai Noel nem no coelhinho da páscoa, ficou claro que o Dr. Adib Jatene estava passando o seu próprio atestado de insanidade. Claramente estava nos mimoseando com mais uma excrescência arrecadadora infame. Perdão Dr. Adib Jatene, mas foi avisado. Que passe um bom tempo no purgatório pelo saque ao povo que patrocinou. E lembre-se, “o caminho do inferno está pavimentado de boas intenções”.

Mas é como tudo que se recolhe ao tesouro. Vira desculpa para gastar ,mais. Precisamos de um avião presidencial. Mas dinheiro aonde? Ah! Tem esse dinheirinho aqui no cofre. Mas é do Cofins. Não importa lá adiante a gente compensa!
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Ah! Tem 35.000 aparelhos do partido para dar emprego. E o dinheiro? Pega do CPMF. Não chega? Pega do combate à aftosa. Ainda não chega? Dá uma podada em vários orçamentos.
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Será que 5 em dez reais recolhidos pelo governo chegam a ser usados para construir o país. Estou falando independentemente de pagar o serviço da dívida interna. Seis talvez?
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A verdade é enfurecedora. Politicamente somos um país que aparenta ser unipartidário. Um elo parece unir a maioria dos políticos nas duas casas. O elo da ganância e do poder.
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E o feudalismo da república, dita federativa, torna vassalos dependentes de óbolos os prefeitos e governadores.
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E Madame La Reine Marisá diz: “Que comam brioches”.

TOQUEDEPRIMA...

Itamaraty tenta explicar suas filas de INSS
Cláudio Humberto
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A assessoria de comunicação do Ministério das Relações Exteriores não gostou da nota, aqui publicada, sobre as filas típicas de INSS em seu setor de assistência consular, aquele que só funciona das 10h30 às 12h30. Em nome da repartição, o secretário Joel Sampaio queixou-se de não ter visto sua "explicação" de que a espera muitas vezes se dá porque o interessado chega antes do horário de funcionamento do setor. Ele nem sabe que o advogado Renato Rabelo, autor da foto que publicamos, não chegou antes do horário previsto, e as pessoas que nela aparecem são justamente as que chegaram depois dele, ou seja, dentro do curioso horário de funcionamento do setor. A foto acima, de ontem, mostra pessoas que chegaram após o tal horário. O secretário explica que o setor "tem os recursos humanos e materiais que tem, mas está atento à possibilidade de melhorar as condições de atendimento". O diplomata diz que não afirmou ser [o atendimento em 24 horas] uma rapidez incomum ao serviço público, o que suscitou o título da nota, mas a coluna mantém a informação. Ele diz que "o Itamaraty não tem orgulho de fila". Tampouco os cidadãos obrigados a enfrentá-la.

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O MSP: Movimento dos Sem-Público
Reinaldo Azevedo

A boa notícia, no caso da criação de mais uma TV Pública, é que a turma que gosta desse assunto tem horror ao público. E acha que traço na audiência é sinal de qualidade, de profundidade e de sabedoria. Por isso, esses caras abominam as emissoras comerciais, começando pela Rede Globo. Por que a notícia é boa? Porque, bem..., os brazucas continuarão a ignorar as porcarias que elas produzem. E a má notícia? A má notícia é que você vai pagar por mais essa sinecura, amigão. Os companheiros vão fazer “jornalismo crítico, de conscientização e de participação da comunidade”, que será, é óbvio, solenemente ignorado pela... comunidade. Em suma: todos pagaremos pelo ativismo dos partidários da TV Pública, que poderiam montar o MSP: o Movimento dos Sem-Público.

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Franklin e os EUA
Radar, Veja online

Ao lado de Fernando Gabeira, Franklin Martins foi, como se sabe, um dos seqüestradores do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, no Rio de Janeiro. Gabeira até hoje não tem permissão para entrar nos EUA por causa do seqüestro. Por essa lógica, Franklin também tem o mesmo impedimento. Será curioso ver um ministro brasileiro proibido de viajar aos EUA junto com o presidente. Agora, por exemplo: no dia 31, Lula irá a Camp David, para passar um fim de semana com George W. Bush.

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Chinaglia: nova promessa de aumento

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, assumiu o compromisso nesta quarta, durante reunião da mesa diretora, de colocar em votação em duas semanas o reajuste de 28% na remuneração dos deputados. A mesa voltou a discutir o reajuste da verba indenizatória e Chinaglia apenas pediu para que fossem aumentados. Agora, ele promete ouvir os líderes e, se tudo der certo, o reajuste entra em vigor em abril.

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Ex-prefeito de Porto Alegre ganha bolada por “anistia política”

O ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont ganhou anistia política e uma indenização de R$ 70 mil pelos “danos morais sofridos durante o Regime Militar”. Além disso, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região concedeu, por unanimidade, uma “reparação econômica” em função de Pont não ter assumido, à época, cargo concursado de auxiliar de escritório na Petrobras. Ele não possuía atestado de boa conduta política por ser fichado como subversivo e agitador estudantil.
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O petista foi preso em São Paulo no mês de agosto de 1971, durante a chamada "Operação Bandeirantes", e ingressou na Justiça pedindo dinheiro dos cofres públicos. Pont, que também já foi deputado estadual, liderava movimento estudantil gaúcho e presidiu o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do RS entre 1968 e 1969.
Ainda cabe recurso da decisão.

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Luiz Estevão está ameaçado de ser preso

A Procuradoria Regional da República da 3ª Região recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para pedir a prisão do ex-senador Luiz Estevão e dos empresários Fábio Monteiro de Barros e José Eduardo Ferraz, sócios da construtora Incal. Os três são acusados pelo desvio de R$ 169,5 milhões das obras do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo. Além disso, o Ministério Público pede o aumento das penas para os três e para o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, também réu no processo.

COMENTANDO A NOTÍCIA: É incrível como o Judiciário ainda mantém este camarada solto ! Deveria era estar fazendo companhia ao juiz Nicolau, seu cúmplice !!!

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"TV Pública" já é coisa de petismo de segundo grau
Reinaldo Azevedo

É claro que o PT quer que a tal TV do Executivo seja a TV Lula. Mas ela virá sob o disfarce de TV Pública. Aliás, essa tese de “TV Pública” é um eufemismo formidável. Só pode merecer esse adjetivo porque, leitor, o dinheiro que a sustenta é seu. Sai dos impostos que você paga. Depois, ela passa a ser controlada por uma miríade de “entidades da sociedade civil”, reunidas numa fundação ou coisa parecida. Trata-se, enfim, de um regime jurídico qualquer que proteja os companheiros justamente do “poder público”. Criada a “entidade”, ai do presidente, governador ou prefeito — qualquer um desses caras eleitos (“quem eles pensam que são?”) — que quiser interferir na “TV Pública”. Será logo chamado de ditador. A menos, claro, que ele seja do “nosso” (deles) partido, da “nossa” (deles) turma. A menos, é claro, que concorde com tudo o que nós (eles) queremos. No caso do PT, quase nunca há conflito entre o que quer o partido e o que quer o “público”. Porque quando o “público” se torna uma “vontade” com autoridade política, já passou pelo crivo do “partido”. Entenderam? Essa conversa de TV pública não passa de petismo — só que mais sofisticado, já de segundo grau.

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Intelecto
Mauro Braga e Redação, Tribuna da Imprensa

Cientistas do Imperial College de Londres descobriram que crianças que tomaram um suplemento de ácido graxo durante uma experiência tiveram um desenvolvimento cerebral de três anos em apenas três meses. Como muitas vezes ocorre, a descoberta aconteceu por acaso. As crianças estavam acima do peso ideal e participaram de um teste para avaliar os efeitos da chamada junk food (comida de lanchonete) em cérebros jovens.

Diante dessa certeza, sugere-se que o suplemento de ácido graxo seja prescrito para toda a classe política brasileira e para os economistas, é claro. (RB)

Sem taxa dos EUA, álcool ficaria mais caro no Brasil

Ligia Guimarães Do G1, em São Paulo

Com abertura, mercado dos EUA seria mais atraente para produtor. Para FGV, exportar o excedente é melhor opção para álcool do Brasil no curto prazo.

Se a tarifa norte-americana sobre a importação do etanol brasileiro fosse retirada imediatamente, o consumidor brasileiro de álcool combustível seria o maior prejudicado. Abrir totalmente o mercado dos EUA de uma hora para outra criaria uma demanda impossível de atender e resultaria em aumento de preço nas bombas.
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"O álcool de milho nos EUA é mais caro que o álcool daqui. Claro que se abrisse o mercado lá, os preços no Brasil subiriam para equilibrar", diz o coordenador do Núcleo de Pesquisa do GV Agro (Centro de Pesquisa de Agronegócio da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), Alexandre Mendonça de Barros.
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Nesse caso, seria mais atraente para o produtor nacional vender o produto para os EUA do que para o mercado interno.
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"Não tem como suprir o mercado dos EUA no curto prazo", diz. Segundo Barros, o Brasil exporta 3 bilhões de litros do combustível e utiliza 14 bilhões no mercado interno. Só este ano, a previsão é de que os norte-americanos consumam 19 bilhões de litros do álcool de milho produzido nos EUA.
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"A idéia de se transformar o álcool em commodity ( para ser negociado em bolsas internacionais) não é ter só Brasil e EUA como produtores, mas ter vários países engajados", diz.
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Para ele, foi excessiva a importância dada à questão dos impostos de importação sobre o álcool brasileiro. "A questão dos impostos não é mais importante. A mensagem principal da visita de Bush ao Brasil é: o negócio do álcool é estratégico para a maior economia do mundo".

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, esteve no Brasil na semana passada, onde assinou um acordo com o governo brasileiro para a criação de um mercado global de etanol. Durante a vista de Bush, o presidente Lula pediu a redução da taxa imposta pelos EUA sobre o etanol brasileiro - pedido negado por Bush.

Exportar o que sobra
De acordo com o economista, a melhor opção para satisfazer as necessidades comerciais do Brasil e dos EUA no mercado de etanol seria a criação uma cota de exportação - livre de taxas - para o álcool combustível.
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A cota poderia ser explorada pelo Brasil sozinho ou em conjunto com outros países. Nesse caso, o Brasil exportaria apenas o excedente da produção. "Isso é muito razoável, ajudaria os EUA a reduzirem o consumo de gasolina e ocuparia o nosso excedente". A estratégia daria tempo para que o mercado nacional se preparasse para o aumento da demanda.
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Para o sócio da L.O Baptista Advogados, Eduardo Matias, embora a possibilidade de eliminação das tarifas dos EUA sobre o álcool seja praticamente nula- já que é definida no Congresso por lei que só expira em 2009 - retirar as taxas de importação do álcool será fundamental nos próximos anos. "No longo prazo é essencial que as tarifas desapareçam para abastecer o próprio mercado dos EUA e cumprir a meta do Bush de reduzir o consumo de gasolina em 20%".

Mais cedo nesta segunda-feira (13), o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, disse que o fim da tarifa norte-americana provocaria falta de álcool combustível no Brasil, já que seria mais vantajoso para os produtores exportar o produto. Além disso, traria prejuízos para a indústria norte-americana de milho, que produz um combustível mais caro que o álcool brasileiro.

Zelador sabido

Por Maria José de Queiroz , site do Instituto Millenium

O zelador de um prédio em Natal - RN, pediu à administração do condomínio onde trabalhava que o demitissem. Contou o motivo: com dois cunhados desempregados, lá mesmo em Natal, que recebem, somados à bolsa-escola, cartão-cidadão, cartão-alimentação, vale-gás, transporte gratuito, vale-refeição e mais benesses do governo, a título de ajuda, vivem melhor que ele…

E tem razão. Senão vejamos:

1. bolsa-escola - R$ 175 para cada filho freqüente às aulas (suponham-se apenas dois) = R$ 350,00 (em dinheiro);

2. cartão-cidadão (cujo intuito é restituir a cidadania) = R$ 350,00 (em dinheiro);

3. vale-gás (um por mês) = R$ 70,00;

4. transporte (cobre 4 passagens diárias) R$ 8,00/dia x 20 dias = R$ 160,00;

5. vale-refeição (um por dia) R$ 3,50/dia x 30 dias x 4 pessoas (homem, mulher e dois filhos) = R$ 420,00;

Total em dinheiro - R$ 700,00
Total em serviços - R$ 650,00
Total mensal - R$ 1.350,00

Obs.1: O salário do zelador, acrescido de horas extras e tudo mais, girava em torno de R$ 830,00 por mês.
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Obs.2: Os 5 itens acima compõem o Bolsa-Família, estabelecido pela LEI No 10.836, de 9 de janeiro de 2004.

O comunismo é aqui!

por Carlos Alberto Sardenberg, site do Instituto Millenium

Na abertura da Assembléia Nacional do Povo, semana passada, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, prometeu uma mudança de foco em seu governo, para desenvolver programas sociais destinados a melhorar a vida dos moradores nas áreas rurais. Estes ficaram para trás em relação ao pessoal das cidades, nas quais se concentra o fortíssimo crescimento no puro estilo capitalista.

Para usar uma linguagem que conhecemos por aqui, Wen está prometendo transferência de renda aos mais pobres. Surpreende, entretanto, quando se verifica quais são os programas sociais a serem implantados.

Por exemplo: escola gratuita para todos, do fundamental ao ensino médio. Explicitamente, Wen anunciou que as escolas, a partir de agora, não podem mais cobrar mensalidades ou outras taxas.

Quer dizer que podiam? Na China comunista, o ensino compulsório era pago até aqui, ainda que parcialmente e subsidiado?

Mais ainda: fica-se sabendo que o custo da educação é talvez a principal preocupação das famílias residentes nas cidades. E, finalmente, o governo tem sido criticado por não ter alcançado a meta de gastar com educação o equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Está nos 2,5%, bem menos do que no Brasil, por exemplo, e de praticamente todos os países relevantes.

A surpresa continua. Wen prometeu também um novo programa de saúde, mas este, por ser muito caro, será subsidiado e não inteiramente pago pelo Estado. Ou seja, a escola, até certo nível, será inteiramente gratuita, mas a assistência médica, não.

As pessoas têm que pagar uma contribuição anual ao sistema de saúde, que é simbólica no caso dos camponeses. Mas quando baixam hospital, pagam parte do tratamento. Moradores tanto das cidades quanto das áreas rurais têm reclamado que os hospitais elevaram seus preços, para melhorar sua rentabilidade.

Pode?
Pois é, os debates lá guardam muita relação com o que temos por aqui. Como se trata de uma ditadura de partido único, sem imprensa livre, é obviamente muito difícil saber o que se passa. Mas algo sempre escapa, pelo próprio crescimento da classe média urbana, produto típico das sociedades capitalistas.

Sabe-se, assim, que a esquerda reclama justamente a ampliação dos programas sociais destinados aos pobres e de modo a preservar – ou talvez, reinstalar – as relações socialistas. A direita – os neoliberais! – defende, ao contrário, o desenvolvimento das instituições capitalistas. Neste momento, luta para que a Assembléia aprove a nova lei de propriedade privada. E prefere os investimentos estatais em infra-estrutura, de modo a aumentar o dinamismo econômico.

E há também os “fiscalistas” – que defendem, acreditem, a redução do déficit público, que já é pequeno, menos de 1,5% do PIB, e da dívida pública, de 22%.
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No Brasil, para comparar, os números respectivos são 3% e 50%. No Brasil, também, o Estado gasta muito mais com educação e saúde gratuitas, com previdência, que não tem na China, e em diversos outros setores.

Não é de estranhar que déficit e dívida públicas sejam maiores por aqui, assim como a carga tributária. Aqui, 38% do PIB, lá, 18%.

Tudo isso explica também por que os brasileiros poupam pouco – algo como 20% do PIB. Esperam e, em certo grau, obtêm a proteção do Estado, que garante, por exemplo, aposentadoria de salário mínimo mesmo para quem nunca contribuiu. Na China, a poupança equivale a 44% do PIB.

Pudera! Eles, capitalistas coitados, têm de pagar por tudo!

Quem diria, os comunistas sortudos somos nós!

A sério, enquanto os chineses passaram os últimos 30 anos criando uma máquina de crescimento, nós preferimos construir um enorme Estado assistencialista e que promete mais do que pode entregar. Mas tenta entregar, e assim aumenta gastos (e impostos) todos os anos.

Essas histórias mostram que, em toda parte, é preciso encarar uma escolha que, se é dolorosa, é inevitável. A verdade que não se quer ver por aqui é a seguinte: existe uma escolha entre dinamismo econômico e igualitarismo (ou distributivismo).

Eis um exemplo provocativo. O PAC prevê gastos de R$ 3 bilhões com aeroportos e controle de tráfego, em quatro anos. É pouco. A própria Infraero informa que seriam necessários pelo menos R$ 7 bilhões para dar uma boa arrumada.

O governo tem ou não tem esse dinheiro?

Depende. A escolha brasileira foi aumentar o salário mínimo de R$ 350 para R$ 380. Como o governo paga aposentadorias e pensões de um mínimo para 17 milhões de pessoas, sendo 13 pagamentos por ano, esse gasto vai a R$ 6,6 bilhões/ano. Se o salário tivesse sido corrigido apenas pela inflação, portanto, mantendo-se seu valor real, “sobrariam” R$ 4 bilhões para obras só neste ano.
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Os chineses estão instalando aeroportos por todo o país.

Ministério sobrenatural

por Guilherme Fiúza, Política & Cia., do site NoMínimo
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Há governo? Há, não resta dúvida. Desgoverno era com Sarney. Ali valia tudo e ao mesmo tempo não valia nada. Com Itamar também houve um período de acefalia, tipo cada um por si e Deus contra todos, até a chegada de Fernando Henrique.Com Lula, não. O atual presidente chegou a se enfraquecer na época do mensalão, mas logo recuperou a força (a sociedade, não só o povão, lhe hipotecou crédito), e Lula começa o segundo mandato bem mais forte do que FH começou o seu (abatido pela desvalorização do real).
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Mas se há mesmo governo – e há, ainda bem – a brincadeira agora é tentar descobrir onde ele está.
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Especialistas de todas as correntes apontam na Previdência Social uma das grandes encruzilhadas do Estado moderno, não só no Brasil. Na América do Sul, o Chile fez a sua reforma previdenciária, gastando muitos bilhões de dólares para pagar o que o velho sistema prometia e não podia entregar. No mundo todo, estadistas e técnicos quebram a cabeça para sair do eldorado estatal de forma socialmente justa.
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E no Brasil de 2007, quem o presidente Lula nomeia para essa tarefa transcendental? Carlos Lupi, expoente do simpático e folclórico PDT, uma espécie de museu do populismo latino do século passado.
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É claro que Carlos Lupi, o novo ministro da Previdência, acha que está tudo bem com a Previdência. Ou melhor, ele promete acabar com as filas do INSS (alguém já ouviu isso aí antes?). Mas seu partido é aquele que acaba de trabalhar mais uma vez para barrar nova tentativa de reforma previdenciária no Senado. Reformar o que, se está tudo bem?
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O PDT de Carlos Lupi é daquela corrente que diz que não existe rombo na Previdência. Nem se trata da velha discussão sobre as aposentadorias rurais do INSS. Não, Lupi acha que está tudo certo também com o prejuízo anual de 80 bilhões de reais das aposentadorias dos servidores públicos. Em time que está ganhando não se mexe.
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Em outros tempos, uma nomeação irresponsável dessas faria o dólar disparar, a bolsa despencar e o mercado entrar em faniquito. Mas hoje, como tudo é festa, se Fernandinho Beira-Mar for escolhido ministro da Justiça é capaz da sociedade assimilar bem.
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Enquanto isso, o ministro da Fazenda, o clown Guido Mantega (desculpe, Palhaço), declara que um pouco mais de inflação faria bem ao crescimento econômico. No dia seguinte cai em si e diz que não é bem isso, mas não faz a menor diferença, porque ninguém havia dado importância para a bobagem da véspera.Assim está o Brasil. Há governo, só não se sabe onde ele está. Deus proteja Luiz Inácio da Silva.

COMENTANDO A NOTÍCIA: De minha parte, prefiro dizer que “Deus proteja o povo brasileiro desta cambada que está aí nos desgovernando”.

TOQUEDEPRIMA...

China se rende à propriedade privada

A Assembléia Nacional Popular da China (o Congresso de lá) tomou hoje uma decisão histórica. Por larga maioria, aprovou uma lei debatida ao longo dos últimos 13 anos que reconhece pela primeira vez a propriedade privada e a equipara em termos de proteção à propriedade pública ou coletiva.

COMENTANDO A NOTICIA: Alô Stédile, alô Rainha, alô MST: vocês acabam de se tornar obsoletos. Espero que agora este governo comandado pelo inútil, se convença de declarar criminosos todos aqueles que cometerem o crime de invasão de propriedade de terceiros. Quando até a China adota o respeito aos direitos individuais, será que continuaremos navegando no atraso?

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Passaporte para o crime, carimbado pelo Judiciário

Vocês querem ver como funciona a justiça brasileira, ou melhor como ela não funciona ? Leiam, depois comento:

O cliente Luciano Bandeira Pontes ingressou com ação indenizatória contra a empresa aérea Ocean Air, no Juizado Especial de Salvador. Ontem o juiz designou a audiência de instrução - que absurdo... - para maio de 2010.

Então que tal, não é uma beleza ? E o detalhe é que para a ação andar mais rápida ele ingressou no Juizado Especial !!! Lembre-se disto, amigo contribuinte, quando você ler que o Judiciário pleiteia novos aumentos de salário.

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A morte da Força Sindical
Reinaldo Azevedo

E a Força Sindical, hein? Morreu sem dar um pio. Acabou. Foi-se. Não existe mais. Esmoreceu. É agora empregadinha da CUT. Luiz Antonio de Medeiros se tornou secretário de Relações do Trabalho de Luiz Marinho, o ministro da área. Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), agora deputado, integra a base de apoio de Lula. É uma das vozes em favor do veto à Emenda Três. Faz sentido. São todos membros da Nova Classe, que está no poder, ainda que tenham lá suas divergências pontuais. Mas nada realmente relevante. A Força preferiu ser sócia menor do poder, elemento subordinado, desde que se beneficie da partilha. Eis aí uma pauta interessante. A CUT aderiu ao sindicalismo de resultado, e o sindicalismo de resultado aderiu à CUT. E todos se deram bem no fim da novela.

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Lula se arrepende de convite a Balbinotti
Cláudio Humberto

O presidente Lula passou toda a quinta-feira espantado com as notícias de envolvimento do deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR), que ele escolheu para o cargo de ministro da Agricultura, em escândalos diversos. Balbinotti, que é o maior produtor se sementes de soja transgênica do País, foi recomendado a Lula pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues e referendado pelo governador do Paraná, Roberto Requião. Mas todos se esqueceram de avisar o presidente que o escolhido está enrolado até em inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal para investigá-lo. Apesar do constrangimento, a assessoria de Lula tenta convencê-lo a manter o convite a Balbinotti, sob a alegação de que "a imprensa sem vai falar mal, seja qual for o ministro". Entenda-se por "falar mal" o noticiário de seu envolvimento em processos na Justiça, disponíveis nos sites de tribunais.

Stephanes cotado para ministro da Agricultura
O Palácio do Planalto examina uma alternativa para a nomeação do deputado Odilio Balbinotti ao cargo de ministro da Agricultura, que ser enredou nos atalhos dos tribunais. O nome que surgiu, ontem à noite, foi o do também deputado Reynold Stephanes (PMDB-PR). Ele atenderia às exigências de ligações ao setor (foi conselheiro do Fundo Federal Agropecuário, secretário-adjunto do Ministério da Agricultura e secretário estadual de Agricultura), de ter bom currículo e ser do PMDB do Paraná, como Balbinotti, para evitar crise política. Stephanes foi duas vezes ministro da Previdência Social e, eleito pelo PR, depois ingressou no PMDB.

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Tráfico quer matar 150 policiais
Do Jornal do Brasil:

"Durante a noite e a madrugada de quarta-feira, policiais civis e militares ficaram em estado de alerta. Um comunicado enviado pela Subsecretaria Estadual de Inteligência (SSI) e pela Coordenadoria de Informação e Inteligência da Polícia Civil (Cinpol) informava que os agentes eram, de novo, alvo de bandidos. Em uma semana, 12 PMs já foram assassinados e o número corre o risco de aumentar. Segundo inspetores de delegacias das zonas Norte e Oeste, o Comando Vermelho já definiu uma meta para os ataques: 150 policiais devem morrer."

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Lula consola o PSB com Secretaria
Do Jornal do Brasil:

"Depois da ex-prefeita, Marta Suplicy (PT-SP), mais um potencial candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010 teve o seu quinhão assegurado na reforma ministerial. Ontem, no final da tarde, em conversa com lideranças do PSB, Lula confirmou a criação da Secretaria Nacional dos Portos, com status de ministério, e anunciou o titular da pasta: será Pedro Brito, atual ministro da Integração Nacional e cria política do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), apontado como presidenciável para 2010."

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Um novo (e poderoso) ministério
Radar, Veja online

O posto para o qual o jornalista Franklin Martins (do iG e da Band) foi chamado é muito, muito mais poderoso do que se supunha inicialmente. O desenho do futuro ministério da Comunicação Social (este é o nome) circulou em pouquíssimas mãos. Quem teve acesso ao organograma revela que ficarão debaixo desse novo guarda-chuva a Radiobrás (e a futura rede estatal de televisão); a Secom; a secretaria de Imprensa da presidência da República e as verbas publicitárias do governo. É um ministério de gordo orçamento e com poder de decidir sobre muito dinheiro. Aos números, portanto. As verbas publicitárias chegam 1,5 bilhão de reais por ano (340 milhões de reais consumidos por ministérios e autaquias e o resto por estatais como Petrobras e Caixa Econômica Federal). A Radiobrás gasta 156 milhões a cada ano - fora os 250 milhões de reais previstos para implantar a tal rede estatal de tevê de que tanto se fala.

Franklin Martins já deu todos os sinais aos amigos e ao governo de que irá aceitar o convite.

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‘TV pública não é do governo’
De O Globo:

"Dois dias depois de o ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciar projeto para a criação da TV do Poder Executivo e classificá-la como uma TV pública, o Ministério da Cultura veio a público para discordar do ministro. Sem criticar o anúncio de Costa, o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, disse que foi feita uma confusão entre TV estatal e pública. Explicou que existem três tipos de TVs no país: estatal, pública e privada. E que o que Costa está propondo é uma ampliação da TV estatal, da Radiobrás."

O preço vil da ingratidão

Pedro Oliveira(*) , Prosa & Política

Para o homem de coração, as decepções oriundas da ingratidão e da fragilidade dos laços da amizade são também uma fonte de amarguras. Porém, deveis lastimar os ingratos e os infiéis: serão muito mais infelizes do que vós. A ingratidão é filha do egoísmo e o egoísta topará mais tarde com corações insensíveis, como o seu próprio o foi. [9a p.435 q.937]

Sempre ouvia de meu velho e saudoso pai, Nezinho, seu desprezo por dois tipos de homem: o desonesto e o ingrato. E a vida foi me mostrando o quanto ele tinha razão em suas sábias palavras e conduta de vida. Recentemente ouvia de uma pessoa amiga o desabafo sobre um ato vil e traiçoeiro praticado por um suposto seu amigo e que lhe atingiu em cheio a alma e o coração. Contava-me ele que por muitos anos protegeu alguém que ele imaginava merecedor de sua dedicação, seu apoio em todos os sentidos. Esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis e dividiu com ele muitas passagens de sua vida.

Não tem recursos, é um profissional assalariado, mas por diversas vezes supriu as necessidades do suposto amigo, ajudando a alimentar a ele e sua família. Nunca teve condições de lhe empregar e lhe dar sustento direto, mas ao longo dos anos conseguiu vários empregos para o companheiro. Usou do seu prestigio pessoal para dar a ele a oportunidade de trabalhar e prover o sustento de sua família. Foi solidário em todos os seus momentos difíceis. Em uma enfermidade grave de uma de suas filhas foi o mais solidário, ajudou e o amparou. Em outro momento uma pessoa do amigo sofreu graves e conseqüentes acusações. Ficou ao seu lado e promoveu todas as defesas possíveis. Infelizmente essa pessoa não conseguiu provar sua inocência. Conta-me ele outro episódio, cujo envolvimento terminou na Policia Federal.

Neste nada pode fazer, mas estava ao seu lado, com a mão estendida para lhe apoiar. E foram tantos os favores, as atenções que não dá para listar.Ainda ressalta o meu bom amigo: “ Quem se doa, em beneficio de um amigo, de um necessitado, jamais pensa em retribuição. A recompensa está na próxima doação, já que quando assim fazemos, assumimos nossa filiação divina, habilitando-nos a receber em plenitude as bênçãos de Deus, que não se perturba com os ingratos, nem deixa de atendê-los, porquanto, como ensina Jesus, “faz nascer o sol para bons e maus e descer a chuva sobre justos e injustos”. O Mestre demonstrou, em inúmeras circunstancias, que, se o amor persevera, o ingrato acabará defrontando-se com a própria consciência, que lhe imporá irresistíveis impulsos de renovação” Não concordo muito com esse seu espírito de doação, mas respeito.
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Pois bem: qual o escorpião e sua sanha traiçoeira o suposto amigo cometeu o mais deplorável ato de covardia e indignidade para com quem durante sua vida somente o ajudou. Agiu com desonestidade e má fé diante do companheiro de todas as horas, diante do pai que lhe faltou, feriu de morte uma amizade construída à base de lealdade e dedicação. Desconstruiu, por fraqueza de caráter, uma história que muitos conhecem e indignados desprezam e condenam sua ingratidão, que como dizia Machado de Assis “é um direito do qual jamais se deve fazer uso”.
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Pediu-me o amigo um conselho e eu apenas lhe disse para “deletar” de sua vida a pessoa e o fato, pois como nos ensina o grande Chico Xavier: “Se o ingrato percebesse o fel da amargura que lhe invadirá, mais tarde o coração, não perpetuaria o delito da maldade e da ingratidão”.

(*) Por Pedro Oliveira Jornalista e Presidente do Instituto Cidadão.

Emprego aumenta desde 2002, mas qualidade piora

Folha de S. Paulo
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A qualidade do emprego piorou no Brasil, considerando o rendimento, a estabilidade e a jornada semanal do trabalhador brasileiro em seis regiões metropolitanas do país.
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O Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) da Unicamp elaborou um indicador de quantidade e outro de qualidade do trabalho metropolitano brasileiro.
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Constatou que o número de emprego nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife cresce ano a ano desde 2002.
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A qualidade desse emprego, porém, após apresentar melhora em 2005, volta a piorar em 2006.
Para estabelecer o indicador do que é emprego de qualidade, o Cesit considera o trabalho formal, o tempo de estudo do empregado (superior a oito anos), a estabilidade (mais de dois anos de atividade no mesmo local de trabalho), a jornada de trabalho (44 horas semanais), o rendimento (acima de um salário mínimo mensal) e a idade (faixa de 18 a 50 anos) dos trabalhadores em relação ao total das pessoas ocupadas.
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O indicador de qualidade e o de quantidade variam de zero a um. Quanto mais perto de um, melhor o emprego. Em 2002, o indicador de qualidade dos postos de trabalho nas regiões metropolitanas consideradas pelo IBGE (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife) ficou em 0,652. Em 2003 caiu para 0,644 e, em 2004, para 0,642. Em 2005, subiu para 0,650 e voltou a cair para 0,646 no ano passado, segundo cálculos do Cesit, sob a orientação do economista Marcio Pochmann.
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Pior que 2002
"O que dá para afirmar é que a qualidade do emprego metropolitano em 2006 está pior do que a de 2002, apesar de o número de postos de trabalho estar crescebdo desde 2002. As pessoas têm menor estabilidade no emprego, trabalham mais do que a jornada legal e ganham menos", afirma Pochmann.
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Em 2002, o indicador de quantidade ficou em 0,641, e, em 2006, em 0,662. No ano passado, o país tinha 20,28 milhões de pessoas ocupadas em seis regiões metropolitanas do país, 451 mil pessoas a mais do que em 2005, segundo dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE.
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ServiçosOs indicadores de qualidade e de quantidade do emprego nas regiões metropolitanas do país refletem principalmente o que ocorre nos setores de comércio e serviços, pois aproximadamente 70% dos ocupados nessas regiões trabalham nessas atividades.
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A piora na qualidade do emprego, na avaliação de Pochmann, é reflexo do fraco desempenho da economia em 2005 (crescimento de apenas 2,3% do PIB, após alta de 4,9% em 2004). A fraca expansão da economia acabou tendo impacto no mercado de trabalho no ano passado.
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"A desaceleração econômica que ocorreu a partir da segunda metade de 2005 interrompeu a trajetória de crescimento do país. Isso refletiu nas decisões das empresas, que optaram por manter as contratações, mas fazer os ajustes sob o aspecto da qualidade do emprego", disse Pochmann.
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Apesar de o indicador de formalização do emprego ter subido em 2005 e 2006, e o de ocupação, de 2003 a 2006, os indicadores de rendimento, de estabilidade e de efetividade (cumprimento de jornada legal de 44 horas semanais) do trabalhador pioram, segundo cálculos do Cesit.
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A piora nesses três itens é que puxou para baixo o indicador da qualidade do emprego nas regiões metropolitanas, segundo o estudo da Unicamp.
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"Caiu a participação das pessoas que têm rendimento mensal superior a um salário mínimo e aumentou a das pessoas que trabalham mais de 44 horas semanais em relação ao total dos ocupados. Também diminuiu o peso dos trabalhadores nas faixas de 18 a 50 anos sobre o total dos ocupados, o que é um dado ruim", diz.
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Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, afirma que, como nas regiões metropolitanas predominam os setores de serviços e comércio, o indicador reflete o que acontece principalmente nesses dois setores -os que mais criam empregos e, ao mesmo tempo, oferecem as piores condições de trabalho."A crise econômica que o país viveu em 2005 foi carregada para 2006 para o mercado de trabalho. Essa situação pode se inverter a partir deste ano, já que o país teve melhor desempenho em 2006 [o PIB brasileiro cresceu 2,9% no ano passado]", diz Ganz Lúcio.
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Para Pochmann e Ganz Lúcio, os efeitos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) podem favorecer a geração de emprego neste ano, enquanto o enfraquecimento da economia americana e a instabilidade nas Bolsas mundiais podem prejudicar o cenário trabalhista.

O crescimento

Carlos Sardenberg, Portal G1
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O que há de comum entre a ata do Copom, aos dados do IBGE sobre o comércio varejista e a arrecadação de impostos do governo federal em janeiro?
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Tudo isso foi divulgado ontem, está nos jornais de hoje e fala do crescimento da economia brasileira.
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A ata do Copom registra a preocupação com o cenário externo, mas é claramente positiva com o andamento da economia brasileira: cenário benigno de inflação, projeções abaixo do centro da meta neste e no próximo ano (4,5%), expansão da demanda acima da produção, mas importações em alta e investimentos asseguram equilíbrio. Logo, juros podem cair, ainda que com parcimônia.Pode-se dizer: o país cresce, mas cresce pouco. O BC responde: pode ser pouco, mas cresce há 13 trimestres seguidos! E está acelerando.
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O mesmo para os juros. Caíram mas continuam altos. Ou; altos, mas caem há quase dois anos e são os mais baixos do regime de metas.
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Fica ao gosto do freguês. Mas os dados do comércio varejista de janeiro, do IBGE, são inequívocos: forte crescimento e expansão há seis meses seguidos.
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E a arrecadação da Receita Federal, hein? Outro recorde. Quase R$ 70 bilhões em janeiro e fevereiro, ganho real de quase 10% sobre o mesmo período do ano passado.
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De um lado, reflete a situação da economia brasileira. Por exemplo: cresceram bastante os impostos vinculados à exportação, ao lucro de determinados setores (bancos, petróleo, mineradoras e siderúrgica), à expansão do crédito.
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De outro lado, se a economia está crescendo, digamos, 3,5% ao ano e se a arrecadação de impostos sobe quase três vezes mais, isso é sinal de que algo está errado. E se o país crescer 5%?

ENQUANTO ISSO...

Paguem!
Ralph J. Hofmann, Prosa & Política
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Acabo de perceber que há uma injustiça que deve ser compensada.
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Um dos mais conhecidos jornalistas de um país, segundo consta, democrático, foi despedido ante pressões governamentais sobre o órgão de imprensa para o qual trabalhava.
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Não é nenhum jornalista norte-americano como os que avisaram o governo Truman de que a China estaria perdida se o governo não abandonasse a cega defesa do Kuomintang de Chiang Kai Scheck. Nem é um dos muitos escritores que perderam suas carreiras de roteiristas.
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É pura e simplesmente Boris Cassoy, nosso Boris Cassoy, cujas críticas nunca ficaram circunscritas ao atual governo. Houve governo cometendo algo que desaprovasse, Boris Cassoy falava. Em outras eras aplaudido pelas pessoas que hoje governam este país.
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Imagino que o governo retrucará que se o empregador de Boris Cassoy decidiu abrir mão de seus serviços não tem nada a ver com isto. Será. Por que uma empresa dispensaria um homem que atraia audiência? Por que o concorrente direto dessa empresa não o contratou?
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Por que hoje a palavra lhe é cassada pelo ministro Waldir Pires, que de fato é governo? Creio que isto configura uma perseguição política.
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Boris Cassoy deveria entrar na justiça hoje mesmo exigindo uma compensação do governo. Afinal, creio que ele ainda poderia continuar na ativa por mais uns 20 anos. Agora está afastado de todos os órgãos de imprensa que poderiam lhe dar uma remuneração à altura. Esqueçamos pensões. Creio que 20 anos do seu último salário na televisão serão o suficiente.
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Afinal, quantas nulidades que provavelmente não chegariam a nada estão recebendo pensões de 15 a 20 mil reais, fora quantias compensatórias? Filhos de assassinos estão recebendo pensões por danos psicológicos por terem sido criados em Cuba, supostamente a Meca das esquerdas.
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Há jurisprudência sobre isto. Os fatos geradores dessas polpudas compensações pagas pelo governo não são mais fortes do que os fatos da demissão e perseguição de Boris Cassoy.
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Mas se o judiciário achar que deve pagar mais que 20 salários anuais ao Boris não poderemos fazer nada. O pessoal que decide está atacado de uma generosidade que só vemos em quem não paga a conta.


ENQUANTO ISSO...

Ditadura boa para o bolso
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O deputado Raul Pont (PT-RS) vai receber indenização de R$ 70 mil por danos morais sofridos durante o regime militar.A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região reconheceu a sua condição de anistiado político.O ex-prefeito de Porto Alegre também conseguiu o direito a uma reparação econômica por não ter assumido cargo na Petrobras, depois de ter sido aprovado em concurso público na época.
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COMENTANDO A NOTICIA: Quando Boris Casoy foi demitido pela Rede Record, aquela dos bispos evangélicos da política, prontamente se noticiou que as razões de seu afastamento tinham endereço certo: o Palácio do Planalto, e em razão das muitas críticas legítimas que desferia ao governo Lula. Por sinal, tão verdadeiras, que nunca o processaram, ou se o fizeram, não deram em nada. Porém, a crítica do Boris sempre foi contra os governos, e não contra as pessoas ou partidos. O jornalista criticava não apenas por questão de profissão, mas pór ser um cidadão, exercitando assim um direito legítimo previsto na constituição.

Imediatamente, o Planalto tratou de desmentir, etc, etc, etc. Aquela baboseira que estamo0s carecas de saber. Pois bem, na crônica do Elio Gaspari na Folha, nesta semana, ficamos sabendo que o ministro Waldir Pires censurou de fato um texto do Boris e que em absoluto criticava o governo Lula, e sim as esquerdas, sua esperteza, suas versões mentirosas da história. No caso, da Intentona Comunista, que não apenas matou, mas executou militares friamente. Ao melhor estilo stanilista, maoísta. Waldir Pires zeloso de sua “biografia” trato de eliminar o texto do Boris Casoy com desculpas absolutas infantis, ridículas. No que isto nos conduz ? A de que o governo Lula pratica, mesmo de forma escamoteada, censura a jornalistas que não lhe sejam simpáticos.

Porém, são rápidos no gatilho estes esquerdistas de meia pataca para assaltarem os cofres públicos e arrancar “indenizações imorais”, por mais legais que o sejam, não importa. Vejam as justificativas do senhor Pont, o que exigiu que o país lhe pagasse e indenizasse e comparem com o caso do Boris abordado na crônica do Ralph. Qual a diferença ? A diferença é que Boris é honesto e tem ética. Petista não. E isto faz toda a diferença deste para os outros governos. Para eles os cofres públicos nada mais são do que sua fonte de renda vitalícia.

Como se diz, ao meu bolso os teus impostos !