sábado, março 17, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Itamaraty tenta explicar suas filas de INSS
Cláudio Humberto
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A assessoria de comunicação do Ministério das Relações Exteriores não gostou da nota, aqui publicada, sobre as filas típicas de INSS em seu setor de assistência consular, aquele que só funciona das 10h30 às 12h30. Em nome da repartição, o secretário Joel Sampaio queixou-se de não ter visto sua "explicação" de que a espera muitas vezes se dá porque o interessado chega antes do horário de funcionamento do setor. Ele nem sabe que o advogado Renato Rabelo, autor da foto que publicamos, não chegou antes do horário previsto, e as pessoas que nela aparecem são justamente as que chegaram depois dele, ou seja, dentro do curioso horário de funcionamento do setor. A foto acima, de ontem, mostra pessoas que chegaram após o tal horário. O secretário explica que o setor "tem os recursos humanos e materiais que tem, mas está atento à possibilidade de melhorar as condições de atendimento". O diplomata diz que não afirmou ser [o atendimento em 24 horas] uma rapidez incomum ao serviço público, o que suscitou o título da nota, mas a coluna mantém a informação. Ele diz que "o Itamaraty não tem orgulho de fila". Tampouco os cidadãos obrigados a enfrentá-la.

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O MSP: Movimento dos Sem-Público
Reinaldo Azevedo

A boa notícia, no caso da criação de mais uma TV Pública, é que a turma que gosta desse assunto tem horror ao público. E acha que traço na audiência é sinal de qualidade, de profundidade e de sabedoria. Por isso, esses caras abominam as emissoras comerciais, começando pela Rede Globo. Por que a notícia é boa? Porque, bem..., os brazucas continuarão a ignorar as porcarias que elas produzem. E a má notícia? A má notícia é que você vai pagar por mais essa sinecura, amigão. Os companheiros vão fazer “jornalismo crítico, de conscientização e de participação da comunidade”, que será, é óbvio, solenemente ignorado pela... comunidade. Em suma: todos pagaremos pelo ativismo dos partidários da TV Pública, que poderiam montar o MSP: o Movimento dos Sem-Público.

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Franklin e os EUA
Radar, Veja online

Ao lado de Fernando Gabeira, Franklin Martins foi, como se sabe, um dos seqüestradores do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, no Rio de Janeiro. Gabeira até hoje não tem permissão para entrar nos EUA por causa do seqüestro. Por essa lógica, Franklin também tem o mesmo impedimento. Será curioso ver um ministro brasileiro proibido de viajar aos EUA junto com o presidente. Agora, por exemplo: no dia 31, Lula irá a Camp David, para passar um fim de semana com George W. Bush.

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Chinaglia: nova promessa de aumento

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, assumiu o compromisso nesta quarta, durante reunião da mesa diretora, de colocar em votação em duas semanas o reajuste de 28% na remuneração dos deputados. A mesa voltou a discutir o reajuste da verba indenizatória e Chinaglia apenas pediu para que fossem aumentados. Agora, ele promete ouvir os líderes e, se tudo der certo, o reajuste entra em vigor em abril.

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Ex-prefeito de Porto Alegre ganha bolada por “anistia política”

O ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont ganhou anistia política e uma indenização de R$ 70 mil pelos “danos morais sofridos durante o Regime Militar”. Além disso, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região concedeu, por unanimidade, uma “reparação econômica” em função de Pont não ter assumido, à época, cargo concursado de auxiliar de escritório na Petrobras. Ele não possuía atestado de boa conduta política por ser fichado como subversivo e agitador estudantil.
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O petista foi preso em São Paulo no mês de agosto de 1971, durante a chamada "Operação Bandeirantes", e ingressou na Justiça pedindo dinheiro dos cofres públicos. Pont, que também já foi deputado estadual, liderava movimento estudantil gaúcho e presidiu o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do RS entre 1968 e 1969.
Ainda cabe recurso da decisão.

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Luiz Estevão está ameaçado de ser preso

A Procuradoria Regional da República da 3ª Região recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para pedir a prisão do ex-senador Luiz Estevão e dos empresários Fábio Monteiro de Barros e José Eduardo Ferraz, sócios da construtora Incal. Os três são acusados pelo desvio de R$ 169,5 milhões das obras do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo. Além disso, o Ministério Público pede o aumento das penas para os três e para o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, também réu no processo.

COMENTANDO A NOTÍCIA: É incrível como o Judiciário ainda mantém este camarada solto ! Deveria era estar fazendo companhia ao juiz Nicolau, seu cúmplice !!!

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"TV Pública" já é coisa de petismo de segundo grau
Reinaldo Azevedo

É claro que o PT quer que a tal TV do Executivo seja a TV Lula. Mas ela virá sob o disfarce de TV Pública. Aliás, essa tese de “TV Pública” é um eufemismo formidável. Só pode merecer esse adjetivo porque, leitor, o dinheiro que a sustenta é seu. Sai dos impostos que você paga. Depois, ela passa a ser controlada por uma miríade de “entidades da sociedade civil”, reunidas numa fundação ou coisa parecida. Trata-se, enfim, de um regime jurídico qualquer que proteja os companheiros justamente do “poder público”. Criada a “entidade”, ai do presidente, governador ou prefeito — qualquer um desses caras eleitos (“quem eles pensam que são?”) — que quiser interferir na “TV Pública”. Será logo chamado de ditador. A menos, claro, que ele seja do “nosso” (deles) partido, da “nossa” (deles) turma. A menos, é claro, que concorde com tudo o que nós (eles) queremos. No caso do PT, quase nunca há conflito entre o que quer o partido e o que quer o “público”. Porque quando o “público” se torna uma “vontade” com autoridade política, já passou pelo crivo do “partido”. Entenderam? Essa conversa de TV pública não passa de petismo — só que mais sofisticado, já de segundo grau.

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Intelecto
Mauro Braga e Redação, Tribuna da Imprensa

Cientistas do Imperial College de Londres descobriram que crianças que tomaram um suplemento de ácido graxo durante uma experiência tiveram um desenvolvimento cerebral de três anos em apenas três meses. Como muitas vezes ocorre, a descoberta aconteceu por acaso. As crianças estavam acima do peso ideal e participaram de um teste para avaliar os efeitos da chamada junk food (comida de lanchonete) em cérebros jovens.

Diante dessa certeza, sugere-se que o suplemento de ácido graxo seja prescrito para toda a classe política brasileira e para os economistas, é claro. (RB)