Ligia Guimarães Do G1, em São Paulo
Com abertura, mercado dos EUA seria mais atraente para produtor. Para FGV, exportar o excedente é melhor opção para álcool do Brasil no curto prazo.
Se a tarifa norte-americana sobre a importação do etanol brasileiro fosse retirada imediatamente, o consumidor brasileiro de álcool combustível seria o maior prejudicado. Abrir totalmente o mercado dos EUA de uma hora para outra criaria uma demanda impossível de atender e resultaria em aumento de preço nas bombas.
Com abertura, mercado dos EUA seria mais atraente para produtor. Para FGV, exportar o excedente é melhor opção para álcool do Brasil no curto prazo.
Se a tarifa norte-americana sobre a importação do etanol brasileiro fosse retirada imediatamente, o consumidor brasileiro de álcool combustível seria o maior prejudicado. Abrir totalmente o mercado dos EUA de uma hora para outra criaria uma demanda impossível de atender e resultaria em aumento de preço nas bombas.
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"O álcool de milho nos EUA é mais caro que o álcool daqui. Claro que se abrisse o mercado lá, os preços no Brasil subiriam para equilibrar", diz o coordenador do Núcleo de Pesquisa do GV Agro (Centro de Pesquisa de Agronegócio da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), Alexandre Mendonça de Barros.
"O álcool de milho nos EUA é mais caro que o álcool daqui. Claro que se abrisse o mercado lá, os preços no Brasil subiriam para equilibrar", diz o coordenador do Núcleo de Pesquisa do GV Agro (Centro de Pesquisa de Agronegócio da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), Alexandre Mendonça de Barros.
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Nesse caso, seria mais atraente para o produtor nacional vender o produto para os EUA do que para o mercado interno.
Nesse caso, seria mais atraente para o produtor nacional vender o produto para os EUA do que para o mercado interno.
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"Não tem como suprir o mercado dos EUA no curto prazo", diz. Segundo Barros, o Brasil exporta 3 bilhões de litros do combustível e utiliza 14 bilhões no mercado interno. Só este ano, a previsão é de que os norte-americanos consumam 19 bilhões de litros do álcool de milho produzido nos EUA.
"Não tem como suprir o mercado dos EUA no curto prazo", diz. Segundo Barros, o Brasil exporta 3 bilhões de litros do combustível e utiliza 14 bilhões no mercado interno. Só este ano, a previsão é de que os norte-americanos consumam 19 bilhões de litros do álcool de milho produzido nos EUA.
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"A idéia de se transformar o álcool em commodity ( para ser negociado em bolsas internacionais) não é ter só Brasil e EUA como produtores, mas ter vários países engajados", diz.
"A idéia de se transformar o álcool em commodity ( para ser negociado em bolsas internacionais) não é ter só Brasil e EUA como produtores, mas ter vários países engajados", diz.
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Para ele, foi excessiva a importância dada à questão dos impostos de importação sobre o álcool brasileiro. "A questão dos impostos não é mais importante. A mensagem principal da visita de Bush ao Brasil é: o negócio do álcool é estratégico para a maior economia do mundo".
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, esteve no Brasil na semana passada, onde assinou um acordo com o governo brasileiro para a criação de um mercado global de etanol. Durante a vista de Bush, o presidente Lula pediu a redução da taxa imposta pelos EUA sobre o etanol brasileiro - pedido negado por Bush.
Exportar o que sobra
De acordo com o economista, a melhor opção para satisfazer as necessidades comerciais do Brasil e dos EUA no mercado de etanol seria a criação uma cota de exportação - livre de taxas - para o álcool combustível.
Para ele, foi excessiva a importância dada à questão dos impostos de importação sobre o álcool brasileiro. "A questão dos impostos não é mais importante. A mensagem principal da visita de Bush ao Brasil é: o negócio do álcool é estratégico para a maior economia do mundo".
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, esteve no Brasil na semana passada, onde assinou um acordo com o governo brasileiro para a criação de um mercado global de etanol. Durante a vista de Bush, o presidente Lula pediu a redução da taxa imposta pelos EUA sobre o etanol brasileiro - pedido negado por Bush.
Exportar o que sobra
De acordo com o economista, a melhor opção para satisfazer as necessidades comerciais do Brasil e dos EUA no mercado de etanol seria a criação uma cota de exportação - livre de taxas - para o álcool combustível.
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A cota poderia ser explorada pelo Brasil sozinho ou em conjunto com outros países. Nesse caso, o Brasil exportaria apenas o excedente da produção. "Isso é muito razoável, ajudaria os EUA a reduzirem o consumo de gasolina e ocuparia o nosso excedente". A estratégia daria tempo para que o mercado nacional se preparasse para o aumento da demanda.
A cota poderia ser explorada pelo Brasil sozinho ou em conjunto com outros países. Nesse caso, o Brasil exportaria apenas o excedente da produção. "Isso é muito razoável, ajudaria os EUA a reduzirem o consumo de gasolina e ocuparia o nosso excedente". A estratégia daria tempo para que o mercado nacional se preparasse para o aumento da demanda.
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Para o sócio da L.O Baptista Advogados, Eduardo Matias, embora a possibilidade de eliminação das tarifas dos EUA sobre o álcool seja praticamente nula- já que é definida no Congresso por lei que só expira em 2009 - retirar as taxas de importação do álcool será fundamental nos próximos anos. "No longo prazo é essencial que as tarifas desapareçam para abastecer o próprio mercado dos EUA e cumprir a meta do Bush de reduzir o consumo de gasolina em 20%".
Mais cedo nesta segunda-feira (13), o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, disse que o fim da tarifa norte-americana provocaria falta de álcool combustível no Brasil, já que seria mais vantajoso para os produtores exportar o produto. Além disso, traria prejuízos para a indústria norte-americana de milho, que produz um combustível mais caro que o álcool brasileiro.
Para o sócio da L.O Baptista Advogados, Eduardo Matias, embora a possibilidade de eliminação das tarifas dos EUA sobre o álcool seja praticamente nula- já que é definida no Congresso por lei que só expira em 2009 - retirar as taxas de importação do álcool será fundamental nos próximos anos. "No longo prazo é essencial que as tarifas desapareçam para abastecer o próprio mercado dos EUA e cumprir a meta do Bush de reduzir o consumo de gasolina em 20%".
Mais cedo nesta segunda-feira (13), o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, disse que o fim da tarifa norte-americana provocaria falta de álcool combustível no Brasil, já que seria mais vantajoso para os produtores exportar o produto. Além disso, traria prejuízos para a indústria norte-americana de milho, que produz um combustível mais caro que o álcool brasileiro.