Adelson Elias Vasconcellos
As manifestações dos professores no Rio de Janeiro, já afirmei aqui, fazem parte da estratégia dos partidos alinhados à Lindenberg Farias que tentam, com sua política do quanto pior melhor, ganhar terreno rumo ao Palácio Guanabara, em 2014. A penetração e influência que exercem, sobre o sindicato dos professores, partidos merrecas com o PSOL, PSTU, PC do B, todos iluminados pelo comando decrépito do PT, pode ser avaliado pelos resultados que esta triste influência produziu na educação brasileira. Estamos entre as 35 piores nações em termos de qualidade de ensino.
Esta influência dos partidos de esquerda vem de longa data e, pelo que se percebe, quanto mais forte esta influência, mais a educação decaiu em qualidade, e mais ainda os professores foram sendo desvalorizados. Só não percebe esta decrepitude quem não quer ou está tomado pela má fé, fruto do mau caráter.
Em São Paulo, o quadro, infelizmente, não é diferente. É uma aberração ver o quanto boa parte imprensa insiste com um discurso que, até aqui, apenas serviu como motivação para ações violentas se repetirem com uma frequência cada vez maior. As imagens desta selvageria impõem uma questão que permanece em aberto: cadê a justiça brasileira, que insiste em manter fora da cadeia, estes bandidos urbanos que querem apregoar como direito sua índole bandida? Bem, por enquanto, esqueça-se o Judiciário, mais preocupado em erguer bilionários e faraônicos palacetes, além de cuidar do próprio umbigo, isto é, em refestelar-se em um número cada vez maior de privilégios indecentes.
Qualquer manifestação que sirva como polo de atração à bandidagem perde seu foco, perde sua pretensão de ser legítima, de ser pacífica. A simples aproximação destes vagabundos mascarados, (o que revela o quanto são covardes), já deveria servir como pretexto para a manifestação desfazer-se. Mas, qual, quanto mais baderna, mais a turba se alvoroça!!!
Nenhuma educação se qualificará se não tomar o caminho do mérito. O Brasil, em tempos de governos petistas, está jogando no lixo este indispensável valor, o esforço individual, para premiar o vagabundismo sem vergonha, sem esforço, sem trabalho. Todas as tais bolsas criadas pelo governo federal petista se encaminham nesta direção. Várias vezes, comentando e dissecando estes “programas”, questionei: trabalhar para quê?
O caso específico que se debate no Rio de Janeiro é exemplo típico de uma classe que, infelizmente, vendeu sua alma ao diabo e perdeu a noção do ridículo e jogou o bom senso na lata do lixo. Sequer esta maioria de “manifestantes” se deu ao trabalho de ler o projeto de cargos e salários que foi aprovado pela Câmara. Seguem o toque do flautista, conduzidos feito manadas, sem ter a menor noção para aonde pretendem ir.
O doloroso é que, mesmo que a ignorância tome conta do pensamento da categoria, tais manifestações de protestos, que deveriam ter o tom de “democráticas” tem se transformado, regra geral, em motivações para a anarquia, baderna, violência, quebra-quebra, vandalismo, banditismo. Em razão disto tudo, tais “manifestações” há muito deixaram de ser democráticas, direitos e garantias dos indivíduos que a Constituição garante. Democracia nunca rimou nem fez par com anarquia. E é com anarquia que tais movimentos tentam no grito, fazer valer sua voz. Ao invés de direitos constitucionais, mais se enquadram em crimes previstos no código penal.
Só que tal quadro de pura selvageria revela a brutal ausência de valores num país que vai perdendo o senso de civilidade, conduzido que tem sido pelo bastião da ignorância, da baderna, da mediocridade. O governo Lula e, principalmente, o de Dilma, tem sido medíocres ao extremo, e se algum progresso o país tem conseguido obter o é muito mais por razões externas do que domésticas.
Voltem no tempo e tentem recapturar e comparar a qualidade dos serviços públicos de agora com os de 10 anos atrás. No campo da segurança pública, por exemplo, é impressionante a escalada da violência em todas as regiões do país, principalmente na região nordeste. A saúde pública decaiu a níveis indignos. A infraestrutura sumiu faz tempo. E a educação, apesar das bilionárias cifras que dizem empregar, não consegue avançar e, em alguns casos, até piorou. Basta ver que 38% dos universitários são semi-alfabetizados. Criar a esmo universidades pelo país, sem que se dê atenção à qualidade do que se vai ministrar, sem se ter uma atenção mínima às necessidades do país em termos de profissionais de alto nível, é jogar dinheiro público no lixo, servindo apenas para colorir o discurso populista e demagógico.
Não é de hoje que a educação brasileira é maltratada em toda a sua extensão, tanto pelo poder público (que, de fato, não tem o menor interesse em formar um povo culto), como pelos profissionais de ensino, como ainda pela própria sociedade que acha que, qualquer malandro com certo dom de esperteza, pode vencer na vida, quanto mais se ele descambar para a vida pública.
Desde as manifestações de junho, venho afirmando que não será estranhável a reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Num país de bárbaros e selvagens, não pode surpreender que se reeleja um governo medíocre como o da senhora Rousseff. Por conta deste ciclo petista, de prováveis 16 anos de poder, o Brasil demandará ao menos duas a três gerações para expurgar as porcarias incrustadas tanto na vida privada quanta na atividade pública. E assim mesmo, exigirá de todos enormes sacrifícios para vencer a estupidez estabelecida.
Infelizmente, as alternativas são fracas demais, com influência menor ainda para vencer as barreiras que o pensamento refratário ao modernismo se instalou, seja na intelectualidade, seja na própria imprensa, seja até no meio artístico.
Marina, comentando suas dificuldades para o registro de seu partido na semana passada, citou o bolivarianismo petista na política brasileira, implementada pelo PT. Deveria ter reclamado deste processo quando esteve no governo, e foi coadjuvante deste processo. Seu discurso, em que tenta se apartar do processo político do qual fez parte durante anos, soa insípido, indecoroso, falso, demagógico. Até porque, apenas criticar o processo do qual fez parte e atuou a favor, sem apresentar um projeto alternativo que restitua ao país e à vida nacional boa parte dos valores que se destruiu, é oferecer nada à coisa alguma.
O Brasil, impossível não reconhecer, não apenas está mergulhado num festival de insensatez, como dorme e acorda abraçado aos progressistas do atraso. O sonho de um país melhor, mais civilizado, mais moderno e até mais justo torna-se, a cada dia, um futuro cada vez mais distante. É o preço a pagar por um povo selvagem haver escolhido, como governo, o pensamento medíocre de que se alimenta.
Imaginem se a gente for tentar compreender o que se passa na velha política brasileira! Reina ali o império da promiscuidade mais imoral e abjeta que se possa imaginar. O interesse público sumiu de vez. Ali se vendem votos, consciência, até a própria dignidade. São seres completamente distantes de seu verdadeiro papel. Independência de poderes? Só rindo da piada!!!! Aqui, república abriga apenas o clube privilegiado dos cafajestes que fazem politicagem mercantilista. São os gigolôs da Nação.
Numa democracia, os meios jornalísticos tem o sagrado direito de informar, de mostrar os fatos, de exibir os acontecimentos, tanto faz se bons ou ruins. Porém, a atividade fica um pouquinho maculada quanto desvia a rota para a pilantragem. É o que se vê de parte de muitos em relação à bandidagem correndo solta em São Paulo e Rio. Trata os bandidos, no caso os baderneiros e vândalos, que não respeitam a propriedade, seja ela pública ou privada, como poetas da democracia e as forças de segurança, a quem cabe, por definição, guardar a paz e a ordem de todos os cidadãos, como estafetas do mal, corporação que deveria ser varrida da face da terra. Aí, já adentramos no campo da pilantragem jornalística e é ela, precisamente, com tamanho desvio, quem mais dá incentivo para que as “manifestações” possam acontecer cada vez com mais violência.
O governo da senhora Rousseff tem se incomodado com atividades de bisbilhotagem estrangeira sobre nosso país. Porém, faz a leitura errada duplamente: de um lado, deveria era tomar medidas para precaver-se para evitar que intrusos vasculhem “nossas políticas estratégicas”. E de outro, deveria saber que, lá fora, estão preocupados não com nossas virtudes e riquezas, e sim com a nossa abissal incompetência. Ninguém consegue entender como um país tão rico, com tantas e infinitas possibilidades para progredir e avançar, faz opção pelo caminho inverso e, ainda assim, com tamanho retrocesso, consegue convencer seu povo de que a estupidez é melhor do que a civilidade. Sem dúvida, eles querem é descobrir o segredo da nossa incompetência!!!!
Só não consigo definir o que é maior, se minha indignação com o Brasil que temos inversamente proporcional ao que poderíamos ter, ou a vergonha de sentir os descaminhos que teimamos em trilhar. Talvez uma seja mera consequência da outra.



