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Cristiane Lucchesi, Bloomberg
A petrolífera estaria considerando pedir falência dentro de um mês, depois de não ter honrado um pagamento de títulos
Divulgação
Plataforma OGX: o processo colocaria US$ 3,6 bilhões de títulos em dólares
da OGX em default no maior desastre de dívida corporativa da América Latina
São Paulo - A OGX Petróleo e Gás Participações SA, companhia de petróleo controlada pelo ex-bilionário Eike Batista, está estudando a possibilidade de pedir falência dentro de um mês, depois de não ter honrado um pagamento de títulos, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto.
O pedido seria feito no Rio de Janeiro, onde está a sede da OGX, disseram as fontes, pedindo para não serem identificadas porque as discussões são privadas. Enquanto Batista negocia com credores para evitar o mesmo processo no estaleiro OSX Brasil SA, o resultado mais provável é que ambas busquem proteção legal, disseram.
O processo colocaria US$ 3,6 bilhões de títulos em dólares da OGX em default no maior desastre de dívida corporativa da América Latina. Para Batista, isso seria o ponto culminante de um declínio de 18 meses que varreu mais de US$ 30 bilhões de sua fortuna depois das jazidas offshore, que ele havia avaliado em US$ 1 trilhão, fracassarem.
Depois que um juiz aceitar o pedido, a empresa terá 60 dias para apresentar um plano de reestruturação. O processo judicial dá prioridade de pagamento a novos investidores, disse Leonardo Morato, presidente da afiliada local da Turnaround Management Association, formada pelos profissionais envolvidos com a recuperação de empresas. Ele não quis comentar o caso da OGX especificamente.
Em um comunicado aos órgãos reguladores brasileiros em 3 de outubro, a OGX informou que está examinando todas as medidas legais para manter o funcionamento dos negócios e proteger os seus interesses. A empresa e seus conselheiros, Lazard Ltd. e Blackstone Group LP, estão analisando diferentes cenários de reestruturação de capital, disse o comunicado.
