terça-feira, outubro 08, 2013

Dilma mostra preocupação com aliança Marina-Campos. Mas deveria era se preocupar em governar o Brasil.

Comentando a Notícia

Estamos há cerca de um ano das eleições presidenciais. E há pelo menos 7 a 8 meses antes que as campanhas respectivas tenham seu início. Dilma dizer que se preocupa agora com a aliança Marina-Eduardo Campos, é o mesmo que  confessar que sua preocupação jamais deixou de ser a própria reeleição.  Governar o Brasil com um projeto de país, de desenvolvimento, de aprimoramento dos serviços públicos passou a ser questão secundária.

O  triste quadro da economia brasileira que, só não é pior, porque o país é rico, tem um povo majoritariamente trabalhador, dedicado, e empresários que, se não são os “campeões nacionais” a merecerem graciosas bolsas BNDES e desonerações generosas em troca de contribuição “espontânea” para as campanhas petistas,  ao menos conseguem , a par da imensas dificuldades até para sobreviverem, ser eficientes e empreendedores.  Contudo, os indicadores de setembro e agosto revelam um quadro não só preocupante, mas também em franca deterioração.

A própria última pesquisa de avaliação, mostra a que nível decadente este governo conseguiu atingiu quando se olha pelo  lado dos serviços públicos. Dilma até pode ser reeleita, mas por seus méritos, e sim por falta de competência daqueles que se opõem a seu governo.

O longo caminho de retrocesso que o Brasil vem sendo guiado pelos governos Lula e Dilma, exigirá enorme esforço de reconstrução e reeducação do pensamento nacional  para retomarmos o caminho são do desenvolvimento e da modernidade. Não será com este obscurantista que chegaremos ao futuro. Pelo contrário. É mais fácil chegarmos ao século 19.

Portanto, Dilma deveria entregar ao seu partido a tarefa de preocupar-se com adversários prováveis para 2014, e cuidar com maior atenção dos problemas que envolvem seu desgoverno.  Mas, como o que guia seu pensamento e o de seu partido, não passa de um esbirro de poder hegemônico, eles acham que o resto do país pode sentar e esperar.

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Em reunião com líderes da base, presidente descarta tese de que Marina está enfraquecida e diz que ex-ministra ‘não é qualquer pessoa’

Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura  
O Estado de S. Paulo

A presidente Dilma Rousseff mostrou preocupação com a decisão de Marina Silva de se unir a Eduardo Campos durante reuniões com líderes da base aliada do Congresso realizada ontem no Palácio do Planalto. "Marina não é qualquer pessoa", disse nos encontros com deputados e senadores.

De acordo com relato de dois deputados presentes na primeira reunião, após ouvir a avaliação da maioria dos líderes de que a ida de Marina para o PSB enfraqueceria o peso eleitoral da ex-ministra em relação aos 20 milhões de votos obtidos na eleição passada, Dilma fez questão de ressalvar que "não se pode desconsiderar a importância de Marina", para emendar: "Marina não é qualquer pessoa".

O discurso dos aliados, porém, está afinado nas críticas à situação dos tucanos e de seu candidato à Presidência, senador Aécio Neves, que segundo eles foram os que mais perderam com a parceria entre Marina e Campos. Na avaliação do líder do PT na Câmara, José Guimarães, por exemplo, quanto menos candidaturas houver no ano que vem, maiores as chances de a presidente faturar a eleição.

"Havia uma discussão de José Serra, Marina, Eduardo, Aécio, todo mundo candidato, quanto menos candidaturas, as chances da presidenta se ampliam. Ela não falou, mas muitos de nós falamos no bate-papo preliminar, antes da presidenta chegar ao local da reunião", disse Guimarães. O líder petista observou ainda que não é o momento de "bater boca" com o governador de Pernambuco, porque "houve esta separação e serei o primeiro a defender, em 2014, que o Eduardo volte para o palanque da Dilma".

Na conversa com os líderes governistas, a presidente foi muito cuidadosa ao tratar do tema Marina e preferiu aproveitar o assunto para questionar a forma como ocorre hoje a criação dos partidos políticos, querendo informações de como são feitas as certificações e a aferição de assinaturas.

Repetição. 
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes, lembrou que dois partidos foram criados agora e que há outros 25 na fila esperando sua vez. O líder do PDT, deputado Marcos Rogério, criticou o que chamou de "precariedade do processo de certificação dos partidos".

Em seguida, houve a reunião com os senadores. Na saída, o líder do governo na Casa, Eduardo Braga (PMDB), repetiu a frase dita aos deputados federais por Dilma a portas fechadas sobre Marina. "Marina não é uma pessoa qualquer", disse. Braga negou, no entanto, que estivesse reproduzindo uma fala da presidente da República.