Gripe Navalha
Cláudio Humberto
A mudança brusca de temperatura favoreceu uma epidemia de gripe que assola Brasília. Com ela, surgiu um preocupante efeito colateral: o sumiço dos doadores voluntários dos bancos de sangue da cidade.
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Paulo Lacerda continuará no comando da PF
BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Paulo Lacerda, foi efetivado ontem no cargo pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. A confirmação de Lacerda, na seqüência de uma série de grandes operações da PF (Furacão, Têmis, Navalha e Xeque-Mate), é uma tentativa de pôr fim à disputa sucessória acirrada que tomava conta da instituição desde que ele anunciou, no fim de 2006, que deixaria o posto com ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.
Ontem, ao anunciar a efetivação, Genro aconselhou quem tem esperança de ocupar o lugar de Lacerda a "comprar um banquinho" para esperar sentado a interinidade que não existe mais. Bastos saiu, mas, a pedido do ministro da Justiça, o diretor-geral da PF havia concordado em permanecer no cargo só até a escolha do sucessor para facilitar a transição.
A troca de hostilidades entre os principais postulantes, porém, atingiu níveis inesperados. A divulgação de dossiês e denúncias mútuas culminou, na semana passada, com o afastamento, por ordem judicial, do número dois da instituição, delegado Zulmar Pimentel, homem de confiança de Lacerda.
No curso da Operação Navalha, planejada pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP), comandada pelo delegado Renato da Porciúncula, principal rival na disputa, Pimentel foi acusado de vazar informações sigilosas para um delegado suspeito de ligação com a máfia das obras públicas. Um clima político tenso envolveu a PF num momento delicado, com três ações de grande impacto em curso - a Hurricane (Furacão em inglês), a Navalha e a xeque-mate.
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Comparação
Cláudio Humberto
A mudança brusca de temperatura favoreceu uma epidemia de gripe que assola Brasília. Com ela, surgiu um preocupante efeito colateral: o sumiço dos doadores voluntários dos bancos de sangue da cidade.
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Paulo Lacerda continuará no comando da PF
BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Paulo Lacerda, foi efetivado ontem no cargo pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. A confirmação de Lacerda, na seqüência de uma série de grandes operações da PF (Furacão, Têmis, Navalha e Xeque-Mate), é uma tentativa de pôr fim à disputa sucessória acirrada que tomava conta da instituição desde que ele anunciou, no fim de 2006, que deixaria o posto com ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.
Ontem, ao anunciar a efetivação, Genro aconselhou quem tem esperança de ocupar o lugar de Lacerda a "comprar um banquinho" para esperar sentado a interinidade que não existe mais. Bastos saiu, mas, a pedido do ministro da Justiça, o diretor-geral da PF havia concordado em permanecer no cargo só até a escolha do sucessor para facilitar a transição.
A troca de hostilidades entre os principais postulantes, porém, atingiu níveis inesperados. A divulgação de dossiês e denúncias mútuas culminou, na semana passada, com o afastamento, por ordem judicial, do número dois da instituição, delegado Zulmar Pimentel, homem de confiança de Lacerda.
No curso da Operação Navalha, planejada pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP), comandada pelo delegado Renato da Porciúncula, principal rival na disputa, Pimentel foi acusado de vazar informações sigilosas para um delegado suspeito de ligação com a máfia das obras públicas. Um clima político tenso envolveu a PF num momento delicado, com três ações de grande impacto em curso - a Hurricane (Furacão em inglês), a Navalha e a xeque-mate.
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Comparação
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Para os brasileiros, causa inveja a notícia de que o ministro japonês da Agricultura, Florestas e Pesca, Toshikatsu Matsuoka, suicidou-se na segunda-feira passada, após ser envolvido em um escândalo por suposta malversação de fundos públicos. No Brasil, políticos com currículos muito maiores em matéria de corrupção continuam na ativa, voltam a se candidatar, são eleitos e ainda posam de salvadores da pátria, sob aclamação popular.
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Grevistas da Cultura fazem vigília em Brasília
Com Agência Brasil
Representantes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), dos comandos nacionais de greve do Ministério da Cultura (MinC) e instituições vinculadas (Iphan, Funarte, Biblioteca Nacional e Palmares) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reuniram-se ontem com técnicos do Ministério do Planejamento.
Os dois setores estão paralisados desde o mês passado para reivindicar o cumprimento de acordos firmados pelo governo federal em 2005. Parlamentares que apóiam os movimentos dos servidores do MinC e do Incra também estiveram presentes à audiência para acompanhar a abertura das negociações.
Os servidores federais da Cultura reuniram-se em frente ao Ministério do Planejamento. Eles estenderam o Varal Itinerante da Cultura Brasileira, com pôsteres, cartazes e fotos ilustrativas das ações realizadas pelas instituições do setor em todo o País. Também recolheram assinaturas em apoio e reconhecimento da legitimidade das suas reivindicações. Enquanto durou a audiência, os servidores permaneceram em vigília, à luz de velas.
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Projeto tenta restringir fiscalizações do TCU
De O Globo
O projeto que cria novas regras de funcionamento para as agências reguladoras proíbe o Tribunal de Contas da União (TCU) de fiscalizar as decisões dessas instituições, como acontece hoje. A proposta foi duramente criticada pelo presidente do TCU, Walton Alencar Rodrigues. Relatado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), o projeto tem apoio do governo.
— É o lobby das concessionárias dos serviços públicos, que não querem monitoramento nos contratos. As concessionárias têm ódio das intervenções do TCU — disse Walton Alencar.
Pelo texto do relator, o controle externo das agências será feito pelo Congresso, apenas com o "auxílio" do tribunal. O parágrafo único do artigo 12 do texto diz: "O TCU não se pronunciará acerca do mérito das deliberações das agências reguladoras, nos processos de natureza regulatória".
COMENTANDO A NOTÍCIA: Até que demorou para o governo começar a podar as “asas” do TCU. No que depender do governo, as ações do TCU serão ainda mais restritas. Os governistas não gostam muito que alguém fica xeretando suas ações criminosas. E o TCU tem produzido relatórios, todos altamente comprometedores das ações desonestas desta gente que adora um desvio e mau uso do dinheiro público. Aguardem que esta história ainda vai render muita bronca. É de se esperar porém, que o TCU mantenha inalteradas suas atuais funções. Para o bem da moralidade na administração pública. Pelo bem do Brasil.
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Mais de 570 mil crianças trabalham no Norte
Com Agência Brasil
Mais de 570 mil crianças e adolescentes da Região Norte trabalham. E o Pará é o estado recordista, concentrando 54% dessa da mão-de-obra infanto-juvenil. Os dados são de uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese).
Rondônia é o segundo estado da região que emprega maior número de mão-de-obra infanto-juvenil, com mais de 70 mil crianças no mercado de trabalho; Amazonas com quase 80 mil; Tocantins com quase 60 mil; Acre com cerca de 30 mil; Amapá com cerca de 13 mil e Roraima com cerca de 12 mil crianças nessa situação.
Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese no Pará, disse que o trabalho infantil está diretamente ligado à pobreza das famílias. Segundo ele, as crianças começam a trabalhar cedo para ajudar na renda familiar.
"Fundamentalmente são as condições sócio-econômicas, porque na Região Norte, apesar de ser uma região rica, grande parte do povo é pobre. A renda de famílias com filhos até 14 anos, quase metade das famílias, recebe até meio salário mínimo. E os pais não tendo emprego, não tendo renda, consequentemente têm uma desagregação familiar".
O levantamento revelou também que cerca de 114 mil crianças entre 5 e 15 anos de idade não recebem nenhum tipo de remuneração. A maioria das crianças também não freqüenta a escola e normalmente elas trabalham em carvoarias, serviços rurais ou como flanelinhas, principalmente as crianças do sexo masculino.
Simone Barata, da Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, disse que o governo estadual pretende fortalecer o Fórum Paraense de Erradicação do Trabalho Infantil e de Proteção ao Trabalho Adolescente para reverter essa situação. Hoje, no Pará, 35 mil famílias integram o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PET).
Para os brasileiros, causa inveja a notícia de que o ministro japonês da Agricultura, Florestas e Pesca, Toshikatsu Matsuoka, suicidou-se na segunda-feira passada, após ser envolvido em um escândalo por suposta malversação de fundos públicos. No Brasil, políticos com currículos muito maiores em matéria de corrupção continuam na ativa, voltam a se candidatar, são eleitos e ainda posam de salvadores da pátria, sob aclamação popular.
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Grevistas da Cultura fazem vigília em Brasília
Com Agência Brasil
Representantes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), dos comandos nacionais de greve do Ministério da Cultura (MinC) e instituições vinculadas (Iphan, Funarte, Biblioteca Nacional e Palmares) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reuniram-se ontem com técnicos do Ministério do Planejamento.
Os dois setores estão paralisados desde o mês passado para reivindicar o cumprimento de acordos firmados pelo governo federal em 2005. Parlamentares que apóiam os movimentos dos servidores do MinC e do Incra também estiveram presentes à audiência para acompanhar a abertura das negociações.
Os servidores federais da Cultura reuniram-se em frente ao Ministério do Planejamento. Eles estenderam o Varal Itinerante da Cultura Brasileira, com pôsteres, cartazes e fotos ilustrativas das ações realizadas pelas instituições do setor em todo o País. Também recolheram assinaturas em apoio e reconhecimento da legitimidade das suas reivindicações. Enquanto durou a audiência, os servidores permaneceram em vigília, à luz de velas.
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Projeto tenta restringir fiscalizações do TCU
De O Globo
O projeto que cria novas regras de funcionamento para as agências reguladoras proíbe o Tribunal de Contas da União (TCU) de fiscalizar as decisões dessas instituições, como acontece hoje. A proposta foi duramente criticada pelo presidente do TCU, Walton Alencar Rodrigues. Relatado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), o projeto tem apoio do governo.
— É o lobby das concessionárias dos serviços públicos, que não querem monitoramento nos contratos. As concessionárias têm ódio das intervenções do TCU — disse Walton Alencar.
Pelo texto do relator, o controle externo das agências será feito pelo Congresso, apenas com o "auxílio" do tribunal. O parágrafo único do artigo 12 do texto diz: "O TCU não se pronunciará acerca do mérito das deliberações das agências reguladoras, nos processos de natureza regulatória".
COMENTANDO A NOTÍCIA: Até que demorou para o governo começar a podar as “asas” do TCU. No que depender do governo, as ações do TCU serão ainda mais restritas. Os governistas não gostam muito que alguém fica xeretando suas ações criminosas. E o TCU tem produzido relatórios, todos altamente comprometedores das ações desonestas desta gente que adora um desvio e mau uso do dinheiro público. Aguardem que esta história ainda vai render muita bronca. É de se esperar porém, que o TCU mantenha inalteradas suas atuais funções. Para o bem da moralidade na administração pública. Pelo bem do Brasil.
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Mais de 570 mil crianças trabalham no Norte
Com Agência Brasil
Mais de 570 mil crianças e adolescentes da Região Norte trabalham. E o Pará é o estado recordista, concentrando 54% dessa da mão-de-obra infanto-juvenil. Os dados são de uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese).
Rondônia é o segundo estado da região que emprega maior número de mão-de-obra infanto-juvenil, com mais de 70 mil crianças no mercado de trabalho; Amazonas com quase 80 mil; Tocantins com quase 60 mil; Acre com cerca de 30 mil; Amapá com cerca de 13 mil e Roraima com cerca de 12 mil crianças nessa situação.
Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese no Pará, disse que o trabalho infantil está diretamente ligado à pobreza das famílias. Segundo ele, as crianças começam a trabalhar cedo para ajudar na renda familiar.
"Fundamentalmente são as condições sócio-econômicas, porque na Região Norte, apesar de ser uma região rica, grande parte do povo é pobre. A renda de famílias com filhos até 14 anos, quase metade das famílias, recebe até meio salário mínimo. E os pais não tendo emprego, não tendo renda, consequentemente têm uma desagregação familiar".
O levantamento revelou também que cerca de 114 mil crianças entre 5 e 15 anos de idade não recebem nenhum tipo de remuneração. A maioria das crianças também não freqüenta a escola e normalmente elas trabalham em carvoarias, serviços rurais ou como flanelinhas, principalmente as crianças do sexo masculino.
Simone Barata, da Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, disse que o governo estadual pretende fortalecer o Fórum Paraense de Erradicação do Trabalho Infantil e de Proteção ao Trabalho Adolescente para reverter essa situação. Hoje, no Pará, 35 mil famílias integram o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PET).
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Qualquer governo, principalmente o de Lula. Somente poderá se auto proclamar de governo centrado no social, a partir do momento em que efetivamente atacar, combater e exterminar duas chagas vergonhosas para o Brasil: o trabalho infantil e o trabalho escravo. Em ambos, principalmente o trabalho infantil, ao contrário do que propala a enganosa propaganda oficial, desde que Lula assumiu sôo tem aumentado ano a ano. Portanto, de social este governo não tem é nada: tem, e muita, mentira, enrolação, incompetência., corrupção, e um assistencialismo ordinário mero comprador de votos.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Qualquer governo, principalmente o de Lula. Somente poderá se auto proclamar de governo centrado no social, a partir do momento em que efetivamente atacar, combater e exterminar duas chagas vergonhosas para o Brasil: o trabalho infantil e o trabalho escravo. Em ambos, principalmente o trabalho infantil, ao contrário do que propala a enganosa propaganda oficial, desde que Lula assumiu sôo tem aumentado ano a ano. Portanto, de social este governo não tem é nada: tem, e muita, mentira, enrolação, incompetência., corrupção, e um assistencialismo ordinário mero comprador de votos.
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