quarta-feira, setembro 20, 2006

Governo organizado para o crime


TCU: irregularidades graves
em 89 obras da União
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Maria Clara Cabral

Direto de Brasília
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O Tribunal de Contas da União aprovou hoje relatório que aponta indícios de irregularidades graves em 89 obras públicas do Governo Federal, neste ano. O Tribunal recomendará ao congresso que não libere orçamento para as obras. O total aproximado de contratos com irregularidades chega a R$ 4,3 bilhões. O número representa 35% do total de obras fiscalizadas pelo TCU.
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Em 2006 o tribunal fiscalizou 259 obras. Além das 89 com irregularidades graves, outras 141 apontaram algum outro tipo de irregularidade. Em apenas 29, o tribunal não fez nenuhuma ressalva. O total do volume de recursos fiscalizados foi de R$ 20 bilhões.
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O relatório do ministro Valmir Campelo aponta irregularidades em obras como a de melhoramento do Aeroporto Internacional de Congonhas, que custou 37 milhões e no Santos Dumont, investimento de R$ 43 milhões. O Tribunal encontrou ainda superfaturamento na construção do terminal de passageiros três de Guarulhos, que custou cerca de R$ 32 milhões.
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Outras irregularidades foram encontradas em orgãos como DNIT, Ministério da Integração Nacional e Departamento Nacional de Obras Contra a Seca.
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"O nosso trabalho significa uma economia para a União de quase R$ 1 bilhão", explicou o ministro. Para Campelo, uma forma de tentar acabar com as irregularidades é melhorar os gestores. "O problema é que a criatividade para o trabalho ilegal é incrível", lamentou.
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O ministro explicou ainda que deve entregar amanhã o seu relatório no Congrresso. Até a votação do Orçamento 2007, os órgãos podem apresentar suas explicações referentes as obras. Os levantamentos são preliminares.

Redação Terra
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COMENTANDO A NOTÍCIA: É incrível, não há um único setor deste governo do Lula que, ao se examinar, não se encontre algum tipo de irregularidade. Nada. Este relatório do TCU deveria merecer de parte da sociedade brasileira que se saísse às ruas e se pedisse o impedimento de um presidente omisso e negligente com os crimes cometidos debaixo de seu próprio nariz e que, cinicamente, finge ignorar. Não adianta vir autoridade nenhuma, seja do governo ou do PT, quererem enrolar ou mentir. O governo Lula é formado, indiscutivelmente, de um bando de marginais, associados numa confraria criminosa, e que sangram diuturnamente os cofres e as energias da nação. A começar pela propaganda mentirosa e patética que Lula insiste em querer apresentar, mentindo acintosamente que aquilo que ali se vê, que não passa de um monte de lixo enganador, de um inexistente e fictício mundo de fantasia. Num país sério, o programa seria retirado do ar imediatamente por representar uma propaganda enganosa das mais deslavadas.
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Percebam que, das 259 obras fiscalizadas pelo TCU, você não atinge 12%, vamos repetir, não temos DOZE POR CENTO de obras consideradas regulares. Mais de um terço se encontram em situação grave de irregularidade, leia-se de superfaturamento, corrupção ativa e passiva, roubo mesmo. Em apenas 45 meses de desgoverno imoral e bandido, já tivemos 195 ESCÂNDALOS produzidos apenas dentro deste espaço de tempo, numa vergonhosa média mensal de 4 escândalos !!!!
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E não se vê uma entidade do tipo OAB, que se honrasse sua história e seus atuais dirigentes vergonha na cara tivessem, imediatamente ingressariam com pedido de impedimento deste infeliz engodo chamado de presidente da República, um boneco fantoche comandado por assaltantes de recursos públicos, como também, não se vê uma única iniciativa de parte do Poder judciário para por um basta neste descalabro que é o poder executivo brasileiro.
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Nos últimos seis meses, não há um único dia que você não acorde sobressaltado para saber qual a merda da vez. Qual o último ato de roubos cometidos pelo governo Lula, ou qual o novo crime do dia por ele cometido. Até quando, meu Deus, até quando seremos extorquidos para benifício pessoal de enriquecimento ilícito dos amigos deste covardão chamado Lula cuja autoridade moral já se esgotou há muito tempo, e que não tem nem competência muito menos qualificação para comandar com um mínimo de ética, moralidade e decência um bando de criminosos !
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Que os brasileiros despertem logo de sua letargia. Se este energúmeno for reeleito, teremos mais quatro de muita lama, roubo, escândalos, corrupção de toda sorte, espécie e gênero, e o que é pior: sem direito sequer a reclamarmos, porque nos subterrâneos deste sub-mundo criminoso, está se engendrando projetos de censura e de limitação ao direito à livre manifestação, conforme já denunciamos neste espaço. Mantenham este merda no poder, depois lambuzem-se com ele à vontade. Mas não contem com a minha bênção. Vou continuar usando o meu direito de cidadão honesto para destratar se necessário, mas sempre condenando este antro promíscuo de larápios e ordinários, esta alcova de vagundos e criminosos assentados no governo do senhor Lula, a verdadeira besta apocalíptica do século.
ACORDA BRASIL !!!!!

O poderoso bunker de Lula!

COMENTANDO A NOTÍCIA:

Bem, muita gente tem perguntado: mas e Lula, é inocente ou não, sabia ou não sabia ? Preferimos que cada um chegue por si só a uma conclusão sobre isto. Compete-nos fornecer a informação. Como a que segue abaixo, reveladora dos bastidores de um candidato, que para a massa mostrava uma cara. Nos bastidores, revelava-se um pedrador.

Esse mesmo grupo que se afundou nesta ação ridícula do Dossiê Anti-Serra/Alckimin, está em uma reportagem da revista Veja de 29 de outubro de 2003. Todos da copa e cozinha do Lula. Todos atuando com o seu pleno conhecimento e consentimento. Opa, falei com consentimento ? É falei mesmo. Então, é isso, com consentimento, neste caso, Lula sabe e sempre soube de tudo. Impossível que comandando a tudo e a todos, e sendo sempre o beneficiário final de toda a sujeita, é justo concluir: Lula, é o comandante em chefe da corrupção petista. Leiam a reportagem.
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Paz, amor e guerra
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Há um ano, Lula venceu a eleição com um estilo "paz e amor", mas, nos bastidores, uma equipe do PT trabalhou noite e dia desencavando /denúncias e dossiês e promovendo blefes e negociações sigilosaspara enfraquecer seus adversários.
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Policarpo Junior
Publicado na Revista Veja

Em agosto de 2002, dias depois da estréia do horário eleitoral, o tucano José Serra exibiu em seu programa imagens de Ciro Gomes xingando um eleitor de "burro". Ciro reagiu acusando Serra de adotar um "comportamento de marginal". O petista Luiz Inácio Lula da Silva, então líder das pesquisas com 37% das intenções de voto, assistiu à briga de longe. Indagado sobre as desavenças dos rivais, Lula saiu-se com um gracejo cuja repercussão foi tal que se tornou marca de sua campanha: "Lulinha não quer briga. Lulinha quer paz e amor". Foi de fato com paz e amor que Lula conduziu sua campanha presidencial e obteve uma portentosa vitória, cujo primeiro aniversário é comemorado nesta segunda-feira, 27. O que não se sabia é que, nos subterrâneos de sua campanha, não havia paz nem amor – havia guerra. Guerra de defesa, com batalhões prontos para salvar Lula de ataques destruidores, e principalmente guerra de ataque, com tropas entrincheiradas para estraçalhar candidaturas adversárias.

Nas últimas quatro semanas, VEJA entrevistou dezessete personagens para recuperar os bastidores da campanha do PT e encontrou um intenso contraste entre a leve imagem pública do candidato e o pesado trabalho sigiloso de seus assessores. A criação do bunker começou no fim de 2001, quando o advogado João Roberto Egydio Piza Fontes, que trabalha para Lula há quase dez anos, teve uma conversa decisiva com o líder petista. Os dois encontraram-se na sede do Instituto Cidadania, em São Paulo. Calejado militante, João Piza, como é conhecido, queria convencer Lula a montar uma célula guerrilheira para atuar em duas funções: protegê-lo das armadilhas de campanhas passadas e, ao mesmo tempo, espalhar minas terrestres no campo dos adversários. Seria um trabalho secreto e pesado. Faltava ainda quase um ano para a convenção do PT que oficializaria o candidato presidencial, mas Lula deu luz verde ao advogado e pediu cautela. "Seja inteligente. Não faça nada de manoel ou joaquim nessa história", disse. E tudo foi feito como Lula queria.

CARGA NO CAIXA - Serra (à esq.) e seu ex-caixa de campanha Ricardo Sérgio (à dir.) foram alvo constante da guerrilha petista: papelada no cofre.

"Sou advogado, amigo e companheiro de Lula há décadas. Trabalhei, é óbvio, como militante petista para sua eleição", diz Piza. O bunker guerrilheiro era formado por pessoas da confiança de Lula e sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores. João Piza era o coordenador-geral. Ricardo Berzoini, hoje ministro da Previdência, era o orientador político e, a partir de pesquisas reservadas, instruía o grupo sobre os alvos que mais interessavam atacar. O sindicalista Osvaldo Bargas, velho amigo de Lula, fazia a ligação entre o grupo e o candidato, passando as informações mais relevantes. Outro sindicalista, Carlos Alberto Grana, então secretário-geral da CUT, cuidava da logística do grupo – carros, celulares, passagens, dinheiro. "Há muitos imprevistos que vão aparecendo e que nem sempre a parte oficial da campanha pode enfrentar", diz Grana. Os encarregados de colher informações que pudessem eventualmente prejudicar os candidatos rivais de Lula eram militantes da base do PT ou aliados acomodados em sindicatos ou movimentos sociais. O grupo trabalhou quase um ano, com QG num escritório na Rua Haddock Lobo, nos Jardins, em São Paulo. No campo de batalha, desencavou denúncias e dossiês, promoveu blefes e acordos sigilosos e lançou petardos certeiros contra Serra, Ciro e Anthony Garotinho.
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Janeiro: a defesa – A primeira missão foi no flanco de defesa, quando estourou o escândalo de Santo André. A partir de janeiro de 2002, com o seqüestro e morte do prefeito da cidade, o petista Celso Daniel, as investigações do caso esbarraram num esquema de propina montado na prefeitura e num festival de petistas grampeados. O primeiro alerta chegou ao grupo pelo empresário Antônio Celso Cipriani, da TransBrasil, que contratara os serviços de Piza no processo de falência de sua empresa. "Estão fazendo uma armação contra o PT", avisou. "Os telefones do Lula e de pessoas próximas a ele estão grampeados." O grupo saiu a campo em duas frentes: evitar que o escândalo respingasse em cardeais do PT e impedir a divulgação do conteúdo dos grampos. No desdobramento do caso, o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, chegou a pedir a abertura de um inquérito para investigar José Dirceu, que presidia o partido e coordenava a campanha, mas o ministro Nelson Jobim, do Supremo Tribunal Federal, não aceitou a denúncia por escassez de provas.

CEDENDO MUNIÇÃO - Antonio Carlos, procurado pelo PT, abriu seu farto arquivo
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A tarefa de manter os grampos na toca exigiu mais artimanha. Gilberto Carvalho, ex-secretário da prefeitura de Santo André e um dos grampeados, foi convocado para avaliar o caso. Disse que, se divulgado, o conteúdo dos telefonemas poderia gerar constrangimento, mas não escândalo. "Pode ser que existam coisas complicadas, mas são coisas de política. Não tem nada de corrupção", garantiu. Ainda assim, não convinha a divulgação. O bunker, então, preparou a estratégia: retirar as fitas das mãos da Polícia Federal e dos promotores paulistas, identificados como excessivamente "tucanos". Como fazer? Apelou-se ao procurador Luiz Francisco de Souza, usina de denúncias contra tucanos em Brasília. Sabendo que o grampo fora ilegalmente instalado pela polícia, Luiz Francisco acionou a controladoria de atividades policiais do Ministério Público, que intervém nos casos em que há abuso policial. Deu certo. A controladoria acionou a Justiça paulista, que, diante das evidências da ilegalidade da escuta, mandou apreender as quarenta fitas. "Tudo o que fiz foi falar com um procurador do grupo de controle que aquilo parecia armação", explica Luiz Francisco.
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Maio: a rasteira – Anthony Garotinho, que concorreu pelo PSB, foi o primeiro alvo da soldadesca petista. O advogado João Piza convidou Paulo Costa Leite, candidato a vice de Garotinho, para uma conversa. Tentou convencê-lo a renunciar em favor de Lula, fortalecendo o petista e deixando Garotinho na chuva. Em 6 de maio de 2002, haveria uma segunda reunião entre Piza e Costa Leite, na qual já pretendiam acertar os termos da renúncia, caso Lula disparasse e Garotinho empacasse nas pesquisas. "Naquele momento, a renúncia era apenas uma hipótese. O Lula tinha como adversário só o candidato do governo. Os demais não empolgavam e havia a chance de vitória no primeiro turno", relembra Costa Leite. "E o doutor João trazia credenciais de amigo de Lula." Nada aconteceu, porém. Costa Leite foi levado à renúncia com a revelação de que, no passado, pertencera ao SNI, agência de bisbilhotagem do regime militar. E, com isso, era até bom que se mantivesse bem longe de Lula.
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Julho: a armadilha – No fim de julho de 2002, a campanha esquentava, o movimento nos bastidores já era intenso e o deputado Ricardo Berzoini chegou com uma notícia extraída de uma pesquisa. "No segundo turno, a gente perde feio para o Ciro", disse. O bunker petista, então, acionou o sindicalista Wagner Cinchetto, um arquivo vivo das malandragens que precederam a criação da Força Sindical, central de onde vinha Paulo Pereira da Silva, o vice de Ciro. Um ano antes, a guerrilha do PT já usara os serviços de Cinchetto, que apresentou uma série de denúncias sobre as peripécias de Luiz Antonio de Medeiros na Força Sindical. As denúncias, naquela época, foram providenciais. Medeiros, presidente do PL paulista, resistia à idéia da adesão de seu partido à candidatura de Lula. Com as denúncias de Cinchetto e a ameaça de cassação de seu mandato de deputado, Medeiros passou a examinar com mais simpatia a hipótese de levar o PL a apoiar o PT – o que acabou se concretizando. Agora, porém, o alvo era Paulo Pereira da Silva, sobre quem Cinchetto já reunira munição.
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Em junho, quando Ciro se preparava para lançar seu livro Um Desafio Chamado Brasil, numa livraria em São Paulo, Cinchetto lhe telefonou. De um celular pré-pago, fez um alerta anônimo. "Seu vice é corrupto", disse. "Nós vamos à porta da livraria distribuir dossiês denunciando isso." Era blefe, não havia manifestação nenhuma, mas os dossiês existiam. Em julho, era hora de tirá-los do baú e vazá-los à imprensa. Nessa época, Pereira da Silva foi atormentado por denúncias de compra superfaturada e desvio de dinheiro de um fundo público. Em seu trabalho de soldado petista, Cinchetto chegou a planejar um bote mortal. Mandou dizer à turma de Pereira da Silva que, com uma boa grana, silenciaria sobre as denúncias. A idéia era fotografar o ato do pagamento – e denunciar o vice por tentativa de suborno. "Na hora em que ele fosse pagar, a gente fotografava", rememora Cinchetto. O vice de Ciro, porém, não caiu na armadilha. "Até hoje, não consegui saber se isso foi coisa do PT ou do PSDB", diz Paulo Pereira da Silva, que na época acusou o tucanato. "É que o Serra nunca quis que eu formasse chapa com o Ciro." Agora, Pereira da Silva já sabe: foi coisa do PT.

Maio: a águia – O alvo mais constante da guerrilha petista foi José Serra e seu flanco mais vulnerável, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira, caixa das campanhas tucanas e ex-diretor do Banco do Brasil. Em maio de 2002, os petistas procuraram o ex-senador Antonio Carlos Magalhães, minucioso colecionador de histórias sobre Ricardo Sérgio. O ex-senador e os petistas conversaram na suíte 2021 do hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Dias depois, já de volta a Brasília, ACM entregou um calhamaço de 1.000 páginas a um enviado petista, o advogado Terence Zveiter, narrando episódios referentes à atuação de Ricardo Sérgio na privatização das teles. Com a papelada na mão, Zveiter telefonou para seu contato em São Paulo. "A águia pousou", disse ele, usando a senha do sucesso da operação. "Alguém vai procurá-lo para ver a águia", orientou o contato. Dias depois, capítulos do dossiê começaram a aparecer nos jornais. "Com o ex-senador, peguei um envelope grande com centenas de documentos sobre Ricardo Sérgio e outras pessoas", relembra Zveiter.

Outra denúncia teve gênese muito mais complicada. O bunker do PT precisou descolar um contato com acesso a um cofre na sede paulista do Banco do Brasil, na Avenida Paulista, no coração da capital. No cofre, havia documentos sobre um empréstimo que um contraparente de Serra, Gregorio Marin Preciado, fizera do BB – e também havia a sugestão de que ele fora favorecido por Ricardo Sérgio, então diretor do banco. O contato do PT, um funcionário do BB, ficou duas semanas preparando o acesso ao cofre. Conseguiu. Deveria entregar os documentos ao advogado Francisco Alvarez Neto, colega de João Piza. Conforme o combinado, Alvarez aguardava em frente da estação Consolação do metrô, na Avenida Paulista, com uma caneta na lapela. Como nos filmes de espionagem, o advogado foi recebendo instruções pelo celular. Primeiro, pediram que andasse até um café das proximidades, o Subito Expresso. Depois, que pegasse seu carro e parasse num estacionamento pago ali perto, com os vidros abertos. De repente, apareceu um homem de terno, colocou um envelope lacrado no banco do passageiro e disse: "Devolva até as 17 horas, no mesmo lugar". No mesmo dia, uma cópia da papelada desembarcou em Brasília e, pouco depois, apareceu nos jornais. Três semanas antes da eleição, os procuradores Luiz Francisco, ele de novo, e Alexandre Camanho entraram com ação contra Ricardo Sérgio por favorecer Preciado.

Um ano depois – O advogado João Piza e seus sócios continuam advogando para Lula, o PT e a CUT. O deputado Ricardo Berzoini virou ministro da Previdência Social. O sindicalista Osvaldo Bargas ganhou o cargo de secretário de relações trabalhistas, no Ministério do Trabalho, em Brasília. O outro sindicalista, Carlos Alberto Grana, continua na CUT e agora representa a entidade num conselho federal que lida com verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O sindicalista Wagner Cinchetto presta consultoria informal à CUT. O procurador Luiz Francisco, de Brasília, está de malas prontas para passar um ano em Portugal, onde fará um mestrado. O deputado Luiz Antonio de Medeiros aliou-se ao PT e o pedido de cassação de seu mandato foi arquivado, com o voto favorável dos petistas. Antonio Carlos Magalhães voltou a ser eleito senador pela Bahia e a denúncia pela violação do painel eletrônico, que motivou sua renúncia, foi arquivada. E o juiz João Carlos da Rocha Mattos, da 12ª Vara Federal, ordenou a destruição das quarenta fitas que registram o caso de Santo André.
HOMEM DA SALVAÇÃO
Luiz Francisco, que vai para Portugal, cuidou das fitas de Santo André

Respostas para Berzoini



Se algum jornalista vindo da Sibéria desembarcasse no Brasil, nos últimos dias, a cata de notícias, ia ficar maluco, sequer teria tempo para fazer um lanchinho simples, tamanho o pandemônio que estamos vivendo. Definitivamente, somos um país privilegiado, onde a rotina não existe. A cada minuto, uma novidade. Algumas que até embrulham o estômago, é bem verdade, como a história do dossiê anti-Serra e Alckimin, e prá variar, produzida adivinhem por quem ? Claro, pelo PT e sua confraria.
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Já se disse muitas vezes que o PT é o único partido polpítico do mundo que não precisa de oposição de outro partido. Eles conseguem fazer oposição a si mesmo, e numa quantidade tal que mal se tem tempo para conhecer uma, e uma nova já sainda do forno, quentinha, temperada a gosto, para encher nossas vidas de espanto, mas de nojo profundo.
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Quando começou toda a lambança do tal dossiê, a primeira coisa que os Petistas fizeram, claro, foi negar que o tivessem produzido. Isto é até bem próprio do PT, primeiro nega-se, não havendo jeito, confessa-se empurrando a culpa para outros e, sempre que possível, desqualificando a tortura para a pena ser menor, um quase delito menor, um "erro do companheiro". É lógico que a velha falácia entra em campo, na base "devemos apurar tudo até as últimas consequências", "os culapdos, se houver, deverão ser punidos". E aí fica-se numa enrolação dolorosa, num ganha tempo sem fim, para juntarem tudo, jogarem na privada, dar a descarga, e esqueça-se o que passou, porque, afinal, temos um novo escândalo para nos divertir. Até quando os culpados continuarão sem punição ? Bem, se possível nunca, mas como os crimes se repetem, em escala vez mais perigosa, acredito que o limite do suportável está chegando ao fim. Aliás, é o desejo maior de todos nós. Por um fim nisso, e já.
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Voltando ao famoso dossiê, depois que a revista Época liberou uma nota, na qual fica clara a participação, ou pelo menos o conhecimento do esquema, por parte do Presidente Nacional do PT, Ricardo Berzoini, este, com entrevista marcada, cancelou-a e divulgou uma "sugestiva" nota à imprensa em que, primeiro, claro começa confessaando o crime, depois deita a enrolar para ver ser escapa. Leiam, segue na íntegra. Depois comentaremos.
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"Tendo em vista a citação do meu nome em esclarecimento publicado hoje pelo site da revista Época, tenho a dizer o seguinte:
1. De fato, tive conhecimento de que um integrante da nossa campanha manteria contato com a revista Época para tratar de uma pauta de interesse jornalístico. Jamais tive ciência do conteúdo abordado nesse encontro, conforme reproduzido fielmente pelo site da revista;
2. Jorge Lorenzetti me encaminhou hoje carta desligando-se da campanha e explicando os seus motivos, entre os quais ele reconhece ter extrapolado os limites de suas atribuições como assessor de risco e mídia da Coligação "A Força do Povo", mas afirma taxativamente que não autorizou o emprego de qualquer tipo de negociação financeira;
3. Manifesto, mais uma vez, a minha indignação com esse episódio, e condeno, como sempre condenei, o denuncismo e a baixaria em processos eleitorais, reafirmando a necessidade de que todas as denúncias sejam investigadas e esclarecidas o quanto antes. E pergunto: a quem interessa criar confusão nesta campanha eleitoral?
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Pois é, tendo sido pego na mentira, parece que Berzoini, ficou apatetado, e resolveu tentar confundir as pessoas com suas pérolas com um pontapé no bom senso. Entendo.
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Tadinho do Berzô ? Não dá peninha vê-lo assim tão espantado com que está acontecendo, e tão perdido sem saber o rumo ?
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Pois é, Berzô, a pergunta que você deveria fazer está trocada. Primeiro, comunistazinho safado, você tem que perguntar é: se o plano desse certo, quem se prejudicaria e quem se beneficiaria. Entendeu ? Tá perdido, meu chapa, então vou desenhar prá você, seu canalha:
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O PRIMEIRO PREJUDICADO- ALCKIMIN :
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Como as pesquisas indicam volatilidade intensa nas pesquisas prá presidente em São Paulo, oscilando para baixo e para cima, ao deixarem aquela fotinho do Alckimin lá em Cuiabá para a imprensa ver, vocês associariam o Geraldo aos sanguessugas, o que seria uma pá de cal na candidatura dele. Aliás, nem o Zeca diabo Dirceu se conteve, antecipou a cartada em seu próprio blog. O que aliás foi um pequeno deslize, pois levantou uma suspeita da trapaça, que até então não se tinha, de vez que a reportagem não fazia referências ao Alckimin. Ato falho. Criminosos profissionais também tem disso, Berzô: deixam pistas !!! Neste caso, atingindo um pouquinho o Alckimin, não haveria segundo turno. Muito sutil.
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AS RAZÕES:
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Vocês sabem que, faltando uns 8 pontos para a soma de votos provocar segundo turno, e vendo Alckimin crescendo em várias regiões, Cesar Maia fez uma leitura que seus analistas petistas perceberam também. É que as pesquisas indicam apenas intenção de votos, sem levar em conta as abstenções. Como o que conta são votos válidos, e considerando-se os históricos de abstenções nas eleições passadas, quem mais se prejudicaria com as abstenções, Lula ou Alckimin ? Lula, claro, porque a abstenção maior tem sido invariavelmente no Nordeste, onde se concentra o grosso do eleitorado de Lula. Neste caso, uns três ou quatro pontos que Alckimin obtivesse em regiões populosas eleitoralmente, o segundo turno estaria garantido.
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Sendo assim, Lula não poderia dedicar-se cem por cento para os segundos turnos estaduais, pois estaria envolvido com sua própria candidatura. Faz sentido prá você, Berzô ? Acho que sim, porque de ontem prá cá suas idéias estão perdendo o brilho, o seu olhar está vago. Nada como um pouco de bom senso para a gente despertar do turbilhão, não é mesmo ? No próximo comentário, te conto o resto da história, mas não escapa daí, é só vapt, vupt, ok?
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APÓS CINCO MINUTOS DE INTERVALO...
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Bem , Berzô, olha eu de volta para ajudar a iluminar tuas idéias. Já deu para tomar uma água, dar uma respirada ? Então, tá, prossigamos.
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O SEGUNDO PREJUDICADO: SERRA.
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Olha só, segundo as pesquisas, Serra fecha a porta já no primeiro turno. Bem isto é ruim? É e muito. Leia devagar, Berzô, para não se confundir, tá bem ?
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Apesar de todo o saquinho de bondades que o vosso comandante-em-chefe esparramou lá pela minha terra, o Rio Grande do Sul, o jogo lá parece que virou e que não terá jeito. Parece que o povo gaúcho encheu o saco de petralha, de mentiras, de engodos, de ações digamos assim, pouco honestas, no tempo que por lá vocês pintaram e bordaram. Ah, ia me esquecendo, o povo de lá também parece que adora ler jornal (que desgraça, né, que mania tem este povo de querer saber de tudo, bom é governar prá pobre analfabeto, né mesmo?). Em Santa Catarina, no Centro-Oeste também a vaquinha petista tá indo direto prô brejo. Povo mal agradecido, Berzô, nem com bolsa esmola eles se contentam !
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Ora, ter São Paulo é para vocês uma questão de honra. Por quê? Siga o raciocínio, Berzô: todos sabemos que o projeto do PT é de se perpetuar no poder, para implantarem a revolução que Lula preconiza há tanto tempo. Ora, sem quebrar as regras, ele reeleito, só poderá ficar mais quatro anos. E depois ? Bem, depois precisa haver um sucessor alinhado ao PT. Se o Serra ganha, e diante de sua capacidade política e administrativa, que vocês reconhecem, vamos fazer esta justiça, naturalmente ele interfere nos planos de perpetuação no poder do... Lula.
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Então já se sabe que seria preciso "afastar" esta sombra. E que tal um escândalozinho prontinho para depenar o Serra ? Claro que assim, de uma hora prá outra, é difícil, graças a grande vantagem que ele tem nas pesquisas, mas um escândalo de último hora pode, por que não?, levar disputa para o segundo turno, e neste caso, com Lula reeleito em primeiro turno, ele desembarcaria em São Paulo, com toda a máquina pública, cofre cheio, caneta que assina MPs bondosa e doações gratificantes , para entregar São Paulo para o Mercadante. Mas arrumar escândalo assim não é fácil, então é melhor, dá menos trabalho arrumar um que já exista no mercado. Ora, como o objetivo foi sempre o de afastar a sombra do Serra, desde o princípio, o PT iniciou o desmonte do Ministério da Saúde, que era, no tempo de Serra, sinônimo de eficiência em administração pública, marca pessoal dele. E, por incrível que pareça, foi donde surgiram, fora o mensalão, os escândalos mais vampirescos e mafiosos este tempo todo, não foi ? Vocês acabaram com as políticas de saúde pública, sucatearam os hospitais, e colocaram um capitão de guerra na CGU para prepará-lo para os tiros finais.
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Surgindo o escândalo, ficou vosso capitão, apesar de não ter sido descoberto nada, o tempo todo dizendo "mas há indícios", só que nunca mostrou. Depois, um criminalista completa dizendo que se desmanchou mais de 300 quadrilhas pela PF, coisas que começaram no governo anterior. Depois, o "padim" Lula entrega numa entrevista na tevê uma pasta sem pôrra nenhuma dentro, dizendo que mais de 81% dos esquemas de corrupção desmanchados foi lá do FHC. E, aí, como a jóia da coroa, liga o Serra na máfia das ambulâncias. Cheque mate, arranja-se uma revista semanal de grande penetrabilidade para publicar uma reportagem de um certo dossiê forjado, a imprensa alinhada e blogs dos amigos cooptados se encarregam de espalhar a merda toda, e eis o segundo turno caindo do céu no colo do bigodudo bundão!
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AS RAZÕES
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Se Lula vence com Mercadante em São Paulo, e Serra longe do cenário politico, quem vai lhe fazer oposição ? Sobra Aécio Neves, mas este Lula acha que é fácil de manobrar, como aliás vem fazendo, e a tal ponto que graças a isto vocês quase aniquilaram com o PSDB. Ah, mas eis que, vindo de um passado não muito distante, surge FHC e uma carta bomba. O PSDB despertou do sono, da sua letargia e reagiu. Agora, começa o jogo.
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Nordeste está de joelhos beijando a mão do "padim" Lula. O PMDB devidamente cooptado e aliado da primeira hora. O Aécio acenou com possibilidade de aliança nacional, ao estilo "concertação" que lula inventou. Quem mais se opõem? Ninguém ! Então dê-lhe reforma política para fazer a festa do PT eterno nosso para todo o sempre, amém.
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Ficou claro, Berzô? Pareceu surreal prá você, ou não é exatamente esta a estratégia desenhada por vosso alto comando ? Por quê deu errado ? Porque quando a ganância é muito grande, a tendência é a pessoa ficar cega, e neste caso, o risco para se cometer erros é maior.
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Além disso, Berzô, nem todo o brasileiro foi idiotizado pelo sistema petista de enganar, tem gente que pensa (oh, tem quem pensa!), tem quem vê o mundo lá fora, tem quem conheça o Brasil por viajar por ele, e não apenas aquele da campanha Lula na Tevê. Sendo assim, garoto, vossos rabinhos foram aparecendo um aqui, outro ali, e pronto, temos aí toda a meleca. Claro, precisa arranjar alguém precisando urgentemente de dinheiro para pagar as contas, como por exemplo a Plana, do Vedoin, que precisa pagar uma faturas atrasadas para a IVECO, fornecedora de suas ambulâncias ! E, oh, que surpresa, o valor a pagar é de ..... 1,7 milhão, o mesmo valor do forjado dossiê e que Vedoin aceitou receber. Não é muita coincidência, meu caro Berzô ? Muita, e até demais!!!
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Bem, caro Berzô, didaticamente, eis o roteiro de um crime que tinha tudo para dar certo, mas, uma gravação telefônica daqui, uma precipitação dali, deixaram no caminho pistas, que jornalistas espertos e inteligentes, como o Reinaldo e Mainardi perceberam, e oh! céus! que pecado !, entregaram para a opinião pública. O resto, Berzô safado, ficou por conta da vossa incompetência, e claro, por conta da vossa ganância.
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Mas dizem que a gente reencarna várias vezes para aperfeiçoamento do espírito. Neste caso, quem sabe na próxima, Berzô, quem sabe na próxima dê certo....