Partidos de esquerda preparam bloco para eleição em 19 capitais
Seis partidos de esquerda estão formando um bloco, sem o PT, para possivelmente lançar um manifesto no próximo dia 22 e candidaturas de uma forte coligação em 2008. Fazem parte da parceria: PDT, PSB, PC do B, PMN, PAN e PHS. Nos bastidores, eles já armam um mapa eleitoral preliminar.
Seis partidos de esquerda estão formando um bloco, sem o PT, para possivelmente lançar um manifesto no próximo dia 22 e candidaturas de uma forte coligação em 2008. Fazem parte da parceria: PDT, PSB, PC do B, PMN, PAN e PHS. Nos bastidores, eles já armam um mapa eleitoral preliminar.
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De acordo com as previsões das siglas, haverá candidatura própria do bloco em pelo menos 19 capitais do país. Outras cidades são consideradas críticas porque existem alianças muito sólidas com o PT.
De acordo com as previsões das siglas, haverá candidatura própria do bloco em pelo menos 19 capitais do país. Outras cidades são consideradas críticas porque existem alianças muito sólidas com o PT.
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Em São Paulo, os cogitados para o bloco são: Aldo Rebelo (PC do B), Luiza Erundina (PSB) e Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força Sindical. No Rio, os cotados são Jandira Fhegali (PC do B) e Miro Teixeira (PDT). Em Porto Alegre, podem aparecer os nomes de Manuela D´ávila (PC do B), Vieira da Cunha (PDT) e Beto Albuquerque (PSB).
Em São Paulo, os cogitados para o bloco são: Aldo Rebelo (PC do B), Luiza Erundina (PSB) e Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força Sindical. No Rio, os cotados são Jandira Fhegali (PC do B) e Miro Teixeira (PDT). Em Porto Alegre, podem aparecer os nomes de Manuela D´ávila (PC do B), Vieira da Cunha (PDT) e Beto Albuquerque (PSB).
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Os partidos pretendem reafirmar o apoio a Lula no manifesto, defendendo a autonomia do governo para definir sobre a política macroeconômica, mas reforçam a necessidade de uma ação política para que baixe as taxas de juros.
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Morales toma simbolicamente refinarias da Petrobras na Bolívia
O presidente da Bolívia, Evo Morales, tomou simbolicamente as refinarias que prometeu comprar da Petrobras, no processo de nacionalização da indústria petrolífera iniciado há um ano.
“Só estamos cumprindo um mandato do povo boliviano, só estamos cumprindo com o sentimento do povo boliviano", disse o presidente boliviano. Ele ainda reafirmou que suas políticas de nacionalização respeitam os direitos de propriedade de empresas estrangeiras. Entretanto, advertiu que a Bolívia vai continuar com a campanha contra o Ciadi (Acordo de Diferenças Relativas a Investimento), organismo que acusou de favorecer as companhias transnacionais para “saquear os povos.”
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Após denúncias, governadora do Pará exonera irmãos de seus cargos
Após as denúncias de nepotismo, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), exonerou o irmão Luiz Roberto de Vasconcelos Carepa, que era diretor de saúde pública, e o namorado, Mário Fernando Costa, que era diretor do hangar do governo.
Os partidos pretendem reafirmar o apoio a Lula no manifesto, defendendo a autonomia do governo para definir sobre a política macroeconômica, mas reforçam a necessidade de uma ação política para que baixe as taxas de juros.
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Morales toma simbolicamente refinarias da Petrobras na Bolívia
O presidente da Bolívia, Evo Morales, tomou simbolicamente as refinarias que prometeu comprar da Petrobras, no processo de nacionalização da indústria petrolífera iniciado há um ano.
“Só estamos cumprindo um mandato do povo boliviano, só estamos cumprindo com o sentimento do povo boliviano", disse o presidente boliviano. Ele ainda reafirmou que suas políticas de nacionalização respeitam os direitos de propriedade de empresas estrangeiras. Entretanto, advertiu que a Bolívia vai continuar com a campanha contra o Ciadi (Acordo de Diferenças Relativas a Investimento), organismo que acusou de favorecer as companhias transnacionais para “saquear os povos.”
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Após denúncias, governadora do Pará exonera irmãos de seus cargos
Após as denúncias de nepotismo, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), exonerou o irmão Luiz Roberto de Vasconcelos Carepa, que era diretor de saúde pública, e o namorado, Mário Fernando Costa, que era diretor do hangar do governo.
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Ana Júlia fez as demissões porque o promotor de Direitos Constitucionais e Patrimônio Público de Belém, Jorge de Mendonça de Rocha, pediu prazo de 60 dias para que fossem exonerados os servidores que tinham parentesco com a governadora.A confusão entre o público e o privado vem acontecendo desde o início do governo de Ana Júlia. Ela havia nomeado outro irmão no começo do mandato e tinha contratado com assessoras especiais a sua esteticista e a sua cabeleireira, que já foram demitidas. A petista desistiu de morar na casa em que havia solicitado licitação para reforma.
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Câmara americana fecha acordo de livre-comércio
O governo Bush e seus oposicionistas aprovaram um acordo que deve destravar as relações comerciais com outros países, especialmente os latino-americanos. Republicanos e democratas também chegaram a um entendimento quanto a proteções trabalhistas e ambientais.
Ana Júlia fez as demissões porque o promotor de Direitos Constitucionais e Patrimônio Público de Belém, Jorge de Mendonça de Rocha, pediu prazo de 60 dias para que fossem exonerados os servidores que tinham parentesco com a governadora.A confusão entre o público e o privado vem acontecendo desde o início do governo de Ana Júlia. Ela havia nomeado outro irmão no começo do mandato e tinha contratado com assessoras especiais a sua esteticista e a sua cabeleireira, que já foram demitidas. A petista desistiu de morar na casa em que havia solicitado licitação para reforma.
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Câmara americana fecha acordo de livre-comércio
O governo Bush e seus oposicionistas aprovaram um acordo que deve destravar as relações comerciais com outros países, especialmente os latino-americanos. Republicanos e democratas também chegaram a um entendimento quanto a proteções trabalhistas e ambientais.
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Os trabalhadores de parceiros comerciais dos EUA deverão se organizar em sindicatos e fica proibido trabalho infantil e escravo. Todos os países que fizeram negócios com os americanos terão de seguir o padrão internacional de leis ambientais.
Os trabalhadores de parceiros comerciais dos EUA deverão se organizar em sindicatos e fica proibido trabalho infantil e escravo. Todos os países que fizeram negócios com os americanos terão de seguir o padrão internacional de leis ambientais.
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Segundo Susan Schwab, chefe do USTr (órgão equivalente ao Ministério do Comércio Exterior), o tratado deve ajudar a maior circulação de produtos agrícolas, industriais e serviços.
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A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, foi mais cautelosa: “Acho que houve um reconhecimento dos resultados da eleição de novembro. Não quer dizer, porém, que isso pavimenta o caminho para tratados comerciais em relação aos quais temos outras ressalvas. Comércio livre tem que ser comércio justo. Quanto às questões trabalhistas e ecológicas, é um enorme progresso.”
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Petrobrás-Bolivia é holandesa!
Carlos Sardenberg
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A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, foi mais cautelosa: “Acho que houve um reconhecimento dos resultados da eleição de novembro. Não quer dizer, porém, que isso pavimenta o caminho para tratados comerciais em relação aos quais temos outras ressalvas. Comércio livre tem que ser comércio justo. Quanto às questões trabalhistas e ecológicas, é um enorme progresso.”
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Petrobrás-Bolivia é holandesa!
Carlos Sardenberg
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O caso das refinarias da Petrobrás pode terminar com um conflito jurídico entre os países, a Bolívia e .... a Holanda.
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Isso aí. Ocorre que a Petrobrás-Bolívia é uma companhia pertencente a uma holding sediada na Holanda. Essa holding, por certo, é de propriedade da Petrobrás brasileira, mas para efeitos legais a Petrobrás-Bolívia é companhia estrangeira de capital holandês.
Isso aí. Ocorre que a Petrobrás-Bolívia é uma companhia pertencente a uma holding sediada na Holanda. Essa holding, por certo, é de propriedade da Petrobrás brasileira, mas para efeitos legais a Petrobrás-Bolívia é companhia estrangeira de capital holandês.
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Por que? Porque quando resolveu entrar pesado na Bolívia, a pedido do governo boliviano da época, a Petrobrás, na administração FHC, se deu conta de que não havia acordo de proteção de investimentos entre o Brasil e os vizinhos bolivianos. Mas havia entre Bolívia e Holanda, onde a Petrobrás tinha e tem negócios. Logo . . .
Por que? Porque quando resolveu entrar pesado na Bolívia, a pedido do governo boliviano da época, a Petrobrás, na administração FHC, se deu conta de que não havia acordo de proteção de investimentos entre o Brasil e os vizinhos bolivianos. Mas havia entre Bolívia e Holanda, onde a Petrobrás tinha e tem negócios. Logo . . .
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É um caso que ilustra muitas situações. No Brasil e na América Latina em geral, sempre houve restrições ideológicas a esses acordos de proteção de investimentos estrangeiros. Considerava-se capitulação aos interesses das grandes multinacionais. Ainda há pouco, o governo uruguaio foi criticado por ter assinado um acordo desses com os EUA. No fundo, a origem da restrição é simples: governos que querem deixar sempre à mão a possibilidade de expropriar capitais estrangeiros.
É um caso que ilustra muitas situações. No Brasil e na América Latina em geral, sempre houve restrições ideológicas a esses acordos de proteção de investimentos estrangeiros. Considerava-se capitulação aos interesses das grandes multinacionais. Ainda há pouco, o governo uruguaio foi criticado por ter assinado um acordo desses com os EUA. No fundo, a origem da restrição é simples: governos que querem deixar sempre à mão a possibilidade de expropriar capitais estrangeiros.
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Agora que estamos do outro lado da história, agora que somos os gringos na Bolívia, se verifica como tais acordos são instrumentos importantes para dar segurança jurídica aos investimentos transnacionais. E se verifica como essa segurança é condição essencial para a atração dos investimentos.
Agora que estamos do outro lado da história, agora que somos os gringos na Bolívia, se verifica como tais acordos são instrumentos importantes para dar segurança jurídica aos investimentos transnacionais. E se verifica como essa segurança é condição essencial para a atração dos investimentos.
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A história se fecha com a decisão da Petrobrás, a brasileira, de não investir mais na Bolívia – nada além do necessário para manter o fornecimento de gás ao Brasil.
A história se fecha com a decisão da Petrobrás, a brasileira, de não investir mais na Bolívia – nada além do necessário para manter o fornecimento de gás ao Brasil.
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Uma lição prática e tanto, para os bolivianos (que simplesmente ficarão sem investimentos estrangeiros) e para os brasileiros. Pena que não dá para mandar a conta para os holandeses.
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Vem briga boa aí
Lauro Jardim, Radar, Veja online
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara começa a discutir nas próximas semanas um projeto de lei visando a regulamentar os artigos da legislação eleitoral que, desde a Constituição de 1988, nunca foram regulamentados. É por essa razão que a cada eleição o TSE precisa baixar um conjunto de normas que, muitas vezes, mudam de um pleito para o outro. Os deputados querem pôr ordem na casa, mas vão cutucar um vespeiro. Uma das propostas em discussão (sem pé nem cabeça, ressalte-se) tira do tribunal a fiscalização das urnas eletrônicas, que passaria a ser feita exclusivamente pelos partidos.
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Uma lição prática e tanto, para os bolivianos (que simplesmente ficarão sem investimentos estrangeiros) e para os brasileiros. Pena que não dá para mandar a conta para os holandeses.
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Vem briga boa aí
Lauro Jardim, Radar, Veja online
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara começa a discutir nas próximas semanas um projeto de lei visando a regulamentar os artigos da legislação eleitoral que, desde a Constituição de 1988, nunca foram regulamentados. É por essa razão que a cada eleição o TSE precisa baixar um conjunto de normas que, muitas vezes, mudam de um pleito para o outro. Os deputados querem pôr ordem na casa, mas vão cutucar um vespeiro. Uma das propostas em discussão (sem pé nem cabeça, ressalte-se) tira do tribunal a fiscalização das urnas eletrônicas, que passaria a ser feita exclusivamente pelos partidos.
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