Censura prévia
Arlindo Chinaglia quer que o primeiro vice-presidente Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) controle mais o noticiário da rádio e TV Câmara: acha que esses veículos criam uma "agenda negativa" para o legislativo.
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A TV pública na visão de Lula
De Lula, sobre suas idéias para a TV pública num fórum sobre o assunto hoje em Brasília:
Arlindo Chinaglia quer que o primeiro vice-presidente Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) controle mais o noticiário da rádio e TV Câmara: acha que esses veículos criam uma "agenda negativa" para o legislativo.
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A TV pública na visão de Lula
De Lula, sobre suas idéias para a TV pública num fórum sobre o assunto hoje em Brasília:
- A única coisa que gosto (da TV a cabo) é que eu posso ver o futebol europeu. O Brasil não é o país que pratica o melhor futebol do mundo. O Brasil pode produzir o maior número de craques do mundo, que são vendidos para fora, mas aonde se apresentam não é mais no Brasil. (...) A gente poderia passar (futebol europeu) na TV (pública), de graça, afinal de contas esporte também é cultura.
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Associação quer frear ação da PF
Lorenna Rodrigues , Jornal do Brasil
O Judiciário resolveu reagir às operações da Polícia Federal que colocaram magistrados na berlinda. Em público, integrantes do poder assumiram a insatisfação com, pelo menos, a forma do trabalho de combate à corrupção. Ontem, a Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) informou que pedirá ao ministro da Justiça, Tarso Genro, e à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça que regulamentem as diligências - ou batidas - da polícia em tribunais.
Apesar de classificar as operações da PF como "legítimas e necessárias", a entidade declarou discordar da forma "agressiva" como foram executadas.
- Policiais federais acompanhados da imprensa, previamente avisada, cercaram os prédios com viaturas e nos mesmos ingressaram em ação cinematográfica, portando armamento pesado - criticou a Ajufesp, em nota.
A associação quer que, caso a investigação corra em segredo de Justiça, a imprensa não seja avisada. Pede que os policiais sejam proibidos de portar armas e que todas as operações em tribunais sejam acompanhadas pelas corregedorias-gerais. Magistrados deverão ser presos somente na presença do presidente do tribunal, segundo a proposta. Procurada, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça informou que Genro ainda não havia recebido o pedido.
Nas últimas semanas, durante as operações Furacão e Têmis, a PF fez buscas em tribunais do Rio de Janeiro e São Paulo e prendeu três juízes e um procurador da República.
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O Governo e a Camisinha
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Depois da polêmica entre o governo Lula e a Igreja, em torno dos temas camisinha, planejamento familiar e aborto, os gaiatos da Internet produzem mais um a piada bem pesada e chula, porém bem verídica.
Depois da polêmica entre o governo Lula e a Igreja, em torno dos temas camisinha, planejamento familiar e aborto, os gaiatos da Internet produzem mais um a piada bem pesada e chula, porém bem verídica.
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“O governo é igual a Camisinha: A camisinha permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração. Além disso, protege um bando de porras e ainda transmite um sentimento de segurança. Enquanto na verdade, alguém está fodendo alguém”.
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Setor de portos fica à deriva
A Central de Abastecimento de Minas Gerais S/A (Ceasa/Minas) foi a estatal campeã em investimentos. De um total de R$ 2,8 milhões disponíveis, aplicou R$ 669,4 mil, o equivalente a 23,5%. Em segundo lugar aparece a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). Investiu R$ 49,5 milhões de um montante previsto de R$ 221,2 milhões. O valor corresponde a 22,4% do total.
Entre as estatais que menos investiram estão as Companhias Docas do Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Pagaram o preço pela demora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para editar a medida provisória que criou a Secretaria de Portos. Com status de ministério, o órgão só foi oficializado na última semana, depois de meses de negociações com partidos da bancada governista. Antes, as companhias docas estavam subordinadas ao Ministério dos Transportes.
Segundo balanço divulgado pelo Tesouro, as empresas não desembolsaram um centavo sequer de um total de R$ 142 milhões. Outra estatal que não aplicou até agora nada da verba prevista é a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). Subordinada ao Ministério da Saúde, a Hemobrás esteve no epicentro do escândalo batizado de Operação Vampiro, deflgrada pela Polícia Federal em 2003.
Já a Infraero - administradora dos aeroportos ligada ao Ministério da Defesa - registrou em janeiro e fevereiro uma execução próxima à média geral,embora tenha ficado abaixo da meta estabelecida pelo Ministério do Planejamento. A estatal, um dos possíveis alvos da CPI instalada na Câmara para investigar as causas e apontar os responsáveis pela crise no setor aéreo brasileiro, investiu R$ 86 milhões este ano, o equivalente a 8,6% do total disponível. (S.P.)
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INSS: 5 mil imóveis sem usar
Cláudio Humberto
O INSS gasta fortunas em aluguel (só a sede, em Brasília, custa R$ 365 mil mensais), mas tem 5.133 imóveis "não operacionais" ou não utilizados, dos quais 1.073 já deveriam ter sido vendidos, conforme recomendação expressa do Tribunal de Contas da União. Mas o ex-ministro Nelson Machado (Previdência) desativou o Grupo de Trabalho criado por outro ex-ministro, Amir Lando, para cuidar do patrimônio imobiliário do INSS.
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Nonchalance de boteco
Reinaldo Azevedo
Eu entendo. O governo Lula é malcriado com o papa porque, diante de Sua Santidade, o Babalorixá não consegue ser protagonista. Reparem: se vem pra cá algum chefe de Estado, Lula dá um jeito de brilhar com aquela sua nonchalance de boteco. Quando ele visita algum país do chamado Primeiro Mundo, é recebido com a curiosidade que os europeus dispensavam aos índios que eram levados ao Velho Mundo. Sempre rouba a cena. Bento 16, como se vê, não tá nem aí. É quem é. Vocês sabem, não é?, meninos, como somos os católicos: a gente olha os selvagens e logo pensa em batizá-los, em lhes botar a horrível canga do cristianismo e da culpa no pescoço, tentando mudar seus velhos e saudáveis hábitos canibais. Nós, os cristãos, achamos que o canibalismo não foi feito para excitar antropólogos. Não há muito espaço para o exotismo. E Lula fica bravo. Não “çi ajoêlia” e fica nervoso. Aí pede para aquela embaixadora esquisita dizer coisas esquisitas. E ainda pauta a imprensa afirmando que o papa pediu algumas “vantagens” ao governo brasileiro. Vantagens que o nosso “Bom Selvagem”, naturalmente, negou. Pô, quem o papa pensa que é? Uma sorte não haver espaço para o improviso. Ou o Silvícola poderia dizer ao papa que as relações entre o Brasil e a Igreja precisam encontrar o seu “ponto G”.
“O governo é igual a Camisinha: A camisinha permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração. Além disso, protege um bando de porras e ainda transmite um sentimento de segurança. Enquanto na verdade, alguém está fodendo alguém”.
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Setor de portos fica à deriva
A Central de Abastecimento de Minas Gerais S/A (Ceasa/Minas) foi a estatal campeã em investimentos. De um total de R$ 2,8 milhões disponíveis, aplicou R$ 669,4 mil, o equivalente a 23,5%. Em segundo lugar aparece a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). Investiu R$ 49,5 milhões de um montante previsto de R$ 221,2 milhões. O valor corresponde a 22,4% do total.
Entre as estatais que menos investiram estão as Companhias Docas do Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Pagaram o preço pela demora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para editar a medida provisória que criou a Secretaria de Portos. Com status de ministério, o órgão só foi oficializado na última semana, depois de meses de negociações com partidos da bancada governista. Antes, as companhias docas estavam subordinadas ao Ministério dos Transportes.
Segundo balanço divulgado pelo Tesouro, as empresas não desembolsaram um centavo sequer de um total de R$ 142 milhões. Outra estatal que não aplicou até agora nada da verba prevista é a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). Subordinada ao Ministério da Saúde, a Hemobrás esteve no epicentro do escândalo batizado de Operação Vampiro, deflgrada pela Polícia Federal em 2003.
Já a Infraero - administradora dos aeroportos ligada ao Ministério da Defesa - registrou em janeiro e fevereiro uma execução próxima à média geral,embora tenha ficado abaixo da meta estabelecida pelo Ministério do Planejamento. A estatal, um dos possíveis alvos da CPI instalada na Câmara para investigar as causas e apontar os responsáveis pela crise no setor aéreo brasileiro, investiu R$ 86 milhões este ano, o equivalente a 8,6% do total disponível. (S.P.)
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INSS: 5 mil imóveis sem usar
Cláudio Humberto
O INSS gasta fortunas em aluguel (só a sede, em Brasília, custa R$ 365 mil mensais), mas tem 5.133 imóveis "não operacionais" ou não utilizados, dos quais 1.073 já deveriam ter sido vendidos, conforme recomendação expressa do Tribunal de Contas da União. Mas o ex-ministro Nelson Machado (Previdência) desativou o Grupo de Trabalho criado por outro ex-ministro, Amir Lando, para cuidar do patrimônio imobiliário do INSS.
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Nonchalance de boteco
Reinaldo Azevedo
Eu entendo. O governo Lula é malcriado com o papa porque, diante de Sua Santidade, o Babalorixá não consegue ser protagonista. Reparem: se vem pra cá algum chefe de Estado, Lula dá um jeito de brilhar com aquela sua nonchalance de boteco. Quando ele visita algum país do chamado Primeiro Mundo, é recebido com a curiosidade que os europeus dispensavam aos índios que eram levados ao Velho Mundo. Sempre rouba a cena. Bento 16, como se vê, não tá nem aí. É quem é. Vocês sabem, não é?, meninos, como somos os católicos: a gente olha os selvagens e logo pensa em batizá-los, em lhes botar a horrível canga do cristianismo e da culpa no pescoço, tentando mudar seus velhos e saudáveis hábitos canibais. Nós, os cristãos, achamos que o canibalismo não foi feito para excitar antropólogos. Não há muito espaço para o exotismo. E Lula fica bravo. Não “çi ajoêlia” e fica nervoso. Aí pede para aquela embaixadora esquisita dizer coisas esquisitas. E ainda pauta a imprensa afirmando que o papa pediu algumas “vantagens” ao governo brasileiro. Vantagens que o nosso “Bom Selvagem”, naturalmente, negou. Pô, quem o papa pensa que é? Uma sorte não haver espaço para o improviso. Ou o Silvícola poderia dizer ao papa que as relações entre o Brasil e a Igreja precisam encontrar o seu “ponto G”.