Adelson Elias Vasconcellos
A baixaria do dia ficou por conta de ninguém do que o “Ministro da Justiça”. Bem, para quem freqüenta este espaço, sabem bem da minha opinião sobre o senhor Tarso Genro. Enrolador, embromador, parcial quando julga “crimes” dos companheiros, que para ele são pequenos desvios ou descuidos, mas para adversários o critério muda: são um bando de criminosos.
Mas apenas por isso discordo do senhor Genro: é porque entendo que, uma vez no cargo em que ele se encontra, toda a ‘ideologia político-partidária” deve ficar do lado de fora do Ministério. Ali, a prioridade, é a defesa irrestrita do pleno estado de direito democrático, coisa da qual Genro padece.
Hoje, porém, Tarso Genro se excedeu, caindo na vala comum dos despudorados e desequilibrados. Não conseguiu defender uma posição equânime em relação a uma questão que se encontra ainda sob judice, no âmbito do STF. Demonstrando um rancor inaceitável para com um povo simples e trabalhador, qualificou todos como um bando de invasores e destrambelhados. Melhor faria se olhasse a si mesmo no primeiro espelho que encontrasse...
Em audiência pública na Câmara para a qual foi convidado a dar explicações sobre a demarcação conflituosa da reserva indígena Raposa do Sol,no estado de Roraima, o Tarso foi venal, grosseiro, parcialíssimo no seu testemunho e, claro, mentiroso. O mínimo que Genro deveria ter feito, antes de ir à audiência seria melhor informar-se, o que não fez. Segundo, deveria apresentar argumentos concretos que justificasse a mudança no critério de demarcação da reserva que, em 1998, após longo debate com todos os envolvidos, ficou determinado que seria em ilhas, para não afetar moradores antigos, muitos nascidos na região, e que tampouco prejudicaria grande parte da população. Contudo, em 2005, baseado não se sabe em quais critérios, o governo Lula mudou a demarcação em ilhas para em terras contínuas. Vai daí que, antigos moradores proprietários legais de suas casas e terras, muitos dos quais produtores legalmente estabelecidos, da noite para o dia, se tornaram “invasores”. Ou seja, ninguém levou em conta direitos adquiridos. Decisão insensata e burra que deflagrou no atual conflito.
O governo num desespero incompreensível para desocupar a “reserva”, enviou enorme aparato policial e de segurança para a região. Porém, a desocupação foi suspensa por liminar concedido pelo Supremo Tribunal. E, antes de seu julgamento, um bando de índios, sem que tivessem sido contidos pelas centenas de policiais federais lá estacionados justamente para garantir a segurança de todos, e não apenas dos índios, resolveu simplesmente ignorar a lei e tomar na marra aquilo sobre o qual a justiça não havia ainda se pronunciado. Se o senhor Quartiero errou em detonar explosivos contra os índios deve responder por isso, porém, o que não se pode é tentar emplacar-lhe a pecha de terrorista com fez o senhor Genro. O que não pode é inverter a vítima inicial, que foi o fazendeiro, em algoz guerrilheiro. O que também não poderia, mas fez, seria o ministro da Justiça colocar a todos num mesmo caldeirão. O que não poderia seria deixar-se levar pelo destempero por não ver contempladas suas teses e partir para a agressividade verbal numa audiência que deveria ser marcada pelo debate cívico para a busca de entendimento.
Toda esta questão da Raposa do Sol conforme estamos aqui enfatizando desde o início, está viciada desde o nascedouro. O governo federal simplesmente perdeu completamente o senso de realidade e mantém uma posição de não negociação sob nenhuma hipótese. Não aceita a crítica nem sequer o debate, nem tampouco uma solução alternativa para evitar que se pisoteie em direitos dos moradores nascidos e criados no lugar, muitos para lá levados há muitas décadas. Além disto tudo, o governo que o senhor Tarso Genro representa não se deu conta de que o que se quer discutir é porque razão se pretende destinar apenas pouco mais de 9 % de área útil do estado para a população não índia. A forma como age o governo está simplesmente dando combustível altamente inflamável para a criação de 216 novos países que se apartarão do território brasileiro, em razão do Acordo firmado na ONU, também em 2005 que, se homologado pelo Senado Federal, não há Lula, Genro, nem Forças Armadas nem Polícia Federal que os possa retomar. É disto que se trata, também.
Se formos elencar 10 razões, sejam prós e contras a demarcação em terras contínuas, seguramente as 10 apontaram prejuízos para o país e para o povo brasileiro. De nada vale o senhor Genro querer enfiar goela abaixo da opinião pública que a reserva permanecerá território brasileiro, sabedora ela que o próprio governo firmou um tratado Internacional que concede a qualquer nação indígena o direito de pleitear independência dos países aos quais hoje estão submetidos.
A baixaria do dia ficou por conta de ninguém do que o “Ministro da Justiça”. Bem, para quem freqüenta este espaço, sabem bem da minha opinião sobre o senhor Tarso Genro. Enrolador, embromador, parcial quando julga “crimes” dos companheiros, que para ele são pequenos desvios ou descuidos, mas para adversários o critério muda: são um bando de criminosos.
Mas apenas por isso discordo do senhor Genro: é porque entendo que, uma vez no cargo em que ele se encontra, toda a ‘ideologia político-partidária” deve ficar do lado de fora do Ministério. Ali, a prioridade, é a defesa irrestrita do pleno estado de direito democrático, coisa da qual Genro padece.
Hoje, porém, Tarso Genro se excedeu, caindo na vala comum dos despudorados e desequilibrados. Não conseguiu defender uma posição equânime em relação a uma questão que se encontra ainda sob judice, no âmbito do STF. Demonstrando um rancor inaceitável para com um povo simples e trabalhador, qualificou todos como um bando de invasores e destrambelhados. Melhor faria se olhasse a si mesmo no primeiro espelho que encontrasse...
Em audiência pública na Câmara para a qual foi convidado a dar explicações sobre a demarcação conflituosa da reserva indígena Raposa do Sol,no estado de Roraima, o Tarso foi venal, grosseiro, parcialíssimo no seu testemunho e, claro, mentiroso. O mínimo que Genro deveria ter feito, antes de ir à audiência seria melhor informar-se, o que não fez. Segundo, deveria apresentar argumentos concretos que justificasse a mudança no critério de demarcação da reserva que, em 1998, após longo debate com todos os envolvidos, ficou determinado que seria em ilhas, para não afetar moradores antigos, muitos nascidos na região, e que tampouco prejudicaria grande parte da população. Contudo, em 2005, baseado não se sabe em quais critérios, o governo Lula mudou a demarcação em ilhas para em terras contínuas. Vai daí que, antigos moradores proprietários legais de suas casas e terras, muitos dos quais produtores legalmente estabelecidos, da noite para o dia, se tornaram “invasores”. Ou seja, ninguém levou em conta direitos adquiridos. Decisão insensata e burra que deflagrou no atual conflito.
O governo num desespero incompreensível para desocupar a “reserva”, enviou enorme aparato policial e de segurança para a região. Porém, a desocupação foi suspensa por liminar concedido pelo Supremo Tribunal. E, antes de seu julgamento, um bando de índios, sem que tivessem sido contidos pelas centenas de policiais federais lá estacionados justamente para garantir a segurança de todos, e não apenas dos índios, resolveu simplesmente ignorar a lei e tomar na marra aquilo sobre o qual a justiça não havia ainda se pronunciado. Se o senhor Quartiero errou em detonar explosivos contra os índios deve responder por isso, porém, o que não se pode é tentar emplacar-lhe a pecha de terrorista com fez o senhor Genro. O que não pode é inverter a vítima inicial, que foi o fazendeiro, em algoz guerrilheiro. O que também não poderia, mas fez, seria o ministro da Justiça colocar a todos num mesmo caldeirão. O que não poderia seria deixar-se levar pelo destempero por não ver contempladas suas teses e partir para a agressividade verbal numa audiência que deveria ser marcada pelo debate cívico para a busca de entendimento.
Toda esta questão da Raposa do Sol conforme estamos aqui enfatizando desde o início, está viciada desde o nascedouro. O governo federal simplesmente perdeu completamente o senso de realidade e mantém uma posição de não negociação sob nenhuma hipótese. Não aceita a crítica nem sequer o debate, nem tampouco uma solução alternativa para evitar que se pisoteie em direitos dos moradores nascidos e criados no lugar, muitos para lá levados há muitas décadas. Além disto tudo, o governo que o senhor Tarso Genro representa não se deu conta de que o que se quer discutir é porque razão se pretende destinar apenas pouco mais de 9 % de área útil do estado para a população não índia. A forma como age o governo está simplesmente dando combustível altamente inflamável para a criação de 216 novos países que se apartarão do território brasileiro, em razão do Acordo firmado na ONU, também em 2005 que, se homologado pelo Senado Federal, não há Lula, Genro, nem Forças Armadas nem Polícia Federal que os possa retomar. É disto que se trata, também.
Se formos elencar 10 razões, sejam prós e contras a demarcação em terras contínuas, seguramente as 10 apontaram prejuízos para o país e para o povo brasileiro. De nada vale o senhor Genro querer enfiar goela abaixo da opinião pública que a reserva permanecerá território brasileiro, sabedora ela que o próprio governo firmou um tratado Internacional que concede a qualquer nação indígena o direito de pleitear independência dos países aos quais hoje estão submetidos.
Em dado momento, Genro disse que a maioria dos não-índios "está lá de boa fé", mas que na região há também "grileiros, traficantes e grupos violentos que estão lá para cometer ilegalidades". A pergunta que faço: onde não é possível encontrar este tipo de criminoso ao longo do teritório nacional, senhor ministro? Até nos morros cariocas ou nas periferias dos grandes centros urbanos existe este tipo de bandido, e nem por isso se pensa em se criar “reservas” ou “guetos”. Ao governo, e principalmente ao Ministério da Justiça, cabe e é dever inalienável garantir a segurança de qualquer cidadão brasileiro, seja ele índio ou não, bem como não se pode alimentar ações que se coloquem acima dos direitos assegurados em lei. O povo que lá está tem o direito de lá permanecer porque esta foi uma conquista legítima da qual o governo Lula tenta ignorar para a proteção de interesses escusos ao interesse do país.
Disse o ministro que considera"fetiche" a idéia de que a demarcação contínua da reserva em área de fronteira tira a soberania nacional. Genro garantiu que as Forças Armadas têm total autonomia para agir nas terras indígenas e reiterou que o Ministério da Defesa apresentará em breve um plano de ocupação das fronteiras da Amazônia, com instalação de novos postos de vigilância e segurança. Além de ser uma afirmação absurda e cretina, fetiche é um ministro da justiça achar que suas mentiras possam ser endossadas, quando a realidade o desmente de forma categórica em cada vírgula de suas afirmações mentirosas.
Aquele pedaço permanecerá brasileiro enquanto as nações indígenas não foram “contempladas” com a legalização final do Tratado de 2005. Estando este sacramentado, e querendo independência, não há tribunal no mundo que lhes negue a independência. A ignorância de Genro de fato, chega ser irritante, dada sua cegueira e imbecilidade.
Dada a insistência na teimosia de deflagrar um conflito totalmente desnecessário, dada até a impetuosidade em defender posições contrárias ao interesse da nação, dada a insistência em manter a demarcação nos moldes em que se fez, fundamentada em documentos falsos, dado a posição inarredável de deixar ao povo daquele estado menos de 10% de sua extensão territorial para viverem, trabalharem e produzirem, dada a incitação irresponsável para que um dos lados prossiga impune em ações de terror e em desafio frontal ao Poder Judiciário, o senhor Tarso Genro mais se parece a um lobista de ONGs estrangeiras cheias de cobiça em relação às nossas riqueza, do que um equilibrado e sóbrio ministro da Justiça. De tão intensa é sua ação em olhar apenas para um dos lados, que se pode até suspeitar de suas reais intenções...