Adelson Elias Vasconcellos
Lula, pelas companhia latinas de botequim com quem gosta de conviver, parece entender ou achar que todos os governantes do mundo se nivelam por um nível moral parecido ao seu, rasteiro, vulgar e ordinário. Acabou produzindo algo mais deprimente (ou no mesmo baixo nível), do que aquele cometido no meio semana, no re-re-lançamento do programa contra a AIDS.
Sendo assim, diante de Bush e comitiva, numa cerimônia transmitida por tevê para os Estados Unidos, o tupiniquim não se conteve em seu deslumbramento, e proferiu um discurso acompanhado de atitudes que, no conjunto, alguém lá fora, de juízo e caráter reto, o tomarão a conta de um embriagado. No Estadão deste sábado, temos um pedaço do vexame de Lula, indecoroso, inconveniente, imoral, deselegante, a tudo isto ainda se poderia adicionar as pitadas inseparáveis de ignorância, falta de decoro e de respeito para com o visitante e sua comitiva, num estilo bufão meio canastrão, de baixo nível, na reles ordinária atitude tragicômica de um indivíduo de muito má formação, em todos os sentidos possíveis que esta má formação puder abrigar.
Leiam um trecho da reportagem do Estadão: “Sexo, jogos, divertimento - ou melhor, ponto G, truques de baralho e noites de Oscar. Não, não era um encontro de amigos em hotel de turismo. Era o presidente Lula brincando, misturando política externa e conversa de botequim, no encontro entre ele, seu convidado George W. Bush e a imprensa, ontem à tarde, no Hilton.Qual Mike Tyson, ele jogou pesado já ao entrar no palco: “Puxa, tem mais jornalista aqui do que em premiação de Oscar”. Passado o tempo de risos da platéia, completou: “É claro que quem está dando os prêmios não é tão bonito...” Não demorou para que voltasse a fazer menção ao sexo. Dois dias depois de ensinar ao País que “sexo é uma coisa da qual quase todo mundo gosta”, Lula insistiu com seu parceiro americano quanto à urgência de chegarem logo “ao ponto G” do entendimento sobre a Rodada Doha. Para dizer que a conversa tem progredido, recorreu, sem inibição, à imagem do orgasmo feminino: “Estamos andando com muita solidez para encontrar o chamado ponto G e para fazermos alguma coisa”. Bush, atento ao fone de ouvido, riu ao ouvi-lo. O público americano, não. Esse trecho da conversa foi omitido na TV daquele país pelo tradutor que apresentava o diálogo ao vivo.
Claro que houve e haverá público para aplaudir e achar graça de figuras grotescas de tão má conduta. Bush, por educado que é, até riu. Mas sua comitiva não.
Palhaços fazem rir a qualquer tipo de público. Faz parte de sua atuação. Muitas vezes, são pagos e sua atuação é profissional. Porém, saídos do picadeiro, retomam às suas personalidades naturais, e no mais das vezes, são pessoas até muito sérias, em nada a lembrar suas atuações no palco. Porém, quando alguém que enverga a faixa presidencial de uma nação, a atuação de picadeiro tem que ficar restrita ao seu círculo mais íntimo, quase familiar. Desempenhar este papel ridículo de natureza circense diante do mundo, é jogar no constrangimento toda uma nação.Ter senso humor não precisa necessariamente fazer-nos transmissores de baixarias. E de tudo o que já se disse, fica a impressão de que de fato Lula ainda é pequeno demais para o cargo que ostenta. Seu comportamento de hoje perante o presidente americano é sintomático de um certo deslumbramento por estar diante do homem mais poderoso do mundo, ou pelo menos diante do presidente da nação mais poderosa do mundo. Este deslumbramento infantil poderia ficar apenas no sentimento interior de Lula. Mas não: fez questão de demonstrar sua pequenez de homem deseducado, de representante legítimo de um país de quinta categoria. Não precisaria Bush ter dito absolutamente nada. Apenas o comportamento despropositado de Lula seria suficiente para perceber-se sua inferioridade levada ao extremo na falta de cultura, na ausência de educação e de decoro, como que a dizer ao mundo todo que os brasileiros são um povo primitivo e ignorante. Esta foi a imagem transmitida. Para Lula talvez o momento tenha sido de êxtase puro, talvez ele tenha atingido seu ponto “G” num gozo imortal. Para nós brasileiros, contudo, ficou o papel de envergonhados por sermos representados por uma figurinha tão patética, ridícula e indecente. Merecíamos mais, com certeza. O fato de sermos um povo pobre, não é aval para sermos um povo primitivo e imoral. Educação, afinal, se permite ter até um analfabeto, quanto mais um presidente da república que, ao invés de se portar à altura do momento e do cargo, prefere partir para a leviandade, para o repulsivo, com gracinhas que fazem qualquer palhaço chorar. Chorar de vergonha.
Talvez para o palhaço do Planalto, o tal ponto “G” aplicado num picadeiro faça rir. Mas para um presidente da república, numa cerimônia formal, diante de visitantes, com transmissão internacional pela tevê, a palhaçada teve o dom de mostrar que o nosso palhaço não sabe fazer graça alguma. Pareceu vulgar, imaturo e desrespeitoso. Claro que a mídia local (apenas uma parte dela), a vendida e subserviente, que acha que educação é frescura, a verborragia fecal do presidente foi divertida. Afinal, como tem gosto para tudo, tem gente que come merda e ainda se lambuza. Porque não haveria de os puxa-sacos de plantão para aplaudirem discursos ordinários!
Então ficamos assim: cada um escolhe o palhaço que quiser. De minha parte, prefiro aquele que apenas me faça rir. Os que me fazem chorar de vergonha, é melhor ignorá-los, antes que a gente desaprenda o real significado da palavra “educação”. Como disse, posso ser pobre, mas me dou o direito de ao menos ser educado e não ordinário e vulgar. É uma escolha, sei. Pode até parecer pedante, mas ainda assim uma escolha. Pelo menos é uma forma de evitar o ridículo e o baixo nível moral. E, para isso, não precisa usar camisinha. Precisa ter caráter. Ou não.
Lula, pelas companhia latinas de botequim com quem gosta de conviver, parece entender ou achar que todos os governantes do mundo se nivelam por um nível moral parecido ao seu, rasteiro, vulgar e ordinário. Acabou produzindo algo mais deprimente (ou no mesmo baixo nível), do que aquele cometido no meio semana, no re-re-lançamento do programa contra a AIDS.
Sendo assim, diante de Bush e comitiva, numa cerimônia transmitida por tevê para os Estados Unidos, o tupiniquim não se conteve em seu deslumbramento, e proferiu um discurso acompanhado de atitudes que, no conjunto, alguém lá fora, de juízo e caráter reto, o tomarão a conta de um embriagado. No Estadão deste sábado, temos um pedaço do vexame de Lula, indecoroso, inconveniente, imoral, deselegante, a tudo isto ainda se poderia adicionar as pitadas inseparáveis de ignorância, falta de decoro e de respeito para com o visitante e sua comitiva, num estilo bufão meio canastrão, de baixo nível, na reles ordinária atitude tragicômica de um indivíduo de muito má formação, em todos os sentidos possíveis que esta má formação puder abrigar.
Leiam um trecho da reportagem do Estadão: “Sexo, jogos, divertimento - ou melhor, ponto G, truques de baralho e noites de Oscar. Não, não era um encontro de amigos em hotel de turismo. Era o presidente Lula brincando, misturando política externa e conversa de botequim, no encontro entre ele, seu convidado George W. Bush e a imprensa, ontem à tarde, no Hilton.Qual Mike Tyson, ele jogou pesado já ao entrar no palco: “Puxa, tem mais jornalista aqui do que em premiação de Oscar”. Passado o tempo de risos da platéia, completou: “É claro que quem está dando os prêmios não é tão bonito...” Não demorou para que voltasse a fazer menção ao sexo. Dois dias depois de ensinar ao País que “sexo é uma coisa da qual quase todo mundo gosta”, Lula insistiu com seu parceiro americano quanto à urgência de chegarem logo “ao ponto G” do entendimento sobre a Rodada Doha. Para dizer que a conversa tem progredido, recorreu, sem inibição, à imagem do orgasmo feminino: “Estamos andando com muita solidez para encontrar o chamado ponto G e para fazermos alguma coisa”. Bush, atento ao fone de ouvido, riu ao ouvi-lo. O público americano, não. Esse trecho da conversa foi omitido na TV daquele país pelo tradutor que apresentava o diálogo ao vivo.
Claro que houve e haverá público para aplaudir e achar graça de figuras grotescas de tão má conduta. Bush, por educado que é, até riu. Mas sua comitiva não.
Palhaços fazem rir a qualquer tipo de público. Faz parte de sua atuação. Muitas vezes, são pagos e sua atuação é profissional. Porém, saídos do picadeiro, retomam às suas personalidades naturais, e no mais das vezes, são pessoas até muito sérias, em nada a lembrar suas atuações no palco. Porém, quando alguém que enverga a faixa presidencial de uma nação, a atuação de picadeiro tem que ficar restrita ao seu círculo mais íntimo, quase familiar. Desempenhar este papel ridículo de natureza circense diante do mundo, é jogar no constrangimento toda uma nação.Ter senso humor não precisa necessariamente fazer-nos transmissores de baixarias. E de tudo o que já se disse, fica a impressão de que de fato Lula ainda é pequeno demais para o cargo que ostenta. Seu comportamento de hoje perante o presidente americano é sintomático de um certo deslumbramento por estar diante do homem mais poderoso do mundo, ou pelo menos diante do presidente da nação mais poderosa do mundo. Este deslumbramento infantil poderia ficar apenas no sentimento interior de Lula. Mas não: fez questão de demonstrar sua pequenez de homem deseducado, de representante legítimo de um país de quinta categoria. Não precisaria Bush ter dito absolutamente nada. Apenas o comportamento despropositado de Lula seria suficiente para perceber-se sua inferioridade levada ao extremo na falta de cultura, na ausência de educação e de decoro, como que a dizer ao mundo todo que os brasileiros são um povo primitivo e ignorante. Esta foi a imagem transmitida. Para Lula talvez o momento tenha sido de êxtase puro, talvez ele tenha atingido seu ponto “G” num gozo imortal. Para nós brasileiros, contudo, ficou o papel de envergonhados por sermos representados por uma figurinha tão patética, ridícula e indecente. Merecíamos mais, com certeza. O fato de sermos um povo pobre, não é aval para sermos um povo primitivo e imoral. Educação, afinal, se permite ter até um analfabeto, quanto mais um presidente da república que, ao invés de se portar à altura do momento e do cargo, prefere partir para a leviandade, para o repulsivo, com gracinhas que fazem qualquer palhaço chorar. Chorar de vergonha.
Talvez para o palhaço do Planalto, o tal ponto “G” aplicado num picadeiro faça rir. Mas para um presidente da república, numa cerimônia formal, diante de visitantes, com transmissão internacional pela tevê, a palhaçada teve o dom de mostrar que o nosso palhaço não sabe fazer graça alguma. Pareceu vulgar, imaturo e desrespeitoso. Claro que a mídia local (apenas uma parte dela), a vendida e subserviente, que acha que educação é frescura, a verborragia fecal do presidente foi divertida. Afinal, como tem gosto para tudo, tem gente que come merda e ainda se lambuza. Porque não haveria de os puxa-sacos de plantão para aplaudirem discursos ordinários!
Então ficamos assim: cada um escolhe o palhaço que quiser. De minha parte, prefiro aquele que apenas me faça rir. Os que me fazem chorar de vergonha, é melhor ignorá-los, antes que a gente desaprenda o real significado da palavra “educação”. Como disse, posso ser pobre, mas me dou o direito de ao menos ser educado e não ordinário e vulgar. É uma escolha, sei. Pode até parecer pedante, mas ainda assim uma escolha. Pelo menos é uma forma de evitar o ridículo e o baixo nível moral. E, para isso, não precisa usar camisinha. Precisa ter caráter. Ou não.