terça-feira, outubro 06, 2009

A grande mentira do ENEM

Adelson Elias Vasconcellos



Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica. Podem participar do exame alunos que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos anteriores.

O Enem é utilizado como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, cerca de 500 universidades já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou substituindo o vestibular.
Quando de sua criação, os petistas em peso o condenaram. Um dos ilustres representantes da categoria, que à época liderava o movimento estudantil, Lindenberg Farias, foi para as ruas pedindo que os estudantes se negassem a prestar o exame, que outra coisa não era senão um exame de avaliação da qualidade do ensino brasileiro.

Agora, já no poder, os petistas querem transformar o exame que eles, na oposição tanto combateram em “política de Estado".

A bem da verdade, o ENEM, que se tentar impor como “substituto do vestibular” como instrumento de ingresso no ensino superior, não deixa de ser o próprio vestibular mascarado.

Contudo, a forma como se está procedendo contraria a lógica de um instrumento de avaliação. Primeiro, por não ser obrigatório. Segundo, porque o critério está sendo o de avaliar os alunos e não o ensino e sua qualidade propriamente.

Para que cumprisse sua finalidade o ENEM deveria, portanto, ser obrigatório, para que, no universo total dos alunos matriculados no ensino médio, se pudesse avaliar a qualidade final de sua formação. Depois, deveria ter provas individualizadas por matéria, e não tudo amontoado em duas provas apenas. E, por ser obrigatório, sua inscrição deveria simplesmente ser dispensada e sem custos para os alunos. Da forma como está sendo conduzido pelo MEC, está rapidamente transformando-se num provão igual ao que o vestibular sempre foi,porém, feito ao atropelo, sem critério avaliativo nenhum. E, a tal ponto isto é verdadeiro que, os próprios cursinhos pré-vestibulares estão criando cursinhos pré-enem.

E, a mais sintomática prova de que este tipo de exame perdeu seu foco principal, é a confusão implementada pela pressa, pela falta de organização, pela falta de finalidade e até pela clamorosa falha que agora atinge mais de 4,0 milhões de estudantes, além de centenas de ensino de todos os níveis, sejam públicas ou privadas.

Portanto, por mais que o MEC e seu ministro e assessores tentem “enganar” a torcida, faltou seriedade na condução do evento. Faltou tratar a prova com a competência que ela merecia. Porque, no fundo, se o ENEM é avaliativo da qualidade do ensino, quanto maior o universo de alunos “examinados” melhor a perspectiva de se avaliar adequadamente a qualidade do ensino que a eles está sendo ministrado. Estamos invertendo a ótica da função primordial do ENEM: ele deveria era avaliar o sistema de ensino como um todo, e não apenas os alunos e, ainda assim, de forma “opcional”.

É lamentável que a boa idéia que este instrumento de avaliação esteja sendo transformado numa vigarice sem critérios algum. E o que é pior: esteja sendo usado como instrumento político e não como instrumento de formação de cidadania. Este nunca será o melhor caminho para a correção do rumo do sistema educacional brasileiro.

O Governo Lula incentiva e alimenta a violência do MST.

Adelson Elias Vasconcellos


Antes de mais nada, vamos dar olhada nos números oficiais que servem para desmascarar a farsa pautada por gente vigarista que adora satanizar os produtores rurais brasileiros, esquecendo-se do papel relevante que esta importante atividade desempenha em favor do país.

Primeiro, é preciso ver a importância que o alimento barato que o brasileiro põe à mesa desempenha para a estabilidade econômica. Não fossem os ganhos de produtividade obtidos graças ao trabalho e a competência dos nossos agropecuaristas, e jamais teríamos dominado a inflação galopante que arrasou a economia brasileira até 1994. Mais: hoje produzimos muito mais alimentos, e a custo baixo, em menos área plantada se compararmos com os números de 1996. Não houvesse essa fobia miserável de se reduzir o território nacional a um terço de sua área total disponíveis para cidades, pessoas e atividade econômica, e poderíamos, tranquilamente, atingir níveis de desenvolvimento muito maiores do que os que temos obtido e alcançado. Basta viajar pelo interior do país e observar o grande benefício que a atividade agropecuária oferece aos brasileiros.

Mas não basta apenas isto: vejam os números da nossa balança comercial,por exemplo.

Total das exportações brasileiras em 2008 - US$ 197,9 bilhões

Parcela do agronegócio - US$ 71,8 bilhões - 36,3%

Total das importações brasileiras em 2008 - US$ 173,2 bilhões

Parcela do agronegócio - US$ 11,8 bilhões - 6,8%

Superávit da Balança Comercial em 2008 - US$ 24,7 bilhões

Superávit do Agronegócio - US$ 59,9 bilhões

De 2002 a 2008, o setor fez US$ 270 bilhões de saldo comercial, convertido em reservas, que impediram que o Brasil fosse para o buraco. É bom lembrar que as tais “volumosas” reservas estão em torno de 230 bilhões.

Pois bem, é esta importante atividade uma das mais defenestradas pelo atual governo. E o exemplo claro deste mau trato está na forma como o MST age sob as bênçãos cúmplices do Estado. Não apenas o Poder Executivo, mas também Legislativo e Judiciário. No Legislativo, não há como instalar-se uma CPI franca e honesta para investigar a ação criminosa destes bandoleiros. Não há instituição, pública ou privada, que não seja alvo do comportamento criminoso desta turma. O Executivo insiste em “doar” dinheiro público para o movimento que, em última análise, acaba por financiar a atividade ilegal de um movimento que, há muito tempo, deixou de ser social para converter-se numa quadrilha de guerrilha urbana e rural. Por muito menos, tem gente mofando-se nos presídios. E, de parte do Judiciário, muito embora as ações de reintegração de posse de propriedade invadidas e depedradas acabem por vingar na grande maioria das invasões, falta mandar prá cadeia estes assaltantes do patrimônio alheio além de cobrar-lhes,pesadamente, os danos pelos prejuízos causados, que não são poucos.

Vocês lembram da tal “via Campesina”? Pois é, dentre outras “ações”, esta gente é a que destruiu um laboratório de pesquisas da Aracruz, jogando no lixo cerca de 20 anos de trabalho competente. Agora, a imprensa hondurenha noticia que a Via Campesina recebeu da ONG alemã Diakonie US$ 317.491 desde a destituição de Manuel Zelaya. O dinheiro foi parar na conta do chefe da organização no país, Rafael Alegría. Conforme solicitação do próprio Alegría, o dinheiro tem por objetivo financiar “mobilizações e jornadas de formação da população camponesa para o restabelecimento da democracia hondurenha”.

A ações que estão são sendo financiadas é para promoção de marchas de “setembro a janeiro”. Janeiro é o mês da posse do presidente que sair das urnas. Imaginem qual o sentido final da brincadeira...

A Via Campesina é uma espécie de Internacional do movimento camponês. Está presente no mundo inteiro. Em cada país, é formada por entidades locais, que mantêm a sua identidade. Quem manda na Via Campesina no Brasil é o MST, um de seus membros. Digamos que, em cada país, o movimento é uma federação de entidades. No mundo, é uma confederação. No primeiro semestre deste ano, outra ONG alemã, a Brot Für Die Welt, já havia transferido US$ 272.915 para a Via Campesina.

Claro que estas “transferências internacionais“ antes de promoverem ações sociais, no fundo elas bancam ação criminosa conforme temos visto no Brasil há muito tempo e isto se, o que não constituiria nenhuma surpresa, por detrás de uma ação beneficente, não estiver mascarada a lavagem de dinheiro proveniente de crime organizado.

Mas estes vigaristas não mais se contém em invadir, destruir e provocar violência e baderna. Alimentados pelos Poder Público que não lhes pune o vandalismo e ainda lhes abastece os cofres com dinheiro tirado da sociedade, a quem atacam de forma sórdida, agora se sentem encorajados até em desafiar a autoridade judiciária negando-se em cumprir a lei e obedecer seus agentes. Este é o caso recente da fazenda Santo Henrique, em São Paulo, conforme informa a Agência Brasil (mais abaixo, em itálico).

Portanto, está passando da hora da sociedade brasileira reagir e exigir dos governantes o cumprimento da lei. De nada vale discursos cretinos da classe política, se o Executivo Federal continuar incentivando o cometimento de infrações legais que só servem para tornar o quadro de violência no país ainda pior.

Vejam a notícia a seguir, da Agência Brasil:

Justiça manda sem-terra desocupar lavoura de laranja em SP, mas MST diz que fica

Fazenda foi tomada por cerca de 350 famílias no último dia 27

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Márcio Santos, informou nesta terça, dia 6, que será mantida a invasão da fazenda Santo Henrique, situada no município de Borebi, a 300 quilômetros da cidade de São Paulo.


Segundo ele, mesmo depois do movimento receber um aviso de liminar da Justiça para a desocupação, a intenção é de permanecer no local. A fazenda foi tomada por cerca de 350 famílias no último dia 27.


Ele disse que o movimento decidiu pela destruição de lavouras de laranja, de um espaço de dois hectares, para pressionar as autoridades a agilizar o processo de assentamentos no interior paulista. As lavouras destruídas pertenciam à empresa Cutrale, a maior produtora mundial de sucos de laranja.


— No lugar das laranjas, nós íamos plantar arroz, feijão e milho — disse.


Santos argumentou que o MST escolheu a fazenda pelo fato da região possuir glebas cujo o direito é reivindicado na Justiça para devolução à União.


De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda Santo Henrique está incluída no Núcleo Colonial Monção, uma área de 40 mil hectares espalhadas entre os municípios de Agudos, Águas de Santa Bárbara, Borebi, Iaras e Lençóis Paulista.


Uma parte dessas terras foi comprada pela União e outra recebida pelo governo federal como pagamento de dívidas das companhias de Colonização São Paulo e Paraná. Conforme o Incra, há um processo em tramitação na Justiça, desde 1997, visando à desapropriação da fazenda para fins de reforma agrária.


Por meio de nota, a Cutrale informou que obteve na Justiça liminar de reintegração de posse. Segundo o comunicado, os sem-terra têm prazo de 24 horas para deixar o local sob pena de multa diária no valor de R$ 500, por invasor. A empresa alega que, no local, existem 300 empregados entre trabalhadores rurais e colhedores e que eles teriam sido ameaçados pelo MST.

E os criminosos do MST continuam agindo livres...

No Jornal Nacional desta segunda feira, 06.10.09, ficou muito claro a que se prestas os tais seguidores do MST: a prática mais corriqueira de crimes, assaltos, destruição e depredação do patrimônio alheio, e, da forma mais cínica e falsa do mundo, na mentira, na mistificação, na baderna, na selvageria. Sem limites, sem tréguas, sem leis que lhes ponham freios. E a tudo se assiste num país em que o governo até financia com dinheiro público a prática abominável de invasão de propriedades produtivas. E não se vê uma única atitude de uma mísera instituição que seja no sentido de acabar com a barbárie.

Assistam ao vídeo e ao texto da reportagem. Retornaremos no post seguinte para desmistificar um pouco mais a maior quadrilha de bandidos do país financiada com dinheiro público.

MST destrói milhares de pés de laranja em SP

De acordo com a polícia, pelo menos mil árvores foram danificadas. Na fazenda, há um milhão de pés de laranja plantados. Os manifestantes dizem que só cortaram alguns deles para plantar feijão.



 
Invasores do Movimento dos Sem Terra destruíram milhares de pés de laranja de uma fazenda no Centro-Oeste paulista. Eles querem forçar a desapropriação da área.


A imagem gravada do Helicóptero mostra o momento em que integrantes do MST destroem o pomar. O trator derruba tudo o que encontra pela frente.

De acordo com a polícia, pelo menos mil árvores foram danificadas. Na fazenda, há um milhão de pés de laranja plantados. Os manifestantes dizem que só cortaram alguns deles para plantar feijão.

"Não destruímos nada, retiramos os pés de laranja para garantir o plantio de feijão, que ninguém vive só de laranja", disse a coordenadora MST, Claudete Pereira de Souza.

A sede foi tomada pelos Sem Terra que fecharam a entrada e picharam a portaria. A empresa que administra a fazenda entrou na Justiça com pedido de reintegração de posse, que foi aceito.