Adelson Elias Vasconcellos
Antes de mais nada, vamos dar olhada nos números oficiais que servem para desmascarar a farsa pautada por gente vigarista que adora satanizar os produtores rurais brasileiros, esquecendo-se do papel relevante que esta importante atividade desempenha em favor do país.
Primeiro, é preciso ver a importância que o alimento barato que o brasileiro põe à mesa desempenha para a estabilidade econômica. Não fossem os ganhos de produtividade obtidos graças ao trabalho e a competência dos nossos agropecuaristas, e jamais teríamos dominado a inflação galopante que arrasou a economia brasileira até 1994. Mais: hoje produzimos muito mais alimentos, e a custo baixo, em menos área plantada se compararmos com os números de 1996. Não houvesse essa fobia miserável de se reduzir o território nacional a um terço de sua área total disponíveis para cidades, pessoas e atividade econômica, e poderíamos, tranquilamente, atingir níveis de desenvolvimento muito maiores do que os que temos obtido e alcançado. Basta viajar pelo interior do país e observar o grande benefício que a atividade agropecuária oferece aos brasileiros.
Mas não basta apenas isto: vejam os números da nossa balança comercial,por exemplo.
Total das exportações brasileiras em 2008 - US$ 197,9 bilhões
Parcela do agronegócio - US$ 71,8 bilhões - 36,3%
Total das importações brasileiras em 2008 - US$ 173,2 bilhões
Parcela do agronegócio - US$ 11,8 bilhões - 6,8%
Superávit da Balança Comercial em 2008 - US$ 24,7 bilhões
Superávit do Agronegócio - US$ 59,9 bilhões
De 2002 a 2008, o setor fez US$ 270 bilhões de saldo comercial, convertido em reservas, que impediram que o Brasil fosse para o buraco. É bom lembrar que as tais “volumosas” reservas estão em torno de 230 bilhões.
Pois bem, é esta importante atividade uma das mais defenestradas pelo atual governo. E o exemplo claro deste mau trato está na forma como o MST age sob as bênçãos cúmplices do Estado. Não apenas o Poder Executivo, mas também Legislativo e Judiciário. No Legislativo, não há como instalar-se uma CPI franca e honesta para investigar a ação criminosa destes bandoleiros. Não há instituição, pública ou privada, que não seja alvo do comportamento criminoso desta turma. O Executivo insiste em “doar” dinheiro público para o movimento que, em última análise, acaba por financiar a atividade ilegal de um movimento que, há muito tempo, deixou de ser social para converter-se numa quadrilha de guerrilha urbana e rural. Por muito menos, tem gente mofando-se nos presídios. E, de parte do Judiciário, muito embora as ações de reintegração de posse de propriedade invadidas e depedradas acabem por vingar na grande maioria das invasões, falta mandar prá cadeia estes assaltantes do patrimônio alheio além de cobrar-lhes,pesadamente, os danos pelos prejuízos causados, que não são poucos.
Vocês lembram da tal “via Campesina”? Pois é, dentre outras “ações”, esta gente é a que destruiu um laboratório de pesquisas da Aracruz, jogando no lixo cerca de 20 anos de trabalho competente. Agora, a imprensa hondurenha noticia que a Via Campesina recebeu da ONG alemã Diakonie US$ 317.491 desde a destituição de Manuel Zelaya. O dinheiro foi parar na conta do chefe da organização no país, Rafael Alegría. Conforme solicitação do próprio Alegría, o dinheiro tem por objetivo financiar “mobilizações e jornadas de formação da população camponesa para o restabelecimento da democracia hondurenha”.
A ações que estão são sendo financiadas é para promoção de marchas de “setembro a janeiro”. Janeiro é o mês da posse do presidente que sair das urnas. Imaginem qual o sentido final da brincadeira...
A Via Campesina é uma espécie de Internacional do movimento camponês. Está presente no mundo inteiro. Em cada país, é formada por entidades locais, que mantêm a sua identidade. Quem manda na Via Campesina no Brasil é o MST, um de seus membros. Digamos que, em cada país, o movimento é uma federação de entidades. No mundo, é uma confederação. No primeiro semestre deste ano, outra ONG alemã, a Brot Für Die Welt, já havia transferido US$ 272.915 para a Via Campesina.
Claro que estas “transferências internacionais“ antes de promoverem ações sociais, no fundo elas bancam ação criminosa conforme temos visto no Brasil há muito tempo e isto se, o que não constituiria nenhuma surpresa, por detrás de uma ação beneficente, não estiver mascarada a lavagem de dinheiro proveniente de crime organizado.
Mas estes vigaristas não mais se contém em invadir, destruir e provocar violência e baderna. Alimentados pelos Poder Público que não lhes pune o vandalismo e ainda lhes abastece os cofres com dinheiro tirado da sociedade, a quem atacam de forma sórdida, agora se sentem encorajados até em desafiar a autoridade judiciária negando-se em cumprir a lei e obedecer seus agentes. Este é o caso recente da fazenda Santo Henrique, em São Paulo, conforme informa a Agência Brasil (mais abaixo, em itálico).
Portanto, está passando da hora da sociedade brasileira reagir e exigir dos governantes o cumprimento da lei. De nada vale discursos cretinos da classe política, se o Executivo Federal continuar incentivando o cometimento de infrações legais que só servem para tornar o quadro de violência no país ainda pior.
Vejam a notícia a seguir, da Agência Brasil:
Justiça manda sem-terra desocupar lavoura de laranja em SP, mas MST diz que fica
Fazenda foi tomada por cerca de 350 famílias no último dia 27
O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Márcio Santos, informou nesta terça, dia 6, que será mantida a invasão da fazenda Santo Henrique, situada no município de Borebi, a 300 quilômetros da cidade de São Paulo.
Segundo ele, mesmo depois do movimento receber um aviso de liminar da Justiça para a desocupação, a intenção é de permanecer no local. A fazenda foi tomada por cerca de 350 famílias no último dia 27.
Ele disse que o movimento decidiu pela destruição de lavouras de laranja, de um espaço de dois hectares, para pressionar as autoridades a agilizar o processo de assentamentos no interior paulista. As lavouras destruídas pertenciam à empresa Cutrale, a maior produtora mundial de sucos de laranja.
— No lugar das laranjas, nós íamos plantar arroz, feijão e milho — disse.
Santos argumentou que o MST escolheu a fazenda pelo fato da região possuir glebas cujo o direito é reivindicado na Justiça para devolução à União.
De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda Santo Henrique está incluída no Núcleo Colonial Monção, uma área de 40 mil hectares espalhadas entre os municípios de Agudos, Águas de Santa Bárbara, Borebi, Iaras e Lençóis Paulista.
Uma parte dessas terras foi comprada pela União e outra recebida pelo governo federal como pagamento de dívidas das companhias de Colonização São Paulo e Paraná. Conforme o Incra, há um processo em tramitação na Justiça, desde 1997, visando à desapropriação da fazenda para fins de reforma agrária.
Por meio de nota, a Cutrale informou que obteve na Justiça liminar de reintegração de posse. Segundo o comunicado, os sem-terra têm prazo de 24 horas para deixar o local sob pena de multa diária no valor de R$ 500, por invasor. A empresa alega que, no local, existem 300 empregados entre trabalhadores rurais e colhedores e que eles teriam sido ameaçados pelo MST.