segunda-feira, dezembro 17, 2018

PROGRAMA DE NATAL – 2018


Caros leitores,


Como já se tornou tradicional, COMENTANDO A NOTÍCIA prazerosamente apresenta seu programa musical de Natal. 

Neste ano, além de maior quantidade de vídeos, temos apresentações individuais de excelente qualidade, como o talentosíssimo grupo Celtic Woman, o tradicionalíssimo Mormon Tabernacle Choir, presença constante em nossos programas de Natal, Michael Bublé e, a novidade deste ano, o The Florin Street Band com canções de Natal inéditas. 

A inovação, também, está nas apresentações de corais infantis e de adolescentes que, com sua característica suavidade e vigor, em apresentações riquíssimas, além de causar profunda emoção de completa paz em nossos corações. 

O programa inicia-se com a apresentação de “ODE OF JOY”, extraída da 9ª Sinfonia de Beethoven e executada pelo excelente violinista DAVID GARRET. Segue-se uma apresentação primorosa, num arranjo bastante original, de “JESUS ALEGRIA DOS HOMENS”, de J.S.Bach, interpretada pela excelente SISSI KYRKJEBØ. O excelente grupo de tenores espanhóis IL DIVO comparece com HALLELUJAH, seguido por uma interpretação marcante e magistral de IN CHRIST ALONE, por PROMISE KEEPERS. 

O programa segue com THE FIVE STRINGS, CELTIC WOMAN, CHRIS REA, ONE VOICE CHILDREN’S CHOIR e em várias canções interpretadas com maestria pelo competente MORMON TARBERNACLE CHOIR. Incluem-se, ainda, THE FLORIN STREET BAND e MICHAEL BUBLÉ com as  parcerias de Carly Rae Jepsen e Thalia.

O Programa-2018 se encerra com duas canções tradicionais de Natal, interpretadas pelo grupo CELTIC WOMAN em JOY TO THE WORLD,  e o  MÓRMON TABERNACLE CHOIR apresentando JINGLE BELLS.

Enfim, nosso programa procurou ser tradicional e inovador, com interpretações magníficas e de variados estilos. Acreditem, foi dificílimo escolher qual ficaria de fora do programa. 

 Esperamos que vocês apreciem tanto quanto a redação do blog, ao fazer a seleção deste ano. E, aqui, uma sugestão: para com emoção intensa que o Programa-2018 procura proporcionar, sugerimos aos leitores que assistam os vídeos na ordem exata em que são apresentados.

Nosso desejo é o de que o espírito de Natal não só se mantenha vivo em todos nós, bem como ele se fortaleça pela aplicação diária da doutrina deixada por Jesus Cristo. Porque, afinal, é bom lembrar, a festa é dele, do seu nascimento e o quanto significou para a Humanidade a doutrina que Ele nos legou. Portanto, o presente é nosso!

E é com esta satisfação e motivação que,  com o programa deste ano, desejamos proporcionar  momentos inesquecíveis em mais um Natal juntos, alimentando assim, além da tradição,  também a esperança de construirmos um mundo melhor e com mais harmonia. .

 Muita Paz. Muito Amor. Muita confraternização. 

BOAS FESTAS A TODOS. 


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Lista dos vídeos na ordem que são apresentados: 

1 DAVID GARRETT - "Ode To Joy" (Beethoven)






2 Jesús alegria de los hombres (BACH) Sissel Kyrkjebø




3 l Divo - Hallelujah (Alelujah) (Live)




4 Promise Keepers In Christ Alone




5 Do You Hear What I Hear  | The Five Strings




6 Celtic Woman - You'll Never Walk Alone


(

7 Chris Rea ~ Driving Home For Christmas (1986)




8 "Don't Save It All for Christmas" cover by One Voice Children's Choir




9 J’Imagine (I Believe) - Cover by One Voice Children’s Choir




10 He Is Risen (Music Video) - Mormon Tabernacle Choir




11 Rejoice, the Lord is King - Mormon Tabernacle Choir





12 It's the Most Wonderful Time of the Year - Bells on Temple Square





13 My Favourite Time of Year - The Florin Street Band





14 IN CHRIST ALONE





15 "Christmas Wish" by One Voice Children's Choir






16 Born on Christmas Day by Kristin Chenoweth - 

Cover by One Voice Children's Choir


17 Celtic Woman - O Tannenbaum (Live At The Helix In Dublin, Ireland)






18 Christ the Lord Is Risen Today - Mormon Tabernacle Choir






19 Carol to the King - Mormon Tabernacle Choir






20 This is the Christ- Mormon Tabernacle Choir






21 Winter Wonder - The Florin Street Band






22 Michael Bublé - Rockn' Around The Christmas Tree Jingle Bell Rock feat Carly Rae Jepsen 






23 Sleigh Ride - Mormon Tabernacle Choir






24 Michael Buble ft Thalia - Feliz Navidad (Christmas Special)






25 Joy To The World (Live At The Helix In Dublin, Ireland/2013)






26 Jingle Bells - Mormon Tabernacle Choir









domingo, dezembro 16, 2018

É TEMPO DE NATAL!







Sim, é tempo de Natal, época em que a Humanidade deveria refletir sobre os seus desatinos, o egoísmo que faz com que milhões de seres sofram toda a sorte de tragédias causadas pelas guerras sem fim, pelo esquecimento de suas vítimas, atiradas na fome, miséria e quando expulsas de seus lares.


Assim, que este Natal sirva como oportunidade preciosa de reflexão e conscientização na busca incessante pela paz, pela repartição do pão em atos de amor e de fraternidade no entendimento entre todos os povos, pois todos somos irmãos em Cristo.


E, nosso desejo especial, que 2019 seja o início da retomada da caminhada em busca deste indispensável esforço pelo entendimento humano e bem mais próximo do ideal ensinado por |Jesus. 


Cristo, em sua mensagem divina, apontou-nos a estrada a perseguir como única alternativa para alcançarmos a plenitude da felicidade.


Afinal, e assim sempre será, Cristo é o CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!



COMENTANDO A NOTÍCIA.





quinta-feira, outubro 25, 2018

O deboche do preposto

Editorial
O Estado de S.Paulo

Como se estivesse em outro planeta, Haddad tentou limitar os crimes que teriam sido praticados pelos dirigentes petistas  


O candidato Fernando Haddad, preposto do presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, acaba de explicar como vê a ligação do seu partido com o crime. Durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, o candidato petista fez a seguinte declaração, em referência aos atos de corrupção praticados por dirigentes do PT: “Houve crime? Na minha opinião, provavelmente, sim”.

É de perguntar o que falta ao poste de Lula para ele ter certeza dos crimes cometidos pelo PT e por seus dirigentes. Se não foi suficiente o que até agora veio à tona para formar no candidato petista a plena convicção de que sua legenda esteve envolvida em muitos crimes, o que mais será preciso?

Como se estivesse em outro planeta, Fernando Haddad tentou ainda limitar os crimes que “provavelmente” teriam sido praticados pelos dirigentes petistas. “São dois crimes”, explicou o candidato petista. “Financiamento de caixa 2 e enriquecimento ilícito, que é ainda mais grave. Acredito que teve gente que se valeu disso e acho que necessita de punição exemplar”, disse Fernando Haddad na TV.

Ora, todo mundo sabe que a Justiça condenou dirigentes petistas por outros crimes, e não apenas por enriquecimento ilícito e caixa 2. A própria história pessoal de Fernando Haddad comprova essa realidade. Ele só é o candidato do PT à Presidência da República porque o sr. Lula da Silva foi condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Há mais crimes na história do PT do que os que vê Fernando Haddad. 

Quando o preposto de Lula da Silva fala apenas em “dois crimes” vinculados ao PT, há uma explícita negação de tudo a que o País vem assistindo desde o julgamento do mensalão. Naquela época, a legenda tentou vender a ideia de que seus malfeitos se reduziam a mero caixa 2, isto é, a uso de recursos não contabilizados. O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a manobra. Por exemplo, os petistas José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino foram condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha. O então deputado petista João Paulo Cunha foi condenado pela Suprema Corte pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Depois, com o escândalo do petrolão, mais dirigentes petistas foram condenados pela prática de crimes diferentes daqueles citados pelo preposto Haddad. Por exemplo, em novembro do ano passado, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região condenou João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, a 24 anos de reclusão pelo crime de corrupção passiva.

O PT, no entanto, ignora a existência de toda essa trajetória criminosa e manda o preposto do sr. Lula da Silva pôr de novo na vitrola o disco de que a legenda teria cometido apenas financiamento de caixa 2 e que, se algum dirigente incorreu no deslize do enriquecimento ilícito, deve ter “punição exemplar”. Assim, o partido dá novas mostras de que não reconhece seus erros - indicando, portanto, que não deixará o mau caminho - e que não tem nenhum inconveniente em tratar o povo como idiota.

O País está às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais e o máximo que o candidato Fernando Haddad admite é que “provavelmente” deve ter havido crimes por parte do PT. Com isso, Fernando Haddad reitera uma vez mais que o seu papel nesta eleição é ser exclusivamente preposto do presidiário Lula da Silva. Não é possível que alguém, livre e desimpedido, no pleno uso de suas faculdades mentais, tenha o descaramento de dizer que “provavelmente” o PT cometeu crimes.

Um candidato que age assim, de forma tão acintosamente contrária a contínuas evidências, não está de fato almejando conquistar a confiança de eleitores indecisos. A impressão é que Fernando Haddad simplesmente obedece a ordens superiores, por mais que elas sejam prejudiciais à sua imagem e retirem qualquer esperança de que o candidato pudesse, em algum momento desta campanha, formular uma avaliação autônoma. A conclusão é inequívoca: Fernando Haddad é apenas e tão somente o pixuleco de Lula.

Quem escolhe é o povo e a lição de Bolsonaro

COMENTANDO A NOTÍCIA


Desde que a campanha eleitoral teve início, o blog tem se mantido afastado de qualquer discussão, não se inclinando nem para um lado ou para outro. Esta neutralidade se deve ao fato de que dentre os candidatos favoritos, nenhum tinha competência, nível, postura e passado que o credenciasse a governar o país com a competência que o momento exige.

Nesta reta final, Bolsonaro favorito não é o presidente dos nossos sonhos, mas representa um fio de esperança de se ter um governo devotado a reformar o país. Haddad representa toda  sujeira, anarquia, corrupção e incompetência dos 13 anos de PT no poder. Quando Lula afirma que o fascismo paira sobre a democracia brasileira, deveria fazer uma autocrítica sincera em relação às posturas adotadas pelo PT desde sua existência. Não há no Brasil partido (ou seria organização criminosa?) mais fascista do que o PT.

Observa-se nesta campanha do segundo turno, principalmente, a reunião das classes elitistas a baterem a mais não poder no candidato Bolsonaro. Muitos que o acusam de todos os pejorativos imagináveis, sequer tiveram um dia um encontro  para bate-papo com o candidato do PSL. É impressionante a coleção de mentiras e acusações estúpidas e levianas contra uma pessoa que não conhecem. Falam apenas como papagaios de pirata, repetindo as asneiras que outros imbecis inventam e espalham. Bolsonaro não é um poço de simpatia. Porém jamais aceitou propina, contra ele não pesam acusações de corrupção. Ele tem uma coisa que poucos políticos, ou até poucas pessoas possuem no Brasil: franqueza. Não enrola, diz o que pensa, não importa se vai agradar ou não a quem lhe ouve. 

Haddad é o contrário de tudo que se deseja de  bom para o país. Um candidato que muda a marca da campanha para imitar a do seu adversário, que esconde a foto de seu mestre mentor  que se encontra condenado e preso, começa errado e não merece confiança. Dar voto ao PT é ignorar os anos de recessão e o volume de dinheiro público desviado e  roubado quando o partido foi governo. 

Votar no PT é passar um atestado de ignorância, burrice, estupidez imbecilidade e desinformação. Ou é tudo isso ou alimenta a esperança de que, com o PT no poder, ganhará boquinha rica a custa da pobreza e miséria do povo.

Impressiona-me, sobremodo, o movimento de boa parte da imprensa, Globo, Folha de São Paulo e Revista Veja à frente, a classe de artistas, boa parte do Judiciário, dentre outras entidades e organizações, nesta frente ampla contra Bolsonaro, muitas vezes com informações falsas, ou insinuações canalhas, numa tentativa desesperada de manipularem o eleitorado em favor de um candidato que nem como prefeito prestou.   Candidato pertencente a um partido que quase quebrou o país com sua mediocridade e DNA corrupto. Devolver o poder ao PT seria, sim, ameaçar a democracia e colocar o estado de direito democrático sob ameaça. Quem conhece os programas do PT sabe disto.  

É triste ver alguns lideres do PSDB se aliando a Haddad. Os tucanos deveriam é manter o máximo de distância desta gente e voltarem no tempo em que Lula tentou roubar-lhes a obra da estabilidade. 

Temos instituições imaturas, mas suficientemente fortes para impedir qualquer ameaça à nossa democracia.  Neste sentido, Bolsonaro não representa ameaça a ninguém ou coisa alguma. 

E não tentem fraudar a eleição, através de manobras estúpidas na tentativa criminosa de impedir a eleição de um candidato abraçado pelo povo brasileiro. Aí sim a resposta deste povo traído será raivosa, violenta. Para quem aguentou 6 anos de Dilma, A Medíocre, 4 anos de Bolsonaro será paraíso.  

Uma procuradora pede a retirada de mensagens que levantem dúvidas sobre as tais urnas eletrônicas. De minha parte podem até me prender, mas continuarei com as dúvidas. De outro lado, a tal jornalista da Folha que acusou Bolsonaro sobre contratos com empresas e agências sobre o envio de mensagens deveria ser processada pelo Ministério Público. Quando teve oportunidade de comprovar suas “acusações”, o que a tal jornalista de meia pataca fez? Publicou um ORÇAMENTO  (CADÊ os contratos, cara senhora?), e ainda em nome da campanha de Geraldo Alckmin!!! Ou seja, ela não tinha nada contra Bolsonaro, era mais uma manobra espúria para desqualificar o candidato líder nas pesquisas e sua acusação foi apenas uma calúnia grosseira sem provas. Contudo, agora sim provando a armação, nem a jornalista tampouco a Folha tiveram a humildade e a decência de pedirem desculpas ao candidato. VERGONHOSO!!!

O bom desta história toda é que, finalmente, apareceu no horizonte alguém capaz de por a elite em sobressaltos, com medo de perder seus privilégios imorais de décadas e que são a razão do país estar mergulhado no atraso. Bolsonaro esfregou na cara de muita gente, quem é de fato a elite que escraviza o país e o mantém nas trevas. Não é  só boa parte da imprensa, mas o que há de famoso tremendo  e que acusa o candidato do PSL  sem nenhuma razão lógica, honesta, é uma enormidade. Jornalistas que, até ontem, batiam no PT com vontade e com razão, de repente, voltou a ter uma estrela vermelha no peito. Se Bolsonaro, perto de um jornalista, soltar um pum, será escândalo em cadeia nacional. Já Haddad pode cagar a vontade que ninguém se importará.

Parabéns, Bolsonaro, sua candidatura nos mostrou contra quem devemos lutar para o Brasil se tornar um país decente e de todos.

quinta-feira, outubro 11, 2018

Nenhum governo terá êxito se não adotar as reformas fundamentais

Sebastião Nery
Tribuna da Internet


Charge do Nani (nanihumor.com)

Mais uma vez o país estará definindo seu futuro. Diante do presidencialismo de coalisão, quem for eleito agora tem um desafio: vai governar para o povo ou vai se submeter ao fisiologismo do Congresso Nacional, agravados com descontrole da dívida pública bruta atual de 88% do PIB, que pode atingir 95% em 2023, de acordo com projeção do FMI. Nos países emergentes a média é de 40%. No período, algumas políticas sociais introduziram mecanismos que amenizaram, mas não resolveram a dramática pobreza brasileira.

A questão social é grave pela concentração da renda, gerando privilégios indecorosos. Na outra ponta a renda do trabalhador, da classe média assalariada, está em processo de redução expressivo. O desemprego estrutural agrava essa realidade. São temas áridos da economia, que afetam a vida da maioria da população, mas ignorados nos programas presidenciáveis.

PRIVILÉGIOS – Diante dessa realidade, a farra dos privilégios é invencível na vida econômica nacional. No período de 2003 a 2016 (governos Lula, Dilma e Temer) o grande capital foi vitorioso, como demonstram os números. Os subsídios financeiros, desonerações e as renúncias tributárias, benefícios fiscais, custaram ao país R$ 3,5 trilhões (quase 1 trilhão de dólares). Isto em um governo que se dizia popular.

Em verdade, foi o beneficiador de grupos econômicos e bolsos de quem menos tem necessidade de favores oficiais, afetando diretamente o desenvolvimento, impactando a modernização produtiva e reduzindo a criação de um emprego.

A rigor, a administração pública brasileira, em diferentes governos, vem sendo capturada e vai elevando ano após ano a renúncia fiscal como política econômica de Estado. A elevada carga tributária brasileira é, também, consequência desses privilégios.

DÉFICIT PÚBLICO – No ano passado o déficit público nominal, diferença entre receitas e despesas, incluindo os juros da dívida pública, atingiu R$ 562 bilhões. Os brasileiros, pela ação do governo e visão parcial da mídia jornalística, omitem o “déficit nominal” e dão destaque somente ao “déficit primário” (excluindo os juros) que foi de R$ 155 bilhões.

Em 2019, quando assumirá o novo presidente da República, as renúncias e benefícios tributários crescerão em 8%. Atingirão R$ 306 bilhões, agravando ainda mais a situação econômica no primeiro ano do novo governo. Os grupos de interesses, formalizado no Congresso nas suas corporativas frentes parlamentares, não abrem mão dos seus privilégios.

Resta indagar: esse viés de política econômica não é um dos responsáveis pela desigualdade da renda nacional?

JUROS DO BNDES  – Um exemplo dessa deformação tem o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como protagonista. Entre 2008 e 2015, o Tesouro Nacional captou a preços de mercado R$ 500 bilhões, depois emprestado a grandes empresas (a exemplo da JBS) a taxas de juros subsidiados, a TJLP, muito inferior à Selic.

Quem paga o subsídio implícito é a sociedade. Acrescente que poderosas empresas, a exemplo da indústria automobilística, usam largamente de incentivos tributários e redutíveis ao longo das últimas décadas.

Trabalho do Instituto Fiscal Independente constatou que, somente com empréstimos e financiamentos, o governo federal tem a receber R$ 1.545 trilhão. Os dois principais devedores são o BNDES, com R$ 636,3 bilhões e os Estados e Municípios, no total de R$ 577,0 bilhões. São questões dramáticas que serão enfrentadas por quem venha a ser eleito.

DESAFIOS SATÂNICOS – Se renascidos de volta ao mundo temporal, Jesus, Maomé ou Moisés, eleitos presidente da República, teriam desafios satânicos e diabólicos para colocar o Brasil em nível civilizatório na sua administração pública.

Ajuste fiscal, equilíbrio das contas públicas, abertura comercial, desconcentração da renda e justiça social seriam frentes de combate permanente. Valendo dizer que nenhum governo terá êxito se não adotar reformas fundamentais para o futuro do Brasil.

Uma ditadura

 J.R. Guzzo
Revista VEJA

O PT quer vencer a eleição e por fim à democracia, criar comitês externos ao Judiciário e censurar os meios de comunicação

(Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Toda a estratégia do PT é provar que Lula mandará de verdade no país 

As eleições para eleger o novo presidente colocam o eleitor brasileiro numa situação que nunca aconteceu antes. Eleições, normalmente, são uma das ferramentas mais importantes da democracia ─ mas na eleição deste fim de semana um dos lados tem como objetivo, caso ganhe a eleição, acabar com o regime democrático no Brasil. É uma droga de democracia, como todo mundo está cansado de saber, mas por pior que seja ainda é menos ruim que uma droga de ditadura ─ e é justamente isso que o consórcio formado pelo ex-presidente Lula, o PT e sua vizinhança quer fazer no país. Não falam assim, é claro. Mas os atos concretos que prometem praticar depois de assumir o governo vão deformar de tal maneira o poder público, os direitos individuais e a máquina do Estado que o resultado prático vai ser a construção de um regime de força no Brasil. Não se trata apenas, como já aconteceu tantas outras vezes, de eleger um presidente ruim. O problema, agora, é que um dos possíveis finalistas, pelo que dizem há meses as “pesquisas de opinião”, tem um projeto público de ditadura para o país.

Acabar com o Poder Judiciário, por exemplo, anulando o seu tribunal mais elevado e interferindo nas decisões dos juízes e desembargadores ─ isso é ou não é uma providência básica que toda ditadura, sem exceção, julga indispensável tomar? Sim, é. Então: o candidato a presidente do PT promete que se for eleito vai criar um negócio chamado “controle social na administração da Justiça”. Isso quer dizer que as sentenças dos magistrados estarão sujeitas, no mundo real, a comitês externos ao Poder Judiciário, com membros nomeados pelo governo. Promete-se, também, “repensar” os conselhos nacionais da Justiça e do Ministério Público. Todo mundo sabe muito bem o que significa “repensar” alguma coisa neste país ─ é virar a mesa. No caso, querem criar “ouvidorias”, compostas por pessoas que representem a “sociedade”, para vigiar juízes e MP. Querem, também, criar algum sistema de cotas para a escolha de juízes, de forma a “favorecer o ingresso e ascensão” de “todos os segmentos da população” nas carreiras do Judiciário, sobretudo as “vítimas históricas de desigualdades”. A coisa vai por aí afora, de mal a pior, mas o ex-deputado José Dirceu achou uma boa ideia acrescentar um plus a mais: segundo disse, deveriam ser tirados “todos os poderes do Supremo Tribunal Federal”. Segundo o pensador-chefe do PT, o “Judiciário não é um poder da República”. Quem manda, diz ele, é o povo, através do voto. Além do mais, afirmou, o que interessa é “tomar o poder”. Eleição é outra coisa.

O futuro governo Lula também promete criar oficialmente a censura à imprensa no Brasil. (Isso mesmo, governo Lula: o ex-presidente está na cadeia, condenado como ladrão em primeira e segunda instâncias, mas toda a estratégia do PT é provar que quem vai mandar de verdade no país é ele, e não seu preposto nas eleições.) Como acontece em relação à democracia, não se utiliza a palavra “censura”, assim abertamente; o que anunciam é o “controle social dos meios de comunicação”. É exatamente a mesma coisa. Esse “controle” não vai ser exercido pelo Espírito Santo. Quem vai “controlar” são pessoas de carne e osso nomeadas pelo governo, e “controlar” significa decidir o que a mídia pode ou não pode publicar. Isso é censura ─ e o resto é conversa, sobretudo os desmentidos de que haverá censura. A partir daí, só fica pior. Falam em “fortalecer” a prodigiosa TV Brasil, que eles mesmos inventaram, consegue gastar 1 bilhão de reais por ano de dinheiro publico e até hoje tem audiência próxima ao zero. Falam em dar concessões de tevês e de rádios para sindicatos, “coletivos” e “movimentos sociais” ─ e mais do mesmo.

O projeto do PT inclui também uma “Assembleia Constituinte” paralela ao Congresso, como se fez na Venezuela, para criar um novo regime político e social no país. O que será isso? Nada fica dito em português claro, mas nem é preciso ─ basta ouvir o que dizem todos os dias as lideranças do partido. Propõe-se orientação “política” para o ensino básico, a parceria com governos criminosos, como os da Venezuela e Nicarágua, e com ditaduras africanas, e um governo dos “povos do campo, das águas e das florestas”, seja lá isso o que for. Mais que tudo, a candidatura do PT quer a volta dos governos Lula-Dilma ─ que acabam de ser acusados pelo ex-ministro Antonio Palocci de gastarem 800 milhões de reais em dinheiro basicamente sujo para se manter no poder na última campanha presidencial. Francamente, não é preciso mais nada.

Alerta do FMI aos candidatos

Editorial
O Estado de S.Paulo

A reforma das aposentadorias é uma medida urgente para levar as contas do governo ao rumo certo, insistem analistas respeitados na academia e no mercado

O País estará mais seguro para o investimento, a expansão econômica e a criação de empregos se os candidatos à Presidência derem atenção ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A consolidação fiscal é uma prioridade-chave para o Brasil, segundo o Panorama Econômico Mundial, principal relatório da instituição, divulgado ontem. Mais que isso: a reforma da Previdência é essencial para tornar sustentáveis as contas públicas e dar mais equidade às aposentadorias. Políticos podem levar a sério ou menosprezar as análises, projeções e avaliações do Fundo. Mas brigar com os fatos é uma decisão muito diferente. E os fatos, como reconhece qualquer pessoa razoavelmente informada sobre a economia brasileira, confirmam amplamente a análise contida no Panorama e enfatizada, em entrevista coletiva, pelo vice-diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas do FMI, Gian Maria Milesi-Ferretti.

O economista foi diretamente ao ponto crucial - embora nem sempre visível para a maioria das pessoas - da crise das contas públicas: a dívida muito grande, crescente e sem perspectiva, por enquanto, de estabilização nos próximos três ou quatro anos. A reforma das aposentadorias, segundo Milesi-Ferretti, é um passo indispensável para deter o aumento da relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB). Essa reforma, acrescentou, “é claramente necessária e terá de ser uma prioridade política para a próxima administração”.

Não se trata de uma recomendação meramente retórica e, além disso, seria ridículo considerá-la uma intromissão no debate político brasileiro. A relação dívida/PIB, já acima de 80% desde o ano passado, é um indicador acompanhado pelos especialistas do mercado financeiro internacional. É um item fundamental para a análise da saúde financeira do governo e para a classificação do crédito soberano pelas agências de avaliação de risco.

Endividamento crescente e sem perspectiva de controle acaba acionando alertas para o risco de insolvência. Esse risco pode parecer muito distante, neste momento, para a maior parte dos brasileiros e para um grande número de analistas econômicos. Mas parecerá cada vez mais provável, nos próximos anos, se o novo governo e seus aliados no Congresso negligenciarem ou rejeitarem medidas sérias para reconstruir e fortalecer as contas públicas.

Nenhuma frase do relatório do FMI ou dos comentários de Milesi-Ferretti vai tão longe ou sequer poderia mencionar o risco maior. Seria uma irresponsabilidade - mais que isso, um escorregão inconcebível no caso de importantes funcionários internacionais. Mas esse perigo é um ponto de referência para análises de médio e de longo prazos do mercado, especialmente das agências de classificação de risco. A reforma das aposentadorias, emperrada politicamente, é uma das medidas mais urgentes para levar as contas do governo ao rumo certo, segundo insistem analistas muito respeitados na academia e no mercado. Os candidatos deveriam ouvi-los.

A atenção aos fundamentos da economia é particularmente importante numa fase de aperto financeiro no mercado internacional, de conflitos comerciais entre as maiores potências e de instabilidade cambial. Os economistas do FMI, menos confiantes que há seis meses, baixaram para 3,7% neste ano e no próximo a projeção de crescimento da economia global. Em abril, as estimativas apontavam expansão de 3,9% em cada um dos dois anos.

A instabilidade nos mercados vem afetando os emergentes. Uma das consequências tem sido a depreciação de suas moedas. Em alguns casos, fatores internos têm ampliado a pressão cambial. Isso tem ocorrido no Brasil, por causa da fragilidade fiscal e das incertezas sobre a política do próximo governo. A equipe do FMI cortou as projeções de expansão brasileira para 1,4% em 2018 e 2,4% em 2019. As anteriores eram 1,8% e 2,5%. Para o médio prazo foi mantida a estimativa de 2,2% ao ano, por causa do baixo potencial de crescimento. Um potencial maior dependerá de mais investimentos produtivos. O trajeto passa pelo ajuste das contas públicas.

O partido anti-Lula

 J.R. Guzzo
Veja online

A vantagem de Bolsonaro mostra onde está, de fato, a rejeição



(Pilar Olivares/Reuters)
Apoiadores de Jair Bolsonaro realizam ato 
na praia de Copacabana no Rio de Janeiro - 29/09/2018 

Durante as próximas três semanas você vai ler, ver e ouvir um oceano de explicações perfeitas sobre o que aconteceu nas eleições deste domingo – e em todas elas, naturalmente, os cérebros da análise política nacional dirão ao público o quanto acertaram nos seus pronunciamentos durante a campanha eleitoral, embora tenha acontecido em geral o contrário de quase tudo que disseram. A mesma cantoria, com alguns retoques, deve ser feita daqui para frente para lhe instruir em relação ao desfecho do segundo turno, no próximo dia 28 de outubro. Em favor da economia de tempo, assim, pode ser útil anotar algumas realidades básicas que o primeiro turno deixou demonstradas.

1 – A grande força política que existe no Brasil de hoje se chama antipetismo. É isso que deu ao primeiro colocado, Jair Bolsonaro, 18 milhões de votos a mais que o total obtido pelo “poste” do ex-presidente Lula. Esqueça a “onda conservadora”, o avanço do “fascismo”, as ameaças de “retrocesso” – bem como toda essa discussão sobre homofobia, racismo, machismo, defesa da ditadura e mais do mesmo. Esqueça, obviamente, a força do PSL, que é nenhuma, ou o esquema político do candidato, que não existe. O que há na vida real é uma rejeição tamanho gigante contra Lula e tudo o que cheira a Lula. Quem melhor soube representar essa repulsa foi Bolsonaro. Por isso, e só por isso, ficou com o primeiro lugar.

2 – O PT, como já havia acontecido nas eleições municipais de 2016, foi triturado pela massa dos eleitores brasileiros. Seu candidato a presidente não conseguiu mais que um quarto dos votos. Os candidatos do partido a governador nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul tiveram votações ridículas. Todos os seus candidatos “ícone” ao Senado, como Dilma Rousseff em Minas Gerais, Eduardo Suplicy em São Paulo e Lindbergh Farias no Rio de Janeiro foram transformados em paçoca, deixando o PT sem um único senador nos três maiores colégios eleitorais do Brasil. Mais uma vez, o partido só tem a festejar a votação no Nordeste – e mais uma vez, ali, aparece aliado com tudo que existe de mais atrasado na política brasileira.

3 – A força política de Lula, que continua sendo descrito como um gênio incomparável no “jogo do poder”, é do exato tamanho dos resultados obtidos nas urnas pelo seu “poste”. As mais extraordinárias profecias vêm sendo repetidas, há meses, sobre a sua capacidade de “transferir votos” e a sua inteligência praticamente sobre-humana em tudo o que se refere à política. Encerrada a apuração, Lula continua exatamente onde estava – trancado num xadrez em Curitiba e com muito cartaz do “New York Times”, mas sem força para mandar em nada.

4 – Os institutos de “pesquisa de intenção de voto”, mais uma vez, fizeram previsões calamitosamente erradas. Dilma, segundo garantiam, ia ser a “senadora mais votada do Brasil”. Ficou num quarto lugar humilhante. Suplicy, uma espécie de Tiririca-2 de São Paulo, também era dado como “eleito”. Foi varrido do mapa. Os primeiros colocados para governador de Minas e Rio de Janeiro foram ignorados pelas pesquisas praticamente até a véspera da eleição. Tinham 1% dos votos, ou coisa que o valha. Deu no que deu.

5 – O tempo de televisão e rádio no horário eleitoral obrigatório, sempre tido como uma vantagem monumental — e sempre vendido a peso de ouro pelas gangues partidárias — está valendo zero em termos nacionais. Geraldo Alckmin tinha o maior espaço nos meios eletrônicos. Acabou com menos de 5% dos votos. Bolsonaro não tinha nem 1 minuto. Foi o primeiro colocado. Parece não valer mais nada, igualmente, a propaganda fabricada por gênios do “marketing eleitoral” da modalidade Duda Mendonça-João Santana – caríssima, paga com dinheiro roubado e criada numa usina central de produção. A votação de Bolsonaro foi construída nas redes sociais, sem comando único e sem verbas milionárias.

Daqui até 28 de outubro o público será apresentado a outras previsões, teoremas e choques de sabedoria. É bom não perder de vista o que acaba de acontecer antes de acreditar no que lhe anunciam para o futuro.

Manipulação da informação e o boicote à candidatura de Jair Bolsonaro

Percival Puggina
Tribuna da Internet

Charge de Ivan cabral (ivancabral.com)

Das empresas de comunicação se deve esperar mais do que um conjunto de manipulações e menos do que um pacote de ocultações. O consumidor da notícia, das matérias, tem direito de ser bem informado sobre assuntos de relevante interesse social. O público sabe que muitos veículos preferiam ver Bolsonaro em qualquer lugar, menos no topo da preferência dos eleitores.

Por isso, reservaram espaços diários para atacá-lo e, por isso, tantos jornalistas, esquecendo-se dos demais candidatos, dedicaram horas de expediente a comentários negativos, muxoxos, sorrisos, ironias e mistificações. Em contrapartida, silêncios coniventes cercam a vida e a obra de Fernando Haddad; ocultam seus livros e sua confessada adesão à Escola de Frankfurt, círculo de intelectuais que se dedicaram à tarefa de viabilizar o marxismo no Ocidente cristão mediante a dissolução dos fundamentos de sua cultura.

REFUNDAÇÃO – Até seu alarmante Plano de Governo passa batido! Não faz jus a uma perguntinha sequer ao candidato a proposta de uma “Refundação Democrática do Brasil” mediante nova constituinte, notícia que evoca o processo venezuelano, inclusive pela ênfase à “soberania popular em grau máximo”. E note-se: Haddad, em recente entrevista a O Globo, atribuiu à oposição a crise da Venezuela. Disse (sic):

“A Venezuela não vive um processo de normalidade, não vive. Por que há contestação sobre o ambiente democrático, não se reconhece resultado eleitoral, a oposição contesta quando um plebiscito é chamado, as eleições não são respeitadas. O clima alí é de conflagração. Inequívoco.”

Pelo jeito, esse estrabismo ideológico do candidato faz sentido e não põe em dúvida o discernimento de um aspirante à cadeira presidencial. Afinal, é Bolsonaro quem constitui risco à democracia…

Voltemos, porém, ao Plano de Governo descartado das pautas dos grandes veículos como se afasta do caminho e da visão uma inconveniente barata seca. Nem uma palavra sobre a proposta de um Programa Transcidadania que anuncia a concessão de bolsas de estudo para travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade (note-se que o motivo da concessão não é a vulnerabilidade, mas a condição transexual). Silêncio! Desinteressante, também, pelo jeito, a proposta de uma Nova Política sobre Drogas, mediante descriminalização e regulação do comércio.

TERRÍVEL HERANÇA – A apreensão em relação à posição eleitoral de Bolsonaro leva muitos veículos a esquecerem dos riscos inerentes ao retorno petista à cena do crime. Obscurece a terrível herança deixada por um governo que atuou ininterruptamente entre 2003 e 2016. Não permite ver, no Plano de Governo de Haddad, a ressureição do famigerado PNDH-3, a ser “resgatado e atualizado”, nem a promessa de implementar as recomendações da Comissão Nacional da Verdade.

O PNDH-3 (2010), para lembrar, desfigurava a democracia representativa, o Poder Judiciário, o direito de propriedade, a religiosidade popular, a cultura nacional, a família e a liberdade de imprensa. Numa tacada, liberava o aborto, mudava para pior o Estatuto do Índio, valorizava a prostituição e se intrometia em temas que iam da transgenia à nanotecnologia. Já a Comissão da Verdade, aquela com sete membros escolhidos por Dilma, entre os quais não havia qualquer historiador, foi mais um dos muitos meios pelos quais o PT quis maquilar-se como defensor da democracia (desde que não se mencione Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Nicarágua, Muro de Berlim etc.).

Nada disso, porém, interessa a setores da imprensa. Pode até parecer que são apenas livros e ideias no papel. Contudo, as ideias não são do papel.


PT tira nome de Lula e cor vermelha em nova marca de campanha. Quem o PT pensa e quer enganar?

Ricardo Galhardo e Daniel Weterman
O Estado de S.Paulo

Slogan também passou por mudança e agora é 'O Brasil para todos' no lugar de 'O Brasil feliz de novo'

Reunida nesta quarta-feira, 10, em São Paulo, a coordenação da campanha do PT decidiu que no segundo turno a candidatura de Fernando Haddad vai ter caráter de frente política. Para isso o vermelho do PT perdeu espaço para o verde e amarelo da bandeira brasileira no material de campanha, o slogan passou a ser "O Brasil para todos" no lugar de "O Brasil feliz de novo" e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desaparece da foto oficial.

O PSOL e o PSB foram incorporados à estrutura da campanha que já tinha PT e PC do B. O próximo passo é abrir espaço para o PDT de Ciro Gomes.

Foto: Reprodução/Facebook
Nova campanha do PT já circula nas redes sociais  

Em outra frente, a campanha vai atuar na TV e nas redes sociais para desconstruir a imagem de Jair Bolsonaro (PSL). "Agora é partir para a desconstrução, mostrar que ele é um falso nacionalista e não é contra o sistema, ao contrário, é parte do sistema", disse o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.

Foto: Reprodução
 O logo da campanha antigo, com o nome de Lula e cor vermelha 

Integrantes da campanha petista admitem que encontram dificuldades para encontrar um flanco pelo qual Bolsonaro fique vulnerável, mas orientaram a militância a explorar nas redes sociais as propostas econômicas de aliados do deputado como o candidato a vice, general Hamilton Mourão, que se manifestou contra o 13º salário e o adicional de férias. 

Nos últimos dias, membros da campanha e aliados começaram a defender que Haddad se descole da imagem de substituto de Lula e mostre mais sua própria personalidade. Em vídeos para as redes sociais, Haddad começou a se apresentar como candidato sem citar o nome do padrinho político, como fez fortemente no primeiro turno da disputa.

Lula sai dos santinhos mas continua na TV. A estratégia, segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, é manter Lula no centro do debate como representante de um projeto de Brasil que deu certo e que Haddad é o homem certo para executar este projeto.

"O Lula mantém a centralidade como legado, mas o desafio é mostrar que Haddad tem capacidade de implementar o projeto que Lula representa", disse Gleisi.

Segundo ela, seria uma "burrice" esconder Lula na campanha porque é o ex-presidente quem tem conexão com o povo. Para reforçar o caráter de frente, a campanha quer aumentar sua amplitude atraindo partidos, personalidades e movimentos da sociedade. Nas redes sociais, a ideia é que os eleitores e militantes tenham autonomia para distribuir conteúdos contra Bolsonaro e em defesa de Haddad, principalmente em grupos do WhatsApp.

O PC do B defende que o programa de governo seja resumido a poucos pontos de convergência que sirvam de guarda-chuva para abrigar forças dispostas a aderir à campanha, mas discordam do programa petista. "O PC do B defende que o programa tem dois ou três pontos bastante amplos que representem a essência da campanha de Haddad. Este é um pacto democrático", disse o vice-presidente do PC do B, Walter Sorrentino.

quinta-feira, outubro 04, 2018

Lições e saudade de um democrata chamado Juscelino Kubitschek

Sebastião Nery
Tribuna da Internet


JK era chamado de “O Homem que Ri”

Ninguém me contou, eu vi. Foi há muito tempo, na década de 50. Eu morava, estudava e trabalhava em Minas como jornalista político (“O Diário”, “Diário da Tarde” e “Jornal do Povo”). Juscelino havia resistido ao golpe que levou Getúlio Vargas ao suicídio em 24 de agosto de 1954 e era candidato natural do PSD, do PTB e das esquerdas à Presidência da República, em 1955.

Todos os dias, invariavelmente, íamos ao Palácio da Liberdade ver o governador e saber o que havia no país e em Minas. Juscelino era um forte sitiado. A UDN mobilizou um cerco nacional no Congresso, na imprensa e sobretudo nos quartéis para vetar e impedir a candidatura de JK. Ele nunca perdeu o sorriso aberto com os olhos apertados.

UM GUERREIRO – Enfrentou tudo: a oposição desvairada de Lacerda na imprensa, o jogo duplo, às vezes triplo, de Assis Chateaubriand e Roberto Marinho nos seus jornais e televisão e, sobretudo, a resistência de uma banda do PSD dentro do seu partido, a começar por Benedito Valadares, em Minas.

Para comemorar os 116 anos de nascimento de JK, agora dia 12 de setembro, vale lembrar a grande virtude de JK cantada em verso e prosas, hoje, pela classe política brasileira:

Juscelino era um determinado. Sem condições materiais, estudou, formou-se e se aperfeiçoou em medicina em Paris. Nunca olhou para trás. Sempre para frente.

ARTILHARIA – O que a UDN fez, naquela época, para detonar a candidatura de JK pareceria hoje inacreditável. Só não era pior do que a artilharia do PT hoje. Como vimos em Juiz de Fora essa semana com o atentado ao líder nas pesquisas à Presidência da República.

A UDN de Minas, achando pouco ter quase a unanimidade da imprensa nacional, ainda criou um jornal de luta, bem feito, bem escrito, com dinheiro à vontade: “Correio do Dia”. Nele escreviam os líderes nacionais da UDN como os de Minas, a maioria nossos brilhantes e queridos professores nas faculdades de Direito e de Filosofia.

JK OS DERROTOU – Nas salas de aula, eram sábios varões gregos. Nos palanques e jornais, demônios: Pedro Aleixo, Milton Campos, J M de Carvalho, José Cabral, Horta Pereira, Afonso Arinos, tantos outros. Pareciam imbatíveis, no entanto foram derrotados todos, um a um, e mais seus aliados Magalhães Pinto, Zezinho Bonifácio, pelo determinado JK.

Para ganhar tiveram que rasgar a história libertária de Minas, inclusive o valente Manifesto dos Mineiros, de 1943, indo buscar nos quartéis os generais hoje envergonhados do golpe de 1964. JK resistiu a tudo, venceu dentro de seu partido, o PSD, ganhou o apoio dos trabalhistas e da esquerda e, em outubro de 1955, elegeu-se Presidente.

UNIÃO EM MINAS – Em 1955, a UDN dizia que Minas “massacraria” Juscelino na eleição. Quem garantiu a vitória de JK com 36,8% dos votos nacionais (não havia segundo turno, o mais votado do primeiro era o eleito) foi a votação esmagadora que Minas deu a Juscelino, anulando a vitória de Adhemar de Barros, em São Paulo, e de Juarez Távora, no Rio. Assim como Minas e tirando Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o resto do País também deu a vitória a Juscelino.

Agora, em 2018, a eleição bate novamente à nossa porta. O Brasil cansou de conviver com as maracutaias e falcatruas de Lula, da Dilma e do PT com escândalos como do Mensalão, do Petrolão, do BNDES e tantos outros que surpreenderam até os fundadores do Partido.

ORCRIM DE LULA – Agora a nação já sabe que o PT (Lula, Dilma, Gleisi, José Dirceu, Palocci, Vaccari, Haddad e toda direção nacional) instalou na Petrobrás e nas empreiteiras amigas a mesma “organização criminosa” que a Polícia Federal, o Ministério Público, o juiz Sérgio Moro e os Tribunais Superiores denunciaram, condenaram e prenderam.

As investigações mostraram que Lula, o operário do ABC, descobriu o dinheiro. O triplex de Guarujá e o sítio de Atibaia, o contubérnio com as empreiteiras e, mais grave, o escândalo dos escândalos que está surgindo agora nas lanternas da Lava Jato: os 50 bilhões de dólares do BNDES distribuídos com os ditadores amigos e em propinas externas.

Saudade do democrata Juscelino Kubitschek de Oliveira.


O juiz e os jornalistas

Carlos Alberto Sardenberg
O Globo

Em vez de se discutir o conteúdo da decisão de Moro, critica-se o momento, a suposta precipitação

Dizem que o juiz Sergio Moro não deveria ter levantado o sigilo da delação de Antonio Palocci neste momento, a apenas uma semana da votação, porque isso foi uma interferência política indevida na disputa eleitoral — interferência obviamente contra a candidatura do PT. Mas, se levando isso em consideração, o juiz resolvesse adiar sua decisão para depois da eleição, isso seria o quê? Interferência política na direção contrária, para ajudar ou ao menos não atrapalhar a campanha do PT.

Guardadas as proporções, é mais ou menos como o jornalista que tem uma notícia cuja publicação vai interferir na eleição. Se ele adiar a veiculação por conta disso, estará tomando partido. Dirão: mas se publicar também estará tomando partido.

Errado. Exatamente para evitar esse tipo de dilema, e esse tipo de participação política indireta, nossa regra de bom jornalismo é muito clara. A notícia está pronta? Publique já.

Do mesmo modo, se o juiz já firmou sua convicção e chegou a uma decisão, então que vá em frente.
Se não fosse assim, não haveria Lava-Jato, pois tudo de que trata ali — da apuração até a sentença —tem óbvia e enorme interferência política.

Aliás, vai por aí a defesa de muita gente apanhada pela operação. Dizem que houve uma destruição da política, absolutamente inoportuna, e que isso compromete a democracia.

Para ser justo, o pessoal costumava fazer a ressalva: o problema estaria nos exageros da Lava-Jato, dos policiais, promotores e juízes. Entre esses exageros estaria a realização de operações em momentos inadequados, digamos, como nas proximidades das eleições.

De uns tempos para cá, entretanto, esse movimento foi esquecendo as ressalvas. Quer dizer, passou-se a dizer que toda a Lava-Jato foi um exagero. Logo, deve ser barrada o quanto antes.

Faz parte dessa tática centrar as críticas na periferia das questões. Por exemplo: em vez de se discutir o conteúdo da decisão de Moro, critica-se o momento, a suposta precipitação. Chega-se a esquecer o teor da delação para se discutir se deveria ou não ser tornada pública.

Não por acaso, é a mesma crítica, o mesmo ataque que muitos jornalistas e veículos estão sofrendo. Os que são de algum modo atingidos pela notícia não se defendem de seu teor, não tratam de apontar equívocos, mas acusam supostos interesses ocultos, conspirações de secretos sistemas.

Não é uma tática nova — desclassificar o emissor da informação. Por isso mesmo, nós, jornalistas, sabemos identificá-la de longe. Dizem que a gente só publica algo ou deixa de publicar porque tem um interesse oculto. A resposta é: pois apontem onde está o erro da notícia, onde está a fake news.

Deveriam todos saber que o maior temor dos jornalistas sérios é passar uma informação errada. Até por razões econômicas. Os jornalistas e os veículos vivem de prestar boa informação. Se falham nisso, vai-se a credibilidade e, claro, o honesto ganha-pão.

Do mesmo modo com a Lava-Jato. Ela teria fracassado não por exageros, mas por uma investigação malfeita e processos atropelados. Não foi o que se passou. O exagero foi da corrupção. Os caras de Curitiba iniciaram um processo que apanhou o maior escândalo corporativo e político do mundo contemporâneo.

Assim como a imprensa séria e independente tornou-se cada vez mais atrevida com as autoridades.

Ainda bem.

Dólar Haddad

Pessoal surpreendido com a queda do dólar depois das pesquisas de segunda e terça-feira. Era previsível.

O dólar a R$ 4,15 refletia o temor com a forte ascensão de Haddad e a possibilidade, por menor que fosse, que o PT e a nova matriz voltassem ao governo.

Afastada essa possibilidade, o dólar cai, a bolsa sobe. Isso é para o momento. E é uma simplificação no limite, pois para que o movimento fizesse sentido a médio prazo seria preciso que o outro lado, Bolsonaro, representasse um claro programa reformista. O que não é o caso.

Mas o do PT é declaradamente antirreformista. Para o mercado, serve. Por ora.

O sonho mirabolante

William Waack
 O Estado de S.Paulo

O ‘nacional-desenvolvimentismo’ do PT é parte de ideário nacional quase, infelizmente, ‘atávico’

São espetaculares os termos da delação do ex-ministro Antonio Palocci cujo sigilo foi levantado pelo juiz Sérgio Moro. Não chegam a ser exatamente “revelações”, mas comprovam de maneira assombrosamente clara como foi produzido o desastre no qual se enfiou o Brasil. Catástrofe na qual o PT e seu chefão, Lula, tiveram papel de liderança e conduta, mas que envolveu amplos círculos do mundo da política, dos negócios, da economia e setores importantes da sociedade civil.

Não, não é a parte que fala de propina, ilicitudes, grana correndo por dentro e por fora e os mais variados crimes de corrupção. É a parte, no anexo 1 da delação, na qual Palocci relata como a descoberta do pré-sal levou Lula, em 2007, a ter “sonhos mirabolantes”. E como o governo vislumbrava um país riquíssimo, e, para isso, se determinava a construção de 40 navios sondas – e a consequente “fundação” de uma indústria naval completa – para a nacionalização e desenvolvimento do projeto do pré-sal, pelo seu interesse social e pela possibilidade de alavancar a indústria nacional.

Estão aí os elementos centrais (políticos, sociais e econômicos) do “nacional-desenvolvimentismo”, que é, talvez, o pior conjunto de ideias capaz de explicar a baixa produtividade, a baixa competitividade, o atraso relativo e a distância que o Brasil vê aumentar em relação às economias avançadas, tanto pelo ponto de vista das nossas relações de trabalho e sociais quanto à nossa capacidade de participar da era da geração do conhecimento.

O “nacional-desenvolvimentismo” dos militares ainda tinha um componente focado em infraestrutura e ocupação de território, enquanto o “nacional-desenvolvimentismo” do lulopetismo desandou para a “nova matriz econômica” dos subsídios, proteções, controle de preços (mais prejudicial à Petrobrás que a totalidade da grana desviada pelos companheiros do PT, PMDB e PP) e anabolizantes de consumo via crédito.

Impossível dizer que os “sonhos mirabolantes” do então presidente fossem delírios saídos de uma só cabeça. O “nacional-desenvolvimentismo” do PT vem de uma longa tradição que capturou também cabeças pensantes do mundo empresarial, acadêmico e político. É parte de um ideário nacional quase, infelizmente, “atávico” e com raízes já anteriores ao varguismo. E seu retrato 3 x 4 moderno só poderia ser o de Dilma Rousseff – para ser colocado na parede com a legenda: “esta é a cara do nacional-desenvolvimentismo”.

Nestas eleições, nas quais a corrupção (com razão) e a insegurança pública (com razão) ocupam um espaço tão importante na maneira como os eleitores encaram os candidatos, ficou em plano muito inferior qualquer debate sobre o conjunto de ideias, sobre o “sonho mirabolante” transformado em pesadelo – e nem estamos falando de seus aspectos éticos e morais. Por mais paradoxal que pareça, dadas a profundidade e a abrangência do fracasso econômico, uma relativamente gigantesca fatia da sociedade é sensível às mesmas promessas e aos mesmos postulados ligados ao atraso, à ineficácia, à estagnação.

Para muita gente, muita mesmo, é mais fácil encarar as mazelas do momento como o resultado da ação de políticos incompetentes, perdulários, corruptos e que agem apenas em benefício do próprio bolso ou de seus grupos. E que uma vez lavado tudo isso a jato, as coisas voltam a funcionar e o País a crescer e a gerar prosperidade. É um grave engano, mas quem disse que elites inteiras não se enganam?

Candidatos diferentes? Só daqui a quatro anos.

Percival Puggina. 

 Há pessoas contrariadas com o cenário da eleição presidencial. Expressam desagrado em relação aos dois candidatos que lideram as pesquisas. Parecem querer opções diferentes, outros candidatos, outros eleitores, outras pesquisas, outras urnas, outra mídia. Outro país, enfim. É a carrancuda fauna dos isentões. Sairão do pleito aborrecidos, mas com luvas brancas e sapados polidos.

Outras há que desejariam melhores perspectivas eleitorais para alguém, digamos, loquaz como Meirelles, popular como Amoêdo e Alvaro Dias, ou seguro e combativo como Geraldo. Ah, o Geraldo! “O Geraldo teria mais chances!”, dizem alguns. Pois é, só faltou combinar isso com ele, seus partidos e eleitores.

Geraldo Alckmin foi ungido candidato por um elenco de nove siglas integrantes do congestionado Centrão, cujas bancadas na Câmara dos Deputados somam 266 parlamentares. Mais da metade do plenário! Esse robusto apoio proporcionou à sua campanha o maior volume de recursos financeiros e o maior tempo de TV. Mesmo assim, a candidatura não sintonizou senão com uma pequena parcela da população, insuficiente para levá-lo ao segundo turno.

A campanha do tucano cometeu erro gravíssimo. Tendo saído no encalço de Bolsonaro, em vez de compreender quais os atributos que o faziam pontear a disputa presidencial num voo solo, decidiu derrubá-lo alvejando-o insistentemente. Por sua formação, Alckmin talvez pudesse repartir com Bolsonaro o interesse pela proteção das crianças (e de sua inocência). Poderia, também, sair em defesa da instituição familiar, de professores que ensinem e estudantes que estudem. Poderia posicionar-se vigorosamente em favor da Lava Jato, do combate à criminalidade e à impunidade, bem como do cumprimento integral das penas e do fim do desarmamento.

Poderia opor-se com firmeza à ideologia de gênero e ser muito explicitamente antipetista. Poderia apresentar-se como um candidato conservador e liberal.

Poderia, poderia, mas isso seria pedir demais a um catecúmeno do “progressista” Fernando Henrique Cardoso. O tucanato rejeita os dois adjetivos. Quando o PT fazia oposição ao PSDB, a expressão mais usada para desqualificá-lo era justamente a de ser o partido neoliberal ou liberal. E a acusação realmente doía porque não era assim que o partido se via ou queria ser visto. Quanto a ser conservador, definição que a maior parte da população provavelmente faz de si mesma, sofre total rejeição num grupo cujos líderes históricos vieram da esquerda do PMDB.

Não foi apenas por falta de carisma do candidato tucano que a maior parte de sua base entornou para Bolsonaro. O principal erro residiu no ataque a quem fala sobre angústias da população, sem levar em conta que seus tiros atingiam, também, a própria sociedade em seus anseios reais.

Não sei o que sairá das urnas no pleito presidencial. Se não confio (embora não as desconsidere) nas pesquisas de primeiro turno, não vejo porque levar em grande conta as de segundo turno, se ele ocorrer. Em todo caso, recomendo que o voto parlamentar seja cuidadosamente selecionado com vistas a uma saudável renovação e conferido a candidatos dignos, com perfil conservador e liberal. Em qualquer desfecho, eles serão indispensáveis.

Números do desastre petista

Editorial
O Estado de S.Paulo

A trágica herança deixada pelos últimos anos da era lulopetista fica evidente nos dados do IBGE. Em 2016, o Brasil perdeu 70,8 mil empresas, o que resultou na demissão de 1,6 milhão de pessoas

A trágica herança deixada pelos últimos anos da era lulopetista na economia fica evidente também nos dados sobre a demografia das empresas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de divulgar. Em 2016, último ano da desastrosa passagem de Dilma Rousseff pela Presidência da República, o Brasil perdeu 70,8 mil empresas, o que resultou na demissão de 1,6 milhão de trabalhadores. É o que mostra o estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo 2016 divulgado pelo IBGE.

O fato de esse ter sido o terceiro ano consecutivo em que o saldo total de empresas em operação no País foi negativo comprova, com estatísticas expressivas sobre a deterioração do ambiente empresarial, o que outros indicadores já mostravam. A crise que afetou duramente o País começara efetivamente em 2014. Foi o ano em que, escondendo dados sobre a realidade da economia e das finanças públicas e fazendo promessas que jamais poderia cumprir, Dilma iludiu boa parte do eleitorado e conseguiu sua reeleição.

As mentiras com que Dilma e sua companheirada animaram a campanha eleitoral tinham pernas curtas, a recessão se instalou, as pedaladas fiscais com que o governo petista tentou esconder a gravidade da crise das contas públicas se evidenciaram e a presidente, afinal, foi definitivamente afastada do cargo no dia 31 de agosto de 2016. Os efeitos de sua danosa gestão, porém, persistiram por vários meses após seu impeachment. Desse modo, comprometeram o início do governo de seu sucessor legítimo, Michel Temer, a despeito do esforço deste para iniciar um severo controle das contas públicas destroçadas nos anos anteriores.

Em 2016, havia 4,5 milhões de empresas ativas, que ocupavam 38,5 milhões de pessoas, das quais 32,0 milhões eram assalariadas e 6,5 milhões, sócias ou proprietárias. Em relação ao ano anterior, o saldo total de empresas caiu 1,6% e o total de pessoal assalariado, 4,8%.

A taxa de entrada das empresas no mercado, que mede a proporção de empreendimentos iniciados no ano em relação ao universo total das empresas, por sua vez, caiu pelo sétimo ano consecutivo. Essa taxa fixou em 14,5% em 2016, o menor valor da série iniciada em 2008. Isso sugere que, no Brasil, os efeitos da crise financeira mundial de 2008 - que afetaram a disposição de empreender em todo mundo durante algum tempo - se estenderam por um período mais longo em razão das imensas dificuldades que a equivocada política econômica do governo Dilma impôs à atividade empresarial.

O impacto negativo dessa política econômica foi particularmente notável nas estatísticas sobre as empresas consideradas de alto crescimento. São as empresas que desempenham um papel socioeconômico mais relevante, pois estão nessa classificação aquelas que aumentaram o número de empregados em pelo menos 20% ao ano, em média, por três anos consecutivos e tinham 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas no ano inicial da classificação. Entre 2015 e 2016, o número dessas empresas diminuiu 18,6% e seu pessoal assalariado caiu 23,5%. Mesmo assim, embora representassem apenas 0,9% do total do universo das empresas, elas ocupavam o equivalente a 8,3% de todo o pessoal assalariado.

O forte impacto social negativo dos últimos anos do governo de Dilma é nítido também nas taxas de desocupação aferidas regularmente pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, também do IBGE. Essa taxa é a média do trimestre móvel encerrado no mês de referência. Ela começa a subir no trimestre encerrado em janeiro de 2015, primeiro mês do segundo mandato de Dilma, quando ficou em 6,8%. Um ano depois, já estava em 9,5%. A deterioração do mercado de trabalho em consequência da recessão provocada pelos equívocos da política econômica petista se acentuou nos meses seguintes, até alcançar seu ponto máximo em março de 2017, quando chegou a 13,7%.

São números que o eleitor deveria levar em conta quando for depositar seu voto domingo.

quarta-feira, agosto 08, 2018

EDUCAÇÃO - ATUALIZAÇÃO AGOSTO/2018

Acesse na secção “EDUCAÇÃO” edição atualizada com as seguintes matérias:

O futuro da universidade pública

Os dados da educação são alarmantes, não há nada que se possa comemorar

Ajudar os filhos na lição de casa vai muito além de saber a matéria!

Como serão as universidades em 2020?

Três em cada 10 são analfabetos funcionais no País

Câmara aprova três projetos na área da Educação, fixando em 40 horas semanais jornada de trabalho

Idade escolar

Entenda a regra de idade para ingresso de crianças na escola

Despesas com salários consomem Orçamento da Educação e impactam pagamento de bolsas

MEC garante que pagamento de bolsas do Capes não será suspenso

Capes prevê interrupção de bolsas de estudos em 2019

Criança deve ter feito 6 anos até 31 de março para entrar no fundamental, decide STF

Como podemos ter melhores professores no Brasil?

As 11 cidades brasileiras que dão um show em educação

Alunos brasileiros não chegam ao fim de prova em avaliação mundial

1/4 dos professores na educação básica faz ‘bico’ para complementar a renda

Para 59% dos professores, estados não se preocupam com aprendizagem

Legado? Atletas não têm vez nas instalações olímpicas do Rio

Dois anos após Rio-2016, gastos com manutenção chegam a R$ 44 milhões

terça-feira, agosto 07, 2018

Almanaque Cultural -Atualizações Agosto 2018

Acesse na secção “ALMANAQUE CULTURAL” edição atualizada com as seguintes matérias: 

O ser humano rumo à imortalidade?

Após 17 mil dislikes, comercial do Boticário ‘vence’ ataques racistas

O Boticário põe família negra em comercial – e os racistas não gostam

Era dos robôs está chegando e vai eliminar milhões de empregos

Como usar seu perfil no LinkedIn para conseguir emprego

Na era digital, ativos intangíveis trazem riqueza – e desigualdade

Tiradentes: herói ou traidor?

Santo milagreiro

O mundo inteiro entra num cheque especial perigoso neste 1º de agosto

Quando o verde vale mais que o concreto

Amazônia tem tudo para virar um polo mundial de biotecnologia

As impressionantes imagens de 30 toneladas de plástico que foram parar em praia

Sistema Cantareira entra em “estado de alerta” com pior julho desde 2015

Economia evoluiu de filosofia a ciência e também como profissão

Marte, no ponto mais próximo da Terra em 15 anos, fica mais brilhante

O que é a luz líquida e por que é considerada o 5º estado da matéria