terça-feira, março 20, 2007

TOQUEDEPRIMA...

O que a Nação Rubro Negra temia...
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Romário já escolheu o adversário ideal para marcar seu milésimo gol. Será o Flamengo, no clássico de domingo, pela Taça Rio.
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Fazer esse gol contra um time da grandeza do Flamengo vai ser uma honra. Não só eu vou ficar feliz, mas como toda a família rubro-negra também. É uma marca muito importante para mim, para o futebol brasileiro e mundial”.
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O Baixinho acredita que até os torcedores do time rival ficariam honrados caso isso acontecesse.

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Tamanho do Estado brasileiro impede crescimento econômico, aponta estudo
Estado de S. Paulo
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As despesas correntes do governo central no Brasil se multiplicaram por três em 20 anos, passando de 10,3% do Produto Interno Bruto em 1986 para 30,2% no ano passado.
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Esse dado consta de um novo estudo do economista Alexandre Marinis, da Mosaico Economia Política, mostrando que o Brasil tem um dos maiores Estados entre os emergentes e esse é um dos principais fatores do crescimento medíocre do País ao longo das últimas décadas.
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“A verdadeira causa do crescimento econômico baixo no Brasil é o tamanho exagerado do Estado”, diz o economista. Marinis obteve dados do tamanho do Estado de 27 países emergentes em 2002 e o Brasil aparece como o sexto maior - o primeiro e o segundo, Israel e Arábia Saudita, evidentemente encabeçam a lista por causa das despesas militares. O tamanho do Estado no Brasil é 56% maior que o da China e o do Chile.
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O estudo também mostra que, para 215 países analisados no período de 1971 a 2005, há uma clara relação entre Estado grande e baixo crescimento econômico.

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O substituto de Furlan
Correio Braziliense:

"Lula debaterá com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e com o futuro ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, as alternativas existentes para substituir Luiz Fernando Furlan no Ministério do Desenvolvimento. Neste fim de semana ocorreu nova tentativa presidencial de convencer Furlan a ficar, porém o ministro alegou um pedido familiar para que renunciasse ao cargo público e voltasse a exercer suas atividades no meio empresarial. Diante da impossibilidade de converter a família de Furlan o presidente Lula voltou a analisar a lista de possíveis nomes que devem ser convidados.

Nessa lista de candidatos à pasta do Desenvolvimento, vaga que ao ser fechada decreta o fim da reforma ministerial, Lula se fixou em Maurício Botelho. Presidente da Embraer, ele deixará o cargo agora, mas tem um compromisso com os acionistas da empresa de que seguiria no Conselho de Administração. Como ministro será impossível manter esse compromisso. Como o governo possui uma golden share na Embraer, ou seja, uma espécie de ação privilegiadíssima que dá a seu representante um poder de veto sobre decisões estratégicas da companhia, é possível que a influência de Botelho sobre essa golden share se torne o caminho que o levará ao Ministério do Desenvolvimento.

Caso essa negociação estanque de vez, outros nomes no rol de ministeriáveis para o cargo de Furlan são Pratini de Moraes (PP) e Antoninho Marmo Trevisan (cota pessoal do presidente, porém com trânsito livre no comando de várias legendas). Lula já ouviu de uma ala do PT a sugestão, até, de convidar o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para o cargo. Se for convidado, Skaf aceita."

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De volta ao poder
De O Estado de S.Paulo:

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou no sábado à noite que Fidel Castro retornará à presidência de Cuba em 28 de abril. Foi a primeira vez que um político aliado do regime de Havana apresentou uma data específica para a volta de Fidel ao poder, do qual ele se afastou por motivos de saúde, no fim de julho.

Evo explicou que a data foi escolhida por razões simbólicas. Corresponderia ao primeiro aniversário do Tratado de Comércio dos Povos (TCP), assinado em 2006 em Havana pelos dois e ainda pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A data também é a do terceiro aniversário da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba)."

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Agricultura: Lula opta entre Stephanes e Moka

O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), levará ao presidente Lula nesta segunda-feira mais duas sugestões para o cargo de ministro da Agricultura, após a desistência forçada do deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR). O nome mais forte a ser levado por Temer é o deputado Reinhold Stephanes, conforme esta coluna antecipou com exclusividade na sexta (16): além de ligações ao setor, ele é do PMDB do Paraná. A outra opção para o Ministério da Agricultura seria Waldemir Moka (MS), eterno candidato ao cargo e o favorito da bancada de deputados do PMDB. Pesa contra Stephanes o fato de ter sido ministro da Previdência no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

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O porquê da operação abafa
Folha de S.Paulo:

"A quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente e de duas altas funcionárias da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), determinada pela Justiça, ajuda a explicar o temor do governo em transformar a estatal em alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

A investigação feita pelo Ministério Público a partir de relatórios de auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) poderá dar fôlego aos trabalhos da eventual CPI do Apagão Aéreo, que a oposição tenta instalar e o governo quer evitar.

(...)As obras são tantas e tão caras que o TCU resolveu concentrar as auditorias, no ano passado, a contratos superiores a R$ 250 milhões. No mais caro dos contratos investigados, o tribunal reduziu em mais de R$ 100 milhões o custo de edital para a construção do terceiro terminal de passageiros do aeroporto de Guarulhos.

A Infraero diz que não teve de parar nenhuma obra em decorrência das auditorias do TCU. A decisão mais grave do tribunal entre as obras em andamento levou ao bloqueio dos pagamentos ao consórcio Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Estacon pelas obras de expansão do aeroporto de Vitória. Nos relatórios de auditoria do tribunal, há um padrão de irregularidades que se repete. O TCU enxerga restrições impostas ao processo de licitação das obras."

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Apuração rigorosa?
Carlos Sardenberg, G1

A nota do Ministério da Defesa, dizendo que o presidente Lula, determinou a “apuração imediata e rigorosa” da pane nos aeroportos e que os usuários “recebam as informações de modo rápido e correto e que sejam implementados equipamentos reserva eficientes e eficazes”, tem exatamente o mesmo teor das declarações feitas na crise anterior.

A carona dos corruptos

Jornal do Brasil

É lamentável que o foro privilegiado para funções públicas esteja fazendo o caminho de volta à vida brasileira da maneira mais tortuosa possível. Pelas regras atuais, ao privilégio têm direito o presidente da República, ministros, governadores, prefeitos, deputados, senadores e demais ocupantes de cargos públicos com status de ministro. O chefe do Planalto, parlamentares e ministros só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal. Das autoridades estaduais cuida o Superior Tribunal de Justiça. Prefeitos se defendem nos tribunais de Justiça.

Agora se descobre que, sob o manto da reforma do Judiciário, aparece a idéia de estender o foro privilegiado a ex-autoridades - segundo informou esta semana o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, do PT. Seus artífices planejam ainda ampliar o mecanismo para os casos de improbidade administrativa. (Hoje, vale apenas para crime de responsabilidade e ações penais).

Sinal dos tempos. Não era pequeno o tamanho da caciquia petista que enfaticamente atacou o ex-presidente Fernando Henrique quando, no fim do seu mandato, editou uma lei que tratava do mesmo assunto. Tentava-se, naquele momento, frear a farra de procuradores partidários do PT e evitar que dirigentes - responsáveis por tomar decisões cujos efeitos muitas vezes provocam dissabores - se tornassem alvos fáceis, engolfando-se numa infinidade de processos em instâncias inferiores, com custos astronômicos do ponto de vista financeiro e moral.

Considerada inconstitucional pelo Supremo em 2005, a mesma idéia é utilizada por representantes de corruptos sem disfarces. Estarão igualmente blindados pelo menos 10 ex-deputados que respondem a processos na Justiça e outros 70 que foram denunciados pelo procurador-geral da República. Se a proposta vingar, ex-sanguessugas, ex-mensaleiros e ex-quadrilheiros em geral manterão à distância o braço da Justiça.

Essa turma poderá, assim, dormir sem tranqüilizantes, sonhando com a indulgência das togas amigas e com a amnésia dos homens de bem. Arrastarão consigo aqueles que, de fato, mereceriam a proteção do foro privilegiado. (O ex-secretário presidencial Eduardo Jorge Caldas Pereira, por exemplo, só à custa de sérios danos pessoais conseguiu desativar na Justiça todas as minas postas no seu caminho pelos Torquemadas do Ministério Público).

Os caroneiros usurparão ainda mais um benefício concedido a poucos desde as Ordenações Filipinas, quando o Brasil era colônia de Portugal, em que fidalgos de grandes Estados e poder só eram presos por mandados especiais do rei. A nação que conquistou a Independência, proclamou a República e sobreviveu a incontáveis sobressaltos democráticos manteve intocado o privilégio. Mostrou-se insuficiente. Sendo o Brasil a bagunça que os políticos desejam, ignora-se uma lição relevante: quando funciona, o sistema judicial dispõe de anticorpos para neutralizar iniciativas legais torpes.

Independentemente de tais mecanismos, a insistência na proteção de corruptos causará problemas gravíssimos. A Associação dos Magistrados Brasileiros e a Associação Nacional dos Procuradores da República estimam que 10 mil ações e inquéritos serão arquivados. Mais: há cerca de 5.560 ex-prefeitos a cada quatro anos. Em contrapartida, são apenas 26 tribunais estaduais e cinco tribunais regionais federais para julgamento de ações criminais e de improbidade. O congestionamento será inevitável.

Eis por que se está diante de uma acintosa tentativa de preservação da impunidade. Convém resistir, denunciar e protestar enquanto é tempo.

Chinaglia promete votar em breve foro privilegiado

BRASÍLIA - Depois de dois anos de tramitação na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante o foro privilegiado para ex-autoridades processadas por crimes deverá ser votada em breve pelos deputados.

A promessa é do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que se comprometeu a pôr na pauta de votações a proposta que faz parte da segunda etapa da reforma do Judiciário. Pelo projeto, o foro privilegiado é estendido a todos que já ocuparam cargos públicos.

Hoje, esse benefício vale apenas para quem é autoridade. "Pessoalmente, o principal ponto negativo dessa parte da reforma do Judiciário é essa ampliação do foro privilegiado. Isso vai gerar uma impunidade absoluta. Além disso, os tribunais superiores não têm condições de julgar esses processos", disse o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP).

Ele explicou que essa emenda à Constituição é parte da reforma do Judiciário que foi alterada pelo Senado e, por isso, não pôde ser promulgada e teve de voltar à apreciação dos deputados. Parte da reforma do Judiciário foi promulgada em 30 de dezembro de 2004.

Em 7 de fevereiro último, Cardozo pediu o desarquivamento da emenda à Constituição com a outra parte da reforma do Judiciário. No dia 28 de fevereiro, o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), fez pedido formal para que a proposta fosse incluída na pauta de votações do plenário da Câmara.

A emenda da reforma do Judiciário já foi aprovada no Senado e chegou à Câmara em janeiro de 2005. Ficou seis meses - de fevereiro a agosto de 2005 - na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Foi para a Comissão Especial em setembro de 2005, mas só foi aprovada em dezembro de 2006.

O foro privilegiado para ex-autoridades processadas por crimes foi proposto, em 2002, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas acabou derrotado no Congresso. Na época, a maioria dos petistas era contrária à proposta.

A emenda que amplia o foro privilegiado para ex-autoridades processadas por crimes altera o artigo 97 da Constituição. Atualmente, o privilégio só vale para quem é autoridade. É o caso, por exemplo, de deputados, de senadores e de ministros de Estado, cujos processos criminais tramitam no Supremo Tribunal Federal.

Posições invertidas

por Denis Rosenfield, filósofo, Blog Diego Casagrande
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O mundo político e, no caso, o da diplomacia é uma caixa de surpresas. Quem iria imaginar que o Presidente Bush, do Partido Republicano, faria uma defesa do não-livre-comércio, e o Presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, se tornaria um arauto do livre-comércio. A propósito da comercialização do etanol, foi isto que efetivamente aconteceu quando da reunião entre ambos, o primeiro procurando proteger, com tarifas protecionistas e subsídios, agricultores americanos pouco produtivos, enquanto o segundo advogou por uma liberalização do mercado da maior economia do planeta, apoiando empresários brasileiros, cujas empresas ostentam invejáveis índices de produtividade. Lula se torna “neoliberal” e Bush “petista tradicional”. Dá para dormir com um barulho desses?
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Contrariando as posições de seu partido, que chegou a participar oficialmente de manifestações contra o presidente americano, ostentando bandeiras “anti-Bush” e publicando textos acerbos contra o “imperialismo americano” em seu site, Lula recebeu o seu “companheiro” republicano com a cordialidade que tem caracterizado o relacionamento entre os dois. Já se escreveu, inclusive, que Bush prefere a sua relação pessoal com um sindicalista que se fez sozinho na vida, um “self made man” do que com um sofisticado intelectual, fluente em inglês, ex- presidente do Brasil. Tudo diria que por afinidade política e condição social, Bush teria melhores relações com Fernando Henrique Cardoso do que Lula. Não é isto, porém, que aconteceu. Bush se torna mais assistencialista, aproximando-se do bolsa-família de Lula, enquanto este se torna, estreitando ainda mais as relações entre os dois, partidário da livre empresa e do comércio enquanto meio de redução das desigualdades sociais. Pode-se prever no futuro um grande colóquio internacional entre o PT e o Partido Republicano, com vistas a uma aproximação programática!
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A administração Bush procura ver com novos olhos o que se passa no continente, porque o seu fracasso no Iraque tem sido acompanhado pela recrudescência das velhas posições de esquerda na América Latina.
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Paradoxalmente, pode-se dizer que graças a Chávez os EUA voltaram a se preocupar com o que acontece entre nós. O curioso é que devamos ao ditador venezuelano esse súbito interesse pelos destinos – relegados – da América Latina. Provavelmente, devemos creditar a Lula esse grande feito, pois ao se aproximar de Chávez fez com que Bush voltasse a vê-lo com novos olhos. A saudade bateu à porta. Os petro-dólares estão respaldando a diplomacia chavista na região, onde meios não são medidos para a consecução de seus objetivos. Logo, os EUA se viram obrigados a reagir. Mas essa reação está se fazendo de uma maneira “populista”, como se um ultrapassado modelo latino-americano devesse servir como “modelo”, pois: 1) os recursos oferecidos são claramente inferiores aos disponibilizados pelo ditador venezuelano; 2) suas medidas são de cunho nitidamente assistencialistas, barco-hospital, por exemplo, ou bolsas de estudo para jovens aprenderem inglês, incapazes, portanto, de alterar minimamente as condições sociais ou a correlação de forças políticas; 3) em vez de abrir o mercado americano para o etanol, o presidente Bush se mostra praticamente contra o livre-comércio que diz retoricamente defender. A abertura do mercado americano agrícola seria uma efetiva medida para o desenvolvimento econômico e social da América Latina, algo que poderia contra-restar a influência de Chávez. E isto não está sendo feito. Desta maneira, Bush terminará por fortalecer as posições esquerdistas no continente. O PT aplaude o presidente americano, numa jogada provavelmente ensaiada.
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Paradoxalmente também, é Lula que está defendendo o livre comércio, tanto para o etanol, quanto para os produtos agrícolas em geral. O presidente brasileiro, neste sentido, se distingue de seus congêneres latino-americanos, porque se coloca contra a corrente dominante de seus “companheiros” socialistas e populistas presidentes e contra posições de seu próprio partido. Sob esta ótica, a diplomacia brasileira está ardilosamente sendo favorecida por um conjunto de circunstâncias, começando por um presidente dos EUA que defende o não-livre-comércio, até a amabilidade exibida entre si pelos presidentes brasileiro e americano, passando pelo benefício suplementar de Lula poder se diferenciar de Chávez. O problema, no entanto, reside em que a diplomacia brasileira tem caracterizado sua atuação no governo Lula por desperdiçar oportunidades deste tipo, optando por uma ideologização de suas posições. Talvez um sopro de pragmatismo comece a soprar. Ou de cinismo.

TOQUEDEPRIMA...

Novo ministro já prepara PAC da saúde

Uma das primeiras medidas do sanitarista José Gomes Temporão, recém-nomeado Ministro da Saúde, será apresentar ao presidente o “PAC da Saúde”.

O projeto inclui investimento em tecnologia de ponta, incentivo à abertura da empresa nacional de hemoderivados (Hemobrás) e ampliação dos agentes comunitários nas grandes cidades. "Não gostaria de chamar de PAC da Saúde, mas no fundo é um pouco isso, sim."

Em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo", Temporão diz que é cedo para citar nomes da equipe, mas cita quais serão os três critérios de escolha: competência técnica, comprovada experiência na administração pública e ser imune a qualquer possibilidade de denúncia de desvio de recursos.

Pivô de disputa interna no PMDB por uma vaga no ministério de Luiz Inácio Lula da Silva, ele garante que “não está nem um pouco preocupado” com possíveis problemas relacionados à falta de força partidária durante sua gestão.

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Brasil pode comprar gás natural da Argélia
Reuters

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, afirmou nesta sexta-feira (16) que uma missão brasileira vai viajar para a Argélia dentro de 15 dias para negociar a compra de gás natural liquefeito (GNL) do país africano.

O combustível será utilizado em duas plantas de GNL previstas para entrar em operação no Rio e no Ceará a partir do ano que vem. "Vamos conversar com a Argélia sobre o GNL. Em 15 dias estamos indo à Argélia para tentar fechar (o negócio)", disse ele a jornalistas.

"Esse gás poderá vir da Argélia, mas temos outras opções, como Qatar e Trinidad e Tobago", acrescentou o ministro durante evento no Rio de Janeiro.

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Chávez vê limitações 'éticas e técnicas' no etanol
Do G1, com informações da AFP

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou a produção de etanol em larga escala, nesta segunda-feira (12), na Jamaica, dizendo que o combustível tem limitações "técnicas e éticas". Na sexta-feira passada (9), o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu compromisso de promover a produção de etanol com o presidente dos EUA, George W. Bush. Brasil e EUA produzem juntos 70% do etanol mundial.
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Chávez, que visitou a Jamaica em sua viagem pela América Latina e o Caribe, manifestou dúvidas diante da viabilidade da produção de etanol em larga escala. Combustíveis como o álcool brasileiro têm o objetivo de substituir parcialmente o consumo de petróleo, principal fonte de riquezas da Venezuela.
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O presidente venezuelano questionou o uso da terra para a produção de combustível, pois o etanol poderia limitar a produção de alimentos. "Temos que continuar promovendo o etanol, mas tem limites, inclusive não somente técnicos, mas éticos", disse Chávez. "Quero dizer à Colômbia, Brasil, Jamaica, e a todos os países irmãos, com muita humildade, que utilizemos nossas terras para produzir alimentos para o povo."

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Parentes de deputado agridem equipe de TV
Cláudio Humberto

Dois jornalistas da TV Sintonia foram agredidos neste domingo, em Araxá (MG), por três parentes do deputado Araceky de Paula (PR), cujo assessor Emílio de Paula Castilho foi preso em Brasília transportando R$ 80 mil em dinheiro vivo. O fato aconteceu às 12h45, segundo registrra o boletim de ocorrência da Polícia Militar. O cinegrafista Carlos Samartano foi hospitalizado com suspeita de fratura no maxiliar e o repórter César Campos tomou um violento soco no rosto. Os agressores - Lélio Tarcísio Castilho, Fabiano de Paula Castilho e Lélio Tarcísio Castilho Júnior - são parentes do deputado e do seu sobrinho e assessor. Eles tentaram fugir do local em que atacaram os jornalistas covardemente, mas foram detidos pela cabo PM Andreína Caetano, que flagrou o crime. Tanto o deputado (foto) quando seu sobrinho estão desaparecidos desde o episódio da apreensão da dinheirama, ocorrido no último dia 10.

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Nove prefeitos de capitais ganham mais que governador

Em nove dos 26 estados brasileiros, o prefeito da Capital ganha mais que o governador do Estado. Segundo informações das câmaras municipais, em Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA), os prefeitos têm subsídios maiores que os dos governadores.
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A maior discrepância ocorre no estado do Maranhão. O prefeito de São Luís, Tadeu Palácio (PDT), recebe R$ 19,1 mil e o governador, Jackson Lago (PDT), ganha R$ 13 mil.
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Não há ilegalidade em um prefeito ter salário maior que um governador. O presidente da Confederação Nacional de Municípios afirma que é contra um teto salarial para prefeitos.

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STF nunca condenou parlamentar

Jamais aconteceu condenação de parlamentar no STF (Supremo Tribunal Federal). O tribunal concluiu apenas 20 ações criminais contra políticos, sendo que destas, 13 já estavam prescritas. O levantamento foi feito pelo próprio STF.O foro privilegiado é o que alimenta a impunidade. Segundo o STF, o tribunal já está abarrotado de ações de outras naturezas, e com este cenário é difícil condenar algum político.

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Chávez usa escolas para impor socialismo


O presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou em janeiro que usaria a educação popular no seu país como um dos cinco motores da "revolução socialista". O projeto começa a ganhar força e preocupa educadores e pais venezuelanos.“Desde o início do ano, Chávez ameaça usar as escolas e universidades para impor o ‘socialismo do século XXI’ e os venezuelanos estão se mobilizando para evitar isso”, disse o presidente da Federação de Professores venezuelanos, Orlando Alzuru, que está fazendo campanha contra o projeto de lei de Chávez que já está na Assembléia Nacional.
Além de pressionar os parlamentares venezuelanos para aprovação da lei, Chávez nomeou o irmão para a pasta de Educação e Esportes, criou um conselho presidencial para supervisionar a difusão da doutrina socialista no ensino e ameaçou estatizar a Universidade Fermín Toro, para calar os estudantes e professores que protestam. O coordenador da Associação de Educadores Bolivarianos,Orlando Pérez, é ex-embaixador de Cuba e sugeriu a proibição do ensino privado na Venezuela.
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O governo venezuelano alega que já conseguiu recrutar e treinar 10.389 voluntários que deverão visitar instituições públicas, associações e escolas nos rincões mais distantes da Venezuela para difundir e zelar pelo “socialismo do século XXI”.

Ambientalismo, uma nova religião?

por Orlando Tambosi, Blog Diego Casagrande

O ambientalismo se parece cada vez mais com uma religião, notadamente nas suas versões mais radicais. Esquentou, é culpa do tal "ser humano". Esfriou, idem. Se o tempo for ameno, ah, aí ninguém é culpado, é obra divina. As novas gerações já têm a cabeça feita por essa ideologia (sim, religião é uma ideologia), muitas vezes travestida de ciência.
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A propósito, permito-me levantar um temor. O de que a atual onda condenatória da mísera "humanidade", única responsável pelos males de um planeta supostamente antropocêntrico, conduza a restrições a pesquisas científicas e tecnológicas. Uh, essa pesquisa está proibida porque pode prejudicar o Deus Ambiente; ah, os cientistas estão brincando de Deus, é?.
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De quebra, esse mundinho ficará definitivamente como está. De um lado, as nações fruidoras e poluidoras do planeta "moribundo"; de outro, o restolho terráqueo, que jamais alcançará o mais baixo nível de conforto dos países altamente industrializados. Isto está eternamente proibido, não haja dúvidas. Quem tem, tem; que não tem, que se contente em chupar o dedo. E se o país pobretão tiver, digamos, uma floresta esplendorosa, os ricos estarão de olho: precisamos preservar o "pulmão do mundo"! E por aí vai...
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Acho importante a educação a respeito dos escassos recursos do ambiente e que se incentive a sua preservação, desde que isto não vire uma religião a mais. Não me tomem, pobre coitado, por um monstro destruidor da natureza (quem me dera ter uma fumegante fábrica de cimento, como o Dr. Ermírio, ou dirigir enormes e poluidores automóveis importados, como os novos ricos petistas). O que sempre me inquieta é a unanimidade, a pasteurização de idéias, a confusão de conhecimento e ideologia. Não acho que a mudança de consciência mude o mundo - um erro típico de muitos marxistas. Não carrego a Terra nos ombros, e não me sinto culpado por isto. O sistema solar não está nem aí para nós, que dirá o Universo. E é desolador constatar que, séculos e séculos depois de Copérnico, ainda cultivamos uma visão antropocêntrica do cosmo.Ouso perguntar: não estaríamos engendrando uma religião secularizada, tão castradora quanto a que dominou a Idade Média?
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Cientistas condenam alarmismo sobre clima

Da EFE

Pesquisadores participarão de ato contra mitos que cercam temas científicos polêmicos.
Paul Hardaker e Chris Collier dizem que falta sinceridade na apresentação dos fatos.

Dois reconhecidos cientistas britânicos criticaram neste sábado (17), em uma conferência em Oxford (sudeste inglês), seus colegas que "exageram" os riscos da mudança climática sem basear suas afirmações na ciência.

Os professores Paul Hardaker e Chris Collier, da Royal Meteorological Society, expuseram sua tese em um ato organizado pelo "Sense About Science", uma fundação que busca dissipar os mitos que cercam temas científicos polêmicos, como o aquecimento do planeta.

Os cientistas geraram polêmica ao criticar a famosa Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) por fazer afirmações que, na sua opinião, não têm fundamento.

Hardaker e Collier deram como exemplo uma declaração feita pela organização em seu congresso do mês passado, quando manifestou que, "como se esperava, estão se intensificando as secas, ondas de calor, inundações, incêndios e tempestades fortes, com efeitos crescentes em sociedades e ecossistemas vulneráveis".

"Estes eventos -- acrescentou a AAAS -- são os primeiros sinais de advertência de futuros danos muito mais devastadores, alguns dos quais serão irreversíveis". Collier disse que, embora esses danos possam ocorrer, é preciso ser mais "sincero" sobre as provas existentes para sustentar as previsões de impactos futuros.

"Como cientistas, temos que ser cuidadosos quando apresentamos os fatos e não exagerar as coisas, porque isso pode prejudicar a credibilidade a longo prazo", afirmou. Hardaker advertiu contra descrever a mudança climática como fazem os filmes de Hollywood, que, disse, só contribuem para confundir a opinião pública.

Estudo questiona cálculos do aquecimento

Da EFE

Pesquisador diz que método usado para medir mudanças é mais político que científico.
Conceito de "temperatura global" seria impossibilidade termodinâmica e matemática.


Nos últimos meses, os alarmes em virtude das conseqüências do aquecimento global foram disparados com previsões de desastres naturais, perdas de colheitas e crise de fome em todo o mundo. Desde o sombrio documentário do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, "Uma Verdade Inconveniente", ganhador de dois Oscar este ano, até uma série de estudos e observações, todos concordam que o aquecimento é causado pelos gases de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono, que contaminam a atmosfera.

No entanto, segundo o pesquisador Bjarne Andresen, "todo o debate sobre o aquecimento global é uma fantasia". Segundo ele, o método utilizado para determinar o aquecimento global e suas conseqüências "é mais político do que científico".

Em artigo publicado na revista "Journal of Non-Equilibrium Thermodynamics", Andresen -- do Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhague -- afirma que o conceito de "temperatura global" é uma impossibilidade termodinâmica e matemática.

O cientista refere-se aos estudos que afirmam que, como conseqüência do aumento das temperaturas, o planeta sofrerá perdas de massas de gelo polar, aumento dos níveis dos oceanos, aumento das chuvas em algumas regiões e secas em outras, além do aumento da intensidade de furacões e tufões.

O último deles, publicado pela revista "Environmental Research Letters", afirmou esta semana que o aquecimento global provocou uma perda na colheita de produtos essenciais para a dieta dos seres humanos em todo o planeta.

Segundo pesquisadores do Instituto Carnegie e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, entre 1981 e 2002, o aquecimento diminuiu a produção de trigo, milho e cevada em cerca de 40 bilhões de toneladas ao ano.

Segundo os cientistas, este estudo mostra que a redução é originada no aquecimento causado pela atividade humana no planeta e que seus efeitos são imediatos. "A maior parte das pessoas acha que a mudança climática é algo que terá um impacto futuro", afirmou Christopher Field, um dos autores do estudo e diretor do Departamento de Ecologia Global do Instituto Carnegie.

"Este estudo constata que o aquecimento registrado nas últimas duas décadas já tem conseqüências reais na produção mundial de alimentos", acrescentou. Além disso, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA revelou que este inverno no hemisfério norte foi o mais quente desde 1880, mas não relacionou o fato aos gases de efeito estufa.

O órgão do Governo dos EUA divulgou em seu site que, no período de dezembro a fevereiro, as temperaturas foram 1,3 grau mais altas que a média do século XX. A NOOA também afirmou que, durante o último século, as temperaturas na superfície do planeta aumentaram em média 0,06 grau por década.

O aumento foi três vezes maior a partir de 1976, chegando a 0,18 grau centígrados por década. As maiores altas foram registradas no hemisfério norte. No entanto, segundo Andresen e os cientistas Christopher Essex, da Universidade de Western Ontário, e Ross McKitrick, da Universidade de Guelph, também em Ontário (Canadá), "é impossível falar em uma única temperatura em algo tão complexo quanto o clima da Terra".

Andresen afirma que a temperatura só pode ser definida em um sistema homogêneo, e o clima não pode ser determinado por apenas uma temperatura. "São as diferenças de temperaturas que impulsionam o processo e criam as tempestades, correntes marinhas, trovões, que são as que constituem o clima", afirma.

"Não faz nenhum sentido falar em uma temperatura global para a Terra", porque existem elementos em todo o planeta que, segundo o especialista, não podem simplesmente ser somados e divididos. Segundo os cientistas, existem duas formas de calcular as médias, a aritmética e a geométrica. Ambos dão resultados diferentes e ambos estão corretos.

É necessário um motivo forte para escolher um em demérito do outro e, "por isso, as previsões sobre desastre podem ser uma conseqüência do método usado", acrescentam Andresen e seus colegas. Para eles, são necessários argumentos físicos para decidir pelo uso de um método de análise do estado da Terra, e "não a tradição".

TOQUEDEPRIMA...

Nova geração detesta o comunismo
Jornal do Brasil

Reeleito ano passado com a promessa de cortar impostos, o Partido Socialista está agora aumentando a cobrança e fechando hospitais para reduzir o déficit orçamentário. Para a oposição, a quebra das promessas torna o governo ilegítimo. A bipolarização do século 20 se perpetua.

- Infelizmente, o país ainda está extremamente marcado por seu passado e acha difícil seguir em frente - disse Laszlo Varga, líder do Partido Socialista jovem - E os líderes da oposição não se poupam em fazer uso desta situação.

Os seguidores do Fidesz vêem os socialistas como sucessores do comunismo, que por sua vez, acusam o Fidesz de promover a instabilidade com os protestos de rua.

- Enquanto a cena política continuar assim, não fará nenhuma diferença que a nova geração nunca tenha vivido a ditadura socialista - diz Peter Szijjarto, líder do Fidesz.

Vona concorda que o atual cenário é produto dos conflitos mal resolvidos de 40 anos de comunismo:

- A geração de meus pais e avós foi perdida em termos de política. É uma ironia da História que, aos 29, eu lute pelas mesmas idéias.

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Arthur Virgílio: TV Lula e venezuelização
Na Agência Senado:

O PSDB "fará o impossível" para impedir que o governo federal implante a Rede Nacional de Televisão Pública. O aviso foi dado pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que alertou sobre a possibilidade de se repetir no Brasil a experiência hoje vivida na Venezuela: "Uma TV estatal que serve de palanque a um governante tresloucado que malbarata um recurso não renovável do país para sustentar seu poder".

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Apagão anunciado

O deputado tucano Luiz Paulo Velloso Lucas (ES) prevê apagão de energia elétrica em 2010: das 38 usinas licitadas, apenas oito estão em obras.

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Prejuízo de Manguinhos fica em R$ 22,9 milhões em 2006

A Refinaria Manguinhos registrou prejuízo de R$ 22,9 milhões em 2006, mostra balanço divulgado ontem. O prejuízo diminuiu sobre o ano passado, quando o resultado negativo foi de R$ 117,4 milhões. A recuperação se deve principalmente ao fato de a empresa ter paralisado suas atividades de refino de óleo, em agosto de 2005.

A atividade não estava sendo vantajosa porque a refinaria não conseguia ser competitiva diante dos preços abaixo do mercado internacional praticados pela Petrobras no mercado doméstico. A unidade, controlada pelo Grupo Peixoto de Castro e a Repsol YPF, deve iniciar em breve a produção de biodiesel.

Foram investidos US$ 12 milhões nos últimos dois meses para adaptar a planta à produção, que vai utilizar como matéria-prima sebo animal, óleos de soja e de girassol.

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Mais um pouco sobre o quase ex-futuro ministro da Agricultura de Lula
Ranier Bragon e Fábio Zanini, na Folha:

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o Ministério da Agricultura, o deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB-PR) reúne em seus 12 anos de Legislativo a prática do nepotismo, baixa produção parlamentar e um dos mais altos índices de falta às sessões de votação.Apesar do fraco desempenho parlamentar e do fato de responder a inquérito sigiloso no Supremo Tribunal Federal por falsidade ideológica e crime contra a fé pública, sua posse no ministério foi confirmada ontem para a próxima quinta.Balbinotti, que chegou à Câmara em 1995, emprega em seu gabinete um cunhado, Luiz Paiola, e uma cunhada, Miriam Lani Paiola Miguel, com salários mensais que vão de R$ 4.808 a R$ 7.080. Ambos são irmãos de sua mulher e ocupam cargos preenchidos sem concurso público. Até janeiro, o deputado empregava ainda Mirian Rocha Paiola, outra parente de sua mulher.Dono da segunda maior fortuna declarada da Câmara -R$ 123,8 milhões, segundo as declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral-, Balbinotti registrou um salto de 2.151% em seu patrimônio entre as eleições de 2002 e 2006. Os dados devem ser vistos com ressalva, entretanto, já que a declaração de 2002 traz vários itens com valor zerado. O deputado é o maior plantador de sementes de soja do país.

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Porto brasileiro na Ásia
Radar, Veja online

A Vale do Rio Doce está em conversações com parceiros chineses para ingressar na área de portos daquele país. A idéia é operar em parceria um terminal para receber minério brasileiro na província de Hebei, uma região que concentra boa parte da produção de petróleo do norte da China e importantes minas de ferro. Seria o primeiro porto da Vale na Ásia.

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Trem desgovernado

A Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos alerta para o fim do concurso público com a aprovação da PEC 54/99, efetivando terceirizados. O cadastro de reserva também iria para o espaço.

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Jackson perderá direitos sobre canções dos Beatles
Tribuna da Imprensa

Para manter o estilo de vida e pagar despesas para se defender da acusação de pedofilia, Jackson abre mão desta preciosidade


LONDRES - O astro Michael Jackson está negociando a venda de parte dos direitos autorais que tem sobre as músicas dos Beatles para a Sony por conta de sua atual situação financeira, segundo com a agência italiana Ansa. Depois de acumular enormes dívidas financeiras, o músico Michael Jackson se viu obrigado a vender os direitos de copyright de todas as canções dos Beatles, que detinha desde 1985, de acordo com os jornais ingleses.

Jackson comprou os direitos da maioria das músicas do lendário quarteto da empresa Associated Television Corporation (ATV), em 1985. Como o estilo de vida do rei do pop é luxuoso e os gastos para se defender das acusações de abuso sexual contra crianças foram altos, o artista resolveu desfazer-se dos direitos musicais dos Beatles, que nos anos 80 foram motivo de irritação para Paul McCartney.

Avaliada em US$ 1,5 bilhão (R$ 3 bilhões), parte da propriedade das canções já foi vendida à Sony. O resto foi utilizado como garantia pelo músico para pedir empréstimos. No acordo firmado com a Sony, diz a agência, Jackson deverá vender o resto dos direitos de copyright dos Beatles antes de 31 de maio de 2008. Isto deixará o músico com dívidas de US$ 300 milhões (R$ 600 milhões), que ele espera pagar com o dinheiro que receberá da gravadora.

Não é de hoje que o cantor tem de se desfazer de patrimônios para manter seu estilo de vida. Ele teria gastado uma fortuna durante o processo que enfrentou - e foi absolvido - por pedofilia. No início do ano, espalhou-se o boato de que Jackson teria entrado em contato com Victoria, ex-Spice Girl e mulher do jogador de futebol inglês David Beckham, para vender ao casal seu rancho californiano denominado "Neverland" por cerca de US$ 28 milhões (R$ 56 milhões).

Cresce fenômeno dos jovens ricos criminosos

Luciana Bonadio, G1

Ao G1, Mário Jordão conta que aumentou criminalidade na classe média. Caso mais recente foi da estudante Ana Paula Sousa, presa em Campinas.

Bonita, rica, universitária e assaltante. O caso de Ana Paula Jorge Sousa, de 21 anos, presa por roubo a residências e casas lotéricas em Campinas, a 95 km de São Paulo, deixou uma dúvida na cabeça da maioria dos brasileiros. Por que jovens com boa vida, ricos e estudados entram no mundo do crime?
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Para os especialistas, a certeza da impunidade, o envolvimento com drogas, a falta de empregos - que também atinge a classe média -, e a ausência da estrutura familiar são os principais motivos para que jovens como Ana Paula decidam cometer roubos e outras contravenções, como o tráfico de entorpecentes. “De uns anos para cá, os presídios no Brasil vêm passando por uma modificação do tipo de presos. Antes, havia um determinado segmento da população que era normalmente detido. Hoje, nós vemos grande volume de jovens de classe média nos presídios”, defende o delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Mário Jordão Toledo Leme.
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As autoridades não têm dados atualizados sobre esse crescimento – o último censo penitenciário foi feito em 2003. Apesar disso, Jordão acredita que não é leviano afirmar que houve o aumento dos casos. E o motivo, segundo ele, está dentro de casa. “As famílias deixaram de educar. Não em termos materiais, mas em termos estruturais, psicológicos. E isso gera na sociedade brasileira uma violência urbana alta”, disse.
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O psicanalista e professor doutor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Cesar Endo acredita que a certeza da impunidade é outro fator importante. “A porcentagem de crimes esclarecidos em todos os níveis no Brasil é baixíssima comparada a outros países do mundo. Isso cria uma cultura de que não é só possível, como está se tornando desejável tirar vantagem”, acredita.
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Endo defende também que o caminho da contravenção aparece como possibilidade quando os jovens de classe média, apesar de sustentados pelos pais, enfrentam dificuldades no mercado de trabalho. “Eles (jovens) não conseguem trabalhar. Moram com os pais, ganham mesada, mas não tem emprego. A contravenção aparece como possibilidade de uma relativa autonomia”, diz.

Ausência de responsabilidade
A estudante Ana Paula jogou a responsabilidade de seus atos no relacionamento com o namorado, Raoni Renzo Miranda, de 18 anos, que pertencia à quadrilha de assaltantes. Apesar de apenas dois meses de namoro, ela afirma que fez isso para salvá-lo. "Eu me apaixonei por uma pessoa e acabei seguindo alguns passos dele porque não queria perdê-lo de vista", afirmou Ana Paula.
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A atitude da estudante é comum na elite brasileira, de acordo com o psicanalista da USP. “É como se, moralmente, você pudesse atribuir a culpa ao outro. Isso é uma característica da elite brasileira. Sempre a culpa é do outro”, disse. Jordão defende que as classes média e alta também têm parcela de culpa pelo aumento da criminalidade. “Esse mesmo segmento da sociedade que critica e pede ações enérgicas é o segmento que usa drogas, que compra drogas e fomenta o tráfico e o armamento dentro do Brasil”, afirma.
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O professor também lembra que os crimes cometidos pela classe média não são novidade. “O crime e a violência das camadas médias sempre existiram”, diz. Ele lembrou o caso do índio pataxó Galdino de Jesus, que morreu com o corpo queimado em 1997 enquanto dormia em um ponto de ônibus de Brasília.
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Os quatro acusados do crime são jovens moradores de bairros nobres da capital, que disseram acreditar que o índio era um mendigo. “Isso é perigoso porque estes jovens acreditam que, a partir de uma determinada fronteira, essas pessoas podem ser eliminadas, podem ser objetos de sua instabilidade emocional”, afirma Endo.
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Outro caso conhecido que envolve um jovem de classe média é o de Pedro Machado Lomba Neto, de 23 anos, o “Pedro Dom”. Ele ficou conhecido com um dos maiores assaltantes de condomínios de luxo do Rio de Janeiro. O jovem de uma família de classe média e filho de um policial civil foi morto na madrugada de 15 de setembro de 2005, após perseguição policial, horas depois de ter assaltado um apartamento na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Envolvimento com drogas
Policiais apontam a droga como a maior causa de envolvimento de jovens abastados com o crime. Foi o caso de Pedro Dom, que começou a usar cocaína aos 11 anos. O caminho é quase sempre o mesmo: a pessoa começa como usuária, inicia a venda de pequenas porções para alimentar o vício e percebe que pode ter uma vida de luxo com o comércio de entorpecentes. Acaba traficante drogas.
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Um dos casos lembrados por policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) é o de Jaime Alves, hoje com 36 anos, que pertencia a uma família tradicional de São Paulo. Viciado, ele começou a usar a casa de quatro quartos que ganhou da mãe na Vila Mariana, na Zona Sul, para traficar drogas. Foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão.
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Ao ver que a droga pode render dinheiro fácil, muitas pessoas se aproximam do crime. É o caso, segundo a polícia, do advogado Gustavo Silva Baccro, hoje com 30 anos, e preso em 2004 por tráfico de drogas sintéticas. Morador de um condomínio de classe média na Zona Oeste de São Paulo, ele iniciou a carreira defendendo pequenos traficantes de ecstasy, todos freqüentadores das melhores casas noturnas de São Paulo.
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Baccro deixou a advocacia, de acordo com a polícia, para se dedicar ao tráfico e à organização de raves. Acabou preso e condenado a oito anos e quatro meses de prisão. O advogado costumava atrair jovens por meio de programas de conversa instantânea na internet.
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A desconfiança do pai ajudou a polícia a provar o envolvimento de Baccro com o tráfico. Ele instalou um programa que arquivava as mensagens trocadas pelo advogado com os compradores. Ficou surpreso, assim como a maioria dos pais, com o envolvimento do filho com o crime.
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O diretor do Denarc, Everardo Tanganelli Júnior, acredita que a droga é o grande mal a ser combatido pelas famílias. “É como câncer: quando você pega no início, consegue controlar e ter uma sobrevida. O difícil é quando você pega em estado avançado”, diz.