Na reunião que manteve com representantes de 40 povos indígenas, segundo eles, Lula lhes teria prometido manter a demarcação da forma cretina em que se encontra. Comprometeu-se ainda enviar ainda hoje a proposta de criação do Conselho Nacional Indigenista. O órgão será o responsável por administrar as reivindicações dos povos indígenas e encaminhá-las para as áreas do governo. Se já existe a FUNAI, pra quê outro órgão para fazer a mesma palhaçada?
E mais, determinou que os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Tarso Genro (Justiça) coordenem uma comissão com a presença também do presidente da Funai, Márcio Meira, para que interceda no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a questão da reserva de Raposa/Serra do Sol, ou seja, fazer lobby para que o STF decida a favor do governo, e contra o pais.
Na verdade, Lula não tem poder moral nem autoridade suficiente para prometer manter a demarcação da reserva na forma como foi homologado em 2005, pela simples razão de que este assunto está sob judice. Assim, como a última palavra neste caso será dada pelo STF, Lula tem mais é acatar e cumprir o que o Judiciário determinar. Até pode ser que os ministros do Supremo aceitem as argumentações do governo e dos índios, contudo desde que tais argumentos não firam a lei maior do país.
Além do mais é preciso ficar claro que não se trata de retirar os “arrozeiros” como mentirosamente Lula se refere aos não índios que moram na reserva. Tampouco se pode qualifica-los de “invasores”.
Eles lá estavam anteriormente a demarcação, devidamente estabelecidos e desenvolvendo uma atividade econômica para seu sustento. Portanto, nem de vagabundos poderão ser chamados. Assim, não sendo apenas meia dúzia, mas centenas de famílias, não sendo invasores pois colonizaram a região e nela vivem desde a década de 70, e também não sendo vagabundos, porque deram à terra valor econômico, a ação que Lula ora está se comprometendo com indígenas é falsa e leviana, assim como falsos e levianos são os argumentos dos cretinos que defendem que a demarcação permaneça em áreas contínuas.
Nesta altura, não há como negar que os interesses que se escondem por detrás desta articulação traiçoeira a centenas de brasileiros, trabalhadores e honestos, se caracterizam como cafajeste. Está fedendo muito esta pressão. As razões estão bem claras de quem está interessado e do por quê.
Resta confiar na capacidade dos ministros do STF em fazerem valer o que reza a respeito a constituição do país. E, claro, rezar muito para que não se pratique uma injustiça que muitos ainda choraram amargamente arrependidos.
Segue a reportagem da Renata Giraldi para a Folha Online informando sobre a reunião de Lula com os índios. Como uns posam de vítima, e o outro faz do vitimismo o escudo de defesa dos crimes que pratica e das mentiras que espalha, sem dúvida que eles devem ter se entendido às mil maravilhas...
Após receber representantes de 40 povos indígenas no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o governo federal vai manter a demarcação de forma contínua na reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima. Segundo os caciques, o presidente afirmou que não vai alterar o acordo firmado anteriormente, no qual garante as terras para os índios.
Na conversa, os índios reclamaram do comandante Militar da Amazônia, general Augusto Heleno. Segundo o oficial, em palestra que fez anteontem no Rio, a política indigenista do governo federal é "lamentável, para não dizer caótica".
"Pedimos para o presidente que entenda que nós, as populações indígenas, também defendemos as faixas de fronteira. Não é o que o general disse que nós somos um empecilho. Não somos um empecilho", reagiu o vice-presidente da Coordenação das Organizações Indígenas Brasileiras, Marcos Aporinan.
Ontem, Lula cobrou do ministro Nelson Jobim (Defesa) e o comandante do Exército, Enzo Peri, explicações sobre os comentários do general Heleno. Mas hoje, segundo Aporinan, o presidente evitou criticar o general.
Discussão
Em busca de um diálogo permanente com os líderes indígenas, Lula disse aos caciques que enviaria ainda hoje a proposta de criação do Conselho Nacional Indigenista. O órgão será o responsável por administrar as reivindicações dos povos indígenas e encaminhá-las para as áreas do governo.
Mas antes da provável votação da proposta, o presidente quer se reunir com os líderes indígenas e os ministros das áreas que tratam diretamente das questões relacionadas a eles --Saúde, Educação, Meio Ambiente e Justiça. No final de maio, deve ocorrer o encontro.
De acordo com interlocutores de Lula, o presidente pediu aos caciques que relacionem de forma minuciosa suas queixas e necessidades para que o governo tenha condições de tomar providências.
Acordo
Interlocutores de Lula confirmaram que o presidente determinou que os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Tarso Genro (Justiça) coordenem uma comissão com a presença também do presidente da Funai, Márcio Meira, para que interceda no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a questão da reserva de Raposa/Serra do Sol.
Depois de mais de uma hora e meia de conversa com Lula, na qual também estavam Marina Silva, Meira e o ministro Fernando Haddad (Educação), os líderes indígenas confirmaram que o presidente reiterou a intenção de manter a demarcação na reserva, o que sinaliza o objetivo de retirar os produtores de arroz da região.
"O presidente disse que vai manter a retirada [dos arrozeiros]. O que nós sentimos aqui é que o presidente não vai abrir mão da nossa demarcação", afirmou o cacique Jaci José de Souza Macuxi.
Na semana passada, uma decisão liminar do STF suspendeu a operação da Polícia Federal para retirada de não-índios da reserva indígena. Logo depois, Tarso demonstrou seu descontentamento e saiu em defesa da ação policial e da manutenção da política indigenista executada pelo governo federal.
E mais, determinou que os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Tarso Genro (Justiça) coordenem uma comissão com a presença também do presidente da Funai, Márcio Meira, para que interceda no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a questão da reserva de Raposa/Serra do Sol, ou seja, fazer lobby para que o STF decida a favor do governo, e contra o pais.
Na verdade, Lula não tem poder moral nem autoridade suficiente para prometer manter a demarcação da reserva na forma como foi homologado em 2005, pela simples razão de que este assunto está sob judice. Assim, como a última palavra neste caso será dada pelo STF, Lula tem mais é acatar e cumprir o que o Judiciário determinar. Até pode ser que os ministros do Supremo aceitem as argumentações do governo e dos índios, contudo desde que tais argumentos não firam a lei maior do país.
Além do mais é preciso ficar claro que não se trata de retirar os “arrozeiros” como mentirosamente Lula se refere aos não índios que moram na reserva. Tampouco se pode qualifica-los de “invasores”.
Eles lá estavam anteriormente a demarcação, devidamente estabelecidos e desenvolvendo uma atividade econômica para seu sustento. Portanto, nem de vagabundos poderão ser chamados. Assim, não sendo apenas meia dúzia, mas centenas de famílias, não sendo invasores pois colonizaram a região e nela vivem desde a década de 70, e também não sendo vagabundos, porque deram à terra valor econômico, a ação que Lula ora está se comprometendo com indígenas é falsa e leviana, assim como falsos e levianos são os argumentos dos cretinos que defendem que a demarcação permaneça em áreas contínuas.
Nesta altura, não há como negar que os interesses que se escondem por detrás desta articulação traiçoeira a centenas de brasileiros, trabalhadores e honestos, se caracterizam como cafajeste. Está fedendo muito esta pressão. As razões estão bem claras de quem está interessado e do por quê.
Resta confiar na capacidade dos ministros do STF em fazerem valer o que reza a respeito a constituição do país. E, claro, rezar muito para que não se pratique uma injustiça que muitos ainda choraram amargamente arrependidos.
Segue a reportagem da Renata Giraldi para a Folha Online informando sobre a reunião de Lula com os índios. Como uns posam de vítima, e o outro faz do vitimismo o escudo de defesa dos crimes que pratica e das mentiras que espalha, sem dúvida que eles devem ter se entendido às mil maravilhas...
Após receber representantes de 40 povos indígenas no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o governo federal vai manter a demarcação de forma contínua na reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima. Segundo os caciques, o presidente afirmou que não vai alterar o acordo firmado anteriormente, no qual garante as terras para os índios.
Na conversa, os índios reclamaram do comandante Militar da Amazônia, general Augusto Heleno. Segundo o oficial, em palestra que fez anteontem no Rio, a política indigenista do governo federal é "lamentável, para não dizer caótica".
"Pedimos para o presidente que entenda que nós, as populações indígenas, também defendemos as faixas de fronteira. Não é o que o general disse que nós somos um empecilho. Não somos um empecilho", reagiu o vice-presidente da Coordenação das Organizações Indígenas Brasileiras, Marcos Aporinan.
Ontem, Lula cobrou do ministro Nelson Jobim (Defesa) e o comandante do Exército, Enzo Peri, explicações sobre os comentários do general Heleno. Mas hoje, segundo Aporinan, o presidente evitou criticar o general.
Discussão
Em busca de um diálogo permanente com os líderes indígenas, Lula disse aos caciques que enviaria ainda hoje a proposta de criação do Conselho Nacional Indigenista. O órgão será o responsável por administrar as reivindicações dos povos indígenas e encaminhá-las para as áreas do governo.
Mas antes da provável votação da proposta, o presidente quer se reunir com os líderes indígenas e os ministros das áreas que tratam diretamente das questões relacionadas a eles --Saúde, Educação, Meio Ambiente e Justiça. No final de maio, deve ocorrer o encontro.
De acordo com interlocutores de Lula, o presidente pediu aos caciques que relacionem de forma minuciosa suas queixas e necessidades para que o governo tenha condições de tomar providências.
Acordo
Interlocutores de Lula confirmaram que o presidente determinou que os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Tarso Genro (Justiça) coordenem uma comissão com a presença também do presidente da Funai, Márcio Meira, para que interceda no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a questão da reserva de Raposa/Serra do Sol.
Depois de mais de uma hora e meia de conversa com Lula, na qual também estavam Marina Silva, Meira e o ministro Fernando Haddad (Educação), os líderes indígenas confirmaram que o presidente reiterou a intenção de manter a demarcação na reserva, o que sinaliza o objetivo de retirar os produtores de arroz da região.
"O presidente disse que vai manter a retirada [dos arrozeiros]. O que nós sentimos aqui é que o presidente não vai abrir mão da nossa demarcação", afirmou o cacique Jaci José de Souza Macuxi.
Na semana passada, uma decisão liminar do STF suspendeu a operação da Polícia Federal para retirada de não-índios da reserva indígena. Logo depois, Tarso demonstrou seu descontentamento e saiu em defesa da ação policial e da manutenção da política indigenista executada pelo governo federal.