sexta-feira, abril 04, 2008

A dupla Tunica e Tinhoso: pegos na mentira, outra vez.

Adelson Elias Vasconcellos
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E a máscara caiu, não é mesmo? A reportagem da Folha de São Paulo, finalmente, desmontou todas as versões, todos os ridículos, todas as incúrias, todas as empulhações e mistificações, e esgarçou à realidade todas as mentiras. Não bastasse o relatório do Tribunal de Contas da União jogando no lixo as cretinices que se vendeu sobre o PAC, como também o desmentido de que houvera “sugerido” um banco de dados, o governo do crime organizado insistiu na sustentação deprimente de mascarar um de seus tantos crimes. Não há arrogância e nem berros estridentes no palanque das consciências compradas, tampouco os urros da ironia decadente, nem os gestos teatrais em poses ridículas, que bastem para encobrir a cristalina e derradeira versão. Ao cairem as máscaras, a verdadeira face da degradação se fez revelar. Na primeira hora consecutiva a leitura do primeiro parágrafo da notícia sobre a pesada ação policial com o aparato do Estado, na tentativa sórdida de, pela intimidação solerte e covarde, impedir a apuração das verdades trancafiadas nos cofres da cretinice explícita e criminosa, o homem vociferou estridente: “È mentira”!

Antes, porém, do cacarejo da galinha e do cantar do galo na uníssona hora, rasgou-se o véu da hipocrisia e revelou-se a lama putrefata de um governo deprimente.

Talvez consiga ainda eximir-se a ter que responder pelo crime autorizado, praticado e que tão bisonhamente tentou ocultar. Contudo, a verdadeira face do mentiroso contumaz, revelou ao país o legítimo comandante da quadrilha que assaltou em seu proveito pessoal e ilegítimo, tanto quanto ilegal, o poder, o Estado e os cofres da União.

Diga o que disser, doravante, sempre se levantará a suspeita de se estar diante do lacaio da desfaçatez, do cínico de botequim, do embriagado e empedernido consumidor das ilusões da sua própria estupidez.

“É MENTIRA”, trovejou a voz demagógica e aventureira, imaginando-se faceiro na repetição de escafeder-se da própria culpa. Na doentia imaginação, julgou-se acima dos homens, de suas leis, de seus princípios éticos e morais, de sua honestidade, sobre os quais julgava poder deitar cátedra de sua malévola filosofia rancorosa.

E ainda assim, diante da constatação do crime cometido nas entranhas de seu próprio trono, quis uma vez mais ironizar a própria farsa de que se alimenta sua arrogância, tentando urrar um grito lascivo de que tudo “É MENTIRA”!

Vendo-se diante do espelho, quis atribuir aquela visão dolorosa ao preconceito dos adversários, julgando-se a vítima de sua própria hediondez. E, no esguio de voz que se seguiu, ainda se pode notar que a figura que se debatia desfigurada, atingida pelo torpor do desmacaramento imptinente, deixou escapar um esguicho surdo de que tudo não passava de “MENTIRA”.

Até que uma chama de verdade colocou a verdade no seu devido lugar, e um clarão se fez presente porque, por mais mentiras que ainda tente contar, sempre subsistirá alguém para lhe apoantar o dedo e cantar os versos de que, tamanha figura bizarra e indecorosa, delinqüente parido no oportunismo da desinformação coletiva, e na ignorância das letras que não se conseguem juntar para a formação límpida de um pensamento crítico, alguém sem cotas, sem benesses, sem sensibilidade para os apelos dramáticos da caducidade forjada na ignomínia, sem a fartura da esmola oferecida no banquete estendido à claque subserviente, sem os bolsos fartos de bolsas de desesperança e descrença, sem a consciência vendida no balcão putrefato do poder, sem o apoio dos sindicatos da miséria moral que se entregam à leviana farra dos manás estatais, este ser feito de trabalho, suor, sacrifícios, de manhãs de trabalho e de noites sem repouso, este ser vilipendiado pelo achaque sem pudor e sem piedade, esta criatura feita de dificuldades mas repleta de caráter e dignidade, olhará a figura portentosa no púlpito do opróbrio, e, sem berro nem altercações, fará sua voz ecoar numa amplitude que sua moral superior há de se fazer respeitar. Concluído o discurso da hipocrisia, um único som silenciará os infames, e o ser travesso por ser brasileiro, mãos calejadas pela lida diária, pronunciará o derradeiro som, capaz de silenciar os malfeitores: “É MENTIRA”.

De um lado, rastejando-se na própria lama que molda seu caráter, sairá embalada no pacote sem enfeites, a senhora das malvadezas, construtora do pacote embusteiro. De, outro, ainda na tentativa de aparentar uma superioridade repulsiva, fugirá trôpego o cavaleiro da imundície, tentando ironizar sua própria desdita. Assim, soou emudecido o derradeiro canto da dupla Tunica e Tinhosa, repetindo-se na mentira com que tentam lavar suas almas indecentes.

A aposta do governo Lula com o Bolsa Família - 2.

Adelson Elias Vasconcellos

No texto da reportagem, as palavras em negrito foram assim destacadas propositalmente por nós, para indicar uma reflexão para leitor. Notem que não se trata, no caso do Bolsa-Família, de se considerar a renda familiar, como deveria ser um programa social que se destine a ser reduzido e não ampliado como tem feito o governo. A redução deve ser buscada constantemente porque, deste modo, estaria induzindo os beneficiados a se melhorarem, e em tais níveis, que não mais dependessem do auxílio estatal. Claro que neste caso, e para que o Bolsa Família forneça de fato portas de saída, e seja mesmo UM PROGRAMA SOCIAL, o apoio às famílias em situação de pobreza e pobreza extrema não deve restringir-se apenas e tão somente no auxílio pecuniário. O programa deveria englobar ações do governo no campo da urbanização de favelas, saneamento básico, saúde pública, moradia, água, luz, segurança, além do acompanhamento sistemático quanto a freqüência e rendimento escolar, vacinação, planejamento familiar, cursos profissionalizantes e de reciclagem profissional para qualificar os componentes em idade de trabalho das famílias a obterem mais rapidamente, e com melhor qualidade, colocação no mercado de trabalho.

Os pontos acima, no nosso entendimento, deveriam fazer parte do programa Bolsa-Família desde sua implantação, e disto estamos falando desde 2006. Ocorre que, para mim ao menos, a classificação de renda para ingresso no programa, a imaginava como se fosse coletiva, ou seja, pela soma da renda familiar, como aliás era no início, e não “per capita” como é presentemente. Ou seja, pelas regras atuais, uma mesma família pode, através do Bolsa-Família, receber muito mais dinheiro, do que uma constituída do casal trabalhador com salário mínimo, por exemplo.

Como o teto per capita é de R$ 120,00, e o mínimo é de R$ 412,00, quem trabalha e recebe o salário mínimo, teoricamente, não tem direito ao benefício. Porém, alguém que não trabalha, e cuja família seja composta além do casal, de quatro filhos sendo dois com menos de 15 anos e dois com idade acima disto, pode nem precisar trabalhar para ganharem, como renda familiar, bem mais do que aquele que trabalha e cujo salário o mínimo de R$ 412,00 (lembrando que o mínimo no ano passado, era de R$ 380,00). Esta discrepância, na minha visão, não é fruto de desinformação. Também é, claro, porém, quando da implantação da rede de programas sociais no governo FHC, o ingresso no programa se dava por algumas condicionantes. O Bolsa Família adotado por Lula, que nada mais é do que a junção dos outros todos do governo anterior em um único programa, simplesmente eliminou algumas condições básicas. A renda familiar de antes se transformou na renda per capita depois. A conseqüência disto foi a extrema elevação de beneficiários que, por sua vez, acabou se tornando o trem de carga que carrega e sustenta os votos e a provação deste governo. A pergunta que faço é, até aonde é válido eliminar “travas” para permitir aumentar tão rapidamente a quantidade de beneficiários? E, em que tal eliminação contribuirá no futuro, para estas pessoas não se tornarem eternamente dependentes da esmola estatal? Lula, e mais alguns analistas, se justificam com o aumento do consumo, razão para o PIB ter atingido em 2007, 5,4% de crescimento. No meu entendimento, contudo, a base em que se assenta o crescimento do consumo que resulta, por sua vez, na elevação do PIB, não está nos programas sociais ampliados, porque antes de 2007, a quantidade de beneficiários já era praticamente a mesma e a elevação do consumo não foi tão significativa. A causa, quero crer, do consumo nos níveis de 2007, está na oferta de crédito para as pessoas de menor poder aquisitivo, principalmente pensionistas e funcionalismo público, através de empréstimos consignados, que por serem descontados em folha, acabam tendo um menor risco de inadimplência para o sistema bancário.

Porém, tal crescimento, no médio e longo prazo, não se sustenta, por há uma capacidade de pagamentos limite para esta faixa de pessoas. Assim, se num primeiro momento, o consumo em razão da tomada de empréstimos, se eleva, tende a perder força num segundo momento. Como estes precisarão ser pagos, a conseqüência, é natural, será o nível de consumo ou se estabilizar ou até reduzir-se. A sustentação de elevados níveis de consumo deve amparar-se no aumento da massa salarial, seja pela maior oferta de empregos, seja pela valorização em termos reais rendimentos. Muito embora nossa renda per capita seja até razoável, o mesmo não se poderá dizer da renda média dos trabalhadores, que ainda não recuperaram os mesmos níveis de 1996.

Mas retornemos à análise sobre o Bolsa Família. Reparem o que se informa no site do Programa :
Famílias com renda de R$ 60,01 (sessenta reais e um centavo) a R$ 120,00 (cento e vinte reais) por pessoa, que possuam em sua composição gestantes, nutrizes, crianças de 0 a 12 anos e adolescentes até 15 anos.

A seguir, o que se informa quanto ao valor dos benefícios:
As famílias em situação de extrema pobreza podem acumular o benefício básico, o variável e o variável para jovem, até o máximo de R$ 172,00 por mês.

Agora, peguemos, como exemplo, a composição de uma família padrão nesta faixa de renda. O casal, marido e mulher, e mais cinco filhos, sendo tres menores de 15 anos, e dois com idade acima de 15. Com tal composição, esta família receberá o teto máximo de benefícios que o governo paga, por família, ou seja, R$ 172,00.

Porém, é comum nesta faixa de renda, o casal trabalhar. Assim, e respeitando o teto máximo para ser beneficiário do programa, cada um recebe R$ 120,00 por mes, enquadrando-se portanto no teto de renda máxima per capita. E, também comum nesta faixa de renda, os dois filhos maiores de 15 anos, também trabalham, cada um recebendo R$ 120,00. Apenas fruto do trabalho do casal e dos filhos maiores de 15 anos, esta família já terá uma renda mensal de R$ 480,00. E se adicionarmos mais o teto de benefícios pagos pelo governo, a renda sobe para R$ 652,00, ou seja, acabam ganhando mais de 1,5 salário-mínimo, mais portanto do que a grande maioria que trabalha com carteira assinada, e cuja renda média conforme pesquisa recente do IBGE não ultrapassa a R$ 580,00, considerando-se o valor em 2007.

Assim, é fácil concluir que para os beneficiários do Bolsa-Família é mais lucrativo manter-se na informalidade, exercendo atividades laborais no nível do sub-emprego, uma vez que, conforme vimos acima, a soma do salário com os beneficios do governo, geram uma renda superior ao daquele que trabalha em situação totalmente regular.

Além disto, também, se acaba incentivando as famílias a sempre manterem uma certa quantidade de filhos, porque, mesmo que não tenham condições de criá-los em melhor situação sócio-econômica, eles acabam se tornando em fonte de renda para as famílias.

Esta distorção, que é visível e indiscutível, é o que muitos estudiosos apoantam como imperfeições, e o governo Lula não aceita sob o argumento de serem críticas das elites que não querem que os pobres possam ter uma vida melhor. Errado. Todos queremos que todos vivam bem, porém, a melhoria na qualidade de vida tem que se dar em condições iguais para todos, e não apenas de forma artificial como o governo vem fazendo, porque acaba gerando uma condição de dependência eterna dos benificiários para com o governo, e sem lhes agregar ferramentas para se elevarem por si mesmos. Talvez ainda não se perceba muito claramente, mas é inegável que, cedo ou tarde, esta situação levará um batalhão de beneficiários ao que se chama de preguiça ou acomodação.

O que o governo não vê, além da tragédia social que, cedo ou tarde vai acabar acontecendo, é que, ao contrário do que faz ao anunciar que 25% da população recebe alguma forma de benefício do governo, deveria era estar preocupado, extremamente preocupado com tamanha grandeza na quantidade de pessoas dependentes do Estado. Isto é caro, e por não agregar melhorias na capacitação delas para se desligarem da dependência, até porque, como vimos, inxiste o incentivo para tanto, a tendência é o Estado carregar este custo eternamente. A justificativa pode até ter humanidade mas não passa de pura demagogia, uma vez que não disfarça que a preocupação maior é apenas conquistar a garantia do voto na urna e na aprovação do governo.

Ora, isto não é governar para os pobres, é comprar-lhes a consciência, é incentivar o sub-emprego, o desinteresse por se melhorarem, para conquistar-lhe o benefício do voto político para o “benfeitor”. Portanto, além da demagogia, temos também a hipocrisia.

Nossas afirmações não são fruto de preconceito contra o pobre feito pela elite. Primeiro, de acordo com as pesquisas, mal consigo ser um pobre melhorado. Segundo, porque a partir de informações fornecidas pelo próprio governo sobre as condições para ingresso no Bolsa Família e mais as que dão conta dos benefícios pagos, basta um simples cálculo matemático para se chegar às mesmas conclusões que acima apontamos.

O Bolsa Família, desta forma, somente se tornará, de fato, um programa de cunho social, a partir do momento em que incentivar seus milhões de beneficiários a não mais receberem o auxilio estatal. E de que forma se faz isso ? Basicamente responderia com uma única palavra: governando. Só que o termo é uma definição ampla demais e de muitos sentidos. Assim, escolhemos outro termo de melhor formatação: educação. Educação com planejamento familiar. Educação com qualificação profissional. Educação com escolas decentes, em condições decentes e ensino de qualidade (e não de cunho doutrinário-ideológico com vem sendo feito). Educação com investimentos na melhoria das condições de vida das pessoas com a presença física do Estado no cumprimento de suas tarefas básicas. Educação de forma que, as pessoas que trabalham com carteira recebem salários superiores aos montantes oriundos do sub-emprego, aos quais se adiciona o bolsa-tudo. Educação na forma de mostrar as pessoas que, fruto de seu esforço pessoal, ela pode ser mais, ir mais além. Assim, você estará não apenas incentivando as pessoas a saírem da sua situação de extrema pobreza, também as estará educando para serem cidadãos melhores e independentes, sem precisarem da esmola de ninguém.

Resta saber no que aposta o governo Lula: em melhores cidadãos, livres, educados e independentes, ou em pessoas que rifam sua dignidadee sua consciência, em troca da esmola do Estado que lhes cobra o voto na próxima eleição.

A aposta do governo Lula com o Bolsa Família - 1.

Adelson Elias Vasconcellos

Chama a atenção a reportagem de Antonio Góis, na Folha de São Paulo, não pelo tema em si, mas pelo que contém em sua abordagem. Leiam-na a seguir. Comentaremos depois, no post seguinte.

Bolsa Família esquece 4,3 mi de domicílios

Mais da metade dos que entrariam nos critérios de renda do programa não recebiam benefício em 2006

Apesar dos esforços do governo para ampliar o programa Bolsa Família, mais da metade dos domicílios que se encaixariam nos critérios de renda do programa não estavam recebendo o benefício em 2006.

Para chegar ao cálculo, a Folha pesquisou nos dados do levantamento Acesso a Transferências de Renda de Programas Sociais- divulgado pelo IBGE- quantos domicílios com renda per capita inferior a R$ 120 recebiam o Bolsa Família.

O programa foi ampliado até chegar a 11,1 milhões de famílias atendidas em 2006. Podem se candidatar famílias cuja renda média per capita seja inferior a R$ 120.

Analisando apenas o critério de renda, os dados da pesquisa indicam que, em 8,2 milhões de residências, a renda média per capita era igual ou inferior a R$ 120. Dessas, 4,3 milhões (53% do total) não estavam recebendo recursos do Bolsa Família em setembro de 2006.

Na análise dos domicílios que ficaram de fora, é preciso considerar que a renda não é o único critério de elegibilidade.

O programa divide seu público em duas categorias: os que estão em situação de pobreza (entre R$ 60 e R$ 120 per capita) e os que estão em extrema-pobreza (menos de R$ 60).

Para as famílias que estão em situação de extrema-pobreza, o critério único é a comparação de renda inferior a R$ 60 per capita, mesmo que não existam crianças menores de 15 anos no domicílio. Levando em conta exclusivamente esse grupo, os dados da pesquisa do IBGE mostram que 52% (o equivalente a 1,5 milhão de residências) não recebiam benefício.

Já para as famílias em situação de pobreza, é preciso que haja ao menos uma criança com até 15 anos na casa. A Folha não conseguiu identificar quantos desses domicílios excluídos nessa faixa de renda tinham crianças menores de 15 anos, mas, das residências não beneficiadas nesse estrato específico, em apenas 219 mil (7% do total) não havia filho algum morando na casa.

A pesquisa divulgada pelo IBGE na sexta-feira mostrou que 8,1 milhões de domicílios recebiam o Bolsa Família em 2006. Desses, 3,8 milhões (47%) tinham rendimento menor que R$ 120 per capita.

Não é possível saber com precisão, no entanto, quantos dos 53% de domicílios restantes (o que equivale a 4,3 milhões de domicílios) estavam recebendo indevidamente o benefício, já que o rendimento declarado pelo instituto já inclui o valor recebido pelo Bolsa Família, ou seja, parte das famílias podem estar acima desse limite justamente graças ao programa.

A responsabilidade das oposição é para com o País

Adelson Elias Vasconcellos

Particularmente, já havia me decidido a não mais tratar do assunto dossiê. E por uma simples razão: houve uma quebra de sigilo de dados que o próprio Lula classifica de ‘sigilosos” e esta quebra de sigilo, que é crime é bom frisar, somente em um único lugar poderia ter acontecido: que é a Casa Civil, sob a tutela da Dilma Rousseff. Assim, o que pessoas deveriam fazer, se ocupar e se preocupar ? Investigar quem cometeu o crime. Certo? Não no governo que abençoa os seu crimes como simples “erros” e os criminosos, mesmos os apanhados em flagrante delito, são tratados como príncipes pelo chefe da gangue. Seguindo o receiturário delinqüente, o que temos? Temos que agora os “governistas” simplesmente querem por que querem crucificar as testemunhas que denunciaram a tramóia. Por quê? Para desqualificá-los, pois, desta forma, entendem que o crime restará impune. E sem criminoso, já que o governo Lula é especialista em reconhecer na última hora que houve um crime sim, mas sem criminosos...

A ótica como eles vêem a realidade gritante dos fatos nunca será a mesma ótica das pessoas honestas e íntegras, justamente, porque estamos lidando com bandidos, criminosos, assaltantes, mentirosos, enfim, toda uma patogenia que instalou-se no poder, e quer e insiste em tornar sua “filosofia de botequim” como uma espécie de religião a ser seguida e até obedecida por todo o país.

Portanto, e aqui já se sugeriu, deve a oposição, imediatamente, retirar-se desta vergonha imoral que se chamou de CPI dos cartões, denunciar a todas as instituição que o governo Lula rouba dinheiro acintosamente do Tesouro Nacional, e depois impede que se investigue o roubo e os ladrões. Deve denunciar até na ONU se preciso for, deve pedir até intervenção internacional se entenderem necessário, mas, principalmente, devem carimbar este governo aos olhos da opinião pública como um bando de assaltantes, de canalhas, de cafajestes, para que reste claro que, em qualquer eleição, a presença de qualquer candidato do bando será suspeita e mal vinda, e nele o povo não deve votar e sequer confiar, porque se estará autorizando que um canalha lhe assalte o bolso.

Talvez o leitor conclua que tal posição seja extremada. E o leitor pode estar certo de que sua conclusão está absolutamente correta. Contudo, diante do que está sendo feito por um governo eleito sob a bandeira da ética chega ser repugnante. Lula e seus quadrilheiros não apenas assaltaram o Estado brasileiro, privatizando-o em seu favor, mas também não concedem o menor espaço para serem investigados, logo eles que ficaram na oposição investigando e denunciando em tempo integral a menor suspeita de qualquer ação lesiva ao interesse público.

Com gente de tão baixa estatura moral, que atropela as leis, o estado de direito, e que transformaram o Estado numa instituição político partidária devotada ao crime e a corrupção, não se pode agir com carinhos, afagos e gentilezas. Não se pode adotar o critério da oposição responsável. Não se pode pactuar com pessoas que dilaceram as instituições de forma covarde e sem limites. Assim, não pode haver alternativa que não o confronto. Se é isso que desejam para preservar a máscara com que se apresentam publicamente, então que se arranquem-na a força, na marra, no berro, no tabefe. Não se pode consentir é que o país seja arrastado para a lama em que foram paridos.

Deve sim a oposição levantar sua voz, em todos os cantos, ruas, casas, vielas, brejos, em qualquer lugar deste país para denunciar, para incriminar, para exigir que a justiça seja feita e a lei seja cumprida, e neste ponto não se pode querer poupar a figura do senhor Lula que é a fonte da qual emana a orientação e a inspiração para o cometimento dos crimes que agora se tenta abafar e esconder. O resultado desta patifaria toda, é que o único beneficiário da pilantragem é ele próprio.

Não se pode aceitar a mentira de um bufão que diz nada saber, quando este manto hipócrita é seu escudo de defesa para não ser atacado. Porém, nos subterrâneos e nos palanques quem tem atacado quem ? Desde que assumiu, sua verborragia tem sempre enveredado para o ataque infame e covarde porque feito pelas costas, vil e obsessivo porque a repetir sempre para um público de aluguel a acusações levianas aos “adversários políticos”, porém mirando-se a partir do próprio espelho. Justifica as ações irresponsáveis e incompetentes de seu governo, imputando sempre a culpa à outrem, esquecendo-se de que lá se encontra há mais de cinco anos, e muitos dos flagelos que atormentam o dia a dia do cidadão brasileiro só passaram a existir a partir justamente do seu desgoverno. Imputa aos outros de forma difamatória a desídia de um governo que, herdeiro das boas sementes, tenta lhes mudar o DNA para, depois, cinicamente, posar falso como o autor da obra que nunca fez e que até tentou subverter.

Não pode a oposição continuar coexistindo na mesma pocilga onde impera o rei dos ladrões, mentiroso solerte, vigarista da obra alheia, plagiador e pirata das conquistas de outrem, salafrário inconseqüente que rasga a história, a realidade e os fatos apenas para construir uma auto-imagem feita de berro, esgoto e falsidade.

Deve a oposição com todo o ímpeto que puder lançar mão, enveredar-se numa jornada de denúncias, em todos os fóruns mundiais, para que fique claro que o governo que aí está é constituídos de criminosos e falsários. Deve buscar em todas as instâncias do judiciário a justa punição não apenas para crimes de responsabilidade, mas também os de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, prevaricação, malversação de recursos públicos, quebra de sigilo, chantagem, extorsão, obstrução da Justiça, falsidade ideológica, injúria, calúnia, difamação, montagens de dossiês para constranger testemunhas e vítimas, dentre outros delitos e práticas criminosas.

A única coisa que a oposição não pode fazer é a omissão e a falta de iniciativa para denunciar a atuação lesiva aos interesses da Nação de um governo que age muito além dos limites legais e morais. E esta luta deve privilegiar, sempre e em primeiríssimo plano, o bem estar da Nação, sua integridade, o respeito às suas instituições democráticas, aos princípios éticos que devem nortear qualquer administração pública e que, sob comando de sinistra figura, foram simplesmente jogados no lixo.

O Brasil não continuar sendo motivo de chacotas e zombarias de parte da comunidade internacional, especialmente de parte das nações que compõem o bloco de países civilizados, onde o regime das leis vigora acima do regime do caudilhismo arcaico e medieval. Chega de ver a pátria humilhada e corrompida, traída e assaltada por um grupelho nascido e forjado na bandidagem.

O Regime Dos Alcagüetes

Blog do Reinaldo Azevedo

Roberto Romano, professor de ética do Departamento de Filosofia da Unicamp, precioso colaborador da extinta revista Primeira Leitura, tem algo em comum com Dilma Rousseff: também ele passou pela “cadeira do dragão”. Também ele foi torturado. Antes, como agora, Romano queria, vejam só, essa tal “democracia” — e aí os dois se distinguem, antes como agora. Reproduzo um artigo que está no blog do professor. É isto: certo “jornalismo”, não só o governo, precisa tomar algumas aulas de ética.
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O PODER SICOFANTA
Por Roberto Romano
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A vida dos outros (2006), filme sem sucesso no Brasil, ajuda o exame do escândalo causado pela Casa Civil, novamente a dois passos do Sr. Da Silva. A película narra o caso de um diretor teatral, contrário ao regime apodrecido e violento do Partido Comunista, na Alemanha “democrática”. O regime emprega policiais que espiam com meios ignóbeis. No apartamento de certo amigo do diretor espionado são instaladas escutas, sem o seu conhecimento. As conversas do círculo teatral passam aos ouvidos dos camaradas. Começam as metamorfoses na vida das pessoas. A primeira ocorre com o policial encarregado de bisbilhotar o teatrólogo. Ele percebe o horror do regime e de sua posição nele. Com gestos tímidos, o espião resgata sua humanidade, arruina o plano de corroer a vida íntima e pública do teatrólogo. No fim, o policial surge como cidadão comum, merecedor de respeito. Por enfrentar a máquina repressiva, o sicofanta vira gente. A segunda mudança ocorre na mulher do teatrólogo. Artista presa aos aplausos, ao ser pega por ajudar nas denúncias sobre os abusos do poder, delata o marido para continuar no palco. Valores éticos, artísticos, políticos são por ela abandonados em proveito da carreira. Mas ela morre na sarjeta, vitimada por uma correria, numa batida policial efetiva no apartamento do marido.
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Existem filmes que enfocam as aporias de indivíduos e os dramas coletivos. Mefisto é um deles. Em A vida dos outros temos a mentira do regime, o qual funciona com dedo-durismo e espionagem. A cultura totalitária reúne os dois elementos. Os camaradas ou companheiros estalinistas e nazistas (e os congêneres liderados por Franco, Salazar, Mussolini, Vargas, Peron, ditadores militares da América do Sul e da Grécia no século 20) respiram com a vida dos outros. Para subir no partido e no Estado (os dois são o mesmo sob o tacão totalitário) o indivíduo sem escrúpulos (nas Escolas do Partido, nos movimentos da juventude, ele aprendeu que escrúpulos são preconceitos burgueses) espia adversários reais ou supostos do poder, camaradas e concorrentes, famílias alheias e a própria, disposto a prestar serviços “gloriosos” aos dirigentes, com o dedo apontado em riste. Para montar fichas alheias é preciso espionar com método.
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Os processos de Moscou e a covardia de quem não resistiu ao nazi-fascismo, resultam da educação militante, cujo preceito é aniquilar valores “ultrapassados”, como o respeito pela vida alheia. O militante totalitário sabe que os outros não têm direito à vida própria, pois todas as vidas pertencem ao Partido, condutor da massa rumo ao Futuro, quando a comunidade será comandada por uma só idéia e vontade, impostas pelos dirigentes infalíveis. Na pedagogia totalitária, não basta moldar almas e mentes dos militantes segundo o modelo do Partido. O alvo é impor à sociedade inteira, se possível ao mundo, a forma e o conteúdo das doutrinas salvadoras. Pessoas devem ser tidas como páginas em branco, onde são aplicadas as imagens dos líderes. Ou então, devem ser vistas como página borrada de erros, a ser embranquecida pela tortura, exílio, perseguição, calúnia, injúria. Os informados sobre a Alemanha nazista e congêneres; a URSS e satélites; os partidos comunistas vários (leia-se o libelo Camaradas, de William Waack, nunca desmentido, que relata as vilanias internas do PC) sabem que “militante”, na maioria dos casos, é sinônimo de espião, policial, juiz, carrasco a serviço do Estado em potência (Partido), ou em ato.
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Muitos petistas hoje no poder foram educados naquela escola. Quando na oposição, espionavam (com apoio logístico de sindicalistas) os adversários e associados a “jornalistas” em redações estratégicas, forçavam escândalos, caluniavam e injuriavam, mas vestiam a máscara da ética. Nos palácios usam a mesma espionagem, os mesmos jornalistas amigos, idênticas maneiras de atacar a vida alheia, para disfarçar o seu controle social e político. A consciência que montou o dossiê contra Serra, recebeu afagos do presidente, que a batizou de “aloprada”, opera no escândalo atual. Mentiras distraem a opinião pública. Assim, a tese do Planalto é que existe dossiê, mas que ele não seria usado contra opositores. A lógica é desobedecida, na pseudologia palaciana.
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Um regime policial está sendo gerado no país. A sua mão-de-obra foi bem treinada, e seu número é imenso, pois emprega os cérebros lavados nas máquinas totalitárias e os oportunistas, cuja espinha se curva diante das ditaduras tendo em vista sua carreira pessoal ou interesses de grupo. Os sinais do Estado sicofanta são evidentes, só não os enxergam os cegos de alma e os cúmplices dos espiões militantes. Estamos no alvorecer do Estado sicofanta, a República dos alcagüetes.

Benefícios da surdez

Olavo de Carvalho, Jornal do Brasil

Se há um brasileiro insuspeito de simpatias para com qualquer político, sou eu. Já escrevi o diabo contra todos eles, sempre da maneira mais descortês que me ocorresse no momento. Se falhei e dei a impressão de crítica construtiva – de reprimenda fraterna, como diz a Igreja – juro que não foi essa a minha intenção. Jamais quis corrigir nenhum deles: o que eu queria mesmo era mandá-los todos de volta para suas atividades particulares, se alguma tivessem.

Mas uma coisa tenho de reconhecer: o senador Gerson Camata (PMDB-ES), que pediu uma CPI sobre a ligação entre o Foro de São Paulo, as Farc e aquelas entidades comedoras de dinheiro conhecidas pelo nome pomposo de "movimentos sociais", é digno do meu maior respeito e consideração. Foi o primeiro político brasileiro a cumprir um dever que era de todos, e do qual todos fugiram ao longo de duas décadas e meia, uns por preguiça e covardia, outros porque lucravam com a omissão.

Não creio, porém, que a iniciativa do senador prospere – principalmente agora, quando a volta da guerrilha, subitamente revelada por uma reportagem da IstoÉ, arrisca tornar patente a imensidão de um concurso de crimes que a todo o establishment esquerdista interessa ocultar.

Nunca ouvi uma mentira mais sonsa, mais ridícula, mais desprezível, do que aquela história de o dossiê anti-tucano ter sido obra de um tucano infiltrado no PT. Mas não vou me meter nesse assunto, pois já não posso, sem ser acusado de "compadrio", defender nenhum jornalista acossado pela máquina petista de cortar cabeças. Eles, os mocinhos da fita, os bondosos, os humanitários, os gostosões, podem repartir entre seus amigos os cargos mais altos na profissão, as verbas mais polpudas nas universidades e instituições oficiais de cultura, os postos mais saborosos do alto funcionalismo público, como se a mídia, o Estado e o país inteiro fossem seu feudo comunitário.

Mas eu, se insinuo mesmo levemente que o outro lado tem seus direitos, que não há mal nenhum em que a minoria das minorias dê sua opinião com alguma liberdade, torno-me instantaneamente um corporativista maquiavélico.

Por isso, mesmo sabendo que tudo o que Reinaldo Azevedo tem escrito na Veja é verdade e que o ódio que tantos despejam sobre ele é prova de que têm muito a esconder, nada direi em favor dele. Nem direi que sua última crônica naquela revista, malgrado uma referência simpática a Voltaire que eu jamais subscreveria, é leitura indispensável a todos os brasileiros pensantes, membros de uma raça em extinção. Não direi, pensando bem, coisa nenhuma.

Se dezoito brutamontes cercarem o Reinaldo na rua para esmigalhar sua ossatura a pauladas, ficarei bem quietinho, para que ninguém saia espalhando que sou um mafioso empenhado em defender interesses sórdidos da camarilha direitista que, segundo o senhor presidente da República, governa este país há quinhentos anos.

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Por idênticas razões, não anunciarei nesta coluna o livro do coronel Lício Maciel, Guerrilha do Araguaia. Fingirei ignorar que o lançamento será dia 8 de abril, às 17 horas, no Clube Militar do Rio de Janeiro, Avenida Rio Branco, 251, sobreloja. Muito menos hei de sugerir que alguém seja malvado o bastante para chegar a ler esse depoimento, perfeitamente desnecessário uma vez que o autor já foi julgado e condenado pela mídia esquerdista, mais infalível do que a Santa Inquisição.

Pouco a pouco, sutilmente, imperceptivelmente, nossos compatriotas vão se acostumando à idéia de que "ouvir o outro lado" é extremismo de direita. Eu mesmo já começo a meditar os benefícios da surdez, só comparáveis aos de um subserviente mutismo.
Atenção para o excelente texto do Josias de Souza, para a Folha online. Ele segue abaixo, em itálico.

Se você, ao ler o artigo que fizemos demonstrando a pirataria do Planalto na montagem do PAC, e para o qual ele se espelhou no Brasil em Ação e Avança Brasil, ambos de FHC, o primeiro lançado em 1996, e o segundo em 2000, e ficou com dúvidas achando que talvez estivéssemos sendo duros demais ou nos portando com extrema má vontade em relação ao governo do “ex-operário”, terá agora a oportunidade de desfazer esta impressão. Josias foi buscar em relatório do Tribunal de Contas da União, a verdade face do PAC. E mais: salta aos olhos a ação indecente do governo para mascarar uma realidade existente apenas para o próprio Lula. Para atender às vaidades extravagantes e repulsivas de seu chefe, Dilma se esmerou na produção da farsa. E esta mediocridade ele vende para todo o Brasil que, coitado, com 85% de sua população totalmente sem acesso a informação qualificada, acaba engolindo a mentira como se verdade fosse.

Aqui mesmo já ofereci o espaço para alguém me apontar concluída, qualquer grande obra criada no governo Lula, e gerenciada pela chefona. Podem procurar à vontade. Não tenham pressa, neste quesito minha paciência é de Jô.

Enquanto vocês pesquisam por aí, aproveitem para conhecer a verdadeira face do pac: o nada de coisa alguma, transformado pelo discurso e pela propaganda, de um pacotinho ordinário e vagabundo, mal copiado numa versão genérica de valor duvidoso, em jóia rara embalada para enganar os incautos, e assim receber a louvação na próxima eleição.

Segue o artigo do Josias de Souza.

* Inspeção descobre que execução financeira é baixa: 12%
* Dado não bate com cronograma das obras: 86% em dia
* Parte dos gestores nem sabe que as obras estão no PAC


Em 22 de janeiro de 2008, a pretexto de festejar o aniversário de um ano do PAC, Lula promoveu um megaevento no Planalto. Coordenadora do programa, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) fez um balanço das obras. Disse que 86% estavam com o cronograma de execução em dia, sem atrasos. Pode ser propaganda enganosa.

Nesta quarta-feira (2), decorridos 72 dias da festa do governo, o TCU levou ao sítio que mantém na internet um documento que põe em dúvida as palavras da ministra, agora apelidada pelo chefe de "mãe do PAC". O tribunal verificou que, até setembro de 2007, apenas 12% das verbas orçamentárias destinadas às obras do Programa de Aceleração do Crescimento haviam sido executadas.

Algo que, na opinião do relator do processo, ministro Benjamin Zymler, não condiz com as informações oficiais sobre o andamento das obras: “A afirmação (...) de que 80% das ações do PAC estão com cronograma de execução em dia não se coaduna, em princípio, com o fato de que apenas 12% das dotações previstas para 2007 no orçamento fiscal haviam sido liquidadas quando corridos mais de 10 meses do ano”, anotou o ministro em seu voto.

A posição do TCU foi assentada no acórdão de número 429/2008. Refere-se ao processo 027.527/2007-8, aberto para fiscalizar o PAC. Atividade que o tribunal transformou em rotina. O voto de Zymler foi aprovado pelos colegas em sessão realizada no último dia 19 de março. Mas só agora o conteúdo vem a público. Em reportagem veiculada no dia 23 de janeiro, um dia depois do balanço festivo do Planalto, o repórter Humberto Medina já havia detectado indícios de maquiagem nos números do PAC.

Os auditores do TCU inspecionaram 103 obras. Enviaram questionários aos gestores. Perguntaram se o fato de a obra sob seus cuidados ter sido incluída no PAC levara à agilização dos trabalhos. Para surpresa geral, os gerentes de 28 empreendimentos informaram que desconheciam que seus canteiros de obras haviam sido guindados à condição de jóias do PAC.

Dos 75 restantes, só 23 disseram que a inclusão da obra no programa prioritário da gestão Lula contribuíra para acelerar o cronograma. O ministro Zymler estranhou: "O fato de em 28 casos nem mesmo o gestor saber da inclusão da obra no PAC significa que a informação ainda não está fluindo adequadamente entre o órgão de planejamento do PAC e o pessoal de execução na ponta do programa."

No relatório que foi aprovado pela unanimidade de seus ministros, o TCU fez vários exercícios financeiros para tentar chegar a cifras que dessem credibilidade aos dados divulgados por "mãe" Dilma. Em nenhuma das projeções, porém, foi possível casar a execução financeira com o cronograma auspicioso que a ministra divulgara.

"Mesmo que se considere na execução orçamentário-financeira os pagamentos realizados a título de restos a pagar, a execução financeira continua baixa", anota o documento. "Somando os valores orçados para 2007 com os inscritos em restos a pagar, alcança-se a R$ 18,7 bilhões, enquanto os pagamentos montam a R$ 3,3 bilhões, ou 18% do total."

Incluindo-se na conta os recursos que teriam de vir de empresas estatais, “o percentual [de execução financeira] seria de 53% do valor total previsto”. Percentual ainda incompatível com a cena de normalidade anunciada pelo governo. Experimentou-se injetar na conta os “restos a pagar” do exercício de 2006 (R$ 17,5 bilhões). O percentual, neste caso, saltaria para 64%. Nada que empreste credibilidade aos dados oficiais que a festa de um ano pendurara nas manchetes dos jornais.

Depois da solenidade do Planalto, Lula pôs o pé na estrada. Com Dilma a tiracolo, monta pa©mícios até para assinar "ordens de execução" de obras ainda inexistentes. A movimentação do presidente levou o oposicionista DEM a protocolar no TSE um pedido de abertura de uma "investigação judicial." O partido acusa Lula de fazer campanha eleitoral ao arrepio da lei.

Farra com dinheiro público. Este governo é mesmo um escândalo.

Duas reportagens da Tribuna da Imprensa dão mostras do que é feito nos intestinos do governo atual: na ânsia de se manter no poder, compram-se consciências na milionária, ampla e generosa “doação” de dinheiro público. Sem se pedir nada em troca, a não ser o votinho amigo na próxima eleição. Os bilhões que se torram nesta farra maquiavélica e imoral, poderiam garantir escolas melhores, segurança melhor, saneamento melhor, estradas melhores, saúde melhor, tudo isto beneficiando milhões de brasileiros com melhores serviços do Estado, revertendo em milhares de novos empregos, geradores de emprego e renda. Ou seja, melhor qualidade, sem precisar do bolsa-tudo. Conseqüência ? Esvaziaria o discurso da empulhação e da mistificação.

Porém, na republiqueta dos amigos do rei, onde aplaudir é condição básica para ser beneficiado com a mamata que advém das gordas tetas que escoa do Tesouro Nacional, depositário infiel dos milhões que se tungam à força dos que realmente estudam, se esforçam e trabalham com honestidade para se tornar cidadãos melhores, os escrúpulos vão para o esgoto.

Eis parte da receita de como se governa abaixo da moral e com extrema incompetência e mediocridade.

E de nada vale denunciar as lambanças criminosas. Se a imprensa o faz, é golpista, quer derrubar o governo operário (só se for operário do crime). Se parte da população reage e protesta, é porque tem preconceito contra o governo que é devotado ao pobre (só se for de espírito).

Tanto para a farra dos cartões quanto das ONGS foram instaladas no Congresso duas CPIs que teriam a competência de investigar e apurar os crimes contra o erário, e cuja origem localiza-se no Palácio do Planalto. E, por ser assim, e porque também tem maioria em ambas as comissões, obstruirá e impedirá que se apure qualquer coisa que lhe seja comprometedora. Mais vigarista do que aquele que doa aos companheiros um dinheiro que não é seu, e o faz sem limites nem critérios, são os que, tendo o dever de fiscalizar e de denunciar o roubo quando este acontece, rifam sua alma ao diabo, se vendem de forma imoral e delinqüente. Assim, para beneficiar um com a impunidade pelos delitos que pratica, preferem punir e trair a confiança de milhões que delegaram a tarefa de zelar pelo interesse público.

Dinheiro de ONG foi desviado para comprar restaurante

MACEIÓ - O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF) informou ontem que entrou na Justiça Federal com ação de improbidade para tentar reaver cerca de R$ 1,3 milhão em recursos federais que teriam sido desviados de um convênio entre a ONG Instituto Oceanus e a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República.

Segundo a ação, distribuída para a 7ª Vara Federal, Daniel Lima Costa, Andréa Cristina Künzler Nogueira Costa, Everilda Brandão Guilhermino, Kátia Ferreira Esteves Lima e Marcello Gomes Nascimento foram beneficiados pelo desvio dos recursos públicos obtidos fraudulentamente.

A ONG passou a ser investigada pelo MPF no ano passado, depois de não ter prestado contas do convênio firmado em 2005, que previa a aplicação de R$ 1,4 milhão no Projeto de Desenvolvimento da Maricultura Sustentável no Litoral de Alagoas.

A investigação revelou que, além do descumprimento do objeto do convênio, os dirigentes da Oceanus desviaram para seu patrimônio pessoal e de amigos e familiares recursos que deveriam ser utilizados para propiciar a inclusão socioeconômica de comunidades litorâneas de pescadores artesanais.

"Pai, mãe, irmã, esposa, cunhado e sobrinhos de Daniel Lima - responsável pela gestão da entidade e movimentação dos recursos financeiros - sempre ocuparam os cargos majoritários dentro da ONG e, segundo as investigações, na prática, serviam apenas para referendar suas decisões", destaca o procurador da República Paulo Olegário de Sousa.

O desvio de recursos se deu, segundo o MPF, por meio de fraudes à Lei de Licitações (nº 8.666/93), uso de notas fiscais irregulares, apropriação indevida de bens pertencentes à União e realização de gastos indevidos com combustível, pagamento de diárias, passagens aéreas, locação de veículos e remuneração dos integrantes do instituto.

Também foram detectados saques indevidos da conta corrente do convênio, pagamentos de contas pessoais e a realização de inúmeras despesas não previstas no plano de trabalho. Como resultado disso, apesar de todo o recurso federal ter sido repassado, estima-se que apenas 20% do projeto tenha sido realizado, frustrando desse modo todo o objetivo do convênio.

Um bar e restaurante denominado "Maria Vai com as Ostras", localizado na Praia da Jatiúca, foi adquirido pelo Instituto Oceanus, que tentou caracterizar a aquisição como uma "unidade operativa de escoamento e venda de produtos".

Posteriormente, o restaurante transformou-se em uma microempresa registrada em nome de Daniel Lima Costa Filho. O bar, um dos mais movimentados da orla de Maceió, teve até os equipamentos de som comprados com dinheiro do governo federal.

"Recursos públicos foram utilizados como capital inicial para abertura e aparelhamento de um bar que movimenta as noites da orla de Maceió, de modo que, com o 'patrocínio' do Estado, aufere lucros pessoais consideráveis, em detrimento dos produtores de ostras que deveriam estar sendo beneficiados com o projeto objeto do convênio com a Seap", observa na ação o procurador da República Paulo Olegário de Sousa.

Prestação de contas
Daniel Lima Costa nega que tenha usado recursos federais para a instalação do seu restaurante. Segundo ele, a denúncia do Ministério Público Federal são infundadas. "Prestamos contas de todos os recursos que recebemos de 2005 para cá ao Ministério da Pesca, ainda na época do ministro José Fritsch", afirmou Costa, dizendo que o MP em nenhum momento o procurou para ouvi-lo sobre as acusações. "Ficamos sabendo das denúncias através da imprensa, mas estamos aberto a todo e qualquer esclarecimento".

Incra libera quase R$ 1 bi para ONGs
BRASÍLIA - Com apoio do PSDB, o deputado tucano Rodrigo de Castro (MG) protocolou ontem no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pedido de verificação de contratos do órgão com organizações não-governamentais (ONGs). Segundo levantamento da assessoria técnica do PSDB na Câmara, nos últimos cinco anos, o Incra liberou R$ 1 bilhão para ONGs. A partir de levantamento feito no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), a assessoria técnica do partido também detectou que, só no ano passado, o Incra repassou R$ 444 milhões a 60 entidades não-governamentais.

Em média, os convênios, segundo a assessoria técnica do partido, são superiores a R$ 3 milhões. Pelo menos 90% deles são de ONGs do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Um dos convênios localizados pelo PSDB é de R$ 26,4 milhões.

"Trata-se de terceirização da ação do ministério, que está financiando ONGs", afirmou Rodrigo de Castro. O requerimento foi protocolado pelo tucano, na sede do Incra, à tarde. Endereçado ao presidente do órgão, Rolf Hackbart, o parlamentar pede cópias do teor dos documentos de prestação de contas dos 60 convênios firmados em 2007.

A hora do caudilho

Clóvis Rossi, Folha de São Paulo

SÃO PAULO - Quando ainda era assessor de imprensa da Presidência, o jornalista Ricardo Kotscho perguntou a seu chefe e amigo Luiz Inácio Lula da Silva o que gostaria de ser se não fosse presidente. "Candidato", respondeu Lula, de bate-pronto.

Anteontem, sem mais nem menos, o vice-presidente José Alencar disse que, "se perguntarem aos brasileiros, o que os brasileiros desejam é que o Lula fique mais tempo no poder". Parece ser verdade, a julgar pelas pesquisas.

Somando-se o primeiro parágrafo ao segundo, ter-se-ia o mais clássico caso de juntar a fome com a vontade de comer. Quer dizer, então, que vem aí a re-reeleição de Lula? Não necessariamente. Até prova em contrário, sou obrigado a tomar pelo valor de face as reiteradas afirmações de Lula de que um terceiro mandato consecutivo seria "brincar com a democracia".

A minha interpretação para a soma dos dois parágrafos iniciais é esta: Lula vai fazer o diabo para tentar eleger seu sucessor. Óbvio? Nem tanto, a julgar pelas especulações, inclusive recentes, de que ele faria corpo mole em 2010 para ter o caminho aplainado para voltar em 2014.

Fazer o diabo significa desconhecer limites para lealdades e nomes. O presidente já demonstrou que não morre abraçado nem com os mais próximos. Dispensou rapidinho, por exemplo, José Dirceu e Antonio Palocci. Dispensará, portanto, manda a lógica, qualquer candidato/a a candidato/a que não decolar. Já demonstrou também que abraça ex-adversários com a mesma facilidade com que os atacava rudemente antes. A lista é imensa. Creio que a única condição para um candidato ter em Lula um grande eleitor em 2010 será a capacidade de não ameaçar o caudilhismo que Lula exerce desde o sindicato de São Bernardo e que se firmou muito na Presidência

Forte deterioração comercial e cambial

Editorial do Estadão

A balança comercial apresentou saldo positivo de apenas US$ 1,012 bilhão em março. No primeiro trimestre do ano o saldo ficou em US$ 2,837 bilhões, acusando queda de 66,9% em relação ao obtido no mesmo período do ano passado.Justifica-se a preocupação da equipe econômica e do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que projeta para o ano de 2008 um superávit comercial de apenas US$ 10 bilhões, ante os US$ 40 bilhões do ano passado. Não é uma previsão, mas só um exercício matemático. Merece, no entanto, uma reflexão.

Tomando por base as médias por dia útil, o primeiro trimestre exibiu um aumento de 15,6% das exportações e de 44,1% das importações. No que se refere às exportações por fator agregado, verifica-se que o maior aumento foi o de produtos básicos (18,4%), cuja participação no total das vendas externas, de 28,9% no 1º trimestre de 2007, passou para 29,6% neste ano. Assim, uma eventual queda nos preços das commodities pode ter peso significativo no recuo das vendas ao exterior.

As importações aumentaram por causa principalmente da alta dos preços dos produtos importados, fator que se pode agravar nos próximos meses, uma vez que a China, um dos poucos países que aumentaram sua participação como fornecedor do Brasil (9,6% para 11,6%), está reajustando os preços dos seus produtos. É importante saber que as compras de bens de capital cresceram 61,4%, dando alguma esperança de que a indústria nacional poderá elevar sua produção de bens de consumo duráveis, cujas importações foram 64,6% maiores no trimestre.

Esses resultados, pouco satisfatórios, tornam relevante comparar as estatísticas aduaneiras com o fluxo cambial registrado pelo Banco Central. No primeiro trimestre, o fluxo foi positivo em US$ 8,940 bilhões, valor inferior em 48,6% ao do mesmo período de 2007. O fluxo comercial foi de US$ 13,500 bilhões e o financeiro, de US$ 4,561 bilhões. Vê-se que o fluxo financeiro dificilmente poderá compensar a queda do comercial. O fluxo vinculado às exportações representou 120,4% das vendas registradas nas estatísticas aduaneiras, e o das importações, 85,6% das compras. Isso indica que parte das exportações foi adiantamento de receitas, enquanto nas importações houve financiamentos de quase 15%. Há que dirigir todo o esforço possível para aumentar as exportações e substituir algumas importações.

Peru obtém grau de investimento antes do Brasil

Reportagem de Toni Sciarretta, na Folha de São Paulo, informa que o Peru obteve grau de investimento. E antes do Brasil. Interessante: não precisaram do Lula para o reconhecimento, tampouco seguir mentir para a Nação.

Nada contra o Peru, até pelo contrário. Porém, analisem e comparem as duas economias. Qual a maior? Olhem pelo ponto de vista das riquezas, que país reúne maior potencial?

Além do Peru, apenas México, Chile e Colômbia possuem o mesmo status. Pra variar, Brasil ficou de fora. Ou seja, o governo Lula prefere apostar na associação com os medíocres, arcaicos e medievais do continente para formar suas parcerias. Enquanto late, a caravana dos decentes e sérios passa à nossa frente.

Já informei aqui que, numa lista de 39 países emergentes, o Brasil conseguiu a proeza de crescer mais apenas em relação a Guatemala e, claro, o Haiti. E o Luiz Inácio faz festa, solta rojões, empina papagaios, e conta lorotas. Mas, na hora de mostrar serviço, prefere o palanque das claques rendidas à subserviência e esmola do Estado, onde, sem ninguém para contesta-lo já que a segurança presidencial mantém afastados os que querem protestar, deita uma falação mórbida e mentirosa sobre a existência de um país só existente nas paranóias das suas fantasias obsessivas.

Na reportagem, vocês notarão que os números nos remetem a uma reflexão bastante séria: em termos de riqueza, a peruana representa um décimo da economia brasileira. Por que então eles são elevados em termos de confiança da comunidade financeira, em um degrau superior ao nosso ? A resposta está no texto da reportagem, com o destaque para a informação de que o Perú, frente à crise americana, está menos exposto doque o Brasil. Incrível, não é mesmo?

Mas reflitam nisso: apesar da pujança da nossa economia, temos um governo não merecedor de confiança. Crescemos sim, apesar do governo. E porque temos o governo que está aí, o respeito ao Brasil não consegue avançar. E, é bom lembrar, lá fora, eles não avaliam com base nos discurso de Lula e na propaganda cretina do governo. As avaliações são feitas com base em resultados, e neste quesito, lamentavelmente, nós só temos o discurso do homem. Fazer o quê ?
Segue a reportagem.

O Peru entrou ontem para o seleto grupo de economias latino-americanas com o status de grau de investimento, selo de bom pagador, do qual o Brasil espera algum dia fazer parte.

Em meio à crise nos mercados globais, a agência Fitch Ratings de classificação de risco atribuiu ao vizinho a nota "BBB-", a primeira na escala de recomendação de investimento -até então, o Peru tinha a nota "BB+", a mesma do Brasil, considerada especulativa (com risco de inadimplência).Na região, só México, Chile e Colômbia têm o grau de investimento, avaliação que abre as portas para investidores mais conservadores, como os fundos de pensão norte-americanos.

Segundo Shelly Shetty, diretora-sênior de ratings da Fitch, além de uma situação fiscal melhor do que o Brasil, o Peru merece a nota melhor por ter criado um ambiente mais propício aos investimentos, que permitiram um crescimento em ritmo superior a 5% desde o início da década.
"O Peru será também menos exposto a uma desaceleração global do que o Brasil, embora ambos os países sentirão os efeitos da crise nos EUA", disse Shetty à Folha.Enquanto o Brasil tem sua dívida em 42% do PIB, o Peru já conseguiu reduzi-la para menos de 28%. Os juros peruanos são de 5,25%. A economia peruana, no entanto, é quase um décimo da brasileira. Com uma população estimada em 28,6 milhões de habitantes, o PIB do Peru chegou a US$ 220 bilhões no ano passado. Já o Brasil, que soma 190 milhões de pessoas, tem hoje uma economia de US$ 1,8 trilhão.

Nicola Tingas, economista-chefe da Febraban e especialista em América do Sul, ressalta o papel do governo peruano em estimular os investimentos estrangeiros e criar uma regulação mais avançada do que a brasileira. "O Peru já fez investimentos em infra-estrutura, tem uma política market friendly [favorável ao investidor] e juros baixos há muitos anos. O ponto negativo ainda é a instabilidade política e um Congresso um tanto frágil."