sexta-feira, abril 04, 2008

Peru obtém grau de investimento antes do Brasil

Reportagem de Toni Sciarretta, na Folha de São Paulo, informa que o Peru obteve grau de investimento. E antes do Brasil. Interessante: não precisaram do Lula para o reconhecimento, tampouco seguir mentir para a Nação.

Nada contra o Peru, até pelo contrário. Porém, analisem e comparem as duas economias. Qual a maior? Olhem pelo ponto de vista das riquezas, que país reúne maior potencial?

Além do Peru, apenas México, Chile e Colômbia possuem o mesmo status. Pra variar, Brasil ficou de fora. Ou seja, o governo Lula prefere apostar na associação com os medíocres, arcaicos e medievais do continente para formar suas parcerias. Enquanto late, a caravana dos decentes e sérios passa à nossa frente.

Já informei aqui que, numa lista de 39 países emergentes, o Brasil conseguiu a proeza de crescer mais apenas em relação a Guatemala e, claro, o Haiti. E o Luiz Inácio faz festa, solta rojões, empina papagaios, e conta lorotas. Mas, na hora de mostrar serviço, prefere o palanque das claques rendidas à subserviência e esmola do Estado, onde, sem ninguém para contesta-lo já que a segurança presidencial mantém afastados os que querem protestar, deita uma falação mórbida e mentirosa sobre a existência de um país só existente nas paranóias das suas fantasias obsessivas.

Na reportagem, vocês notarão que os números nos remetem a uma reflexão bastante séria: em termos de riqueza, a peruana representa um décimo da economia brasileira. Por que então eles são elevados em termos de confiança da comunidade financeira, em um degrau superior ao nosso ? A resposta está no texto da reportagem, com o destaque para a informação de que o Perú, frente à crise americana, está menos exposto doque o Brasil. Incrível, não é mesmo?

Mas reflitam nisso: apesar da pujança da nossa economia, temos um governo não merecedor de confiança. Crescemos sim, apesar do governo. E porque temos o governo que está aí, o respeito ao Brasil não consegue avançar. E, é bom lembrar, lá fora, eles não avaliam com base nos discurso de Lula e na propaganda cretina do governo. As avaliações são feitas com base em resultados, e neste quesito, lamentavelmente, nós só temos o discurso do homem. Fazer o quê ?
Segue a reportagem.

O Peru entrou ontem para o seleto grupo de economias latino-americanas com o status de grau de investimento, selo de bom pagador, do qual o Brasil espera algum dia fazer parte.

Em meio à crise nos mercados globais, a agência Fitch Ratings de classificação de risco atribuiu ao vizinho a nota "BBB-", a primeira na escala de recomendação de investimento -até então, o Peru tinha a nota "BB+", a mesma do Brasil, considerada especulativa (com risco de inadimplência).Na região, só México, Chile e Colômbia têm o grau de investimento, avaliação que abre as portas para investidores mais conservadores, como os fundos de pensão norte-americanos.

Segundo Shelly Shetty, diretora-sênior de ratings da Fitch, além de uma situação fiscal melhor do que o Brasil, o Peru merece a nota melhor por ter criado um ambiente mais propício aos investimentos, que permitiram um crescimento em ritmo superior a 5% desde o início da década.
"O Peru será também menos exposto a uma desaceleração global do que o Brasil, embora ambos os países sentirão os efeitos da crise nos EUA", disse Shetty à Folha.Enquanto o Brasil tem sua dívida em 42% do PIB, o Peru já conseguiu reduzi-la para menos de 28%. Os juros peruanos são de 5,25%. A economia peruana, no entanto, é quase um décimo da brasileira. Com uma população estimada em 28,6 milhões de habitantes, o PIB do Peru chegou a US$ 220 bilhões no ano passado. Já o Brasil, que soma 190 milhões de pessoas, tem hoje uma economia de US$ 1,8 trilhão.

Nicola Tingas, economista-chefe da Febraban e especialista em América do Sul, ressalta o papel do governo peruano em estimular os investimentos estrangeiros e criar uma regulação mais avançada do que a brasileira. "O Peru já fez investimentos em infra-estrutura, tem uma política market friendly [favorável ao investidor] e juros baixos há muitos anos. O ponto negativo ainda é a instabilidade política e um Congresso um tanto frágil."