COMENTANDO A NOTÍCIA:
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Já tínhamos os artigos, os boletins do TOQUEDEPRIMA e mais as leituras recomendadas todos prontos para edição. Porém, deixamos tudo de lado para dar prioridade aos dois artigos que se seguem, um, publicado no Jornal do Brasil, artigo do Augusto Nunes fazendo um comparativo entre dois casos que dão a medida exata do país em que vivemos. De como nossas instituições se comportam diferentemente quando se trata de atender entre um vigarista abonado, e um pobre dependente de atendimento médico.
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O segundo artigo, já mais crítico em relação às estranhas decisões do nosso Poder Judiciário (?), de autoria Peter Wilm Rosenfeld, na Seção Artigos do Blog do Cláudio Humberto, traz um relato de alguns casos recentes em que fica patente o ranço preconceituoso da Justiça Brasileira, onde deveria reinar o crivo da lei, porém, substituída que foi pelo peso do bolso, pelo nome da celebridade ou do pobre.
O segundo artigo, já mais crítico em relação às estranhas decisões do nosso Poder Judiciário (?), de autoria Peter Wilm Rosenfeld, na Seção Artigos do Blog do Cláudio Humberto, traz um relato de alguns casos recentes em que fica patente o ranço preconceituoso da Justiça Brasileira, onde deveria reinar o crivo da lei, porém, substituída que foi pelo peso do bolso, pelo nome da celebridade ou do pobre.
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Não é de hoje que COMENTANDO A NOTÍCIA traz, repetidamente, ao conhecimento público, notícias que mostram claramente que este Poder Judiciário que aí está, longe, muito longe se encontra de cumprir o papel constitucional que lhe cabe. Quanto pior a condição econômica de quem lhe bate à porta, tanto pior será tratado. Tente um simples mortal, alguém que receba de um a três salários mínimos por mês, obter uma liminar, um habeas corpus, ou qualquer outra decisão sem trazer o bolso recheado ! Tente ! Para qualquer direção que o simples mortal tome dentro dos canais judiciários, só o fará devidamente acompanhado de um advogado que lhe arrancará os olhos da cara para cobrir as “custas processuais”, sem falar dos honorários.
Não é de hoje que COMENTANDO A NOTÍCIA traz, repetidamente, ao conhecimento público, notícias que mostram claramente que este Poder Judiciário que aí está, longe, muito longe se encontra de cumprir o papel constitucional que lhe cabe. Quanto pior a condição econômica de quem lhe bate à porta, tanto pior será tratado. Tente um simples mortal, alguém que receba de um a três salários mínimos por mês, obter uma liminar, um habeas corpus, ou qualquer outra decisão sem trazer o bolso recheado ! Tente ! Para qualquer direção que o simples mortal tome dentro dos canais judiciários, só o fará devidamente acompanhado de um advogado que lhe arrancará os olhos da cara para cobrir as “custas processuais”, sem falar dos honorários.
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Mas ainda assim, poderíamos contemporizar porque o simples portal poderia apelar para a Justiça gratuita. Tendo sorte, conseguirá um bom advogado que se interesse por seu caso. Agora imagine que a demanda do simples mortal seja contra um poderoso grupo econômico. Terá chance de uma em um milhão de lograr êxito na sentença final. Sendo assim, particularmente, jamais acreditei nos critérios de justiça em nosso País. Até porque nossos juízes e magistrados, sempre estarão preocupadíssimos e ocupadíssimos em refestelar-se em seus palácios de luxo, aboletados em suas cadeiras estofadas de alta plumagem, em gabinetes refrigerados, com pompa e riqueza, para fazerem justiça para um povo pobre. Ah, claro, os ganhos sequer se equiparam à condição pobre daqueles que deveriam assistir. Eles arrancam o coro em impostos para abonar-se em ganhos que se equiparam aos ganhos que se pagam no primeiro mundo. Quanto ao serviço que prestam à sociedade, vê-se, é quinta categoria.
Mas ainda assim, poderíamos contemporizar porque o simples portal poderia apelar para a Justiça gratuita. Tendo sorte, conseguirá um bom advogado que se interesse por seu caso. Agora imagine que a demanda do simples mortal seja contra um poderoso grupo econômico. Terá chance de uma em um milhão de lograr êxito na sentença final. Sendo assim, particularmente, jamais acreditei nos critérios de justiça em nosso País. Até porque nossos juízes e magistrados, sempre estarão preocupadíssimos e ocupadíssimos em refestelar-se em seus palácios de luxo, aboletados em suas cadeiras estofadas de alta plumagem, em gabinetes refrigerados, com pompa e riqueza, para fazerem justiça para um povo pobre. Ah, claro, os ganhos sequer se equiparam à condição pobre daqueles que deveriam assistir. Eles arrancam o coro em impostos para abonar-se em ganhos que se equiparam aos ganhos que se pagam no primeiro mundo. Quanto ao serviço que prestam à sociedade, vê-se, é quinta categoria.
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Às vezes, a justiça até nos surpreende em decisões equilibradas, dentro da lógica legal. Mas estes são casos tão fortuitos, que a quinta categoria dos serviços que prestam à sociedade tornou-se a regra geral para os homens da toga. E o país que se dane !
Às vezes, a justiça até nos surpreende em decisões equilibradas, dentro da lógica legal. Mas estes são casos tão fortuitos, que a quinta categoria dos serviços que prestam à sociedade tornou-se a regra geral para os homens da toga. E o país que se dane !
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Veja-se o caso dos parlamentares. Após eleito presidente da Câmara, dentro do melhor estilho canalha de ser, Arlindo Chinaglia teve a ousadia de declarar que o passado estava enterrado. Que os crimes do tipo mensalão, sanguessugas e vampiros, dentre outros bichos, pertenciam à legislatura passada. Primeiro, que o cretino esqueceu que muitos autores dos crimes elencados, voltaram nesta legislatura. Segundo, que muitos respondem na Justiça a inúmeros processos de diferentes naturezas. Apenas para lembrar, cerca de 20% do atual Congresso, responde a algum tipo de ação judicial, na qualidade de réu.
Veja-se o caso dos parlamentares. Após eleito presidente da Câmara, dentro do melhor estilho canalha de ser, Arlindo Chinaglia teve a ousadia de declarar que o passado estava enterrado. Que os crimes do tipo mensalão, sanguessugas e vampiros, dentre outros bichos, pertenciam à legislatura passada. Primeiro, que o cretino esqueceu que muitos autores dos crimes elencados, voltaram nesta legislatura. Segundo, que muitos respondem na Justiça a inúmeros processos de diferentes naturezas. Apenas para lembrar, cerca de 20% do atual Congresso, responde a algum tipo de ação judicial, na qualidade de réu.
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E é aqui que reside a maior justiça social com que um governo deve se preocupar: tratar o cidadão como cidadão, respeitando-lhe sua condição na forma da lei, com igualdade, independente de sua situação sócio-econômica. E não apenas no Poder Judiciário, também nos serviços diversos que o Estado tem o dever de prestar à sociedade. Saúde, educação, segurança pública, estão repletos do descaso do Estado pelo cidadão, e sempre este descaso descamba para aquele de menor condição econômica. Fique claro que, não há bolsa família, nem bolsa nenhuma capaz de resgatar o brutal desdém que o Estado brasileiro comete para com os cidadãos pobres do país. É aqui que se resgata a dignidade, é aqui que reconhece e se respeita a condição humana de todos. O caso da Joana, grávida, que morreu ela e o recém nascido, demonstra o quanto estamos longe de nos tornarmos uma sociedade justa, mas principalmente, o quanto o governo brasileiro se torna a cada dia mais uma verdadeira ameaça à integridade da população. E sabem por quê ? Pela simples razão de que não é um caso raro. Diariamente, muitas Joanas e muitos Ronalds Junior são jogados de lado, tratados como indigentes, como animais, por um Estado cada dia mais rico, mais injusto, mais selvagem.
E é aqui que reside a maior justiça social com que um governo deve se preocupar: tratar o cidadão como cidadão, respeitando-lhe sua condição na forma da lei, com igualdade, independente de sua situação sócio-econômica. E não apenas no Poder Judiciário, também nos serviços diversos que o Estado tem o dever de prestar à sociedade. Saúde, educação, segurança pública, estão repletos do descaso do Estado pelo cidadão, e sempre este descaso descamba para aquele de menor condição econômica. Fique claro que, não há bolsa família, nem bolsa nenhuma capaz de resgatar o brutal desdém que o Estado brasileiro comete para com os cidadãos pobres do país. É aqui que se resgata a dignidade, é aqui que reconhece e se respeita a condição humana de todos. O caso da Joana, grávida, que morreu ela e o recém nascido, demonstra o quanto estamos longe de nos tornarmos uma sociedade justa, mas principalmente, o quanto o governo brasileiro se torna a cada dia mais uma verdadeira ameaça à integridade da população. E sabem por quê ? Pela simples razão de que não é um caso raro. Diariamente, muitas Joanas e muitos Ronalds Junior são jogados de lado, tratados como indigentes, como animais, por um Estado cada dia mais rico, mais injusto, mais selvagem.
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O que o cidadão brasileiro quer é menos bolsas, menos discursos, menos promessas falsas, menos mentiras, ele quer mais justiça, quer ser tratado com respeito e dignidade. O que o cidadão brasileiro mais deseja é que o País o reconheça como cidadão, quer sentir orgulho em ser cidadão, o que mais almeja é que o país que ele ama, o ame também, e não sentir-se como dejeto descartável, do qual se cobra o imposto e o voto, e depois se lhe dá as costas. Por tudo isso, o que se pode dizer além de pobre povo brasileiro pobre.
O que o cidadão brasileiro quer é menos bolsas, menos discursos, menos promessas falsas, menos mentiras, ele quer mais justiça, quer ser tratado com respeito e dignidade. O que o cidadão brasileiro mais deseja é que o País o reconheça como cidadão, quer sentir orgulho em ser cidadão, o que mais almeja é que o país que ele ama, o ame também, e não sentir-se como dejeto descartável, do qual se cobra o imposto e o voto, e depois se lhe dá as costas. Por tudo isso, o que se pode dizer além de pobre povo brasileiro pobre.