quarta-feira, maio 23, 2007

Alunos da USP vão receber policiais com flores

Felipe Gil, Redação Terra

Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) que ocupam a reitoria desde o último dia 3 preparam centenas de flores de papel crepom na cor rosa-choque para receber a tropa de choque da Polícia Militar em caso de ação de reintegração de posse.

"Essa é uma manifestação pacífica", disse a estudante de Letras Alba Marcondes, 21 anos. Muitos alunos que participam da ocupação acreditam que a polícia não irá intervir. "Estamos contando com o bom senso. A polícia não entra no campus há 40 anos, seria um retrocesso na democracia", disse.

Uma comissão de segurança, formada por alunos, se reveza vigiando o torno do prédio para que eles não sejam surpreendidos pela chegada da tropa de choque. O comando da Polícia Militar afirmou que a desocupação só deve ocorrer amanhã.

GreveCom a adesão dos professores à greve, na tarde desta quarta-feira, as três categorias paralisadas deverão elaborar uma pauta única de reivindicações. "Estamos construindo o comando de greve juntos. Vamos tentar trazer mais clareza para as universidades e discutir os decretos do Serra", disse o aluno Hélio Moreira, 20 anos.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Primeiro, que eles dizem que a polícia entrar no campus para devolver a universidade a quem quer estudar e trabalhar, seria um retrocesso. Negativo: retrocesso, senhores, é um grupelho de malandros e larápios que estudam numa universidade mantida pelo povo de São Paulo, e que por isto tem o direito de saber como este santo dinheiro é gasto e aplicado, coisa que aliás parece que o grupelho não quer entender. Além disto, ninguém, nem mesmo os reitores estão reclamando da autonomia da universidade, que nem deve ser total, por se tratar de universidade pública, e que portanto tem o dever de prestar contas à sociedade.

Segundo, falam de bom senso para a polícia não desocupar o campus. Bom senso, meus amigos ? Mas qual, de que bom senso se quer falar aqui, aquele de um bando de baderneiros, a fazerem proselitismo em um ambiente inadequado e servirem assim a massa de manobra para vagabundos sindicalistas que vivem do capital e trabalho alheios, e que lá estão a incitá-los a praticarem terrorismo político-partidário ? Ou aquele em que a Justiça determinou a reintegração de posse e para o qual os bacanas se insurgem ?

É impressionante como a mediocridade está varrendo a cabeça da moçada, de uma pequena parte dela é bem verdade, mas que não querem raciocinar e sem se dispor a cumprir leis e regras comuns aos demais cidadãos brasileiros. Gostaria muito de ver provado por mais A mais B, em que ponto os decretos do governador Serra ferem a autonomia da USP! Acreditem, nem mesmo eles sabem. E por quê? Porque o que eles querem é mandar a decência para o mato e praticarem sua gandaia promíscua, a serviço dos interesses esquizofrênicos de PSTU, PSOL, e sindicatos de eternos vagabundos. É bom saberem de uma coisa: é por se comportarem feitos delinqüentes e marginais, que o inteligente povo paulistano jamais os colocou no governo do estado. E os continuará enxotando de lá por saberem bem que tipo de politicagem rastaqüera esta gente, que tem aversão e ódio à democracia, é capaz de praticar. Prá zona, já nos basta Brasília !

Quanto a receber a PM com flores, na cor que escolheram, diz bem do tipo de interesse que rola entre tão “bravos” companheiros: é o deleite da pura frescura de meninos mimados que ainda se borram nas calças, mas que adoram fazer birra quando papai e mamãe não lhes satisfazem as vontades, mesmo as mais esdrúxulas.

Câmara estuda criar área de prostituição

A prostituição fez Copacabana perder competitividade no setor turístico e o assunto virar caso de polícia. É o que garante o prefeito Cesar Maia, depois de analisar o impacto do roteiro sexual no bairro sobre turistas, medido em pesquisa do Sindicato dos Bares, Hotéis e Restaurantes (SindRio), conforme mostrou ontem o JB.

- São tantos anos (de prostituição) que Copacabana já deve ter perdido competitividade - ressalta o prefeito. - É um assunto de natureza policial, onde a prefeitura está impedida de entrar pela Constituição.

Segundo a pesquisa, 45% dos turistas consultados consideram a prostituição um problema para o bairro. Quase metade (47%) faria outras atividades de lazer e compras no bairro se não fosse a prostituição.

A Câmara Municipal prepara-se para começar a discussão. Os vereadores estudam criar um espaço dentro do bairro onde a prostituição seria uma atividade mais tolerada.

- Vamos ouvir os moradores para saber se restringir a área desta atividade pode ser uma solução - revela a vereadora Teresa Bergher (DEM), autora do projeto que transformou Copacabana em Área de Especial de Interesse Turístico.

A Operação Copa Bacana não ficou de fora da polêmica. A força-tarefa que tenta pôr ordem no bairro já levou 40 prostitutas e sete travestis para serem registrados na 13ª DP (Copacabana). Uma equipe de fotógrafos registra os carros que, na orla, param em frente às garotas de programa.

- Criamos uma série de restrições para inibir o mercado do corpo em que se transformou a Atlântica - garante Bethlem. - Temos de abominar o turismo sexual em toda a cidade. Não adianta restringi-lo a uma área.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Sem dúvida, é o lugar certo para se votar um projeto desta magnitude. Já havendo uma zona de promiscuidade, criar outra exclusiva de prostituição, até se poderá imaginar estarem se descuidando com concorrência. Mas apesar dos costumes serem o mesmos, os meios são diferentes: enquanto uma zona cuida digamos, do bem estar físico corporal , a outra zona já instalada cuida do bem estar físico financeiro próprio...

Ainda há juízes no Brasil

Reinaldo Azevedo
As capas que incomodaram o PT: "tristes episódios de corrupção, tráfico de influência e quebra de normas éticas e morais"

Abaixo, segue a íntegra da Carta ao Leitor da Veja desta semana. Aborda um processo movido pelo PT contra a revista. O texto explica tudo. Leiam. Volto sem seguida:
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Em 2005, na esteira dos escândalos políticos que abalaram o país, o Partido dos Trabalhadores decidiu processar VEJA, com a alegação de que a revista mostrava "a nítida intenção em ferir a imagem e o nome do PT". Na petição, o partido tentou lançar uma sombra de suspeição sobre oito capas de VEJA (reproduzidas abaixo) que denunciavam malfeitos de petistas no poder. Na semana passada, a juíza Ana Carolina Vaz Pacheco de Castro, de São Paulo, julgou improcedente a ação movida pelo PT, por meio de uma sentença que prima pela clareza: "Não se olvida que todas as capas e as matérias centrais que a elas se referem retratam tristes episódios de corrupção, tráfico de influência e quebra de normas éticas e morais em que o Partido dos Trabalhadores teria se envolvido, os quais são de inegável interesse público".
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Acrescenta a magistrada: "A imprensa tem não só o direito, mas também o dever de retratar fatos graves que tais, não se esperando outro comportamento dos meios de comunicação responsáveis e comprometidos com o papel social de levar ao público a informação que lhe interesse, especialmente sobre seus entes políticos, como no caso. Estranha seria a omissão da revista VEJA diante de tais fatos, haja vista sua postura, ao longo dos anos, de prontamente denunciar escândalos públicos que afrontam a seriedade e ética do sistema político brasileiro, sendo um dos órgãos de imprensa mais contundentes no exercício do jornalismo investigativo".
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A juíza lembra, ainda, que VEJA foi igualmente vigilante com outros governos, como o de Fernando Collor e o de Fernando Henrique Cardoso, e que, nessas oportunidades, atraiu inclusive elogios de integrantes do PT. Mais: que outros órgãos de imprensa, nacionais e internacionais, noticiaram os escândalos protagonizados pelo partido no poder. A sentença da juíza Ana Carolina Vaz Pacheco de Castro é um alento e uma prova da existência de um estado de direito sadio no Brasil. É também um reconhecimento do patrimônio de credibilidade e independência que transformaram VEJA na maior revista do país e na quarta revista semanal de informação do mundo.
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Voltei
Querem que eu diga o quê? “Ainda há juízes em Berlim”. Já expliquei a vocês o sentido dessa frase. Explico de novo. Estamos em 1745, na Prússia. Um moleiro tinha o seu moinho nas cercanias do palácio do rei Frederico 2º, déspota esclarecido, amigo dos intelectuais. Um dos puxa-sacos do soberano tentou removê-lo dali, porque julgava que aquilo maculava a paisagem. Ele se negava a sair. Frederico o chamou para saber a que se devia a sua resistência. E ele, então, teria dito a célebre frase: “Ainda há juízes em Berlim”. Para o moleiro, a Justiça, aquela com a qual contava, não haveria de distingui-lo do rei. É isso aí. A história parece verdadeira. A frase é coisa de escritor. É de autoria de François Andrieux, que escreveu, em versos, o conto O Moleiro de Sans-Souci.A imprensa brasileira que se respeita só tem um caminho: a ética do moleiro.

Lula e a PF: modos de usar

por Fernando de Barros e Silva, na Folha de S. Paulo
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Diante da eficiência espetacular da PF, é o caso de perguntar: qual era mesmo a origem do dinheiro (mais de milhão) encontrado com petistas que planejaram a compra de um dossiê e uma entrevista contra adversários tucanos na campanha eleitoral de 2006?
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A PF investigou, mas nada concluiu. O dinheiro caiu do céu, de quem era até hoje ninguém sabe, ninguém viu. O fiasco poderia ser batizado de Operação Jack Palance -acredite se quiser.
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Isso posto, também é fato que a Polícia Federal protagoniza capítulos importantes deste governo e da história recente do país. Há um mês foi desbaratada uma quadrilha que vinha operando no Judiciário, com acesso até o topo daquele Poder.
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Agora, depois da Têmis e de outras ações de menor impacto, é a vez da Operação Navalha. Diante dela, o escândalo dos sanguessugas, baseado no superfaturamento de ambulâncias, parece coisa de trombadinha, troco de deputado.Igualmente capilarizada, a teia de corrupção identificada pela Navalha atravessa diversas instâncias e esferas da administração pública e envolve mais dinheiro e figuras mais poderosas do meio político. Trata-se, obviamente, de um avanço republicano: as leis devem valer para todos.
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Um retrospecto da atuação da PF sob Lula mostraria que, se ela desde o início agiu com mais desprendimento do que fazia nos anos FHC, foi a partir da crise do mensalão que ganhou notoriedade. Ali, quando o PT viveu sua ruína moral e o governo viu derreter sua base no Congresso, a PF passou a ser peça da sustentação política de Lula, uma âncora da legitimidade ameaçada.
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Curioso é o paradoxo do país: desde o mensalão, a PF até ampliou seu espaço e sua força no governo, mas Lula e o PT não fizeram nenhuma ruptura com o sistema político clientelista e corrupto, este mesmo que a Navalha acaba de flagrar. A questão então é: para cada Zuleido preso, quantos Zuleidos e agregados o país continua a produzir?

TOQUEDEPRIMA...

Aumento salarial engorda caixa de partidos

Se for confirmado no plenário do Senado o aumento de salário de parlamentares, ministros e Presidência da República, o cofre das siglas também deve ter um acréscimo de verbas. As grandes legendas adotam um dízimo dos ocupantes de cargos eletivos, que pode chegar a 30% de sua remuneração salarial.
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O principal beneficiado deve ser o PT. Que provavelmente receberá R$ 260,6 mil mensais, já que o partido cobra de todos os ocupantes de cargos eletivos o equivalente a 20% do salário líquido. A sigla tem a maior bancada na Câmara, com 83 deputados, além de 12 senadores, 16 ministros e Lula. O tesouro da legenda, Paulo Ferreira, disse que todos os parlamentares estão em dia com as contribuições.

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Imagens comprovam entrega de dinheiro em ministério

A Polícia Federal recolheu fitas gravadas por câmeras do serviço de segurança do Ministério de Minas e Energia para apurar o envolvimento do ministro Silas Rondeau no esquema de fraudes em licitações de obras públicas.
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As imagens mostram funcionários da Gautama (operadora da organização). Fátima Palmeira, diretora financeira da empresa, entrou no ministério pelo elevador privativo no dia 13 de março. Ela carregou um envelope de papel pardo, onde estavam R$ 100 mil, segundo a PF. Fátima foi até o andar do gabinete de Silas.
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Em entrevista a uma rede de TV, o ministro negou tudo. Na manhã desta segunda-feira, Silas esteve com o presidente Lula para se defender das acusações. O vice-presidente, José Alencar, acredita que não há indícios suficientes para condenar alguém e isso caberia somente ao presidente.

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“Relação fisiológica” não é delito, defende Tarso

Ministro da Justiça de Lula, o gaúcho Tarso Genro revelou que orientou a Polícia Federal a não qualificar as "relações fisiológicas" apuradas na Operação Navalha como “delito”. O petista diz querer evitar que as investigações sejam alvo de "aproveitamento político".
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A preocupação do ministro é principalmente com uma lista de políticos, associados a valores, encontrada em documentos apreendidos na empresa Gautama. Tarso defende que pode tratar-se apenas de liberação de emendas do Orçamento, não tendo necessariamente a ver com propina.

COMENTANDO A NOTICIA: E um idiota ainda é posto no ministério da justiça. Santo Deus, dá prá crer ? O pior é que dá, no Brasil em tempos de governo Lula, q1ualquer mediocridade é possível.

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Congresso destinou R$ 124,12 milhões para obras da Gautama

De acordo levantamento da ONG Contas Abertas, que acompanha os gastos públicos, nada menos que R$ 124,1 milhões do Orçamento da União foram destinados por deputados e senadores, nos últimos cinco anos, para obras tocadas pela Gautama.
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Quatro emendas – ou despesas que o Legislativo pode incluir na lei orçamentária – já haviam sido localizadas beneficiando a construtora, mesmo que nem todas as verbas tenham sido efetivamente liberadas.

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Zuleido pode abrir o bico

Gente próxima de Zuleido Veras, dono da empreiteira Gautama, confirma que ele está quase topando a oferta feita pela Polícia Federal de "delação premiada". Significa que ela contaria tudo ou quase tudo que sabe em troca de redução de pena. A Gautama está no olho do furacão que deu origem à chamada "Operação Navalha".

Se ele de fato contasse tudo que fez e que sabe, uma fatia expressiva da República iria para o inferno .

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Pacto de não agressão é a ordem na base do governo

Brasília. A investigação movida pelo TCU durante o gestão de Adyr da Silva em 1998, primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, "por supostas contratações com dispensa de licitação", tem mais de 250 páginas. O ministro Adhemar Paladini Ghisi foi o relator do processo. O proceso foi resultado de uma denúncia apresentada pelo então deputado Luiz Gushiken (PT-SP).

Uma das denúncias apresentadas por Gushiken tratava da contratação, sem licitação, da Empresa Industrial Técnica (EIT) para a reestruturação de pistas do aeroporto de Natal (RN). A Infraero alegou ao TCU e ao Ministério Público que havia urgência na execução da obra. O Ministério Público, no entanto, concluiu que desde 1994 as pistas do aeroporto precisavam de reparos e que a dispensa de licitação teria sido "inércia do administrador e falta de planejamento", porque houve tempo hábil para a contratação por licitação.

O TCU e o Ministério Público também contestaram a contratação do Instituto Evaldo Lodi, sem licitação, para o treinamento de pessoal que atuaria em alguns aeroportos. Segundo a auditoria, "as despesas de hospedagem, alimentação, transporte de técnicos foram feitas em valores injustificadamente altos, pagos pela Infraero".

O governo, no entanto, não pretende usar estas informações contra a oposição. A ordem dada pela articulação do governo aos integrantes da base é de não agressão

- Não se trata de entrar no jogo da disputa, só de tornar as coisas mais transparentes - diz o deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE).

Na semana passada, Paulo Rubem apresentou um requerimento na Comissão de Orçamento para que o TCU encaminhasse a lista de auditorias feitas pelo TCU na Infraero, mas a proposta foi imediatamente abortada pelos governistas.
Requerimento semelhante foi apresentado pelo deputado oposicionista Gustavo Fruet (PSDB-PR), que também defende a investigação de todas as denúncias.

- Como criar um corte nas investigações? Tem que abranger todos os anos. Neste momento, não dá para entrar no processo de compensação ou em um jogo de chantagem - conclui.

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Manifestantes cobram do governo mais assentamentos

Brasília. Mais de 2.500 trabalhadores rurais, líderes sindicais e agricultores chegaram ontem a Brasília ontem para participar do Grito da Terra e pretendem permanecer na capital federal até que o governo assuma o compromisso de atender os principais pontos da pauta de reivindicações dos manifestantes.

A lista de pedidos ao governo federal é extensa. Tem 160 pontos, entre eles a meta de assentamento de um milhão de famílias em este ano e a alteração nas regras de cálculo do índice de produtividade de terras rurais e que determina propriedades que podem ser desapropriadas para a reforma agrária.

Na quarta-feira, os manifestantes serão recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os líderes do movimento também têm encontro marcado com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e com a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

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O relato de uma aluna das Letras. Que estuda!

Reinaldo Azevedo

Uma aluna corajosa, de Letras, me manda um comentário e, à diferença dos remelentos e Mafaldinhas, com nome e sobrenome. Minha cara, vou omiti-los. Para preservá-la. Você sabe como anda a tolerância por aí. E que fique claro ainda uma vez: as minhas críticas não caracterizam uma perseguição à carinhosamente chamada “Fefeléchi”, a exemplo do que acusam os esquerdopatas. Ao contrário: o que quero é que a faculdade atenda às expectativas da maioria silenciosa que quer aprender. O problema é que ela se tornou refém da minoria truculenta e do esquerdismo primitivo de boa parte dos professores. Segue o comentário:
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Prezado Reinaldo,
sou aluna da FFLCH e escrevo esta mensagem para parabenizá-lo pela excelente cobertura da ocupação da reitoria. E acredite: a maioria dos alunos da FFLCH está contra esses palhaços e esta greve idiota. Inventaram esta entidade fictícia da assembléia dos estudantes (reuniões chatíssimas com gente do PT, PSTU, PCO e PC do B, mais não-alunos infiltrados, tudo em horário de aula) que supostamente decidiu pela greve. Mentira. Caso haja uma consulta formal da faculdade a todos os alunos, mais de 70% votariam contra a greve — sim, a maioria silenciosa.
Aliás, fica a sugestão: quando for assim, que a faculdade consulte formalmente os alunos. Seria a única maneira de tirar o discurso desses esquerdopatas fascistas. Outra coisa: a polícia precisa garantir o acesso ao prédio das Letras que está tomado pelos palhaços. Parabéns novamente pela excelente cobertura e continue colocando os pingos nos is.

Saudações.

TRAPOS & FARRAPOS...

Invasão da USP: uma causa sem sentido
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

A invasão do prédio da Reitoria na USP, dentre tantos outros acontecimentos estranhos que vem ocorrendo em São Paulo, já foi denunciado no COMENTANDO A NOTICIA, até bem antes da invasão propriamente. Trata-se de um truque, rasteiro, e vigarista, que tanto a direção do PT paulista, quanto as forças retrógradas que lhe dão apoio, tais como PSTU, PSOL, UNE, MSTS e tantos outros cavernosos, estão levando adiante na tentativa ordinária de desestabilizarem o governo de São Paulo, ou mais propriamente, de praticarem seu terrorismo politiqueiro vagabundo para jogar a opinião pública paulista contra José Serra, candidato a sucessão de Lula Mafioso da Silva em 2010.

Há poucos dias Lula recomendou que a oposição não nutrisse ódio quando for cumprir seu papel, na tentativa descarada de desqualificar a oposição que porventura DEM e PSDB tentem fazer. Recomendação por sinal de todo inútil, porque estes dois partidos não demonstraram a menor competência para serem oposição a ninguém, a não ser contra si mesmos.

Há um documento de orientação partidária feito pelo PT há mais ou menos um menos recomendando sua militância a partirem para o tudo ou nada contra os governo estaduais tucanos e democratas. Isto é, Lula pede aos outros aquilo que ele próprio não consente. O PT, assim como PSTU & Cia. Cumprem uma agenda cretina de oposição a qualquer preço. Para eles, não importa o preço que se tenha de pagar. A população vai sofrer ? A população será prejudicada ? Para esta gente que se alimenta de ódio à democracia e às liberdades, tudo se justifica desde que eles atinjam o poder. Uma vez lá instalados, Praticarão sua política esquerdopata odienta e fedorrenta, e transformarão o Estado num antro de geração de políticas cretinas de agressão à própria democracia que consentiu em lhes ceder espaço para existirem.

É sobre a ótica do terrorismo partidário que esta ocupação da reitoria da UP se dá. Em princípio, alegaram que os decretos do governador Serra criando uma Secretaria específica para cuidar das universidades paulistas e a exigência para que as prestações de contas dos gastos das universidades estaduais fossem publicadas no sistema de dados das contas estaduais. Diziam os seborrentos que tais decretos feriam a autonomia das ditas cujas. Mentira como se vê, pelo próprio teor dos decretos do governador. Porém, os garotos e garotas seduzidos pelos discurso calhorda das esquerdas, se deixaram servir de massa de manobra para outras “razões”, que fazem a “causa” das esquerdas tirânicas que tentam, a qualquer preço, se impor pelos menos nos países da América Latina. Claro que em países de primeiro mundo, onde as pessoas são educadas, tem nível escolar de primeira qualidade e acesso universal à informação, estes estrumes foram varridos para o esgoto da história, principalmente na Europa, onde se conheceu na carne e na morte de milhões, a que causa este antro de energúmenos é capaz de chegar para vingar sua “ideologia” de botequim.

Mas nossos “democratas” não se dão por vencidos. Apesar de representarem um ínfima parte dentre toda a comunidade de universitária, tentam fazer vigorar sua doutrina canalha de minoria irrelevante e insignificante, face até mesmo a causa pela qual lutam. Reparem que sequer são capazes de sujeitarem a uma ordem judicial de desocupação. Eles se indispõem sob qualquer prtexto ao estado de direito que, vale dizer, é a essência de qualquer democracia séria e decente. Mas quem disse que os belos e as belas tão lá preocupados com decência e seriedade ? Para eles, a molecagem patrocinada por partidecos feitos de medievalismo, é mais importante que o o direito da maiaoria em ter sua vida de aluno ou professor respeitadas.

Sendo assim, de maneira alguma a reitora da USP poderia continuar ocupando a função em que se encontra. Demonstra primeiro um total desrespeito ao bem estar da grandiosa maioria que apenas quer lecionar e assistir aulas. Por conta disto, a senhora Suely provoca, por sua desídia e negligência, total irresponsabilidade, causando além do transtorno e aborrecimentos face as ações agressivas dos “rebelados” sem causa coerente, além de prejuízos à sua própria formação. Aliás, o povo paulistano até por seu elevado padrão cultural, e conhecendo bem os métodos cretinos, tem repetidamente dito não às tentativas de PT e sua tropa de meliantes assaltarem o governo do estado. Eles sabem que o governo é uma coisa séria e deve ser preenchido por pessoas primeiro competentes, segundo democráticas, terceiro por gente séria e honesta, qualidades todas não encontradas nestes politiqueiros de botequim de quinta categoria... O que os paulistas desejam é serem governados por pessoas de caráter e vergonha na cara, e não por jagunços delinqüentes e ignorantes. Já chega a presidência da república...

Mas não se alegrem não se os retardados desocuparem a reitoria: novos “movimentos” terroristas estão sendo programados nos antros imundos deste poder contestador representados na maioria pelos petistas vagabundos, sindicalistas e os professores do atrasos e alunos da miséria mental. A ordem é infernizarem a vida de Serra. Só um detalhe: seria bom que este povaréu todo não fosse assim tão fundo nesta sua delinqüência. O paulistano é sábio o suficiente para saber quem está por detrás destas manobras canalhas. E tanto é que nas urnas tem dado a resposta. Porém, o recado que está sendo dado para o Brasil está ficando visível demais e, na tentativa de desestabilizar José Serra, acabarão alopradamente desestabilizando o próprio governo federal. Jamais se esqueçam de que o mundo dá muitas voltas. Muitas...

No Blog do Reinaldo Azevedo, ele vem dando a devida cobertura de tudo o que está acontecendo (link ao lado) acontecendo. De lá, reproduziremos uma carta de uma aluna da Faculdade de Letras enviada ao Reinaldo, com o comentário que ele próprio fez da referida carta, para que vocês tenham uma pálida idéia do que uma minoria monitorada e comandada por um partido político é capaz de fazer contra o estado de direito e o bem estar social de toda uma comunidade. A truculência dos jagunços sem causa é, não se tem a menor dúvida disto, a de vingarem o estado de caos que os alimenta para toda uma comunidade e até um país. Basta vermos o que eles estão fazendo do Brasil: a pátria mãe da mediocridade, da corrupção, do atraso, da ignorância.
Claro que funcionários e professores, todos perfeitamente sintonizados na gandaia safada de se esconderem até de um terrorismo partidário, sem causas e vazio uma vez que desejam deixar de prestar contas do dinheiro que gastam e deixam de executar obras indispensáveis ao próprio bom funcionamento da universidade, estão dando um tido no próprio pé.

É UMA OBRIGAÇÃO A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO DINHEIRO PÚBLICO. Quem a isto se rebela, é porque consente com a promiscuidade, com a falta de transparência. Que geração se estará formando se desde cedo se “ensina” a canalhice de não se prestar contas do que é feito do dinheiro arrancado à fórceps do contribuinte ? Querem arrumar o país com esta ideologia canalha ? Convenhamos, é a própria demência moral parta de quem parta, alunos, funcionários e professores. São todos um bando de jagunços a serviço não do ensino, do conhecimento, da pesquisa, são baderneiros piores que os criminosos aliados às facções do PCC: aqueles são criminosos cumprindo pena, este, querem praticar o crime a contragosto da sociedade. Sem julgamentos, sem cumprirem penas, às custas da própria sociedade.

Genro afirma que não há provas contra Rondeau

Agência EFE

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta segunda-feira que não há qualquer comprovação da Polícia Federal sobre o envolvimento do titular da pasta de Minas e Energia, Silas Rondeau, com o esquema de fraudes promovido pela construtora Gautama.

- Não tenho nenhuma convicção a respeito da responsabilidade criminal do ministro Silas (...) e a própria Polícia Federal diz que não há uma prova física - disse Genro.

Rondeau teria recebido R$ 100 mil da construtora Gautama, acusada de promover um esquema de fraudes em licitações de obras públicas, e no qual aparecem envolvidos ex-governadores, prefeitos e parlamentares.

Genro afirmou que a Polícia Federal está convencida de que o montante foi entregue a alguma pessoa no Ministério de Minas e Energia, apesar de o receptor do dinheiro ainda não ter sido identificado.

Rondeau está acompanhando o presidente Lula em uma visita oficial ao Paraguai, de onde negou as acusações.

- Não há provas - disse a jornalistas, em Assunção, afirmando ainda que, se necessário, provará sua inocência "perante a Justiça'.

Em entrevista coletiva junto de seu colega paraguaio, Nicanor Duarte, Lula evitou comentar o fato, e afirmou que só vai debatê-lo "quando retornar ao Brasil'.

A suspeita contra Rondeau se baseia em vídeos que mostram a diretora financeira da Gautama, Maria de Fátima Palmeira, chegando à sede do Ministério de Minas e Energia com um envelope que continha R$ 100 mil.

Maria de Fátima subiu por um elevador privado - exclusivo para convidados do alto escalão do Ministério - e foi recebida por um dos principais assessores de Rondeau, Ivo Almeida Costa, no mesmo andar em que se encontra o gabinete do ministro.

As imagens, gravadas em 13 de março, mostram Almeida Costa recebendo o envelope e depois se dirigindo ao gabinete de Silas Rondeau, junto de Maria de Fátima. Após alguns segundos, ambos saem de mãos vazias.

Na última sexta-feira, após ser divulgado que Almeida Costa estava sendo investigado pelo caso, o Ministério de Minas e Energia anunciou sua imediata destituição do cargo de 'assessor especial'.

As investigações estão centradas em uma rede de corrupção que seria responsável por fraudes em obras públicas em dez estados. Entre as obras, figuram algumas contempladas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado por Lula há apenas quatro meses, e que prevê investimentos públicos e privados de R$ 468 bilhões até 2010.

As investigações levaram até agora à detenção de 47 pessoas, todas suspeitas de fraudes contra o Estado e entre as quais estão o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB) e os prefeitos de Camaçari (BA), Luiz Carlos Caetano (PT), e de Sinop (MT), Nilson Leitão (PSDB), além de outros funcionários de Governos regionais.

O ministro da Justiça afirmou que, além disso, a Polícia Federal está investigando outras 250 pessoas que receberam 'presentes' da construtora Gautama.

Genro, no entanto, preferiu contemporizar, e disse que isso não faz com que 'necessariamente' estejam envolvidas em algum crime.

COMENTANDO A NOTÍCIA: O grande problema do Genro é querer falar demais. Aliás, seria bom o ministro aprender a comportar-se com a discrição que o cargo que ocupa exige. Primeiro, não se conhecem a extensões de provas e documentos, além de gravações e a necessária quebra de sigilos fiscal e telefônico. Porém, os indícios são incontestáveis. Ou como se explicar que a diretora financeira da Construtora Gautama tenha subido pelo elevador privativo até a sala do Ministro, e seus assessores diretos tenham sido presos ? IO indício é fortíssimo sim, e melhor, faria, como de fato acabou fazendo, o ministro deveria sair, responder a toda e qualquer acusação ou suspeita de participação na falcatrua, e, comprovada sua inocência, até poderia voltar. A grandeza do homem público exige este comportamento, que pelo o ministro Silas acabou tendo. Não cabe ao ministro da Justiça fazer declarações em nome de uma investigação ainda em curso, que apesar de correr em segredo de justiça já teve revelações além da conta e do que se pode admitir. Competiria a Tarso dar uma resposta evasiva, e não ficar querendo defender Silas de uma provável demissão. Entre a delinqüência de Tarso, e a grandeza do espírito público de Silas Rondeau, menos mal que prevaleceu a última.

Sobre as tresloucadas declarações de Tarso Genro, leiam o que publicou o Estadão
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Lista é de mimos, não corrupção, diz Tarso
EstadãoCentenas de pessoas receberam algum tipo de benefício da Gautama. O ministro da Justiça, Tarso Genro, confirmou ontem a existência de uma lista de nomes apreendida na empreiteira pela Polícia Federal, mas frisou que não se trata de envolvidos em corrupção.
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“Existe uma relação de centenas de pessoas que receberam mimos e brindes, como ocorre com todas as empresas”, justificou. “Não existe nenhuma lista de pessoas envolvidas com corrupção, isso é uma invenção.” Segundo o ministro, “as pessoas que a Polícia Federal vê envolvidas com eventuais delitos são as que estão indiciadas”.
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A relação de nomes foi encontrada no escritório da Gautama em Salvador, na quinta-feira, quando a PF deflagrou a Operação Navalha. As informações da PF são de que constam dessa lista nomes de políticos e funcionários públicos relacionados a valores e presentes. Ao sair de um evento com prefeitos, em Brasília, Tarso comentou a operação, mas evitou o quanto pôde fazer um comentário mais objetivo sobre a situação do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
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“O que há por enquanto é uma operação técnica exemplar, altamente qualificada, que vai ter um efeito altamente positivo nas licitações, no comportamento das empresas, dos Estados, na relação com os agentes públicos”, afirmou. “Mas não há nenhum tipo de incriminação feita pela PF contra qualquer pessoa.”
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Sem julgar
O ministro ponderou que a PF fez um trabalho técnico e não emite juízo sobre o grau de comprometimento dos acusados. “A PF levanta indícios, constitui provas e faz um relatório para o procurador-geral avaliar.”
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Tarso afirmou que o fato de a funcionária da Gautama Maria de Fátima Palmeira ter sido flagrada entrando nas salas que compõe o gabinete de Rondeau no ministério não necessariamente significa que houve entrega de dinheiro no local.
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“O fato de uma pessoa ir ao escritório da outra não quer dizer que haja nexo de criminalidade”, reiterou. “Isso vai ser examinado pelo procurador-geral, junto com todas as provas levantadas pela PF.”

TOQUEDEPRIMA...

"O poderoso chefão"
De O Globo

"Ao som da música tema do filme "O poderoso chefão", a Polícia Federal produziu um DVD com o relatório do que já foi apurado até agora sobre a quadrilha chefiada pelo empresário Zuleido Veras. A trilha sonora da saga da família do mafioso Don Corleone acompanha a leitura do arquivo digital que, além de desvendar como atuava a empreiteira Gautama, revela que a PF não se limitou a fazer escutas telefônicas para desbaratar o esquema. O documento enviado ao Superior Tribunal de Justiça é uma enciclopédia do crime: há fotos de funcionários sacando dinheiro, levando malas para aeroporto e até servidores públicos passeando de lancha.

O material organizado pelo setor de inteligência da PF também reproduz documentos oficiais para comprovar que as negociações discutidas nas conversas telefônicas pelos integrantes da quadrilha resultaram em fraudes com dinheiro público beneficiando a Gautama. A PF montou organogramas para explicar quem é quem na quadrilha, que tem no comando o empresário Zuleido Veras.

Os policiais escolheram como epígrafe do relatório um diálogo entre Abelardo Sampaio Lopes Filho e Gil Jacó Carvalho Santos, altos funcionários da Gautama, em Salvador. A conversa, gravada com autorização judicial às 15h03m, de 29 de março deste ano, sintetiza os abusos da organização. Após combinar mais uma ação da organização, Abelardo diz: "Gil, tudo tem limite! Nós estamos esticando a corda demais! A corda vai arrebentar". A corda arrebentou quinta-feira passada. Abelardo e Gil fazem parte dos 44 presos na carceragem da PF, em Brasília."

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Atuação do BC para segurar o dólar custa caro para o governo

BRASÍLIA. A dívida pública interna cresceu mais de R$ 8 bilhões em abril. Segundo o Tesouro Nacional, o total dos compromissos federais aumentou 0,77% na comparação com março e atingiu R$ 1,151 trilhão. Com o vencimento de papéis prefixados e as fortes atuações do Banco Central no mercado cambial, o estoque de contratos de swap - que trocam remuneração de câmbio pelo juro - e a parcela da dívida atrelada à taxa Selic aumentou. Em contrapartida, diminuiu a parcela prefixada.

Antes de o dólar romper o piso de R$ 2, o BC tentou segurar as cotações com a oferta pesada de contratos de swap cambial. Assim, além das intervenções diretas no mercado cambial à vista, o BC também atuou no mercado futuro com a colocação de contratos financeiros que equivalem à compra de cerca de R$ 4 bilhões - ou US$ 2 bilhões - no mês passado.

Segundo o Tesouro, o aumento da dívida interna em abril foi determinado principalmente pela apropriação de juros , de R$ 10,8 bilhões. O documento também registra o impacto de R$ 1,879 bilhão nas emissões e resgates. Ao todo, o Tesouro emitiu R$ 53,067 bilhões e resgatou R$ 55,025 bilhões em todas as operações - inclusive trocas e Tesouro Direto.

Dos títulos emitidos, 57,2% - ou R$ 30,4 bilhões - eram prefixados. Títulos que acompanham índice de preço tiveram participação de 25,46% e os que seguem a Selic, 16,92%. Apesar da liderança dos prefixados, a composição da dívida voltou a piorar, por causa do vencimento de lotes prefixados. (F.N.)

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Senado retoma projeto de controle da web
Da Folha de S.Paulo

"Depois de causar grande polêmica no final do ano passado, o projeto de lei substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) sobre o controle da internet será colocado novamente em votação, hoje, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ainda com polêmicas, ao obrigar provedores a informar eventuais crimes e a criar o conceito de defesa digital, que permitirá o ataque a eventuais hackers (invasores de sites).

O projeto permite que técnicos e profissionais de informática invadam comunicações de terceiros, em caso de suspeita de ataques de hackers, para prevenir ou barrar ataques a seus sistemas, ao criar o conceito de "defesa digital".

O projeto tem por objetivo incluir no Código Penal a tipificação dos chamados crimes cibernéticos."

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Investigados citam 3 governadores do PT
Da Folha de S.Paulo

"Três governadores do PT são citados por integrantes da quadrilha investigada pela Operação Navalha. Wellington Dias (PI) é citado por um dos presos como participante de reuniões nas quais foram discutidas duas obras no Piauí cujas licitações teriam sido direcionadas para a Gautama, apontada como a cabeça do esquema.

Além de Dias, aparecem nas gravações telefônicas que fazem parte do inquérito sigiloso tocado pela Polícia Federal os governadores Jaques Wagner (BA), descrito em diálogos como conhecido de Zuleido Veras, dono da Gautama, e Marcelo Déda (SE), que teria recebido pleitos do esquema por meio do vice, Belivaldo Chagas (PSB).

As menções aos três governadores são tratadas de forma lateral nos relatórios de inteligência da PF. Isso porque, apesar dos diálogos, a PF não reúne indícios de que os governadores participaram ou tiveram conhecimento de atitudes ilícitas."

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Garotinho: prioridade de pagamento à Gautama
De O Globo

"Dois dias antes de o ex-governador Anthony Garotinho deixar o cargo, em abril de 2002, o governo do Estado do Rio efetuou pagamentos em "regime de prioridade" para a empreiteira Gautama, acusada pela Polícia Federal de liderar esquema de fraude em licitações no país. Os pagamentos, que somam cerca de R$ 4 milhões, eram referentes a um contrato para a construção de casas populares em Duque de Caxias. O contrato foi assinado em 1998, no governo Marcelo Alencar, mas, pelos dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), recebeu cinco termos aditivos na gestão de Garotinho.

As autorizações de pagamento constam no Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro do Estado (Siafem). O governo Garotinho emitiu uma ordem no dia 3 de abril de 2002, em nome da Gautama, no valor de R$ 1,7 milhão. No dia seguinte, foram feitos mais 14 pagamentos com valores variados para a empreiteira, todas com a seguinte determinação: pagamento com prioridade. Garotinho deixou o governo no dia 5 de abril para concorrer às eleições presidenciais daquele ano. Ele foi substituído pela vice-governadora Benedita da Silva (PT), com quem havia brigado nos primeiros anos de governo."

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Investigados citam três governadores do PT
Na Folha São Paulo
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Três governadores do PT são citados por integrantes da quadrilha investigada pela Operação Navalha. Wellington Dias (PI) é citado por um dos presos como participante de reuniões nas quais foram discutidas duas obras no Piauí cujas licitações teriam sido direcionadas para a Gautama, apontada como a cabeça do esquema.Além de Dias, aparecem nas gravações telefônicas que fazem parte do inquérito sigiloso tocado pela Polícia Federal os governadores Jaques Wagner (BA), descrito em diálogos como conhecido de Zuleido Veras, dono da Gautama, e Marcelo Déda (SE), que teria recebido pleitos do esquema por meio do vice, Belivaldo Chagas (PSB).
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As menções aos três governadores são tratadas de forma lateral nos relatórios de inteligência da PF. Isso porque, apesar dos diálogos, a PF não reúne indícios de que os governadores participaram ou tiveram conhecimento de atitudes ilícitas.

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Ex-noviço e colecionador de polêmicas

Affonso Nunes

Se fosse um atleta, o procurador regional da República Luiz Francisco Souza seria um colecionador de recordes em duas modalidades: o de propor ações de improbidade administrativa contra integrantes de governos e o de mais processado dentre os integrantes do Ministério Público.

Católico fervoroso, o procurador gosta de ostentar hábitos singulares para alguém em sua posição. Foi seminarista, mora com os pais até hoje, anda de Fusca e costuma destinar 1/3 de seu salário à caridade. O ex-noviço, no entanto, exerceu considerável poder no exercício de suas funções.

Nos anos 90, encabeçou dezenas de ações contra integrantes do governo FHC, entre os quais Eduardo Jorge. Sempre foi visto como um petista dentro do MP, mas garante que foi filiado ao PT apenas no tempo em que era estudante. Curiosamente, sua carreira entrou em declínio justamente durante o governo Lula.

Para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alguns procuradores usam e abusam das ações de improbidade administrativa. Em sessão recente do STF, acusou os procuradores Luiz Francisco, Guilherme Schelb e Walquiria Quixadá como exemplos de integrantes do Ministério Público para os quais ações de improbidade são "instrumentos de abuso político notório com fins rastaqüeras".

O caso mais polêmico de Luiz Francisco resultou na renúncia do poderoso senador Antônio Carlos Magalhães que, em conversa reservada com procurador, admitiu ter violado o painel eletrônico de votações do Senado durante a votação do processo de cassação do então senador Luiz Estevão. A conversa foi gravada e vazou para a imprensa, provocando outra renúncia: a do então senador José Roberto Arruda (DF).

Luiz Francisco rechaça sua pretensa ligação com o PT, sempre repetida pelos adversários que coleciona ao longo da carreira.

- Eu não sou petista coisa nenhuma. Eu sou ligado a uma corrente jurídica ligada ao direito alternativo, ligada à Teologia da Libertação. É essa a corrente que eu sigo. Nunca tive ligação partidária.

Entre as suas vitórias profissionais está o de ter ajudado a condenar o ex-deputado Hildebrando Pascoal, pela ligação com o narcotráfico e grupos de extermínio.

Conselho do MP pune dois procuradores

Luiz Orlando Carneiro e Affonso Nunes

O plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu ontem aplicar penas administrativas aos procuradores regionais da República Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb. O primeiro foi suspenso por 45 dias de suas funções. Durante o período, não terá direito a vencimentos. Já o segundo só foi censurado. É a primeira vez que o órgão - responsável pelo chamado controle externo do Ministério Público - pune procuradores.

A diferença de pena decorre, entre outros, do fato de a representação ser direcionada, sobretudo, à atuação de Luiz Francisco. Este e Schelb foram acusados, em processo disciplinar, por Eduardo Jorge Caldas Pereira - que foi secretário geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso - de "práticas incompatíveis" com suas funções, qualificadas de "perseguição imotivada".

- Estou confortado ao saber que um órgão do Ministério Público reconhece expressamente a perseguição política à qual fui submetido por esses senhores, que não agem em sintonia com o que se espera de procuradores da República - disse Eduardo Jorge.

O ex-secretário geral da Presidência foi objeto de investigações sistemáticas de iniciativa dos dois procuradores, a partir de 2000, quando foi acusado por eles de participação no esquema ilegal de liberação de recursos para a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, juntamente com o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto e o empresário e senador cassado Luiz Estevão.

Em 2003, Eduardo Jorge solicitou abertura de processo contra os procuradores Luiz Francisco e Guilherme Schelb no Conselho Superior do Ministério Público Federal, mas o caso foi arquivado. Inconformado, o ex-secretário geral da Presidência entrou com representação, em 2005, no recém-instalado CNMP, criado pela emenda constitucional da reforma do Judiciário (nº45).

No julgamento de ontem, seis conselheiros formaram a maioria favorável à suspensão de Luiz Francisco. Dos demais, um votou por sua demissão, outro por uma suspensão de 30 dias e só um contra qualquer punição. Três conselheiros deram-se impedidos: a também procuradora da República Janice Ascari, o promotor Antonio Gaspar e um dos dois representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sérgio Frazão do Couto.

Para Sérgio Couto - que se declarou impedido por já ter ajuizado uma ação contra Luiz Francisco - "a decisão foi histórica, por que marca o início da autonomia do CNMP". O procurador Luiz Francisco de Souza distribuiu nota na qual considera a punição "ilícita e injusta" e informa que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF).

- O CNMP reviu decisões de arquivamentos ocorridas há seis anos, aplicando a Emenda Constitucional nº45 (que criou o conselho) retroativamente, o que fere vários princípios gerais de direito - disse Luiz Francisco. - As "faltas" imputadas datam de 2000 e 2001. Uma emenda constitucional só pode retroagir para beneficiar acusados e nunca para veicular nova pretensão punitiva.

Segundo Eduardo Jorge, a tese defendida por Luiz Francisco foi analisada exaustivamente ao longo do processo e rechaçada pelos integrantes do CNMP.
- Além do mais, a perseguição política movida pelos procuradores persistia até 2005. Eles distorceram a verdade e perseguiram pessoas o tempo inteiro - declarou Eduardo Jorge.

Segundo o ex-secretário geral da Presidência, Luiz Francisco realizou uma devassa em suas contas entre 2000 e 2003 sem nada ter encontrado. Eduardo Jorge fez questão de ressaltar que não tem restrições ao trabalho dos demais procuradores.

- As procuradoras Janice Ascari, Isabel Groba e Maria Luiza Duarte não parecem movidas pela mesma motivação. A atuação delas no caso, até o aparecimento do escândalo provocado por Luiz Francisco e Schelb, foi correta e prudente, evitando ações precipitadas ou pré-julgamentos.

TOQUEDEPRIMA...

Operação Navalha pode paralisar votação do PAC

A votação das últimas propostas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pode ficar comprometida em função da crise gerada pela Operação Navalha, da Polícia Federal.
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O clima ficou tenso Congresso. “Tem muito fato novo nesse processo, mas vamos tentar votar”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RO).As três medidas provisórias que faltam para concluir o programa vencem no dia 1º de junho. Elas perdem a validade se não forem aprovadas até esta data. A expectativa é que o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, deixe o cargo para não desgastar a imagem do partido com maior bancada na Câmara, o PMDB.

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CPI do Apagão no Senado vai investigar quatro órgãos do governo

O relator da CPI do Apagão Aéreo no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), apresentou nesta terça-feira o plano de trabalho criado para a Comissão. Os senadores devem focar a investigação em quatro órgãos do governo.
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Segundo Torres, serão investigados o Ministério da Defesa, o Comando da Aeronáutica, a Infraero e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Durante reunião, foram aprovadas a convocação do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e de três controladores de vôo que atuaram na hora do acidente entre o Boeing da Gol e o Legacy. Os depoimentos estão marcados para a próxima quinta-feira.O relator não acredita que os controladores compareçam. “Eu não acredito que eles apareçam. Eles têm esse direito de não vir por serem investigados. Até agora, eles não deram as caras em lugar nenhum porque apareceriam aqui?”, perguntou o senador.

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Gautama enviou R$ 14,8 milhões para fora do país

A construtora Gautama remeteu R$ 14,8 milhões para uma conta aberta em nome da empresa no paraíso fiscal de Bahamas, segundo documentos do Banco Central que integram os arquivos da CPI do Banestado.
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Três remessas foram descritas como “disponibilidades no exterior” e foram feitas em setembro, outubro e novembro de 1998. Não havia detalhes sobre o destino final dos recursos.
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O dinheiro saiu de uma conta de uma agência do BankBoston de São Paulo. A empreiteira apontou como endereço uma caixa postal em Nassau, Bahamas.
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As operações não são ilegais, desde que a empresa tenha comunicado a existência da conta à Receita Federal, assim como saldo no último dia de 1998. À época, o TCU (Tribunal de Contas da União) já investigava denúncia sobre possível superfaturamento no preço das obras de conclusão do prédio do Tribunal de Justiça do Amazonas, avaliadas em R$ 20 milhões, verbas oriundas do ministério da Justiça.

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Governo Lula libera R$ 2,5 milhões para obra irregular

Segundo o Ministério Público Federal, a construtora Gautama estava construindo em parceria com órgãos públicos quatro barragens de Poço Verde orçada em R$ 24,2 milhões. A obra foi suspensa pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Mesmo assim, R$ 2,5 milhões foram liberados pelo governo federal.
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Conforme o Ministério Público Estadual do Sergipe, que também investiga a obra desde 2002, o processo está cheio de vícios, contrariando vários dispositivos da lei de licitação. O relatório do TCU aponta cinco erros graves: favorecimento a uma empresa, superfaturamento, elaboração do projeto sem previsão de orçamento, etc.

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Jefferson acusa PMDB de planejar caixa 2 em Furnas

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, afirmou em seu blog que o PMDB pretende faturar com nomeação de oito apadrinhados do partido para cargos de segundo escalão, entre eles o ex-prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, que vai assumir a presidência da Furnas. “A briga é por dinheiro, o mesmo motivo que deflagrou o inferno que vivi em 2005. Na época, brigava-se (olha ela aí de novo!) por uma diretoria de Furnas, a de Engenharia, comandada por Dimas Toledo. O caixa dois rendia R$ 3 milhões por mês, divididos ao meio entre o PT e o PMDB (se uma diretoria rende R$ 3 milhões, imagina a presidência da empresa?)”.
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Na sexta-feira (18.05), um dia após a deflagração da Operação Navalha, Jefferson abordou a questão em uma nota. “Os partidos indicam políticos para cargos em estatais para fazer caixa de campanha. O PMDB sabe a importância de Furnas, por isso está brigando por ela. Se uma empresinha como essa Gautama faz um estrago desse tamanho, imagina uma gigante como Furnas”, disse.
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Segundo o deputado cassado, a única diferença entre os esquemas descobertos em 2005 em relação aos atuais, é que o PT deixou de coordená-los. “Antes, o caixa era feito por Delúbio Soares e Marcos Valério, que o distribuía aos partidos da base; os últimos o repassavam aos deputados, em prestações mensais, em troca de apoio. Não a um programa, a uma proposta política, era toma-lá-dá-cá mesmo. Hoje, não, o PT trata da vida dele e os outros partidos também, por meio dos cargos que recebem do governo. Cada partido, agora, cuida da sua própria vida.”
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Jefferson conclui a sua análise sobre a disputa por cargos no segundo escalão: “A briga é por dinheiro”.

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Assessoria de ministro contesta Polícia Federal

A Assessoria de Imprensa do Ministério de Minas e Energia convocou jornalistas para uma visita às instalações do gabinete do ministro para contestar as acusações da Polícia Federal de que o ministro Silas Rondeau estaria diretamente envolvido com o esquema de fraude em licitação de obras públicas.Maria de Fátima Palmeira, emissária da Gautama, aparece saindo de uma sala, que seria o gabinete de Rondeau, acompanhada do ex-assessor especial do Ministério, Ivo Almeida da Costa, que foi preso na semana passada, acusado de envolvimento no esquema de fraude.
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Os assessores do ministro tentaram mostrar aos jornalistas que não era a sala do ministro a que foi aberta por Maria de Fátima na gravação. "A imagem mostrada na reportagem dava a entender que a porta dava acesso direto à sala do ministro e não é isso", disse o subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério, Marcelo Cruz, que acompanhou a imprensa na visita. Um detalhe curioso é que a sala onde Ivo trabalhava fica mais próxima da entrada do gabinete de Silas - cerca de dois metros - do que o chefe de gabinete do ministro. Ivo trabalhava em uma sala praticamente em frente a do ministro.
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No calo de outros as CPIs são boas

Tales Faria, Informe JB

Recordar é viver. Nada como rever o que diziam nossos políticos no passado e o que passaram a argumentar depois. O que pensam quando são governo e o que expressam quando são oposição. O que usam para apedrejar quando são atiradeira, e o que defendem quando são vidraça.

Em 2005, o presidente Lula e o PT fizeram das tripas coração para impedir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios. Argumento principal: a Polícia Federal já estava em cima do assunto, portanto, não havia necessidade de os parlamentares investigarem o mesmo tema.

Mas veja o que dizia Lula, em abril de 2001, quando se tratava da tentativa de criar a CPI da Corrupção contra o governo FH:

- Um presidente da República não pode aparecer em público e impedir uma CPI como está fazendo o Fernando Henrique, até porque não é apenas uma denúncia, são muitas.

Compra de votos pela reeleição, favorecimentos nas privatizações. De fato, eram muitas as denúncias, mas os aliados de Fernando Henrique Cardoso resistiram bravamente e conseguiram barrar a CPI. Depois, Lula assumiu a Presidência da República, e o PSDB e PFL foram para a oposição.

Vejamos, por exemplo, o líder do PFL (hoje partido Democratas) no Senado, José Agripino Maia (RN). Consta do site do seu colega senador Marco Maciel (DEM-PE) uma defesa da CPI dos Correios, em 14 de junho de 2005, nos seguintes termos:

"O senador Agripino Maia reforçou a posição do PFL de levar a CPI dos Correios às últimas conseqüências (...). As ações da Polícia Federal, que já prendeu dois responsáveis pela gravação da conversa com o ex-chefe de departamento dos Correios Maurício Marinho e ainda não convocou parlamentares envolvidos, como o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), não passam de 'grande jogo de cena' do governo, na avaliação de Agripino Maia. O que, segundo ele, só reforça a necessidade de uma investigação pelo Congresso".

Bem, e agora no caso da Operação Navalha da Polícia Federal que atinge políticos de praticamente todos os partidos, incluindo o PFL e o PSDB? O que acha Agripino Maia? A coluna foi ouvi-lo:

- É preciso prudência neste momento, porque há o perigo de o Executivo estar querendo jogar a roupa suja para o Legislativo e este é um problema muito mais dos governos federal, estaduais e municipais. Já temos duas CPIs funcionando (uma sobre Apagão Aéreo), uma terceira CPI poderia paralisar o Congresso. E, além do mais, a Polícia Federal tem controle absoluto das investigações.


PMDB com DEM
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia, não está sozinho quando acusa o governo de tentar jogar sobre o Congresso o desgaste pelas denúncias da Operação Navalha. Teve ontem mesmo uma longa conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan prometeu a Agripino levar o PMDB a atuar junto com o PFL nesse caso. Falaram até em dar o troco ao governo na CPI do Apagão Aéreo.

Tarso na berlinda
Renan Calheiros e José Agripino Maia disseram cobras e lagartos do ministro da Justiça, o petista Tarso Genro. Combinaram discutir com os demais líderes a possibilidade de convocar Genro ao Congresso. A idéia seria fazê-lo dar explicações sobre o vazamento das apurações da Política Federal, que ainda estão sob regime de sigilo de Justiça.

PMDB x PT
Os senadores do PMDB acham que é grande o risco de o PT tentar tomar a vaga de ministro das Minas e Energia, caso o titular, Silas Rondeau, renuncie por causa das denúncias de que teria recebido propina da empreiteira Gautama. Ontem o nome do presidente de Itaipu Binacional, o petista Jorge Samek, amigo pessoal de Lula, já circulava em Brasília como uma opção.

Abin investiga
A Agência Brasileira de Informações vem acompanhando de perto as investigações da Polícia Federal em torno das empreiteiras do setor elétrico. E é a Abin, mais do que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que tem barrado as indicações dos peemedebistas para cargos na área.

Privilégios no BC
Denúncia do ex-ministro José Dirceu, ontem em seu blog: "Alguma coisa estranha está acontecendo no Banco Central. O relatório Focus, divulgado toda segunda-feira às 8h30, não saiu hoje. A assessoria de imprensa do BC avisou aos jornalistas que o relatório não estará disponível em nenhum momento do dia. Nem no site oficial do Banco o relatório está disponibilizado. No entanto, o Bradesco divulgou um relatório com os dados do Focus do Banco Central. O relatório do BC é fechado sempre na sexta-feira. O Bradesco deve ter recebido o conteúdo na sexta, porque soltou a informação hoje bem cedo, possivelmente sem saber que o relatório original do BC não sairia. Ou, o que é pior: é possível que o Bradesco sempre receba o relatório original na sexta-feira, antes das demais instituições financeiras e da imprensa. Outros bancos nacionais e dois grandes bancos estrangeiros também não receberam o relatório".

Origem: Banestado
Desde o chamado Caso Banestado, a Polícia Federal não pára de fazer grandes operações, como a Operação Navalha. É que, nos grampos com autorização judicial que a PF faz sobre um caso, sempre aparecem outras histórias. Aí é aberta uma nova investigação, com novas escutas específicas. Quando um caso estoura na imprensa, já há pelo menos três outros abertos a partir dele.

Lula blindado
Segundo uma pesquisa de opinião que circula no governo, a população não identifica o presidente da República como um político. Daí por que denúncias contra políticos desgastam apenas a imagem do Congresso, não a do governo.

TOQUEDEPRIMA...

Navalha: gravações envolveriam ministro
Redação Terra

Gravações feitas pela Polícia Federal apontariam o envolvimento do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, no esquema de desvio de dinheiro público desmantelado nesta semana pela Operação Navalha. Segundo o relatório das investigações, que foi encaminhado à Justiça, o ministro teria recebido R$ 100 mil para favorecer a empresa Gautama em uma licitação do programa Luz Para Todos. Ele negou as acusações. A informação é do Fantástico.

Para a PF, o proprietário da empreiteira, Zuleido Veras, teria conduzido a licitação desde o começo com a ajuda de seis funcionários, um empresário e servidores públicos. Veras teria se reunido várias vezes com Rondeau e com o diretor do programa, José Ribamar Santana.

Após um desses encontros, a polícia gravou imagens de um funcionário da Gautama, Florêncio Vieira, embarcando para Brasília com uma mala que estaria cheia de dinheiro. O valor teria sido entregue à secretária particular de Veras, Tereza Lima, que o teria sido repassado para a diretora financeira da Gautama, Maria de Fátima Palmeira.

Ela esteve no Ministério de Minas e Energia no dia 13 de março. Imagens feitas pelas câmeras de segurança do prédio mostram Maria de Fátima entrando pela portaria privativa do ministro com uma pacote pardo que, segundo a polícia, conteria a propina de R$ 100 mil. Ela é recebida imediatamente pelo assessor do ministro, Ivo Almeida Costa, e sai meia hora depois. Ivo aparece com o envelope nas mãos levando a diretora até o elevador. Em seguida, entra no gabinete do ministro, de onde sai sem o envelope.

A assessoria do ministério alega que não há câmeras voltadas para o gabinete de Silas Rondeau. No Paraguai, onde está em viagem oficial com o presidente Luiz Inácio da Silva, o ministro disse que "não pode se basear em informações de momento". "Não há provas contra uma mentira. Estou absolutamente à vontade (no cargo), até o momento em que o presidente (Lula) decidir sobre isso".

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Delação premiada deve favorecer dono da Gautama
Redação Terra

A Polícia Federal e o Ministério Público devem oferecer o benefício da delação premiada ao empresário Zuleido Soares Veras, dono da construtora Gautama, supostamente envolvida na rede de corrupção investigada pela Operação Navalha. Com isso, ele deve ter a pena reduzida em troca de informações que ajudem a desvendar como funcionava o esquema de fraude em licitações. As informações são da jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a PF, o dono Gautama teria comandado a fraude com a ajuda de seis funcionários, um empresário e vários servidores, entre eles, o ministro de Minas e Energia Silas Rondeau.

Rondeau teria recebido R$ 100 mil de propina em troca do favorecimento dado a construtora Gautama em uma licitação. A fraude teria ocorrido no programa Luz para Todos, que leva energia para zonas rurais. O ministro nega envolvimento no esquema.

Nesta segunda-feira, a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), começa a ouvir os presos na operação, deflagrada na última quinta-feira. O primeiro a depôr deve ser Flávio Conceição de Oliveira Neto, ex-chefe da Casa Civil do Sergipe e atual conselheiro do Tribunal de Contas Estadual daquele Estado.

Mais de 40 pessoas foram presas, suspeitas de participarem de um esquema de desvio de recursos de obras públicas, em oito Estados e no Distrito Federal.

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Deputado retira apoio a ação contra Clodovil
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O deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) retirou sua assinatura e apoio ao requerimento contra o colega Clodovil Hernandes (PTC-SP). Ele descobriu que foi enganado: a deputada Cida Diogo (PT-RJ) disse que o requerimento exigia apenas a retratação do deputado em relação a suas palavras consideradas ofensivas às mulheres, mas o requerimento, na verdade, pede a cassação do parlamentar.

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Motorista de Marta Suplicy é preso em Brasília

Um motorista da ministra Marta Suplicy (Turismo) foi preso agora há pouco, no aeroporto de Brasília. Ele aguardava a ministra em um local proibido. Um dos policiais militares que coordenam o tráfego em frente ao desembarque teria pedido ao motorista para desocupar a vaga. O motorista não apenas teria desobedecido a autoridade, como ainda se recusado a se identificar. O gabinete da ministra diz que o motivo da detenção ainda está sendo apurado. Pelo jeito, o motorista já absorveu a arrogância da chefe.

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Relatório desmonta álibi de prefeito baiano

Ao contrário do que alegou a Prefeitura de Camaçari, houve sim contato com a Gautama na gestão do atual prefeito Luiz Caetano. É o que mostra o relatório da ministra Eliana Calmon, que cita o relato do Ministério Público Federal de que, em 16 de junho de 2006, um contrato para repasse de R$ 11,5 milhões foi assinado com o Ministério das Cidades. O advogado do prefeito havia declarado que o único contrato com a construtora datava de 1999, e que fora cancelado pelo prefeito Caetano ao assumir. O prefeito teria recebido, como recompensa, uma viagem a Salvador, com convite para o camarote da Gautama no carnaval.

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Lago: batom na cueca

Apesar de não ter tido sua prisão preventiva decretada pela ministra Eliana Calmon, por falta de endosso do Ministério Público ao pedido da Polícia Federal, o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), não foi poupado no relatório da juíza. Ela menciona "fortes indícios" de que indiretamente ele atuou em favor da construtora Gautama. E afirma: "Jackson Lago recebeu vantagem indevida para permitir o pagamento de medições irregulares".

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Presidente afastado do BRB nega envolvimento em corrupção

O presidente afastado do BRB (Banco de Brasília), Roberto Guimarães, negou seu envolvimento no esquema de corrupção organizado pela construtora Gautama, durante depoimento dado nesta terça-feira à ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Guimarães foi preso na última semana pela Operação Navalha.
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O advogado de Guimarães, José Eduardo Alckmin, afirmou que o presidente do BRB foi contratado pela empreiteira para prestar serviços de consultoria, mas que esse trabalho não possuía qualquer relação com as funções de consultor financeiro do Maranhão. Alckmin ainda comentou que as imagens que mostram Guimarães cobrando pagamento a um representante da empresa, se referem justamente aos serviços prestados a construtora. “Ele foi contratado formalmente pelo Zuleido (Zuleido Veras, dono da Gautama), para fazer consultoria (econômica)”, disse o advogado.

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Máfia das obras tem repercussão internacional

Jornais de Estados Unidos, Suíça, Irlanda, Irã, Turquia, China, Croácia e Cuba publicaram matéria da agência Reuters sobre a Operação Navalha, que provocou o enfraquecimento do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, em razão de seu envolvimento com uma quadrilha que fraudava licitações.A matéria diz que o destino de Rondeau será decidido nesta terça-feira em reunião com o presidente Lula. O texto da Reuters também cita o presidente do PT, Ricardo Berzoini, que disse que Silas Rondeau deveria se afastar do cargo, mesmo se apenas temporariamente.

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Para passageiros, investimentos não acabarão com a crise

Fernando Exman , Jornal do Brasil

O presidente da Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo (Andep), Claudio Candiota Filho, está pessimista com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para ele, as obras melhorarão as condições dos aeroportos do país. Não solucionarão, entretanto, os problemas do sistema brasileiro de aviação civil.

- Obviamente que tem que investir, porque senão as coisas vão ficar piores - declarou Candiota. - Mas o PAC não vai resolver tudo. Não adianta infra-estrutura boa se a administração não é profissional.

Segundo Candiota, o governo erra ao apostar que pode acabar com o caos aéreo fazendo intervenções pontuais em segmentos do sistema, como a Infraero, o controle de vôo e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A saída, acrescentou, seria o país voltar a ter um sistema profissionalizado, pois o atual estaria prejudicado pelo loteamento de cargos entre políticos. Candiota acusou a administração Luiz Inácio Lula da Silva de "quebrar a espinha dorsal do sistema, a hierarquia".

- Infraero e Anac deveriam ser subordinados ao comando da Aeronáutica. Hoje, a Infraero é subordinada diretamente ao ministro da Defesa. Não há gestão - criticou o representante dos passageiros. - A Anac e a Infraero flutuam no organograma do Ministério da Defesa.

Para Candiota, dificilmente as regras atuais do jogo, ditadas pelos interesses políticos, serão canceladas. Ao desmilitarizar o controle dos vôo, complementou, o sistema será ainda mais "desprofissionalizado". O empresariado também não está satisfeito. Uma das principais demandas da iniciativa privada não foi incluída no PAC. O secretário geral do Conselho Consultivo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), José de Anchieta Hélcias, disse que o governo deveria ter colocado no pacote obras essenciais à melhoria dos acessos aos dois aeroportos de São Paulo - Congonhas e Guarulhos.

O PAC teria de contemplar a construção de metrô e do trem rápido entre os aeroportos e suas respectivas conexões com as cidades da Grande São Paulo.
- Essa é uma falha do PAC - lamentou Hélcias. - Não sei se o volume previsto no PAC para os aeroportos é o ideal. Mas qualquer obra é válida.

No primeiro balanço do pacote, os cronogramas de oito obras foram detalhados. A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informou que quatro projetos estão sendo executados de forma adequada. São tocados nos aeroportos Santos Dumont, Congonhas, Galeão e da cidade de Vitória. Outro três receberão mais atenção do Executivo, pois podem atrasar (Congonhas e Galeão, com outras obras, e Brasília). O caso mais grave é a ampliação do aeroporto de Vitória, que está com o cronograma atrasado.

Aeroportos: obras a conta-gotas

Fernando Exman , Jornal do Brasil

O governo federal não investiu neste ano um centavo sequer do Orçamento da União para as obras em aeroportos incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os projetos prioritários só não estão parados porque a Infraero - estatal responsável pela administração dos aeroportos do país - está lançando mão de recursos próprios a fim de tocar os empreendimentos. Para companhias aéreas e passageiros, o pacote anunciado pelo governo no início do ano, mesmo que saia do papel, não resolverá os problemas do setor.

O governo promete investir cerca de R$ 750 milhões neste ano. Do total, R$ 178 milhões são recursos da própria Infraero, obtidos por meio da cobrança de taxas de empresas e passageiros. A empresa já gastou 40% das verbas deste ano, segundo seu presidente, o tenente-brigadeiro José Carlos Pereira. Tais desembolsos garantem o cumprimento dos cronogramas das obras consideradas prioritárias, conforme Pereira.

- Ainda não recebemos dinheiro nenhum, mas o programa está dentro do cronograma - declarou Pereira. - Aceleramos o PAC com os nossos recursos.

Segundo o presidente da Infraero, a estatal está gastando os recursos de seu próprio caixa na esperança de que a União liberará as verbas prometidas quando o caixa da empresa estiver vazio. Pereira negou que tal esquema de desembolsos atrasará as obras. Argumentou que o Palácio do Planalto decidiu liberar antes as verbas para órgãos e ministérios que não têm dinheiro próprio em caixa.

- Quem tem recursos próprios vai colocar e depois vai receber da União - disse Pereira.

O governo incluiu 22 obras e projetos de aeroportos no PAC. Atualmente, 10 aeroportos do país estão em obras. De acordo com o presidente da Infraero, as prioridades imediatas são as obras do aeroporto de Congonhas (SP), além dos projetos do Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro, e do aeroporto de Brasília. O governo estima que R$ 3 bilhões serão investidos em aeroportos até 2010 por meio do PAC. Com R$ 1,8 bilhão previsto, o Sudeste será a região que mais receberá recursos no período.

Em seguida, vêm as regiões Sul (R$ 601 milhões), Centro-Oeste (R$ 353 milhões), Nordeste (R$ 151 milhões) e Norte (R$ 95 milhões). O volume total de investimentos públicos e privados previstos no PAC, incluindo empreendimentos nas áreas de transportes e energia, é de R$ 503,9 bilhões até 2010. Pereira disse que se esforçará para gastar todo o dinheiro reservado para aeroportos.

Entre outros motivos, porque as áreas do governo que não investirem o planejado terão seus orçamentos dos anos seguintes diminuídos.

- A idéia é executar tudo - disse Pereira, antes de "ameaçar" com ironia os colegas de governo. - Quero pegar o dinheiro dos outros. Quem bobear vai perder.

Na entrevista coletiva que concedeu a jornalistas brasileiros e estrangeiros nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o governo continuará a reformar e ampliar os aeroportos do país a fim de atender à crescente demanda provocada pelas promoções das empresas e o aumento do turismo.

- Estamos sendo vítimas da falta de planejamento histórica neste país. Agora, temos que recuperar e criar condições para os aeroportos funcionarem - disse Lula. - Nós vamos continuar reformando os aeroportos brasileiros, porque eles precisam. Naquele que for necessário, vamos tentar fazer uma terceira pista.

Lula disse também que aeroportos de todos os Estados estão sendo reformados ou ampliados. Não é verdade. O PAC não contemplou aeroportos de Mato Grosso do Sul, Alagoas, Maranhão, Tocantins, Pará, Rondônia, Acre e Amazonas. Os investimentos previstos para este ano são inferiores aos R$ 889,7 milhões realizados no ano passado. O valor inclui as verbas de convênios realizados pela Infraero com o Ministério do Turismo.

Em 2005, os desembolsos somaram R$ 744,7 milhões.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Este pessoal pode justificar o que quiser, mas diante do descalabro de escândalos envolvendo obras públicas, fornecimento até de papel higiênico como já noticiamos aqui, deveria o governo federal ter um mínimo de recato: obras envolvendo milhões de reais sem licitação ? É a porta escancarada para a promiscuidade não ter mais fim. E ainda mais quando se sabe que a INFRAERO não tem sido digamos, muito comportadinha no uso que tem feito do dinheiro público. ALÔ TCU, OLHO NELES !!!

Navalha: ministro Silas Rondeau pede demissão

Jeferson Ribeiro Redação Terra

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, pediu demissão na noite desta terça-feira. Ele esteve reunido durante a tarde com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando entregou uma carta solicitando a saída da pasta. O pedido foi aceito por Lula. A demissão foi motivada pelas denúncias de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro público desmantelado na semana passada pela Operação Furacão. Assume interinamento o cargo o secretário executivo do ministério, Nelson Hubner.

Rondeau foi acusado pela Polícia Federal de ter recebido propina de R$ 100 mil para favorecer a empreiteira Gautama. O ministro nega, mas até seu padrinho político, o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), recomendou que ele se afastasse do governo. "Ele me disse que entregou a carta para deixar o cargo de maneira irrevogável", afirmou.

Na reunião, da qual participaram os principais ministros de Lula, a posição fechada era de que Silas Rondeau deveria sair do ministério para se defender e retornar ao cargo quando fosse provado que ele não estava envolvido no esquema. Ainda nessa reunião, Lula disse que "a acusação da Polícia Federal não tinha sustentação", mas que acreditava que Rondeau não teria condições psicológicas de continuar à frente da pasta, mesmo sendo inocente.

Quando Silas se encontrou pela primeira vez no dia com Lula, no início da tarde, argumentou justamente essa dificuldade e chegou a citar os casos dos ex-ministros José Dirceu (Casa Civil) e Antônio Palocci (Fazenda), que não suportaram os ataques da imprensa e acabaram renunciando.

Rondeau relatou ao presidente que recebeu um telefonema de sua mãe, no domingo, quando a matéria do Fantástico com as denúncias foi ao ar. Segundo relatos de interlocutores do Palácio do Planalto ela estava aos prantos. Sofrendo com as acusações, Rondeau preferiu seguir o conselho dos padrinhos peemedebistas e pediu demissão ao presidente.

Confira a íntegra da carta que o ministro entregou a Lula:

"Excelentíssimo senhor presidente da República

Como é do conhecimento de vossa excelência, estou sendo submetido a um processo que me causou dano pessoal irreparável. A investigação da Polícia Federal em curso perante o Superior Tribunal de Justiça não envolve a minha pessoa, até porque, como ministro de Estado, eu seria objeto de investigação do Supremo Tribunal Federal. A situação em si se caracteriza por descabidas e injustas inverdades que impõem a mim, neste momento, dedicar-me inteiramente a defender a minha honra e a minha história de vida, jamais questionadas em vários anos de serviços públicos prestados ao País para o desenvolvimento do setor elétrico. Servi ao governo de vossa excelência com a máxima lealdade e correção, seja na presidência de empresas estatais do setor elétrico, seja como ministro de Estado. A vossa excelência sempre serei grato pela confiança e pela oportunidade de trabalhar pela grandeza de nosso País. Todavia, a injustiça que recaiu sobre a minha pessoa leva-me a solicitar a vossa excelência minha exoneração a fim de melhor proteger e minha pessoa, minha família, minha honra, minha história e permitir ao governo que siga com todas as energias voltada pra o crescimento do País, a implementação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o desenvolvimento do setor energético. Eu afirmo a vossa excelência minha total inocência e renovo meus desejos de pelo sucesso na condução do destino do Brasil
".

O herói desperdiçado

Guilherme Fiúza, Política & Cia., NoMínimo

Saiu o gol mil de Romário. Que pena. Que pena as circunstâncias opacas, que pena o apequenamento histórico. Romário se livrou de seu gol mil.

O Brasil é um país culturalmente estranho. É capaz de idolatrar Guga, Robert Scheidt e até Rubinho Barrichello. Ao mesmo tempo, adora implicar com Pelé e Romário.

O tenista, o iatista e o piloto têm o seu valor. Os dois primeiros, especialmente, têm um belo currículo esportivo. Mas ídolo é outra coisa. Pelé e Romário estão entre os brasileiros que fortificaram a identidade do povo, que projetaram o país no mundo. E um dos esportes prediletos por aqui é dizer que Pelé só fala besteira. Quanta ignorância.

Há mais de cinco anos Romário é tratado como um intruso na sala de jantar, um morto-vivo do futebol que insiste em assombrar os “modernos” – essas vacas premiadas acéfalas que tanto impressionam os pragmáticos.

Mas o fato é que, aos 41 anos, Romário ainda joga futebol. E muito bem. Não é uma alma penada. Ao contrário, tem sido assombrado pela mediocridade dos que o cercam em campo, pela elegia da burrice. Às vezes, desolado, parece sonhar com uma tradução simultânea para que seus companheiros de time o compreendam em campo.

Só que o Brasil é impaciente. Se relaciona com seus heróis como mariposas em volta da luz, que se atiram contra ela de qualquer maneira. Quando Romário vai parar? Por que Romário insiste? Por que recebe tantos privilégios? Romário não foi ao clube. Romário faltou um treino. Romário saiu à noite.

Como pode a idolatria sair pela culatra? O Brasil inteiro devia estar torcendo pelo gol mil de Romário, um momento histórico na vida do país. Quase saiu lindamente contra o Flamengo, no Maracanã cheio, num jogo em que Romário jogava bem e já fizera um gol, sem carta marcada, sem privilégio, sem assombração.

Se o gol mil demorasse cinqüenta jogos para sair, o Brasil deveria fazer cinqüenta festas para Romário. Curtir o momento sublime. Condecorar seu herói.

Mas o que se viu foi a habitual onda de pressões rasteiras, intrigas, incitação de crises, narizes torcidos contra a “marra” do jogador, ataques à sua proximidade de Eurico Miranda.

De novo: quanta ignorância. O Brasil mistura Eurico Miranda com Romário porque não sabe separar o mito do escroque. Pobre país.

A espera pelo gol mil virou crise, e Romário preferiu se livrar dela. Livrou-se do seu gol mil.

Marcou-o numa partida desimportante, contra um adversário desimportante, num lance desimportante, longe do Maracanã, longe da grande ribalta, longe do clímax que tanto merecia.

Mas o Brasil não merecia. E acabou sendo atendido por Romário.

TOQUEDEPRIMA...

Desde quando, Zuleido?
Reinaldo Azevedo

Só uma pergunta: o alastrante Zuleido começou a ter interesse pelo Ministério das Minas e Energia a partir da gestão de Silas Rondeau ou já estava de olho na pasta nos tempos de sua antecessora, Dilma Rousseff? Acho que a resposta a essa pergunta pode ser importante para decidir se Rondeau sai ou fica.

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Uma nova CPI em vista

Os deputados Júlio Delgado (PSB-MG) e Augusto Carvalho (PPS-DF) começam hoje a colher assinaturas por uma CPI na Câmara e no Senado para apurar as denúncias que resultaram das investigações da Polícia Federal.
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A comissão investigaria o resultado das operações Furacão, que atingiu o Judiciário no caso de venda de sentenças em favor de casas de bingos, e Navalha, deflagrada na semana passada e que chegou à empresa Gautama e envolveu o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia).
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- Estou chamando essa CPI de Vento Cortante, que mistura o Furacão com a Navalha -, afirmou Júlio Delgado.
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Para que a CPI Mista seja criada, são necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.

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As explicações de Papaléo Paes
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Do senador Papaléo Paes (PSDB-AP), que recebeu R$ 100 mil da Gautama para sua campanha ao governo do estado no ano passado, dinheiro declarado ao Tribunal Regional Eleitoral:

- Eu não tenho uma estrutura de arapongagem, Abin para saber se a empresa tem problema com a Justiça. Se o presidente da República tem toda essa estrutura e passa batido, nomeando gato por lebre, por que eu tenho que avaliar isso? Terei que exigir atestado de idoneidade dos meus eventuais doadores?

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Renan sai em defesa de Silas Rondeau
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu hoje o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), suspeito de receber R$ 100 mil da quadrilha montada pela empresa Gautama.

- Não há nada, absolutamente nada que comprove o envolvimento do ministro. (...) É preciso avançar nas investigações para que as especulações não se sobreponham aos fatos.

Nas gravações feitas pela Polícia Federal, os integrantes da quadrilha citam o nome do presidente do Senado e do governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB). Os dois teriam ajudado a liberar recursos para obras tocadas pela Gautama.

Renan admitiu conhecer Zuleido Soares Veras, dono da Gautama, acusado pela PF de ser o "chefe dos chefes" da organização criminosa, mas afirmou não temer as investigações:

- Eu o conheço, como conheço os representantes dessas empresas que têm investimentos em Alagoas e demais estados. (...) Não temo nada. Não tenho nada a ver.

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Bolívia: refinarias da Petrobras batem recorde de produção
Fonte: Agência Brasil

Menos de duas semanas depois do acordo para a venda, por US$ 112 milhões, as duas refinarias que a Petrobras mantém na Bolívia registraram recorde no processamento de derivados de petróleo em abril. O volume diário foi de 41.752.

O recorde foi obtido, segundo a nota da Petrobras Bolívia, devido ao aumento do processamento na refinaria Gualberto Villarroel, na cidade de Cochabamba. Em março, quando houve uma parada para manutenção por 15 dias, a carga havia passado de 30,5 mil barris para 40,04 mil barris por dia.

A Petrobras, acrescenta a nota, ao concluir o processo de transferência de suas refinarias à estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), fornecerá uma planta visando a melhoria da produção para os próximos dois meses na de Cochabamba, em mil barris diários, e na de Santa Cruz, em 2 mil barris por dia.

As duas unidades foram adquiridas em 1999 pela Petrobras Bolívia, ao preço de aproximadamente US$ 104 milhões. As obras de modernização teriam custado cerca de US$ 30 milhões. A partir de decreto do presidente Evo Morales que estatizou a área de exportação de derivados - o que na prática obrigava a estatal brasileira a vender para a YPFB toda a produção de petróleo recondicionado e de gasolina branca das duas unidades -, a Petrobras não teve outra alternativa a não ser deixar a área de refino no país.

As estatais brasileira e boliviana ainda negociam a forma e a data de pagamento dos US$ 112 milhões, o que deverá ocorrer em duas parcelas. O Brasil importa diariamente cerca de 25 milhões de metros cúbicos de gás, que a Bolívia poderá usar como parte do pagamento.

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Aviões quase se chocaram, confirma controlador
Maria Clara Cabral, Redação Terra

O presidente da Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo, Wellington Rodrigues, confirmou nesta terça-feira, durante depoimento da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, que um outro acidente esteve próximo de acontecer no Brasil.

Segundo ele, há cerca de 15 dias, duas aeronaves, possivelmente de grande porte, quase colidiram no ar. "Só não sei o tipo de aeronave, se era Airbus ou Boeing. A informação que tive é que passaram bem próximo uma da outra", afirmou.

O problema teria sido reportado em um documento, mas nada foi feito. Antes dele, o presidente dos Sindicado Nacional de Trabalhadores de Proteção ao Vôo, Jorge Botelho, também confirmou a existência de diversos problemas no espaço aéreo como em equipamentos e a falta de lingua inglesa dos controladores de vôo.

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Projeto de controle da Internet está na pauta da CCJ
Redação Terra

O projeto substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica crimes praticados com o auxílio da informática está na pauta de votação desta quarta-feira da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Contudo, a proposta é o sexto item da pauta e, para ser votada, os senadores precisam antes fazer três sabatinas de indicações do governo e votar outros dois projetos.

O projeto original, apresentado no ano passado, foi retirado da pauta de votação em novembro após causar polêmica devido à exigência que os usuários preenchessem um cadastro eletrônico para pode acessar a Internet. Essa proposta foi retirada do substitutivo.

O projeto reformulado, porém, provocou reação da Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet) devido ao ponto que obriga aos provedores de Internet a denunciar à polícia indícios de práticas criminosas que ocorram em suas redes. "Estão querendo que os provedores passem a ter um posicionamento de polícia. Isso não compete aos provedores. Entregamos as informações quando requisitados pela Justiça", afirmou o presidente da Abranet, Eduardo Parajo.

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