quarta-feira, maio 23, 2007

O relato de uma aluna das Letras. Que estuda!

Reinaldo Azevedo

Uma aluna corajosa, de Letras, me manda um comentário e, à diferença dos remelentos e Mafaldinhas, com nome e sobrenome. Minha cara, vou omiti-los. Para preservá-la. Você sabe como anda a tolerância por aí. E que fique claro ainda uma vez: as minhas críticas não caracterizam uma perseguição à carinhosamente chamada “Fefeléchi”, a exemplo do que acusam os esquerdopatas. Ao contrário: o que quero é que a faculdade atenda às expectativas da maioria silenciosa que quer aprender. O problema é que ela se tornou refém da minoria truculenta e do esquerdismo primitivo de boa parte dos professores. Segue o comentário:
.
Prezado Reinaldo,
sou aluna da FFLCH e escrevo esta mensagem para parabenizá-lo pela excelente cobertura da ocupação da reitoria. E acredite: a maioria dos alunos da FFLCH está contra esses palhaços e esta greve idiota. Inventaram esta entidade fictícia da assembléia dos estudantes (reuniões chatíssimas com gente do PT, PSTU, PCO e PC do B, mais não-alunos infiltrados, tudo em horário de aula) que supostamente decidiu pela greve. Mentira. Caso haja uma consulta formal da faculdade a todos os alunos, mais de 70% votariam contra a greve — sim, a maioria silenciosa.
Aliás, fica a sugestão: quando for assim, que a faculdade consulte formalmente os alunos. Seria a única maneira de tirar o discurso desses esquerdopatas fascistas. Outra coisa: a polícia precisa garantir o acesso ao prédio das Letras que está tomado pelos palhaços. Parabéns novamente pela excelente cobertura e continue colocando os pingos nos is.

Saudações.