quarta-feira, maio 23, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Aumento salarial engorda caixa de partidos

Se for confirmado no plenário do Senado o aumento de salário de parlamentares, ministros e Presidência da República, o cofre das siglas também deve ter um acréscimo de verbas. As grandes legendas adotam um dízimo dos ocupantes de cargos eletivos, que pode chegar a 30% de sua remuneração salarial.
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O principal beneficiado deve ser o PT. Que provavelmente receberá R$ 260,6 mil mensais, já que o partido cobra de todos os ocupantes de cargos eletivos o equivalente a 20% do salário líquido. A sigla tem a maior bancada na Câmara, com 83 deputados, além de 12 senadores, 16 ministros e Lula. O tesouro da legenda, Paulo Ferreira, disse que todos os parlamentares estão em dia com as contribuições.

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Imagens comprovam entrega de dinheiro em ministério

A Polícia Federal recolheu fitas gravadas por câmeras do serviço de segurança do Ministério de Minas e Energia para apurar o envolvimento do ministro Silas Rondeau no esquema de fraudes em licitações de obras públicas.
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As imagens mostram funcionários da Gautama (operadora da organização). Fátima Palmeira, diretora financeira da empresa, entrou no ministério pelo elevador privativo no dia 13 de março. Ela carregou um envelope de papel pardo, onde estavam R$ 100 mil, segundo a PF. Fátima foi até o andar do gabinete de Silas.
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Em entrevista a uma rede de TV, o ministro negou tudo. Na manhã desta segunda-feira, Silas esteve com o presidente Lula para se defender das acusações. O vice-presidente, José Alencar, acredita que não há indícios suficientes para condenar alguém e isso caberia somente ao presidente.

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“Relação fisiológica” não é delito, defende Tarso

Ministro da Justiça de Lula, o gaúcho Tarso Genro revelou que orientou a Polícia Federal a não qualificar as "relações fisiológicas" apuradas na Operação Navalha como “delito”. O petista diz querer evitar que as investigações sejam alvo de "aproveitamento político".
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A preocupação do ministro é principalmente com uma lista de políticos, associados a valores, encontrada em documentos apreendidos na empresa Gautama. Tarso defende que pode tratar-se apenas de liberação de emendas do Orçamento, não tendo necessariamente a ver com propina.

COMENTANDO A NOTICIA: E um idiota ainda é posto no ministério da justiça. Santo Deus, dá prá crer ? O pior é que dá, no Brasil em tempos de governo Lula, q1ualquer mediocridade é possível.

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Congresso destinou R$ 124,12 milhões para obras da Gautama

De acordo levantamento da ONG Contas Abertas, que acompanha os gastos públicos, nada menos que R$ 124,1 milhões do Orçamento da União foram destinados por deputados e senadores, nos últimos cinco anos, para obras tocadas pela Gautama.
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Quatro emendas – ou despesas que o Legislativo pode incluir na lei orçamentária – já haviam sido localizadas beneficiando a construtora, mesmo que nem todas as verbas tenham sido efetivamente liberadas.

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Zuleido pode abrir o bico

Gente próxima de Zuleido Veras, dono da empreiteira Gautama, confirma que ele está quase topando a oferta feita pela Polícia Federal de "delação premiada". Significa que ela contaria tudo ou quase tudo que sabe em troca de redução de pena. A Gautama está no olho do furacão que deu origem à chamada "Operação Navalha".

Se ele de fato contasse tudo que fez e que sabe, uma fatia expressiva da República iria para o inferno .

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Pacto de não agressão é a ordem na base do governo

Brasília. A investigação movida pelo TCU durante o gestão de Adyr da Silva em 1998, primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, "por supostas contratações com dispensa de licitação", tem mais de 250 páginas. O ministro Adhemar Paladini Ghisi foi o relator do processo. O proceso foi resultado de uma denúncia apresentada pelo então deputado Luiz Gushiken (PT-SP).

Uma das denúncias apresentadas por Gushiken tratava da contratação, sem licitação, da Empresa Industrial Técnica (EIT) para a reestruturação de pistas do aeroporto de Natal (RN). A Infraero alegou ao TCU e ao Ministério Público que havia urgência na execução da obra. O Ministério Público, no entanto, concluiu que desde 1994 as pistas do aeroporto precisavam de reparos e que a dispensa de licitação teria sido "inércia do administrador e falta de planejamento", porque houve tempo hábil para a contratação por licitação.

O TCU e o Ministério Público também contestaram a contratação do Instituto Evaldo Lodi, sem licitação, para o treinamento de pessoal que atuaria em alguns aeroportos. Segundo a auditoria, "as despesas de hospedagem, alimentação, transporte de técnicos foram feitas em valores injustificadamente altos, pagos pela Infraero".

O governo, no entanto, não pretende usar estas informações contra a oposição. A ordem dada pela articulação do governo aos integrantes da base é de não agressão

- Não se trata de entrar no jogo da disputa, só de tornar as coisas mais transparentes - diz o deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE).

Na semana passada, Paulo Rubem apresentou um requerimento na Comissão de Orçamento para que o TCU encaminhasse a lista de auditorias feitas pelo TCU na Infraero, mas a proposta foi imediatamente abortada pelos governistas.
Requerimento semelhante foi apresentado pelo deputado oposicionista Gustavo Fruet (PSDB-PR), que também defende a investigação de todas as denúncias.

- Como criar um corte nas investigações? Tem que abranger todos os anos. Neste momento, não dá para entrar no processo de compensação ou em um jogo de chantagem - conclui.

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Manifestantes cobram do governo mais assentamentos

Brasília. Mais de 2.500 trabalhadores rurais, líderes sindicais e agricultores chegaram ontem a Brasília ontem para participar do Grito da Terra e pretendem permanecer na capital federal até que o governo assuma o compromisso de atender os principais pontos da pauta de reivindicações dos manifestantes.

A lista de pedidos ao governo federal é extensa. Tem 160 pontos, entre eles a meta de assentamento de um milhão de famílias em este ano e a alteração nas regras de cálculo do índice de produtividade de terras rurais e que determina propriedades que podem ser desapropriadas para a reforma agrária.

Na quarta-feira, os manifestantes serão recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os líderes do movimento também têm encontro marcado com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e com a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

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