Fernando Exman , Jornal do Brasil
O presidente da Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo (Andep), Claudio Candiota Filho, está pessimista com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para ele, as obras melhorarão as condições dos aeroportos do país. Não solucionarão, entretanto, os problemas do sistema brasileiro de aviação civil.
- Obviamente que tem que investir, porque senão as coisas vão ficar piores - declarou Candiota. - Mas o PAC não vai resolver tudo. Não adianta infra-estrutura boa se a administração não é profissional.
Segundo Candiota, o governo erra ao apostar que pode acabar com o caos aéreo fazendo intervenções pontuais em segmentos do sistema, como a Infraero, o controle de vôo e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A saída, acrescentou, seria o país voltar a ter um sistema profissionalizado, pois o atual estaria prejudicado pelo loteamento de cargos entre políticos. Candiota acusou a administração Luiz Inácio Lula da Silva de "quebrar a espinha dorsal do sistema, a hierarquia".
- Infraero e Anac deveriam ser subordinados ao comando da Aeronáutica. Hoje, a Infraero é subordinada diretamente ao ministro da Defesa. Não há gestão - criticou o representante dos passageiros. - A Anac e a Infraero flutuam no organograma do Ministério da Defesa.
Para Candiota, dificilmente as regras atuais do jogo, ditadas pelos interesses políticos, serão canceladas. Ao desmilitarizar o controle dos vôo, complementou, o sistema será ainda mais "desprofissionalizado". O empresariado também não está satisfeito. Uma das principais demandas da iniciativa privada não foi incluída no PAC. O secretário geral do Conselho Consultivo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), José de Anchieta Hélcias, disse que o governo deveria ter colocado no pacote obras essenciais à melhoria dos acessos aos dois aeroportos de São Paulo - Congonhas e Guarulhos.
O PAC teria de contemplar a construção de metrô e do trem rápido entre os aeroportos e suas respectivas conexões com as cidades da Grande São Paulo.
- Essa é uma falha do PAC - lamentou Hélcias. - Não sei se o volume previsto no PAC para os aeroportos é o ideal. Mas qualquer obra é válida.
No primeiro balanço do pacote, os cronogramas de oito obras foram detalhados. A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informou que quatro projetos estão sendo executados de forma adequada. São tocados nos aeroportos Santos Dumont, Congonhas, Galeão e da cidade de Vitória. Outro três receberão mais atenção do Executivo, pois podem atrasar (Congonhas e Galeão, com outras obras, e Brasília). O caso mais grave é a ampliação do aeroporto de Vitória, que está com o cronograma atrasado.
O presidente da Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo (Andep), Claudio Candiota Filho, está pessimista com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para ele, as obras melhorarão as condições dos aeroportos do país. Não solucionarão, entretanto, os problemas do sistema brasileiro de aviação civil.
- Obviamente que tem que investir, porque senão as coisas vão ficar piores - declarou Candiota. - Mas o PAC não vai resolver tudo. Não adianta infra-estrutura boa se a administração não é profissional.
Segundo Candiota, o governo erra ao apostar que pode acabar com o caos aéreo fazendo intervenções pontuais em segmentos do sistema, como a Infraero, o controle de vôo e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A saída, acrescentou, seria o país voltar a ter um sistema profissionalizado, pois o atual estaria prejudicado pelo loteamento de cargos entre políticos. Candiota acusou a administração Luiz Inácio Lula da Silva de "quebrar a espinha dorsal do sistema, a hierarquia".
- Infraero e Anac deveriam ser subordinados ao comando da Aeronáutica. Hoje, a Infraero é subordinada diretamente ao ministro da Defesa. Não há gestão - criticou o representante dos passageiros. - A Anac e a Infraero flutuam no organograma do Ministério da Defesa.
Para Candiota, dificilmente as regras atuais do jogo, ditadas pelos interesses políticos, serão canceladas. Ao desmilitarizar o controle dos vôo, complementou, o sistema será ainda mais "desprofissionalizado". O empresariado também não está satisfeito. Uma das principais demandas da iniciativa privada não foi incluída no PAC. O secretário geral do Conselho Consultivo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), José de Anchieta Hélcias, disse que o governo deveria ter colocado no pacote obras essenciais à melhoria dos acessos aos dois aeroportos de São Paulo - Congonhas e Guarulhos.
O PAC teria de contemplar a construção de metrô e do trem rápido entre os aeroportos e suas respectivas conexões com as cidades da Grande São Paulo.
- Essa é uma falha do PAC - lamentou Hélcias. - Não sei se o volume previsto no PAC para os aeroportos é o ideal. Mas qualquer obra é válida.
No primeiro balanço do pacote, os cronogramas de oito obras foram detalhados. A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informou que quatro projetos estão sendo executados de forma adequada. São tocados nos aeroportos Santos Dumont, Congonhas, Galeão e da cidade de Vitória. Outro três receberão mais atenção do Executivo, pois podem atrasar (Congonhas e Galeão, com outras obras, e Brasília). O caso mais grave é a ampliação do aeroporto de Vitória, que está com o cronograma atrasado.