"O poderoso chefão"
De O Globo
"Ao som da música tema do filme "O poderoso chefão", a Polícia Federal produziu um DVD com o relatório do que já foi apurado até agora sobre a quadrilha chefiada pelo empresário Zuleido Veras. A trilha sonora da saga da família do mafioso Don Corleone acompanha a leitura do arquivo digital que, além de desvendar como atuava a empreiteira Gautama, revela que a PF não se limitou a fazer escutas telefônicas para desbaratar o esquema. O documento enviado ao Superior Tribunal de Justiça é uma enciclopédia do crime: há fotos de funcionários sacando dinheiro, levando malas para aeroporto e até servidores públicos passeando de lancha.
O material organizado pelo setor de inteligência da PF também reproduz documentos oficiais para comprovar que as negociações discutidas nas conversas telefônicas pelos integrantes da quadrilha resultaram em fraudes com dinheiro público beneficiando a Gautama. A PF montou organogramas para explicar quem é quem na quadrilha, que tem no comando o empresário Zuleido Veras.
Os policiais escolheram como epígrafe do relatório um diálogo entre Abelardo Sampaio Lopes Filho e Gil Jacó Carvalho Santos, altos funcionários da Gautama, em Salvador. A conversa, gravada com autorização judicial às 15h03m, de 29 de março deste ano, sintetiza os abusos da organização. Após combinar mais uma ação da organização, Abelardo diz: "Gil, tudo tem limite! Nós estamos esticando a corda demais! A corda vai arrebentar". A corda arrebentou quinta-feira passada. Abelardo e Gil fazem parte dos 44 presos na carceragem da PF, em Brasília."
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Atuação do BC para segurar o dólar custa caro para o governo
BRASÍLIA. A dívida pública interna cresceu mais de R$ 8 bilhões em abril. Segundo o Tesouro Nacional, o total dos compromissos federais aumentou 0,77% na comparação com março e atingiu R$ 1,151 trilhão. Com o vencimento de papéis prefixados e as fortes atuações do Banco Central no mercado cambial, o estoque de contratos de swap - que trocam remuneração de câmbio pelo juro - e a parcela da dívida atrelada à taxa Selic aumentou. Em contrapartida, diminuiu a parcela prefixada.
Antes de o dólar romper o piso de R$ 2, o BC tentou segurar as cotações com a oferta pesada de contratos de swap cambial. Assim, além das intervenções diretas no mercado cambial à vista, o BC também atuou no mercado futuro com a colocação de contratos financeiros que equivalem à compra de cerca de R$ 4 bilhões - ou US$ 2 bilhões - no mês passado.
Segundo o Tesouro, o aumento da dívida interna em abril foi determinado principalmente pela apropriação de juros , de R$ 10,8 bilhões. O documento também registra o impacto de R$ 1,879 bilhão nas emissões e resgates. Ao todo, o Tesouro emitiu R$ 53,067 bilhões e resgatou R$ 55,025 bilhões em todas as operações - inclusive trocas e Tesouro Direto.
Dos títulos emitidos, 57,2% - ou R$ 30,4 bilhões - eram prefixados. Títulos que acompanham índice de preço tiveram participação de 25,46% e os que seguem a Selic, 16,92%. Apesar da liderança dos prefixados, a composição da dívida voltou a piorar, por causa do vencimento de lotes prefixados. (F.N.)
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Senado retoma projeto de controle da web
Da Folha de S.Paulo
"Depois de causar grande polêmica no final do ano passado, o projeto de lei substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) sobre o controle da internet será colocado novamente em votação, hoje, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ainda com polêmicas, ao obrigar provedores a informar eventuais crimes e a criar o conceito de defesa digital, que permitirá o ataque a eventuais hackers (invasores de sites).
O projeto permite que técnicos e profissionais de informática invadam comunicações de terceiros, em caso de suspeita de ataques de hackers, para prevenir ou barrar ataques a seus sistemas, ao criar o conceito de "defesa digital".
O projeto tem por objetivo incluir no Código Penal a tipificação dos chamados crimes cibernéticos."
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Investigados citam 3 governadores do PT
Da Folha de S.Paulo
"Três governadores do PT são citados por integrantes da quadrilha investigada pela Operação Navalha. Wellington Dias (PI) é citado por um dos presos como participante de reuniões nas quais foram discutidas duas obras no Piauí cujas licitações teriam sido direcionadas para a Gautama, apontada como a cabeça do esquema.
Além de Dias, aparecem nas gravações telefônicas que fazem parte do inquérito sigiloso tocado pela Polícia Federal os governadores Jaques Wagner (BA), descrito em diálogos como conhecido de Zuleido Veras, dono da Gautama, e Marcelo Déda (SE), que teria recebido pleitos do esquema por meio do vice, Belivaldo Chagas (PSB).
As menções aos três governadores são tratadas de forma lateral nos relatórios de inteligência da PF. Isso porque, apesar dos diálogos, a PF não reúne indícios de que os governadores participaram ou tiveram conhecimento de atitudes ilícitas."
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Garotinho: prioridade de pagamento à Gautama
De O Globo
"Dois dias antes de o ex-governador Anthony Garotinho deixar o cargo, em abril de 2002, o governo do Estado do Rio efetuou pagamentos em "regime de prioridade" para a empreiteira Gautama, acusada pela Polícia Federal de liderar esquema de fraude em licitações no país. Os pagamentos, que somam cerca de R$ 4 milhões, eram referentes a um contrato para a construção de casas populares em Duque de Caxias. O contrato foi assinado em 1998, no governo Marcelo Alencar, mas, pelos dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), recebeu cinco termos aditivos na gestão de Garotinho.
As autorizações de pagamento constam no Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro do Estado (Siafem). O governo Garotinho emitiu uma ordem no dia 3 de abril de 2002, em nome da Gautama, no valor de R$ 1,7 milhão. No dia seguinte, foram feitos mais 14 pagamentos com valores variados para a empreiteira, todas com a seguinte determinação: pagamento com prioridade. Garotinho deixou o governo no dia 5 de abril para concorrer às eleições presidenciais daquele ano. Ele foi substituído pela vice-governadora Benedita da Silva (PT), com quem havia brigado nos primeiros anos de governo."
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Investigados citam três governadores do PT
Na Folha São Paulo
De O Globo
"Ao som da música tema do filme "O poderoso chefão", a Polícia Federal produziu um DVD com o relatório do que já foi apurado até agora sobre a quadrilha chefiada pelo empresário Zuleido Veras. A trilha sonora da saga da família do mafioso Don Corleone acompanha a leitura do arquivo digital que, além de desvendar como atuava a empreiteira Gautama, revela que a PF não se limitou a fazer escutas telefônicas para desbaratar o esquema. O documento enviado ao Superior Tribunal de Justiça é uma enciclopédia do crime: há fotos de funcionários sacando dinheiro, levando malas para aeroporto e até servidores públicos passeando de lancha.
O material organizado pelo setor de inteligência da PF também reproduz documentos oficiais para comprovar que as negociações discutidas nas conversas telefônicas pelos integrantes da quadrilha resultaram em fraudes com dinheiro público beneficiando a Gautama. A PF montou organogramas para explicar quem é quem na quadrilha, que tem no comando o empresário Zuleido Veras.
Os policiais escolheram como epígrafe do relatório um diálogo entre Abelardo Sampaio Lopes Filho e Gil Jacó Carvalho Santos, altos funcionários da Gautama, em Salvador. A conversa, gravada com autorização judicial às 15h03m, de 29 de março deste ano, sintetiza os abusos da organização. Após combinar mais uma ação da organização, Abelardo diz: "Gil, tudo tem limite! Nós estamos esticando a corda demais! A corda vai arrebentar". A corda arrebentou quinta-feira passada. Abelardo e Gil fazem parte dos 44 presos na carceragem da PF, em Brasília."
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Atuação do BC para segurar o dólar custa caro para o governo
BRASÍLIA. A dívida pública interna cresceu mais de R$ 8 bilhões em abril. Segundo o Tesouro Nacional, o total dos compromissos federais aumentou 0,77% na comparação com março e atingiu R$ 1,151 trilhão. Com o vencimento de papéis prefixados e as fortes atuações do Banco Central no mercado cambial, o estoque de contratos de swap - que trocam remuneração de câmbio pelo juro - e a parcela da dívida atrelada à taxa Selic aumentou. Em contrapartida, diminuiu a parcela prefixada.
Antes de o dólar romper o piso de R$ 2, o BC tentou segurar as cotações com a oferta pesada de contratos de swap cambial. Assim, além das intervenções diretas no mercado cambial à vista, o BC também atuou no mercado futuro com a colocação de contratos financeiros que equivalem à compra de cerca de R$ 4 bilhões - ou US$ 2 bilhões - no mês passado.
Segundo o Tesouro, o aumento da dívida interna em abril foi determinado principalmente pela apropriação de juros , de R$ 10,8 bilhões. O documento também registra o impacto de R$ 1,879 bilhão nas emissões e resgates. Ao todo, o Tesouro emitiu R$ 53,067 bilhões e resgatou R$ 55,025 bilhões em todas as operações - inclusive trocas e Tesouro Direto.
Dos títulos emitidos, 57,2% - ou R$ 30,4 bilhões - eram prefixados. Títulos que acompanham índice de preço tiveram participação de 25,46% e os que seguem a Selic, 16,92%. Apesar da liderança dos prefixados, a composição da dívida voltou a piorar, por causa do vencimento de lotes prefixados. (F.N.)
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Senado retoma projeto de controle da web
Da Folha de S.Paulo
"Depois de causar grande polêmica no final do ano passado, o projeto de lei substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) sobre o controle da internet será colocado novamente em votação, hoje, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ainda com polêmicas, ao obrigar provedores a informar eventuais crimes e a criar o conceito de defesa digital, que permitirá o ataque a eventuais hackers (invasores de sites).
O projeto permite que técnicos e profissionais de informática invadam comunicações de terceiros, em caso de suspeita de ataques de hackers, para prevenir ou barrar ataques a seus sistemas, ao criar o conceito de "defesa digital".
O projeto tem por objetivo incluir no Código Penal a tipificação dos chamados crimes cibernéticos."
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Investigados citam 3 governadores do PT
Da Folha de S.Paulo
"Três governadores do PT são citados por integrantes da quadrilha investigada pela Operação Navalha. Wellington Dias (PI) é citado por um dos presos como participante de reuniões nas quais foram discutidas duas obras no Piauí cujas licitações teriam sido direcionadas para a Gautama, apontada como a cabeça do esquema.
Além de Dias, aparecem nas gravações telefônicas que fazem parte do inquérito sigiloso tocado pela Polícia Federal os governadores Jaques Wagner (BA), descrito em diálogos como conhecido de Zuleido Veras, dono da Gautama, e Marcelo Déda (SE), que teria recebido pleitos do esquema por meio do vice, Belivaldo Chagas (PSB).
As menções aos três governadores são tratadas de forma lateral nos relatórios de inteligência da PF. Isso porque, apesar dos diálogos, a PF não reúne indícios de que os governadores participaram ou tiveram conhecimento de atitudes ilícitas."
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Garotinho: prioridade de pagamento à Gautama
De O Globo
"Dois dias antes de o ex-governador Anthony Garotinho deixar o cargo, em abril de 2002, o governo do Estado do Rio efetuou pagamentos em "regime de prioridade" para a empreiteira Gautama, acusada pela Polícia Federal de liderar esquema de fraude em licitações no país. Os pagamentos, que somam cerca de R$ 4 milhões, eram referentes a um contrato para a construção de casas populares em Duque de Caxias. O contrato foi assinado em 1998, no governo Marcelo Alencar, mas, pelos dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), recebeu cinco termos aditivos na gestão de Garotinho.
As autorizações de pagamento constam no Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro do Estado (Siafem). O governo Garotinho emitiu uma ordem no dia 3 de abril de 2002, em nome da Gautama, no valor de R$ 1,7 milhão. No dia seguinte, foram feitos mais 14 pagamentos com valores variados para a empreiteira, todas com a seguinte determinação: pagamento com prioridade. Garotinho deixou o governo no dia 5 de abril para concorrer às eleições presidenciais daquele ano. Ele foi substituído pela vice-governadora Benedita da Silva (PT), com quem havia brigado nos primeiros anos de governo."
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Investigados citam três governadores do PT
Na Folha São Paulo
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Três governadores do PT são citados por integrantes da quadrilha investigada pela Operação Navalha. Wellington Dias (PI) é citado por um dos presos como participante de reuniões nas quais foram discutidas duas obras no Piauí cujas licitações teriam sido direcionadas para a Gautama, apontada como a cabeça do esquema.Além de Dias, aparecem nas gravações telefônicas que fazem parte do inquérito sigiloso tocado pela Polícia Federal os governadores Jaques Wagner (BA), descrito em diálogos como conhecido de Zuleido Veras, dono da Gautama, e Marcelo Déda (SE), que teria recebido pleitos do esquema por meio do vice, Belivaldo Chagas (PSB).
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As menções aos três governadores são tratadas de forma lateral nos relatórios de inteligência da PF. Isso porque, apesar dos diálogos, a PF não reúne indícios de que os governadores participaram ou tiveram conhecimento de atitudes ilícitas.
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