sábado, abril 07, 2012

CHOCOLATE: uma delícia que faz bem


COMENTANDO A NOTÍCIA


Tudo na vida requer moderação e equilíbrio. Sendo assim, corremos menos riscos de prejudicar nossa saúde, nossa disposição, nosso humor, nosso equilíbrio emocional.

Assim é com a alimentação. É comum nos depararmos com mitos e  fantasias sobre este ou aquele alimento. Durante muito tempo, por exemplo, o café foi o grande vilão de  muito pseudo cientistas que mais trabalhavam para indústrias que produziam ou comercializavam itens recomendados para substituírem o café. 

Foram precisos muitos anos de intensos e sérios estudos e pesquisas para a redenção do café, hoje reconhecido como indispensável para o combate à certas enfermidades.

Também o chocolate. Não muito tempo atrás, a melhor ideia que se tinha do chocolate era a de que se tratava do alimento mais completo. Depois, “pesquisas” fajutas e vigarista o colocaram no limbo de onde, pouco a pouco, ele vem sendo retirado para ocupar o destaque que merece dentre os alimentos saudáveis e até indispensáveis para nossa boa saúde.

Semana Santa, tempo de Páscoa e, tradicionalmente, semana de chocolate. Dada a importância que ele tem, resolvemos dedicar uma edição inteirinha para demonstrar que podemos comer chocolate sem medos nem remorsos. Contudo, excessos não são bem vindos com alimento algum, assim como apesar de suas virtudes, o chocolate não pode ser encarado como “O” único alimento. 

A edição vai apresentar algumas informações históricas,  os diferentes tipos de chocolates, os inúmeros efeitos benéficos para a saúde humana, propriedades, como é fabricado, informações nutricionais e algumas curiosidades interessantes.

Nesta edição há, ainda, algumas informações sobre a páscoa, sua origem,  de como coelho e ovo se tornaram nos mais representativos símbolos da páscoa cristã. 

No post abaixo, o leitor tem um índice com os temas que compõe esta edição especial.

Divirtam-se e, depois, se deliciem comendo chocolate. Mas com moderação, e 

TENHAM TODOS 


UMA FELIZ PÁSCOA!!!!

CHOCOLATE UMA PAIXÃO MUNDIAL- ESPECIAL DE PÁSCOA




Antes de virar símbolo da Páscoa, chocolate era prescrito como remédio


Portal G1

Incas e astecas usavam semente de cacau como moeda de troca.

Cacau foi levado do México para a Europa por expedicionários.

Eterno símbolo do desejo, o chocolate (que nesta época invade os mercados em forma de ovos de Páscoa) é hoje encontrado em quase tudo: batom, chapinha, shampoo, perfume - e em diferentes formatos, cores, sabores e preços. Mas, quando foi descoberto pelos europeus, o 'chocolate primitivo' era um líquido espesso feito com milho e pimentão.

As primeiras referências ao cacaueiro e a seus frutos foram encontradas nos relatos dos descobridores que seguiram Cristóvão Colombo. Os espanhóis encontraram o chocolate sendo usado pelos astecas e pelos maias na época da chegada de uma expedição em 1519, e logo depois o levaram para a Espanha.

As sementes eram tão importantes para os nativos da América Central que eram usadas não apenas para alimentação, mas também como elemento de troca e em cultos religiosos.

Segundo o site do Museu Field, em Chicago, que tem uma exibição que conta a história do chocolate, nas culturas maia e asteca a semente do cacau era oferecida aos deuses e as bebidas com chocolate eram servidas em cerimônias sagradas.

O professor de nutrição da Universidade da Califórnia e co-autor de "Chocolate: History, Culture, and Heritage", Luis Grivetti, explica que achados arqueológicos indicam que os maias enterravam jarros de chocolate com os mortos. "O chocolate tinha um significado medicinal, social, e religioso para eles."

Europa
Na Espanha, o cacau ganhou novas receitas e foi misturado com açúcar, canela e mais tarde com o leite. "A bebida quente foi inventada pelos espanhóis e tomou o nome de chocolate em diversas línguas européias", escreve Henrique Carneiro, doutor em história social pela USP, no livro "Pequena enciclopédia da história das drogas e bebidas".

Como tanto o cacau quanto o açúcar eram importados - e caros -, apenas as pessoas ricas podiam comprar o chocolate. Assim, a bebida se tornou símbolo de status pela elite de toda a Europa. No começo do século XVIII, o chocolate se tornou artigo de moda e a árvore de cacau virou nome de praças e locais públicos.

Cura doce
Além de ser caro, o chocolate também foi indicado por médicos como remédio para algumas enfermidades. Há até quem diga que algumas doenças do cardeal Richelieu foram 'curadas' com chocolate.

Segundo o professor Grivetti, por ser remédio e comida, o chocolate colocou a Igreja Católica em uma situação difícil quanto ao jejum eclesiástico. "Sendo usado tanto para curar quanto como alimento, o chocolate gerou controvérsias sobre a possibilidade de ser ingerido durante o jejum. A resposta dependia se a pessoa consumiu ou não algo junto com o chocolate. De qualquer maneira, os padres eram proibidos de beber chocolate antes da missa. Também há muitos documentos da época da inquisição que citam o chocolate."

No Brasil, o cacau também era considerado pelos índios tupis e guaranis como remédio e estimulante. Quem explica é o especialista Timothy Walker, professor de História da Universidade Dartmouth de Massachusetts. Segundo ele, os colonos portugueses e os missionários jesuítas foram os primeiros a cultivarem os cacaueiros. "Nos séculos XIX e XX, Ilheus, na Bahia, se tornou o centro de produção de cacau do mundo. No entanto, não havia muito comércio para o produto no Brasil", contou o professor.

Em barra
A produção do cacau nos séculos XVI e XVII era feita em plantations (que usavam trabalho escravo) em colônias tropicais. A partir de 1700, novas tecnologias permitiram a produção mais rápida do chocolate e, depois, do chocolate sólido. Dessa forma, o chocolate feito a mão deu lugar ao industrializado: mais acessível e com sabor diferente.

Carneiro escreve em seu livro que "atualmente, mais da metade da produção mundial de cacau vem da África ocidental, especialmente da Costa do Marfim, o maior produtor mundial, seguido de Gana e do Brasil".

As tradições da Páscoa




A maioria das tradições do feriado religioso da Páscoa está contida nos rituais pagãos, o que gerou grande variedade de lendas, ícones, símbolos e costumes, que passaram a fazer parte da celebração.

Séculos antes do nascimento de Cristo as tribos pagãs da Europa adoravam a bela deusa da primavera - EE-ah-tra, depois Eostre. Festivais para celebrar o nascimento da primavera eram organizados em honra da entidade no final de março, tempo do equinócio de inverno no hemisfério norte.

Filólogos acreditam que a palavra Eostre evoluiu em inglês para Easter e em alemão para Ostern, que significam Páscoa. Outros associam a palavra Easter com o nascer do sol no Este.

A Páscoa já era celebrada pelos judeus antes mesmo do nascimento de Jesus, com outro sentido: o de liberdade, após anos de escravidão no Egito.

Para nossa civilização cristã, "Páscoa" tem origem hebraica (Pessach) e significa passagem pois celebra o renascimento de Jesus Cristo e sua ascensão ao céu, dois dias depois da morte na cruz (sexta-feira santa).

DATAS CONTRADITÓRIAS
Os cristãos e judeus celebravam a Páscoa/Pessach no mesmo dia. Os cristãos, sempre muito ligados a tradições, desejavam unificar a suas celebrações de Páscoa e fizeram articulações nesse sentido.

As Igrejas (ortodoxa e romana) aceitaram mudar o dia do Pessach, mas a data permaneceu em aberto.

O Imperador Constantino I, que havia aderido ao cristianismo pediu que o Papa Gregório XIII aproveitasse o encontro líderes religiosos ecumênicos no Concílio de Nicea, na Ásia Menor (atual Turquia) em 20 de maio de 325, para fixar uma data oficial: o primeiro domingo após a primeira lua cheia a partir do primeiro dia de primavera.

Como o Concílio não conseguia chegar a um acordo, Constantino enviou cartas aos líderes que não haviam comparecido. As cartas pedindo uma celebração uniforme ignoravam o calendário judaico (e seu Pessach) sob a alegação de que os judeus rejeitavam Cristo.

Por falta de consenso, as celebrações prosseguiram em datas diferentes: as Igrejas do leste europeu (ortodoxas) passaram a seguir o calendário Juliano. As do oeste (romanas) adotaram as determinações do Papa Gregório.

OVOS DE PÁSCOA


O ovo é considerado a mais perfeita embalagem natural. Em diversas culturas também simboliza o começo do universo. Os sacerdotes druidas escolheram o ovo como símbolo de sua seita. Outra corrente assegura que o ovo é símbolo pascal inspirado no costume chinês de colorir ovos de pata, para celebrar a vida que deles se origina.

Ovos eram cozidos e comidos durante os festivais do antigo Egito, Pérsia, Grécia e Roma. Coloridos, eram presenteados para celebrar a chegada da florida primavera, depois do inverno branco no Hemisfério Norte.

Estas culturas tinham o ovo como emblema do universo, a palavra da suprema divindade, o princípio da vida.

Vários costumes associados à Páscoa não existiam até o século XV.

Acredita-se que os missionários e os cruzados trouxeram para a Europa Ocidental o costume de presentear com ovos. Na época medieval, eram pintados de vermelho para representar o sangue de Cristo.

Os cristãos adotaram esta tradição e o ovo passou a ser o símbolo da tumba da qual Jesus ressuscitou.

Ovos de chocolate começaram a aparecer no século XVII. Ovos de plástico recheados de ovos de chocolate ou bombons surgiram na década de 60.

COELHO DA PÁSCOA


O coelho simbolizando a Páscoa também tem origem anglo-saxônica e pré-cristã - simboliza a fecundidade.

Lebres e coelhos eram associados à abundância da nova vida, após um inverno de privações. Na verdade era uma lebre – que já nasce com os olhos abertos - e não um coelho que simbolizava a Páscoa.

Desde a antiguidade a lebre, cuja gestação dura apenas um mês, era a representação da Lua, que neste mesmo espaço de tempo passa da escuridão da Lua Nova ao brilho da lua Cheia.

A última Lua cheia após o equinócio de inverno determinava a data da Páscoa. Também de acordo com as lendas, o coelho de Páscoa era um belo pássaro que pertencia à deusa Eostre e, um dia, transformou-se. Como no âmago - continuava pássaro, o coelho continuava a construir seu ninho e o enchia de ovos.

As crianças suíças acreditam que um cuco traz os ovos, as tchecas esperam que uma cotovia lhes traga presentes e as alemãs possuem outras duas opções, além do coelho : galos ou cegonhas.

No Brasil, tradição do coelho e dos ovos de Páscoa data do início do século XX. Foi trazida, em 1913, por imigrantes alemães.

LÍRIO DA PÁSCOA
O lírio - símbolo da pureza pela sua cor e delicada forma -também simboliza inocência e a vida junto a Deus.

AS PARADAS DE PÁSCOA
Nos primeiros tempos do cristianismo, aqueles que eram batizados durante a quaresma, usavam roupas brancas durante a semana da Páscoa como um símbolo da nova vida em Cristo.

Os já batizados usavam roupas novas neste mesmo período indicando a vivência de um novo tempo. Roupas novas e Páscoa eram símbolos da graça divina.

Durante a Idade Média na Europa, as pessoas formavam multidões no Domingo de Páscoa, usando suas roupas novas, daí começando a tradição das Paradas.

Os norte-americanos acreditam que quem usa roupa nova no Domingo de Páscoa, terá boa sorte durante o resto do ano.

CORDEIRO DA PÁSCOA
Prato tradicional do jantar de Páscoa, veio da tradição do Pessach judaico.

Borboletas também são usadas para significar renascimento, seu ciclo evolutivo a partir da crisálida é único no mundo animal. O estágio de casulo representa a crucificação e enterro de Jesus. O produto final, o lindo inseto voador, é associado à ressurreição.

A origem do ovo de páscoa


Rainer Sousa
Equipe Brasil Escola

Apesar de tantos formatos,
 o ovo de páscoa sempre esteva ligado à celebração da vida.

Na Páscoa, a celebração da morte e ressurreição de Cristo serve como um momento especial para que os cristãos reflitam sobre o significado da vida e do sacrifício daquele que fundou uma das maiores religiões do mundo. Contudo, muitos não conseguem visualizar qual a relação existente entre essa celebração de caráter religioso com o hábito de se presentear as pessoas com ovos de chocolate.

Para responder a essa pergunta, precisamos voltar no tempo em que o próprio cristianismo estava longe de se tornar uma religião. Em várias antigas culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da primavera.

Não por acaso, vários desses ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse ovo festivo era feito através do cozimento deste junto a alguma erva ou raiz impregnada de algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.

Nesse período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Ostera, a deusa da Primavera. Em suas representações mais comuns, observamos esta deusa pagã representada na figura de uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos. Nesta imagem há a conjunção de três símbolos (a mulher, o ovo e o coelho) que reforçavam o ideal de fertilidade comemorado entre os pagãos.

A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a organização do Concilio de Niceia, em 325 d.C.. Neste período, os clérigos tinham a expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de algumas antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideário cristão. A partir de então, observaríamos a pintura de vários ovos com imagens de Jesus Cristo e sua mãe, Maria.

No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. Até que chegássemos ao famoso (e bem mais acessível!) ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a descoberta do continente americano.

Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os culinaristas franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História. Depois disso, a energia desse calórico extrato retirado da semente do cacau também reforçou o ideal de renovação sistematicamente difundido nessa época.

Data da Páscoa


Jussara de Barros

As primeiras comemorações de páscoa foram feitas pelo povo hebreu (judeu), quando foram libertos da escravidão no Egito. Isso aconteceu em razão das orientações que Moisés recebeu de Deus, de colocar seu cajado sobre o mar vermelho e abrir caminho para que seu povo fugisse.

A páscoa cristã é uma comemoração em homenagem ao renascimento, à ressurreição de Jesus Cristo.

É uma festividade com data móvel, pois foi criada seguindo o calendário judeu, que por sua vez era baseado nas fases da lua.

A escolha da data se deu em razão das comemorações pagãs, da chegada da primavera, época de fartura devido às colheitas, com o renascimento da terra, que se tornaria fértil de novo. Os povos da Idade Média faziam homenagens à Ostera, deusa da estação.

Através do primeiro concílio de Niceia, no ano de 325 d.C, foi estabelecida uma data para a páscoa: o primeiro domingo após o aparecimento da lua cheia, na estação da primavera do hemisfério norte (no hemisfério sul é outono).

É curiosa a forma como esse período de transição, que significa passagem, aparece escrito em várias línguas, sendo no hebreu “peschad”, no latim “pache”, em grego “paskha”, no alemão “ostem” e em inglês “easter”.

História da Páscoa


Rainer Sousa
Equipe Brasil Escola 

Páscoa, a renovação do ideário cristão.

Desde o mundo antigo, a páscoa consiste em uma das mais importantes datas do calendário de festividades do mundo cristão. Sua mais conhecida conotação religiosa se vincula aos três dias que marcam a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Entretanto, muitos estudiosos tentam dar outra interpretação a esse fato, trazendo uma consideração, uma visão menos denotativa à história da ressurreição.

Em uma perspectiva histórica da formação das crenças cristãs, alguns estudiosos apontam que o cristianismo, ao florescer em sociedades marcadas pelo politeísmo e por várias narrativas míticas, acabou incorporando a ideia de imortalidade presente em outras manifestações religiosas. De acordo com os pesquisadores M. Goguel, C. Guignebert, e A. Loisy, a morte trágica seguida do processo de ressurreição vinculada a Jesus em muito se assemelha às histórias de outros deuses como Osíris, Attis e Adônis.

Estudos mais recentes apontam que essa associação entre a páscoa cristã e outras narrativas mitológicas está equivocada. A própria concepção de mundo e as funções pelas quais o processo de morte e ressurreição assumem nas crenças orientais e greco-romanas não podem ser vistas da mesma maneira que na construção do ideário cristão. O estudioso A. D. Nock aponta para o fato de que no cristianismo a crença na veracidade da história bíblica é uma chave fundamental de seu pensamento ausente na maioria das religiões que coexistiram na Antiguidade.

Interpretações mais vinculadas à própria cultura judaica e à narrativa Bíblica apontam a Páscoa como uma nova resignificação da festividade de libertação dos hebreus do cativeiro egípcio. Nessa visão, a libertação do cativeiro, enquanto um episódio de redenção do povo hebreu, se equipararia à renovação do Cristo que concedeu uma nova esperança aos cristãos. Apesar de a narrativa bíblica afirmar que o episódio da ressurreição foi próximo à festa judaica, a definição do dia da Páscoa causou uma contenda junto aos representantes da Igreja.

No ano de 325, durante o Concílio de Niceia houve a primeira tentativa de se estabelecer uma data que desse fim às contendas com respeito ao dia da Páscoa. Mesmo tentando resolver a questão, só no século XVI – com a adoção do calendário gregoriano – as dificuldades de se precisar a data da páscoa foram amenizadas. A data ficou estipulada no primeiro domingo, após a primeira Lua cheia do Equinócio da Primavera, entre os dias 21 de março e 25 de abril.

Mesmo sendo alvo de tantas explicações e contendas, a Páscoa marca um período de renovação entre os cristãos, onde a morte de Jesus deve ser lembrada com resignação e alegria. Ao mesmo tempo, traz aos cristãos a renovação de todo um conjunto de valores fundamentais à sua prática religiosa.

Páscoa Cristã


Para os cristãos, a Páscoa tem o propósito de relembrar a salvação em Cristo através da morte e ressurreição de Jesus.

Na Páscoa, os cristãos comemoram a morte e a ressurreição de Jesus.

Os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó passaram mais de quatrocentos anos escravizados no Egito, assim, Deus decidiu libertá-los dessa escravidão. Moisés foi o escolhido por Deus para libertar o povo, sendo, então, o líder do êxodo.

Moisés, atendendo ao chamado de Deus, foi ter com Faraó, transmitindo-lhe a mensagem divina: “Deixa ir meu povo para que me sirva”. A fim de provar a Faraó a vontade divina, Moisés invocou pragas contra o Egito. As pragas começaram a ser lançadas, mas assim que se cessavam Faraó continuava a pecar, mantendo-se contra a vontade de Deus. Assim, a décima e última praga fora lançada - Deus enviou um anjo destruidor através da terra do Egito a fim de ceifar a vida de todo primogênito: “E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR.” (Ex. 12.12).

Contudo, como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor Deus enviou uma ordem ao seu povo. Cada família deveria tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito, e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; as famílias menores poderiam dividir um único cordeiro. Parte do sangue do cordeiro sacrificado deveria ser passada nas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Assim, o anjo, ao passar por aquela terra, passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue sobre elas – daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima” ou “poupar”. Assim, os israelitas foram protegidos da morte, através do sangue do cordeiro morto. É importante ressaltar que Deus ordenou o sinal de sangue não porque Ele não era capaz de identificar seu povo, mas porque queria ensinar a eles sobre a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-os para o advento do “Cordeiro de Deus”, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” Jo 1,29b).

Naquela noite os israelitas deveriam estar preparados para viajar. Eles deveriam assar o cordeiro, preparar ervas amargas e pães sem fermento (na Bíblia, o fermento simboliza, normalmente, o pecado e a corrupção; esses pães asmos simbolizavam a separação entre os israelitas redimidos e o Egito). O povo deveria estar pronto para a refeição ordenada ao anoitecer, a fim de partir apressadamente. Assim se fez, tal como o Senhor dissera.

O povo de Deus, a partir desse momento da história, passou a celebrar a Páscoa em toda primavera, já que as instruções divinas relatavam ser essa celebração um “estatuto perpétuo”, conforme o livro de Exôdo 12.14: “E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” Assim, em cada páscoa, os israelitas, juntamente com suas famílias, sacrificavam um cordeiro, retiravam de suas casas todo fermento e comiam ervas amargas e contavam a história de seus ancestrais, de como viveram o êxodo na terra do Egito e a libertação da escravidão ao Faraó – era dever dos pais usar a Páscoa para ensinarem aos filhos a verdade sobre a redenção da escravidão e do pecado, que Deus efetuara em seu favor e que através disso fez deles um povo especial sob seus cuidados.

Nos tempos do Novo Testamento, os judeus (israelitas) observavam a Páscoa da mesma maneira. Jesus, aos doze anos de idade, foi levado a Jerusalém por seus pais para a celebração da Páscoa (Lc 2.41-50), posteriormente, Jesus participou dessa celebração em Jerusalém a cada ano. A última ceia de que Jesus participou com seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi a refeição da Páscoa.
Para os cristãos, a Páscoa tem o propósito de lembrar a salvação em Cristo e da redenção do pecado e da escravidão a Satanás, pois Jesus foi crucificado na Páscoa, como cordeiro pascoal (1 Co 5.7), que liberta do pecado e da morte todos aqueles que nEle creem.

Bíblia de Estudo Pentecostal – Antigo e Novo Testamento, Flórida - EUA: Life Publishers, 1995.

Páscoa Judaica


Por Rainer Sousa
Equipe Brasil Escola

Textos e refeições específicas têm importância central na celebração da páscoa judaica.

Segundo a tradição judaica, há mais de quatro mil anos, Abraão – o grande patriarca dos judeus – era um dos habitantes da cidade de Ur. Nessa época, toda aquela região era tomada por religiões politeístas que prestavam rituais e as mais variadas homenagens a uma extensa gama de deuses. Foi nesse tempo que, seguindo ao chamado divino, este lendário patriarca abandonou a sua terra natal em busca de Canaã, a terra prometida aos que seguissem o chamado do único e verdadeiro Deus.

Atendendo ao chamado do seu Deus, Abraão alcançou a terra de Canaã e por lá fundou os primeiros descendentes do povo judaico. No entanto, um período de grande estiagem e falta de alimentos forçou os judeus a se transferirem para o Egito em busca de melhores condições de vida. Após uma chegada relativamente amistosa, os hebreus acabaram sendo transformados em escravos dos egípcios e, desse modo, estiveram subjugados durante um bom tempo.

Em tempos de opressão, o governo egípcio ordenou certa vez que toda a população de bebês hebraicos fosse exterminada. Foi nessa época que o jovem Moisés escapou desse terrível decreto ao ser colocado em um cesto que vagueou pelas águas do rio Nilo. Encontrado pela filha do faraó, o jovem acabou sendo criado como um dos súditos da família real. Ao atingir a idade adulta, Deus teria surgido em um arbusto ordenando que ele promovesse a libertação definitiva dos judeus do Egito.

Negando-se a atender ao pedido divino, o faraó foi alertado que sua intransigência seria severamente castigada com o envio de dez pragas que assolariam a população egípcia. Após sofrer com tamanha maldição, o governo egípcio permitiu que os hebreus saíssem daquela terra e voltassem até Canaã. Ao conseguirem tamanha proeza, os judeus determinaram aquela data como uma das mais importantes de seu calendário religioso.

Conhecida como pessach, a Páscoa Judaica celebra a libertação do Egito e reitera o laço para com o Deus que teria possibilitado a execução daquela memorável vitória. Ao longo do tempo, observamos que essa celebração vai ganhando contornos mais estáveis e se aproximando dos eventos e rituais que hoje marcam tal celebração. Para alguns estudiosos, a celebração de tal evento foi crucial para que a comunidade judaica preservasse seus laços nos mais diferentes lugares em que viveram e ainda vivem.

Na noite de celebração da páscoa, as casas devem estar limpas e arrumadas, e todo um conjunto específico de talheres é utilizado na celebração. Além disso, qualquer tipo de alimento fermentado tem o seu consumo proibido. No dia antes do pessach, a família deve jejuar em homenagem aos primogênitos que não foram atingidos pela última das maldiçoes egípcias. Daí em diante, várias refeições e narrativas são intercaladas como forma de se reforçar o significado da páscoa para os judeus.

Cada um dos alimentos empregados relembra a experiência que os judeus tiveram no tempo em que viveram no Cativeiro do Egito, as dez pragas impostas e os milagres divinos que os retiraram daquele lugar. Em diversas ocasiões, vemos que a participação das crianças reforça o ideal de renovação das tradições e sugere que elas internalizem o significado daquela solenidade.

Coelho da Páscoa


Jussara de Barros

Ressurreição de Cristo e o coelho, que simboliza vida em abundância

Na Antiguidade, os povos escolheram a lua para determinar a data da páscoa. Como o coelho era tido como um símbolo da lua, passou também a ser considerado um símbolo da páscoa.

Os coelhos são mamíferos, roedores, que se reproduzem de forma rápida, tendo grande fertilidade. O seu período de gestação não passa de quarenta dias, tornando-se símbolo da preservação da espécie.

Para os cristãos, a páscoa é marcada pela ressurreição de Cristo, pelo Seu renascimento, pelo surgimento de uma vida nova. Além disso, a sexta-feira santa é a data assinalada pelo sofrimento e crucificação de Cristo.

Existem algumas curiosidades sobre a história do coelho da páscoa. Na Alemanha, as crianças esperam ovos dos coelhos. As crianças tchecas confiam que os presentes são ofertados por uma cotovia (ave campestre). Na Suíça, são os cucos que levam os ovos de presente e, no Brasil, a tradição do coelho, que veio no final do século XIX.

Outra história põe sentido à tradição do coelho representar um símbolo da páscoa, uma vez que este simboliza a igreja. A igreja tem a missão fecunda de propagar os ensinamentos cristãos, a palavra de Deus, para todos os povos; sem distinção, ou seja, aumentar a quantidade de discípulos. Assim, uma grande quantidade de pessoas é representada pela fertilidade do coelho.

Há uma lenda que marca a história do coelho da páscoa. Ela conta que uma mulher pobre, que não tinha como presentear seus filhos no domingo de páscoa, cozinhou alguns ovos de galinha e os pintou. Ela teve a ideia de colocá-los dentro de um ninho e escondê-los no quintal da casa, entre as plantas. Quando as crianças encontraram os ovos, um coelho apareceu por perto e fugiu; as crianças acreditaram que ele havia colocado os ovos para elas, assim a história se propagou.

Símbolos da Páscoa


Jussara de Barros
Equipe Brasil Escola

A última ceia de Jesus com seus Apóstolos e outros símbolos pascais

A páscoa é um evento cristão em comemoração à ressurreição de Cristo, é considerada a maior celebração religiosa. Como Cristo renasceu, acredita-se que todos nós teremos vida eterna.

Na sexta-feira santa, Jesus Cristo foi crucificado e morto por soldados romanos após sofrer fortes espancamentos. O caminho pelo qual Jesus passou carregando sua própria cruz é conhecido como via sacra.

Existem alguns símbolos que marcam a comemoração da páscoa e apresentam um significado específico; os principais são: o cordeiro, o sino, o círio pascal, o girassol, o pão e o vinho e a colomba pascal.

O cordeiro foi sacrificado em homenagem à libertação do povo de Deus, os hebreus, pois fugiram do Egito onde eram escravizados. Moisés sacrificou um animal para representar o sacrifício de seu povo durante vários anos. Para os Cristãos, o cordeiro representa Jesus Cristo, crucificado e sacrificado por nossos pecados.

Como muitas igrejas possuem sinos, este também tornou-se um símbolo da páscoa, pois seu som festivo anuncia o ressurgimento de Jesus, sua ressurreição no domingo de páscoa.

O círio pascal é uma vela acesa, que significa o renascimento, a luz de Cristo que ilumina nossos caminhos e nossas vidas, tendo Ele ressuscitado das trevas. No círio pascal aparecem os símbolos alfa e ômega, demonstrando que Deus é o princípio e o fim de tudo.

O girassol é a forma de mostrar que a humanidade deve seguir a luz de Deus, assim como essa flor segue a luz do sol; onde quer que o sol esteja a flor está voltada para o seu lado.

O pão e o vinho tornaram-se figuras importantes na páscoa, pois Jesus sabia que passaria por todo aquele sofrimento e que morreria na cruz. Assim, chamou seus discípulos e fez a santa ceia, oferecendo pão e vinho para eles. O evangelho segundo Lucas explica essa passagem: "E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança [ou Novo Pacto] do meu sangue derramado em favor de vós." (Lucas 22:19-20). Esses elementos passaram a ser considerados como o corpo e o sangue de Cristo em busca da vida eterna.

A colomba pascal é um pão no formato de uma pomba, criado por um confeiteiro do norte na Itália, representa a vinda do Espírito Santo sobre os povos cristãos, além de ser um símbolo de paz, que representa a paz em Cristo.

POR QUE SOMOS APAIXONADOS PELO CHOCOLATE?



Descobrir o por quê da paixão das pessoas pelo chocolate é fácil, afinal, ele melhora o humor das pessoas!! Isso acontece porque o chocolate estimula a produção de uma substância cerebral chamada serotonina e evita a oxidação e a deterioração das células.

Muitas pessoas em estados depressivos recorrem ao chocolate para se acalmar. Tem gente que, quanto mais nervosa e mais ansiosa, mais consome chocolate. O problema maior acontece com os chocólatras obesos, já que muitos entram em depressão quando têm que restringir completamente o chocolate de sua dieta. Para evitar que o chocólatra venha a não aderir a dieta, alguns nutricionistas se veem obrigados a incluir algumas porções de chocolate em seus cardápios.

Há pessoas que sofrem de “sugar craving” (compulsão por açúcar) e apresentam um déficit de serotonina. Essa falta de serotonina, indispensável às células cerebrais, impede a sensação de calma e estabilidade de humor. O tratamento é feito através de um medicamento que eleva o nível de serotonina no cérebro, dando uma sensação de saciedade. Médicos lembram que os "ataques" dos chocólatras costumam ocorrer à noite, quando são comuns as crises depressivas.

Sobre o desejo incontrolável por chocolate que algumas mulheres sentem no período pré-menstruais, especialistas afirmam que a causa está relacionada às alterações no nível de hormônios. Uma vez deprimida, a mulher sente vontade de ingerir alimentos com alto teor de gordura.

Além da participação da serotonina, há também quem culpe a teobromina, uma substância do cacau, como a responsável pela "atração fatal" exercida pelo chocolate. E quem aponte a responsabilidade para a feniletilamina, a mesma substância que o cérebro libera quando a pessoa está apaixonada.

CHOCOLATE EM PERGUNTAS E RESPOSTAS:



O chocolate prejudica os níveis de colesterol?
Um estudo desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia e publicado no "The Lancet" mostrou que o chocolate contém fenóis. Estas substâncias também são encontradas no vinho e, segundo os cientistas, são substâncias químicas antioxidantes, que evitam a oxidação do colesterol (LDL). Quando este tipo de colesterol oxida, transforma-se em uma placa que pode bloquear as artérias e levar ao desenvolvimento da arteriosclerose. Um copo de chocolate quente contendo 7,3 gramas de cacau possui 146 mg de fenol e 41 gramas de chocolate em barra, 205 mg, segundo o autor do estudo, Dr. Andrew Waterhouse.

Para alguns especialistas, o chocolate tem grande valor nutricional, sendo, portanto, um componente importante em nossa dieta. O chocolate é considerado alimento, uma vez que contêm 1/3 de leite e 1/3 de cacau, o que equivale a proteínas, energia e gorduras. O chocolate também se constitui em fonte de potássio, cálcio, magnésio, vitaminas do complexo B, além de incluir substâncias tônicas que estimulam as pessoas com fadigas físicas e mentais.

Um tablete de 100 gramas de chocolate contém, em média, 540 calorias (1/4 da necessidade diária de um homem adulto). Muitos se preocupam porque o chocolate não é compatível com uma dieta com baixos níveis de gordura e colesterol, mas, segundo cientistas da Universidade da Califórnia, o chocolate não é o vilão que se pensava. Ele pode conter pequenas quantidades de gordura não saturada, que reduz levemente os níveis de colesterol do sangue. Também pode conter pequenas quantidades de óleos poli insaturados que são um bom caminho para reduzir o colesterol. Se alguns disserem que o chocolate é rico em manteiga de cacau, vale a contestação: segundo os cientistas, uma dieta rica em manteiga de cacau tem efeito completamente neutro sobre os níveis de colesterol.

Saudável, saboroso e energético, o chocolate é hoje um alimento universal!

O que o chocolate pode fazer por nós?
Relaxar: É assim que você se sente depois de comer chocolate. Isso acontece porque ele tem em sua composição triptofano e magnésio, que estimulam diretamente a produção de serotonina. A serotonina é um neurotransmissor cerebral responsável pela sensação de prazer e felicidade.

Energizar: A cafeína e a teobromina, presentes no chocolate, são substâncias estimulantes que, em doses sensatas, aumentam a concentração e o pique.

Amenizar a TPM: No período pré-menstrual ocorrem alterações nos níveis hormonais do organismo feminino. Cai a produção de serotonina, substância responsável pela sensação de felicidade, prazer e bem-estar. O déficit desse neurotransmissor aumenta a sensação de tristeza e abatimento, tornando as mulheres mais irritáveis e deprimidas. Por isso, elas saem correndo atrás de um chocolate, que contém um aminoácido chamado triptofano, responsável pela produção de serotonina no cérebro.

Prevenir o mau colesterol: Cinqüenta gramas de chocolate escuro têm a mesma quantidade de flavonóides (antioxidantes) que um copo de vinho tinto. Além disso, 1/3 da gordura do chocolate é composta de ácido esteriático e outro 1/3 é composto de ácido oléico. Tanto os flavonóides como esses dois ácidos previnem o aparecimento do LDL, o mau colesterol.

Apaixonar: o chocolate contém também feniletilamina, substância química liberada no cérebro quando estamos apaixonados.

O chocolate faz bem ao coração? 

Boa notícia para os chocólatras. Estudo apresentado em reunião da Sociedade Britânica de Ciência, aponta o chocolate como fonte de flavonóides, compostos químicos que diminuem as chances de coagulação do sangue, principal causa de derrames e ataques cardíacos. A pesquisa mostrou que a quantidade dessas substâncias contida em uma pequena barra de chocolate preto equivale à concentração de flavonóides de seis maçãs, quatro xícaras e meia de chá, 22 copos de vinho branco ou dois copos de vinho tinto, tradicionalmente conhecido como protetor do coração.

Para avaliar o impacto do consumo de cacau na circulação sanguínea, o nutricionista Carl Keen, da University of California, em Davis, observou a formação de coágulos no sangue de 25 voluntários, divididos em dois grupos. Um deles comeu 25g de chocolate com alta concentração de flavonóides e o outro ingeriu apenas pão. Keen coletou amostras de sangue dos voluntários duas horas e seis horas após a ingestão do alimento. Verificou que os que comeram chocolate apresentaram reduzida atividade de plaquetas - partículas responsáveis pelo processo de coagulação. Já nos voluntários que comeram pão, a atividade das plaquetas não foi alterada.

O estudo reforça a teoria de que o cacau age da mesma forma que a aspirina, tornando o sangue mais fino e, portanto, dificultado a formação de trombos. ''Cada vez mais, um número maior de estudos vem mostrando que o consumo de chocolate tem efeitos positivos sobre o sistema circulatório'', afirmou Keen. O pesquisador alertou, no entanto, que o doce não deve substituir os medicamentos, pois os mecanismos de ação são distintos.

''Os resultados de minha pesquisa nos levam a crer que o chocolate contribui para a saúde, porém, dentro de uma dieta balanceada'', disse o nutricionista. E vale lembrar que alimentos que contêm vitaminas C e E, como a laranja, também são ricos em flavonóides.

Pretinho básico
Chocolate amargo faz bem à pressão arterial e ao coração O chocolate era considerado um delicioso atentado contra a saúde. Na última década, contudo, a guloseima começou a ser alforriada pela ciência. Estudos realizados em vários centros de pesquisa mostram que o consumo moderado deste doce pode fazer bem à saúde. Especialmente de chocolate amargo.

Um dos mais novos trabalhos sobre o assunto foi publicado no Journal of the American Medical Association , a revista da Associação Médica Americana. Segundo pesquisadores da Universidade de Colônia, na Alemanha, duas barras pequenas de chocolate amargo por dia podem baixar a pressão arterial de pessoas vítimas de hipertensão e diminuir, assim, riscos de infartos e derrames. Os participantes do estudo tinham entre 55 e 64 anos, não recebiam tratamento medicamentoso para a pressão alta e foram acompanhados ao longo de duas semanas pelos médicos alemães. Ao término desse período, registrou-se uma queda de 5 pontos na pressão máxima, a sistólica, e de quase 2 pontos na mínima, a diastólica.

As evidências de que o chocolate amargo é um poderoso aliado do coração foram reforçadas pela divulgação de outro estudo, este publicado na revista Nature e conduzido por pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, e do Instituto de Pesquisa em Alimentos e Nutrição da Itália. O consumo de chocolate amargo por homens e mulheres saudáveis, com idade entre 25 e 35 anos, aumentou em até 20% a quantidade de substâncias antioxidantes circulantes no organismo. Esses compostos previnem danos as artérias coronárias.

O chocolate amargo é rico em flavonóides. Também encontradas na casca da uva vermelha, essas substâncias têm poderes antioxidantes, ou seja, combatem os radicais livres, as moléculas tóxicas que comprometem o bom funcionamento do organismo. Os flavonóides impedem o depósito de placas gordurosas nas artérias, causadoras de infarto e derrame.

Outro poderoso antioxidante é o polifenol, encontrado em abundância no chocolate amargo. Esse composto mostrou-se eficaz no combate à hipertensão, um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares.


Os dois grupos de pesquisadores compararam os benefícios do chocolate amargo com os efeitos do branco e do ao leite. Nenhum deles é páreo para o amargo. Isso porque só o amargo tem uma grande concentração de cacau. É no cacau que estão as substâncias que protegem o coração. Em média, o amargo tem o triplo de antioxidantes que o ao leite. Ele é rico em flavonóides e polifenóis, compostos presentes na uva vermelha e responsáveis por, na década de 80, alçar o vinho tinto à condição de aliado da saúde cardíaca.

Apesar das boas notícias em relação ao chocolate amargo, que ninguém pense em se empanturrar dele. "Tanto o chocolate ao leite quanto o amargo são ricos em açúcar e gorduras saturadas, o que contribui para o aumento do peso e dos níveis de colesterol" , diz a nutricionista Cristina Menna Barreto, de São Paulo. Quer dizer; até duas barras pequenas por dia é aceitável. Nem tudo é perfeito!

Fonte: www.morganachocolates.com.br

CHOCOLATE: MITOS E VERDADES



Amado por uns e evitado por outros, o chocolate é alvo de diversos mitos. Dá espinhas, provoca alergias, diminui a Tensão Pré-Menstrual (TPM) e o mais temido por todos, engorda. Mas, o que pouca gente sabe é que ele é um alimento, sim, equilibrado do ponto e vista nutricional. “Ele contém carboidratos (50%), gorduras (35%) e proteínas (15%) em valores próximos proporcionalmente, ao recomendado em uma dieta saudável”, afirma a nutricionista e professora da Universidade de Brasília (UnB), Eliane Said Dutra. Quem despreza o alimento está enganado. Ele é rico em cálcio e ferro. Para se ter uma idéia, a quantidade de cálcio corresponde a 25% das necessidades diárias de uma mulher adulta e cerca de 40% de ferro.

Os benefícios, entretanto, não isentam os consumidores do risco de engordar. É melhor comer com moderação e sempre acompanhado de outros alimentos na refeição. “Se a pessoa está dentro do peso saudável e ingerir até 50g (ou aproximadamente 275 Kcal) por dia não há problemas, mas se estiver levemente acima do peso ou obesa, deve evitar seu consumo ou comer no máximo 30g (aproximadamente 165 Kcal) eventualmente. Isso corresponde a uma barrinha pequena para não favorecer ainda mais o ganho de peso”, garante Eliane.

Quem está com sobrepeso deve passar longe dos diets. Esse chocolate é específico para diabéticos, por não conter açúcar, mas para compensar a ausência do ingrediente, as indústrias utilizam mais gordura que o usual, com o objetivo de alcançar a textura adequada. Resultado: ele tem mais calorias que o chocolate comum.

E aqueles que não comem por medo de ganhar espinhas também podem estar equivocados. Um estudo da Escola de Medicina da Pensilvânia, nos Estados Unidos, não encontrou relação de causa-efeito entre chocolate e acne. “As glândulas sebáceas não respondem diretamente aos alimentos e sim aos hormônios”, explica a nutricionista.

Outro mito revelado por Eliane refere-se às alergias. Em geral, elas são atribuídas à guloseima, mas a causa pode estar no leite ou nos conservantes que fazem parte da sua composição. Por outro lado, as cáries também atribuídas a ele podem estar relacionadas a qualquer tipo de doce, quando não ocorre a higienização bucal correta após o consumo. O conselho, portanto, é escovar o dentes.

Ao longo de sua história, o chocolate não era considerado um alimento. Foi usado em celebrações, rituais e como moeda; talvez por isso ainda hoje suas qualidades nutricionais sejam tão discutidas. Seu surgimento remonta as civilizações asteca e maia, mais precisamente onde se localizam o México e a Guatemala. Nessa época, era considerado um presente dos deuses, pois conferia sabedoria e poder a quem o consumisse em rituais.

Esses povos torravam as sementes do cacau e misturavam iguarias como pimenta, uma base de milho fermentado e especiarias. O sabor era bem diferente do que hoje se conhece e sua consistência era líquida. Com as invasões espanholas na América, ele foi levado para o continente europeu e nos mosteiros espanhóis foi aprimorado. Na Suíça, recebeu açúcar e leite e ganhou nova consistência.

EFEITOS NO ORGANISMO


As sensações de prazer conferidas ao chocolate não são engodo. Esse doce, de acordo com a professora Eliane, contém uma substância chamada metilxantina, que curiosamente provoca sensações de bem-estar semelhantes, porém em escala bem menor, que a Cannabis sativa. E o vício do qual algumas pessoas tentam se livrar pode ser ocasionado pelas substâncias de sua composição que se ligam no cérebro aos receptores para opióides, substâncias que causam dependência.

Outra ação relacionada ao bem-estar é o aumento da produção de fenilfetilamina, uma substância do grupo das endorfinas, que dá a mesma sensação de estar apaixonado. Mas, reações estimulantes, ao contrário, não podem ser atribuídas ao doce. Ele contém cafeína em quantidades mínimas, que correspondem a 5% de uma xícara de café. 

Listamos abaixo alguns dos mitos que cercam o chocolate - e os fatos científicos por detrás destes mitos.

1 - CHOCOLATE É AFRODISÍACO E VICIA.
Parece que o chocolate, assim como o café e o chá, possui uma capacidade incomum para interagir com a química cerebral. O Dr. Adam Drewnowski, da Universidade de Michigan, descobriu que, bloqueando quimicamente receptores opióides no cérebro, era capaz de diminuir pela metade o consumo de chocolate em comedores compulsivos. Ele diz: "nossa pesquisa indica que os opióides estão implicados no desejo intenso por alimentos ricos em açúcar e gorduras, particularmente chocolates".

Os pesquisadores também descobriram que o chocolate - assim como a cafeína - estimula a produção de um produto químico chamado feniletilamina. Esta substância tem sido associada há algum tempo ao "sentir-se apaixonado" - as primeiras pesquisas neste sentido foram realizadas pelos médicos Donald F. Klein e Michael R. Liebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque (mais referências sobre Feniletilamina no artigo A Paixão sem mistérios? A anatomia, a química e a biologia do amor, disponível em Boa Saúde). É provável que explicação da sensação de extremo bem-estar ao devorarmos uma caixa de bombons passe por este caminho.

O chocolate contêm nutrientes essenciais para energia, bom humor e prevenção da insônia. Alguns destes nutrientes estão ausentes em boa parte da dieta e os cientistas acreditam que o chocolate seja sua principal fonte.

Comer vegetais folhosos verdes, como brócolis e aspargos, é uma boa maneira de evitar o desejo intenso por chocolate, pois substitui algumas das substâncias que produzem o "vício"

2 - CHOCOLATE CAUSA ACNE
Muitos dos velhos mitos sobre o chocolate e a saúde estão desmoronando sob o peso de fatos científicos. Nas últimas duas décadas, as pesquisas mostraram que ele não causa - tampouco agrava - os casos de acne. Um estudo realizado no Departamento de Dermatologia da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, demonstrou que o consumo de chocolate não estava relacionado ao desenvolvimento ou agravamento da acne.

3 - CHOCOLATE CAUSA CÁRIE
Todos os alimentos que contêm carboidratos fermentáveis podem contribuir para formação de cáries, mas o papel do chocolate nesta doença tem sido sobrevalorizado. Pesquisas no Forsyth Dental Center, em Boston, e na Escola de Odontologia da Universidade da Pensilvânia, mostraram que o chocolate é capaz de anular o potencial acidificante do seu açúcar. Ainda, ele reduz a desmineralização - um processo diretamente relacionado ao surgimento de cáries. Pesquisas no Eastman Dental Centerin, em Rochester (estado de Nova Iorque) mostraram que o chocolate é rico em proteínas, cálcio, fosfatos e outros minerais, todos eles sabidamente protetores do esmalte dentário.

Em resumo, o açúcar contido no chocolate pode causar cavidades nos dentes, mas não é mais perigoso que o açúcar contido nos demais alimentos. O que importa é uma boa higiene bucal, e não o tamanho da caixa de bombons.

4 - CHOCOLATE NÃO CONTÉM NUTRIENTES E AINDA POR CIMA ENGORDA
As pessoas tendem a superestimar as calorias do chocolate. Uma barra média contêm apenas cerca de 210 calorias. Ao contrário da crença popular, a maioria das pessoas acima do peso ideal não comem quantidades excessivas de bolo, doces, confeitados e similares. Na verdade, a ingesta de açúcar nestas pessoas tende a estar abaixo da média. Mais importante no controle do peso é o total de calorias consumidas por dia e a quantidade de energia gasta em atividades físicas.

O chocolate contém mais de 300 substâncias químicas diferentes e vários nutrientes necessários ao corpo.


Calcula-se que uma barra média contenha:
3 gramas de proteína
15% da necessidade diária de riboflavina
9% da necessidade diária de cálcio
7% da necessidade diária de ferro

A gordura (manteiga) presente no cacau dá ao chocolate sua textura característica. Pesquisadores mostraram que esta gordura não aumenta os níveis sanguíneos de colesterol, principalmente devido ao alto conteúdo de ácido esteárico. Mais ainda: pesquisas recentes na Universidade da Califórnia mostraram que o chocolate apresenta níveis elevados de produtos químicos conhecidos como flavonóides e fenólicos - e sabe-se que alguns fenólicos podem diminuir o risco de doenças cardíacas.

Recentemente, por exemplo, pesquisas mostraram que doses moderadas de vinho tinto (um cálice por dia) exercem efeitos benéficos sobre o coração e acredita-se que isto se deva exatamente à presença destes compostos na bebida; eles também estão presentes no chocolate.

Fonte: www.abrasoffa.org.br

Veja os pontos positivos e negativos do chocolate para a saúde


Camila Neumam
Portal G1

Chocolate amargo é o mais indicado por ser fonte de substâncias benéficas.

Exagero pode causar ganho de peso, aumento do colesterol e enxaqueca.

Se junto da satisfação de ganhar ovos de Páscoa vem a culpa por devorá-los, saiba que o chocolate é considerado um alimento saudável, mas só se consumido com moderação. Ele é fonte de vitaminas, de antioxidantes (que previnem o envelhecimento) e consegue até minimizar a tensão pré-menstrual (TPM).

Mas como todo exagero alimentar faz mal, o consumo em demasia pode também causar uma série de problemas.

Para entender o lado bom e o ruim do consumo do chocolate, o G1 consultou especialistas, que deram dicas fundamentais para comer sem culpa e sem engordar.


Todos são unânimes em dizer que a melhor opção é o chocolate amargo, rico em cacau. É no fruto que estão os principais benefícios do chocolate. Na versão ao leite a substância também aparece, só que mais tímida, enquanto no chocolate branco só lhe resta a manteiga de cacau – ou seja, apenas a gordura.

Segundo Daniel Magnoni, diretor de nutrição clínica do Hospital do Coração (HCor), a legislação brasileira afirma que um produto só pode ser considerado "chocolate" se tiver mais de 25% de cacau. Por isso, ele orienta a ler a embalagem antes de comer.

“O chocolate amargo que tem mais de 70% de cacau é benéfico para a saúde cardiovascular porque tem flavonoides que atuam diminuindo o colesterol total e o ruim. Ele ainda melhora a elasticidade arterial que ajuda no controle da hipertensão e possui uma substância semelhante à cafeína que teria ação na prevenção da aterosclerose”, afirma o nutrólogo.

Por outro lado, se ultrapassar a quantidade de 50 gramas por dia – equivalente a um bombom ou um pouco mais – pode acarretar em uma série de problemas de saúde e engordar.

“O chocolate tem em torno de seis calorias por grama, ou seja, uma barra de cem gramas vai ter 600 calorias. Pode propiciar obesidade. E no caso do chocolate ao leite, pode ter muita gordura saturada que vem do leite, ajudando a elevar o colesterol também," afirma Magnoni.

A nutricionista Michele Grilo Barone, do hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, faz a ressalva de que o chocolate amargo tende a ser menos aceito por ser menos doce e mais duro. No entanto, ela dá uma dica para quem acumular ovos de Páscoa: "já que um ovo de Páscoa tem, no mínimo, cem gramas, o ideal é dividir com a família ou comer aos poucos”.

Para a nutróloga Sylvana Braga, mesmo o chocolate ao leite tem seus benefícios, que incluem uma injeção de ânimo em pessoas deprimidas e de foco para quem tem falta de atenção -- desde que seja consumido com moderação.

Pesquisas recentes
Estudos mostram outras facetas do doce mais popular da Páscoa. O mais recente, de uma universidade norte-americana mostrou que o índice de massa corporal (IMC) de pessoas que comiam chocolate diariamente era menor do que de pessoas que não tinham o hábito.

Para Braga, o chocolate pode até ajudar a emagrecer se pessoas que costumam a comer mal, optarem por uma porção do doce no lanche, em vez de atacar um pacote de salgadinho. “Mas nessas situações é melhor que seja o amargo”, ressalta.

Para Magnoni, não dá para associar a perda de peso com o consumo de chocolate, sem alia-lo a práticas de exercícios físicos e uma alimentação saudável. “Esses trabalhos não associam outros fatores como a ingestão menor de outras fontes e ginástica. Mas o chocolate sozinho não resolve nada," afirma.

Os benefícios do chocolate no controle da pressão e de doenças cardiovasculares também foram abordados em pesquisa recente da Universidade de L`Aquila, na Itália. Ambas levam em conta a ação dos flavonoides, em argumentos semelhantes ao de Magnoni.

Na pesquisa italiana, a pesquisa liderada por Davide Grassi, concluiu que os flavonoides presentes no cacau ao serem consumidos por meio do chocolate em pacientes hipertensos e diabéticos foram capazes de reduzir a pressão arterial.