sábado, abril 07, 2012

CHOCOLATE EM PERGUNTAS E RESPOSTAS:



O chocolate prejudica os níveis de colesterol?
Um estudo desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia e publicado no "The Lancet" mostrou que o chocolate contém fenóis. Estas substâncias também são encontradas no vinho e, segundo os cientistas, são substâncias químicas antioxidantes, que evitam a oxidação do colesterol (LDL). Quando este tipo de colesterol oxida, transforma-se em uma placa que pode bloquear as artérias e levar ao desenvolvimento da arteriosclerose. Um copo de chocolate quente contendo 7,3 gramas de cacau possui 146 mg de fenol e 41 gramas de chocolate em barra, 205 mg, segundo o autor do estudo, Dr. Andrew Waterhouse.

Para alguns especialistas, o chocolate tem grande valor nutricional, sendo, portanto, um componente importante em nossa dieta. O chocolate é considerado alimento, uma vez que contêm 1/3 de leite e 1/3 de cacau, o que equivale a proteínas, energia e gorduras. O chocolate também se constitui em fonte de potássio, cálcio, magnésio, vitaminas do complexo B, além de incluir substâncias tônicas que estimulam as pessoas com fadigas físicas e mentais.

Um tablete de 100 gramas de chocolate contém, em média, 540 calorias (1/4 da necessidade diária de um homem adulto). Muitos se preocupam porque o chocolate não é compatível com uma dieta com baixos níveis de gordura e colesterol, mas, segundo cientistas da Universidade da Califórnia, o chocolate não é o vilão que se pensava. Ele pode conter pequenas quantidades de gordura não saturada, que reduz levemente os níveis de colesterol do sangue. Também pode conter pequenas quantidades de óleos poli insaturados que são um bom caminho para reduzir o colesterol. Se alguns disserem que o chocolate é rico em manteiga de cacau, vale a contestação: segundo os cientistas, uma dieta rica em manteiga de cacau tem efeito completamente neutro sobre os níveis de colesterol.

Saudável, saboroso e energético, o chocolate é hoje um alimento universal!

O que o chocolate pode fazer por nós?
Relaxar: É assim que você se sente depois de comer chocolate. Isso acontece porque ele tem em sua composição triptofano e magnésio, que estimulam diretamente a produção de serotonina. A serotonina é um neurotransmissor cerebral responsável pela sensação de prazer e felicidade.

Energizar: A cafeína e a teobromina, presentes no chocolate, são substâncias estimulantes que, em doses sensatas, aumentam a concentração e o pique.

Amenizar a TPM: No período pré-menstrual ocorrem alterações nos níveis hormonais do organismo feminino. Cai a produção de serotonina, substância responsável pela sensação de felicidade, prazer e bem-estar. O déficit desse neurotransmissor aumenta a sensação de tristeza e abatimento, tornando as mulheres mais irritáveis e deprimidas. Por isso, elas saem correndo atrás de um chocolate, que contém um aminoácido chamado triptofano, responsável pela produção de serotonina no cérebro.

Prevenir o mau colesterol: Cinqüenta gramas de chocolate escuro têm a mesma quantidade de flavonóides (antioxidantes) que um copo de vinho tinto. Além disso, 1/3 da gordura do chocolate é composta de ácido esteriático e outro 1/3 é composto de ácido oléico. Tanto os flavonóides como esses dois ácidos previnem o aparecimento do LDL, o mau colesterol.

Apaixonar: o chocolate contém também feniletilamina, substância química liberada no cérebro quando estamos apaixonados.

O chocolate faz bem ao coração? 

Boa notícia para os chocólatras. Estudo apresentado em reunião da Sociedade Britânica de Ciência, aponta o chocolate como fonte de flavonóides, compostos químicos que diminuem as chances de coagulação do sangue, principal causa de derrames e ataques cardíacos. A pesquisa mostrou que a quantidade dessas substâncias contida em uma pequena barra de chocolate preto equivale à concentração de flavonóides de seis maçãs, quatro xícaras e meia de chá, 22 copos de vinho branco ou dois copos de vinho tinto, tradicionalmente conhecido como protetor do coração.

Para avaliar o impacto do consumo de cacau na circulação sanguínea, o nutricionista Carl Keen, da University of California, em Davis, observou a formação de coágulos no sangue de 25 voluntários, divididos em dois grupos. Um deles comeu 25g de chocolate com alta concentração de flavonóides e o outro ingeriu apenas pão. Keen coletou amostras de sangue dos voluntários duas horas e seis horas após a ingestão do alimento. Verificou que os que comeram chocolate apresentaram reduzida atividade de plaquetas - partículas responsáveis pelo processo de coagulação. Já nos voluntários que comeram pão, a atividade das plaquetas não foi alterada.

O estudo reforça a teoria de que o cacau age da mesma forma que a aspirina, tornando o sangue mais fino e, portanto, dificultado a formação de trombos. ''Cada vez mais, um número maior de estudos vem mostrando que o consumo de chocolate tem efeitos positivos sobre o sistema circulatório'', afirmou Keen. O pesquisador alertou, no entanto, que o doce não deve substituir os medicamentos, pois os mecanismos de ação são distintos.

''Os resultados de minha pesquisa nos levam a crer que o chocolate contribui para a saúde, porém, dentro de uma dieta balanceada'', disse o nutricionista. E vale lembrar que alimentos que contêm vitaminas C e E, como a laranja, também são ricos em flavonóides.

Pretinho básico
Chocolate amargo faz bem à pressão arterial e ao coração O chocolate era considerado um delicioso atentado contra a saúde. Na última década, contudo, a guloseima começou a ser alforriada pela ciência. Estudos realizados em vários centros de pesquisa mostram que o consumo moderado deste doce pode fazer bem à saúde. Especialmente de chocolate amargo.

Um dos mais novos trabalhos sobre o assunto foi publicado no Journal of the American Medical Association , a revista da Associação Médica Americana. Segundo pesquisadores da Universidade de Colônia, na Alemanha, duas barras pequenas de chocolate amargo por dia podem baixar a pressão arterial de pessoas vítimas de hipertensão e diminuir, assim, riscos de infartos e derrames. Os participantes do estudo tinham entre 55 e 64 anos, não recebiam tratamento medicamentoso para a pressão alta e foram acompanhados ao longo de duas semanas pelos médicos alemães. Ao término desse período, registrou-se uma queda de 5 pontos na pressão máxima, a sistólica, e de quase 2 pontos na mínima, a diastólica.

As evidências de que o chocolate amargo é um poderoso aliado do coração foram reforçadas pela divulgação de outro estudo, este publicado na revista Nature e conduzido por pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, e do Instituto de Pesquisa em Alimentos e Nutrição da Itália. O consumo de chocolate amargo por homens e mulheres saudáveis, com idade entre 25 e 35 anos, aumentou em até 20% a quantidade de substâncias antioxidantes circulantes no organismo. Esses compostos previnem danos as artérias coronárias.

O chocolate amargo é rico em flavonóides. Também encontradas na casca da uva vermelha, essas substâncias têm poderes antioxidantes, ou seja, combatem os radicais livres, as moléculas tóxicas que comprometem o bom funcionamento do organismo. Os flavonóides impedem o depósito de placas gordurosas nas artérias, causadoras de infarto e derrame.

Outro poderoso antioxidante é o polifenol, encontrado em abundância no chocolate amargo. Esse composto mostrou-se eficaz no combate à hipertensão, um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares.


Os dois grupos de pesquisadores compararam os benefícios do chocolate amargo com os efeitos do branco e do ao leite. Nenhum deles é páreo para o amargo. Isso porque só o amargo tem uma grande concentração de cacau. É no cacau que estão as substâncias que protegem o coração. Em média, o amargo tem o triplo de antioxidantes que o ao leite. Ele é rico em flavonóides e polifenóis, compostos presentes na uva vermelha e responsáveis por, na década de 80, alçar o vinho tinto à condição de aliado da saúde cardíaca.

Apesar das boas notícias em relação ao chocolate amargo, que ninguém pense em se empanturrar dele. "Tanto o chocolate ao leite quanto o amargo são ricos em açúcar e gorduras saturadas, o que contribui para o aumento do peso e dos níveis de colesterol" , diz a nutricionista Cristina Menna Barreto, de São Paulo. Quer dizer; até duas barras pequenas por dia é aceitável. Nem tudo é perfeito!

Fonte: www.morganachocolates.com.br