segunda-feira, julho 31, 2006

Quem não faz, leva !

MAIS FELIPÃO MENOS PARREIRA

Por Fabio Grecchi na Tribuna da Imprensa

A inversão da equação custou caro a Lula. Quando deveria ter sido presidente, agiu como candidato e agora, quando deve ser candidato, age como presidente. Há uns três meses, sustentava um segredo de polichinelo cortando o País de Norte a Sul afirmando que não estava em campanha, mas sim governando. Irritou a oposição que, naturalmente, percebeu a malandragem. Então não se sabia nem mesmo se Geraldo Alckmin seria consagrado candidato, como a campanha de Anthony Garotinho se esforçava para não fazer a mesma vergonha do White Goose, aquele mega-avião de Howard Hughes que só conseguiu ficar pouco mais de metro e meio acima da água, e por poucos segundos.

Lula, em franca corrida eleitoral, acusava seus rivais de quererem-no escondido no gabinete presidencial, acuado. Não teve muito tempo para cuidar de coisas sérias, tanto que foi surpreendido pelo amalucado gesto de Evo Morales, que na mão grande ficou com os ativos da Petrobras na Bolívia. O presidente, naqueles dias, corria ferozmente atrás da reeleição, aproveitando-se até mesmo do fato de que os adversários estavam desnorteados com os resultados das pesquisas de opinião. A lama da crise política chegava ao primeiro andar do Palácio do Planalto, mas Lula, no conceito popular, continuava inabalável.

Foi, então, aberta a temporada de caça ao posto de supremo magistrado da Nação. Alckmin, Heloísa Helena, Cristóvam Buarque e até mesmo os azarões José Maria Eymael e Luciano Bivar saíram em campo. Lula, não: resolveu voltar a ser presidente. Pareceu ter se envergonhado de largar na frente dos adversários e, por isso, se recolheu. O resultado pôde ser sentido nas pesquisas de opinião, que já apontam segundo turno.

Os rivais começaram a badalar, a descer o bambu em Lula, e o máximo que o presidente retrucou foi que precisam lavar a boca antes de falarem do governo dele. A bem da verdade tem razão, mas para quem está em campanha, é pouco. Não se pretende que o presidente perca a finesse, como o vice da chapa de Alckmin, senador José Jorge (PFL-PE), que o acusou de beber demais e trabalhar de menos. Não fica nem bem algo assim saindo da boca de um sujeito pacífico como Lula. Mas deixar para o ministro Tarso Genro (Coordenação Política) a tarefa de criticar o ex-presidente Itamar Franco, que se juntou à campanha de Alckmin, foi sinal de fraqueza.Dizer que seu ex-embaixador na Itália até poucos meses atrás tem direito de escolher quem quer apoiar por ser maior de idade, é sentir o golpe. É reconhecer que despreza-lo e correr para o abraço de Newton Cardoso foi um erro. Se busca a reeleição, tem que ser mais Felipão e menos Parreira. Lula não pode dar a impressão de que todo assunto é comum e mofino, que é normal se bandearem na direção do adversário. O presidente não pode ser olimpicamente confiante de que tais gestos nada representam e que, por isso, não merecem ser rebatidos. Fleugma demais costuma prenunciar derrotas.

Como a que a torcida viu dia 1º deste mês, em Gelsenkirchen, para a França.
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COMENTANDO A NOTICIA:
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Nem Felipão nem tampouco Pareira. Lula, teve quatro anos para eleborar um plano de governo e implementá-lo minimamente, ao menos, e não fez. Neste mesmo tempo, pode, com a máquina pública a favor, com todos os recursos que seriam possíveis reunir, fazer um amplo diagnóstico das questões emergenciais para priorizar ações públicas com as melhores soluções, e não fez, e se fez está escondido, ou aguardando o segundo mandato. O tempo todo Lula, já empossado presidente, não conseguiu despir-se do traje de candidato a reeleição, e descer do palanque. Recebeu um governo pronto e preparado para crescer, bastante apenas as reformas que todos conhecemos quais sejam, e o resultado foi pífio. Agora, já na prorrogação, corre contra o tempo para arrumar o esquema de jogo, que o tempo todo esteve errado, e achaa que isto não é desespero, que as ações vindas de seu governo não tenham caráter exclusivamente eleitoreiro, é querer muito.
O grande problema de Lula foi o seguinte: primeiro, ao manter a política econômica de FHC e até aprofundá-la, proporcionou sem dúvida a manutenção da estabilidade. E isto foi positivo. Gol a favor. Porém, ao apanhar o Bolsa Escola, devidamente estruturado e ampliado, e modificando para Bolsa Família sem lhe agregar nada além de quantidade, cometeu um grande equívoco. Ao abrir as torneiras que impederiam algumas desonestidade com o benefício, dá mostras que está interessado não em qualificação, apenas e tão só em quantidade. Não agregando nada, tipo, e apenas para exemplificar, um bom e razoável programa de planejamento familiar, deu o recado errado e para o público errado. Parte da sociedade, que lê, se informa, estuda, trabalha, paga impostos e consome, fez a leitura exatamente do tom adequado com que foi transmitida. Além disso, em nenhum momento apresentou nada além da manutenção e ampliação do que houvera recebido. E esta mensagem a sociedade está lendo. Aprofunde-se o estudo do governo, se encontrará exemplos fartos de derrapadas, pouca coisa de inovações positivas. E esta mensagem a sociedade também está lendo. Ao teimar em ficar no palanque, sem se preocupar, além do discurso, muitas vezes agressivo em excesso, em governar efetivamente o país, abriu lacunas que agora, quase se encerrando o tempo de jogo, ficará difícil de estancar e conter em termos de perda de credibilidade. Tudo isso representou-lhe gols contra. Convenhamos que é difícil ele tentar reverter a imagem que ficou: muito berro à beira do campo, sem provocar mudanças tanto na estratégia quanto no jeito de jogar, precisando mudar jogadores por problemas de envolvimento com a corrupção, e resultado negativo. Pode até ser que ganhe o jogo. Mas estará desgastado profundamente, e sua imagem de antes não será a mesma doravante.
Esperei, particularmente, três anos para analisar onde ele pretendia chegar, e tanto quanto milhares e milhões de brasileiros, a conclusão que se tem, é de que nem ele sabe aonde desejava chegar, além do projeto da reeleição. A questão cambial, por exemplo, é um típico caso do muito que seu governo deixou para resolver na hora errada: desde de 2005, a economia, em vários de seus segmentos vem tropeçando sofregamente na valorização (eu diria excessiva) do real frente ao dólar. Estudos feitos ainda em agosto e setembro do ano passado, já apontavam expressivas quedas na exportação de manufaturados e de semi-manufaturados. Em tais estudos apontou-se uma perda considerável de 4 a 6,0 bilhões de dólares que se deixou de vender. Para 2006, projeta-se até 9,0 bilhões a perda nas exportações destes itens. Convenhamos que são números consideráveis. Quantos empregos deixamos de criar ? A agropecuária já berrava a esmo, porque, além do clima ruim em muitas regiões importantes, perdia lucros pela depreciação da moeda base da exportação, o dólar, e perdendo mercados. A indústria coureira-calçadista no Rio Grande do Sul, sempre uma das primeiras a sentir o impacto e os reflexos de um câmbio perverso, já urrava de dor pela perda de empregos e fechamento de fábricas. E neste ano, acentuou-se a queda na exportação de automóveis, com a Volks anunciando corte de 5.500 postos de trabalho em São Paulo. Agora, correu em socorro, como recentemente reagira à inércia com outro pacote de ajuda ao campo.
Agora, entendo, vai ser um pouco difícil reverter o resultado que já sente, primeiro com a concreta realização de um segundo turno, segundo, a falta de doações para sua campanha, o que o está impedindo de se locomover mais rápido e a maiores distâncias para recuperar a queda nas pesquisas, além do natural impedimento que lhe impõem a legislação eleitoral quanto ao uso da máquina pública. Sendo assim, nem Felipão nem Parreira. Acho um pouco tarde para reverter um quadro que, lamentavelmente para Lula, nunca havia deixado de ser tão agradável, oferecendo-lhe tantas oportunidades de fazer gol e aplicar uma goleada. Porém, de tanta insistir em perder as oportunidades, vai acabar sentindo o gosto amargo da máxima do futebol: quem não faz, leva.

domingo, julho 30, 2006

Leitura recomendada - 3

O PUBLICO E O PRIVADO

Por Adriana Vandoni

O Presidente da República usou carro oficial no seu comício. Usou um bem público em benefício próprio. Eureca!, encontrei a diferença entre Lula e o povo brasileiro. De quem é o bem público? Deveria ser de todos nós. Mas a cultura brasileira diz que o bem público é de ninguém e para Luis Inácio o bem público é dele.

Lula nunca soube fazer a diferença entre o que é dele, do partido ou do Brasil, não por maldade, mas por ninguém ter ensinado. Na infância e juventude isso nunca tinha feito parte dos seus pensamentos e ele ainda era povo, logo, a pracinha de perto da sua casa era de ninguém.
Lula foi inventado por Zé Dirceu e alguns intelectuais, muitos desses já deixaram o PT e hoje são anti-Lula porumuitos se tornaram anti-Lula hoje, poruque ublicado no jornal A Gazeta e para comemorar escrevi que perceberam que criaram não um monstro, mas um ser disforme e incompleto.

Lula era um líder sindical. Sim, isso é indiscutível. Mas quem o transformou em um líder que defendia uma ideologia foi uma meia dúzia ou mais de intelectuais marginalizados pelo regime, que para passarem a existir politicamente, precisavam de um Ser com algumas habilidades: ser um bom orador para a massa de trabalhadores, que falasse a língua do povo sem compromisso com a teoria. Alguém que não possuísse capacidade de percepção de riscos e que se mostrasse tão destituído de idéia que conseguisse burlar a rígida Lei de Segurança Nacional e passasse pelo sistema sem representar uma ameaça. Alguém que mesmo com restrita habilidade intelectual, possuísse capacidade de reprodução, isto é, poderiam colocar na cabeça dele o que deveria fazer ou falar.

Esse homem era Lula. Perfeito!

(Texto completo : http://argumentoeprosa.blogspot.com/)

A importância de estudar para ser Presidente.

Em um daqueles famosos discursos de improviso, próprios do presidente Lula, ele patrocinou mais um desastrado rosário de sandices, gabolices, mentiras, e, como de hábito, simplesmente rasgou a História do Brasil, criando uma nova versão que além de não se sustentar nos fatos, somente ele acredita. O triste não é o presidente Lula ufanar-se ao Olimpo, é ele exemplificar que para ser presidente não precisa estudar e nem ler. Isto num país que urgentemente precisa educar mais de 60,0 milhões de cidadãos, é um convite à que cada aluno que esteja numa sala de aula, reúna seus cadernos e livros e volte para casa e vá brincar. Se o mãe ou pai repreendê-lo, ele já terá a resposta na ponta da língua: "O presidente Lula disse que não precisa." Feito o desastre, presidente, se já era difícil manter a garotada dentro da sala de aula, depois do seu discurso, tal qual poderosa arma de destruição em massa, o senhor atropelou e assassinou a cultura e a intelectualidade de toda uma geração. E se você, pai ou mãe, ainda assim conseguir convecer seu filho a voltar a estudar, leia para ele, todo dia, um pedaço de um livro de História do Brasil, para se ele ler ou ouvir por infelicidade um discurso do Presidente, e das asneiras malditas saltar uma em contradição com as que os livros narram, justifique-se com seu filho dizendo-lhe que o Presidente adora contar histórinhas de diversão.
Leiam a noticia a seguir, logo após COMENTANDO A NOTICIA retoma o assunto:
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Lula diz que só CLT colocou Getúlio mais perto do povo do que ele

Da RedaçãoCom Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez campanha neste sábado no Rio Grande do Sul, e afirmou que um eventual segundo mandato seu será marcado pelo "desenvolvimento com geração de emprego e distribuição de renda".

Falando a simpatizantes em São Leopoldo, Lula disse que o seu governo já avançou muito nessa direção, mas poderá ir mais além nos próximos quatro anos. "Aqueles que achavam que nosso governo ia afundar o Brasil quebraram a cara", afirmou o presidente, durante comício no ginásio Bigornão.


Para Lula, seu governo tem "compromisso com todos, principalmente com aqueles que mais precisam. E governar bem é saber escolher prioridades e ter compromisso com o povo. Fora o momento em que Getúlio Vargas criou a CLT, garantindo os direitos dos trabalhadores, nunca um governo esteve tão próximo do povo".

As comparações de seu governo com os de Getúlio e de Juscelino Kubitschek têm sido constantes nos discursos de Lula.

O presidente também dedicou boa parte de seu discurso em São Leopoldo aos temas ligados à educação -- área em que o governo julga possúir bons números, capazes de bater os que foram obtidos pelos tucanos em oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso.Citando a criação do ProUni e de medidas como a implantação de dez universidades federais e de cursos de extensões no interior do país, além da reativação das escolas técnicas, Lula disse que "o (diploma) que eu não pude ter, eu quero que vocês tenham."
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COMENTANDO A NOTICIA:
Inicia, como sempre, aplicando para a distinta platéia que atentamente o ouvia, uma das muitas mentiras de palanque. Os empregos que se gaba tanto de havê-los criados, e que por diversas vezes disse ser de 4,2 milhões, são bem menos daqueles que evetivamente resultaram de ações do seu governo. Pelo menos 40% deste total são empregos originados de investimentos em novas plantas e ampliação das existentes iniciadas no governo do ex-Presidente Fernando Henrique, e que foram concluídos no inicio de governo do Lula, quando as vagas criadas foram preenchidas. Outro tanto, originaram-se das ações empreendidas em 2001/2002 pelo governo de FHC quando impulsionaram-se as exportações e ocorreu o grande salto do agronegócio. O governo Lula, neste sentido, nem precisou agir. Colheu os resultados de mão beijada e deles se adonou de forma ilícita. Os que sobraram foram empregos derivados de ações de governo, para preenchimento de lacunas que haviam ou por demissão voluntária, aposentadoria, exoneração ou ampliação das necessidades das áreas afeitas ao governo. Em outras palavras: aparelhamento do estado, numa promíscua mistura do público com o partidário. E por fim, as sucessivas comparações dele com Getúlio e Juscelino, tanto quanto são ridículas, também são obscenas.
Termina o presidente dizendo a seguinte pérola: "o (diploma) que eu não pude ter, eu quero que vocês tenham." Tenham para quê, presidente Lula ? Por certo não será para serem Presidentes do Brasil, já que o senhor disse que não precisava. Ou, quem sabe, depois do discurso em que o senhor criou novas versões para a história do Brasil e se comparou à Getúlio e Juscelino, a gente começa a concluir que, de fato, para ser presidente, seja preciso estudar sim, e muito, principalmente História do Brasil, para poupar a população Brasileira de ficar quatro anos tendo que suportar tanta tolice, besteiras e, principalmente, porque talvez com todas as crianças diplomadas, elas tenham consciência melhor, para no dia em que puderem votar, evitem do país eleger um presidente totalmente desqualificado e despreparado para o exercício da função.
PESQUISA ELEITORAL

Por Raymundo Negrão Torres (*) em Mídia sem Máscara

A reeleição do presidente, para os americanos do norte, é a oportunidade de julgar o mandatário incumbente, rejeitando-o para um segundo mandato ou reelegendo-o. No Brasil, a julgar pelas pesquisas, isto parece correr o risco de não acontecer. Um governo incompetente, inoperante, sem um projeto de desenvolvimento nacional, corrupto e corruptor, parece bafejado por pesquisas favoráveis que o deixam mais arrogante e acenam com a entrega do governo, por mais quatro anos, a um presidente demagogo, falastrão e inescrupuloso, que viu auxiliares imediatos e de confiança serem postos na rua da amargura e afastados por graves irregularidades e mente descaradamente ao alegar completo desconhecimento dos crimes que ocorriam à sua volta.

Poder-se-ia pôr em dúvida o valor das pesquisas, feitas por institutos que vivem à sombra e dependentes das tetas do Erário. Realmente, quanto poderá representar a opinião de dois mil entrevistados para um eleitorado de mais de cem milhões de votantes, selecionados em apenas uma centena de municípios, em amostragem facilmente manipulada?

Além disso, todos sabemos que boa parte de nossa gente vota com o "estômago". Situação boa favorece o governo, embora, como agora, essa situação muito pouco tenha a ver com o que fez ou deixou de fazer o governo Lula. Tivemos no passado vários exemplos disso, como no estelionato eleitoral do Plano Cruzado, perpetrado pelo governo Sarney, e na euforia do Plano Real que elegeu e reelegeu FHC. No momento em que a ação da luta armada comunista impunha a mais pesada repressão aos terroristas e guerrilheiros, o governo Médici ostentava os mais altos índices de aprovação, graças aos bons ventos do "milagre brasileiro", o que levou o metalúrgico Lula a dizer que se houvesse eleição direta, Médici seria eleito com facilidade.

(Leia texto completo em http://argumentoeprosa.blogspot.com/)

COMENTANDO A NOTICIA:

Este foi o último artigo escrito pelo General Negrão Torres, cinco dias antes do seu falecimento.
Perfeito, o texto fala por si e o governo Lula confirma palavra por palavra, vígula a vírgula, tudo o que este excelente artigo produz. Ao morrer, morre um pouco de lucidez que ainda existe no Brasil. Contudo, é de se esperar que a sua leitura desperte um pouco a consciência que devemos ter para sabermos separar o verdadeiro estadista, e que por isso merece ser votado por todos, do aventureiro, demagogo e falastrão que merece ser varrido e impedido de entrar na vida pública para não contaminar as intituições com seu ranço e atraso. Que Deus o abençoe, Gen. Torres, e lhe dê a paz que merece, e que o seu texto traga uma pouco a luz do esclarecimento de que precisamos muito.

Leitura recomendada - 2

NÃO SEI QUANDO SOU PRESIDENTE OU CANDIDATO, DIZ LULA

Por Lisandra Paraguassú em O Estado de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que vai continuar anunciando projetos, mesmo que seja sábado, domingo ou qualquer outro dia da semana. No seu primeiro discurso de campanha no Rio Grande do Sul, Lula reclamou que o anúncio de medidas de ajuda à indústria do Estado, feito no dia anterior, tivesse sido tratado como uma medida eleitoreira, mas afirmou que é complicado ser presidente e candidato ao mesmo tempo.

"Eu queria ter vindo anunciar hoje. Mas achei melhor não e mandei a ministra Dilma (Roussef, da Casa Civil) anunciar sem a minha presença. E quando eu vi a imprensa hoje, trataram o anúncio como se fosse uma questão eleitoreira", disse. "Querem saber de uma coisa? Vou continuar fazendo o que precisa ser feito. Não importa se for sábado, domingo, segunda ou quarta."Lula determinou o lançamento ontem de uma linha de financiamento de R$ 600 milhões para setores que têm produção concentrada no Sul e deram férias coletivas diante da valorização cambial. O crédito é voltado principalmente às indústrias de móveis, calçados e máquinas agrícolas, que pedem ajuda desde o ano passado.
COMENTANDO A NOTICIA:
O Sr. Lula parece que adora desafiar a inteligência alheia. Há quanto tempo o país inteiro reclama providências do Governo Federal para a situação de dificuldades que inúmeros setores da economia têmenfrentado por causa do câmbio? Não é de ontem, não é desde o início do ano de 2006. O Problema existe e arrasta desde 2005. Enquanto os agropecuaristas não pararam o país de norte a sul com o bloqueio de estradas, e trancando a entrada de agências bancárias, o governo não tomou o menor conhecimento. Depois, anunciou um pacote de 60,0 bilhões de reais, cujo prejuízo já era o dobro disto, além de separar do bolo parte dos recursos para quem deles não precisava por conta da crise, e sabe-se por quais, o tempo que demandou em tomar atitudes, e a choradiera que o Ministro da Agricultura precisou derramar para ser atendido ! Agora, na semana que passou, a Volks, a maior exportadora de auatomóveis do país anunciou, em alto e bom som, que iria demitir mais de 5.000 trabalhadores. Aí, porque metalúrgico do ABC é eleitor histórico do PT, ele resolveu se coçar e arranjou um pacote ligeirinho para desafogar a crise em vários setores de atividade econômica que estão no prejuízo por causa do câmbio. Só que o primeiro anúncio da Volks já se deu há mais de 30 dias. Agora, em plena campanha eleitoral, já com a decisão tomada pela montadora alemã e consequente greve dos trabalhadores em protesto, ele "arranjou dinheiro" às pressas para oferecer no intuito de aliviar os prejuízos de todos, quando na verdade, o alvo é a Volks, e tem a cara de pau de dizer que o pacote não é eleitoreiro ? E por que não o fez quando toda a cadeia da indústria coureiro - calçadista do Rio Grande do Sul, ainda em 2005, já quebrando fábricas, desempregando pessoal, e amargando prejuízos sobre prejuízos, pediu ao governo federal providências, e ele omisso não atendeu ? Estabelecido o terror, agora vem bancar o salvador dos fracos e oprimidos, querendo que se diga o quê, que o pacote é fruto da preocupação do governo federal para manter a saúde das empresas e dos empregos ? Mentira, Sr. Lula, o senhor mente agora como sempre mentiu, diz que não é eleitoreiro, mas é eleitoreiro sim, e este não é para beneficiar empresas em crise mercê sua política cambial, é derivada única e exclusivamente para não perder votos do metalúrigcos do ABC Paulista. E quanto a pergunta, se sabe quando é presidente ou quando é candidato, se o cinismo não lhe cegasse a razão, sequer faria esta pergunta, porque todos os atos, todas suas palavras, são indícios inquestionáveis de que, desde que tomou posse, o senhor nunca desceu do palanque. Sempre foi candidato desde 01° de janeiro de 2003, visando a releição em outubro de 2006. Fazer-se de santo até pode, mas não peça para sermos ingênuos a ponto de acreditar que o manto com que se cobre seja verdadeiro.

Leitura recomendada - 1

AS ANDORINHAS

Por Miriam Leitão em O Globo

O presidente Lula somou à sua versão de “eu não sabia de nada” o conto das andorinhas. O pior que pode acontecer nestas eleições é permitir a aceitação de versões toscas. O país está atravessando o pior momento da sua história em matéria de corrupção, pela extensão do problema, pela sofisticação dos esquemas, pela ousadia dos corruptos. Um momento assim só tem um final feliz se o país tirar dele uma boa lição e construir mecanismos de transparência e controle.O Brasil parece estar passando pelo lodo para encontrar mais lodo e se acostumar com ele. As explicações ligeiras são uma tentativa de que o horror seja moído, comprimido e passe pela simplificação do processo eleitoral. São um desserviço à causa do esclarecimento, da correção dos absurdos e de sua prevenção.O conto das andorinhas sustenta que tudo está aparecendo porque o governo federal “resolveu fiscalizar” — pela primeira vez na história desse país. Se até agora ele não havia divulgado, é “porque era preciso manter sigilo para pegar a ninhada”. Repetindo Merval Pereira, neste jornal, na sexta-feira: os maiores escândalos não vieram a público por ação do governo. O caso Waldomiro foi denúncia da revista “Época”, a fita do Marinho, dos Correios, foi publicada na “Veja”, o estouro do mensalão foi uma entrevista publicada na “Folha de S.Paulo”. A comissão de sindicância do PT recusou a oferta que Silvinho fez de depor. O GLOBO o ouviu e, da entrevista, saíram informações preciosas. O caso dos sanguessugas nasceu por atuação de um juiz federal e avança pela ação de parlamentares de partidos pequenos. O governo tentou impedir todas as CPIs e fez chicana para evitar esclarecimento devidos pelos seus ministros.
Os momentos extremos oferecem riscos e chances. O país tem corrido mais risco que aproveitado as chances. Pode-se usar a crise para avançar na construção de mecanismos de combate à corrupção, como fizeram vários países no passado recente, ou corre-se o risco de institucionalizar a malandragem.O Brasil não é o primeiro, nem o último país a enfrentar uma onda de corrupção, mas é o que menos pune. O melancólico balanço dos punidos do mensalão confirmou a regra. O Congresso perdeu a chance de iniciar um novo tempo. O caso dos sanguessugas e a persistência de alguns poucos parlamentares é uma nova chance.A eleição é também uma chance, mas o Brasil pode perdê-la pela ação do governo e das oposições. O candidato-presidente surfa a crise com explicações que deslizam sobre os fatos. O principal candidato de oposição até agora não apresentou uma proposta sobre como pretende evitar a corrupção em seu governo; como de resto, não tem idéias novas sobre coisa alguma. Fala diariamente nos noticiários de televisão — nos espaços divididos, por imposição da lei eleitoral, como fatias de torta entre candidatos, inclusive os fictícios — e até agora não conseguiu impressionar os telespectadores com proposta alguma. O que exatamente Alckmin pensa sobre qualquer coisa? A pergunta feita por Elio Gaspari há duas semanas permanece sem resposta. Heloísa Helena usa melhor o espaço e já divulgou algumas idéias, mas confirma a premissa de que, para cada problema complexo, existe uma solução simples e, em geral, ela está errada. O melhor exemplo disso é a solução para os juros cronicamente altos no Brasil: bastará um decreto presidencial no primeiro dia de governo e todas as contradições da economia brasileira, refletidas nas taxas de juros, desaparecerão.A chaga da corrupção — devastadora, perigosa, humilhante — é tratada por truques marqueteiros. O presidente Lula improvisa sua frase esperta de ocasião, como a da ninhada de andorinhas; Alckmin faz supostas frases de efeito ou visita fórmulas emboloradas, como a da vassoura janista. Não há uma idéia consistente, baseada no conhecimento já acumulado em outros países sobre como enfrentar a onda de sujeira que parece invencível. Não há um único avanço técnico e institucionalmente consistente num tema que há muito tempo deixou de ser vencido com golpes de salvadores, improvisos ou espertezas políticas.O conto da andorinha de Lula é tão raso quanto tudo o que ele tem dito sobre esse caso. Lula até agora não teve um minuto de comportamento presidencial diante do risco grave pelo que passa a nação. Quando o caso do mensalão estourou nas cercanias do gabinete presidencial, era o momento de ter uma atitude de estadista, enfrentar as dúvidas da sociedade postas através da imprensa, procurar soluções de olho no futuro do país, e não nas próximas eleições. As entrevistas das quais fugiu durante todo o governo ele dará agora por oportunismo eleitoral, mas preparou para elas artimanhas de escape.As explicações dadas pelo presidente da República não conhecem um fio condutor. Ele já deu tantas versões que, juntas, formam um todo sem um traço de coerência. Ou ele nunca soube de nada, ou tudo está saindo porque nunca antes na história deste país o governo investigou tanto. Ou ele foi traído ou é tudo culpa da oposição que tem que lavar a boca antes de falar dele. Ou nunca houve mensalão ou houve motivos para demitir ministros e defenestrar a cúpula do PT. Ou o PT fez o que se faz sistematicamente no país ou tudo é uma conspiração das elites. Todas as explicações juntas formam um conjunto tão inverossímil quanto os contos das carochinhas. Ou das andorinhas.
Por Miriam Leitão em O GloboO presidente Lula somou à sua versão de “eu não sabia de nada” o conto das andorinhas. O pior que pode acontecer nestas eleições é permitir a aceitação de versões toscas. O país está atravessando o pior momento da sua história em matéria de corrupção, pela extensão do problema, pela sofisticação dos esquemas, pela ousadia dos corruptos. Um momento assim só tem um final feliz se o país tirar dele uma boa lição e construir mecanismos de transparência e controle.O Brasil parece estar passando pelo lodo para encontrar mais lodo e se acostumar com ele. As explicações ligeiras são uma tentativa de que o horror seja moído, comprimido e passe pela simplificação do processo eleitoral. São um desserviço à causa do esclarecimento, da correção dos absurdos e de sua prevenção.O conto das andorinhas sustenta que tudo está aparecendo porque o governo federal “resolveu fiscalizar” — pela primeira vez na história desse país. Se até agora ele não havia divulgado, é “porque era preciso manter sigilo para pegar a ninhada”. Repetindo Merval Pereira, neste jornal, na sexta-feira: os maiores escândalos não vieram a público por ação do governo. O caso Waldomiro foi denúncia da revista “Época”, a fita do Marinho, dos Correios, foi publicada na “Veja”, o estouro do mensalão foi uma entrevista publicada na “Folha de S.Paulo”. A comissão de sindicância do PT recusou a oferta que Silvinho fez de depor. O GLOBO o ouviu e, da entrevista, saíram informações preciosas. O caso dos sanguessugas nasceu por atuação de um juiz federal e avança pela ação de parlamentares de partidos pequenos. O governo tentou impedir todas as CPIs e fez chicana para evitar esclarecimento devidos pelos seus ministros.
Os momentos extremos oferecem riscos e chances. O país tem corrido mais risco que aproveitado as chances. Pode-se usar a crise para avançar na construção de mecanismos de combate à corrupção, como fizeram vários países no passado recente, ou corre-se o risco de institucionalizar a malandragem.O Brasil não é o primeiro, nem o último país a enfrentar uma onda de corrupção, mas é o que menos pune. O melancólico balanço dos punidos do mensalão confirmou a regra. O Congresso perdeu a chance de iniciar um novo tempo. O caso dos sanguessugas e a persistência de alguns poucos parlamentares é uma nova chance.A eleição é também uma chance, mas o Brasil pode perdê-la pela ação do governo e das oposições. O candidato-presidente surfa a crise com explicações que deslizam sobre os fatos. O principal candidato de oposição até agora não apresentou uma proposta sobre como pretende evitar a corrupção em seu governo; como de resto, não tem idéias novas sobre coisa alguma. Fala diariamente nos noticiários de televisão — nos espaços divididos, por imposição da lei eleitoral, como fatias de torta entre candidatos, inclusive os fictícios — e até agora não conseguiu impressionar os telespectadores com proposta alguma. O que exatamente Alckmin pensa sobre qualquer coisa? A pergunta feita por Elio Gaspari há duas semanas permanece sem resposta. Heloísa Helena usa melhor o espaço e já divulgou algumas idéias, mas confirma a premissa de que, para cada problema complexo, existe uma solução simples e, em geral, ela está errada. O melhor exemplo disso é a solução para os juros cronicamente altos no Brasil: bastará um decreto presidencial no primeiro dia de governo e todas as contradições da economia brasileira, refletidas nas taxas de juros, desaparecerão.A chaga da corrupção — devastadora, perigosa, humilhante — é tratada por truques marqueteiros. O presidente Lula improvisa sua frase esperta de ocasião, como a da ninhada de andorinhas; Alckmin faz supostas frases de efeito ou visita fórmulas emboloradas, como a da vassoura janista. Não há uma idéia consistente, baseada no conhecimento já acumulado em outros países sobre como enfrentar a onda de sujeira que parece invencível. Não há um único avanço técnico e institucionalmente consistente num tema que há muito tempo deixou de ser vencido com golpes de salvadores, improvisos ou espertezas políticas.O conto da andorinha de Lula é tão raso quanto tudo o que ele tem dito sobre esse caso. Lula até agora não teve um minuto de comportamento presidencial diante do risco grave pelo que passa a nação. Quando o caso do mensalão estourou nas cercanias do gabinete presidencial, era o momento de ter uma atitude de estadista, enfrentar as dúvidas da sociedade postas através da imprensa, procurar soluções de olho no futuro do país, e não nas próximas eleições. As entrevistas das quais fugiu durante todo o governo ele dará agora por oportunismo eleitoral, mas preparou para elas artimanhas de escape.As explicações dadas pelo presidente da República não conhecem um fio condutor. Ele já deu tantas versões que, juntas, formam um todo sem um traço de coerência. Ou ele nunca soube de nada, ou tudo está saindo porque nunca antes na história deste país o governo investigou tanto. Ou ele foi traído ou é tudo culpa da oposição que tem que lavar a boca antes de falar dele. Ou nunca houve mensalão ou houve motivos para demitir ministros e defenestrar a cúpula do PT. Ou o PT fez o que se faz sistematicamente no país ou tudo é uma conspiração das elites. Todas as explicações juntas formam um conjunto tão inverossímil quanto os contos das carochinhas. Ou das andorinhas.

TOQUEDEPRIMA.

O Governo Lula vive o período final deste primeiro mandato e já estamos vivendo nova campanha eleitoral, quando então nossos representantes ou candidatos à..., precisam subir em palanques, uns para dizerem o que fizeram, o que aprontaram e onde foram parar as promessas da campanha passada. Claro que para fazer há ainda muita coisa, por isso as promessas são espetaculares. Pelas promessas não cumpridas (aliás, todas) os que estão em final mandato justificam-se como pode, e o eleitor com cara otário, fica ali ouvindo, ouvindo fazendo-se de entendido e acaba se convencendo que todos são iguais. Aliás, nosso presidente-candidato, foi viajar pelo primeiro mundo e, em 2005, deu uma paradinha na França, e disse que o PT no governo só fez o que outros governos fizeram . Claro que ele se referia a corrupção, mas isto é outro papo.

O certo é que o COMENTANDO A NOTICIA abre este importante espaço para mostrar porque o presidente está se candidatando à reeleição, tendo em vista o sucesso deste seu primeiro mandato. Como ultimamente só se lê e ouve notícia ruim, fizemos uma pesquisa pelo canais de informações acessíveis, para colher subsídios e dados no sentido de prestar este serviço de utilidade pública para que o eleitor brasileiro ficasse informado sobre o que Lula fez no governo e depois, sem preconceitos ou pré-julgamentos, o eleitor possa concientemente, e sem culpas, possa fazer sua opção em outubro.

Então, como estamos aqui para informar, não faremos nenhum comentário adicional, até para não interferir na soberana escolha do eleitor. Quem julga e escolhe é ele, então ficaremos restritos a apenas informar. Assim, mostraremos o quanto o Lula e seu Partido, o PT, fizeram neste período, os programas que implantaram, as conquistas que obtiveram, tudo em benefício e do progresso do país.
Como quatro anos são quatro anos como sabiamente afirmou o assessor matemático da presidência da república, vamos dividir esta apresentação em 3 blocos, sendo o primeiro hoje, e os demais ao longo da semana que vem que é para dar tempo do eleitor pensar com muita consciência sobre os perigos do seu voto ser anulado, ao longo do tempo, por ter feito uma escolha ruim.
Lembramos, sempre, que este não é um palanque. Ainda estamos indecisos quanto a escolha de alguns nomes, mas não externaremos quais porque, afinal de contas, o voto é secreto. E não se trata de defender quem quer que seja, o objetivo é unicamente informar.

sábado, julho 29, 2006

Lei do Lula: uma causa com muitos defeitos.

Existe uma lei que todos aprendemos na escola primária que diz que não existe efeito sem causa. Lá em 2003, quando assumiu a presidência da república, Lula resolveu iniciar a sua revolucionária tática de guerrilha para se perpetuar no poder. Imaginava o néscio, que aparelhando o Estado, poderia mantê-lo sob seu jugo. Não adiantou a chiadeira geral de que estava destruindo instituições sérias, enterrando anos de trabalho, dedicação, pesquisa e conquista em diferentes áreas de conhecimento avançado. Como nunca estudou, e não o fez não foi porque não pode ou porque era pobre, foi porque era e ainda é um preguiçoso endêmico, Vicentinho aí está para desmentí-lo em todas as letras, nunca leu um livro porque pensa que sabe tudo quando não sabe é de nada, como sempre diz quando o escândalo explode na sala ao lado, entendeu que substituindo técnicos renomados por sindicalistas mal formados, ele manteria sobre o aparelho estatal um poder e controle totais e absolutos. Ou seja, quando o país inteiro suporta um carga de 40 % sobre o rendimento do trabalho e total da produção como tributação, sem que receba em troca os serviços a quem têm direito com um mínimo de decência, o Lula resolveu o problema, e curou todos os nossos males: decretou ao funcionalismo que não mais precisam trabalhar, sem que precisassem se retirar de seus cargos e sem perda de vencimentos e os penduricalhos decorrentes. Fim do serviço público. A diferença é que o produto da arrecadação, que serviria justamente para pagar os serviços não foi nem devolvida nem reduzida. A obrigação do governo de fazer sumiu, mas não a nossa obrigação de pagar por aquilo que nos é sonegado. Então ninguém pode reclamar do que não existe. Porque também se deve acrescentar, que o sujeito que não tem a menor formação técnica e competência para exercer um determinado trabalho, estando investido neste cargo, recebendo integralmente os salários, não se espera que ele vá trabalhar por diletantismo, vai é deitar e rolar na gincana com dinheiro público, endossada e patrocinada pelo patrão.

Quando o Sr. Lula fez o que fez com o Congresso Nacional na história do mensalão, e depois abençoou a todos com a impunidade, convidou os ditos representantes do povo a locupletarem-se numa farra gigantesca e sem pudor. Resultado da lambança: vivemos o período mais caótico, mais promíscuo em toda a nossa história republicana, que poderá resultar numa perigosa e tenebrosa instabilidade institucional. Não há dia, que num canto qualquer do governo federal, que não estoure um escândalo de corrupção. O Lula da Silva está por seu atos cada dia mais degradantes, enterrando de vez o sonho desta nação um dia se tornar uma nação séria. Daí porque sua fala: “é mais fácil governar prá pobre, por que pobre não reclama”. Presidente, dê-se o respeito, pobre vai reclamar prá quem, cara pálida ? Para o governo que o explora, que o escraviza, que o intimida, que o chantageia, que o submete ao assistencialismo demagógico e indecente, que o submete à humilhação e ao constrangimento, que o assalta sem piedade, que o explora de maneira aviltante, que o faz indigente diante de um governo inconseqüente e corrupto, tanto quanto paquidérmico e omisso? Presidente, para governar para pobre basta ser honesto e trabalhador sem precisar ser pobre de espírito. Então, por favor, sem mentiras, sem enrolações, responda-nos: e se o povo reclamar, presidente, o senhor vai fazer o quê, se Vossa Excelência se enrola até para comprar um simples rolo de papel higiênico ? Se após tres anos e meio vossa excelência não se dignou implantar um só projeto digno do nome, e sem ser sequência dos governos anteriores ou deles clonados escandalosamente ? Dia após dia não há setor deste governo fajuto em que não apareçam irregularidades em licitações, pagamentos irregulares, superfaturamento, além do escandaloso, indecente e imoral uso da máquina pública em favor de reles interesses partidários, além de favorecimentos ilícitos aos amigos do rei! Tudo isto consentido permissivamente pelo seu PT que se adonou do poder como um ladrão se adona do doce de uma criança. E se tal não bastasse, alia-se, interna e externamente, num deboche vergonhoso com a nação, ao que de mais autoritário existe, como companheiro Fidel, e ao que há de mais bolerento feito Hugo Chavez e Evo Morales , e internamente consente em conviver na sala com bandoleiros ilegais como Bruno Maranhão e Pedro Stedile, alcançando-os com generosas doações para que todos eles rasguem de forma acintosa a lei, a ordem, a constituição. E este mesmo Stédile que tem, por absoluta ignorância e total aptidão ao crime, além de completa aversão ao progresso e bem estar da sociedade, tem depredado, roubado, assaltado propriedade produtivas construídas com sacrifício, trabalho e honestidade, e cujo resultado tem sido a expulsão de brasileiros do Brasil. E antes que o senhor extermine com p estado de direito e democrático vigentes no Brasil, quero lembrá-lo que, sua insistência em não atender o juramento de posse, de cumprir e fazer cumprir a constituição, poderá resultar em dissabores no futuros, pois não entenda nossa aparente reação fria de indignação nem como consenção a perputuação de desmandos, nem tampouco por lhe parecermos idiotas e imbecis. Acredite, Sr. Presidente, demore o tempo que demorar, enxovalhe o quanto quiser o Brasil perante o restante do mundo, cedo ou tarde o seu trono real real, não por obra de nossa reação, ruinará e apodrecerá por estar infestado de ratasanas e cupins.

E para encerrar, saiba de uma vez por todas, se o país está mal por causa da elite como o senhor destemperadamente esbraveja mundo afora, a elite aqui neste país tem nome, sobrenome, CPF e RG, nasceu de mãe analfabeta, veio do nordeste, trabalhou como metalúrgico, foi sindicalista, militante político, e político. Depois, e faz 20 anos, entendeu que não mais precisava trabalhar e parou. Por preguiça resolveu também não estudar e acabou por não se formar em coisa alguma. Por ficar 32 dias preso por promover badernas e arruaças no ABC paulista, foi abrilhantado com uma aposentadoria - ditadura que lhe rende insignificantes R$ 4.200, 00 por mês, mas assim como teve sensibilidade para reclamar de um direito previsto em uma lei criada e que não lhe dizia respeito, desatende as necessidades dos demais aposentados com valores mensais tão ridículos quanto insignificantes e nem sequer teve decência para promover-lhes um aumento mínimo que fosse, apesar de ter elevado os vencimentos do funcionalismo público ilegalmente, onde encontram-se devidamente encostados os sindicalistas companheiros, patrocinadores da indigência dos serviços pagos e não atendidos, apesar do alerta do Poder Judiciário, por entender que a lei foi feita apenas para outros cumprirem.

Mesmo com tamanha ociosidade, conseguiu formar um patrimônio inacessível para qualquer trabalhador normal deste país, composto entre outras coisas, de três apartamentos, sendo um para descansar à beira mar, porque não fazer nada também cansa. Em sua última declaração de bens ao TSE, confessou ter aproximadamente 900,0 mil reais em aplicações financeiras a maior parte investida em empresas estatais, sendo que 50% deste montante são formados por rendimentos obtidos no curto espaço de tempo de três anos.

A elite brasileira está aqui, residente e domiciliada no Brasil. Ela atende pelo pomposo nome real de Luis Ignácio Lula Silva. É, presidente, antes ser velho do que ser velhaco, como bem proclamou o filósofo Itamar. E tome baile regado à bolsa família, porque o senhor é nosso rei, e nenhuma miséria nos faltará. Amém.

sexta-feira, julho 28, 2006

PROGRESSO COM PUNIÇÃO, UMA EXPLICAÇÃO QUE NÃO CONVENCE.

"O Copom entende que a preservação das importantes conquistas obtidas no combate à inflação e na manutenção do crescimento econômico, com geração de empregos e aumento da renda real, poderá demandar que a flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia".

O texto acima está na ata que reduziu a Selic de 15,25% para 14,75% ao ano. Isto significa dizer mais ou menos o seguinte: obtivemos conquistas no combate à inflação e o país tem tido crescimento econômico, tem gerado empregos, houve aumento de renda , e por culpa dos avanços e progresso, pimba!, devemos ser punidos com um redução de menor velocidade na taxa de juros, o que na prática representa dizer que os juros vão continuar nas nuvens, sendo os mais altos, escorchantes e injustificados do mundo. Se, por outro lado, não tivéssemos obtido sucesso no combate à inflação, então os juros permaneceriam altos pois, freando o consumo, a inflação tende a diminuir. Conclusão: no fracasso ou na conquista, perdemos sempre. Alguém entende ?

Mas, se com um pouquinho de esforço a gente analisar o porquê dos estratosféricos juros do Brasil, comumente, descobrimos que é por causa do desequilíbrio das contas públicas.

Nossos economistas devem ter alguma queda para o sado-masoquismo. Será que estes pulhas acham que a gente não lê jornais, revistas especializadas de todo tipo, navega na internet quase que em tempo integral, não deitamos os olhos constantemente em cima de números, estatísticas, etc ? Santos meus, quantos países há no mundo mais desenvolvidos que o nosso, com taxas de crescimento superiores às do Brasil, com juros de 2, ou 3, ou 4% AO ANO (que inveja!), e que conseguem pagar suas contas, atender a demanda de seu mercado interno, oferecer serviços públicos dignos e decentes, com inflações na faixa de 3 a 6% ao ano, no máximo ? Quantos países ? Sem precisar fazer grande esforço, contamos uma dúzia deles ou mais até ! E nem se precisa ir tão longe: aqui ao lado, temos o Chile, com crescimento maior, inflação menor ou quando muito igual, com um potencial de riquezas infinitamente menor do que o nosso, e com juro baixo ! Ah, eles até poderiam clonar o Chile (ação tão ao gosto de um petista), uma vez tratar-se de um país socialista ! Não, preferem olhar prá Bolivia, Venezuela, Cuba, como se atraso merecesse aplausos. Mas sabemos todos, que aqui a história dos juros tem um outro lado. Enquanto no Chile, e em outros países, o Estado está a serviço do seu povo, nós aqui, na contramão da história, temos um povo inteiro de 180,0 milhões à serviço de um estado escravocrata, perdulário, corrupto, e que mente, acintosamente prá platéia, encontrando explicações imbecis que não convecem ninguém, para continuar assaltando seu bolso sob a mentirosa justicativa de que "o governo não tem como abrir mão de suas receitas". Só que não é bem assim, porque se a desculpa é oficial, a realidade é imoral.
Sabe aquela história de superávit primário ? Nada mais é do que dinheiro para pagar dívidas. Dívidas sabe de quem ? Suas, minhas, do seu João, do seu Joaquim, da dona Henriqueta ? Nada disso, é dinheiro para pagar as dívidas do governo federal, estados e municípios. Que gastam mais do que arrecadam, e depois para equilibrar o caixa, lançam títulos do tesouro para captarem o que precisam para fechar as contas. E esta captção governamental absorve, mais de 90% do crédito disponível na praça, o que faz com que você e mais de 180,0 milhões fiquem com menos de 10,0 para serem repartidos. Moral: o juro prá você será de estrangular. E mais: como o governo toma quase todo o crédito disponível, quem oferece a imoral taxa é ele mesmo. Entendeu porque o Lula boca-lavada-de-cocô se vangloria quando sorri e diz que os banqueiros estão ganhando dinheiro ? Quando se fala em má distribuição de renda, é aí, neste mastodonte de 506 anos que reside o mal maior deste desequilibrio, já que toma 90% do crédito disponível, arrebanha 40% dos salários e da produção, e não te devolve absolutamente nada . E apenas para ilustrar a irresponsabilidade de um governante, que não tá nem aí prô juro do cheque especial que o banco te cobra: somem quanto de dinheiro público foi desviado de benefícios e investimentos que deveriam retornar para a sociedade em serviços e infra-estrutura, considerando-se apenas os escândalos do mensalão, caixa-2 e sanguessugas. Abra-se a portas da gamela que é Brasília, visite-se canto por canto em que se hospeda qualquer coisa que cheire governo, e se verá o desperdício, a farra, a irresponsabilidade de como é empregado o dinheiro dos nossos impostos. E depois, tire fotografias aos borbotões para exibir aos teus netos a suntuosidade dos prédios públicos cada vez mais luxuosos, onde a ELITE se esconde com vergonha de encarar a realidade deprimente do restante do País, fruto da sua omissão, da sua ganância, da sua insensatez, dos seus roubos, e o qué pior, da sua despudorada impunidade.
Portanto, o juro é alto porque é fruto do descontrole imoral de gastos inúteis para sustentá- los e mantê-los encastelados em suas ilhas da fantasia, enquanto o povo trafega na indigência, mendigando um Bolsa-Familia, morando em palafitas ou debaixo de viadutos, com esgoto a céu aberto. E é isto que custa caro. E nem se fale em contenção de despesas. Eles dizem para você se sustentar durante um mes com Bolsa-Familia ? E eles acham que dá, por que não aplicam em si mesmos a receita sugerida ? Eles deixam as rodovias federais transformarem-se em caminhos para o inferno onde você se engasga com pó ou é tragado pelos buracos ? Não esquenta, irmão, eles andam de avião presidencial de milhões de dólares, jatinhos executivos, e se for preciso, e nenhum dos meios humildes de transporte estiver acessível ou disponível, não tem problema: mandam suspender o próximo vôo comercial, mandam retirar um passageiro já embarcado, que comprou passagem e entrou na fila do chek-in, pois a autoridade precisa embarcar ! E o que é pior: sabe quem pagará a passagem do sabichão ? Você, sai do seu bolso, do imposto que você paga para ter serviços que o governo não te dá ! E tudo isso, cara pálida, custa caro, muito caro, porque além de não dispor dos serviços básicos e indispensáveis à uma digna e humana sobrevivência, você ainda precisará carregar consigo a humilhação, o constrangimento e a vergonha de ser um brasileiro otário, tendo que dar duro e trabalhar muito para sustentar uma casta de mancebos medíocres. Além de torrar o nosso saco.
Então, amáveis e enrolativas autoridades públicas, parem de mentir, até porque muitos de nós não somos idiotas, e falem abertamente para a nação: "Seus otários, os juros vão continuar altos por que a gente gasta demais, acima do que arrecadamos. E a gente gasta demais pela simples razão de que somos perdulários, irresponsáveis e permissivos com o desperdício". Podemos até ficar ofendidos, mas pelo menos teremos o consolo da oportunidade ímpar de ouvi-los falar a verdade ao menos uma vez na vida.
Os biltres assaltam 40% do ganhamos e do que o país produz e, ou não te oferecem serviços que teu imposto paga para poder viver, ou te entregam, devidamente carimbado, o passaporte com o visto de entrada para o inferno com serviços indignos, medíocres, com tratamento desumano, enquanto parte destes ELITISTAS discutem entre si, deslavadamente, que 21,0 mil reais por mes (fora as vantagens) são insuficientes para sustentar-se, sabendo-se que sua despesa de manutenção é totalmente paga por nós, os automóveis em que andam, afora os secretários, secretárias, assessores de porra nenhuma, empregados domésticos, e todos os pinduricalhos que sua criatividade e ganância puder inventar, e submetem o restante do país que trabalha, ao salário mínimo de indigência de R$ 350,00 por mes. Se o cara com R$ 21.0000,00 e mais vantagens ainda acha pouco, o que dirá o miserável com R$ 350,00 ! Ou a máxima de, durante a campanha eleitoral, julho, agosto e setembro, parte desta elite medíocre, mas rica, que vulgarmente chamados de representante$ do povo, combinaram-se entre si de comparecerem durante este período todo, apenas 3 dias ao batente, claro que com vencimentos, mordomias e desvios integrais, para suas campanhas eleitorais junto às bases, onde tentarão vender para os otários, a falsa idéia de que, nos próximos quatro anos, tudo vai ser diferente e que eles produzirão o milagre de nos colocar no primeiro mundo. Claro que se esquecem que, para isso, precisariam primeiro trabalharem e, segundo, realmente se importarem com você. Como é mais fácil o Sargento Garcia prender o Zorro, ficamos por isso mesmo. Das duas uma: ou é deboche, ou é um acinte. Minha sugestão, fique com as duas. E ainda estranham quando o Marcola, despachando em seu gabinete, pergunta: "Por que só eu?"
Assim, pode-se dizer que eles todos que compõem o mastodôntico e insaciável GOVERNO BRASILEIRO, se tornaram os cafetões da nação. Vai ver que é por isso que o Ministério do Trabalho mandou, recentemente, inserir em seu site a Cartilha da Prostituta. Leia, relaxe e goze. Na saída, aceitam-se cheque, cartão de crédito ou dinheiro. Carnê não porque dá trabalho prá imprimir e aumenta o déficit público. Então amigos contribuintes o recado é este e está dado: vamos todos prevaricar. E segue o baile.

E já que mencionamos a categoria, essa eu li no blog Minuto Político:

“O comitê de campanha do Lula não poderia ter melhor escolha.
Em frente ao prédio escolhido funciona, à noite, um ponto de prostituição.
As "puta" estão "putas", pois são frequentemente retiradas do local.
Dizem elas, que são filiadas aos petralhas”.
Nada mais apropriado ! É por isso que o Brasil não acaba ! E você fica aí reclamando. Reclamando do quê, se em sua impediosa sapiciência e bondade, eles te ofereceram um manual de auto ajuda. Aprenda a fazer a coisa certa.

COISAS DITAS E MALDITAS...

“Quanto a gente senta na cadeira de presidente, tem que tratar o País como se senta numa cadeira à frente dos seus filhos ou da sua mulher. Você não pode mentir para eles, não pode fazer falsa promessa, precisa dizer o que pode fazer." (Luiz Ignácio Lula da Silva)-


COMENTANDO A NOTICIA:

Desculpe-me, presidente, o senhor deve estar debochando do resto da nação. Só pode. Presidente, (chegue mais perto que é prá ninguém ouvir, o senhor sabe, né, tem muito jornalista do PSDB e que, por puro preconceito vai falar a verdade prôs outros, pega mal).
Presidente, quando falo com meus filhos, a cadeira em que me sento custou 0,23 % do preço que custou a sua, e quando paguei foi com dinheiro suado, à prestação, e não precisei fazer gincana com dinheiro público para comprar um trono real. Até porque, Presidente, sei que a cadeira em que o ex-presidente Fernando Henrique sentava para despachar, não estava rasgada, nem quebrada, ou bichada ou cheia de cupins. Mas o senhor, mesmo assim, mandou comprar uma cadeira que custou aos cofres públicos R$ 26.000,00, alegando que precisava trocar a outra porque "ela dá azar". Azar, no caso, foram aqueles que votaram no senhor, imaginando que o senhor fosse governar prá eles.
Como recentemente quando o senhor vetou o reajuste dos aposentados da iniciativa privada em 16,5% sob a alegação de que o reajuste provocaria um rombo no caixa da Previdência em 8,5 bilhões de reais. Tivesse o senhor o hábito saudável da leitura, e, se ao invés de viajar tanto prá inaugurar obras fantasmas, inclusive aquelas em que o terreno onde serão construídas sequer há licitação para a sua compra, pois poderia nestes tempos bicudos de escândalos por atacado, ter mandado fiscalizar se o propalado aumento seria uma bomba, ou se alguém estava lhe passando uma informação capenga. Porque, Presidente, há um relatório feito por Auditores Fiscais que demonstra e deixa bem claro que discurso do déficit da Previdência é pura balela, porque na verdade, não é déficit, é superávit. Simplesmente porque um espertelhão, sabe-se lá se por desinformação, incompetência ou má-fé, no item RECEITAS, como que, inocentemente, "esqueceu" de adicionar as arrecadações provenientes da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). O estranho no caso é que as três contribuições, como disposto nas leis que as criaram, são receitas previdenciárias. Se o senhor agora pedisse para um desse assessores prá-porra-nenhuma rever os cálculos, veria que o déficit se torna num belo superávit, inclusive com dinheiro sobrando em caixa.
Presidente, lembre-se, quando se governa para os pobres como o senhor arvora nos palanques por todo o País, precisamos ser humildes senão o povo vai achar que está sendo explorado, como também é preciso ficar atento para, na hora de vetar reajustes, entender que, sendo aposentados, estão na idade em que os beníficios da previdência mais lhe são necessários, e que portanto não podem ser punidos pelo descuido inconsequente de assessor mal informado ou mal intencioando. Claro que para aprovar o reajuste recente do funcionalismo público federal, alguns beneficiados com até 190%, o senhor não alegou, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Sendo assim, presidente Lula, se o seu desejo é realmente governar para os pobres, não seja tão pobre de espírito como na questão dos reajustes, bem como, ao aprovar despesas para enfeitar sua sala presidencial, faça com mais cuidado e esmero, porque tem gente que nem cadeira para sentar tem. Agora, vê se aprende, presidente, quando se governa prá pobre, não precisa fazer um pobre governo governado por um pobre de espírito, porque os pobres diabos suspeitarão que seu discurso é mais pobre ainda. Vossa Excelência entendeu a mensagem ? Não, então poupe-nos da vossa estúpida ignorância. E antes de falar do que não entende e entupir nossos ouvidos com asneiras, LAVE A BOCA !

quarta-feira, julho 26, 2006

UMA ESTRELA QUE BRILHA !

Sob o título, APERTEM OS CINTOS, LÁ VEM O PSOL, o blog Argumento & Prosa, reproduz um texto escrito por Guilherme Fiúza, e que representa o pensamento de alguns setores da mídia acerca do fenômeno que surge nesta eleição de tantas acusações, impropérios, baixarias, acusações de parte a parte, promessas e mais promessas, mas projeto de governo mesmo que é bom, com propostas de como realizar os projetos concebidos e cumprir as promessas de campanha, com seriedade, equilíbrio e racionalidade, muito pouco ou quase nada se vê. Achamos oportuno reproduzir não apenas o texto do Fiúza bem como o comentário feito por Francisco Nebel, para em seguida, o COMENTANDO A NOTÍCIA, fazer sua análise sobre o furacão chamado Heloísa Helena.

Esse Brasil de jeans, camisa branca e rabo de cavalo é praticamente a encarnação do bem. A senadora alagoana Heloísa Helena cresce nas pesquisas para presidente embalada no seu discurso franco, afirmativo, contra tudo isso que aí está. Já é um fenômeno eleitoral, e há quem diga que pode chegar ao segundo turno. Ou seja, existe a chance de o Brasil ser governado a partir de 2007 por Heloísa Helena. Então é bom dar uma olhada no que ela pretende fazer com o país.
O programa do PSOL é boa literatura para quem está com saudades da esquerda pura, do tempo em que Lula exigia que o presidente do Banco Central recebesse os pobres em seu gabinete. Onde foi parar toda essa bondade? Pelo menos uma boa parte dela está na plataforma de Heloísa Helena.
O que fazer com a dívida externa, por exemplo? A proposta do PSOL é simples: não pagá-la. Por que isso? Eis a resposta:
“A dívida externa brasileira, por ter sido constituída fora dos marcos legais nacionais, sem consulta ao povo e por ferir a soberania é injusta e insustentável, ética, jurídica e politicamente.”
É interessante essa crítica a uma dívida “constituída sem consulta ao povo”. Aliás, é um absurdo a quantidade de coisas que se faz sem consulta ao povo. A renegociação da dívida externa brasileira, por exemplo, foi concluída no início dos anos 90. Hoje o país tem mais reservas em dólares do que dívida externa. Ou seja, passou de devedor a credor.
(Leia matéria completa clicando no link http://argumentoeprosa.blogspot.com/0 )

Segue o comentário de Francisco Nebel, analisando o texto acima:

Mais uma vez terrorismo puro. O articulista coloca no programa de HH coisas que ela nunca afirmou, do tipo calote nas dívidas externa e interna, centralização do câmbio, estatização das empresas privatizada e outras balelas. É necessário ser um pouco mais responsável nas críticas para que elas não se transformem em folclore. Ler alguns pontos do programa econômico do PSOL ajuda a esclarecer dúvidas:redução rápida da taxa de juros para cerca de 4%, auditoria da dívida externa, auditoria da privatização de estatais, criação de uma fórmula de reajuste do salário mínimo baseada no crescimento do PIB, reavaliação e aperfeiçoamento do Bolsa-Família, revolução educacional, ampliando a qualidade das escolas públicas e o número de vagas nos ensinos infantil e médio, combate à discriminação racial, mas sem a adoção de cotas para negros em escolas e universidades, assentamento de 1 milhão de pessoas que vivem "em beira de estrada", com desapropriação de áreas improdutivas, política externa voltada para a construção de um "projeto sul-americano, extinção de 25000 cargos de confiança no Governo Federal, que passarão a ser preenchidos por funcionários de carreira (HH só levará para o Governo entre 200 e 250 pessoas).”

Bem , COMENTANDO A NOTICIA prefere não analisar o texto do Fiúza, até porque de forma clara, ali está manifestada a opinião dele sobre Heloísa Helena. Preferimos, isto sim, a partir dele, e do comentário do Sr. Francisco Nebel, apresentar nossa análise, até porque o que desejamos é dar nossa colaboração para o enriquecimento do debate sobre aquilo que é importante para o país. A conclusão, como sempre, fica por conta do leitor, e principalmente, do eleitor, o soberano que decidirá nas urnas, quem está certo ou não. Ele até poderá errar na escolha, porém é missão nossa fornecer subsídios para reduzir-se ao mínimo este risco.

O que representa, afinal o voto ou ao menos sua intenção, na escolha de Heloisa Helena ? Protesto? Indignação ? Falta de melhor alternativa ? Ideologia ? É tudo isso junto. Dentre os principais candidatos, é a que tem o voto mais volátil, gente que agora prefere escolher a senadora alagoana, mas que até o dia da eleição, ainda poderá migrar sua preferência para outro candidato. Parte pretende HH como forma de dizer ao governo: olha, cansamos de vocês, se não mudarem escolheremos Heloisa Helena. Parte a escolhe por entender que o PT no poder, traiu toda a ideologia de esquerda, sua história, suas lutas, seus ideais. Não se enganem; no Brasil, há muitos para quem o sonho socialista ainda não morreu. E gente de peso, com formação superior, padrão socio-econômico elevado para a média nacional. Estes são ideológicos. Parte, porque mesmo não sendo socialistas de carteirinha, esperavam a partir de LULA que se operassem mudanças na economia, na saúde, na segurança pública, na educação, na infraestrutura, nos serviços públicos. Para estes, houve e há um sentimento de decepção com o presidente petista. Parte, que, juntando a frustação, se sentem indignados não apenas pelo que Lula deixou de fazer, mas com todo esse lodaçal que tomou conta do cenário político brasileiro. Como em praticamente todos os escândalos estourados nestes úlltimos tres anos e meio tem gente do PT ou de base aliada, imediatamente o eleitorado descarrega sua indignação no presidente, que aliás é do mesmo partido . São os indignados. Quando Heloísa de forma vibrante e com uma clareza e objetividade absolutas diz que acabará com tudo que está aí, imediatamente conquista parte deste eleitorado. Parte, porque foi atingido primeiro pela mensagem da senadora. Estes são ainda mais voláteis do que os outros, dependendo da mensagem dos demais candidatos migrarão sem pestanejar. Estes são aqueles que, por enquanto, não vêem outra melhor alternativa. Mas, do que ninguém duvida, é que a senadora, com as condições limitadíssimas de que dispõe, tem levado sua mensagem e suas propostas para parte de um eleitorado, que mais do que nunca, não concorda com as ações (ou falta delas) do governo petista, estão desencantados com governo federal por sua estreita ligação e coligação com políticos denunciados em diferentes escândalos, e que esperam encontrar alguém com propostas de realização, mas sobretudo que fale a linguagem que, neste momento da campanha, interessa a todos: a ética. E a senadora representa, para os olhos de muitos, exatamente a figura que o brasileiro busca como paradigma: um governante trabalhador como ele, humilde como ele e honesto como ele. E esta é a novidade: o brasileiro diz que é honesto, que quer o império da honestidade, e quer ser governado por alguém que a ele se iguale na honestidade. Isto visto desta forma é alentador: para muitos, o brasileiro já tinha enterrado a ética, aceitando que o fim justificavam os meios. Aleluia ! Há salvação do lado de lá da eleição. Entre mortos e feridos, todos poderão se salvar. Mesmo que tênue, pelo menos é uma esperança.
Até pode ser que no programa impresso do PSOL não se encontre muito do que se apregoa ao que a senadora tenha dito e afirmado. Mas em comentários que fiz em textos postados no A&P, e mesmo antes de sua ascensão nas pesquisas, por duas vezes afirmei que HH é uma estrela que brilha no cenário emporcalhado da política brasileira. Mas não acredito que vá além de provocar um segundo turno entre Lula e Alckmin. E por duas razões básicas: a primeira é que, mesmo não estando escrito, muito do divulgado deriva de entrevistas dadas pela própria senadora, e até pode ser que sejam apenas palavras ditas sob as circunstâncias de um determinado momento. Mas, inegavelmente, foram ditas por ela sim. Não tudo que se lhe atribuem, mas algumas com certeza. Eu mesmo em diferentes ocasiões ouvi ela falar coisas que realmente assustam, mas não ao povo. Quem se assusta é uma parte daqueles que sempre manipularam e ganharam muito pelo que aí está, e não irão poupar a senadora, fazendo um terrorismo de falcete para dar e impor um medo e aversão à Heloisa Helena.
Porém, sejamos sinceros: o programa tem muitos aspectos positivos ? Sim, por certo. Mas pergunto: como implantá-los se sua grande maioria representa ou mudança da lei (e com um partido de pequena representatividade, convenhamos, é uma tarefa quase impossível por causa do grande jogo de interesses diferenciados), ou, de outro modo, representa rasgar contratos e ferir direitos, e aí, tudo se esbarra num Poder Judiciário sobre o qual já pairam dúvidas (graças a Deus estão acordando) sobre sua isenção e imparcialidade. A segunda questão é a própria senadora, ou mais apropriadamente, o temperamento da senadora. É visível nas aparições dela durante esta campanha, o quanto está comedida, freando impulsos e moderando palavras, sob a orientação de seus conselheiros políticos. Gosto da coerência da senadora, da franqueza (e que franqueza!), da sua fibra (e que fibra!) ao defender suas posições, suas idéias. Porém, por flutuar entre o extremo e o muito extremo, a sociedade brasileira meio que repele atitudes de pessoas que berram muito, de muito destempero, para legitimá-los e aceitá-los como seus governantes. Aliás, o de que menos precisamos é duma pessoa de pavio muito curto, e que no debate é a única a falar e a pensar. Talvez por ainda ser muito jovem, sua energia acaba por impulsioná-la com uma força excessiva, desproporcional para o que o momento exige. Quem sabe, com tempo e mais amadurecimento, ela passe a controlar-se mais, e ser mais política. Este é o termo exato, ser mais política, isto é, ter a qualidade para negociar com os adversários, e convencê-los não com verborragia e sob gritos, mas com tirocínio e até paciência, a se dobrarem aos seus argumentos. Quando digo ser mais política falo da ação de agir e convencer, não desta forma fedorenta que no Brasil tem sido a tônica dos políticos. Este é um jogo, tem momentos em que se vence, em que se perde, em que é preciso recuar para depois, no momento certo, avançar sobre o adversário e fazê-lo curvar-se pela razão. Nunca pelo peitaço (sem ironias, por favor), pelo grito, pelo descontrole, pelo desequilíbrio emocional. Tem que saber ser doce sem recuar jamais. Este é jogo democrático verdadeiro, e na sua essência mais simples.

Não pensem que o Brasil é uma ilha isolada do restante do mundo. Somos sim pertencentes a uma comunidade de nações, algumas das quais dependemos economicamente. Alguns pontos na plataforma da senadora HH vão provocar sim fuga de capitais em investimentos produtivos. O dinheiro, senhores, tem uma sensibilidade muito aguçada para retrair-se diante das incertezas, do misterioso, assusta-se facilmente. Nenhum país pode ser governado com autoritarismo. O jogo democrático exige negociação, debate, convergência de soluções e medidas adequadamente discutidas pela sociedade. Todos estes ingredientes são importantes e indispensáveis para reduzir o risco do erro ao mínimo. E aí, entendo eu, a senadora Heloísa Helena tem seu maior defeito. Ela entende que sua posição deve ser única, não deve ser discutida, e sim obedecida, não aceita o contraditório. E isso num país livre vai ser repelido. A senadora fala muito de jogo democrático, reparem. Mas quando a discussão adentra o círculo da contra opinião ela se exalta e esbraveja. E isso, o destempero, macula e embota a sua enorme inteligência e cultura. Em administração, se aprende que há não uma maneira única de se fazer o certo. Ninguém detém a verdade una e absoluta. Então atente: se ela pensa, que numa eventual vitória e, após empossada, governará o Brasil debaixo da chibata e sob decreto, vai quebrar a cara. Isto é autoritarismo, e se nos livramos a muito custo, suor e lágrimas de 21 anos de ditadura militar, muito menos aceitar-se-á uma civil. Nem o Brasil, muito menos o mundo, aceitam mais o regime da autocracia. "O poder em mim mesmo".

E para encerrar, e até podemos estar errados, com a senadora indo para um segundo turno, e disputando com Lula ou Alckmin quem presidirá o Brasil nos próximos anos. Mas, sinceramente, não acreditamos ser possível. Não pelo menos nesta eleição. Apostamos que ela deva chegar entre 15% a 20%. E isto é muito representando quase uma vitória, considerando-se ser mulher de porte franzino, sem muitas posses, fazendo uma campanha sem recursos a não ser o de sua própria figura, de sua força de caráter, e sem uma base política que lhe abra outras portas e outros palanques. Mas, mesmo não vencendo, se provocar um segundo turno, ela terá prestado um relevante papel nesta campanha: a de mostrar a Lula e ao PT que o Brasil vai muito além deles mesmos, que existe inteligência além da deles (?) por estas terras, e que, não apenas Lula é carismático, tem mais pessoas com capacidade e competência de se aproximar do povo, dar seu recado e ser ouvido e respeitado. E, para manter-se no poder, não precisa fazer concessões subalternas e de caráter duvidoso. Repito e não canso de reafirmar: Heloisa Helena é uma estrela que brilha, e que, pelo exemplo de dignidade, dá um inegável e claro recado às novas gerações: é possível ser político e fazer política no Brasil, com decência, com honestidade, sem máculas, e tendo como ideal, servir com dignidade ao seu país. Talvez, o exemplo frutifique e cresça. E se tal acontecer, acredite-me Francisco, a estrela da senadora se transformará numa constelação. É imperioso reconhecer-se: o Brasil tem cura, tem jeito, e o mais importante. Pode e merece ter um futuro digno, sobretudo graças a estas estrelas que brilham no nosso horizonte, mesmo que isoladas.

QUANDO SÓ FALTA VERGONHA NA CARA !

No blog "No mínimo, Política & Cia", o Guilherme Fiúza tem artigo que abaixo transcrevemos (a propósito quem quiser acessar, o endereço é http://politicaecia.nominimo.com.br/)

“De lá para cá foram tantas emoções, que o cidadão comum tem todo direito de não se lembrar da festejada sigla PPP. Vai aqui uma ajuda: trata-se das Parcerias Público-Privadas, que iriam impulsionar o desenvolvimento nacional, segundo anunciava o nascente governo Lula. Bons tempos.

Chamaram este signatário de estraga-prazeres quando alertou que parcerias entre o Estado e a iniciativa privada existiam desde D. Pedro II e o Barão de Mauá, e que não fazia sentido passar um ano discutindo a tal PPP como se fosse a própria descoberta do Eldorado.

Mas uma sigla com três letras iguais enfeitando brados desenvolvimentistas é uma pauta irresistível. Contando hoje ninguém acredita, mas o projeto da PPP dominou as manchetes durante meses no início deste governo, como se JK tivesse baixado em Brasília para assumir a locomotiva do crescimento nacional.

A realidade, como sempre, é uma ingrata. Ignora desrespeitosamente as melhores intenções desenvolvimentistas (das quais, dizem, o inferno já está cheio). Resultado: a parceria público-privada, redenção do progresso nacional na era Lula, prepara-se para sair do papel a cinco meses do fim do governo. Deverá acontecer esta semana a audiência pública para o primeiro edital de uma PPP.

É bem verdade que ainda não é o edital propriamente dito. Mas chega-se lá, com um pouco de sorte. E que empreendimento será esse, que simbolizará finalmente a arrancada econômica do país? Alguma obra estratégica para o sistema energético ou viário nacional?

Não exatamente. Trata-se da recuperação de dois trechos das rodovias BR 116 e BR 324, na Bahia.

Assim nascerá a PPP: fazendo os baianos andarem mais rápido. Pelo menos alguns deles. Talvez até se livrem do rótulo de preguiçosos. Este está cada vez mais perto de virar monopólio do governo federal. “


É isso aí Fiúza. E depois quando a gente desce a lenha neste (des) governo que nos comanda, ainda nos chamam de ingratos, de preconceituosos, além é claro de nos mandarem “lavar a boca”.

Como meu avô me ensinava, nada como comer merda num dia e no outro regalar-se, o pavoneio destes últimos dias do presidente – candidato, que deitou e rolou na oposição, apresentando-se para a platéia como grande-mor beneficente dos pobres e oprimidos, o certo que o Senhor Lula da Silva é um loquaz enrolador. Sem querer ofender ninguém, quem acreditar nas suas fanfarronices é porque gosta de comer cocô e ainda regalar-se na Granja do Torto, entre uma cervejada e outra, entre uma peladinha e mais nada. (Pessoal, sem ironias, por favor). Além da história de que “agora que tá tudo ajeitadinho”, que roam o osso e deixem em paz o filet mignon (por sinal seria bom verificar se este boi foi vacinado contra aftosa, presidente, porque parece que as verbas ficaram retidas no superávit primário), é ótima a lembrança do Fiúza. Eu até já havia me esquecido desta proeza do seu governo. Mas também com tanta lambança que se aprontou neste últimos três anos, é inevitável que de uma delas a gente acaba esquecendo. Pois, teve a história das PPP, vejam só ?!

Realmente, a coleção de fracassos acumulados é uma nota muito triste para um governo que vendeu-nos esperança, mas esqueceu de pagar a conta, e ainda nos pede, sem o menor constrangimento, mais quatro anos em nome de coisa alguma. E da forma mais deslavada, agride nossa capacidade de memória, acintosamente ofende nossa inteligência e, por palavras, porque é somente disso e que é feito este “projeto de governo”, ainda aposta na nossa desinformação. Vossa Excelência se esmerou muito em colecionar fracassos, e o maior sem dúvida, foi ter traído a confiança que lhe foi entregue por 53,0 milhões de votos !

Querem mais ? Programa Primeiro Emprego. Grande festa, muitos holofotes e tal e no que é que deu ? Umas duas ou três mil pessoas empregadas, quando muito ? Para o que alardeou tanto na campanha, quanto no seu lançamento, convenhamos, o melhor seria esquece-lo. Fiasco puro. Mais outro: Programa Fome Zero, foi preciso recentemente agregá-lo às pressas ao Bolsa-Família para não reconhecerem o fracasso. Outro: Reforma Agrária. Mesmo liberando menos dinheiro, no governo FHC ocorreram menos invasões, e, pasmem, houve 30 % mais assentamentos do que com Lula. E estou comparando apenas o primeiro mandato do Fernando Henrique ! Querem mais ? Lembram-se da festa da auto-suficiência na produção de petróleo ? Muita publicidade, usando o petróleo para lavar as mãos e tal. Pois bem, a gasolina que o Brasil emprega em seus carros, precisa ser extraída de petróleo importado, porque a que produzimos não serve. Além é claro da derrapada com o vizinho ali do lado no caso do gás. E sobre a questão das PPPs saibam que o que Fiúza disse sobre sua existência, é legítimo. Existe parceria público - privada desde o Império. Como o diabo mora no detalhe, tem um pecadinho aqui que o PT ainda não entendeu: iniciativa privada sem lucro, simplesmente não existe. Se o Governo não acenar com vantagens econômicas ninguém vai investir porcaria nenhuma, porque empresário que se preze, o que menos faz é investir em massa falida. E só para lembrar mais outra balela deste (des)governo que aí está: lembram-se da festa, com todo o aparato e cerimonial, com imprensa, convidados, penetras e marketeiros, para a assinatura do Programa de Segurança Nacional, que deixaria o brasileiro vivendo finalmente no paraíso celestial da paz ? Pois como reteve todo o dinheiro do programa o que é mesmo que aconteceu? Pancadaria no povo paulista que acreditou na malandragem do programa, e na engabelação das promessas vazias. E depois, como se não bastasse saiu-se a proteger os bandidos e a culpar as vítimas. Além é claro, e nem poderia faltar, o devido e nojento uso político eleitoreiro sobre as dezenas de cadáveres de policiais, carcereiros, seguranças e até um coitado de um bombeiro, que nada tinha a ver com crime organizado. Algum apoio ou auxilio às vítimas ? Alguma mensagem de pêsames para os familiares dos entes queridos assassinados de forma cruel e estúpida, ainda saindo de casa para o trabalho, em frente à família ? Não nada. Nem uma flor sequer. Apenas para constar, a tamanha crueldade e o descaso deste governo em mostrar preocupação com os bandidos e abandonar simplesmente as vítimas, teve policial assassinado pelas costas com 18 tiros fatais ! E depois do enterro de todos, é que o governo federal lembrou do tal programa, e resolveu graciosamente liberar 100,0 milhões de reais ! Migalhas apenas dentro do projetado, prometido e também, como tantos outros engodos que o governo petista nos aplicou, não cumprido. E, mais uma só para encerrar: alguém lembra do recente programa Tapa-Buracos que recuperaria parte da malha rodoviária em frangalhos, etc, que teve propaganda na televisão, onde apareceu a cara de pau de um ministro falando dos bilhões investidos ? Esqueceram-se de mencionar na propaganda oficial um agradecimento especial à D.Marisa, pois somente graças a ela e sua insistência, e não ao ministro pela pasta dos transportes, é que o tal programa saiu do papel. E saiu de tal forma deturpada, improvisada e mal arrumada, que D. Marisa deve estar arrependida pela insistência. Pois, primeiro escolheram a temporada de chuva no Brasil para asfaltar estradas ! Ridículo maior não há. Segundo, toda a operação foi executada sem uma licitação ao menos. Não teve umazinha só. O preço do quilômetro asfaltado até hoje tem engenheiro, pondo as mãos na cabeça e provando ter sido um absurdo. E até os auditores do Tribunal de Contas da União não param de descobrir irregularidades. E quanto às estradas o que aconteceu com elas ? Bem, voces, sabem, basta uma viagem qualquer para a gente terminar em prantos pela destruição provocada no nosso carro. Ah, não esqueçamos do festival de inaugurações, com palanques, discursos, festas, agitação de bandeiras, incansáveis palmas pela claque convocada, inaugurando obras para as quais nem o terreno havia sido comprado !

Então, senhores, sejamos sinceros e aprendamos a lição: diante de qualquer anúncio sensacionalista de um mirabolante plano ou programa de governo, já sabem, Lei de Murphy neles. A propósito, o Panamericano que será realizado no Brasil dentro de precisamente 12 meses, tem obra que nem começou. Cadê o dinheiro da obra ? O gato comeu! Cadê o gato ! Deve estar em algum paraíso fiscal. Mas festa não faltou, propaganda não faltou, uso político-eleitoreiro também não. Então, o que faltou mesmo ? Somente VERGONHA NA CARA. O resto, vai bem obrigado.

terça-feira, julho 25, 2006

Lula ainda não conhece o Brasil !

Há alguns dias recebi um email de um amigo meu de Porto Alegre/RS, que me questionava sobre o por quê de estar batendo no Lula e no PT com tanta contundência, chegando a perguntar "o que tinha contra o único partido político nascido do povo?".
Respondi com rápidas palavras, de forma bem resumida, o que agora aprofundo com mais vagar. Primeiro, deixo claro, o fato de não concordar com as ideologias do PT (e são muitas), bem como de não pactuar com os métodos que ele empregou (para o bem, e principalmente, para o mal) para fazer oposição a todos os governantes que o antecederam no poder federal, o que não representa que eu seja contrário à ele. Podemos divergir nos meios mas convergir nos ideais a serem alcançados para o País.
Apenas um exemplo da minha "contrariedade": no governo do ex-presidente Fernando Henrique tentou-se, até por imperiosa necessidade de se ajustar as contas públicas, uma reforma da previdência e, todos estão lembrados, da forma violenta como o PT reagiu e se indispôs a ela. Pois bem, com o PT empossado na Presidência da Republica, e quando todos esperavam uma reforma previdenciária dentro do que até então o partido preconizava, o que se viu foi aterrador: conseguiu ser, anos luzes à frente, pior do que a apresentada no governo FHC.
Da mesma forma, quando da implantação do Plano Real, tudo o que se disse, todo o rosário de críticas que o PT alardeou pelo país inteiro, eram demonstrações, para os menos avisados, de que se urdia um enorme e maligno crime contra a soberania nacional. Pausa: graças ao Plano Real e todas as reformas dele derivadas, são hoje a base de sustentação do governo Lula. Sem tirar, nem por. E, o presidente-candidato não se cansa de exibir os feitos de seu governo justo a partir do ... Plano Real de FHC.
Aliás, Lula deveria dizer-nos em que escola de tecnologia e biologia ele estudou. Deve ter sido um brilhante aluno. A tal ponto, que o indico desde já ao Prêmio Nobel de Alta Tecnologia e Ciências Avançadas. Não vai ter prá ninguém, ele ganhará disparado o laurel máximo. O ramo de sua pesquisa ? Clonagem. Ninguém nunca foi tão clone de governo como Lula tem sido de FHC. Querem ver ?
Já referi o Plano Real. O segundo grande trunfo que Lula alardeia é o Bolsa - Famíla. Considera-se o pai do programa, só que para platéia ele não diz - e não diz porque não lhe convém - que o verdadeiro pai do Bolsa-Família esteve hospedado no governo anterior. Portanto, clonou os trunfos de FHC e posa de estadista.
Contudo, quando se pensa que o morador temporário do Palácio da Alvorada vai partir para uma campanha de reeleição com idéias e propostas (reeleição da qual ele se dizia contra, claro que antes de tomar posse), ele vem com esta pérola: “Agora que o Brasil está preparadinho, está ajeitadinho, eles querem comer o filé mignon que nós colocamos na mesa? Não. Vão ter que roer o osso primeiro. Vão ter que roer como nós roemos, porque nós agora é que vamos fazer o Brasil que pretendemos fazer a vida inteira." Isto ele disse no comício em Brasilia. Todos os jornais noticiaram, textualmente está reproduzido exatamente o que ele falou. De novo, o presidente pirotecnicamente clona a estabilidade recebida abaixo de muitas reformas (das quais ele sempre foi literalmente contra). Como os presentes ali estavam para agitar bandeiras e bater palmas e urrar louveres a sua sagacidade, ninguém lembrou ao sábio coisas do tipo: a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (implantado pela Da.Ruth), o Luz no Campo que ele espertamente mudou só o nome, além do respeito internacional na OMC, com ações vitoriosas, e que inseriram o Brasil nas conversações internacionais do G8, a redução da mortalidade infantil, a inserção de praticamente 100 % das crianças em idade escolar no Ensino Fundamental, a reforma do estado brasileiro, o salto do agronegócio, o salto das exportações, dinheiro em caixa, o equacionamento do crônico endividamento dos estados e municípios, e isto tudo tendo que matar a inflação (e conseguiu), estabilizar da economia (e conseguiu), apesar de quatro graves crises na economia mundial derivadas da Ásia, Rússia, México e Argentina, todas sem tirar absolutamente uma vírgula foram feitos do governo anterior. E mais: quando o mercado passou a entender e perceber a possibilidade de Lula ganhar em 2002, o país viveu um verdadeiro inferno no segundo semestre daquele ano. Por conta disto, o risco país subiu às alturas, o dólar disparou, houve imensa saída de dinheiro especulativo do País. Portanto, aquilo que ele diz ser "herança maldita", era o próprio risco dele chegar a presidência. Então, se teve que arrumar alguma coisa, foi fruto do risco que ele representava em razão de sua histórica de militância política, quando em nenhum momento abriu os braços para colaborar, ou estendeu uma das mãos para ajudar a construir. Sempre retraiu-se à ditar apologias contra o mal que ele dizia estavam encarnadas nos governantes que o antecederam. Além disso, seu governo fez tudo aquilo que jurou não fazer e não fez nada daquilo, que em campanha, prometeu fazer. Nota zero na promessa, nota zero na atitude e na conduta.
Ora se está "ajeitadinho", presidente, por certo não foi por obra e trabalho de seu governo. Tudo que aí está rendendo bons frutos começou antes do senhor tomar posse. Até porque, os projetos apresentados em sua campanha em 2002 redundaram em rotundo fracasso. Só prá lembrar: Primeiro Emprego. O que foi feito dele, quantos se beneficiaram ? Dois mil, tres mil, se tanto ?Reforma Agrária ? Vamos lembrar apenas do primeiro mandato de FHC. Mesmo que tivesse liberado para os movimentos cúmplices do MST menos verbas (talvez por isso mesmo ocorreram menos invasões, depredações e badernas), ele assentou 30% mais do que o seu governo em tres anos e meio. Outro exemplo: o Fome Zero, presidente, que fim levou ? Recentemente, para não confessar o fracasso, foi grudado no Bolsa-Familia prá dizer que um é consequência do outro. Como todos já sabem (e o senhor também), trata-se de pura parolagem. E aí o senhor poderia referir o FUNDEB ? Pura clonagem do FUNDEF do Paulo Renato de Souza. E os dez milhões de empregos que o senhor prometeu criar nos debates com o Serra ? Está lá gravado, foi nos estúdios da TV Globo, presidente! Grande parte da população também assistiu (e aqui não vale dizer que é mentira plantadad pela imprensa neoliberal). Em seu site, onde a mentira campeia e corre solta com números superdimensionados, ora se fala em 4.500.000 ora se fala em 6.000.000 de empregos. Na média, ficamos pela metade, cinco milhões. Da promessa, realizou-se 50%. E mais: todos os empregos criados em seu governo, é preciso que se diga, são derivados dos investimentos privados iniciados ao final dos anos 90, quando o país atingiu a estabilidade, e também pelo salto das exportações e agronegócio e que vinham ocorrendo desde o segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique. E olha que o mundo nunca foi tão própero para os negócios, sem crises internacionais, sem quebradeiras, durante o tempo que o senhor preside o Brasil ! E, nem por isso, o país avançou. Não na forma que o senhor imagina ter avançado. E que tal lembrá-lo de que o Plano de Segurança, assinado com festa, pompas e marketeiros presentes, fracassou pela razão direta que os recursos ficaram retidos nos cofres do Tesouro Nacional! E olhe que a arrecadação aumentou muito! Apesar do senhor esquecer dos aposentados da iniciativa privada, reveja as razões do veto ao reajuste de 16,5%, por favor ! O incremento de 8,0 bilhões de reais que o aumento provocaria no item despesas com beníficios, não quebram a Previdência, Presidente. Como o senhor tem preguiça de ler, peça a um de seus assessores de coisa nenhuma, para ler relatório dos Auditores Fiscais sobre o tão propalado déficit da Previdência. Garanto que o senhor se surprenderá. Não há déficit, há superávit. Basta apenas e tão somente que o malandro e esperto que lhe apresentou os cálculos, inclua no item RECEITAS, as provenientes da CPMF, CSLL e da COFINS, por serem todas, conforme dispões as leis que as criaram, receitas previdenciárias. Aliás, a COFINS, senhor presisdente, é tão previdenciária quanto diz seu próprio nome.
Ora, caro presidente Luis Ignácio Lula da Silva: baseado no relato acima é de se perguntar, quem roeu osso de quem, Fernando Henrique e equipe que tiveram que arregaçar as mangas e trabalhar, traçar planos e estratégias, renegociar a dívida financeira com a comunidade internacional para oxigenar as finanças públicas, permitindo melhor drenagem para atender aos compromissos de custeio da máquina pública, redesenhar o estado brasileiro cuja administração foi destruída no governo Collor,implantar reformas mesmo sob sua forte e ferrenha oposição, algumas inclusive de caráter impopular, negociar com o congresso nacional (apesar dos 300 picaretas que o senhor afirmou que haviam lá), sem precisar recorrer ao expediente do mensalão, ou o senhor, que nada fez, que passou oito anos teimando que não ia dar certo, e na hora de colher os frutos do trabalho quem recebeu de bandeja e mão beijada foi o seu governo ? A menos é claro que o senhor tenha governado outro país que não o Brasil, já se vê que quem está saboreando um gostoso e suculento filet mignon, todos os finais de semana na Granja do Torto, tem sido Vossa Excelência. Talvez esteja comendo tanto filé que, empanturrado, já não consegue discernir o errado do duvidoso.
Nesta fase de campanha para a eleição, o que o país está a esperar de suas excelências, os candidatos, são as propostas de como resolverão questões prioritárias ao desenvolvimento do País. Aí, o senhor, que é presidente, e que deveria manter a liturgia do cargo que ocupa, e independemente da roupa suja ou não dos demais candidatos, estando à frente das pesquisas de intenção de voto há mais de seis meses, quando deveria dizer o que está preparando em termos de propostas e projetos, vem e manda a oposição lavar a boca ? Ou, quando a oposição faz e cumpre o seu papel constitucional, o senhor vociferar que é por preconceito ? Se fazer oposição de idéias, fiscalizar os atos do poder executivo para que não cometa abusos, e acompanhar de perto o andamento da máquina pública para apontar (como vou dizer ? ahn...?) "desvios de conduta", se para o senhor isto é preconceito, Senhor Presidente, só devo entender que o senhor diga isto por puro desconhecimento do seja democracia. E olha que esta oposição que aí está até foi muito condescente com o seu governo, pois respeitou e poupou o seu ministro da fazenda, e até ao senhor, no centro do furação chamado mensalão. Tivesse a oposição se portado à maneira do PT, por exemplo no governo Collor, e hoje o senhor estaria em casa, devidamente cassado (ou teria renunciado a exemplo de muitos dos seu correligionários companheiros). E lavar a boca, convenhamos presidente, longe, muito longe mesmo está o seu entendimento do que se passa à sua volta. Senão vejamos: quem, presidente Lula, fez as denúncias do mensalão ? Roberto Jefferson ? (Lembre-se que bem no início do escândalo, o senhor disse de daria um cheque em branco para o companheiro Jefferson?), (só não sei se assinado, é claro). E acaso o deputado não pertencia a sua base de aliança política? Portanto, presidente, os partidos de oposição fizeram as investigações que se exigia que fizessem não por oposição, mas por responsabilidade de ofício. E, quem foi que, numa entrevista concedida lá França, no ano passado, quando perguntado sobre o mensalão e o caixa 2, respondeu que "o PT não fez nada diferente do que em política se faz no Brasil há muitos anos ". Ou seja, ao invés de negar, o senhor endossou e justificou o crime. Quem, presidente Lula, usou muitas vezes a seguinte expressão "recursos não contabilizados" ? Acredite, presidente, não foi ninguém da oposição. Poderia até me estender mais, mas creio que o momento é oportuno para perguntar-lhe: quem tem preconceito de quem ? E se é a oposição mostre-nos onde se deflagra o preconceito ? E, quem presidente, precisa lavar a boca, a oposição que até procurou sustentar-lhe no Poder e o senhor a chama de "preconceituosa", a oposição que apenas investigou os crimes praticados pelos companheiros que o senhor chamou de "erros" quando na verdade são crimes ? O ex-Presidente Fernando Henrique que roeu osso e deixou para o senhor um país melhor, mais ajustado e com a economia estabilizada, ou o senhor, que sem projeto algum a não ser, é claro, de poder e de aparelhar o estado com gente sem competência, numa mistura incompreensivel de público com o privado ? Presidente, aceite humildemente a sugestão de um brasileiro indignado com o seu governo: em boca fechada não apenas não entra mosca, como também, dela não sai besteira.
E para encerrar, senhor Presidente, nesta apresentação do Brasil que o senhor insiste não conhecer, porque nunca soube de nada, diga-nos com sincera humildade, sem precisar pedir prô Tarso Genro dar a versão oficial, donde o senhor tira tanto rancor, presidente ? Procure assistir seus dicursos, presidente, e veja se aquele ódio e rancor que destilam de suas palavras, muitas vezes grosseiras e rasteiras, principalmente quando se refere a "eles" , "o outro governo", "o governo deles", analise bem e diga-nos: o por quê do ódio e o por quê do rancor ? Presidente, sinceramente, quando a televisão começa a exibir um vídeo de parte de seus discursos principalmente em comícios, aconselha-se as crianças sairem da sala. Seus dircursos se tornaram inadequados para menores no horário em que são exibidos na televisão ! Modere-se mais, presidente, aceite que a essência da democracia é, dentre outros princípios, aprender a conviver com o contraditório, com os adversários. A gente sempre tem alguma coisa para aprender. Ninguém detém a verdade absoluta. Porque do contrário ficarei imaginado que a razão de tamanho e enfurecido rancor se deve ao fato de que Fernando Henrique é tratado como estadista e o senhor não. Ou seja, o senhor deve ter algum ciúme dele, sim. O ex-presidente nunca se negou, por exemplo, a conversar com a imprensa, o senhor foge dela como o diabo da cruz. Ele sempre tratou seus adversários com respeito, sempre chamou-os para o debate, sempre procurou negociar com todos. Ao contrário, o senhor não perde tempo para atacar de forma destemperada. O ex-presidente retirou-se do governo para a vida pessoal e não carregou nada do cerimonial. Contudo, mundialmente, é respeitado e encontra porta aberta por onde passa. Isto, presidente Lula, é parte do perfil de um estadista, cuja primeira virtude é ser humilde, ao passo que o senhor é arrogante, como são todos os petistas emperdenidos. A segunda, é que é preciso saber conviver, e bem, com seus adversários, no que FHC foi exemplar. Você, Lula, se desequilibra e se melindra com a crítica mais insignificante. A terceira, é que o estadista governa o País possuindo debaixo do braço um plano de governo para todos, e não apenas para aqueles que não sabem de nada, e não sabem porque não podem reclamar, porque são beneficiados pelo assistencialismo que cobra voto. Com a mesma mão com que seu governo dá alguma coisa para alguém, se serve para cobrar o reconhecimento. Com este perfil, mesmo que fique 50 anos no poder (gente não se assustem, é só uma suposição medonha), o senhor jamais conseguirá aprender a ser estadista.
E nisto, caro presidente, não há preconceito. É constatação. Por exemplo, jamais um estadista admitiria que alguém de seu partido incentivasse os militantes a praticar guerra suja na internet contra seus opositores, com ameaças sórdidas. Imediatamente, o verdadeiro estadista repreenderia o correligionário e pediria desculpas à nação, respeitando a constituição no que ela determina quanto à livre manifestação do pensamento. E, por fim, um estadista não gritaria para a oposição lavar a boca por fazer oposição, porque ela justamente ali está para referendar e assegurar o pleno estado de direito, onde as liberdades e os direitos de uns não se sobreponham aos dos outros. O senhor, por seu destempero, crônico e endêmico, pode até discordar de seus críticos e opositores, destilar seus rancores e ódios. Nisto até consentimos, a contragosto é bem verdade, mas consentimos. Mas, em lugar algum está escrito que, em sendo presidente, o senhor se valha do discurso rasteiro e demagógico para tentar calar a nossa voz. Repito aqui o que já disse em outros espaços. O senhor não descobriu o Brasil, o senhor não construiu o Brasil, o senhor não é dono do Brasil, e se deseja tanto um curral eleitoral para vociferar e ficar amuado pela crítica, e ser tratado como um Deus, esteja à vontade: como a Bolívia e a Venezuela são vizinhos, e Chavez e Evo Morales lhe fizeram juras de amor eterno, mude-se para lá. Ninguém, nem o senhor com sua moral, sua história, seu passado de militância e de metalúrgico, conseguirá pôr o Brasil a cabresto de um partido ideologicamente rançento e carcomido. O Brasil é aqui e os brasileiros somos todos nós, pobres, classe média, ricos, muito ricos, pequenos, médios e grandes empresários, grandes e pequenos agropecuaristas, pretos, brancos, indios, imigrantes de todos os cantos do mundo. Se quiser pode mudar-se. Fique à vontade. Mas enquanto aqui estiver, respeite ao menos a nossa inteligência, e pare de tratar-nos como seus empregadinhos oportunistas e subservientes. Quem paga o seu salário, senhor presidente, é toda a imensa nação brasileira, portanto, quem é empregado de quem ? Quem deve obedecer a quem ?