Se diz que dona Dilma abriu mão do sigilo eterno dos documentos “secretos”, mas não abre mão do sigilo dos gastos da Copa do Mundo. Apesar da reação contrária de todo o país, a presidente insiste que ocultar orçamentos é uma forma de se prevenir da vigarice das empreiteiras. Besteira: se com os preços abertos elas, aliadas aos políticos, já roubam e desviam horrores, imaginem não precisando declarar os valores que desviarão dos cofres públicos em nome da pressa!
Na verdade, as empreiteiras sempre agiram desta forma: se valem desta fome insaciável dos políticos em produzirem monumentos ao nada para apresentarem para os eleitores, e cobram os absurdos que todos conhecem. Mas, especificamente, em relação às obras da Copa, nem tanto se deve criticar empreiteiras, e sim o próprio governo petista que sempre foi bom de palanque mas ruim de serviço. Jogamos no lixo quatro anos de absoluta incompetência, apresentamos uma candidatura de araque já que montada em fatores fictícios pois nada do que se disse que o país possuía em estrutura para abrigar estes eventos era real, na verdade não passava de pura fantasia e marketing. Vendemos um produto que nunca tivemos, apresentamos uma capacidade que nunca comprovamos e nos habilitamos em realizar eventos para os quais o país jamais teve condições mínimas de sediar.
Moral da história: VAMOS TORRAR CEM BILHÕES DE REAIS, que serão desviados da saúde, da educação, da segurança, da infraestrutura, do saneamento, do transporte público, e tudo apenas para fazer a festa dos políticos imbecis.
A reação da sociedade contra o troço chamado de RDC, o tal Regime Diferenciado da Corrupção, acendeu a luz amarela no Senado que promete acabar com a patifaria. Dilma, através de sua ajudante de ordens, já mandou o recado de que não aceitará mudanças no texto aprovado na Câmara. Que a presidente me desculpe, mas neste caso, ela não tem que fazer beicinhos ou ficar de mau humor. Não há nenhuma justificativa razoável que autorize gastos públicos desta proporção sem a devida transparência, sem a divulgação obrigatória para a sociedade, já que é do bolso dela que virá a bufunfa. Fosse Dilma a financiadora da farra, vá lá. Mas, não é: é este povo todo que vive aflições e carências de todo o gênero no campo dos serviços públicos conforme temos visto aqui todos os dias. Portanto, decretar sigilo em despesa pública é entender que o Estado não deve satisfação à sociedade que o mantém. Não só deve como está obrigado, inclusive pelo texto constitucional.
Passa da hora deste governo petista aprender a governar o país respeitando os limites legais a que qualquer governo democrático está sujeito.
Em tempo: quando Sarney se colocou contrário a tese do “sigilo” dos gastos, muitos entenderem que, se até ele era contra, então era porque a sujeira não era pouca. Porém, Sarney não defendia a transparência obrigatória que deve nortear qualquer gasto público. Ele como que “legislava” em causa própria. Agora se sabe que ele está “advogando” junto à Presidência meros 42 cargos públicos, ou bocas ricas, bancadas às custas dos contribuintes. Se engana quem pensa que Sarney age no interesse do país. Ele jamais abrirá mão de seu exclusivo interesse pessoal, para beneficiar o Brasil. Assim, a taxa de sucesso do Sarney para acompanhar a putaria que se tenta decretar em relação às obras da Copas é o troca-troca com cargos em nome dos afilhados.
E o bandido foi adotado pelo governo -
Finalmente, Battisti ganhou visto de permanência no Brasil. Agora, o canalha foi igualado a um de nós brasileiros (arre!). O governo organizado para o crime, devidamente autorizado por este incrível STF, abrigou em definitivo no seio da população honesta do país, um bandido de carteirinha. Talvez até lhe conceda um cargo público para completar a bandalheira em que se transformou suas ações estúpidas inauguradas por Lula em 2003. Tarso Genro, este desmiolado (isto para ser singelo com a figura) governador do Rio Grande do Sul, disse que Battisti merecia ficar entre nós. Espero que o “nós” do Tarso seja no meio da turma de cretinos que o cerca, não no meio do povo decente e que trabalha e paga impostos. Cafajeste desta laia o país dispensa.
Nesta semana, um procurado pedófilo americano, que vivia muito bem entre nós, se entregou à Polícia. Provavelmente, deva ser extraditado para os Estados Unidos na velocidade da luz. Não por ser pedófilo, mas por não se dizer de esquerda. Tivesse abraçada a causa bandida e, muito provavelmente, seria agraciado pelo governo com direito a assistência de um advogado do próprio partido, como aconteceu com Battisti.
Se Bin Laden tivesse fugido para o Brasil, é provável que o governo petista lhe concedesse asilo político em nome de uma qualquer causa “nobre” – matar “usamericanus” – e o colocasse em uma Secretaria Especial de Relações Internacionais, onde tem assento garantido os melhores canalhas que o país consegue produzir ou importar. E nesse caso, convenhamos, Bin Laden traria um enorme know-how para a causa petista...
O golpe contra a legalidade –
Se anuncia que a ministra Ellen Gracie vai se retirar do Supremo Tribunal Federal. Pena. Será menos uma constitucionalista naquela Corte, já tão vazia de juízes que respeitam a função principal da toga que vergam, que é a defesa intransigente do texto constitucional. Provavelmente, dona Dilma vá indicar mais um Fux da vida, dando imensa maioria de votos para a turma que acha que o texto da lei não é o limite de atuação de um magistrado. Eles entendem que podem, de forma arbitrária e ilegal, mudar a própria lei a revelia, gerando uma tremenda insegurança para todos os cidadãos.
O juiz que, em Goiás, (vejam a entrevista que ele concedeu à Veja reproduzida mais abaixo), resolveu anular o casamento de homossexuais, periga responder a processo interno na Corregedoria, tudo porque, vejam o absurdo!, ele decidiu com base na Constituição que a união estável só pode acontecer entre um homem e uma mulher. Como a maioria do Supremo Tribunal resolveu achincalhar com a lei maior do país, e muito embora a Constituição não tenha sido alterada nesta questão, vai se tentar punir o juiz que a fez cumprir. É o cúmulo do absurdo! Vivemos tempos difíceis em que a legalidade é determinada não pela lei, mas pela opinião circunstancial de magistrados que adotaram o direito das ruas empurrando o estado de direito democrático para a lata do lixo.
Se o STF não mudar sua postura, se degradará rapidamente. O pior desta queda é arrastar toda a sociedade para a barbárie. Exagero? De forma alguma, basta que lembremos de decisões do tipo a que determinou a delimitação continua na Reserva Raposa do Sol – os índios estão hoje sem emprego, sem assistência, passando fome, doentes, abandonados pelo Estado e largados à propria sorte -, a que liberou passeatas onde se confundiu apologia ao crime com liberdade de expressão, esquecendo a letra da Lei Penal e da própria Constituição, o abrigo dado ao criminoso italiano Battisti rasgando tratado internacional firmado pelo país, a união estável a homossexuais em desacordo ao texto constitucional, e assim vamos indo ladeiro abaixo. Para manter Battisti, o STF decidiu ligeiro. Para liberar passeatas com apologia ao crime, o STF também foi muito rápido. Contudo, ninguém consegue entender por que razão até hoje, mais de um ano – exatos 692 dias -, o STF mantém o jornal O Estado de São Paulo amordaçado, sem liberdade de expressão, sem poder noticiar as investigações sobre crimes da Família Sarney. Vai ver que é por isto que Sarney defende tanto o sigilo eterno de documentos do Estado. Quem sabe se o jornal mudasse de nome...
Este STF, ou a grande parte que o está transformando, é e tem sido muito mais motivo de vergonha do que de orgulho. A maioria de seus magistrados não está sabendo honrar a tradição, história e a própria função republicana daquela Corte. Suas audiências transmitidas ao vivo, tem se revelado mais num bate-boca de botequim de muambeiros da lei do que na instância mais alta da Justiça Brasileira.
Diz-se que decisão judicial, não se discute, se cumpre: E-R-R-A-D-O. Decisão judicial se cumpre, sim, mas discuti-la é um direito que assiste a qualquer cidadão, até porque a Justiça - a brasileira, então, nem se fala -, não é imaculada, não é perfeita. É falha – e como!, e por isso existem “recursos” – é passível de errar. Contudo, a alta corte de qualquer país, por ser o último degrau do Judiciário, e porquanto suas decisões são deliberadas de forma colegiada, deve reduzir a possibilidade de erro ao mínimo possível. Ao contrário, porém, o nosso STF prefere seguir caminhos transversos, que se chocam com o texto legal. Se criticá-lo já era e é um direito de todo cidadão pela condição de ser ele, em última instância, o patrão do Estado, este direito se torna mais ascendente quando o nosso tribunal escolhe o caminho estranho de julgar de acordo com qualquer coisa, menos conforme a lei. E isto representa arbitrariedade, longe, portanto, de ser legalidade. Ao juiz compete abraçar a ordem legal, e não “causas sociais” como tem sido praxe por parte de alguns ministros do STF.