quinta-feira, setembro 20, 2007

Parece coisa de García Márquez

Augusto Nunes, Coisas da Política, Jornal do Brasil

O Brasil nasceu por engano. Porque buscavam o caminho das Índias, não terras à espera de visitantes vorazes, as três caravelas que em abril de 1500 perderam o rumo tão espetacularmente que acabariam perdidas no outro lado do planeta se não tivessem topado, no meio da rota equivocada, com aquele mundão de praias infinitas, areias brancas lambidas por ondas verdes ou azuis, matas e flores espantosas, muita fruta sumarenta e, melhor que tudo, todo mundo nu.

O Brasil nasceu predestinado à safadeza, avisava aquela gente cor de cobre, sem roupas no corpo nem pêlos nas partes pudendas, os homens prontos para trocar preciosidades por quinquilharias, as mulheres prontas para abrir as pernas e o sorriso para qualquer forasteiro, pois nenhum nativo sabia que havia pecado do outro lado do grande mar, e portanto não eram tementes a um Deus que desconheciam.

O Brasil nasceu carnavalesco. Nem um Joãosinho Trinta em transe com o baticundum juntaria na Sapucaí um padre de batina erguendo o cálice sagrado, navegantes fantasiados de soldados medievais, marinheiros em trajes de domingo, índios com a genitália desnuda, a cruz dos cristãos contrastando com arcos, flechas e bordunas. Foi essa a paisagem da primeira missa no Brasil, coreografada involuntariamente pelo frei Henrique Soares.

O Brasil balançou no berço da maluquice desde o primeiro minuto. Marujos ainda mareados pela travessia do Atlântico e perturbados pela visão do paraíso decidiram que aquilo era uma ilha das boas, e deveria chamar-se Ilha de Vera Cruz, e assim a chamaram até perceberem, incontáveis milhas depois, que era muita orla para uma ilha só, e pareceu-lhes sensato rebatizar o lugar com o nome de Terra de Santa Cruz, porque disso ninguém duvidava: era firme a terra em que haviam pisado.

O Brasil nasceu com muita preguiça e pouca pressa. Passou a infância na praia, e demorou 200 anos para enfim animar-se a escalar o paredão que separava a orla do Planalto, e esperaria mais um século até aventurar-se pelos sertões estendidos por trás das cortinas de mata virgem, porque sempre deixou para depois o que podia ser feito agora.

Passados mais de 500 anos, a geléia geral brasileira só não merece o estigma da incoerência, pois o Brasil parido pelo equívoco hostilizou os civilizadores holandeses para manter-se sob o jugo do império português, o Brasil amalucado teve como primeira e única rainha uma doida de hospício, o Brasil da safadeza forjou a dupla Pedro Primeiro e Chalaça, o Brasil preguiçoso foi o último a abolir a escravidão, o Brasil sem pressa foi o último a virar República, o Brasil carnavalesco inventou a primeira-dama por uma noite e sem calcinha.

A troca de regime não mudou a essência da geléia geral brasileira, informa o cortejo dos presidentes do Brasil republicano, que parece coisa de doido mesmo aos olhos de napoleões de manicômio por incluir, entre tantos destaques, um cinqüentão caduco, um doido de carteirinha, um general com radinho de pilha no coldre, outro que não resistia ao cheiro de cavalo, um topete sem cérebro, um cérebro sem neurônios e um criminoso vocacional.

O país nascido sob o signo da insensatez teve um imperador com 5 anos de idade e hoje é governado por um presidente que freqüentemente lembra um menino. Com um órfão no trono, o país não sentiu medo. Com um sessentão no comando, o Brasil que pensa se sente sem pai nem mãe

Eremildo vai a Mônaco

Elio Gaspari , Folha de São Paulo

O idiota quer batalhar a extradição de Cacciola com a ajuda de 46 senadores, mais Renan Calheiros

EREMILDO é um idiota. Ao ouvir que o ministro Tarso Genro admite a possibilidade de viajar a Mônaco para negociar a extradição do vigarista Salvatore Cacciola, resolveu oferecer seus serviços ao governo. Ele pretende pedir ao companheiro Hugo Chávez que lhe consiga um avião para levá-lo ao principado. (Como o líder bolivariano providenciou transporte para devolver os boxeadores Rigondeaux e Lara ao éden comunista cubano, não haveria de negar ajuda a uma missão de resgate de um renegado capitalista capturado no paraíso da plutocracia européia.)

O ministro disse que, "se nossa presença ajudar a acelerar a extradição, estamos dispostos a viajar, se necessário". Mônaco no verão é um sacrifício que Eremildo está disposto a fazer. Se Tarso Genro quisesse ir ao Rio para procurar o cidadão Jorge da Silva Siqueira Neto, sumido há duas semanas da favela Kelson's, não poderia acompanhá-lo.

O idiota sabe que, sozinho, não trará Cacciola de volta. Por isso, pretende viajar com uma comitiva de 47 senadores, chefiados por Renan Calheiros. Uma vez na terra, os doutores poderão perder umas horas no cassino, mas o Eremildo tem outra devoção. Irá para a catedral de São Nicolau com uma braçada de flores de pétalas brancas e rosa. Vai deixá-las no túmulo da princesa Grace Kelly, que morreu há exatos 25 anos numa curva de estrada da Côte d'Azur. Ele sabe tudo da vida dela, inclusive da sua premonição, confirmada por um feiticeiro, de que morreria num desastre de carro.

O idiota acha que ir a Mônaco para resgatar Cacciola é uma missão patriótica, porém tem suas dúvidas. Há um mês, a Justiça local libertou Ted Maher, o enfermeiro que, na melhor das hipóteses, provocou a morte por asfixia do banqueiro Edmond Safra. Na pior, ele passou oito anos numa cana com vista para o mar para que não se fale mais no assunto.

Eremildo acha que o caso poderia ficar nas mãos da diplomacia brasileira e de um bom advogado de Mônaco. As chances de Cacciola não chegam a 3 em 10. Extraditado, não terá o conforto da suíte que usufruiu no Ponto Zero, no Rio. Um interesse exibicionista do governo leva água para a defesa do finório. É verdade que ele fugiu do Brasil e hoje está condenado a 13 anos de prisão, mas também é certo que saiu da cadeia, antes da sentença, por decisão de um juiz do Supremo Tribunal Federal. Eremildo acredita que a chegada do ministro sugeriria que o comissariado tem interesse político no resgate.

Prontifica-se a ir com sua comitiva porque um idiota notório, acompanhado de 47 experimentados senadores, leva outro tipo de mensagem.

Albert 2º, o atual monarca do bairro, pode ajudar o Brasil. Desde 2005, quando o principado negou residência ao malandraço Sir Mark Thatcher, percebe-se um esforço para livrar o ancoradouro da fama de valhacouto de piratas. (Mark é filho da padroeira dos papeleiros liberais e meteu-se num golpe de Estado na Guiné Equatorial.)

Fica mais fácil para o príncipe dizer que atendeu a um pedido de um idiota, amparado na lei, do que explicar aos miliardários da côte que ouviu os argumentos de um ministro cuja polícia extraditou dois atletas cubanos recuperados de um surto de insânia contra-revolucionária.

Senadores eleitos na garupa

Villas-Bôas Corrêa, Jornal do Brasil

Os senadores biônicos foram criados pelo presidente Ernesto Geisel, no espasmo autoritário do pacote de abril de 1977, que começou fechando o Congresso em 1º de abril, no dia da mentira, e duas semanas depois mudou as regras eleitorais para manter as eleições indiretas para governadores, aumentou para seis anos o mandato presidencial e transformou em passe de mágica um senador por Estado no monstrengo eleito pelas assembléias legislativas.

Pretexto então invocado é de um cinismo exemplar: o governo do general-presidente pretendia elevar o nível da Câmara Alta escolhendo um dos três senadores por entre os grandes vultos da cultura nacional, mas ruins de voto.

Mas foi no apagar das luzes do mandato do general-presidente Ernesto Geisel que a Lei n° 6.534, de 26 de maio de 1978, gerou a sua obra-prima do casuísmo: o senador sem voto, sem único votinho, que chega ao Senado na garupa do titular legitimamente eleito e apeia para sentar na cadeira vaga no plenário pelas mais variadas justificativas: do falecimento do eleito às licenças para exercer cargos em todos os níveis do Executivo, até em autarquias de atrativos suspeitos.

Na escala da desmoralização do Legislativo - com a série de escândalos que batem recordes nacionais na atual legislatura dos 40 denunciados pelo procurador-geral da República por formação de quadrilha e desvio do dinheiro público e o repique no velho, austero e respeitável Senado de outros tempos e modas, com a absolvição do seu presidente, o galante senador Renan Calheiros e suas trapalhadas amorosas e em transações suspeitas - os senadores que apearam da garupa dos titulares tiveram atuação destacada.

É uma turma que dribla a urna pelas mais diversas malandragens. Alguns são parentes premiados pela prodigalidade doméstica, outros os amigos endinheirados e que abrem a carteira para o financiamento de campanhas e, afinal, certos tipos que desafiam explicações.

Ao sabor das ondas da ressaca política, o número de suplentes sem voto incha ou encolhe. No governo de superlativos do modesto presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os senadores de garupa batem o recorde: são 14 os que votaram na moita do voto secreto na histórica absolvição do presidente Renan Calheiros.

Francamente, é demais. Na desenxabida reação oposicionista, ainda zonza com a derrota inesperada, o murmúrio de correções viáveis que não merecem ser chamada de reformas remexe o baú de propostas de emendas constitucionais esquecidas nas gavetas da burocracia parlamentar. Desde a insensata e provocadora extinção do Senado, saudada no esperneio do 3º Congresso Nacional do PT pelo presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini, à redução do número de senadores e deputados (de exemplar conveniência, mas absolutamente inviável) e o desmonte dos senadores sem voto para o retorno ao modelo clássico da escala de suplente pelos mais votados na chapa do partido ou da coligação.

Com a volta do presidente Lula do seu giro pelos países nórdicos para uma curta temporada em Brasília até a próxima viagem aos Estados Unidos da agenda dos seus compromissos pelos quatro cantos do mundo, o senador Renan Calheiros junta algumas sólidas razões para confiar mais um êxito no seu julgamento pelo Conselho de Ética. Da sua coleção de aborrecimentos, este é o menos preocupante, pois até a oposição anunciou que guardará a munição para as etapas seguintes.

Afinal, a denúncia que o presidente do Senado teria procurado beneficiar a Schincariol em acertos com a Receita e o INSS após a compra de uma empresa do seu irmão, deputado Olavo Calheiros, da ilustre bancada do PMDB de Alagoas, não se ampara em documentação convincente.

E, afinal, o Senado anda precisando de uma trégua para respirar fundo e votar, que a pauta inchou no sufoco das negociatas.

Cultura comunista

por Ipojuca Pontes, site Diego Casagrande

Quando os ideólogos do governo petista falam na “administração de políticas públicas” para o fomento da cultura, a primeira providência que tomo é esconder a minha magérrima carteira. É que nesta simples conjunção de palavras - “políticas públicas” - se escamoteiam hoje todo um vasto mundo de parasitismo corporativo, dirigismo artístico, malandragem política, controle burocrático e, inevitavelmente, o aumento imediato da carga tributária para o usufruto de militantes que usam as artes como “ferramenta” ideológica da “luta social”.
Fui jornalista no Recife quando a prefeitura comunista de Miguel Arraes instituiu, em maio de 1960, o Movimento de Cultura Popular, MCP, que, a pretexto de alfabetizar adultos, visava, de fato, despertar “a consciência política das massas trabalhadoras” no intuito de fomentar a “mudança revolucionária”. Cheguei a entrevistar um dos seus fundadores, o escultor Abelardo da Hora, integrante do Partido Comunista Brasileiro, entusiasta da instrumentação da arte popular para “melhorar a capacidade aquisitiva de idéias sociais e ampliar a politização das massas, despertando-as para a luta social”. No Recife do prefeito Arraes, tal como no Brasil de Lula, a agitação esquerdista no campo cultural corria solta impulsionada pela grana extorquida da patuléia ignara.

De fato, o modelo adotado pelo MCP pernambucano – e mais tarde reproduzido e subvencionado no Rio pelo CPC da UNE (entidade, por sua vez, financiada por Jango) – era, na prática, o mesmo protagonizado pela ação revolucionária da “ujamaa”, tendência do chamado “socialismo africano” então emergente, por exemplo, na Tanzânia. Lá, nos confins do Terceiro Mundo, o então presidente Julius Nyerere, com a triste experiência da sua coletivista “ujamaa” só fez ampliar a fome e a miséria, inspirando Franz Fanon, o fanático mentor da Universidade Dar-Es-Salaam, escrever “Os Condenados da Terra” – obra virótica que pregava a “violência purgante” como força “para liberar o nativo do seu complexo de inferioridade”. Fanon era um psicopata: queria devolver a auto-estima dos africanos vertendo o sangue dos inocentes.

No Brasil atual as “políticas públicas” adotadas no campo da cultura obedecem rigorosamente aos cânones estabelecidos no 7º Encontro do Foro de São Paulo, realizado em Porto Alegre, em 1997, cujas resoluções subscrevem, em outras palavras, os postulados do velho MCP de Arraes e Abelardo da Hora. Neles, os chavões em torno do “imperialismo ianque” foram substituídos pela condenação sumária do “neoliberalismo” e o apelo da “conscientização política das massas” transformado na vigente “construção da cidadania cultural” – mas no resumo do trololó comunista os objetivos continuam sendo os mesmos: fazer das atividades artísticas e culturais um aríete para a formação e manutenção do Estado socialista.

Neste campo difuso - onde o governo socialista do PT conta com os bilionários e permanentes recursos da Petrobras e dos bancos estatais - vale tudo: criação de cursos e escolas orientados por “especialistas” cubanos, realização de filmes (milionários) de denúncia social, produção de shows e peças teatrais engajados, patrocínio de livros tendenciosos empenhados em “resgatar a verdade histórica do povo”, promoção variada de festivais, encontros, seminários e eventos incentivadores da luta de classe, financiamento de dezenas de fundações (como, por exemplo, a Perseu Abramo) voltadas diuturnamente para a consolidação da integração das esquerdas latino-americanas.
Se o amigo duvida, basta ler as atas do Foro de São Paulo: a proposta subversiva é detonar o financiamento de incontáveis “polos culturais” que inoculem na população o vírus coletivista. Para seus mentores, em nome de uma falsa “diversidade cultural”, a ordem é “contrarrestar” (palavra inexistente na língua portuguesa, importada de Cuba) os valores fundamentados “na competência, na desigualdade e no individualismo”. E, sobretudo, combater a ética do mercado exposta pela “mídia capitalista”, empenhada na divulgação do produto cultural de caráter “volátil, banal, superficial e fugaz”. (Como se a arte gerada no escuso ventre do comunismo soviético ou cubano tivesse colocado no mundo outra coisa que não lixo ideológico e propaganda barata).

Sem levar em consideração que a língua falada por aqui é a portuguesa, e que a maioria das nossas manifestações culturais – inclusive a popular - veio com o colonizador, o grande e infalível golpe para justificar a abertura dos cofres públicos é, para essa gente, “a busca da identidade nacional” – uma melopéia, sempre sonora aos ouvidos da nação ignorante e muito conveniente para se combater as manifestações culturais alienígenas, especialmente as importadas dos Estados Unidos.

Em cima de tais conceitos obscurantistas, expostos durante o XIII do Foro de São Paulo em El Salvador, ocorrido em janeiro de 2007, os dirigentes da esquerda foram intimados a encarar, para efeito de distribuição de verbas, a “função política do labor artístico para a formação de uma visão funcional da cultura”, ou seja: “a arte como ferramenta da transformação revolucionaria”.

Tal chicana ideológica, que visa influir diretamente sobre as idéias, valores e sentimentos da criatividade artística e do comportamento social, obviamente não tem nada a ver com a cultura, o saber intelectual e o esforço individual e coletivo para o aprimoramento da civilização. Tudo não passa de um embuste fanático e desavergonhado para se criar um Estado totalitário que, no plano cultural, sabe-se, só gerou o confinamento e a prisão de milhares e milhares de artistas e intelectuais, dos quais o Prêmio Nobel Aleksander Solzhenitsyn, do “Arquipélago Gulag”, é o mais notório exemplo.

Mantega muda o discurso sobre a crise

Para ministro, Fed sinaliza que turbulência demora a passar

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou ontem que o corte nas taxas de juros pelo Banco Central dos Estados Unidos (Fed) é um reconhecimento de que a turbulência nos mercados financeiros internacionais "é mais séria do que se pensava e que ainda vai demorar algum tempo para se dissipar".

Para Mantega, a decisão do Fed é uma reação à possibilidade de redução da atividade econômica nos EUA. "Não há uma preocupação com a inflação. Então, a preocupação agora é com uma possível deflação proveniente da desaceleração da atividade" afirmou.

Mantega disse acreditar que a redução dos juros indica que o Fed está disposto a propiciar uma acomodação mais suave do mercado à crise. "Em vez de ser uma acomodação mais brusca, mais forte, estão optando por um ajuste mais suave", disse. Ele espera que haja um alívio para o crédito e para as taxas de juros. "Foi uma decisão sábia que será muito positiva para os mercados e para atenuar essa crise internacional."

No entanto, alertou que a decisão do FED não significa que a turbulência internacional tenha terminado. Segundo ele, a crise é séria, de grandes proporções, e está atingindo mais as economias avançadas do que as economias emergentes.

"Ainda vão pipocar problemas em instituições financeiras, principalmente em países avançados", previu. "Nós só podemos ter uma avaliação do pior dos cenários depois dessa turbulência se dissipar. Ela ainda não se dissipou", disse. Para Mantega, o Brasil tem atravessado "muito bem" a crise nos mercados financeiros. Mas ele admitiu que uma desaceleração na economia mundial, principalmente na China e na Índia, poderá provocar queda nas exportações brasileiras de commodities.

O ministro avalia que essa perda no mercado externo seria compensada com o aumento do consumo interno. Para o ministro, a pior das hipóteses é ter um crescimento econômico um pouco abaixo de 5% em 2008 "É prematuro para saber. Nós temos que esperar mais ainda alguns meses para ver o desfecho dessa crise para saber até que ponto ela pode nos afetar ou não. Mas eu estou bastante otimista", disse.

Mantega disse que o Brasil tem consolidado uma posição forte, o que o torna atrativo para investimentos. Dessa forma, avalia, a valorização do real frente ao dólar é uma conseqüência desse desempenho. "Não se pode ter as duas coisas ao mesmo tempo: manter o real desvalorizado e ao mesmo tempo ter uma expectativa mais favorável sobre o Brasil", afirmou.

O ministro também não vê motivos para que o Banco Central freie a queda dos juros no Brasil. "Essa turbulência internacional não tem afetado a inflação. Pelo contrário, se ela se prolongar e afetar o comércio internacional, vai abaixar os preços", disse.

É mesmo, senhor Guido Mantega? Agora você está mudando por que se deu conta da derrapada ao fazer pouco caso da crise ? Isto cheira mais a tentativa de se arranjar uma desculpa esfarrapado para alguma mentira que o governo está tentando emplacar. Até poderia ser do tipo, “tão vendo, a crise é séria, precisamos da CPMF”, ou ainda do tipo “olha gente, não crescemos tanto quanto projetávamos por culpa da crise”. Na verdade, o governo fez sim pouco caso da crise, Lula disse que ela se circunscrevia apenas aos Estados Unidos. Esqueceu vossa excelência que, por conta do crédito que rolou solto, o Brasil foi muito beneficiado, e pode gozar da estabilidade econômica que faz a alegria de um governo que nada fez para se beneficiar.
Quanto ao Brasil ser atraente para os investimentos, é preciso informar que os juros praticados por estas bandas têm atraído é muito capital motel. O sujeito toma um empréstimo no Japão, pagando 2% ao ano, e joga aqui, para ganhar cinco vez mais e sem ter o incômodo de pagar impostos ou se preocupar com CPMF, como os pobres mortais brasileiros precisam suportar.
De qualquer forma, é bom saber que a equipe econômica começa a se dar conta de que a crise se atingir a um, atinge a todos, porque, mesmo que não reconheça, o Brasil ganhou muito com a expansão da economia mundial. Qualquer espirro do outro lado do mundo, nos atinge, independentemente das reservas acumuladas. Porque seremos atingidos nas exportações, que nos conduzirá a necessidade de apertos fiscais, ou em outras palavras, gastar menos.

Estatais atiçam cobiça dos partidos

Entre os cargos mais cobiçados na máquina pública, destacam-se as presidências e diretorias das estatais do setor energético. As empresas públicas sob a alçada do Ministério de Minas e Energia vão desembolsar R$ 44,6 bilhões neste ano, 89,7% dos investimentos a serem executados pelas estatais federais no período. Desde que o ex-ministro Silas Rondeau deixou o ministério sob a suspeita de participar de esquema de corrupção, as nomeações para os cargos da área foram congeladas pelo Palácio do Planalto. Mas a disputa pelas vagas prosseguiu.

Indicado pelo PT, o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, será mantido no cargo. A presidente da BR Distribuidora, Maria da Graça Foster, deve ser deslocada para uma diretoria da empresa. O lugar dela deve ser ocupado pelo ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra (PT-SE). A Diretoria Internacional da estatal, hoje ocupada por Nestor Cerveró, é disputada por petistas e peemedebistas. Já o PP luta para não ter seu indicado - Paulo Roberto Costa - substituído da Diretoria de Abastecimento por um petista.

O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer também controlar a presidência da Eletrobrás, historicamente ocupada por indicados dos senadores do PMDB, liderados por Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP). Desde o início do ano, o diretor de Engenharia, Valter Luiz Cardeal de Souza, é o presidente interino da maior estatal do setor elétrico. Os petistas pretendem mantê-lo no cargo, manobra rechaçada pelo PMDB.

O presidente da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, também é interino. O PMDB da Câmara indicou o ex-governador de Santa Catarina Paulo Afonso para o cargo. Uma divisão no PT catarinense esquentou a disputa. Um grupo indicou o ex-deputado Jorge Boeira. Outra ala apadrinhou Milton Mendes, ex-presidente da companhia. Na Eletronorte, Carlos Nascimento é o presidente interino. O lugar dele é desejado pela bancada do PMDB no Senado.

Já o PSB, além de manter o controle da Chesf, tenta aumentar sua influência no setor portuário. Detentor da Secretaria Especial de Portos, pasta criada neste ano para aumentar o espaço do PSB no governo Lula, o partido briga com outras legendas para nomear apadrinhados nos Estados. (F.E)

Enquanto houver estatal com cargos que são preenchidos por nomeações políticas, o Poder Executivo, literalmente, vai fazer gato e sapato do Legislativo. A representatividade, neste caso, vai e foi para o lixo. E nesse jogo quem perde? Quem perde é o país, é a democracia, é a representatividade popular.

E diante deste comportamento subalterno, nem se precisa decretar ditadura convencional. Ela já está instalada, mesmo que não institucionalizada. Mas a prática delinqüente dos políticos brasileiros, mascara uma situação ditatorial, autoritária e, para deixar tudo ainda pior, totalmente imoral e sem escrúpulos.

Governo conta com tucanos

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

No Jornal do Brasil. Comentamos depois.

"As possíveis dissidências na bancada tucana do Senado são a esperança do governo para tentar completar os 49 votos necessários para a aprovação da CPMF. Os dois governadores de maior peso no partido - José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais - querem a prorrogação do tributo. O partido será o principal alvo do trabalho de reaproximação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com oposicionistas nas próximas semanas.

Renan precisa demonstrar que ainda possui capacidade de se relacionar bem com os senadores de oposição para manter o apoio do Palácio do Planalto e aliviar a pressão pela sua saída da presidência da Casa. Ao presidente Lula, Renan tentará demonstrar que sua absolvição não dificultará a aprovação da PEC que prorroga a contribuição até 2011, apesar das ameaças da oposição em torno de uma "obstrução seletiva" na pauta de votações da Casa.

Por seu lado, o governo sabe que terá de flexionar a proposta de prorrogação da CPMF para conquistar votos entre a oposição.

- Seria importante um gesto de humildade e um esforço de negociação em direção à oposição - advertiu ontem o senador Tião Viana (PT-AC). - O processo de obstrução está presente na Casa e o governo terá que dialogar com todos.

Na Câmara, os sinais de flexibilização da proposta que prorroga a CPMF já apareceram. O relator da PEC, deputado Antonio Palocci (PT-SP), deixou uma porta aberta para a diminuição gradual da alíquota do tributo, hoje em 0,38%. O presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), apontou para a possibilidade de mudar a PEC no plenário da Câmara.

- Tenho sugerido que essa discussão seja feita conjuntamente entre a Câmara e o Senado, para ser aprofundada e termos posições de bancada, de governo e de oposição - pregou Chinaglia.
"

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: “...Os dois governadores de maior peso no partido - José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais - querem a prorrogação do tributo..”. Tudo bem, vamos admitir que assim seja. Pergunta-se: o que eles ganhariam com isso, politicamente? Nada. E até pelo contrário. Lula trataria de empurrar para os tucanos, ambos os presidenciáveis mais fortes à sucessão do próprio Lula, o ônus político da impopular recriação do imposto. Ah, mas o governo vai ser bonzinho e liberar muita grana para os projetos de ambos, em nível estadual. É mesmo ? Que então eles denunciem para a opinião pública a chantagem, ora. Joguem ao eleitorado a verdade, a de que o governo federal age contra o interesse e as necessidades das populações paulista e carioca. Se Lula quer a CPMF, que arque sozinho com o preço político, e não apenas fique com o bônus, que é a receita, e ainda até o final de seu governo. Diante da perspectiva de ser tucano o próximo presidente, este iniciaria seu mandato sem os R$ 40 bilhões de receita, que eles ajudaram a garantir para Lula. Este é o quadro. Se Serra e Aécio não conseguem enxergar o óbvio que salta aos olhos, então nem estão preparados para a presidência, tampouco a merecem.

MP acata denúncia de deputados contra Saulo de Abreu

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando Notícia

No Estadão online de hoje. Volto para comentar.

O Ministério Público aceitou, nesta quarta-feira, denúncia oferecida por 24 deputados estaduais e acatada pelo procurador-geral de Justiça, Rodrigo César Rebello Pinho, contra o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, por crime de desacato. Segundo a denúncia, o secretário desrespeitou "tanto o parlamento estadual como um todo e, em particular, a honra subjetiva dos deputados estaduais". A decisão foi tomada pelo Órgão Especial do Ministério Público, por 12 votos a seis.

A denúncia se refere a ato ocorrido em 6 de junho de 2006, na Assembléia Legislativa, quando Saulo Castro foi convocado pela Comissão de Segurança Pública da casa para falar sobre a crise na segurança pública no Estado e dos ataques atribuídos ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Se condenado, Saulo poderá pegar pena de detenção de até três anos e meio.

No despacho, o procurador alega que Saulo "ultrapassou as fronteiras da veemência e da ironia toleráveis, ensaiou passos de danças e batucou na mesa enquanto era ouvido, desviou propositadamente, em algumas oportunidades, o olhar de seu interlocutor, chegou a erguer acintosamente o dedo médio".

A decisão foi tomada pelos procuradores mais antigos do Órgão Especial do Ministério Público, porque além de ter foro especial por causa do cargo que exercia na época do episódio, Saulo é promotor de Justiça licenciado. O estadao.com.br não conseguiu localizar o ex-secretário para que ele comentasse a decisão.

Comento:
Incrível que chega parecer uma pilhéria, não verdade? Senão, vejamos: quando os deputados desacatam a população, com ações, digamos, nada nobres e nada honestas, quando eles aprovam, na calada da noite, privilégios imorais para si mesmos, em vergonhosa tramóia para assaltarem ainda mais o bolso do contribuinte-eleitor, isto também não fere todo e qualquer código moral ? E não é um desacato e afronta à sociedade que fica obrigada a sustentar suas malandragens, vagabundagem e safadezas? Cadê o Ministério Público para denunciá-los ?

E quanto a “honra” dos deputados ser atacada, não se pode conceder honra a quem não sabe respeitá-la e mantê-la para si próprio. Como poderá alguém respeitar a honra dos nobres deputados, se são eles os primeiros a manchá-la de lama ? Quanto mais falar-se em honra subjetiva, o que não passa de uma tolice desvairada.

Que os deputados se dêem o respeito, que cumpram dignamente a responsabilidade para a qual foram eleitos, e que, empossados, honrem seus mandatos servindo ao povo que os elegeu, e não apenas se servindo deles em proveito próprio.

Economistas alertam para desindustrialização

Folha de São Paulo

Dólar teria contribuído para reduzir participação do setor

Apesar do crescimento de 6,8% da indústria apontado pelo PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre do ano, economistas e entidades ligadas ao setor afirmam que a chamada "desindustrialização" do país está se aprofundando.

"É o câmbio, estúpido!", afirmou ontem o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, coordenador do 4º Fórum de Economia, promovido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), ao discutir os motivos que estariam agravando o problema.

Bresser-Pereira afirmou que o governo Lula vem praticando "populismo cambial" para segurar a inflação por meio do real valorizado, o que faz os preços de importados ficarem mais baratos.

Com os juros ainda elevados atraindo dólares ao país e altos saldos comerciais sustentados por fortes vendas externas, além de preços altos nos setores agrícola e de minérios, o economista prevê um aprofundamento da "desindustrialização" em setores de maior valor agregado.

Dados do IBGE mostram que ao longo dos últimos anos setores mais sofisticados da indústria perderam participação relativa no valor agregado do setor industrial, tanto internamente quanto nas exportações.

"É uma loucura completa imaginar que um país como o Brasil poderá bancar a importação de bens industrializados de maior valor com saldos comerciais gerados pelo setor básico", disse Bresser-Pereira.

Estudo apresentado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) mostra que a participação relativa do Brasil em relação ao PIB industrial de nove emergentes caiu de 15,1% para 11,8% entre 1990 e 2005. Esses dados comprovariam que a "desindustrialização" relativa do Brasil é maior."A indústria vem perdendo importância e abrindo oportunidades para o setor de serviços, que não tem como sustentar um aumento firme do PIB per capita", disse André Rebelo, economista da Fiesp.

Mostrando as experiências de outros países, Rebelo afirmou que é normal a indústria perder terreno para outros setores, como os serviços, quando o PIB per capita atinge patamares superiores a US$ 11 mil/ano. "No Brasil, o processo começou com o PIB per capita por volta de US$ 3.500", disse.

Edgard Pereira, economista-chefe do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), disse que metade do valor adicionado (a riqueza gerada) pela indústria já depende hoje de setores que têm por base recursos naturais.

"Não se trata de ser contra os setores de commodities ou mais básicos, mas, sem estratégia para os segmentos mais sofisticados da indústria, chegaremos a um resultado ruim."

"Doença holandesa"
Já o economista José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário Política Econômica no governo FHC (de 1995 a 1998), discordou frontalmente da tese da "desindustrialização".

Segundo ele, setores básicos como óleo, gás, minérios, grãos, carne e leite, entre outros, já representam 25% do PIB brasileiro. "São setores extremamente dinâmicos e com valor agregado, como o de alimentos, em que há muita tecnologia envolvida. Não estamos falando aqui de fécula de mandioca."

Mendonça de Barros afirma que essa diversificação de produtos básicos fabricados no país faz com que o Brasil não corra o risco de ter a chamada "doença holandesa". A expressão surgiu no início dos anos 80, quando as fortes receitas de exportação de gás da Holanda valorizaram o florim, derrubando as exportações dos demais produtos por falta de competitividade.

Dados divulgados na semana passada mostraram que, no segundo trimestre de 2007, o maior destaque do PIB foi a indústria, que cresceu 6,8%. A de transformação, mais sofisticada, liderou a alta, com evolução de 7,2%. No período, o setor de serviços teve desempenho positivo de 4,8%. Já o PIB como um todo cresceu 5,4%.

Lula : ninguém conseguiria governar sem a CPMF

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

Lula, discursando em Brasília, afirmou que “...aqueles que acham simples acabar com o tributo 'deveriam propor isso para depois de 2010' (...)”.

Segue reportagem. Volto para comentar.

“(...) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu os deputados federais que votaram a favor das Medidas Provisórias(MP) nesta madrugada, e assim, destrancaram a pauta para votar a CPMF. Para Lula, "ninguém conseguiria governar sem a CPMF". A votação não deverá ser concluída nesta quarta, já que a oposição utiliza mecanismos regimentais que facilitam a obstrução.

"Qualquer pessoa de juízo, a não ser os que querem inviabilizar o País, sabe que eu não poderia abrir mão da CPMF. Nenhum governo, do PMDB, PT, PSDB, PFL ou de qualquer outro partido, conseguiria governar sem a CPMF", afirmou.

Segundo o presidente, que participou da cerimônia de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento - Funasa nesta manhã - já foi provado que o Congresso Nacional consegue melhorar muitos projetos enviados pelo governo. E ao agradecer o apoio dos parlamentares, criticou os que só vêem desgraça. "Entre críticas e elogios e entre altos e baixos o Congresso tem dado sua contribuição", afirmou.

Com relação à proposta do governo de prorrogação da CPMF, Lula disse que aqueles que acham que é simples acabar com o tributo deveriam propor isso para depois de 2010. " Lula disse também que se o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), conseguir votar tudo o que está pendente na Casa, "os cabelos brancos dele vão ficar mais pretos".

O plenário rejeitou no começo da sessão, por 252 votos a oito e 20 abstenções, o requerimento do PSDB para adiar por dez sessões a discussão da prorrogação da CPMF e da DRU.

A previsão é que as sessões desta quarta, marcadas para votar o projeto, se estendam até a madrugada.

Obstruções
A primeira sessão começou às 10h30, mas só houve quórum (mínimo de 257 deputados) para iniciar a discussão às 12h05. A oposição pediu agora a retirada da discussão do projeto por dez sessões em um requerimento típico de obstrução. No início da tarde, há mais deputados de oposição no plenário do que governistas.

Para atrasar a votação e a aprovação do projeto, a oposição poderá lançar mão de vários requerimentos para tirar a proposta de pauta, para adiar a discussão e a votação por diferentes períodos. Com maioria, o governo consegue derrubar os requerimentos com facilidade, mas esse procedimento toma tempo de discussão e de votação. Passada essa fase preliminar, quando o conteúdo do projeto entrar em discussão, outros mecanismos poderão ser usados para atrasar a votação.

A oposição deverá apresentar emendas aglutinativas ao projeto e os chamados destaques, que obrigam a votação de parte da proposta de forma separada. Como se trata de emenda constitucional, as votações dos destaques feitos por bancadas necessariamente terão de ser nominais com registro no painel eletrônico. Antes dessas votações, no entanto, há tempo para falar a favor e contra a proposta. Além disso, os líderes têm tempo para orientar suas bancadas(...)”.

COMENTO:
Claro que se trata de mais uma bravata, daquelas cretinices que Lula adora espirrar pelos palanques mundo afora.

E tanto isto não é verdade, que se governo responsável houvesse no Planalto, pela duas vias da administração é possível abrir da CPMF, já e agora. Pela via das receitas, já se viu que o excedente na arrecadação de impostos cobre com muita folga a ausência na cobrança do imposto do cheque. E, pelo lado das despesas, bastaria o governo não ser tão perdulário, esbanjador e desperdiçador, e teria muita gordura para queimar sim. Na reportagem da Folha que publicamos hoje, está: o governo Lula aumentou as despesas em duas vezes o total anual do que se arrecada com CPMF. Fosse mais criterioso e eficiente na hora de torrar o dinheiro do contribuinte, economizaria o suficiente para cobrir a ausência de CPMF. Portanto, estas explosões em forma de desafio não passa de engasgo demagógico, a destilar uma mentirosa terrorista para pegar os bobos. E o pior é que tem quem cai.

Interessante notar que Lula, quando na oposição, tanto ele quanto seu partido não admitiam aprovar a CPMF como uma contribuição de emergência, quanto mais considera-la indispensável à governabilidade. Bastou chegar no poder e mudou o discurso. Claro, hoje os que são contra, ele os chama de irresponsáveis. E quando ele e todo o seu partido fecharam questão contra a CPMF eram o quê ? Pois é, nada como um dia depois do outro...Que ele agora beba do mesmo fel servido na mesma taça que serviu aos governantes anteriores. E que governe melhor, com mais eficiência, e pare de reclamar. Porque esta história de só acabar com a CPMF depois do governo dele, é de uma descomunal cretinice. Se no governo dos outros, a contribuição não era necessária e ele votou contra, que ao menos seja coerente, continue sendo contra.