Adelson Elias Vasconcellos
A edição deste final de semana da Revista Veja traz uma reportagem que coloca no seu devido lugar os pontos vamos dizer obscuros sobre a relação do PT com a BANCOOP. Não são apenas os mutuários que firmaram contratos de compra de unidades habitacionais através da cooperativa, mas, no fundo, o país como um todo sai lesado, profundamente lesado desta história toda. Vê-se agora, diferentemente do que aconteceu em 2005, que há muito mais podridão oculta e não revelada até hoje por detrás do mensalão petista. O escândalo BANCOOP talvez venha se constituir no Fiat Elba de Collor que, até sua descoberta, era apenas um acusado, depois, passou a réu.
Claro que se não houver sacanagem por conta das investigações, elas terão o dom de trazer a tona muita porcaria que a tão festejada Polícia Federal não conseguiu “descobrir” ou desvendar. Coincidência ou não, foram justamente as malfeitorias que atingiriam o PT que a PF não elucidou.
Mas não é apenas o mensalão descoberto em 2005 que o escândalo de agora poderá elucidar. Há crimes, assassinatos que atingiram gente do PT, gente disposta a revelar segredos e que, misteriosamente, foram apagados. Queima de arquivo como se refere Arlindo Montenegro em artigo postado mais abaixo.
Talvez a gente venha descobrir outras ações de bastidores praticadas por gente muito próxima a Lula, gente tão próxima que seria ridículo negar conhecer o que tais pessoas andavam aprontando, tais como José Dirceu e o compadre Teixeira. E apenas para lembrar: há casos que precisam ser elucidados como o da Telebrás, recente, e o da VARIG, este um verdadeiro crime contra o Brasil e seus trabalhadores. Será preciso que a sociedade brasileira instaure uma verdadeira CPI da Verdade, para ela própria conhecer o quanto de podre se esconde nos porões do Planalto a partir de janeiro de 2003.
E precisamos que estas verdades que se sonegam para o povo brasileiro, venham à tona antes mesmo de outubro deste ano, para que o país não cometa a insanidade de eleger para presidente uma destrambelhada. A tentativa de manutenção do poder, sob o apelo de “continuidade do que está dando certo” já vem acontecendo com o próprio Lula. Ele manteve tanto a política econômica quanto as políticas sociais (as boas, claro) que herdou de Fernando Henrique. Portanto, seja Serra ou Dilma, nestes dois campos, não teremos mudanças. Não se trata de oportunismo eleitoral como os petistas alardeiam. Mas se trata, isto sim, de termos condições de avaliar se os petistas merecem ou não continuar no poder. E, pelo conjunto da obra, sabemos que não.
A mudança de que o país precisa é de cunho ideológico e ético. Precisamos de alguém que não sustente uma máquina demoníaca, indecente e corrupta a permitir que os recursos públicos sejam alocados em obras irregulares, alimentando esquemas e privilégios para uma elite sindical que, além de tudo, é incompetente por natureza, vagabunda por esperteza e que se guia apenas pelo mau uso da máquina do Estado, sem contrapartida em favor de quem verdadeiramente a sustenta.
Não é esta continuidade que o país precisa para seguir em frente. Não precisamos sofrer mais quatro anos nas mãos de um presidente que, diante da responsabilidade de governar, apenas transfere culpas sem assumir suas próprias. Chega de discursos direcionados para “os outros governantes antes de mim”. Precisamos de gente que trabalhe para o país, e não fique jogando bilhões de reais arrecadados a custo do trabalho suado do povo, no colo de tiranos corruptos e cafajestes de que são exemplos Chavez, Morales, Correa, Castro dentre outros. Precisamos ser respeitados pelo mundo civilizado e não será com alianças espúrias que conseguiremos tal intento.
Precisamos retomar a rota perdida a partir de 2003, quando paramos de promover as mudanças e as reformas para destravar, definitivamente, as amarras do nosso desenvolvimento. Chega de sermos os medianos. Temos povo, riquezas naturais e solo fértil para andarmos na vanguarda. Chega dos nossos jovens se envergonharem de serem os piores alunos do mundo, chega de grande parte deles irem embora como se fugissem do inferno em busca de uma vida com melhor qualidade e segurança…
A questão BANCOOP, portanto, não serve apenas para conhecermos mais um dentre dezenas de escândalos de roubalheira promovidos pelos petistas desde que chegaram ao poder. São bilhões de reais jogados nos ralos da miséria moral sem punição de quem quer que seja. O caso é bem mais extenso e significativo. Ele demonstra o quanto o país tem sido esbulhado nos últimos sete anos. E comprova o quanto de oportunidades jogamos fora para, de fato, ter dado um salto de qualidade em direção ao futuro.
Diante da comunidade internacional, a máscara de Lula finalmente caiu. Demorou, mas parece que o mundo civilizado despertou da longa letargia que serviu para embalar o mito Lula. Lá fora, a mentira tem, sim, pernas muito curtas.
Internamente, contudo, Lula ainda continuará a enganar as massas pela simples razão de que elas levarão um certo tempo para acessar as informações necessárias para por fim ao mito. É que menos de 10% do país tem acesso, de fato, à informação qualificada, o que vem justificar, e muito, o alto grau de popularidade que Lula desfruta. Além disto, um verdadeiro exército circunda em sua volta, impedindo que a sujeira toda possa tocá-lo. Muitos vão para o sacrifício, para proteger seu poderoso chefão.
Em 2005, diferentemente do que aconteceu com o caso Arruda em 2009, não houve vídeos flagrando as negociatas que foram feitas,a não ser a de um bagrinho pequeno dos Correios.. Mesmo assim, há fatos, testemunhas e documentos que demonstram, de forma cabal e indiscutível, o mensalão petista. Difícil é entender a demora do judiciário em julgar o caso.
Por fim, a política externa brasileira precisa, urgentemente, ser desinfetada desta gente ordinária e repulsiva, abraçada ao atraso, que se alia ao que existe de pior no mundo, e que enxovalham o nome do Brasil perante a comunidade internacional. Chega de Celso Amorin, Marco Aurélio Garcia, Samuel Pinheiro e do próprio Lula jogando no lixo a honra e história nacionais.
O povo brasileiro repele gente como Chavez, Fidel Castro, Evo Morales, Ahmadidnejad. Rejeita, também, qualquer forma de censura à liberdade de expressão. E manda para o inferno os aventureiros canalhas que tentam impor um estado policialesco. São insuportáveis governantes mentirosos que tentam reescrever a história em seu favor, jogando o passado no lixo. Queremos nos aliar a gente decente, que seja útil ao desenvolvimento do país e que tenha para nos ensinar muito mais do que simples delinqüência. E, bem sabemos, a opção Dilma Rousseff em outubro é a continuidade desta política de lama, vergonha e baixeza. Acima do pavilhão nacional não reconhecemos nenhum outro. Pois até nisso o orgulho verde amarelo precisou ser humilhado e se curvar: hoje a bandeira brasileira tremula em igual pendor ao lado de uma porcaria de bandeira forjada no submundo de onde emergiu o petê e sua massa de aliados bandoleiros sul-americanos.
Nossa escolha deve ser pelo Brasil. E nada além disso. Com Dilma, ou qualquer outro ou outra que se assemelhe em ideologia a esta gente, é permitir que as políticas racialistas e de divisão interna de um povo com mais de 500 anos de formação étnica tenham sucesso. Somos uma só nação, independente de raça, cor, religião, opção sexual, ideologia política, condição sócio-econômica, ou mesmo de residência no norte ou sul. Uma grande nação se faz e se constrói com toda esta miscigenação, com toda esta mistura, com todos estes contrastes. Deste modo, não podemos aceitar sermos conduzidos como manadas fragmentadas em gado gordo ou magro.
Chega de políticas segregacionistas. Nossa opção deve ser pelo regime de leis, pelas liberdades democráticas e, acima de tudo, pela unidade nacional. Ou seja, queremos um presidente para governar o Brasil para os brasileiros, e não para jogar no lixo o recurso público para engrandecer pervertidos e anacrônicos governantes esquerdopatas. Tentando defender Lula, seu assessor, Marco Aurélio Top-Top afirmou que o Brasil não é uma ONG para dar ouvidos a dissidentes políticos. Sendo assim, não pode, também, ser uma ONG para acolher vigaristas e terroristas estrangeiros de que são exemplos Padre Medina e Cezare Battisti, ou financiar regimes autoritários e tirânicos.
E, neste sentido, a aposta em Dilma fere e macula mortalmente este ideal. Não, rejeitamos esta continuidade que Lula nos propõem. Vai contra nossos princípios e valores morais. Assim, nossa única opção deve ser pelo Brasil, pelo Brasil decente. Que o PT volte para oposição para aprender que um país não é uma associação de amigos do rei.
