terça-feira, outubro 03, 2006

TOQUEDEPRIMA...

O pitbull vai morder
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Ciro Gomes assume papel de "pitbull" e inicia ataques a Alckmin"O presidente Lula tomou uma estratégia de apresentar o seu governo e fazer uma prestação de contas, mas os seus adversários fizeram essa opção lacerdista, sem o brilho de Carlos Lacerda, de aviltar o debate brasileiro e nisso tiveram o papel coadjuvante de uma parcela interessada da imprensa".
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Cobra criada
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A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Denise Abreu, que trata as famílias das vítimas do desastre da Gol com arrogância e grosserias, foi assessora do José Dirceu. Foi indicada para o cargo por ele!!!
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Abicalil culpa setores da imprensa por segundo turno
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O deputado Carlos Abicalil (PT), reeleito para a Câmara dos Deputados, acredita que setores da imprensa são responsáveis pela reviravolta que levou ao segundo turno a disputa da Presidência da República entre o petista Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Geraldo Alckmin. Para o parlamentar, a nova disputa é consequência das linhas editoriais dos principais veículos de imprensa nacionais - adotadas na cobertura sobre a compra do dossiê que supostamente ligaria Alckmin e o governador eleito de São Paulo, José Serra, com a máfia das ambulâncias.
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Um presidente descontrolado
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Quem esteve perto de Lula nos últimos dias, sentiu um homem à beira de um ataque de nervos, no limite de seu estresse, muito provavelmente já prevendo o segundo turno.
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Nas últimas reuniões íntimas só falava aos berro e distribuía palavrões.Na noite de domingo, quando João Santana, marqueteiro da campanha, chegou até ele e disse“Não vai dar, presidente”, pensou que Lula poderia ter um piripaque.Não respondeu a Santana, ficou imóvel e com o olhar parado e fixo.
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Sandálias
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O presidente Lula aceita o debate, conversa com a imprensa, até elogia os jornalistas... Virou outro. Para citar um amigo dele, Chico Buarque, o homem agora “é gente humilde, que vontade de chorar...”
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Sorriso amarelo
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Para manter as esperanças de um emprego no governo Lula, o governador Jorge Viana (PT) vai ter que explicar por que Geraldo Alckmin venceu no primeiro turno, no Acre, com 51,78%. Quase 10 pontos a mais que Lula.
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O delegado insinuou que divulgou as fotos para se proteger de algo que qualificou de "uma armadilha". "O que eu posso temer é uma covardia, querem me imputar coisas que não fiz",afirmou.
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"Eu fiz sozinho, por consciência e não motivado para ser herói, ou paladino da justiça e sim para cumprir o meu dever, como delegado da Polícia Federal e até mesmo para evitar alguma armadilha que poderia ser feita contra mim". Ele negou, no entanto, ter recebido ameaças e não detalhou a armadilha que poderiam tê-lo envolvido. "Eu assumi ter vazado as informações. Um vazamento como muitos outros ocorreram e muitos outros vão ocorrer. O que é relevante no momento é a origem do dinheiro. É isto que dá o cunho político a coisa e não o vazamento de algumas fotos", disse.
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Questionado porque participou da perícia no Banco Central e na Caixa Econômica Federal, se estava fora do caso, o delegado limitou-se a dizer: "Isto eu não posso dizer, mas foi o que motivou tudo para que eu divulgasse as fotos".
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O fantasma que assusta Lula
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Antes de conquistar sua sonhada reeleição, o presidente Lula da Silva faz de tudo para espantar o fantasma de um impeachment e escapar do risco de sua candidatura sofrer impugnação por causa do Dossiêgate. Enquanto se refaz da irritação e da ressaca de não ter vencido no primeiro turno, como esperava, Lula trata de se defender da suspeita de envolvimento no esquema do dossiê Vedoin. Na defesa enviada no final de semana ao Tribunal Superior Eleitoral, os advogados de Lula insistem que “seu representado nada, absolutamente nada, tem a ver com o ocorrido”. Condenado pelo TSE, Lula ficaria inelegível.
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Em sua tática defensiva no dossiêgate, Lula insistiu que deseja saber "o que aconteceu e quem foi que inventou essa engenharia para nos dar um tiro no pé". Admitiu que sua candidatura pode ter sofrido danos por causa do escândalo, mas lançou a dúvida sobre os petistas que, semana passada, chamou de “aloprados”: "Não posso culpar o PT, assim como não se pode culpar uma família inteira quando um de seus membros comete um desatino". O presidente até defendeu a publicação das fotos do dinheiro que supostamente seria pago pelo dossiê (vazadas pelo delegado Edmilson Bruno, da Polícia Federal), apesar da tentativa do PT de evitá-la: "Se o fato ocorreu, tem que ser mostrado".
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Collor apóia Lula
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Adversário de Lula nas eleições presidenciais em 1989, o ex-presidente Fernando Collor, manifestou seu apoio a Lula no segundo turno.
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Collor, que três anos após vencer Lula em 1989, foi afastado da presidência em processo de impeachment, agora defende que Lula é a melhor opção para o País.
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"Grande parte deste povo que vota por ele (Lula) também vota por mim. Não faço críticas ao Alckmin, só mostro minha simpatia à candidatura do Lula. Eu entendo que ele é o que melhor para o Brasil, é o que mais compreende a alma nacional, o que melhor se identifica com o país e com o povo".
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Onça com sede
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O presidente Lula não deu as caras, domingo, para comentar o resultado da eleição. Deve ter sido porque, naquele dia, a onça bebeu (muita) água.
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Vigarice
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Os institutos de pesquisa inventaram uma vigarice para justificar seus erros: chamam de “espiral invisível” o fenômeno que fez, por exemplo, Jaques Wagner (PT) surpreender com uma vitória espetacular no primeiro turno.
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Cristovam promete se definir
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O senador Cristovam Buarque (PDT) reiterou que vai se posicionar claramente para o segundo turno das eleições presidenciais, no dia 29.
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Porém, manteve em suspenso sua decisão pessoal, avisando que a posição do PDT deverá ser tomada na próxima semana, em uma reunião da direção do partido, na qual terá apenas um único voto.
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De antemão, Cristovam impôs quatro condições ao candidato que receberá o apoio do PDT: o compromisso total com a democracia, sem romper nenhuma de suas regras; acabar com a reeleição para cargos do Executivo; colocar a educação como prioridade; defender os diretos trabalhistas.
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Fraquinho
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Aloizio Mercadante (PT) foi tão fraquinho, em São Paulo, que Afif Domingos (PFL), derrotado para o Senado, teve 2 milhões de votos a mais que ele.
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Lacerda rima com...
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O senador Aloizio Mercadante está mesmo preocupado com a ameaça da oposição de entrar com processo para lhe cassar o mandato, por envolvimento com o dossiêgate.
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Em mais um dia de explicações, o candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, negou que tenha havido desrespeito à lei no fato de o ex-coordenador de Comunicação de sua campanha, Hamilton Lacerda, ter ocupado ao mesmo tempo um cargo em seu gabinete e outro na campanha.
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Mercadante, que acompanhou o presidente Lula em visitas a fábricas automotivas em São Bernardo do Campo, comentou que Lacerda era encarregado de fechar os programas de televisão e rádio da campanha.Alegando que essas tarefas eram realizadas no período noturno, o senador avaliou que não havia interferência nas atividades de assessor parlamentar.“A legislação não proíbe nenhum assessor parlamentar de participar da campanha. O que ele não pode é fazer isso no exercício da função”.
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O senador admitiu, no entanto, que Lacerda participava ocasionalmente de atividades de campanha no ABC Paulista, seu berço político.

LEITURA RECOMENDADA.

OS AIATOLÁS E OS AIATOLOS
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Por Sebastião Nery
Publicado no Tribuna da Imprensa
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Em 54, o ex-ministro da Educação de Getulio, Antonio Balbino, vetado por seu partido, o PSD, que lançou Pedro Calmon, era candidato a governador da Bahia pelo PTB, com Juracy Magalhães candidato da UDN a senador, apoiado pelo PTB, que indicou seu colega de chapa, Lima Teixeira.
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Na praça de São Caetano, centro da maior concentração popular de Salvador, uma vedete: João Goulart, presidente nacional do PTB, fora à Bahia assegurar a vitória do neopetebista Balbino e do udenista Juracy.
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O comício estava frio. Apesar da presença de Jango, ninguém se animava. O povo não entendia direito aquele estranho casamento do PTB de Getulio, que acabava de se matar, com a UDN de Carlos Lacerda. Juracy sentiu que só um golpe espetacular sacudiria a praça. Pegou o microfone:
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- Minha boa gente baiana (era assim que sempre falava, com sua voz fina e anasalada)! Nesta praça, por cima de todos nós, há um homem morto: meu amigo, amigo de João Goulart, amigo dos trabalhadores do Brasil. Vamos, todos, de joelhos, rezar um Padre Nosso pela alma de Getulio Vargas!
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A praça caiu de joelhos, rezando. De joelhos, no palanque, Juracy, Balbino, Lima Teixeira, Manoel Novais (presidente do PR), piedosos como noviças em êxtase. E Jango, a perna direita dura, ajoelhado com um joelho só, agarrado às costas de Juracy, como um Cristo bêbado de Salvador Dali. Balbino, Juracy e Lima Teixeira ganharam.
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Pesquisas
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O povo brasileiro pôs muita gente de joelhos, domingo: Lula, o PT, os vampiros, os mensaleiros, os sanguessugas, os "dossieiros", os doleiros, os "reaiseiros". Arrogantes, soberbos, enganadores, mentirosos, achavam que iam ganhar tudo. E começaram, ali, a perder tudo, inclusive o segundo turno.
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Mas a grande derrota, a suprema desmoralização e humilhação foi dos "aiatolás" das eleições, os grandes institutos de pesquisa, que passaram meses vendendo fraudes aos "aiatolos", as televisões, revistas, jornais e jornalistas. Não há, na história da pesquisa política, brasileira ou universal, desastre igual. Errar é humano. Pesquisa pode errar. Não pode é escancarar a enganação.
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A primeira providência que deviam tomar era trocar de nome, no mínimo para se esconderem. Há algumas sugestões: o Ibope podia ser o "Igolpe". O "Datafolha" virar o "Datafalha". O "Vox Populi" passar a ser o "Vox Pecuniae". E o "Sensus" o que ele é mesmo, o "ContraSensus".
A prova do escândalo está nos números deles mesmos. De todos.
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Margem de erro
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No "Globo", o excelente Jorge Moreno relembrava, e o também ótimo Ricardo Noblat publicava, a sabedoria de Ulysses Guimarães:
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"A margem de erro é a margem de lucro das pesquisas". Até aí ainda seria tolerável. Mas as pesquisas, meses a fio, "erraram" duas, dez vezes além da margem de erro. Um "resultado", no penúltimo dia, no dia seguinte, na eleição, era absolutamente diferente, quando não ao contrário. .
Isso aí não é mais erro nem margem de erro. É pirataria mesmo.
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Confiram as pesquisas do último mês, até o último dia. Ou nenhum grande instituto brasileiro sabe fazer pesquisa (e sabemos que sabem) ou, o que é indecoroso, inaceitável, intolerável, mercadejavam os números.
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MA, RS e BA
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As TVs e os jornais davam, várias vezes por semana, até o fim, as pesquisas presidenciais do Ibope, Datafolha, Vox Populi e Sensus. Lula sempre com mais de 48% ou 50% e Alckmin com menos de 30%. Depois, Alckmin chegou a 31%, 32%, na véspera até 35%. E o País viu, estarrecido, o resultado final, verdadeiro: Lula 48,6%. Alckmin, 41,6%. E a "margem de erro" era sempre 2 pontos.
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Nos estados onde havia candidatos governistas ou "amigos" foi ainda pior. No Maranhão, a Roseana Sarney (PFL) tinha sempre mais de 60%. E o Jakson Lago (PDT) pouco mais de 20%.
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Depois, um pouco mais. O resultado final foi Roseana 41,29%, Jakson 30,12%, Vidigal 12,45%, Aderson 3%. Por que derrubavam sempre os outros e subiam Roseana? E assim pelo País a fora.
No Rio Grande do Sul, no dia 1º de outubro, segundo o Ibope ("Globo"), Germano Rigotto (PMDB) tinha 34%, Yeda Crusius 25%, Olívio Dutra 25%. Resultado final: Yeda 30,5%, Olívio 25,40% e Rigotto 25,16%.
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A Bahia é um escândalo nacional: domingo, o Ibope publicava Paulo Souto 51%, Jaques Wagner 41%. À noite, Wagner ganhava com 45% a 36%.
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Os quatro
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Dirão eles que todo mundo tem o direito de errar. Primeiro, então não enganem o público com a farsa da "margem de erro de dois pontos". Depois, e isso é que é sobretudo grave e aético, se não têm segurança quanto aos números, se pesquisa é coisa fluida, os donos ou diretores dos institutos não se metam a aiatolás da verdade, dando sempre a última e definitiva palavra.
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A toda hora o Montenegro, do Ibope, estava na Tereza, a Incrivinel, no "Globo", assegurando, jurando, imposturando que Lula já estava reeleito e não havia hipótese de segundo turno. E o falso profeta não era ele só. O Paulino, do Datafolha, meteu-se a editorialista do jornal: Lula já estava reeleito. O Marcos Coimbra do Vox e o Ricardo do Sensus, também. Impostura pura.

Entre o hoje e o amanhã



A eleição para presidente vai ter uma nova rodada. Reduzido a Alckimin e Lula, é preciso que se tire algumas lições importantes que as urnas transmitiram neste domingo de 1° de Outubro.

A primeira, e aqui vamos considerar os resultados gerais, é que pesquisa eleitoral não tem o dom de fazer o eleitor votar. A começar por Alckimin. No máximo chegava a 33% e finalizou com quase 42%. Germano Rigotto (RS) e Paulo Sotto (BA) seriam reeleitos para governadores em seus estados. O primeiro, chegou em terceiro e está fora da disputa do segundo turno. O baiano sequer verá segundo turno: Jacques Wagner – PT atropelou na reta final e ganhou no primeiro turno. Para o senado, Eduardo Suplicy em São Paulo era absoluto: ganhou apertado de Afiff Domingos. No Paraná, Requião levava fácil: enfrentará segundo turno.

Então, a discussão de que pesquisa eleitoral condiciona o eleitor a votar no favorito é um conceito que precisa ser revisto, da mesma forma que os erros dos institutos requerem revisão da metodologia empregada. Este o caso do SENSUS, que na última pesquisa deixava Alckimin abaixo de 30%, garantindo a Lula uma vitória tranqüila no primeiro turno.

Tais erros deverão servir, também, para que analistas e comentaristas políticos saibam manter certas reservas quanto a estas pesquisas. Do mesmo modo, os comitês de campanha doravante deverão buscar outros indicadores para definir adequadas estratégias e que possam conduzir seus candidatos-clientes a performances mais acertadas.

Porém, quem sai desta eleição com a lição maior é presidente-candidato Lula, pois a resposta vinda dos 128,0 milhões de eleitores demonstra que o povo já não acredita que apenas abrindo-se saquinhos de bondades pré-eleitorais sejam suficientes para garantir reeleição. Para quem apostava numa eleição fácil baseado apenas no uso e abuso da máquina pública e recursos do Tesouro, sem dúvida que o resultado decepcionou. O Brasil quer muito mais de seu governante maior. Ele até reelege mensaleiros e sanguessugas, ele até admite devolver ao Parlamento os Maluf e Collor da vida. Mas para o Planalto, se exige um mínimo de ética, de honra, de caráter, de equilíbrio emocional, coisas das quais Lula afastou-se ao longo de seu mandato. O povo, quanto maior seu acesso à informação, mais repudia candidato desequilibrado para seu Presidente. E mais: Lula precisa entender, de uma vez por todas, que é se candidato à Presidente, o é para governar o país como um todo, e não apenas para uma determinada classe de pessoas. Que dê prioridade sem dúvida aos mais necessitados, sem contudo desprezar aos demais brasileiros.

O eleitor ainda deu a Lula outro recado: a um presidente se permite muita coisa, menos que minta para seu povo. E muito menos que se utilize de métodos guerrilheiros e ilegais para manter-se no poder, a si e seus asseclas. Poderá até ganhar no segundo turno, mas precisará urgentemente rever suas ações e seu pensamento.

E mesmo que vença a eleição, Lula conviverá o tempo todo com a falta de credibilidade em razão da lama que seu primeiro mandato ainda ostenta. Segundo, precisará livrar-se das ações de impugnação que cercam sua coligação em razão do dossiê anti-Serra, fora outras questões que o TSE está a lhe cobrar. E, mesmo que ainda supere estas sombras, já sabe que sua governabilidade precisará desdobrar-se politicamente com muita competência diante de um Senado Federal de maioria oposicionista. Não há dúvidas de que o seu partido sai enfraquecido e muito pouco lhe oferecerá como abrigo. Daí porque as reformas emergenciais necessárias para livrar o país do atoleiro e da estagnação exigirão uma negociação bastante hábil para superar as dificuldades que se apresentam, caminho este que Alckimin, em razão da composição do Parlamento, e se vencedor, lhe parecerá mais ameno.

A vitória final para Alckimin não será tão fácil, nem muito menos para Lula, muito embora lhe falte conquistar uma parcela menor de eleitores. O tucano precisará tirar votos de Lula, e aí o caminho será bastante espinhoso. Contudo, nada será impossível para quem entrou na campanha desacreditado, sem ter a unanimidade de seu próprio partido, e até a metade do caminho, era tido como verdadeiro azarão. Porém, estando Minas e São Paulo com seus resultados definidos em favor dos tucanos Aécio e Serra, tendo um respeitável palanque no Rio Grande do Sul, onde Yeda Crusius é fortíssima candidata a vencer a parada para o governo na luta com o petista Olívia Dutra, Alckimin pode aumentar sua força junto a um eleitorado sabidamente mais esclarecido. Mesmo no Norte e Nordeste, onde sua base ainda é frágil e Lula leva enorme vantagem, Alckimin poderá agora apresentar um programa que fale mais de perto ao eleitorado destas regiões. Já não haverá necessidade de gastar boa parcela de seu tempo de campanha para tornar-se conhecido. A Lula restará manter o eleitorado dividido, antes entre pobres e ricos, e agora, entre norte/nordeste versus sul/sudeste. Mas que não se iluda o petista: Alckimin mostrou consistência na reta final de campanha, claro que ajudado pelos erros de Lula e de seu partido. Porém, o tucano tem tudo para unir a coligação PFL/PSDB, que saíram fortalecidos das urnas, em torno de seu nome.

E assim como a contagem foi emocionante até praticamente o último voto, o segundo turno será uma briga de foice para motivar os eleitores. Desta vez Lula diz que irá debater. Porém, é bom preparar-se adequadamente: Alckimin demonstrou no debate da Globo que sabe portar-se diante das câmeras, tem respostas corretas para questões delicadas, tem senso de informação e sabe driblar dificuldades.

O que todos esperamos é que os dois possam mostrar programas e respostas para nossos problemas mais agudos, e que o eleitor possa escolher aquele que se apresentar com melhor competência. Afinal, independente do nome ou do partido, o que está em jogo é o futuro do Brasil. Esta a prioridade que esperamos que cada candidato considere e que o eleitor possa identificar no segundo turno.